O uso de Sintetizadores pelos Beatles e George Harrison

Tudo começou com George Harrison, que costumava testar e tirar vários sons do seu instrumento, e um dia, quando estavam no estúdio pra gravar o álbum “Abbey Road”, havia lá um sintetizador paradinho em um canto do estúdio… 

George nem sabia ligá-lo, mas como era perfeccionista, tentava… tentava… porque queria encontrar a nota perfeita. George não fazia música para vender, ele gostava de ficar  criando notas, inventando, até encontrar a nota perfeita, e o uso do sintetizador realçava o som das notas.

Um dia Klaus Voorman disse que George fazia 100, 200 vezes a mesma nota, e que era preciso ter paciência com ele, de tanto que ele buscava a perfeição; este foi até um dos motivos que levou Harrison a querer parar com os shows ao vivo, ainda quando os Beatles estavam juntos.

Here Comes the Sun e Something foram regravadas incessantemente ao longo dos anos, sendo que “Something” chegou a ser apontada como a segunda música mais
interpretada no mundo, atrás somente de Yesterday. Este disco foi marcado pelo uso de novos recursos tecnológicos que estavam surgindo na época. Um deles foi o sintetizador Moog, que começava a ser utilizado em maior escala dentro do rock. Ele possibilitava que virtualmente qualquer som fosse gerado eletronicamente. O sintetizador Moog pode ser notado claramente em músicas como “Here Comes the Sun” e “Because”.

George usou um sintetizador Moog, que havia sido feito especialmente para ele, e lembra: “Era enorme, com dois teclados e centenas de jackplugs (um tipo de conector de áudio), não havia manual de instrução, e se por acaso existisse um, haveria de ter milhares de páginas.”

Por seu trabalho em Abbey Road, os engenheiros de som Geoff Emerick e Phillip McDonald ganharam o Grammy Award.

George também estreou um sintetizador Moog que havia acabado de adquirir, na gravação do seu disco Electronic Sound, onde praticamente “brinca” com o instrumento, sem levar muito a sério as músicas.

“Eletronic Sound” foi um dos primeiros discos eletrônicos da história da música. O sintetizador então virou uma febre na época.

“Electronic Sound” foi o segundo álbum em sua carreira solo e veio depois de “Wonderwall Music” (trilha do filme de mesmo nome); “Eletronic Sounds” é considerado um dos primeiros discos eletrônicos, mas eram obras meio “experimentais”, e tiveram pouco destaque, apesar de instigantes, principalmente o “Wonderwall Music”, pois misturava o ritmo do rock e das guitarras com elementos e instrumentos indianos!
Considerado um dos primeiros discos eletrônicos da história da música, foi lançado em 1969.
Pode-se dizer que este disco é “uma brincadeira” que George fez com seu recém adquirido sintetizador Moog do qual ele tirava diversos sons sem muito sentido.
Uma curiosidade: o desenho da capa do disco foi feito pelo próprio George e este gesto se repetiria em trabalhos futuros, como no encarte do “Dark Horse”, de 1974, e também no seu último disco, “Brainwashed”, de 2001.

Citações do próprio George Harrison:

“Este disco poderia ser chamado de “Avant guard”.

“Há uma porção de gente por aqui fazendo um monte de barulho, eis aqui mais um pouco”. (Arthur Wax)

Os sintetizadores já eram usados pelos americanos no Jazz e  Peter Frampton, conhecido nos anos 70 como roqueiro de arena, também usou em sua  guitarra, fazendo uma adaptação, e ficou famoso por ser o primeiro guitarrista a utilizar do recurso da guitarra falada.

Como bem disse meu amigo Francisco Castro, quando se tem a verve e encontra-se algo instigante, chega-se ao sucesso, que é o momento em que a competência encontra a oportunidade.

Os Beatles todos eram dotados de instigância, curiosidade, persistência, busca sistemática. Aí, chegam ao estúdio em Abbey Road, um lugar que oferecia todas essas possibilidades, incluindo Sintetizador, Melotron, Piano, um espaço para sonhos, um produtor chamado George Martin, um espaço para colocar uma orquestra inteira, uma acústica perfeita e compressores de voz.

Além de todas as “sacadas” de George, o Melotron que Paul McCartney colocou na introdução de Strawberry Fields Forever é uma coisa inimaginável para a época e que até hoje arrepia desde o mais leigo apreciador, até o mais estudioso maestro.

“Coloquem-lhe (permitam, incentivem) as asas dos sonhos, e seus vôos o levarão across the universe!” (Francisco Castro)

Fonte: Comunidade do Orkut, We Love the Beatles Forever e George Harrison, the Best

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