Bate papo informal com Paulo César Barros, Ex-Blue Caps

Paulo César Barros 3

Perguntado sobre qual a possibilidade nos dias de hoje de ser lançado um CD e DVD em Tributo aos Beatles, nas vozes de Renato Barros e Cid Chaves, Almir Bezerra, Luiz Cláudio (dos Fevers), Paulo César, Márcio Greyck, Erasmo Carlos, Cauby Peixoto, Paulo César Barros respondeu:

Paulo César Barros comentou um link que você compartilhou.
Paulo César escreveu: “Acho que a ideia seria fantástica, mas teria que filtrar as participações porque alguns nomes que você citou, na verdade não tem o verdadeiro conhecimento dos Beatles. Outro detalhe que consideraria importantíssimo para que esse projeto ficasse de forma arrasadora seria o esmero nos mínimos detalhes com instrumentos exatamente iguais aos que foram usados originalmente pelos Beatles. Solos exatamente iguais com o mesmo timbre, técnico de PA do show devidamente ensaiado, sabendo valorizar os momentos de cada detalhe de solo, vocal e etc…. só assim ficaria de uma forma sonhadora, viajante para quem fosse assistir, concorda ? Abç. Paulo César Barros.”

Outra pergunta que ele respondeu foi sobre o porquê da distância de qualidade técnica de gravação, perceptível até para os leigos, ou seja, enquanto os Beatles e outros grupos como Beach Boys, esmeravam-se na técnica no estúdio, os equivalentes nacionais ainda estavam tocando “órgão de igreja” e fazendo vocais dos anos 50, o que independe da melodia e da composição.
Ouvíamos as canções da turma da Jovem Guarda, mas quando pegávamos um álbum dos Beatles sentíamos isso.
O problema eram os estúdios, era a falta de dinheiro, era a conformação dos artistas nacionais? O próprio Roberto só melhorou a qualidade, a sonoridade, nos anos 70. Será que era o mesmo problema que havia no áudio do cinema nacional?

Resposta de Paulo César Barros:

Paulo César Barros

Paulo César Barros 3 de janeiro de 2014 17:50
Era notório a inferioridade dos equipamentos de áudio dos estúdios Brasileiros na década de 60. Vou citar alguns itens: Compressores, reverbs, pré-amps e outros, mas o grande segredo das gravações de fora era na hora da mixagem, ali estava o segredo de tudo em termos de equipamento. Com relação ao órgão, o que se usava no Brasil era o suprassumo, pois usávamos o Hammond B3 com as caixas Leslies (chamávamos a caixa Leslie de caixa Lésbica, rsrs) usados nos melhores estúdios do mundo.
Forte abraço a todos e feliz 2014.

Pergunta feita por Rubens Stone: “No período áureo da CBS, principalmente nos álbuns dos anos 60, como era a escolha de repertório, se haviam sugestões do grande Rossini Pinto ou até mesmo do seu Evandro Ribeiro, resumidamente, como era feita essa escolha, principalmente na versões de canções obscuras do rock inglês, que a banda gravava de maneira fabulosa, quem sugeria essas versões?

 

Paulo César Barros  respondeu: “Olá Rubens Stone, na maioria das vezes eram trazidas pelo Sr Evandro, mas nós também escolhíamos muitas, eu por ex, escolhi várias e uma delas foi Look thru any window”, dos Rollies que eu era amarradão”.

Quanto à “eterna” discussão sobre quem era melhor, John Lennon ou Paul McCartney, ele disse:

Paulo César Barros

Paulo César Barros 3 de janeiro de 2014 19:02
Gente, na minha opinião não importa se um era mais ou menos culto musicalmente que o outro, a verdade é que a junção sonora desses quatro caras foi mágica. Posso citar um exemplo de acordo com a minha ótica, I should have known better, ( Menina linda ), versão gravada em 64 p/ 65, por mais que tentamos nos aproximar da original, não conseguimos a mesma sonoridade. Aquela sonoridade simples e mágica jamais foi conseguida por quem quer que seja.

Paulo César Barros 1

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7 respostas em “Bate papo informal com Paulo César Barros, Ex-Blue Caps

  1. Paulo César Barros! Além de ser “o cara” que me inspirou a tocar “baixo”, sei também agora pelos depoimentos dele, que ele é “um cara” correto e centrado em suas análises, primando pela melhor qualidade possível nas suas participações/gravações. PRAZER EM CONHECÊ-LO … .. . melhor agora!!!!!

  2. Paulo César: Renato sempre fala que aprendeu tocar guitarra no tempo de Jovem Guarda, vc. era o único da turma que tinha conhecimento teórico de música, eu penso que vocês conseguiam sonoridade muito semelhante e arranjos muito próximo. Como isso acontecia, se você refere que os estúdios não eram bons? Qual a mágica? Francisco Castro.

  3. Eu gostaria de Sugerir aos fans dos BEATLES, (como eu) de assistirem (ao vivo) se possivel os ‘FAB FOUR” um grupo “cover” que nos ultimos 5 anos,eu nao perco uma so apresentacao deles aqui no auditorio “STARLITE” de Burbank,California U.S.A.

  4. fantastico musico, e uma pessoa maravilhosa, tive o prazer de conhece-lo aqui em marilia, e em uma festa de amigos em sao paulo no niver na minha amiga lilian , fiquei mais seu fan

  5. Paulo César foi a voz que sempre procurei imitar do RSBC, na minha adolescência!…
    Que beleza de matéria! Muito bom!
    Poderíamos ter mais, não é mesmo? Abraço!

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