A lendária “Vida e Morte” do Beatle Paul McCartney

O dia 09 de Novembro de 1966, portanto há 46 anos atrás, teria sido o dia do fictício acidente fatal onde Paul McCartney supostamente morria em um acidente de carro, de acordo com as tantas lendas envolvendo a famosa banda The Beatles.
Começam a ocorrer os boatos de que Paul teria morrido às 5h da manhã, sendo substituído por um sósia chamado William Campbell, mais conhecido por Billy Shears.
Nem mesmo as aparições públicas dele conseguem convencer a todos de que ele está vivo…

Artur Mendonça e Chil Deberto descrevem como foi o acidente e mostram o panorama diante desta inesperada situação; Luiz Antonio da Silva (Luiz Lennon), registra em seu livro “Paul McCartney por ele mesmo”, como segue:

VIDA E MORTE DO BEATLE PAUL MCCARTNEY

(Artur Mendonça e Chil Deberto)

Na Noite Escura

Era uma noite escura, fria e chuvosa de inverno. O carro de Paul derrapou na pista molhada e saiu velozmente da estrada. A chuva fina, tipicamente inglesa, dificultava a visão.
Cansados pela longa viagem numa estrada de pouco movimento, os reflexos de Paul não o ajudavam. Ele tentou controlar o veículo, mas o asfalto escorregadio impulsionava o automóvel com uma velocidade incontrolável.

O inesperado!

Com um rangido gritante de freios e um barulho pavoroso de metais se amassando, o carro se chocou contra o muro de pedra que ladeava a estrada. Depois de algumas voltas sobre si mesma, a massa de ferros retorcidos se imobilizou.
Os pneus ainda continuaram a girar durante alguns minutos, perdendo vagarosamente a velocidade. Depois tudo ficou em silêncio.
Na estrada deserta só se ouvia o ruído do vento e da garoa fria que continuava a cair. Eram 22 horas e 36 minutos da noite de 18 de novembro de 1966.
Paul McCartney agonizava entre as ferragens do seu automóvel.
O mundo inteiro dormia, sonhava, trabalhava e se divertia sem imaginar que naquele momento perdia um dos seus maiores ídolos de todos os tempos.

Em Londres

Brian Epstein, empresário e porta-voz dos Beatles, recebeu a notícia em Londres à 1h15 da manhã do dia 19.
Imediatamente tomou todas as providências.
Ligou para as casas de John, Ringo e George e avisou-os que Paul tinha sofrido um acidente e estava muito mal. Estava sendo atendido num hospital nos arredores de Romford. Já havia entrado em contato com uma empresa aérea. Um avião especial estava pronto a levantar vôo, apesar do mau tempo, caso resolvessem visitar o amigo.
Preparou-os para o pior: o acidente tinha sido muito grave.

Esperando

No hospital St. Patrick, os médicos esperavam. Os documentos encontrados no bolso do rapaz acidentado e quase irreconhecível informavam que ele era James Paul McCartney – músico sindicalizado. As fraturas do crânio, costelas e omoplata, a violenta perda de sangue davam pouca esperança de recuperação.
Eles já haviam feito o possível. Agora não havia mais nada a fazer, a não ser esperar.
Quando John, George, Ringo e Epstein chegaram ao hospital, Paul já não mais respirava. Os três amigos quase não falaram, traumatizados pelo inesperado da notícia.
Epstein os fechou com o corpo de Paul no quarto 76 do andar superior e friamente começou a fazer importantes telefonemas.

Os Telefonemas

Da sala do diretor do hospital que lhe haviam cedido, ele, sufocando a sua emoção, ligou para os advogados da Apple, da Lemmac, da Maclen e da Northen Songs – empresas de propriedade do conjunto, avisando-os do ocorrido e pedindo providências. George Martin, um dos amigos de Paul e Jane Asher, sua noiva, tinham que ser avisados. A imprensa, por enquanto, não deveria saber da notícia.
Falou, em seguida, com o chefe de polícia da localidade.
Até agora, nenhum repórter soubera do acidente.
Sim, a pessoa que tinha encontrado o carro de Paul ainda se encontrava na Chefatura. Juntamente com os guardas que tinham atendido ao chamado.
Epstein imediatamente tomou as decisões. Pediu ao policial que aguardasse alguns momentos. Ele logo estaria lá para tomar as providências.
Desligou o telefone.

O Cenário

12 horas depois, em Londres, a sorte já tinha sido lançada (alea jacta est).

Uma conversa entre Epstein e as pessoas envolvidas no acidente, policiais, enfermeiros, médicos e testemunhas, atrás de portas fechadas, havia preparado a encenação.
A sorte de um gigantesco império industrial representado por lojas, gravadoras, empresas, editoras e butiques de propriedade da banda, com milhares de ações na Bolsa de Valores, não podia entrar em jogo.
A notícia do acidente poderia ter sérias repercussões na economia do país.
A morte de um Beatle não podia ser anunciada sem uma preparação. Todos concordaram. Restava conseguir a anuência dos outros componentes do grupo. O corpo de Paul tinha sido trazido para Londres pelo mesmo avião que transportara John, Ringo e George.
O funeral foi providenciado às pressas e os parentes mais próximos, o pai, a madrasta e o irmão, avisados.
24 horas depois do primeiro telefonema, tudo estava encerrado.
O mundo ainda dormia, sonhava, trabalhava e se divertia sem saber da morte de Paul McCartney.

Uma Reunião Importante

A reunião realizada poucas horas depois do funeral de Paul foi triste, trágica e conturbada.
Através das amplas e envidraçadas janelas da sala de reuniões da Diretoria do grupo Apple, os presentes podiam ver o céu nublado e úmido de Londres.
O tempo cinzento e triste e a garoa intermitente se uniam ao luto dos pais, do irmão, da noiva e dos amigos de Paul reunidos ao redor da grande mesa. Os advogados, os diretores, todos os presentes escutavam Brian Epstein.
O espetáculo não podia parar. O grande público amava Paul e Paul adorava seu público.
O filme carinhosamente idealizado por ele não podia ficar inacabado. A sua “Viagem de Mágica e Mistério”, como ele próprio a intitulara, estava quase pronta. Faltavam apenas algumas filmagens. O vultoso contrato com a televisão para exibição do filme, se rompido, poderia causar sérias dificuldades a toda a empresa.
O álbum com as músicas do filme e o LP Sargeant Pepper’s estavam praticamente gravados.
O público podia esperar para saber a notícia.
O comunicado não o traria de volta, mas poderia destruir tudo o que ele ajudou a fazer.
Ele tinha certeza de que não era isso que Paul iria querer.

O sósia

O sósia de Paul, usado nas cenas difíceis dos filmes A Hard Day’s Night e Help! ainda podia ser encontrado. Bastava um telefonema.
Com um pouco de maquiagem, ele poderia tomar o lugar de Paul nas cenas restantes do filme para a televisão.
O Departamento de divulgação da empresa anunciaria uma viagem de descanso para Paul. Os contratos de exibição ao vivo do conjunto seriam todos cancelados. O acesso da imprensa e do grande público aos outros componentes do conjunto e ao sósia seria impedido.
Até a Apple estar em condições de divulgar a notícia, a morte de Paul poderia ser oculta.
A renda dos dois álbuns de discos a serem lançados e do filme poderiam salvar as finanças da empresa.
A notícia requeria uma preparação.
John, com os olhos vermelhos atrás de seus óculos de míope, aparentemente concordou.
George e Ringo discutiam com Epstein. Jane Asher, a noiva de Paul, perdeu o controle e começou a chorar.
Os diretores e advogados discutiam entre si. A reunião durou quatro horas e doze minutos.
Os funcionários da empresa, afastados do andar onde se realizava a reunião, estranharam quando os participantes se retiraram em silêncio.

John toma importante decisão!

Dois dias mais tarde, John, ajudado por George Martin, amigo de Paul e produtor artístico dos discos do conjunto, com a anuência de George e Ringo começou a contar – sem se preocupar com os interesses de Epstein e dos diretores e acionistas da Apple – a história da morte do seu amigo ao imenso público.
Dentro da sala de gravação do estúdio de sua gravadora, John prestou a sua última homenagem ao amigo de tantos anos.
Os discos iniciados por Paul seriam regravados com superposição de outros sons. As capas para os álbuns seriam refeitas.
O filme para a televisão seria terminado. Mas em cada uma dessas obras, John, George, Ringo e Martin colocariam a sua mensagem. O mundo logo iria saber.
Em cada disco, em cada faixa, em cada canção dali em diante seriam colocadas as evidências do trágico acontecimento.
Em um código, fruto da amizade e do ocultismo de John Lennon, a notícia da morte de Paul McCartney seria contada a seus fãs.
Os amigos de Paul em todo o mundo saberiam decifrá-lo. Disso John tinha certeza.
Esta versão, naturalmente romanceada da morte de Paul, abalou o mundo.
Por quê? O que levou tanta gente em tantos países do mundo a acreditar na morte desse grande ídolo? Que provas são essas que John inseriu nas gravações da banda?
Quem levantou a questão pela primeira vez?
Quanto tempo se passou até que se decifrasse o código e o que queria dizer?

Do livro “Paul McCartney por ele mesmo”, de Luiz Antonio da Silva, Editora Martin Claret.

Reza a lenda de que os próprios Beatles sobreviventes teriam deixado pistas indicando esta farsa, mas este é um assunto para o Blog The Beatles College, e poderá ser lido neste post aqui.

Outra versão desta lenda diz que em 1966 Paul McCartney teria morrido em um acidente de moto, com esmagamento craniano (esse acidente realmente aconteceu, mas Paul apenas se machucou).

Segundo o boato, os Beatles não teriam divulgado a morte de Paul, e sim procurado um sósia para substituí-lo. Eles teriam encontrado um músico bem parecido e talentoso como Paul, chamado Billy Shears, que teria feito algumas operações plásticas para ficar mais parecido com ele. Os Beatles teriam então deixado algumas pistas em músicas, capas de discos e em filmes, para que o público pudesse descobrir que Paul McCartney morreu, e aquele que estava no seu lugar era apenas um sósia. Na verdade essas pistas existem mesmo. Os Beatles fingiram que Paul estava morto, e inventaram essa brincadeira apenas como forma de marketing para aumentar a venda dos discos. Confira algumas das pistas que teriam sido deixadas pelos Beatles. Perceba que as pistas são muito interessantes, e por isso enganaram a todos na época.

* A primeira suspeita foi quando os Beatles anunciaram que não fariam mais shows ao vivo, assim ninguém perceberia o sósia de Paul McCartney.

* Na capa do disco “Rubber Soul” os Beatles estão olhando para baixo, como se estivessem olhando para uma sepultura que seria de Paul.

* A música “In My Life” tem um trecho dizendo: “some are dead and some are living” (alguns estão mortos e alguns estão vivos).

* 4. A música “I’m Looking through You” tem um trecho dizendo: “You don’t look different but you have changed, I’m looking through you, you’re not the same” (você não parece diferente mas você mudou, eu olho através de você, você não é mais o mesmo)

* Perceba que este é o primeiro disco dos Beatles onde a capa não é uma foto, e sim um desenho. Pelo desenho não daria para descobrir o sósia.

* Há uma mão aberta sobre a cabeça de Paul. (os mortos são abençoados com a mão aberta sobre a cabeça)

* A música “She Said She Said” tem um trecho que diz “she said I know what it’s like to be dead” ou “ela disse que eu sabia como é estar morto”.

* A música Dr Robert diz: “you’re a new and better man” ou “você é um homem novo e melhor” se referindo ao novo Paul. Dr Robert teria sido o médico responsável por tentar salvar Paul.

* A capa do disco estaria simbolizando a sepultura de Paul, com todas as pessoas ao redor.

* Os arranjos de flores lembram um funeral.

* Um dos arranjos de flores forma o desenho de um baixo igual ao que Paul tocava, e virado para a direita, já que Paul era canhoto. O baixo só tem três cordas, simbolizando apenas 3 Beatles restantes.

* Há também uma mão aberta sobre a cabeça de Paul.

* Há uma boneca segurando um carro de brinquedo na foto da capa. O carro seria do mesmo modelo do que matou Paul no acidente.

* Na foto da contracapa Paul está olhando para trás, enquando os outros olham para frente.

* Na música “Sgt. Pepper’s Lonely hearts Club Band” eles estariam apresentando o sósia de Paul, chamado “Billy Shears” : “so let me introduce to you the one and only Billy Shears”

* Na música “A Day In The Life” há um trecho que diz: “He blew his mind out in a car, he didn’t notice that the lights had changed” (ele estourou sua cabeça em um acidente de carro, pois não percebeu que as o semáforo havia fechado)

* Outro trecho de “A Day In The Life” diz: “A crowd of people stood and stared they’d seen his face before, nobody was really sure if he was…” (uma multidão parou e assistiu, eles viram seu rosto antes, mas ninguém tinha certeza se era ele)

* Na música “Good Morning, Good Morning” há um trecho dizendo: “nothing to do to save his life” (nada pode ser feito para salvar sua vida)

* Na música “All You Need Is Love” John fala: “yes! he is dead!” (sim, ele está morto). Esta é muito fácil de perceber. Ouça a música e perceba que ele diz essa frase em torno dos 3:13 da música.

* O disco original vinha com um encarte. Nele havia uma foto dos 4 Beatles, cada um com uma rosa na lapela. A rosa de John, George e Ringo era vermelha. A rosa de Paul era preta.

* Na bateria do Ringo, na foto central do encarte, está escrito “Love 3 Beatles”, o que queria dizer que agora são só 3 Beatles.

* Em todas as fotos Paul está descalço (mortos são enterrados descalços).

* O nome do disco “Magical Mystery Tour” (Jornada Mágica e Misteriosa) seria a jornada dos Beatlemaníacos para decifrar os mistérios da morte de Paul.

* Em “Strawberry Fields Forever” Lennon diz: “I Buried Paul” (eu enterrei o Paul).

* Em “I’m So Tired”, escutando a música de trás para frente, Lennon diz: “Paul is dead man”

* No álbum que vem com o disco há uma foto de Paul numa banheira, com sua cabeça fora da água, dando uma forte impressão de ser uma cabeça decaptada.

* A cicatriz no rosto de Paul seria na verdade a cicatriz da cirurgia plástica do sosia “Billy Shears” para ficar mais parecido com o verdadeiro com Paul.

E no Yellow Submarine…

* O submarino amarelo dá a impressão de ser um caixão enterrado na montanha.

* Na capa há também uma mão aberta sobre a cabeça de Paul McCartney.

* Na foto dos Beatles atravessando a rua, Paul está com o passo trocado em relação aos outros

* Paul está descalço (mortos são enterrados descalços)

* Paul está com os olhos fechados.

* Paul está segurando seu cigarro na mão direita (o verdadeiro Paul é canhoto, e estaria segurando o cigarro na mão esquerda)

* A música ” Come Together ” tem um trecho: “one and one and one is three” (um mais um mais um são três) o quer que dizer “John mais George mais Ringo são três”. Não contou o Paul, pois ele estaria morto.

* A placa do fusca branco estacionado na rua é 28IF, o que queria dizer que Paul teria 28 anos se (IF) estivesse vivo. Além disso, na Inglaterra o Fusca é chamado de Beetle.

* Há um carro funerário estacionado.

Rafael Senra criou até uma história em quadrinhos sobre a lenda da morte do Beatle Paul…

Fonte: Comunidades do Orkut, We Love the Beatles Forever e Sociedade dos Espíritos Livres

4 respostas em “A lendária “Vida e Morte” do Beatle Paul McCartney

  1. Olá, eu sou o Chil Deberto, que escreveu a publicação Vida e Morte…. Na época, eu era jornalista e tinha muitos trabalhos publicados. Quem é o “Artur Mendonça”? Não me lembro dele, eu escrevia sem parceiros… Estou à procura de alguém que tenha ainda a revista e queira vender, pois acabei ficando sem nenhum exemplar…. se vc souber, me avisa…estou postando pelo face da Thais Ferrari, ok?

  2. Pingback: Há 48 anos, os jornais noticiavam a suposta “morte” de Paul McCartney. | WE LOVE THE BEATLES FOREVER

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