Revivendo o passado: Minhas Origens / Genealogia das famílias Astolfi Zanetti

FAMÍLIA ASTOLFI

Meu avô Albino Astolfi chega ao Brasil, proveniente da Província de Rovigo, Itália

Secretaria do Trabalho e da Promoção Social
Centro Histórico do imigrante

Rua Visconde de Parnaíba, 1316 – Brás – Tel. 292 1022
CEP 03044 – São Paulo

CERTIDÃO DE DESEMBARQUE

AUTOS C.H.I. No. 01270/91

CERTIFICO constar do livro de matrícula da HOSPEDARIA DE SÃO PAULO 15/108 do acervo documental do CENTRO HISTÓRICO DO IMIGRANTE os seguintes dados de ALBINO ASTOLFI.

Nacionalidade: Italiana

Filiação: Giovanni Astolfi e Giuseppina

Data de nascimento ou idade: 17-02-1878 (09 anos)

Sexo: nada consta

Profissão ….

Estado Civil: solteiro

Vapor: “PACÍFICO”

Data de desembarque: 21 de novembro de 1888, em Santos.

Chefe ou responsável: Giovanni Astolfi (45 anos)

Composição da família: Giuseppina (39 anos), Pasquale (19 anos), Débora (17 anos), Loccatte (15 anos), Luigi (12 anos), Adelaide (07 anos), Achille (04 anos) e Maria (01 ano).

Local de origem: nada consta (hoje sabemos que ele veio de Porto Viro, Província de Rovigo)

São Paulo, 08 de agosto de 1991

Assinado pelo Diretor do Centro Histórico do Imigrante

GENEALOGIA DA FAMÍLIA ASTOLFI

Da longínqua e bela Itália, precisamente das cidades de Porto Viro e Porto Tole, Província de Rovigo, nos idos de 1888, época em que no Brasil os Abolicionistas e Republicanos ganhavam espaço e a escravatura tinha seus dias contados, precisamente em 21 de novembro de 1888, chegava ao Brasil e desembarcava no Porto de Santos a família de Giovanni Astolfi e Giuseppina, italianos que buscavam na terra promissora uma saída para melhorar a vida de sua família. Vieram no Vapor Pacífico e em baús traziam seus pertences e muita esperança.
Giovanni tinha 45 anos e Giuseppina, 39; com eles chegaram 08 filhos:

Pasquale Astolfi – 19 anos
Débora Astolfi – 17 anos
Loccate Astolfi – 15 anos
Luigi Astolfi – 12 anos
Albino Astolfi – 09 anos
Adelaide Astolfi – 07 anos
Achille Arturo Astolfi – 04 anos
Maria Astolfi – 01 ano

Foram levados para a Hospedaria de São Paulo, conforme livro de matrícula nr. 15/108 do acervo documental do Centro Histórico do Imigrante. Pelas mãos do destino, non sappiamo perque, chegaram até a Fazenda da Barra, município de Itobi, na época pertencente à comarca de Casa Branca/SP, onde se estabeleceram.
Ouvi dizer que um deles faleceu ainda em Santos, mas não tenho confirmação desta notícia.
Passaram-se os anos, um pedaço da história da família se perdeu.

Albino Astolfi, filho de Giovannni(João) Astolfi e Giola Josephina, moço, casa-se com Magdalena Veronezi, filha de Miguel Veronezi e Verginia Conti; quando menina fora criada por uma madrasta que era exatamente o que diz a palavra: uma má..drasta! Minha mãe conta que Madgalena tinha uma irmã gêmea, chamada Lúcia, e que sofriam os mal tratos da madrasta, que as faziam dormir em barracões à mercê de cobras e bichos.

Albino e Magdalena tiveram nove filhos:

1) Amélia, dona-de-casa, casou-se com José e foram morar em São Paulo; estabeleceram-se por lá e tiveram os filhos:
– Alcindo, que casou-se com Célia e tiveram um filho, Paulo Sérgio;
– Osvaldo, que casou-se com Rosa e tiveram uma filha, Lara.

2) Armínio Astolpho, casou-se com Laurinda Dontal, residiam em Casa Branca e tiveram 5 filhos:
– Dirce Astolpho Zuchetti (falecida), que casou-se com Antonio Zuchetti Filho e tiveram dois filhos: Silvia Mara, casada com José Antonio de Souza e têm um filho, Matheus (8 anos em 2006); Hermínio José, casado com Nely, tiveram duas filhas: Carolyne (11 anos em 2006) e Julyane (9 anos em 2006);
– Antonio Astolpho Sobrinho (Nico, com 75 anos em 2006), casado com Ermelinda Puelker, não tiveram filhos;
– Walter Astolpho (Lilo, falecido), casado com Graciema Barbosa, tiveram um filho: Francisco Carlos, casado com Luciana, tiveram duas filhas: Carolina e Mariana.
– Maria Camila Astolpho (Nina), que casou-se com José Antonio Cruz, teve duas filhas: Maria Laura, que casou-se com João Contart Neto e tem uma filha: Camila (nome da bisavó materna) e Maristela.
– Maria Lúcia Astolpho, reside em Casa Branca.

3) Antonio (Toni), casou-se com Maria Passarelli, residiam em Itobi e tiveram dois filhos:
– Antonio Astolpho Filho (Nino, já falecido), que casou-se com Terezinha Silveira;
– Ulysses (Nenê), que casou-se com Lucila Martarelo, de São João da Boa Vista e lá residem.

4) José (Juca), comerciante, casou-se com Ana e tiveram três filhos:
– José Milton
– Carlinhos
– Albino Astolfi Neto.
Residiam em Casa Branca e depois mudaram-se para São Paulo.

José Milton Astolfi formou-se em Medicina pela Universidade de Curitiba e casou-se com Vera Lúcia de Souza Astolfi. Tiveram os filhos:
Adriana Astolfi Del Sant casada com José Roberto Del Sant, com 2 filhas: Bárbara e Thaís; Beatriz Astolfi Barbosa de Freitas casada com Marco Antônio Barbosa de Freitas, com 2 filhas: Luiza Maria e Mariana;
Ricardo de Souza Astolfi, desquitado, com 1 filho: Gabriel Ricardo.
Renato de Souza Astolfi casado com Carolina Mesquita Astolfi com 1 filho: Rafael (por enquanto, pois está com dois meses da segunda gestação).

5) Sante, comerciante, casou-se com Luíza e tiveram cinco filhos:
– José Oscar
– Maria Dulce
– Maria Cecília
– Maria Luíza
– Maria José
Residiam em Casa Branca.

6) Maria, pensionista e dona de casa, casou-se com Célio Zanetti, residiam em Casa Branca e tiveram quatro filhos:
-Célio Fernando, que casou-se com Cezulei Maria Ramos Zanetti e tiveram um filho, Fernando Henrique R. Zanetti, que casou-se com Débora e têm dois filhos: Victória e Pedro Henrique;
– Maria Célia, que casou-se com Hélio Monteiro e tiveram três filhas: Juliana, Cristiane e Daniela;
– Maria Zélia, que casou-se com Joaquim Leonardo Godoi e tiveram quatro filhos: Alex e Alexandre e Renato e Marcelo;
– Lúcia Madalena, que casou-se com Etelvino Fialho de Araújo e tiveram uma filha, Michelle Zanetti de Araújo.

Célio e Maria (Lia) e os filhos Célio Fernando, Maria Célia e Maria Zélia

Célio e Maria (Lia) e os filhos Célio Fernando, Maria Célia e Maria Zélia

Lúcia (eu)

Lúcia (eu)

7) Manuela, cabeleireira, casou-se com Roberto Carlos Machado; residiam em Casa Branca e tiveram duas filhas:
– Sandra, que casou-se com Melinho e tiveram 03 filhos: Rodrigo, Matheus e Diogo
– Sônia, que casou e tive dois filhos: Tadeu Henrique (22 anos em 2006) e Ana Carolina (20 anos em 2006)

8) Alfredo, funcionário da marinha, casou-se com Maria Lúcia (de Belém do Pará) e tiveram o filho Paulo Astolfi. Residiam em São Vicente.

9) Elisa, dona-de-casa, casou-se com Eliseu Vannucci, artista plástico, falecido em 2006; Tua Zinha ainda reside em Casa Branca e tiveram as filhas: Ana Elisa, Maria Conceição e Carmem Silvia.
Elisa morava com sua mãe Magdalena e dela cuidou até o dia de sua morte, aos 86 anos, em fevereiro de 1969.

PESCARIA NA FAMÍLIA, EM ALGUM LUGAR DO PASSADO, LÁ PELOS LADOS DE CASA BRANCA E ITOBí

Da esquerda para a direita estão tio Armíno, meu pai Célio Zanetti, primo Niquinho, tio Juca, primo Lilo, tio Dinho de costas, Zé Oscar, tio Santo, tio Elyseo e primo Osvaldo filho da tia Amélia .

Da esquerda para a direita estão tio Armíno, meu pai Célio Zanetti, primo Niquinho, tio Juca, primo Lilo, tio Dinho de costas, Zé Oscar, tio Santo, tio Elyseo e primo Osvaldo filho da tia Amélia .

Outro filho de Giovanni e Giuseppina, Achille Arturo Astolfi, viveu em Casa Branca e se casou com Natalina Bertaglia; teve os seguintes filhos:

Primo João, Maria Filomena (Quinha), Geraldo, Adelaide e Angelina (gêmeas), João, Fermino, Gilda, Emílio, Wilma e Gessy Aparecida.

Geraldo Astolfi nasceu em Casa Branca e quando mocinho foi para São Paulo, Capital, onde se casou com Maria (falecida em 29-05-2006). Tiveram 5 filhos:

1) Maria José (64 anos em 2006), casou-se com Daniel Tavares Fitarra (faleceu em 1999) e tiveram dois filhos: Marcos, economista, estudando atualmente o último ano de Direito e Emerson (falecido).

2) Achilles Astolfi Neto (58),

3) Cacilda Astolfi (56), que mora nos Estados Unidos desde os 18 anos,

4) Berenice (54)

5) Antonio Tadeu Astolfi (52).

Maria José conta que chegou a conhecer seu avô, Achille Arturo Astolfi, mas ele já estava muito doente e ela só se lembra dele no hospital onde foi visitá-lo algumas vezes junto com seus pais. Ele faleceu logo depois, de câncer. Maria José também se lembra do seu pai falar em “tia Maria” que acredita seja nossa tia-avó. Achille Arturo faleceu ainda novo.

Maria, mulher de Geraldo, iria completar 91 anos em agosto de 2006, mas veio a falecer em 29-05-2006.
Berenice tem uma filha chamada Lilian , fisioterapeuta e tem 28 anos, e o filho Edelver Carnovali Junior, Físico Nuclear, atualmente faz doutorado na USP; tem 25 anos . Lilian tem uma filha chamada Isabella.

GENEALOGIA DA FAMÍLIA ZANETTI

Familia Zanetti

Nossa família na árvore

Da longínqua e bela Itália, precisamente da cidade de Portogruaro e Cinto Caomaggiore, Províncias de Veneza, (minha avó Anna Florian era de lá e meu avô Felice Zanet , de Cinto Caomaggiore), numa época em que jornais e rádios anunciavam a guerra, o clima era de paúra, medo, incertezas; italianos buscavam uma saída para uma melhor estabilização de suas famílias e essa preocupação tomou conta da família de FELICE ZANETTI e ANNA FLORIAN, que a essa altura já tinham três bambini, as meninas Silvia, mais velha, nascida em 18-03-1910 e já com seus 3 para 4 anos, Leonor, a do meio, com 02 anos e Assumpta, mais nova, com 01 ano de idade.

Certidão de Casamento de Felice Zanet e Anna Florian

Certidão de Casamento de Felice Zanet e Anna Florian

Felice teria dito a sua Anna: “ cara mia, vamos para o Brasil, lá já habita tanta gente nostra e a terra é próspera. ..”

Anna Florian e Felice Zanet

Anna Florian e Felice Zanet

Decidiram então vir para o Brasil e Felice com esposa e filhos, juntamente com seu irmão Alessandro Zanet e esposa Luísa, juntaram em baús as roupas necessárias e seus poucos pertences.

Pietro Zanet e Domenica Antonialli, meus bisavós paternos, pais de Felice Zanet.

Pietro Zanet e Domenica Antonialli, meus bisavós paternos, pais de Felice Zanet.

Assim partiu a família, fugindo da guerra através da Áustria, pelo Navio Júlio César , que a princípio levaria a família para o Rio Grande do Sul, mas pelas mãos do destino, non sapiamo perque, Itobi os recebeu primeiro e depois a cidade de Casa Branca, ambas no estado de São Paulo.

Alexandre Zanetti (Alessandro Zanet)

Alexandre Zanetti
(Alessandro Zanet)

Felice e Alessandro tinham um irmão mais novo chamado Pietro Zanet, que provavelmente não veio com eles por que era muito jovem.
Pietro foi convocado para a primeira guerra mundial em em 1915 foi apanhado, tendo ficado na prisão por 3 anos, onde morreu em 1918.
O único registro que temos deste tio do meu pai, Pietro Zanet, é este documento enviado por Flávio Bellantuono, nosso parente de Roma que faz a árvore genealógica da família…

Pietro Zanet irmão nonno morreu na Guerra

Felice e sua família, ao chegarem tiveram como moradia a Chácara de um patrício chamado Vicenzo Maschietto. Com o passar do tempo a família aumentou e vieram Chielo (Célio), Mariano, Pedro, Nair e José (chamado por todos de Felicinho). Felicinho tinha um mês de vida quando Felice, aos 36 anos, veio a falecer devido à gripe espanhola em 01/09/1921…
Óbito de Felice

Depois do falecimento de Felice, aos 36 anos de idade, a família de Alexandre foi estabelecer-se em um sítio na cidade de Catanduva/SP, praticamente “fugiram” pra lá, sem comunicar Anna, que ficou sozinha para criar seus 08 filhos…
Porém Anna não esmoreceu! Italiana valorosa, iniciou o plantio e a venda de flores para que seus oito bambini tivessem uma vida digna.
Anna teve a felicidade de retornar à sua Itália em 1950, quando pôde rever sua família. Fez a viagem de navio.
Faleceu em 19/05/1970 aos 84 anos de idade.

Vó Nuta (Anna Florean) e meu pai Célio Zanetti em 23/101965.

Vó Nuta (Anna Florean) e meu pai Célio Zanetti em 23/101965.

Óbito da Vó Nuta

Silvia se tornou uma grande modista na região e nunca se casou; faleceu em 22-09-2002;
Leonor teve uma filha, Neusa e faleceu em 1989;
Assumpta nacionalizou-se brasileira e teve um emprego público; também nunca se casou; faleceu em 1989;
Célio se tornou comerciante, casou-se com Maria Astolfi e tiveram os filhos: Célio Fernando, Maria Célia, Maria Zélia e Lúcia Madalena; faleceu em 06-11-1989; Mariano era dentista prático e sitiante, se casou com Ofélia e tiveram os filhos: Silvia, Maria José, Dora; viúvo, casou-se novamente com Esther e tiveram os filhos: Felício, Leila e Márcia; Pedro era sapateiro e se casou com Ida e tiveram os filhos: Pedrinho, Vera Lúcia, Marina, Regina, Marcos, Malí e José Luis; já é falecido;
Nair era comerciante e estava aposentada quando faleceu em 22/09/2010; se casou com José e tiveram os filhos: Maria José, Silvia, Geraldo e Luis Gonzaga;
Felicinho (José) era funcionário público, se casou com Anilde e tiveram os filhos: Ana Maria, Margareth, Márcia e José Felício; faleceu em 23-02-2005.

Esta é a família de Célio Zanetti, que era Chiello e mudou seu nome na certidão de nascimento para Célio. Nasceu em Casa Branca aos 22 de fevereiro de 1917, tendo sido registrado pelo próprio pai, Felice Zanetti. São seus avós paternos: Pietro Zanetti e Domenica. Avós maternos: Marcos Florian e Brigo Joanna. Casou-se em 23 de outubro de 1940 com Maria Astolfi e dessa união nasceram: – Célio Fernando, em 27 de julho de 1941, que casou-se com Cezulei e tiveram um filho, Fernando Henrique Ramos Zanetti, nascido em 12 de setembro de 1969; – Maria Célia, em 20 de setembro de 1943, que casou-se com Hélio Monteiro e tiveram três filhas: Juliana Zanetti Monteiro, nascida em 21 de novembro de 1969; Cristiane Zanetti Monteiro, nascida em 17 de janeiro de 1972; Daniela Zanetti Monteiro, nascida em 31 de janeiro de 1974; – Maria Zélia, em 21 de junho de 1946, que casou-se com Joaquim Leonardo Godoi e tiveram quatro filhos: Alex e Alexandre Zanetti Godoi, nascidos em 06 de junho de 1969; Renato e Marcelo Zanetti Godoi, nascidos em 16 de janeiro de 1973; – Lúcia Madalena (eu mesma!), em 26 de setembro de 1953, que casou-se com Etelvino Fialho de Araújo e teve uma filha: Michelle Zanetti de Araújo, nascida em 08 de maio de 1985.

Memoria do Imigrante

NASCIMENTO DE SILVIA, ELEONORA E ASSUNTA / NASCITA

ASSUNTA ZANET
L’anno 1912, addì 31 di agosto alle ore pomeridiane 3 e minuti 15 nella casa comunale.
Avanti a me Bornancini Nicola assessore anziano in assenza del sindaco uffiziale dello stato civile del comune di Cinto Caomaggiore è comparso Zanet Felice di anni 26, contadino, domiciliato in Cinto Caomaggiore il quale mi ha dichiarato che alle ore pomeridiane 4 e minuti —-, del dì 27 del corrente mese nella casa posta in Cinto Caomaggiore al numero 160, da Florean Anna sua moglie, contadina, secolui convivente, è nato un bambino di sesso femminino che mi presenta e a cui da il nome di Assunta.
A quanto sopra e a quest’atto sono testimoni Marenin Giovanni di anni 28, falegname e Zanet Pietro, di anni 30, contadino, entrambi residenti in questo comune. Letto il seguente atto agli intervenuti si sono essi meco sottoscritto:
[firme]

ELEONORA ZANET
L’anno 1911, addì 21 di maggio alle ore antimeridiane 9 e minuti 30 nella casa comunale.
Avanti a me Bornancini Nicola assessore anziano in assenza del sindaco uffiziale dello stato civile del comune di Cinto Caomaggiore è comparso Zanet Felice di anni 25, contadino, domiciliato in Cinto Caomaggiore il quale mi ha dichiarato che alle ore antimeridiane 6 e minuti —-, del dì 17 del corrente mese nella casa posta in Cinto Caomaggiore al numero 143, da Florean Anna sua moglie, contadina, secolui convivente, è nato un bambino di sesso femminino che mi presenta e a cui da il nome di Eleonora.
A quanto sopra e a quest’atto sono testimoni Trevisan Emilio di anni 23, contadino e Battiston Antonio, di anni 40, impiegato, entrambi residenti in questo comune. Letto il seguente atto agli intervenuti si sono essi meco sottoscritto:
[firme]

SILVIA ZANET
L’anno 1910, addì 20 di marzo alle ore antimeridiane 11 e minuti 30 nella casa comunale.
Avanti a me Bornancini Nicola assessore anziano in assenza del sindaco uffiziale dello stato civile del comune di Cinto Caomaggiore è comparso Zanet Felice di anni 24, contadino, domiciliato in Cinto Caomaggiore il quale mi ha dichiarato che alle ore pomeridiane 3 e minuti —-, del dì 17 del corrente mese nella casa posta in Cinto Caomaggiore al numero 74, da Florean Anna sua moglie, contadina, secolui convivente, è nato un bambino di sesso femminino che non mi presenta e a cui da il nome di Silvia.
A quanto sopra e a quest’atto sono testimoni Zanet Giovanni di anni 55, contadino e Battiston Antonio, di anni 38, impiegato, entrambi residenti in questo comune.
Il dichiarante è stato da me dispensato di presentarmi il bambino suddetto a cagione della giornata piovosa, dopo essermi altrimenti accertato della verità della nascita. Letto il seguente atto agli intervenuti si sono essi meco sottoscritto:
[firme

Anna Florian com as filhas, Silvia, Eleonora, Assunta e Nair.

Anna Florian com as filhas, Silvia, Eleonora, Assunta e Nair.

Familia Zanetti 2

Notas de falecimento

Faleceu em 06 de novembro de 1989, em Casa Branca, meu pai Célio Zanetti.

Faleceu em 14 de novembro de 1996, em Casa Branca, minha mãe Maria Astolpho Zanetti.

Faleceu em 22 de setembro de 2003, em Casa Branca, minha tia Silvia Zanetti, modista e irmã mais velha do meu pai.

Faleceu na cidade de Cordeirópolis/SP, a remanescente da família de Felice Zanetti e Anna Florian, minha tia Nair Zanetti Vitta, que foi se unir aos irmãos na data de 22 de setembro de 2010, mesma data em que sua irmã mais velha, Silvia Zanetti, em 2003, há 7 anos, também já havia nos deixado.

Faleceu dia 20 de agosto de 2011, o remanescente dos irmãos Zanetti, meu tio Mariano Zanetti, na cidade de Igaraí/SP.

Faleceu em 27 de maio de 2013, em Casa Branca, meu sobrinho Alexandre Zanetti Godoi.

Faleceu em 21 de abril de 2015, tia Manuela Astolfi Machado, na cidade de Casa Branca/SP.

Nota de falecimento de Alexandre Zanetti

Nota de falecimento de Alexandre Zanetti

Nota de falecimento de Luiza Furlani Zanetti, esposa de Alexandre Zanetti

Nota de falecimento de Luiza Furlani Zanetti, esposa de Alexandre Zanetti

Que Deus lhes dê um bom lugar, meus tios, avós e sobrinho… Assumpta Zanetti, Leonor Zanetti Cayaffa, Célio Zanetti, Pedro Zanetti, Felicinho Zanetti (José), Silvia, Nair, Mariano, e seus pais Anna Florian e Felice Zanetti e Amélia Astolfi, Armínio Astolfi, Antonio (Tony) Astolfi, José (Juca) Astolfi, Sante Astolfi, Maria Astolfi, Alfredo e Manuela Astolfi, e seus pais Magdalena Veronezi Astolfi e Albino Astolfi.

Descansem em paz!

.

20 respostas em “Revivendo o passado: Minhas Origens / Genealogia das famílias Astolfi Zanetti

  1. Olá! Que máximo essa página.
    Sou Pauliane, filha de Paulo Affonso Vasques, neta de Angelina Astolfi Vasques, Bisneta de Achille Arturo Astolfi, trineta de Giovanni Astolfi e Giusepinna Giolo.
    Estou trabalhando na árvore genealógica da nossa família.
    Gostaria de trocar informações.
    Muito legal ter encontrado parte da família.
    Beijão
    Pauli

      • Olá!
        Sua mãe era irmã do meu avõ Achille.
        Como ela se chamava?
        Eu moro em Sta Adélia, estado de São Paulo. Fica perto de Catanduva.
        Meu pai nasceu em Birigui.
        Os avós dele Achille Arturo Astolfi e Natalina Bertaglia Astolfi estão enterrados lá em Birigui.
        Você sabe dizer onde foram enterrados Givanin e Giuseppina?

    • Não Pauliane, minha mãe era sobrinha do seu avô, pois era filha de Albino Astolfi, irmão de Achilles.
      Não sei onde estão enterrados Giovanni, chamado de João em Casa Branca e Itobi, e a bisa Giuseppina, mas provavelmente estejam no cemitério de uma destas duas cidades.
      Meu avô Albino e nona Magdalena Veronezi Astolfi estão enterrados em Casa Branca.
      Você deve ser parente da Berenice, Maria José e Cacilda, que eu encontrei ainda no Orkut, numa comunidade da família Astolfi.

      Meu primo José Milton Astolfi, que mora em Santos, já fez também uma árvore genealógica, e já visitou a Comune di Porto Tolle. Ele só não sabia de Porto Viro, que eu descobri quando tirei a minha Cidadania Italiana, local onde meu avô Albino foi registrado.😉

      • Eu tenho os documentos de inscrição do Achille, do Albino, do Pasquale e do Luigui do Archivio di Stato di Padova, Lista di Leva, onde consta a data do nascimento, a cidade em que nasceram, onde foram registrados, nome de pai e mãe.
        Se vc tiver email do José Milton Astolfi me passe por favor.
        Meu email é paulianerv@gmail.com
        Não conheço muitos parentes Astolfi, mas acredito que deva ser parente delas sim.
        Mantenho árvore genelógica no http://www.ancestry.it e gostaria de acrescentar toda a família Astolfi.
        Vc sabe como se chamavam os pais de Givanni Astolfi e Giseppina Giolo/
        Obrigadíssima por enqto.
        Beijão

    • Não Pauliane, eles vieram com a família já constituída:

      Pasquale Astolfi – 19 anos
      Débora Astolfi – 17 anos
      Loccate Astolfi – 15 anos
      Luigi Astolfi – 12 anos
      Albino Astolfi – 09 anos
      Adelaide Astolfi – 07 anos
      Achille Arturo Astolfi – 04 anos
      Maria Astolfi – 01 ano

      • Olá Lucia, boa tarde! Meu nome é Monique Pio Astolpho Bernardes e graças a você encontrei a parte que faltava para minha busca!! E os dados que você me deu se encaixaram perfeitamente!
        Meu bisavô nasceu em Casa Branca, se chama Raphael Astolpho, filho de Luiz Astolpho e Lucia Veronezi, que provavelmente é a irmã gêmea da Madgalena, não sei! rsrs
        Eu já imaginava que o nome dele era Luigi e até agora, pela certidão de casamento do Raphael, descobri que ele nasceu em 1876, fazendo as contas que ele tinha 12 anos na data que vieram para o Brasil em 1888 bate exatamente com as minhas contas! Eu também imaginava que o Astolpho não era com PH porque não Itália não se escreve assim! Só não sabia que era AstolFI!!
        Eu ainda não tenho nenhum documento do Luigi Astolfi os cartórios de Casa Branca e São José do Rio Pardo estão fazendo as buscas pra mim!
        Você teria algum outro dado sobre ele?
        Muito obrigada por tudo que já me ajudou!
        Beijo Monique.

      • Olá Monique, que bom saber de você e desta parte da nossa família que eu não conhecia.
        Sim, Luigi Astolfi era meu tio avô, só não sabia que ele havia se casado com a irmã gêmea da minha Nonna Madalena.
        Sabia do nome, que é Lúcia, dado que recebi este nome de Lúcia Madalena em homenagem às duas irmãs gêmeas, sendo uma delas a minha avó.
        Tenho as certidões de todos os irmãos, incluindo a de Luigi, onde consta que ele nasceu em Porto Tolle, Província de Rovigo, habitante de Contarina, em 29/07/1876, filho de Primo Astolfi e de Giuseppina Giolo.
        Esses documentos consegui na Itália, quando estava requerendo a cidadania italiana.

        Bjs.
        Lúcia Madalena

  2. Olá! Estou trabalhando no resgate de uma história que aconteceu aqui em Birigui em 1925 com Adão Astolphi. Tenho informações sobre alguns de seus antepassados (Estão no cadastro de falecidos do site oficial do município de Birigui – http://201.90.79.211:8085/smarsa/loginWeb.jsp?execobj=ICLW00100) Gostaria de mais detalhes do personagem Adão. Não encontrei nenhuma menção à ele em sua árvore genealógica, mas muito provável que seja parente, afinal, aparentemente todos os Astolphi de Birigui têm uma ligação. Atenciosamente e aguardo desde já! Qualquer coisa, me adicionem no Facebook (www.facebook.com/rafaelzagooficial). Tenho também uma página onde estou registrando tudo que encontro sobre Adão Astolphi. É uma história que faz parte da história do nosso município e merece atenção e respeito.

  3. Monique, meu pai Americo Astolpho era o irmão caçula do seu bisavô Raphael, que morou muito tempo em Tambaú, sua esposa acho que era da familia Carriero, tinha um filho chamado Zito, outro que era policial rodoviário…..e outros que não me lembro..Tinham outros irmãos, João falecido precocemente em S.Paulo, Augusto, Luíza casada em primeira nupcias com Morgan e viuva casou-se com Batista Breda também viuvo, Benvinda casada com Angelo Raddi, Lídia casada com José Moraes( a ultima da irmandade a falecer) tinha uma outra que não me lembro o nome casada com um da familia Destro e o irmão mais velho Firmino (depois soube-se que chamava-se Miguel, filho do primeiro casamento de Luis Astolpho com a irmã de Lucia Veroneze, sua segunda esposa, Firmino ou Miguel tem descendentes em Mococa, sou Ricardo Astolpho, filho caçula de Americo Astolpho, resido em S.José do Rio Pardo

  4. Boa tarde tudo bem?

    Estou montanto minha arvore genealogica, e tenho algumas informações faltantes.
    Veja se alguem concide com minha familia.

    Trisavô Paterno João Zanetti, Italiano, Falecido em Rio Novo/MG
    Trisavó Paterno Luiza Cannibelotti, Italiana, Falecida em São João Nepomuceno/MG
    Trisavô Materno Antonio Milano, Italiano, Falecido em Ponte Nova/Mg
    Trisavó Materno Luiza Cardoni, Italiana, Falecida em Ponte Nova/Mg]

    Bisavô Paterno Aurélio Zanetti, Italiano, Falecido em Piedade de Ponte Nova/MG
    Bisavó Paterna Amélia Zanetti, Italiana, Falecida em Raul Soares/MG
    Bisavô materno…
    Bisavô materno…
    Avô José Zanetti
    Avó Nair Domingues Zanetti

  5. Lucia
    Gostei do seu trabalho sobre suas famílias.
    Eu já tinha visto isso anteriormente, mas ficou muito melhor com as fotos e as certidões.
    Tenho um trabalho inacabado sobre minhas famílias: Dontal e Galleazzo.
    Você me estimulou a terminar.
    Para sua referência, a Laurinda Dontal (Tia Laura) casada com o tio Armínio Astolfi, era irmã de meu pai, José Dontal.
    Uma outra irmã de meu pai, Angelina Dontal foi casada com Otavio Zanetti.
    Eles moravam em Itobi e tiveram vários filhos.
    Abraços
    Carlos Roberto Dontal

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