Emílio Russo e sua trajetória artística como um grande guitarrista desde os anos 60.

Fiz algumas perguntas ao guitarrista Emílio Russo, as quais ele respondeu e ainda contou mais historias sobre a sua trajetória artística, e também “causos” que lhe aconteceu quando fazia shows pelo Brasil.

1) Emílio, quando você começou a tocar no conjunto Os Freedmans, foi levado por quem? Como conheceu seus companheiros?

Resposta: Para o conjunto Os Freedmans não fui levado por ninguém; eu conheci o Raul de Barros através de um conjunto que ele tinha chamado Os Piratas; com a saída do Raul deste conjunto, que naquele momento queria fazer um conjunto comigo, ficamos de arrumar um bom baterista e através do saxofonista Gigi conhecemos Armandinho que conhecia por sua vez o Banzé, que era o Guitarra Base. E assim começamos a ensaiar no bairro da Pompéia, na casa do Gigi, saxofonista; dai por diante foi só tocar a bola pra frente.

2) Nesta foto da revista Intervalo de 24 de abril de 1966, você ainda não aparece… Estão no grupo o Alemão, Jurandi, Gato e Zé Paulo. Sabemos que você entrou nos Jet Black`s para substituir o Gato, então não foi em março que você entrou para a Banda, como diz a matéria da revista Intervalo? Teria sido em novembro, como está no livro de Edu Reis? Você chegou a tocar com o Gato?

Da esquerda para a direita: Alemão, Jurandi Trindade, Gato e Zé Paulo - Revista Intervalo de 24 de abril de 1966

Da esquerda para a direita: Alemão, Jurandi Trindade, Gato e Zé Paulo – Revista Intervalo de 24 de abril de 1966

Resposta: Às vezes brincávamos e trocávamos ideias.

Página completa com a Matéria da Revista Intervalo de 24 de abril de 1966…

Revista Intervalo - edição de 24 de abril de 1966. Na foto, da direita para a esquerda: Alemão, Jurandi, Gato e Zé Paulo

Revista Intervalo – edição de 24 de abril de 1966.
Na foto, da direita para a esquerda: Alemão, Jurandi, Gato e Zé Paulo

Guitarras do ie ie ie mandam brasa - página 2

Reportagem sobre a saída do Gato em março de 1966…

Por volta de Março de 1966, o conjunto era formado por Alemão, Zé Paulo, e Jurandi. O artigo da Intervalo diz que Gato estava prestes a ter um colapso nervoso devido a muitos compromissos como músico e não podia suportar mais. Os rapazes compreenderam e começaram a procurar seu substituto. Em 19 de março de 1966 Emilio Russo tornou-se oficialmente lead-guitarrista e foi apresentado por Roberto Carlos no programa Jovem Guarda num domingo, dia 20 de março de 1966 como sendo o mais novo membro da banda. Emilio tinha 21 anos (nasceu em 1945) e 1m 80cm de altura. / Around March 1966 Gato up and left The Jet Blacks who were then Alemão, Zé Paulo & Jurandir. The article at Intervalo says Gato was close to a nervous breakdown due to too many engaments as a musician and couldn't cope with it anymore. The guys understood Gato's predicament and went on the look out for a replacement. The boys went on a raid through most night-clubs in Sao Paulo and finally found lead-guitarrist Emilio playing with The Lions and popped the question to him. Emilio is an excellent guitarrist and a good looking one to boot. As of 19 March 1966, Emilio became the official lead-guitarrist with The Jet Blacks having been introduced by Roberto Carlos at 'Jovem Guarda' on the Sunday 20 March 1966 as the newest member of the band. Emilio was 21 years old (born in 1945) and 1.80 metres tall. Gato would then go into a detox joint and soon join Roberto Carlos's band.

Por volta de Março de 1966, o conjunto era formado por Alemão, Zé Paulo, e Jurandi. O artigo da Intervalo diz que Gato estava prestes a ter um colapso nervoso devido a muitos compromissos como músico e não podia suportar mais. Os rapazes compreenderam e começaram a procurar seu substituto. Em 19 de março de 1966 Emilio Russo tornou-se oficialmente lead-guitarrista e foi apresentado por Roberto Carlos no programa Jovem Guarda num domingo, dia 20 de março de 1966 como sendo o mais novo membro da banda. Emilio tinha 21 anos (nasceu em 1945) e 1m 80cm de altura. / Around March 1966 Gato up and left The Jet Blacks who were then Alemão, Zé Paulo & Jurandir. The article at Intervalo says Gato was close to a nervous breakdown due to too many engaments as a musician and couldn’t cope with it anymore. The guys understood Gato’s predicament and went on the look out for a replacement. The boys went on a raid through most night-clubs in Sao Paulo and finally found lead-guitarrist Emilio playing with The Lions and popped the question to him. Emilio is an excellent guitarrist and a good looking one to boot. As of 19 March 1966, Emilio became the official lead-guitarrist with The Jet Blacks having been introduced by Roberto Carlos at ‘Jovem Guarda’ on the Sunday 20 March 1966 as the newest member of the band. Emilio was 21 years old (born in 1945) and 1.80 metres tall. Gato would then go into a detox joint and soon join Roberto Carlos’s band.

Para quem como eu faz confusão entre Emilio Russo e Alemão, eis aqui uma foto do Alemão…
The Jet Blacks - Alemão

3) Se foi em março de 1966 que você entrou no conjunto The Jet Black`s, então você tocou com o Serginho Canhoto, que depois foi substituído pelo Alemão? Você se lembra dele? São amigos? E no final do ano, quando o Serginho saiu para a entrada do Alemão, você se recorda de como foi esta troca, quem indicou, etc?

Resposta: Você me pergunta se eu toquei com meu amigo Sérgio e posso lhe afirmar que não tive a oportunidade de tocar junto com ele. Quem fazia Base na época era o Alemão, mas se você me perguntasse hoje se eu toquei com ele, eu responderia que sim, fizemos um show no Restaurante Ed Carnes pela primeira vez que tocamos juntos e foi muito bom. Tive que improvisar alguma coisa para que tudo desse certo, mas foi bom.

“Meus dois compactos, quando entrei no The Jet Black´s” (Emílio Russo)

4) Como você entrou para Os Lions? Foi a convite de alguém?

Sobre Os Lions, viemos de uma mistura do conjunto antigo The Flamens Boys do Tatuapé. Fiquei conhecendo a banda e entrei como solista no lugar do Ziquito e a formação ficou assim: o Hajime Kamimura no contra baixo, António Galati na bateria, Wilson Tavares na guitarra base e eu na guitarra solo.
Ao passar do tempo recebemos uma proposta do grande comediante da extinta TV Tupi, Ubiratan Gonçalves, o meninão; ele fazia uma espécie de Jerry Lewis e tinha um programa de televisão só dele. Foi quando apareceu uma oportunidade de gravar um LP, seria o primeiro pela gravadora Farroupilha e gravamos o primeiro LP intitulado Os Inigualáveis, com a maior parte das musicas de autoria própria.
Depois veio o segundo LP, em seguida o compacto simples com as musicas “A bala mais rápida do oeste” e “O adeus”. Viajamos o Brasil inteiro em uma perua Chevrolet fazendo bailes e shows.
Depois disso resolvemos mudar para o Rio de Janeiro, onde o base do conjunto, o Wilson Tavares, tinha família morando e eles ofereceram um apartamento para a gente morar. O Ubiratã tinha muitos conhecidos no Rio, fizemos o programa do Chacrinha, programa Jair de Taumaturgo e o programa do Carlos imperial.
Depois voltamos a São Paulo e fomos logo tocar nas bocas do luxo. Foi na Boite Charman onde eu estreei o primeiro som de reverbere feito no Brasil. Era feito por mim e pelo Fafá, meu amigo; pegamos um alto falante, arrancamos o papelão dele e do outro lado colocamos uma bombona, passamos uma mola no meio e o som saia como se estivesse em cima de uma montanha, dando uma espécie de falso eco. Não contente com aquilo, peguei um amplificador com vibrato e pus após o eco e reverberava como uma câmara de eco falsa. Assim era que enchia de gente só para ver aquele som diferente que o conjunto tirava. Hoje em dia não é mais novidade, mas naquele tempo não existia nada parecido e foi realmente um sucesso!
Dai pra frente saímos do Charman e fomos para o Le Masque; me lembro como se fosse hoje quando entrou pela porta o baterista do The Jet Black´s, o Jurandi, para me convidar para entrar no conjunto The Jet Black´s e eu topei, dando adeus aos Lions.
Lembro-me do dia de minha estreia na Jovem Guarda, foi um mês antes do meu aniversário; eu teria que tocar uma musica do conjunto The Shadows chamada Wonderful Land e quando entrei no palco, após receber as boas vindas do rei Roberto Carlos, eu tremi na base, mas graças às minhas mãos, foi num sucesso. Depois me acostumei… a gente tinha que se apresentar e acompanhar vários artistas da jovem guarda. Depois de tudo isso o tempo passou e resolvi sair por motivos que não vou revelar, me recuso a falar a respeito; saiu eu, o Zé Paulo e o Alemão de uma vez só! Não posso revelar os motivos, mas deixo para a justiça divina que se incumbirá de julgar o que aconteceu.

Depois disso recebi uma proposta do meu grande amigo Eduardo Araújo para entrar na banda dele, que era composta de sax alto, sax barítono, piston, trombone, tumbadora, eu na guitarra solo, o Zé Álvaro no contra baixo. o grande Polvo na bateria, Dartanhã, Eduardo e Silvinha; fizemos muitos sons juntos. A banda era uma “porrada”, tanto é que muitos destes músicos de sopro estão no conjunto do Roberto Carlos até hoje.
Depois recebi uma proposta do cantor Nilton César, que estava com o maior sucesso na época e fiquei com ele por um bom tempo. Viajamos muito para fazer shows no Nordeste, Estados Unidos, Canadá, Angola, fazendo show para a colônia portuguesa.
Depois trabalhei como free lance, fiz shows com os cantores Antonio Marcos, Paulo Sérgio, Jane e Herondi. Waldireni, e muitos mais. Eu era um guitarrista muito requisitado para shows e esta é uma pequena parte de minha vida artística, sem mentiras e falsidades.

Emilio Russo

Emílio Russo

Emílio Russo e as historias que aconteceram com ele!

Emílio Russo18 de setembro de 2015 08:13

COISAS QUE TALVEZ VOCÊS NÃO SAIBAM, O EMPRESARIO DE ROBERTO CARLOS NA ÉPOCA, MARCOS LÁZARO, JUNTAMENTE COM GERALDO ALVES COMANDAVAM A AGENDA DE SHOWS EM QUE OS CANTORES E CONJUNTOS DA JOVEM GUARDA PARTICIPAVAM.
DEPOIS DE DUAS SEMANAS DE JOVENS TARDES DE DOMINGO, LOGO QUE ACABAVA O SHOW A GENTE IA PARA O APARTAMENTO DO ROBERTO CARLOS PARA SERRAR UMA BOIA E TROCAR FIGURINHAS A RESPEITO DAQUILO QUE DEVÍAMOS FAZER APÓS OS SHOWS. FOI QUANDO EM UMA DESSAS IDAS NA CASA DELE, VEIO A NOTICIA DE QUE O ROBERTO CARLOS TINHA COMPRADO UM ESPAÇO PARA SHOWS NA AVENIDA SÃO GABRIEL (NÃO ME PERGUNTE O NUMERO QUE EU NÃO ME RECORDO, SÓ SEI QUE FICAVA A DOIS QUARTEIRÕES A SUA DIREITA, BEM NA ESQUINA); NESSE DIA ME LEMBRO BEM, FOI O DIA DA INAUGURAÇÃO DA CASA DE SHOWS COM O NOME DE BARRA LIMPA; ROBERTO CARLOS CONVIDOU PARA FECHAR O SHOW A GRANDE ATRAÇÃO MUNDIAL QUE ERA O CANTOR FRANCÊS JOHNNY HOLLYDAY, QUE ESTAVA COM UM GRANDE SUCESSO NO MUNDO INTEIRO COM A MUSICA “BLACK IS BLACK”. EU ME LEMBRO QUE EU ESTAVA BEM ATRÁS DO CONJUNTO APRECIANDO O SHOW, QUE FOI UMA PORRADA DE SOM NA CARA! IMPRESSIONOU A TODOS! ELE VEIO COM UMA BANDA DE OITO FIGURAS TENDO TECLADO BAIXO, GUITARRA E BATERIA E MAIS SAX PISTON, TROMBONE E SAX BAIXO. FOI IMPRESSIONANTE E NESTE DIA EU TINHA LEVADO A MINHA SIMPLES FAMÍLIA, QUE ERA MINHA MÃE E MEU PAI, ORGULHOSOS DE MIM POR FAZER PARTE DAQUELA LINDA HISTÓRIA, E ELES COMENTARAM TAMBÉM QUE REALMENTE FOI UM GRANDE SHOW. ATÉ O GRANDE REI ROBERTO CARLOS, QUE SE APRESENTAVA SÓ COM QUATRO ELEMENTOS, RESOLVEU APÓS ESSE DIA AMPLIAR, E AO INVÉS DE RC4, PASSOU PARA UMA GRANDE BANDA, E AI VOCÊS JÁ SABEM DOS ESTOUROS DAS MUSICAS “QUANDO”, “ESTRADA DE SANTOS” E OUTRAS QUE VOCÊS CONHECEM BEM!DEPOIS DESTE SHOW ME LEMBRO QUE TERÍAMOS QUE VIAJAR, ERA UMA QUARTA FEIRA E A GENTE TINHA QUE PEGAR O AVIÃO PARA FAZER UM SHOW EM SERGIPE; ENTRAMOS TODOS NO AVIÃO JUNTO COM TODO ELENCO DA JOVEM GUARDA. AO EMBARCAR TUDO BEM, MAS QUANDO ESTÁVAMOS NO MEIO DA VIAGEM VEIO O PÂNICO TOTAL! O PILOTO FALOU PARA NÃO NOS APAVORARMOS E APERTARMOS OS CINTOS, ME LEMBRO QUE HOUVE UM PROBLEMA COM UM DOS MOTORES DO AVIÃO E AINDA BEM QUE O OUTRO MOTOR NÃO PAROU, SENÃO EU NÃO ESTARIA AQUI PARA CONTAR ESTA HISTÓRIA. GRAÇAS A DEUS ESTAMOS VIVOS E COM SAÚDE.APÓS MINHA SAÍDA DA JOVEM GUARDA, LÁ PELOS ANOS SETENTA EU MONTEI UM CONJUNTO CHAMADO OS AVENTUREIROS NA VILA MARIA. FAZÍAMOS BAILES E A GENTE TOCAVA TODOS OS SUCESSOS DAQUELA ÉPOCA EM QUE ERA PROIBIDO TOCAR MÚSICAS NACIONAIS. SÓ CANTÁVAMOS EM INGLÊS E O PÚBLICO ERA MUITO EXIGENTE TAMBÉM. O ESTUDO NO BRASIL NAQUELA ÉPOCA ERA MUITO MELHOR QUE O DE HOJE E AS PESSOAS NÃO SE DEIXAVAM LEVAR POR QUALQUER MUSICA ABACAXI COMO TEM HOJE… UM MONTE DE LIXO.DEPOIS DESTE CONJUNTO FIZEMOS O MELHOR CONJUNTO QUE VILA MARIA E ADJACÊNCIAS JÁ VIRAM: CRIAMOS O CONJUNTO VISÃO 6 – A GENTE ERA MUITO CHATO, FAZÍAMOS COVER DE TODOS OS CONJUNTOS QUE EXISTIA NA ÉPOCA, TOCÁVAMOS COM PERFEIÇÃO EM TUDO QUE FAZÍAMOS, E O CONJUNTO ERA MUITO REQUISITADO.
NESTA ONDA DOS ANOS 70 HAVIA OS SEGUINTES CONJUNTOS: ATUCO, DIMENSÃO 5, MEMPHIS KOMPHA, OPUS SOM POSITIVO, THUNDER BYRDS E PARA FORMATURAS ME LEMBRO DA GRANDE BANDA SUPER SOM T.A. TINHA TAMBÉM OS TRÊS DO RIO, RONALDO LARK E OUTRAS BANDAS. VOU LEMBRANDO E VOU CONTANDO.
UM ENORME ABRAÇO, EMILIO RUSSO, O BÃO.😉
Emílio Russo 18 de setembro de 2015 08:29

E LÁ VAI MAIS HISTÓRIAS.

UM DIA DE DOMINGO EU ESTAVA NO APARTAMENTO DO ROBERTO CARLOS COMO SEMPRE E ME DEU UMA VONTADE DE TIRAR A CERVEJA E FUI AO BANHEIRO. QUANDO TERMINEI DE FAZER XIXI O ZÍPER DA CALÇA AO LEVANTAR QUEBROU. EU FIQUEI APAVORADO, POIS ESTAVA CHEIO DE GENTE E EU NÃO QUERIA PASSAR VERGONHA. ABRI A PORTA E CHAMEI O JURANDI PRA PEDIR UMA CALÇA DO ROBERTO EMPRESTADA E DEPOIS DE ALGUNS MINUTOS VEIO ELE COM AQUELA CALÇA PERTENCENTE A ROBERTO CARLOS!
A CALÇA SERVIU BEM MAS FICOU UM POUCO PULA BREJO, MAS TUDO BEM COISAS DA VIDA. RSRS

OUTRO APURO QUE EU PASSEI FOI QUANDO EU TOCAVA COM O EXCELENTE CANTOR NILTON CESAR E FAZÍAMOS MUITO CIRCO E NO DIA DA APRESENTAÇÃO MONTARAM O PALCO BEM ATRÁS DA JAULA DOS LEÕES. A CADA MUSICA QUE SE TOCAVA OS LEÕES FICAVAM BRAVOS, PARECIA QUE ELES NÃO GOSTAVAM DO REPERTÓRIO… AÍ EU PENSEI EM ME ARRANCAR DALI, SENÃO EU IRIA VIRAR CHURRASQUINHO DE LEÃO! ELES NOS OLHAVAM COM AQUELA CARA DE “Ó QUANTOS PETISCOS GOSTOSOS”… TÁ LOUCO…

OUTRO APURO QUE PASSEI (EU SEMPRE VITIMA DAS CALÇAS) FOI UMA VEZ ANTES DE UM SHOW, QUANDO EU SAÍ PARA FUMAR UM CIGARRO E RESOLVI, DE CURIOSO, DAR UMAS VOLTAS POR TRÁS DO CIRCO. ESTAVA TUDO MUITO ESCURO E FOI QUANDO ATOLEI O PÉ EM UMA FOSSA… CONSEGUI SAIR DELA COM MINHA CALÇA BRANCA CHEIA DAQUILO QUE VOCÊ CONHECE E JÁ ESTAVA NA HORA DO SHOW. ME LEMBRO DE NUNCA TER SIDO TÃO DESPREZADO QUANTO AQUELE DIA. ERA UM CHEIRO INSUPORTÁVEL… EU NUMA ESQUINA E O CONJUNTO NA OUTRA, E DEPOIS QUE TERMINOU O SHOW TIVE QUE JOGAR A CALÇA FORA E TOMAR UM BANHO DE BACIA POIS O CIRCO NÃO TINHA CHUVEIRO. AINDA BEM QUE O DONO DO CIRCO ERA AMIGO DO NILTON CÉSAR, SENÃO EU ESTARIA FRITO. ELE ME DEU UMA CALÇA VELHA, LARGA PRA BURRO, MAS TUDO BEM… CAVALO DADO NÃO SE OLHA OS DENTES.
ESTA É MAIS UMA HISTÓRIA DO EMILIO RUSSO, O FAMOSO CALÇA.

Emílio Russo 18 de setembro de 2015 08:54
MUITA GENTE ME PERGUNTA “PORQUE VOCÊ SAIU DO CONJUNTO SPARKS?” E EU LHES DIGO: EU NÃO GOSTO DE TRABALHAR COM PESSOAS QUE LEVAM O CONJUNTO PARA TRÁS, ISSO NÃO É BOM. PELA TEIMOSIA E INCOMPREENSÃO DO BATERISTA, EU PEDI A ELE VARIAS VEZES QUE DEVOLVESSE O NOME THE JET BLACK´S PARA QUEM FOSSE SEU LEGITIMO DONO, MAS MEU PEDIDO ENTRAVA PELA ORELHA ESQUERDA E SAIA PELA DIREITA E UM DIA, NÃO VENDO MAIS POR PARTE DELE EVOLUÇÃO NENHUMA NA BATERIA, RESOLVI PARAR. AJUDEI-O MUITO A SE TRANSFORMAR EM UM BOM BATERISTA E ELE SABE DISSO, MAS INFELIZMENTE NÃO CONSEGUI. AGUENTEI TODO ESTE TEMPO POR CAUSA DE NOSSA LONGA AMIZADE DE ANOS QUE NUNCA SERÁ APAGADA, MAS A VIDA NOS LEVA A TOMAR DECISÕES CRUÉIS… MAS, O QUE SE HÁ DE FAZER?
PRETENDO DAQUI PRA FRENTE ESPERAR DE VOCÊS QUE DEEM UMA FORÇA PARA QUE A MUSICA INSTRUMENTAL NUNCA ACABE. PARA ISSO VAMOS PRECISAR DE UM BOM EMPRESARIO QUE GOSTE E CURTA O ESTILO THE VENTURES E THE SHADOWS PARA LEVAR A BANDA NO LUGAR QUE ELA MERECE FICAR!EMILIO RUSSO, O BÃO. SE LEMBRAR MAIS HISTORIAS, DEPOIS TE CONTO.

“Em verdade, o Emílio Russo foi um dos poucos que assimilaram na integra o verdadeiro som que diferenciava os Jet Black´s de outras bandas, sem querer desmerecer nenhuma delas. O Fato de ter me afastado (contra vontade), não me impedia de acompanhar em silencio, os acertos e erros praticados na minha banda. Quando se cria alguma coisa com amor, jamais se apagará de nossa lembrança.” (Primo Moreschi, o Joe Primo)

7 respostas em “Emílio Russo e sua trajetória artística como um grande guitarrista desde os anos 60.

  1. Parabéns, cara Lucinha Zanetti. Entrevista admirável com esse ícone nacional e internacional da canção instrumental chamado Emilio Russo; Imagine minha emoção, quando há cerca de tres anos fui convidado a acompanhá-lo em seus incríveis e inimagináveis solos de guitarra. Aprendi e continuo aprendendo e me surpreendendo a cada dia.

  2. Algumas coisas são reais e outras não, Sir Emilio Russo já não deve estar batendo bem das galáxias, isso é normal no caso dele. Com Os Freedmans ensaiava-mos numa casa na Pompeia que alugamos prá minha mulher montar uma confecção com sua irmã e não na casa do Gigi. Na foto em que aparecem o Alemão, Jura (de terno), Gato e Zé Paulo, Emilio nem se estendeu muito e não explicou direito, falha da Lucinha que citou seu nome junto com o Gato que na verdade, ele mesmo não está nessa foto, como a Lucinha faz uma pergunta já afirmando uma resposta, Emilião passou batido e não respondeu que na realidade, ele entrou nos Jet’s no lugar do Gato que foi compor o RC 4…e por aí vai. Tel, cuida dessa menina, ela é esforçada…

    • Raul, eu já mudei o nome para o do Alemão.
      Acontece que antes de publicar, perguntei ao próprio Emílio Russo quem era a pessoa da foto ao lado do Jurandi, ele me respondeu assim, brincando: “EU NÃO ENTENDO VOCÊ DEVERIA USAR ÓCULOS E NÃO SOUBE DESTINGUIR QUAL O CARA MAIS BONITO DA BANDA. BRINCADEIRRRRRRRRRRRRRRRRAA”

      Diante desta resposta, pensei que fosse o próprio! rsrs
      Porém hoje o Enzo me avisou que era o Alemão, daí a confusão já estava feita, porém eu fiz as alterações devidas.🙂

  3. Pingback: The Sparks, um conjunto instrumental dos anos 60 que venceu os tempos chegando aos anos 2000! | WE LOVE THE BEATLES FOREVER

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