Sir Paul McCartney em Sampa, 25 e 26 de novembro de 2014.

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Com um atraso de 45 minutos para sua apresentação, devido à chuva forte que caia em São Paulo na noite de terça-feira, 25/11, Paul McCartney fez um grande show na primeira ação de entretenimento da nova arena do Palmeiras.

Fotos: Marcos Hermes - Agência Lens de Divulgação

Fotos: Marcos Hermes – Agência Lens de Divulgação

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Com lotação máxima de 45 mil pessoas, o Allianz Parque conferiu a apresentação da turnê mundial “Out there”, com um repertório muito parecido com o que Paul já havia apresentado em vitória, no Rio de Janeiro e em Brasília, ou seja, dando preferência para diversas músicas do repertório dos Beatles.

Paul McCartney mostrou, mais uma vez, que é impecável no palco e brincou muito com o púbico, soltando até mesmo gírias como “é nóis”, e fazendo sequências como “Let it be”, “Live and let die” e “Hey jude”, para deixar qualquer fã em estado de choque.

Pra se ter uma ideia de que ele realmente privilegia seus hits, somente quatro músicas do recente disco “New” foram executadas.

Aqui o set list do show desta terça, 25/11/2014.
Logo mais à noite haverá a segunda apresentação de Paul em São Paulo no Allianz Parque, a arena do Palmeiras, encerrando sua Turnê Out There no Brasil em 2014.

“Eight days a week”
“Save us”
“All my loving”
“Listen to what the man said”
“Let me roll it”
“Paperback writer”
“My valentine”
“1985”
“The long and winding road”
“Maybe, i’m amazed”
“I’ve just seen a face”
“We can work it out”
“Another day”
“And i love her”
“Blackbird”
“Here today”
“New”
“Queenie eye”
“Lady Madonna”
“All together now”
“Lovely Rita”
“Everybody out there”
“Eleanor Rigby”
“For the benefit of Mr. Kite”
“Something”
“Obladi oblada”
“Band on the run”
“Back in the USSR”
“Let it be”
“Live and let die”
“Hey Jude”
Bis
“Day Tripper”
“Hi hi hi”
“I saw her standing there”

Bis número 2
“Yesterday”
“Helter skelter”
“Golden slumbers”
“Carry that weight”
“The end”

Fonte: 89 A Rádio Rock

Começa o Show! (Primeira Parte)

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte final…

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“Sensacional. Valeu tudo! O Paul é tão mágico que nem a chuva atrapalhou. .pulamos…cantamos com ele.. tomarmos banho de chuva… e ninguém ousou sair antes de acabar o show definitivamente com a música “The End”. As pessoas se abraçando… Beatles é isso, é harmonia! Obrigado Paul por mais um show, e se vier ao Brasil em 2015, saiba que eu vou!” Thiago Tostes, membro do grupo We Love the Beatles Forever

“Hoje, quando a gente pensa numa mega banda se apresentando num mega evento, num mega estádio, o que imaginamos?? 4 ou 5 caras, mais ou menos do mesmo nível, em cima de um palco, com uma parafernália tecnológica e áudio visual de outro planeta, efeitos, etc, etc.
Só pra exemplificar: U2.
Acho que eles mais ou menos ilustram o que eu quero dizer. Ou seja, nada mais óbvio do que haver uma plateia eletrizada por toda essa parafernália, aliada, é claro, à qualidade dos seus ídolos, certo?
Mas quando eu vejo um “sujeito” sozinho em cima do palco, com um violão básico, puro, cru, tocado (muitas vezes) com apenas dois dedinhos da mão esquerda (é! esse cara é canhoto!), e esse sujeito sozinho hipnotiza 45000 pessoas, me faz entender que existe algo muito além da nossa compreensão! Algo que transcende nossa arrogante mania de ter explicação e lógica pra tudo. No entanto, esse momento me permite entender verdadeiramente um sentimento na sua mais perfeita tradução: gratidão!
Eu não sei exatamente a que agradecer, mas é o que eu sinto vontade de fazer, em sua total plenitude, quando vejo esse sujeito fazendo tudo mais à nossa volta perder o sentido, fazendo tudo desaparecer. Portanto, só o que eu quero, do fundo do coração, é te agradecer, sujeito! No fundo, no fundo, eu acho mesmo que você é a quarta parte de deus!
Love you forever and forever, love you with all my heart!” (Beto Iannicelli, Maestro)

Paul McCartney encerra turnê brasileira sendo o maior e o melhor, como sempre!

Assistir a um show de Paul McCartney, mesmo que seja o vigésimo show de Paul McCartney no Brasil, como, de fato, foi este último em São Paulo, no dia 26/11, encerrando no Brasil a sua turnê Out There, continua sendo uma experiência única. É como assistir Leonardo da Vinci projetando suas máquinas futuristas … são seres humanos especiais, monumentos da nossa noção de ocidente, com estrelas imensas sobre si, executando seu trabalho com uma maestria que é digna do preço do ingresso em si.

De todas as turnês recentes do Beatle, esta fase final da Out There é a que apresentou menor flexibilidade de repertório: sem grandes surpresas como covers de soulmen ou lados b dos Beatles tocados pela primeira vez. No show do dia 25, por exemplo, a diferença para o outro show paulista foi mínima: saiu “Eight days a week” e entrou “Magical Mystery Tour”; saiu “Hi hi hi” e voltou “Get back”. Choveu cântaros, tanto quanto no show de terça-feira. E o som estava ótimo, e o telão estava impressionante, e a iluminação estava deslumbrante e, de novo, as 45 mil pessoas presentes nem cantaram, se abraçaram, dançaram, se beijaram, esmurraram o ar e se extasiaram tanto quanto se fosse noite de lua cheia.

Agora, a menos que você seja um dos (muitos) peregrinos que assistiram a todas as apresentações, essa falta de surpresa não faz a menor diferença.

Porque Paul McCartney transmite um prazer, uma entrega, um capricho nos detalhes e um compromisso com o que está fazendo que transforma cada piada ensaiada, cada “Yesterday” cantada de novo e de novo e de novo, cada brincadeira repetida ad-nauseum (como os gestos de desgosto com o barulho de “Live and let die”) em galanteios, em sinal de cumplicidade com o público. Desde que voltou a excursionar pelo mundo, na virada dos anos 1980 para os 1990, McCartney aprendeu a fazer o megashow de estádio com mais cara de show intimista no mundo, segurando 185 mil pessoas (como nesta tour brasileira) com um ukelelê como em “Something”, com um violão folk como em “Blackbird” ou em canções que foram feitas para explorar os limites dos estúdios dos anos 1960 – como “Lovely Rita” ou “Paperback Writer”.

E os shows acabaram criando seus próprios cavalos-de-batalha como “Let me roll it” (um lado b de 1973 que nunca foi grande sucesso no Brasil, mas que foi cantada a plenos pulmões pelo público paulista) ou a hardroqueira “Helter Skelter”.

Ele não precisava arriscar, mas incluiu quatro canções de seu álbum New (“Save us”, “New”, “Queeny Eye” e “Everybody Out There”) lançado quando a turnê Out There já estava a pleno vapor e mais uma balada de seu disco de traditional pop, Kisses on the bottom. Todas muito bem recebidas.

Ele também não precisava, mas chamou ao palco um grupo de fãs vestidos de Sgt. Pepper. E ainda tocou durante todo o show com uma das pulseirinhas de elástico feitas pelo menino Matheus Bustamante Bettiato, de 10 anos (Matheus ficou famoso durante a semana por haver juntado R$800,00 vendendo suas pulseiras para comprar ingressos para o show). Muito além da burocracia, não?

Pense nos pares geracionais de Paul McCartney (Rolling Stones? Roberto Carlos?), sobre qual faz valer mais vigorosamente cada centavo do ingresso, qual consegue combinar a maior quantidade de informação nova e ousada, ao mesmo tempo, a maior quantidade de sucessos todo-mundo-junto para o papai-e-o-netinho.

Quer dizer, as modas podem trazer e levar artistas maiores do que Paul e os Beatles. O descompromisso e o virtuosismo podem fazer artistas melhores (ou, no mínimo, que agradem mais ao teu gosto). Mas, definitivamente, não há artista maior e melhor, simultaneamente, do que o Beatle Paul.

O set list de 26 de novembro foi o seguinte:

Magical mystery tour
Save us
All my loving
Listen to what the man said
Let me roll it
Paperback writer
My valentine
Nineteen Hundred and Eight Five
The Long and winding road
Maybe I´m amazed
I´ve just seen a face
We can work it out
Another day
And I love her
Blackbird
Here today
New
Queenie eye
Lady Madonna
All together now
Lovely Rita
Everybody out there
Eleanor Rigby
Being for the benefit of Mr Kite
Something
Ob-la-di Ob-la-da
Band on the run
Back in the USSR
Let it be
Live and let die
Hey Jude
Day tripper
Get back
I saw her standing there
Yesterday
Helter Skelter
Golden Slumbers/ Carry that weight/ The End

Até a próxima, Sir Paul McCartney!

Fotos do Show de 26 de novembro de 2014

Paul dia 26 em Sampa

https://www.facebook.com/media/set/?set=np.109957390.1288187940&type=1

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