JOHN LENNON (09-10-1940 / 08-12-1980)

JOHN LENNON (09-10-1940 / 08-12-1980)

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Recordando esta trágica data de 08 de dezembro de 1980, em que cinco tiros disparados em Nova York, há 32 anos, iriam causar uma das maiores tragédias da história da música, escolhi este vídeo onde Paul McCartney fala sobre seu relacionamento com o amigo John Lennon, durante o programa de TV “Bom dia Grã-Bretanha”, em 09-12-1985.
Paul fala sobre a morte de John

Resumindo mais ou menos o que Paul disse neste vídeo, ele explica que “tudo começou quando alguém escreveu um livro onde falaram que o George e o Ringo estavam só ‘sentados’ esperando pra cantar seus solos e que o John era o grande herói.
Foi muito idiota, descartaram completamente o George e o Ringo, claramente.
Mas posso entender o porquê disso! John foi de fato um grande cara, ninguém pode negar isso.
Mas aí eu liguei para um cara, e é por que a única pessoa que eu conhecia que sabia de toda a estória era um jornalista. Podem me chamar de louco por ter feito isso, mas é que ele era um amigo… É ou era um amigo…
Mas eu liguei pra ele e o que ele fez na realidade foi anotar tudo que eu estava dizendo… ou perguntando pra ele, mas eu devia ter imaginado que isso iria acontecer…
Aí o cara lançou um livro com várias coisas que o Paul disse e ele particularmente não taxa o John de santo, ele pode aprontar coisas como qualquer outra pessoa e eu até vi uma entrevista com ele dizendo que “eu não quero ser um mártir” e ele dizia muito dessas coisas, então eu sei que o seu próprio sentimento era de não ser considerado um santo.
Acho que fui um dos que fiquei mais chateado com a sua morte, mas não sei me lamentar em público, quando alguém joga um microfone na sua cara e pede um comentário… todos os outros tinham comentários bem simpáticos pra fazer, mas quando fizeram isso comigo eu congelei e só consegui soltar a frase, “é uma pena”…”

Video: A reação de Paul quando soube da morte de John Lennon

A morte na porta de casa

Um fã, identificado depois como Mark Chapman, matou o Beatle John Lennon na porta de casa, o famoso edifício Dakota, em Nova York. O mundo custou a acreditar naquela notícia – Lennon era, para muitos, o cérebro pensante dos Beatles e, acima de tudo, o rosto mais visível de uma geração.

Ao contrário de seus contemporâneos, Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrison, John Lennon não morreu devido ao abuso de drogas, mas confirmou a “maldição dos J” no rock. John foi viciado em heroína, mas conseguiu se recuperar – se livrou das drogas, mas não escapou do fanatismo e da doença mental de Chapman. Quando morreu, aos 40 anos, ele estava limpo e havia abandonado a exposição pública, para se transformar em um homem dedicado à família.
Lennon rompeu com os Beatles em 1970 e, durante a década seguinte, desenvolveu um trabalho solo. O casamento com a artista plástica japonesa Yoko Ono marcou essa nova fase, na qual John ganhou visibilidade como ativista político, personificando o idealismo libertário dos anos 60 e 70.

A inquietação do artista diante do comportamento da sociedade e do governo era contestada por meio de intervenções pacifistas, como a “bed-in”, na qual pregou o fim da guerra do Vietnã em uma cama, ao lado da esposa.

Em novembro de 1980, após cinco anos sem lançar um álbum, John retomou sua carreira musical e lançou “Double Fantasy”, marcado pela parceria com Yoko.

No mês seguinte, no dia 8 de dezembro, o músico saiu de casa no edifício Dakota para trabalhar no estúdio Record Plant. Logo em seguida, foi abordado por um fã que lhe pediu um autógrafo no novo LP. John atendeu ao pedido e foi gentil com o homem que, horas mais tarde, iria lhe tirar a vida. Ao voltar para casa, onde iria por o filho Sean para dormir, foi assassinado na frente do prédio por Mark Chapman.

Mark tinha fixação por John. Imitava o ídolo constantemente e chegou até mesmo a se casar com uma japonesa mais velha, assim como Yoko. A idolatria afetou sua saúde mental e ele perdeu a noção da realidade: ao pedir demissão de seu emprego, assinou John Lennon, ao invés de escrever seu nome verdadeiro.

O fã planejou o ataque por acreditar que o ídolo era uma farsa e que não merecia viver, pois havia aderido a práticas consumistas e não agia mais conforme pregava em seus atos como militante pacifista. Chapman acreditava que o autor de “Imagine” e “Give Peace a Chance” não poderia viver em um prédio luxuoso como o Dakota e não merecia mais viver.

O assassino não fugiu do local e ficou parado, sem qualquer reação. Trazia o clássico “O apanhador no campo de centeio”, de J.D. Salinger, um livro que marcou gerações. O homem que matou Lennon foi condenado à prisão perpétua e está preso desde dezembro de 1980.

Arrependimento, sim; perdão, não.

Treze anos depois, Chapman disse, em entrevista, que estava arrependido, mas não ousava pedir perdão, pois tinha dimensão do dano que sua atitude gerou. Em 2000, ele recorreu pela primeira vez e pediu a liberdade condicional, mas os argumentos contrários de Yoko Ono convenceram a Justiça a não conceder o benefício. Este ano, o sexto pedido de Chapman teve a mesma reação negativa.

Ao atirar em John Lennon, Mark Chapman também impediu o retorno dos Beatles, que sempre foi aguardado pelos fãs, após o fim do grupo em 70. Mas o interesse pela banda de Liverpool atravessa gerações e serve como uma espécie de elo de ligação entre gerações – avós, pais e netos ainda se encantam com a música dos “Fab Four” .

O recente lançamento do “The Beatles: Rock Band”, do game Guitar Hero, evidencia o fenômeno de vendas que sobrevive ao tempo, quase meio século depois. Finalmente liberados para venda na loja virtual iTunes, os discos dos Beatles voltaram ao topo das paradas do mercado digital.

A sobrevida da beatlemania ficou evidente também nos recentes shows de Paul McCartney no Brasil. Famílias lotaram os estádios e se emocionaram no espetáculo solo do principal parceiro de Lennon. Paul arrancou lágrimas do público ao dedicar a música “Here, Today” ao amigo John: “and if I say I really knew you well/ what would your answer be/ if you were here today…”.

(Reportagem publicada pelo G1 em dezembro de 2010)

John Lennon - 32 anos sem a sua presença 2

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