Teria sido a Seltaeb a principal responsável pela morte de Brian Epstein?

Brian Epstein era o gerente de uma loja pertencente a sua família, chamada North End Music Stores em Liverpool, Inglaterra.

NEMS - A loja que Brian Epstein gerenciava antes de empresariar Os Beatles.

NEMS – A loja que Brian Epstein gerenciava antes de empresariar Os Beatles.

Ele começou a ouvir falar muito sobre um novo grupo chamado The Beatles, que estava tocando no Cavern Club. Então ele foi ouví-los, e um dia, propôs um contrato para empresariá-los.

Os quatro companheiros, incluindo o baterista Pete Best naquela época, concordaram e um contrato de cinco anos foi assinado em 1962.

Com isso, Epstein criou uma empresa chamada NEMS para gerenciar Os Beatles. A banda tornou-se popular na Inglaterra e a NEMS começou a ficar sobrecarregada com ofertas de licenciamento de produtos.
Mas uma vez que a banda estourou em sucesso na América, a NEMS começou a ficar muito assediada com pedidos de merchandising, assim Epstein relutantemente criou uma filial chamada Seltaeb (Beatles ao contrário) para lidar com tantas ofertas.

Seltaeb

O nome da empresa era Seltaeb – Beatles escrito de trás para frente. Fonte: Terry O’Reilly

Da forma que Epstein viu, a comercialização era apenas uma abstração de relações públicas na melhor das hipóteses, por isso ele pediu a um amigo para tomar a gestão da Seltaeb e tirá-la de suas mãos.
Esse amigo era Nicky Byrne, e este sugeriu uma divisão de lucros de 90/10, a qual, a propósito, era de 90% para Byrne, 10% para os Beatles.
Epstein concordou imediatamente, pensando que 10% do merchandising incidental era melhor do que nada. E na canetada, perdeu incontáveis milhões para os Beatles. E, como alguns acreditam, essa decisão seria um fator no suicídio de Epstein cinco anos mais tarde.
Quando os Beatles atingiram a América do Norte, a demanda por mercadoria Beatle era, em uma palavra, sem precedentes.

Beatle Bar

A Reliant Shirt Corporation vendeu um milhão de camisetas Beatle em um período de três dias.

A Remco, uma das maiores fabricantes de brinquedos na América, fabricou 100.000 bonecos dos Beatles e tinha pedidos para mais meio milhão. Perucas Beatle estavam sendo fabricadas à razão de 35.000 por dia.

E aqueles eram apenas três dos 150 produtos Beatle que haviam sido licenciados.
O Jornal The Wall Street estimou que mais de $50 milhões de dólares de mercadoria dos Beatles seria vendida até o final de 1964.
Essa notícia fez Brian Epstein adoecer visivelmente. Foi aí que ele percebeu o erro colossal que havia cometido ao concordar com a divisão de 90/10.

Colocando tudo isso em um contexto apropriado, aquela perda de receitas de merchandising facilmente ofuscou o que a banda estava ganhando com as apresentações ao vivo combinadas com as vendas de discos.
Acredita-se que Epstein vivia com medo de ter que enfrentar os Beatles sobre esse assunto, quando o contrato dele com a banda estava se aproximando da renovação em 1967.
Aquela enorme perda de receitas, combinada com o fato de os Beatles haverem decidido parar de fazer turnês – que era o principal propósito de Epstein como empresário – ajudou, juntamente com alguns problemas pessoais, a torná-lo totalmente desanimado.
Em 27 de Agosto de 1967, aos 32 anos de idade, Brian Epstein foi encontrado morto em seu apartamento, resultado de uma overdose de pílulas para dormir.

Epstein-Dead - Epstein dies and The Beatles start to slowly fall apart

Mas, digam o que disserem sobre essa falta de previsão de Epstein a respeito do merchandising, os Beatles eram um poderoso quarteto, e ele sabia como apresentá-los bem.
Como disse Keith Richards certa vez a Lennon, os Stones “só tinham um líder, mas os Beatles tinham quatro.”

(Texto traduzido por Lucinha Zanetti)

Link para o texto original – CBCRADIO

Brian Epstein was the manager of a family-owned business called North End Music Stores in Liverpool, England.
He began hearing a lot about a new group called The Beatles, who were playing at the Cavern Club. So he went to hear them, and one day, proposed a management contract.
The four lads, which included drummer Pete Best at the time, eventually agreed, and a five-year deal was signed in 1962.
With that, Epstein created a company called NEMS to manage The Beatles. The band became popular in England, NEMS began to be overwhelmed with product licensing offers.
But once the band hit America, NEMS became besieged with merchandising requests, so Epstein reluctantly set up a subsidiary called Seltaeb to deal with the offers.
As Epstein saw it, the merchandising was just a PR abstraction at best, so he asked a friend to take the management of Seltaeb off his hands.
That friend, Nicky Byrne, suggested a 90/10 split. Which, by the way, was 90% for Byrne, 10% for The Beatles.
Epstein agreed immediately, thinking that 10% of incidental merchandising was better than nothing. And in the stroke of the pen, lost untold millions for The Beatles. And, as some believe, that decision would be a factor in Epstein’s suicide five years later.
When The Beatles hit North America, the demand for Beatle merchandise was, in a word, unprecedented.
The Reliant Shirt Corporation sold a million Beatle tee-shirts in a three-day period.
Remco, one of the largest toy manufacturers in America, made 100,000 Beatle dolls and had orders for half a million more. Beatle wigs were being manufactured at a rate of 35,000 per day.
And those were only three of the 150 Beatle products that had been licensed.
The Wall Street Journal estimated that more than $50 million dollars worth of Beatles merchandise would be sold by the end of 1964.
That news made Brian Epstein visibly ill. It was then that he realized the colossal mistake he had made in agreeing to a 90/10 split.
To put it in proper context, that lost merchandising revenue easily dwarfed what the band was making on live performances and record sales combined.
It is believed that Epstein lived in dread of having to face The Beatles on the issue, as Epstein’s contract with the band was coming up for renewal in 1967.
That enormous revenue loss, paired with the fact the Beatles had decided to stop touring – which was Epstein’s main purpose as manager – helped, along with some personal issues, to make him utterly despondent.
On August 27th of 1967, 32-year old Brian Epstein was found dead in his apartment, the result of an overdose of sleeping pills.
But say what you will about Epstein’s lack of merchandising foresight, The Beatles were a powerful foursome, and he knew how to present them well.

As Keith Richards once said to Lennon, the Stones “only had one frontman, but the Beatles had four.”

by Terry O’Reilly

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