“Os Freedmans”!!!

Este foi o nome que Raul de Barros escolheu para dar ao conjunto que ele formou, antes de atuar com o “tremendão” Erasmo Carlos.

Raul de Barros tinha um conjunto que costumava tocar em algumas boates de São Paulo nos ano 60, e na época não sabiam que nome dar ao grupo.
Como o cantor George Freedman também freqüentava os lugares onde eles tocavam, e sendo eles muito amigos, decidiram colocar o nome no conjunto de “Os Freedmans”, em homenagem a ele!

O conjunto de Raul de Barros tocava na boate Serenata, que ficava na Rua Augusta e também no Bel Boliche, na Avenida São João.

Era na Rua Augusta que ficavam as três boates mais famosas da época:  Serenata,  Saloon, onde The Jordans tocaram na maior parte do tempo, e Lancaster, onde os Clevers (Incríveis) tocavam…

O conjunto havia sido formado fazia pouco tempo e eles não estavam preocupados com o nome. George Freedman, ou simplesmente Freedman, como é chamado pelo amigo, sempre ia nos mesmos lugares onde eles sempre tocavam e assim Raul de Barros resolveu colocar o nome “Os Freedmans”, em sua homenagem.

Algumas pessoas pensavam que era por causa de um seriado infantil que passava na TV mas eles faziam questão de falar que era por causa do grande amigo e admirador recíproco.

Fotos do arquivo particular de Raul de Barros, o Tremendão

Da esquerda para direita: Banzé, Armandinho, Raul e Emilio.

Esta foto acima foi tirada em frente a boate Serenata (Antigo San Quentin). Detalhes: O relógio da Willis marcava meia-noite e 32min. e logo abaixo, uma plaquinha com o nome “A.Cerello e Cia Ltda”. Isso foi há mais de 40 anos, hoje talvez esta seja uma grande marca de bolsas e calçados.

Os Freedmans na Rua Augusta / SP

Eduardo Reis, autor do livro The Jet Black`s, escreveu que como Raul de Barros não aceitou entrar para o conjunto The Jet Black´s, foi fazer parte dos Tremendões para acompanhar Erasmo Carlos.

Raul e Armandinho em cima, Banzé e Emílio embaixo, sentados em um carro na Rua Augusta.

Raul e Armandinho em cima, Banzé e Emílio embaixo, sentados em um carro na Rua Augusta.

Comentário de :

Lauro Aidar
Nossa musica teve um dos seus maiores ápices nos anos 60, durante a pré-jovem guarda e a jovem guarda em si.
Houveram alguns protagonistas responsáveis pelo movimento e o George Freedman, junto com Ronnie Cord, Demetrius, Tony e Cely Campelo, Carlos Gonzaga, Sergio Murilo, entre outros, foram os primeiros a fazer sucesso nas radios e nos primeiros programas de TV que deram espaço à “Juventude Transviada”.
Acho muito importante que todos estes ícones façam seus relatos e contem suas estórias para que o movimento Jovem Guarda nunca fique esquecido na mente de qualquer brasileiro e os façam saber da importância que tiveram na musica e nos costumes de um povo.
Raul Tremendão (que era muito amigo de Nossa Syl e do Dudu) é uma dessas memórias vivas e assim como o Foguinho sempre narram peripécias desse passado recente.
Obrigado ao Georjão e aos seus amigos por tudo o que fizeram pela musica, por nós contemporâneos e por tudo que ainda fazem pela nossa saudade.
Parabéns a você, Lucinha Zanetti, por resgatar estas relíquias e homenagear esses heróis utilizando do meio comunicador mais abrangente da atualidade.”

10 respostas em ““Os Freedmans”!!!

  1. Tive muita sorte em conhecê-la no Facebook. Obrigado por se tornar minha amiga e, espero que seja uma “eterna amiga”, minha querida “mentora intelectual”. Só tive alegrias com você e, torço para que elas continuem permanentemente. Parabéns pelo seu blog. Muito inteligente e informativo…, sou seu fã!!!

  2. Pingback: Emílio Russo e sua trajetória artística como um dos maiores guitarristas do Brasil. | WE LOVE THE BEATLES FOREVER

  3. E advinhem quem emprestou uma guitarra pró Alemão tocar nos JetBlack’s? Eu!
    Ele apareceu na minha casa no Sumaré desesperado , emprestei uma Sonic Giannini vermelhinha. Essa Guitar ficou famosa, apareceu na TV, jornais e tal. Eu conhecia o Roberto de uma banda chamada Dangers , tocavam na rua Augusta, acho que no Alcides, ou próximo. Toquei algumas vezes, era uma excelente banda. Alemão, Bruno, Osny e outro Roberto(?)

    • Que bacana Luiz Antonio, é muito bom a gente saber essas histórias de bastidores.
      Alguns participantes dos Jet Black’s, o Serginho Canhoto, Joe Primo e Bobby de Carlo estão com uma página no Facebook, vou postar este seu comentário lá. 😉

      • Beleza, Lúcia. Eu sou do tempo dos Jets mesmo, o nosso baixista ( Jean Pierre) tomava aulas com o Zé Paulo. De vez em qdo eles nos emprestavam alguns instrumentos, no “início do começo”! rsrs
        Abraços

      • Respondendo:
        Luiz Antônio Silveira
        Bandas
        Les Strangers ( 63/65)
        Luizinho (eu), Miro, Jean Pierre, Serginho
        BlackStones (65/67)
        Luizinho, Neni, Moacyr e Miro
        Os Bomzos ( 67/70)
        Luizinho, Miro, Durval, Antônio Luiz, e Lineu

        \m/
        Até hoje nos encontramos em Jams

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