A importância de Renato Barros e sua guitarra Fuzz para o Rock e a Jovem Guarda!

Foto por Elias Nogueira após o show de Lafayette e Os Tremendões no Imperator Centro Cultural João Nogueira  no Rio de Janeiro, em 02-07-2015

Foto por Elias Nogueira após o show de Lafayette e Os Tremendões no Imperator Centro Cultural João Nogueira no Rio de Janeiro, em 02-07-2015

55 anos de carreira. Mestre no ofício de fazer ROCK. Rocks & Baladas. Grande talento. Autor de versões inesquecíveis e de momentos autorais fabulosos, canções memoráveis e clássicos que embalam gerações, sucessos nacionais. Vocalista, herói da guitarra brasileira (referência da guitarra fuzz), gaitista, produtor. Milhares de discos vendidos. Onipresença nos anos 60.
Começou ainda nos anos 50. Recolheu pedras pesadas na trajetória. Abriu caminho a canivete para que os colegas passassem de Rolls-Royce. Sua história remonta ao tempo anterior a existência do iê-iê-iê. A sonoridade criada por Renato Barros (e pelo tecladista Lafayette Coelho) contribuiu para formatar o som da Jovem Guarda e desenvolver o rock brasileiro. Construiu um pilar do gênero musical. Suas criações e seu estilo de tocar superavam em muito as versões que escrevia, tanto que vários artistas recorreram ao seu talento, em acompanhamentos ao vivo, gravações de estúdio e composições. Renato foi preponderante em suas carreiras. Os discos alheios traziam na capa o destaque do crédito, a garantia de qualidade: ‘acompanhado por Renato E Seus Blue Caps’. Sua guitarra pode ser ouvida nos principais discos de Roberto Carlos e de outros artistas lançados naquele período. A era ROCK de Roberto, a era ‘Splish Splash’, ou seja, o estouro nacional e as vendagens expressivas começaram a partir do momento em que Renato participou da gravação de ‘Parei Na Contramão’, com seu jeito de ‘tocar pra frente’, um tanto largado, a levada, a pegada rocker, pois antes os rocks de Roberto eram tocados de uma forma muito dura, clean e acadêmica demais. O rock’n’roll deve extravasar e ter pegada, como foi da era ‘Splish Splash’ em diante.
Renato destacou-se entre seus pares, influenciou colegas de geração e mesmo nomes que vieram depois. Os jovens roqueiros atuais o reverenciam e acatam suas lições. Tem o carinho de todas as faixas etárias.
Hoje, em 2015, sua música é lembrada de Norte a Sul do país. Regravada. Conjuntos espalhados por todos os cantos tocam seu repertório.

Renato segue com uma agenda de shows bem ativa. Trabalha com seriedade e comprometimento. Tem orgulho da própria história e amor pelo que faz. A banda mais duradoura da história do rock é sua vida.

Por Henrique Kurtz

Em seu livro “A História Secreta do Rock Brasileiro”, Fernando Rosa escreveu: “A guitarra de Renato Barros teve um papel fundamental no desenvolvimento do Rock brasileiro”. “Da mesma forma que a Tropicália não seria a mesma sem a guitarra de Lanny Gordin, a Jovem Guarda não teria afirmado a sua particular sonoridade sem a guitarra de Renato Barros”, diz o jornalista e produtor, que dedicou um capítulo ao guitarrista.
Os álbuns “Isto é Renato e Seus Blue Caps” e, especialmente, “Um Embalo com Renato e Seus Blue Caps”, são exemplos dessa sonoridade Fuzz inconfundível, que marcou a música jovem brasileira dos anos sessenta e que se tornou sua marca registrada.

Ouçam o som de sua guitarra em “Cláudia”, do LP Mono de 1969.

4 respostas em “A importância de Renato Barros e sua guitarra Fuzz para o Rock e a Jovem Guarda!

  1. Tudo o que foi dito sobre o Renato ainda é pouco Deve-se acrescentar ao seu talento artístico a lisura de seu comportamento como ser humano. Mas ,faça-se justiça. Em diversas das músicas gravadas pelos “Blue Caps”, a guitarra de solo muitas vezes era de Paulo Cesar Barros tb um gênio .e o toque marcante de seu contrabaixo contribuiu, igualmente, como marca indelével para a afirmação do Rock Nacional

    • Com a devida vênia, apenas uma correção histórica: “Parei na Contramão” está incluída no LP “Splish-Splash” de Roberto Carlos e, deste, apenas a canção-título tem o acompanhamento de Renato & seus Blue Caps. As outras 11 faixas tiveram o acompanhamento de The Youngsters (= The Angels do selo Copacabana) e/ou de Astor & seu Conjunto/Orquestra.

  2. Pingback: Renato Barros, o maior roqueiro do Brasil e sua “Fuzz Guitar” além das fronteiras. | WE LOVE THE BEATLES FOREVER

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