Trechos inéditos de entrevistas com John Lennon.

John Lennon é também famoso pelas frases que dizia ao longo de sua vida e carreira, e algumas dessas pérolas de Lennon ficaram para a posteridade, como a resposta que ele deu a uma fã, em plena chegada dos Beatles nos EUA, ainda na recepção do aeroporto John Kennedy, quando milhares de repórteres e fãs estavam em volta dos quatro e uma fã, quase aos prantos, pede para eles que toquem alguma música; a resposta de John foi curta e grossa: “Precisamos do dinheiro primeiro”.

John Lennon post

E também quando ele disse que… “O Cristianismo vai passar, vai afundar e desaparecer. Não há necessidade de discutir esse assunto. Estou certo disso, e o tempo é que vai provar. Somos hoje mais populares do que Jesus. Eu não sei qual desaparecerá primeiro, se o rock and roll ou se o Cristianismo. Jesus era OK, mas seus discípulos eram pessoas estúpidas e comuns. É a deturpação feita por eles que, para mim, causa todo estrago”.

E quando mostrou toda sua irreverência, ao pedir na presença da realeza, que… “Para o próximo número eu gostaria de pedir a ajuda de vocês; as pessoas nos assentos mais baratos batam palmas e o restante de vocês apenas chacoalhem suas jóias…” (For the next number I´d like to ask your help; for the people in the cheaper sits clap your hands and the rest of you just rattle your jewelry…).

Lennon sabia ser sarcástico, irreverente e romântico também, como quando citou a frase “Quando fizeres algo nobre e belo e ninguém notar, não fiques triste. O sol toda manhã faz um lindo espetáculo e no entanto, a maioria da plateia ainda dorme…”.

E tantas outras frases de Lennon, ou atribuídas a ele, ficaram famosas, mas em 2009 o jornal inglês “The Sunday Times” publicou textos do jornalista Ray Connolly com trechos inéditos de entrevistas que o autor fez durante os anos em que foi responsável pela cobertura dos shows da banda mais popular do mundo, os Beatles.

Jornalista Ray Connolly

Jornalista Ray Connolly

No texto, Connolly assume ter sido usado como ferramenta estratégica para os desejos de John Lennon de acabar com a banda. O autor contou que por conta de um texto publicado em 1969, que levou o título “O dia em que os Beatles morreram”, Lennon teria até enviado um presente especial para a redação do jornal.

Connolly diz que Lennon já havia decidido acabar com a banda antes mesmo do lançamento do disco Let it Be, mas segundo o autor, o músico não tinha noção das dificuldades que apareceriam após o fim do grupo. Já em Nova York, onde foi viver com a artista japonesa Yoko Ono, Lennon teria pedido que o jornalista entregasse um recado a Paul McCartney onde sugeria que os dois poderiam resolver os detalhes da separação do grupo sem a interferência de advogados e executivos de gravadoras.
Para o autor, Lennon encarava o fim da banda como um divórcio litigioso que McCartney se recusava a conceder. “No encontro que tivemos, Paul ficou divagando sobre os caminhos futuros, eu encerrei o assunto e apenas disse: ‘Eu quero o divórcio’”, disse Lennon.

Relação com os outros Beatles

Ray Connolly faz um radiografia da relação entre os dois Beatles mais famosos. Segundo ele, Lennon tinha consciência da importância de McCartney para sua obra. “Eu só convidei duas pessoas para trabalhar comigo em toda minha vida, uma delas foi Paul, a outra foi Yoko Ono. Paul e eu éramos os Beatles”, teria dito Lennon.
Connolly relata ainda que Lennon mantinha uma relação altamente competitiva com os outros Beatles, tanto que certa vez ele teria ficado bravo com um texto publicado por uma revista que chamava George Harrison de filósofo. “Se temos um grande músico (em reverência a Paul McCartney) e um filósofo (George Harrison), o que sobrou para mim? Doidão, eu devo ser o mais doidão de todos”, teria dito o artista.
Lennon também teria contato ao jornalista que tinha saudades do início da carreira. “Nós éramos muito melhores antes de termos nos tornado grandes. Passávamos horas tocando em clubes comuns. Meu número favorito era Elvis’s Baby Let’s Play House, demorávamos mais de 10 minutos tocando e repetíamos a mesma estrofe várias vezes, era divertido.”
John Lennon tinha 40 anos quando foi assassinado por um fã nas ruas de Nova York em 8 de dezembro de 1980.

Fonte: Terra Redação

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