‘Best of the Beatles: The Sacking of Pete Best’ / Melhor dos Beatles: A demissão de Pete Best

O debate sobre a demissão do baterista dos Beatles Pete Best, anterior a Ringo Starr a cerca de 50 anos atrás, em 16 de agosto de 1963, acalmou-se um pouco depois da publicação do livro de Mark Lewisohn, “The Beatles: All These Years: Volume 1: Tune in”, o qual deu o que vem sendo aceita como sendo a versão definitiva de que ele não era tão bom baterista quanto seu substituto e também não se encaixava com o restante da banda. Porém outros autores ainda estão continuando a pesar os pós e os contras, mais recentemente com o anúncio do livro do Liverpudiano Bedford, que está prestes a ser lançado, e que também vai abordar este tema.

Mas outro autor também de Liverpool, o jornalista Spencer Leigh, que acompanhou ao longo do tempo os Beatles e era anfitrião nos shows da BBC, somou sua parte a este debate no início deste ano com sua pesquisa publicada em “Best of the Beatles: The Sacking of Pete Best.” O livro não é sua primeira tentativa em voltar os olhos para a edição, mas é a mais recente por que ela faz referência ao trabalho mais recente de Lewisohn. Onde o livro de Leigh está disponível há perguntas de muitos daqueles que testemunharam os eventos e tinham coisas a dizer de ambos os lados da edição.

Um dos mais interessantes questionamentos sobre a demissão vem de uma fonte surpreendente – Jimmy Nicol, que substituiu Ringo Starr por um breve período de tempo quando ele esteve doente e mais tarde encontrou-se fora do grupo. “Best parecia um bebê chorão. Ele não queria cortar seu cabelo como os outros do grupo e ficou ressentido quando Brian lhe dizia para fazê-lo,” disse o baterista para a revista Drumming em 1986. “Logo ele descobriu que Brian era mais forte nos Beatles do que ele acreditava.”

Mas Best também tinha seus fãs que o apoiavam. Ray Ennis, do Swinging Blue Jeans disse: “Se George Martin tivesse visto uma performance ao vivo, ele teria descoberto que Pete era a estrela. Quando ele chegou na frente para cantar – e ele nem sabia cantar muito bem – eles gritavam muito por ele. Eles costumavam dizer para os outros Beatles se sentarem para que eles pudessem ver Pete lá atrás.”

Pete Best - 09 de Dezembro de 1961 – The Palais Ballroom

Pete Best – 09 de Dezembro de 1961 – The Palais Ballroom

Cynthia Lennon defendia os talentos musicais de Pete, mas admitiu que ele era um estranho no grupo. “Até onde eu sei, não havia nada de errado com Pete como músico,“ Leigh citou. “Ele era um ótimo companheiro, mas acho que, sobretudo, até onde eu pude ver da minha posição, a personalidades deles não combinavam com a de Pete.”

Gerry Marsden do conjunto Gerry and the Pacemakers, em sua autobiografia intitulada “ I´ll Never Walk Alone”, concordou que Best era talvez muito popular. “Musicalmente, talvez, Ringo era sensivelmente melhor do que Pete Best. Mas a mudança não era necessária por aquela razão, em minha opinião. Eu estava bem certo de que isso foi uma demissão política que aconteceu por Pete ser muito simpático.”

Jimmy Tushingham, que tomou o lugar de Ringo no Rory Storm and the Hurricanes, provavelmente foi o mais direto. “Pete Best era um bom baterista e eu calculo que ele tenha sido posto pra fora dos Beatles por que era um rapaz de boa aparência”, Leigh citou

Claro que vocês poderão “abrir aspas” e fazer citações eternas mas isso não mudará a historia.
Leigh examina a edição sob muitos ângulos e conclui que foi Paul McCartney quem era o proponente mais forte a fazer a troca. Mas o livro também faz um bom trabalho em oferecer uma série de opiniões daqueles que estavam lá e mantém em aberto a questão. E certamente, o debate continuará em alguns círculos para todo o sempre…

Texto original publicado por Steve Marinucci em Examiner.com

Traduzido por Lucinha Zanetti

Uma resposta em “‘Best of the Beatles: The Sacking of Pete Best’ / Melhor dos Beatles: A demissão de Pete Best

  1. Bandas… Pior que casamento, pior que sociedade de empresa – banda exige uma afinidade muito grande – e não só em termos musicais. Exige em termos estéticos, visuais, criativos, comportamentais, entre outros – e principalmente hierárquicos. O encaixe tem de ser perfeito. Ficou perfeito com Ringo e não com Pete. No caso dele, havia diversas reclamações: limites musicais, de personalidade, de cabelo etc. Também acho que quem o limou pra valer da banda foi o Paul – principalmente por motivos musicais. Eles já conheciam e tinham tocado com o Ringo, e a banda se estabilizou com ele. Se Pete fosse um baterista excepcional, Paul não seria louco em chutá-lo (pela qualidade) e muito menos teria cacife para isso.

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