Entrevista com o Cantor Márcio Greyck

O cantor Márcio Greyck é dono de uma das carreiras de maior sucesso no cenário artístico brasileiro tanto como cantor, como também como compositor.
Mineiro de Belo Horizonte, onde passou sua infância e adolescência apurando o seu romantismo através das serenatas que fazia embaixo das janelas de suas primeiras fãs.
Foi na Polydor, em 1967, que Márcio Greyck gravou seu primeiro compacto simples com uma versão de Eleanor Rigby (“Minha Menina”), de Lennon e McCartney e também sua primeira composição “Venha Sorrindo”, seguindo uma série de três Lp’s.

Ao mesmo tempo do lançamento do compacto, assinou contrato exclusivo com a TV Tupi, após ter se apresentado no famoso programa de Bibi Ferreira dirigido por Péricles Leal e Roberto Jorge e passa a atuar em todos os programas musicais daquela emissora, inclusive apresentando o seu próprio programa (O mundo é dos jovens) ao lado de Sandra, na extinta TV Tupi de São Paulo, cantando e gravando canções dos Beatles, tais como: “Sempre vou te amar” (When I’m Sixty Four), “Ela me deixou chorando” (Lucy in the sky with diamonds) Penny Lane, entre outras.

(Texto exibido no site oficial do cantor)

Ela me Deixou Chorando (Lucy in the Sky with Diamonds)

Marcio Greyck 2

Seguem as perguntas feitas por mim, que ele gentilmente respondeu via E.mail:

L. Quando você descobriu que tinha o dom de compor, e como foi que você iniciou sua carreira artística?

MG: Olha só Lucinha! … -Creio que foi por volta dos meus doze anos quando intuitivamente comecei a compor algumas estrofes, sem consciência alguma ainda, é claro! …E logo em seguida me apresentei num programa de TV Itacolomi de BH chamado de “Clube dos Cariúnas” cantando em espanhol “A canção do Rouxinol” levado pelo meu irmão que hoje é também meu parceiro musical, o Cobel.

L. Você tinha algum ídolo ou artista no qual você se inspirou para a sua carreira?

MG: Não necessariamente! … Eu tive sim, uma influencia bem eclética, por conta do rádio que naquela época tocava de tudo, numa mistura “chacriniana” das emissoras que só transmitiam em AM.

L. Como foi que você teve conhecimento da canção “Eleanor Rigby”, e o que o levou a fazer uma versão desta canção dos Beatles?

MG: O “norte” que eu descobri nessa vanguarda deles e captei a mudança que estava acontecendo naquele instante em que eu iria gravar o meu primeiro disco, em que no lado B já continha inclusive uma modesta canção de minha autoria, “Venha sorrindo”.

L. “Aparências” é uma belíssima composição. Foi inspirada em alguma pessoa? E qual a sua composição preferida?

MG: “Aparências”.. infelizmente não é uma composição minha, mas de “Cury e Fatha”!
Quanto a minha composição preferida, é muito difícil de dizer, já que as considero como filhas e com igual carinho!… Mas a que me toca mais profundo talvez seja “Vivendo por viver” gravada primeiramente por “Roberto Carlos” e também por “Zezé di Camargo e Luciano” e Sergio Reis, entre outras regravações.

L. Sabemos que Chacrinha ajudava os cantores no Rio de Janeiro, Elmar Tocafundo em Minas Gerais e Antonio Aguillar em São Paulo; você também teve o apoio de um deles, ou de outra pessoa?

MG: Mas é claro que sim, e de todos eles! … Ninguém chega lá sozinho! … O saudoso Elmar Passos Tocafundo foi um excelente divulgador da antiga CBS em BH e que contribuiu muito para todos os sucessos dessa gravadora, assim como o Antonio Aguilar em São Paulo e que foi um importantíssimo disc-jóquey de seu tempo! …Quanto ao Velho Guerreiro, o Chacrinha, esse então, nem se fala!

L. Qual a importância da Jovem Guarda para a sua carreira?

MG: Na verdade quando eu comecei minha carreira profissionalmente no Rio de Janeiro, a “Jovem Guarda” estava chegando ao seu final, o que aconteceu em 1969 como um programa de Televisão. Mas a sua energia transcendeu ainda por muito tempo…, influenciando a toda aquela geração e também a mim, naturalmente. Eu posso dizer que me influenciei sim, pela Jovem Guarda na forma simples e direta das letras das composições que falavam de amor com sinceridade e honestidade, reportando os sentimentos vivenciados na época, e me influenciei também pela nova proposta de arranjos orquestrais lançados pelos Beatles que estavam agora gravando com orquestra de câmara, quarteto de cordas e etc. – Penso que a Jovem Guarda ainda não tenha sido reconhecida culturalmente como deveria, por conta de críticos radicais que a consideravam menor, só porque usavam guitarras elétricas e porque vieram dos subúrbios…, assim como os próprios Beatles!

L. Quando você vê pela Net homenagens a você, como esta que lhe prestou o João Pimentel em seu Blog, como você se sente? Fica indiferente, não gosta ou se emociona?

http://jbpimentel.blogspot.com.br/2010/11/marcio-greyck-somente-beatles.html

A propósito, ele lhe manda um abração e disse que a esposa dele é sua fã de carteirinha!

MG: Vejo como resultado de um trabalho levado a sério e que hoje colhe seus frutos! A emoção e a satisfação desse feedback é sempre a mesma: o agradecimento por tudo! E devo confessar que ainda sinto um certo friozinho no estômago, quando entro no palco!… hehe. Agradeço ao João Pimentel e fico feliz por esse prestigio dele ao meu trabalho e também da sua esposa. Valeu!

L. Você continua compondo e gravando, fazendo shows, ou tem outra profissão e canta eventualmente?

MG: Sim, continuo compondo e gravando no meu home estúdio, experimentando novas concepções de gravações das novas composições que pretendo lançar! … Continuo me apresentando em todo o Brasil levando o meu show “No tempo, no ar e no coração” juntamente com a minha banda, e que costumo anunciá-la como a “Banda dos corações repletos de sentimento puro” em que eu sou o crooner!

L. Teria um fato marcante em sua carreira, sobre o qual você gostaria de falar, ou algo que você tem vontade que as pessoas saibam sobre você, e que ainda não teve oportunidade de dizer?

MG: Sim, lamentavelmente eu também sofri com as intempéries das mudanças de valores desse universo musical, que foi se deteriorando com o tempo por conta dos interesses outro$, que não os dos verdadeiros talentos naturais e que aliados aos “vendavais constantes”…, emocionalmente me vi desmotivado por um longo período de minha vida!…Mas isso, já passou!!! ..E hoje eu estou de olho na contemporaneidade, mas ainda tentando segurar a barra, agitando essa minha bandeira do amor e do romantismo…, mesmo já em frangalhos!!!

L. Muito obrigada por responder as minhas perguntas, e por esta oportunidade de conhecer um pouco mais sobre você.
MG. Quem agradece sou eu! … Obrigado pelo prestigio e pela divulgação do meu trabalho!… Valeu!!

L= Lucinha
MG = Márcio Greyck
BH = Belo Horizonte

Meus agradecimentos a Daisymar Tocafundo, que intermediou esta entrevista, tornando possível o contato com o cantor Márcio Greyck através de seu empresário Wagner Salomão Sadi.

Marcio Greyck

9 respostas em “Entrevista com o Cantor Márcio Greyck

  1. Lucinha , Parabéns pelas belas homenagens feitas ao grandes artístas que fizeram história na musica Brasileira. Entrevista com Marcio Greyck, ficou muito bacana ele é realmente uma pessoa muito especial, simples e merece todo esse carinho. Bjus

  2. Incrível. Acabei de Ouvir, “O mais importante é o verdadeiro amor”.
    Não sei se a ´letra é do Marcio Grick, mas é linda e como ele canta!.
    Parabéns Marcio Greick.

  3. Oi, meu coleguinha! A Lucinha mencionou a música Penny Lane e a música Minha Menina, e me veio a lembrança d qdo ela tocava nas rádios, nas quermesses, nos parques de diversão! … Em todos os lugares tocavam! É pena q vc ñ tenha nenhum vídeo seu cantando essas músicas lindas dessa época, né?! Gostaria d te fazer um pedido, em meu nome e d tdas as suas fãs aq d Fortaleza, q te adoram!: Dá p vc gravar um vídeo, cantando PENNY LANE e MINHA MENINA?! Por favor, coleguinha, pensa com carinho nesse meu pedido, tá. Nós te amamos muuuito!!! Fica com DEUS! Bjos!

  4. Coleguinha, Marcio Greyck, posso te fazer um pedido, em meu nome e em nomevd tdas as suas fãs aq de Fortaleza?! : Faz um vídeo cantando a música PENNY LANE p gente! Nós somos loucas p essa música e ñ tem outro jeito da gente ouvir. Por favor, pensa c carinho nesse meu pedido, tá? Valeu coleguinha! Bjo no seu coração! Fica com DEUS!

  5. Pingback: Minas Gerais deixou a sua marca na Jovem Guarda, um movimento que marcou a cultura brasileira! | WE LOVE THE BEATLES FOREVER

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