De como o conjunto The Jordans se desfez depois do sucesso de “Tema de Lara”.

Em 1968 Aladdin, nome artístico de  Romeu Mantovani Sobrinho, montou uma banda e com esta nova formação pós Jordans, gravaram dois LPs, sendo um deles este, pertencente a Oscar Fornari, que enviou a foto:

Aladdin saiu dos Jordans e formou esse outro grupo, mais tarde os outros integrantes, Foguinho, Sinval, Tony e Irupê, o chamaram de volta.

Em 1966 o conjunto The Jordans fizeram muito sucesso com a música “Tema de Lara”, e o que sobressaía nesta música eram os metais, muito embora Aladdin tivesse tocado bandolim na gravação.

Em 1967, depois que voltaram da Europa, ocasião em que encontraram com os Beatles casualmente em Londres, Aladdin  decidiu-se por abandonar The Jordans. Foi então que os outros integrantes, Foguinho, Sinval, Tony e Irupê convidaram Marco Aurélio Rocha, apelidado de Porquinho, para ocupar o lugar de Aladdin, pois ele solava e também cantava legal.

Neste meio tempo, depois de sair do grupo, Aladdin formou um outro, que recebeu o nome de Aladdin Band e gravaram dois LP, um deles este da foto.

O tempo passou e em 1970 o novo guitarrista dos Jordans, Porquinho, saiu do grupo e Foguinho convidou José Aroldo Binda para ser o novo solista e cantor; ele tocava no grupo SOM BEAT junto com Norival, que é o baterista de Roberto Carlos até hoje.

José Aroldo ficou um ano com os Jordans e chegou a gravar um LP intitulado THE JORDANS, com 3 elementos de cada lado da capa num gramado. Depois ele foi para Os Incríveis e os Jordans chamaram o Porquinho de volta.

Foguinho (Waldemar Botelho Jr.) ficou no grupo até 06-01-1973, quando terminando um baile no GDR PIQUERI, ele pegou sua bateria, colocou no porta malas de seu Chevrolet Opala e saiu para ficar na história!

Em seu lugar entrou o baterista Chicão e em 1976 o grupo se desfez, chegando ao fim aquele que foi um dos principais e mais famosos grupos instrumentais dos anos 60 e da Jovem Guarda!

Terminava ali o conjunto The Jordans, o único grupo brasileiro a se encontrar com os Beatles enquanto estes ainda eram uma banda!

“Essa foi, no meu modesto entender, uma das melhores bandas brasileiras dos anos dourados. Lembro, com muita saudade, nossos tempos de Rua Augusta, em que eles se apresentavam, madrugada a dentro na boate Lancaster e, eu, me realizava cantando acompanhado pela banda e, o Foguinho me dava a “colher de chá” de substituí-lo na bateria. Que tempo gostoso!!! Até hoje, quando sou convidado para fazer uma apresentação ao vivo, tento encaixá-los para me acompanhar. Eles sempre me transmitiram segurança,, além de uma amizade que já dura, aproximadamente, uns 55 anos!!!” (George Freedman)

Tópicos relacionados:

1 – O Encontro dos Jordans com os Beatles

2 – The Jordans e o LP “Studio 17”

Depoimentos de Eduardo Reis, dos Jet Black`s, Raul de Barros, dos Tremendões, e Foguinho, dos Jordans, sobre os fatos:

Eduardo Reis

Eduardo Reis 16 de Julho de 2012 07:15
Esta foi a outra banda que o Aladin montou e chegou a gravar dois discos. O Foguinho estava fora desta formação.

Raul DE Barros

Raul DE Barros 16 de Julho de 2012 08:55
Edu, mandou bem mas vale completar, nessa banda não é só o Foguinho que tá fora. O Aladim mandou embora todos os elementos dos Jordans,Os Jordans por sua vez colocaram no lugar do Aladrim um tal de Porquinho, gordinho que tocava muito e tinha um pai com uma certa graninha e isso despertou um certo interesse nos elementos dos Jordans, eles ficaram iteressados no garoto ou seria interesseiros!!! O Aladim pegou um conjunto de nome The Donkeys que tocava na boite do sogro dele, Boite La Ronde, da rua Rego Freitas, SP. Nessa foto o Aladim é o primeiro e o último que está sentado é o Ligeirinho e o último que está em pé se chama Jota, todos com cara de bahianos mas tinha entrosamento. Oscar Pegada é novo e só conhece esses grupos pelos LPs que compra, não sabe nadinha da historia, não viveu em Rio/São Paulo, é de outras paradas. Os Jordans poderiam se considerar um conjunto dos mais antigos em atividade não fosse essa interrupção…

Vou escrever em minúsculas senão o RAUL me...

Waldemar Botelho Jr. 16 de Julho de 2012 17:55
Vou escrever em minúsculas senão o RAUL me chama de cegueta.O que aconteceu foi o seguinte:em 1966 fizemos o sucesso com o tema de lara e quem se sobresaía nesta música eram os metais apesar do ALADIM tocar um bandolim.Como seu ego não permitia dividir a fama com mais ninguém em 1967 ele resolveu abandonar os THE JORDANS e aí convidamos o MARCO AURÉLIO ROCHA,vulgo PORQUINHO pra ocupar o lugar dele que apesar de solar muito bem também cantava legal.Nisso depois de saír o ALADIM foi atras de um outro grupo para formar o ALADIM BAND e sei que gravaram 2 lp’s,depois disto não tomei mais conhecimento dele.Em 1970 o PORQUINHO saiu e convidei o JOSE AROLDO BINDA pra solista e cantor,ele ficou um ano conosco depois foi para OS INCRÍVEIS e chamamos o PORQUINHO de volta,eu fiquei no grupo até 06/01/1973 quando terminando um baile no GDR PIQUERI peguei a batera coloquei no porta malas do meu opala e me mandei,entrou um tal de CHICÃO no meu lugar e em 1976 todos pararam,acabando o grupo nesta data,tenho dito.

Lucinha Zanetti

Lucinha Zanetti 16 de Julho de 2012 18:13
Foguinho, mas por que você se mandou com a sua batera? Você fez como Ringo Starr em 1968? rsrs Não foram te buscar com flores? hehe

LUCY,eu tinha uma veraneio e quando tinha uns...

Waldemar Botelho Jr. 16 de Julho de 2012 18:31

LUCY, eu tinha uma veraneio e quando tinha uns dias de folga eu saía pelo interior pra vender bailes nos clubes e assim o grupo tinha bailes todas as semanas inclusive Reveillon vendido com um ano de antecedência, e para isso acontecer eu cobrava 10% de comissão, pois eu gastava com combustível, hoteis e refeições. Pois bem, em 1972 o grupo fez uma reunião e me comunicou que não iriam mais me pagar nada pelos bailes que eu arrumasse; eu aceitei e disse: muito bem, então vou cuidar dos meus interesses e vocês se virem pra arrumar os bailes. Na época eu já tinha 2 lojas de óculos (atacadista) uma no Braz e outra na 25 de março e os bailes começaram a minguar até que quase não tinha mais nada e no dia 06/01/1973 foi o ultimo baile que eu tinha arrumado, e quando terminou eu peguei meu instrumento e me mandei.

Curiosidades contadas pelo Foguinho:

LÁ NO COMEÇO DOS ANOS 60,OS MAIORES NOMES...

Waldemar Botelho Jr. 11 de Agosto de 2012 21:46

LÁ NO COMEÇO DOS ANOS 60,OS MAIORES NOMES ARTÍSTICOS DO BRASIL ERAM WILSON MIRANDA E CARLOS GONZAGA, E GRUPOS MUSICAIS INSTRUMENTAIS QUASE NÃO EXISTIAM.CONHECEMOS O GONZAGA NOS SHOWS RONDA DOS BAIRROS DA RÁDIO RECORD E ELE NOS CONVIDOU PARA ACOMPANHA-LO NOS SEUS SHOWS,E ASSIM INICIAMOS UMA AMIZADE MUITO BOA COM ELE.DEPOIS DE UM TEMPO APARECEU O MIRANDA E ME PERGUNTOU COM SEU JEITO DE FALAR MUITO RÁPIDO “FOGUINHO,QUANTO É QUE AQUELE CARA ESTA TE PAGANDO?”EU RESPONDI E ELE DISSE “VOU PAGAR 50% A MAIS PRA VOCÊS ME ACOMPANHAREM A PARTIR DE HOJE”.FICAMOS SEM AÇÃO PRA NÃO OFENDER O GONZAGA. ENTÃO COMO TINHAMOS FEITO UNS NÚMEROS DE ABERTURA NOS SHOWS DO GONZAGA E VIMOS QUE AGRADAVA BEM O PÚBLICO,RESOLVEMOS DEIXAR OS DOIS DE LADO E PARTIR PRA FAZER OS SHOWS SOZINHOS E DEU CERTO.ESSES SHOWS ERAM EM CIRCOS E PAVILHÕES EXISTENTES NA ÉPOCA.O WILSON ACABOU GRAVANDO UMA MÚSICA DO ALADIM CHAMADA “SUZANA”,BONS TEMPOS.

Waldemar Botelho Jr. disse em 12 de agosto de 2012

CHEGUEI NO AEROPORTO DE MILÃO SÓ COM OS PRATOS QUE COMPREI EM LONDRES,PEGUEI UM TAXI E CORRI PARA O CENTRO,PRAÇA DUOMO,PAREI EM FRENTE A CATEDRAL E ENTREI NA GALERIA AONDE TINHA A CASA RICORDI,JA ESTAVA FECHADA MAS TINHA UNS FUNCIONÁRIOS DENTRO,BATI NA PORTA E UMA SENHORA ME ATENDEU,EXPLIQUEI QUE QUERIA COMPRAR UMA BATERIA URGENTE AÍ ELA ME MANDOU ENTRAR E ME MOSTROU UMAS QUE ESTAVAM NO TÉRREO,NÃO GOSTEI,DEPOIS TINHA OUTRAS NO SUBSOLO,NÃO GOSTEI,ENTÃO PERGUNTEI SE NÃO TINHA UMA PROFISSIONAL,ELA FALOU,TENHO UMA NA SOBRE LOJA MAS É CARA,DISSE A ELA VAMOS VER E AO SUBIR AS ESCADAS VI ESTA BELEZA AÍ DA FOTO MONTADA NUM STANDER E DISSE VOU LEVAR ESTA, ACHO QUE ELA PENSAVA QUE EU NÃO TINHA GRANA PORQUE ME DISSE QUE ERA CARA,QUANTO PERGUNTEI,MIL DÓLARES,TEM UMAS CAPAS?SIM AQUI,DESMONTEI A BATERA ENFIEI NAS CAPAS,PAGUEI,COLOQUEI-A NO TAXI QUE FICOU ME ESPERANDO E FUI PARA UMA CASA NOTURNA QUE A NOITE IRIAMOS TOCAR PRA MONTA-LA E AFINA-LA E JA ESTREEI A LUDWIG

“Quando saí do grupo em 06/01/1973, estava tão bronqueado que liguei pro meu primo em SERTÃOZINHO e perguntei se ele queria comprar a bateria completa com pratos cimbal e cases,no dia seguinte ele veio buscar em minha casa.” (Foguinho)

TIGUEIS, SIVAL, BILLY E ALADIM NA FOTO A SEGUIR – THE JORDANS FORMAÇÃO DO INÍCIO,1958 ATÉ 1961 QUANDO EU ENTREI NO LUGAR DESTE BATERISTA “TIGUEIS”,COMPREI ESTA BATERIA CARAMURU DELE POR CR$7.000,00 CRUZEIROS…

TIGUEIS , SIVAL, BILLY E ALADIM

Registrando aqui outros fatos históricos ocorridos com a Banda The Jordans

Waldemar Botelho Jr Foguinho: “EM 61/62 NOS ACOMPANHÁVAMOS O CARLOS GONZAGA EM SHOWS EM CIRCOS E PAVILHÕES QUE EXISTIAM NA ÉPOCA PELA PERIFERIA E ATÉ EM SANTOS.NUM DESTES SHOWS O GONZAGA ESTAVA MEIO ROUCO E NOS DISSE PRA TOCARMOS UMAS MÚSICAS PARA ABRIR O ESPETÁCULO.MANDAMOS MÚSICAS INSTRUMENTAIS COMO ROCK,TWIST O QUE ACABOU AGRADANDO MUITO A PLATÉIA,COMO A BATERA FICA SEMPRE ATRÁS NO PALCO DAVA PRA EU VER A CARA DO GONZAGA PREOCUPADO COM O NOSSO SUCESSO,AÍ ELE ENTROU E CANTOU PÓREM NÓS FOMOS MAIS APLAUDIDOS QUE ELE.NO PRÓXIMO FIM DE SEMANA PEDIMOS PARA TOCAR NOVAMENTE E ELE RECUSOU,AÍ EU VOLTEI NOS CIRCOS QUE JA TINHAMOS TOCADOS E MARQUEI SHOWS COM OS THE JORDANS E ASSIM COMEÇAMOS A DESLANCHAR NA CARREIRA.”

Uma Curiosidade contada por Marquinho, um dos músicos que integravam The Jordans:

Marco Aurélio Carvalho Rocha
Marco Aurélio Carvalho Rocha 25 de fevereiro de 2015 21:48
Eu fiz a minha estréia no programa Jovem Guarda, exatamente no dia em que o Roberto retornou, consagrado como o Campeão do Festival de São Remo, foi a primeira vez que eu falei com o Rei , pessoalmente, apresentado pelos músicos dos Jordans que já gozavam de muita intimidade com o Roberto.
Na oportunidade, eu, como o novo guitarra solo dos Jordans, executei o solo de Aranjuez, tocando viola e guitarra.
Foi um momento marcante da minha vida, onde pude constatar, in loco, o grande magnetismo do Rei
Foi um privilégio. Isso foi em 1968, não me lembro o mês, o Roberto não liderava mais o programa.
Marquinho.

Ouçam o Marquinho e sua Fender => https://www.facebook.com/video.php?v=450303861789131

25 respostas em “De como o conjunto The Jordans se desfez depois do sucesso de “Tema de Lara”.

  1. Lucy, parabéns pela colheita de tantas informações legais.
    Você sempre ,levantando histórias e colocando esses grandes talentos em evidência.
    Parabéns!

      • Olá Lucia
        Aproveito a ocasião e mando aqui o meu forte abraço ao amigo Waldemar
        Botelho Jr.
        Embora o conjunto tenha terminado como afirma o Foguinho, lembro-me que por ocasião da comemoração dos 30 anos da Jovem Guarda em 1995, a banda tocou em diversos shows com a formação mais constante: Foguinho , Tony, Sinval e Aladim. Isto repetiu-se diversas vezes em várias apresentações. Uma delas foi na TV Gazeta, “Programa Mulheres”, e alguns outros programas. Inclusive eu cheguei até a tirar algumas fotos ao lado deles. Depois de muitos anos apresentaram-se também no Ronnie Von na TV Gazeta e chegaram até a lançar um CD independente. Gostaria que o Foguinho manifestasse a sua opinião. Gande abraço.

      • ESTA VOLTA DO MOVIMENTO JOVEM GUARDA SE DEU DEPOIS DO PROGRAMA DAS PARCEIRINHAS DA TV.GAZETA EM NOVEMBRO DE 1993.QUEM ME CONVIDOU PARA ESSE ENCONTRO QUE FOI NOS ESTÚDIOS DO SAUDOSO MINGO FOI A MARLENE,ESPÔSA DO RISONHO E DEPOIS DISTO COMEÇAMOS COM PLANOS DE VOLTAR A TOCAR,ENTÃO COMPRAMOS OS INSTRUMENTOS E DEMOS INICIO A UMA SEGUNDA JORNADA DIRIA EU.A PRIMEIRA FOI DE 1961 A 1973 PARA MIM(1976 PARA O GRUPO)E A SEGUNDA COMEÇOU EM 11/1993 E PARA MIM ACABOU EM 2008.FORAM 15 ANOS DE SHOWS E TV’S MAS COMO TENHO UMA INDÚSTRIA QUE ME ABSORVE POR DEMAIS,FICOU CANSATIVO CONCILIAR AS DUAS ATIVIDADES, POR ISSO OPTEI PELA INDÚSTRIA QUE JÁ POSSUO HÁ 31 ANOS.

  2. Exatamente como o Foguinho bem observou foi no Programa “Mulheres” de Claudete Troiano e Ione Borges. O convite partiu do saudoso Mingo que por sinal foi quem organizou tudo. Inclusive o Mingo esteve no meu apartamento para pegar diversos discos de vinil de todos que iriam apresentar-se para fazer uma gravação em cd serviria de play-back para os artistas. E em vez de play-back , os artistas fizeram foi “dublagem” mesmo. Lembro-me que o meu disco do Ed Wilson com a gravação de Sandra estava riscado e pulava um trecho. Expliquei ao Mingo que ele deveria tirar o defeito. O Mingo esqueceu e gravou do jeito que estava e na hora da apresentação o Ed Wilson dublou e deu a falha já esperada. Ficou hilário. O saudoso Mingo realmente foi o responsável pela organização deste programa que chegou até a bater a audiência da Globo naquele horário, coisa que nunca tinha acontecido até então. Era um Especial da Jovem Guarda. Acho que alguns fãs gravaram e deve ter isto no Youtube. Depois tentaram repetir o mesmo esquema e fizeram um outro na chácara da Martinha , produzido pela TV Gazeta.

  3. Tava passeando na net e me deparei com seu blog, Lúcia, muito bacana!! Com relação ao The Jordans, como fan e colecionador, tenho algumas considerações a fazer: 1 – eu achava que quem tinha substituído o Aladdin em 68 teria sido o João Salvador Galatti, o Ziquito (Os Gianninis) e este sim teria sido substituído pelo Porquinho; 2 – O Chicão que substituiu o Foguinho em 1973, é nada mais nada menos do que o grande Francisco de Maria Medori, o Chico de Medori (Os Incríveis/Humauca/Grupo Medusa); 3 – embora tenha encerrado as atividades em 1976, a banda fez um revival em 1979 com Marcos Soares (Brasa Show/Phobus-sax) em suas fileiras; 4 – Em 1993, Alladin, Sinval, Tony e Foguinho reativaram o grupo que depois teve em suas fileiras os músicos Maurício Camargo Brito (Os Lunáticos/The Jet Black’s-guitarra base) e Marcão? (bateria). Gostaria de trocar mais informações sobre os Jordans, principalmente, sobre as suas formações, pois, vários músicos passaram pelo grupo. Um abraço.

  4. Gostaria de contar com a preciosa interveniência dessa grande resgatadora da história da pré e Jovem Guarda Lúcia Zanetti para confirmar uma informação junto a Waldemar Botelho Jr., o querido Foguinho, sempre lembrado como o baterista/vocalista de The Jordans.
    Alguns artistas/grupos têm gravado sob pseudônimos. Assim, há uma gravação em disco selo Continental com as músicas “Cara Nonna” / “Bebê Chorão”, de 1966, por MÁRIO BIANCO. Reconheço ser, talvez, a voz do inesquecível Dori Edson cantando sob pseudônimo. Como o acompanhamento parece-me – salvo engano – feito por The Jordans, gostaria de receber uma confirmação desse inesquecível artista se esta conclusão procede. Sou extremamente grato pelo resgate histórico dessa informação.
    Abs.
    Paulo Castelo Branco

    • Olá Paulo,

      Na verdade nunca ouvi falar dessas duas canções, nem do nome Mario Bianco… Perguntei ao George Freedman, ele também não se lembra de ter ouvido falar nele, e de acordo com as informações do meu amigo Joe Becerra Jr., O Dori Edson gravou somente com dois nomes, ou seja, usando seu nome original em 1959, Dori Angiolela e o próprio Dori Edson.
      Mas, vamos aguardar a resposta do Foguinho, quem sabe ele se recorda.
      Caso você tenha essas músicas, se puder postá-las em vídeo aqui, talvez seja mais fácil a identificação.

      Um abraço e obrigada pelo contato.

  5. Muito grato pelo seu esforço na busca dessa informação. Aguardarei a importante confirmação ou não por parte de Waldemar Botelho Jr., o Foguinho.

  6. Hoje com 75 anos,não deixo de admirar o conjunto The Jordans,,Sou da época da Jovem Guarda e sempre que podia eu ia na Rua Augusta onde eles se apresentavam.’.Vou ver se encontro cds deles para comprar.Um abraço a todos!!!!

  7. Entrei no Aladdin Band, em 1977, e trabalhamos juntos até 1980.
    Depois disso, não encontrei mais ninguém.
    Forte abraço do Átila Brückner para o Romeu Mantovani (aladdin), e para o Gilberto Cândido Machado (empresário).

    • Olá Átila. Para saciar a curiosidade de uma fã (eu), vc poderia me dizer que instrumento vc tocava e qual era(m) a(s) formação (ões) do Alladin Band quando vc o integrou?

      • Olá Levi Leal,
        Obrigado pela sua atenção e contato. Fui convidado para integrar o Aladdin Band, para compor o time de metais, como saxofonista (sax alto/tenor) em março de 1978. Nesta época, o grupo era composto por: Romeu Mantovani na guitarra solo; Dionísio na guitarra base; Carlão no contrabaixo; Zézinho na bateria; Átila Brückner no sax; Achille Nicola Fosco no trompete e Célio Luiz Burgani no trombone.
        Tinhamos contrato com a gravadora Seta Fonogramas e gravamos um compacto duplo em Junho de 1978, com as músicas Luzes da Cidade (Une Petite Française); Cheroza; Oh oh July; Une Petite Française (solo de bandolim).

      • Inclusive Átila, eu tenho o referido compacto. Vou procurar saber mais sobre o Dionísio, o Carlão e o Zezinho (se os mesmos têm outros trabalhos etc.). Muito obrigado pela sua presteza. Um grande abraço

  8. Mi saludo desde la ciudad de Melo,Departamento de Cerro Largo,Uruguay,tube el placer de trabajar en radio entre 1965 a 1975 y difundir primero a The Jordans,también a la Aladdin Band,y llegué a entrevistar a Aladdin cuando vinieron a esta ciudad a tocar en un gran baile en un club social.Muy buenos recuerdos.Un abrazo.

  9. Sou um dos muitos fãs do The Jordans, tenho quase todos os discos deles na era vinil (LPS e compactos). Tenho a comentar o seguinte: Admirava muito o estilo do grupo que fazia uma mescla de canções pops, rocks e principalmente surf music. As versões instrumentais eram minhas prediletas. O som da guitarra do Aladdin soa sempre inconfundível, estalado nos reverbers e cheios de pitchs dos vibratos de suas guitarras. A sonoridade da guitarra de Marcos é bem divergente; mais elaborada, bem cuidada e não rouba o espetáculo dos demais membros da banda. Seu uso de pedais wah wah e outros efeitos é de extremo bom gosto pois basta conferir Love Letters (Edição Extra 3), By the Time I Get to Phoenix (Edição Extra 3) e I Say I Little Prayer (Edição Extra 4). Outras interpretações sonoras lindas e memoráveis do Marcos: Aranjuez Mon Amour (Ed Extra 2), Canzone Per Te (Ed Extra 2), Autumn of My Life (Ed. Extra 3), Was Ich Dir Sagen Will (Ed Extra 3), F. Comme Femme (Ed. Extra 4). Aladim, no entanto, continuou e continua memorável como sempre. Outro ponto alto do grupo sempre foram os arranjos de metais (combinando os naipes sax/trompete e às vezes trombone) e a bateria de Foguinho (simplesmente incrível em Tema de Lara e na canção título Studio 17. Aquele baixo ‘Burns’ do Tony é inigualável. Tive o privilégio de ver o conjunto ao vivo apenas uma vez em Patos de Minas (MG), num show no cine Riviera com a composição Foguinho/Marcos/Sival/Tony/Irupê e Neno. Foi fantástico. Eu era um guitarrista principiante à época e fiquei babando pelo pedal Wah Wah do Marcos. Bons tempos. Abraços.

    • Olá Sanzio.
      Eu sou o Marquinho, o guitarrista que entrou no lugar do Aladim.
      Agradeço as suas palavras e sabias observações.
      O pedal que você se referiu era da marca Hofner, e me foi furtado num baile que fizemos no Sul do Brasil, o que me deixou muito chateado e deprimido, na época, mas tudo passa e se perdoa.
      Hoje, graças à Deusa, tenho diversos pedais e guitarras da melhor qualidade.
      Incentivado pelo Raul Tremendao, adquiri recentemente uma guitarra Fender para voltar a fazer solos, porque atualmente eu realizo um trabalho 100% vocal, com vocalist, bateria eletrônica e outros equipamentos.
      Como o Raul está me mandando Playbacks, de sua autoria, diretamente do seu estúdio nos States, eu estou montando seleções dos Shadows, e para este estilo, a Fender é imbatível, ainda que a minha Gibson, no geral, seja superior.
      Para Shadows, tem que ser Fender.
      Minha paixão pela música é ainda maior.
      Não poderia deixar de lhe agradecer palas suas gentis e elogiosas lembranças.
      Muito grato.
      Marquinho.
      😄🍀🎸🎤🎼

  10. Perdi o contato pelo tel com o Aladdin, gostaria de saber se ainda apresentam-se em restaurantes, , em caso positivo qual a agenda de shows para 2015. Grato, Lourival

  11. Boa tarde! Estava ouvindo um disco do meu conjunto instrumental preferido, The Jordans, e revolvi fazer uma busca no Google, quando encontrei com sua magnífica página! Foi realmente um grande momento de descontração; li muitos “causos” curiosos contados pelo Foguinho (um dos maiores bateristas que conheço). Tenho quase todos os discos dessa turma (com e sem o Aladin), em compactos simples, duplos, e LPs, e também, agora, em alguns CDs.
    Parabéns pelo site!

  12. Pingback: The Jordans, um conjunto de Rock Instrumental dos anos 60. | WE LOVE THE BEATLES FOREVER

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