George Martin e a Música dos Beatles

Hoje é o aniversário de 87 anos de George Martin, e aproveitando o ensejo, resolvi fazer um post sobre este que é considerado por muitos como o “quinto beatle”, responsável direto pela produção impecável das canções dos Beatles.
George-Martin

Outros, talvez uma minoria, consideram que, em alguns momentos, o trabalho de Martin deixou a desejar, pois o mesmo não tinha uma formação musical sensível às melodias do Pop. Há quem tenha, por exemplo, algumas restrições para alguns arranjos feitos por Martin, principalmente na 1ª fase e na transição para a 2ª fase da obra dos Beatles. Consideram que ele seja um produtor de grande talento, sem dúvida alguma, mas nos anos 60 também havia produtores talvez até muito superiores que ele, citando por exemplo até mesmo o Phil Spector, que além do grande conhecimento sobre música americana, tinha mais a ver com os Beatles… mas isso é apenas uma das muitas opiniões que vemos entre o pessoal da Beatlemania Nacional!

Há quem não goste da produção de “Yes it is”, por exemplo, e também de “Help” e “It`s Only Love”, preferindo as versões que estão no Anthology.

George Martin a princípio detestava o estilo dos Beatles… Ele queria encontrar um cantor solo e imaginava que daquele conjunto medíocre, como ele mesmo afirmara, sairia um bom cantor, ou seja: Paul McCartney.
Porém, daquele grupinho medíocre saiu simplesmente a melhor banda de todos os tempos: The Beatles!

George Martin e a música dos Beatles

Eu sou meramente uma fã dos Beatles, completamente leiga em música, mas gosto de tudo que ouço. Não estou apta a criticar ou elogiar George Martin, apenas estou colocando os pontos de vista de alguns Beatlemaníacos que conheço. Não sei se com Phil Spector, por exemplo, os Beatles teriam sido os Beatles, mas o fato é que os 4 garotos de Liverpool se tornaram o maior fenômeno da música de todos os tempos e com certeza George Martin teve alguma participação nisso. Não o considero o 5º Beatle, porque The Beatles eram 4. Também não acho que dependeram de George Martin ou Brian Epstein pra chegarem onde chegaram, pois acredito que esse fenômeno estava predestinado a ocorrer e foi algo que aconteceria independente de quem estivesse junto deles. Basta lembrar que o próprio George Martin, na época já um senhor de quase 40 anos, não era um produtor tão conceituado assim e deu uma tremenda sorte na vida ao cruzar com aquela que era considerada nos primórdios, uma “badinha medíocre e estridente”…

Enfim, é interessante ficar imaginando como alguém pode ser tão idolatrado por uns e detestado por outros, como é o caso de Sir George Martin!

“Quatro meses depois do encontro com Brian, Martin marcou uma sessão com os Beatles nos estúdios da Parlophone, em Abbey Road. George não participou da gravação, apenas deu o veredito, no fim. Achou que eles não tinham canções boas o suficiente, e sugeriu que eles gravassem um tema sob encomenda, How Do You Do It. Eles gravaram, mas não gostaram do resultado: não queriam cantar material alheio, dizendo que eles tinham o seu próprio repertório. “Nós temos essas canções aqui e queríamos gravá-las”, disse McCartney a Martin, na ocasião. Ele tinha certeza que How Do You Do It estouraria — tanto que ela acabou chegando ao primeiro lugar, mas com outra banda empresariada por Epstein e produzida por George, o Gerry And The Pacemakers, em 1963.”

O que tinha que ser estava escrito, não se poderia mudar, mas como será que teria sido se os Beatles não batessem o pé e tivessem gravado “How do you do it”, ao invés de “Love me Do”?

No DVD “The Lond and Winding Road”, Paul McCartney se refere a George Martin como “the annoying man”…

Paul fala sobre SHE LOVES YOU:

“Mostramos a George Martin e eu disse: _ Ei, George, ouça isso (cantarolando Yeah Yeah Yeah) com o sexto acorde no fim. George disse: Não! Mas, porque não, George? Ele disse: Esse final é bobo e muito antiquado. Eu nunca faria isso.
Paul respondeu: Nós não entendemos, George, a música é demais.
George: _ É uma sexta.
Não importa! Mas nós batemos o pé. Bobo ou não este final, nós vamos gravar.
E George continuou a dizer: Mas não devem repetir o coro, é bobo continuar assim e se ninguém gostar?
Ele era sempre assim, sempre dizia: “Não façam isso”.
Então na próxima gravação, quando ele chegava, eu (Paul) dizia: Lá vem o droga do não-façam-isso”.

Essa entrevista de Paul, que está no documentário A LONG AND WINDING ROAD (Sobras do ANTHOLOGY), talvez possa esclarecer algumas dúvidas de quem acha que Paul “obedecia sempre” a George Martin; nessa entrevista dá pra notar que não era bem assim. Lennon havia feito a letra e levou para mostrar a Paul, que fez toda a melodia de SHE LOVES YOU. Paul levou a George porque Lennon não quis ir. Se não fosse Paul, talvez SHE LOVES YOU jamais tivesse sido lançada e, para a época, revolucionou “conceitos”. É uma grande melodia. O engraçado nisso tudo é que SHE LOVES YOU vendeu 15 milhões de cópias em poucas semanas.

Fonte: Comunidade do Orkut, We Love the Beatles Froever

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2 respostas em “George Martin e a Música dos Beatles

  1. Eu acho o trabalho de George Martin brilhante (não perfeito), e considero que ele conseguiu dosar o som dos Beatles de uma maneira que permitiu que eles fossem revolucionários sem serem chatos. Essa “parcimômia” foi importante para tornar a música dos Beatles eterna. Também não o considero o quinto beatle, mas a importância de um bom produtor é inegável. E George Martin era bom. Muito bom.

  2. Se é que existe ou existe um quinto Beatle, musicalmente era George Martin. Já era chefe da Parlophone e abriu a mente deles para um universo que não conheciam. Convivi no mundo erudito e sei que ninguém entrega um solo nas mãos de músicos sem formação e ele entregou a batuta, como nas orquestrações de Sgt. Pepper`s. Ele gostava dos vocais de JOhn e Paul e as harmonias de George. Mas o comum na época não era intérpretes comporem seu material, ele agiu como um executivo de gravadora, E foi importante que batessem o pé para “Please Please Me” em detrimento de “How do you do it” que acabou sendo lançada por Gerry and the Pacemakers e derrubando Please Please Me. O engraçado é que sou dessas pessoas que gosto muito das versões alternativas, mas nem é em relação à produção de Martin, haja vista que o produtor também cuidou do BBC e do Anthology. MARtin teve sua importância e não acredito que seria o mesmo com Spector, basta ver o Let it be para comprovar. Eles se sentiam muito à vontade no estúdio e faziam quase tudo que queriam, lógico qpermitia-lhes conseguir tudo que desejavam. ue em algumas coisas Martin puxava as rédeas, mas ao mesmo tempo permitia-lhes conseguir tudo que precisavam. Acho que sem ele não teriam ido tão longe, pois a gravadora cortaria suas asas, talvez os recusasse como a Decca quando se mostrassem rebeldes, mas da mesma maneira, embora música pop não fosse sua praia, estava precisando exatamente de um grupo como eles. Ou seja, juntou a fome com a vontade de comer.

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