Jovem Guarda, 48 anos de saudade!

Hoje, 22 de agosto de 2013, faz exatamente 48 anos que o primeiro programa comandado por Roberto Carlos, na TV Record, Canal 7, foi ao ar em plena tarde de domingo, horário do futebol, imaginem só!
Era o ano de 1965 e naquela tarde de domingo na TV estreava um programa que iria marcar a música e o comportamento de uma geração.
Nós, os jovens daquela época, amávamos os Beatles e os Rolling Stones, mas no Brasil imperava o futebol e a bossa nova.
Tudo teve seu começo quando Roberto Carlos gravou Splish Splash e Parei na Contra Mão, lançamentos estes que fizeram tanto sucesso, deixando Roberto Carlos assustado, pois não esperava tamanha aceitação do público!
Com isso, foi convidado para fazer um programa para preencher o espaço deixado pelo futebol na TV, e o produtor escolhido foi Carlos Manga, que ainda não sabia quem era aquele cantor que fazia sucesso com uma música de nome esquisito.
Logo no primeiro programa, Roberto Carlos levou um susto com a reação das fãs, reflexo da Beatlemania na Inglaterra.
Víamos na telinha se apresentando lá naqueles programas tudo que nós, os jovens daquela época, queríamos ser, fazer, vestir, viver!
E lá se apresentavam conjuntos e cantores que nos davam alegria e embalavam nossos sonhos…
Participavam do programa jovens artistas iniciando a carreira e também cantores experientes que vinham do Rock, do Samba ou outros gêneros musicais e que agora aderiam à febre da Beatlemania e do Iê Iê Iê.
Podemos citar, além dos apresentadores do programa, que eram Roberto Carlos (Esqueça), Erasmo Carlos (Você me Acende) e Wanderléa (Imenso Amor), também George Freedman (Coisinha Estúpida), Jorge Ben, Trio Esperança (Tartaruga), Golden Boys ( O bobo), The Jet Blacks ( Suzie Q), Ary Sanches , “a granada romântica do programa” (Eu te darei bem mais), Beatnicks (Gatinha manhosa), The Jordans, Renato e Seus Blue Caps, The Fevers, Leno e Lilian (Pobre menina), Gilma (Mexericos da Candinha), Ed Wilson (Se você quer), Tony Campello (Anel de diamantes), Reynaldo Rayol (É de doer), Martinha (Eu Daria a Minha Vida), Waldireni (Garota do Roberto), Nalva Aguiar, Rosemary, Deny e Dino, Os Vips, Silvinha, Eduardo Araújo, Bobby di Carlo (Tijolinho), Jean Carlo (Eu Nasci pra Você), Dick Danelo (Io che non vivo senza te), Vanusa, Wanderley Cardoso (O Pic-Nic), Jerry Adriani, entre tantos e tantos outros que fizeram a alegria e felicidade daquela juventude dos anos 60… muitos a gente ainda encontra nos palcos da vida, outros saíram do cenário artístico para outras profissões, outros já não estão mais entre nós, e como diz o Joe Becerra, “partiram para o Senhor e foram integrar o coral dos anjos no céu”…

Contracapa - Jovem Guarda ao vivo

Algumas gírias da época da Jovem Guarda, por Nel Santos

Barra Limpa: está tudo bem
Broto: garota bonita
Broto legal: garota bacana
Cafona: feio, brega
Calhambeque: carro velho
Carango: carro
Certinha: mulher bonita
Chapa: amigo
Coroa: pessoa velha
É fogo: é difícil
É uma brasa, mora: é danada, é ótimo
Gamar: namorar, apaixonar-se
Grana: dinheiro
Mancar: desrespeitar compromissos
Mora?/Morou: Entende? Entendeu?
O tal: pessoa de destaque
Pacas; muito
Pão: homem bonito
Papo firme: conversa séria
Pra frente: moderno
Papo furado: conversa boba
Quadrado: sujeito conservador
Tremendão: rapaz bonito, cheio de moral
Uma uva: coisa bonita

Jovem Guarda RC 003

A todos estes artistas, nossas sinceras homenagens e eterno agradecimento!

Nota: Para quem não viveu aquela época e assistir a este vídeo, saiba que as imagens da Wanderléa cantando diante de um boneco de neve, não são do Programa Jovem Guarda, mas sim de um dos Shows do Dia 7, que eram shows exibidos pela emissora a cada dia 7 do mês.

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5 respostas em “Jovem Guarda, 48 anos de saudade!

  1. parabéns pela lembrança do dia 22 de Agosto de 1965. Eu nunca fui ao Teatro Record assistir JG por que era CARO… é como se fosse assistir a um show internacional… talvez um pouco mais barato… Mas eu estive lá no Cine Universo, na Avenida Celso Garcia, para comemoração do aniversario do R.C. em 1966. Era o maior cinema de São Paulo e me lembro que tinha um ‘sky-light cover’ que foi aberto para dar mais claridade ao show.

  2. Tony Campelo cantando anel de diamantes, gostaria muito de ouvir essa raridade, versão de the diamonds rings de Gary lewis!

  3. Caríssima Lucia Zanetti.Você é demais.Pena que não conheci o seu blog antes mas nunca é tarde,não é?Pode crer que continuarei acessando e lendo seus comentários.À propósito,nessa época eu fazia parte de um conjunto chamado “Os Terríveis” de São Pulo que antes se chamava The Youngs,voce se lembra?Desde já,obrigado por você me transportar para aquela época tão maravilhosa que foram os anos dourados.

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