Paul McCartney – O Meu ‘Top 40’!

Por Dado Macedo

Inspirado por uma semana toda dedicada a Paul McCartney, resolvi escolher as minhas 40 canções favoritas de Sir James!

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Devo dizer que a tarefa se revelou árdua, e após noites e mais noites em claro cheguei a seguinte listagem:

1- Penny Lane – Paul não era muito de reminiscências, mas provavelmente influenciado por John (In my Life, Strawberry Fileds), fez uma reconstituição na sua cabeça de uma Liverpool mágica. O ritmo é contagiante.

2- Eleanor Rigby – Tudo bem, ‘Yesterday’ veio antes, mas Eleanor Rigby consolidou Paul – e os Beatles – como compositores ‘sérios’.

3- Let It Be – Composta na fase turbulenta da separação, Paul a atribuiu a um sonho com sua mãe, que o confortava, dizendo que tudo daria certo. Piano de Paul, e guitarra de George são os destaques.

4- Band on the Run – Uma das melhores canções da carreira-solo de Paul. Mudanças de ritmo, muita percussão, guitarras, e um belo arranjo a tornam especial.

5- With a Little Help From My Friends – Composta para o vocal de Ringo, ela soa atual até hoje, com versões arrasadoras. A de Joe Cocker, por exemplo, é antológica..

6- Oh! Darling – Paul treinava toda manhã ao chegar ao estúdio para que seu vocal soasse com a crueza necessária de quem tinha cantado o dia todo, e ele conseguiu.

7- Maybe I’m Amazed – Canção cultuada por muitos como uma das mais belas músicas românticas já escritas. O solo de guitarra, tocado por Paul, – que aliás tocou todos os instrumentos – é outro ponto alto.

8- Back in the USSR – Rock de primeira, e Paul tocando bateria, além de baixo e guitarra.

9- I Saw Her Standing There – Para primeira música do primeiro álbum dos Beatles, um grande rockinho, uma amostra do que estava por vir.

10- The Long and Winding Road – Outra da fase difícil da separação dos Beatles, mas mais uma peça criativa e instigante de Macca. Infelizmente, no álbum Let It Be, ela foi suavizada e acrescentada de coral por Phil Spector.

11- All My Loving – “A primeira das grandes…” segundo Lennon. A guitarra de George arrasa.

12- She’s Leaving Home – Brian Wilson dos Beach Boys, a considerava uma das melhores canções já compostas. Um tema real sobre uma jovem abandonando a casa dos pais, que Paul leu nos jornais. Arranjo de Michael Leander.

13- Get Back – Inspirada em conflitos raciais com paquistaneses na Londres do final dos anos 60. Era anti-racista, apesar de muita gente não entender. John achava que Paul estava mandando Yoko ‘voltar pro seu lugar…’

14- For No One – Junto com Eleanor Rigby e Yesterday, pode se considerar como uma trilogia erudita de Macca. Sua relação com Jane Asher estava azedando.

15- Paperback Writer – Produção inovadora, na esteira de ‘Rubber Soul’, e antecipando a revolução que viria com ‘Revolver’. Paul toca baixo Rickenbacker, em vez do velho Hoffner. O som mudou!

16- Too Much Rain – O ‘Chaos and Creation..’ é pra mim, sem dúvida, o melhor trabalho solo de Paul. Esta canção ele conta que foi inspirada em ‘Smile’ de Charles Chaplin. Tão charmosa quanto, mas mais romântica.
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17- Junk – Esqueçam a simplicidade da gravação caseira e prestem atenção na melodia, e na letra triste. É Macca no seu melhor.

18- Mull of Kintyre – O single mais vendido no Reino Unido por quase uma década. Homenagem ao seu ‘spa’ na Escócia.

19- Yesterday – Esta é só a canção mais regravada de todos os tempos! Paul sonhou com a melodia, acordou e foi direto ao piano… Depois o cara não é gênio….. A letra inicial era: “Scrambled eggs, oh baby, how I love your legs…” hahaha.

20- Sgt Pepper’s – Toda a ideia do álbum foi de Macca. Esta introdução, mudaria o curso da música pop.

21- Follow Me – Outra do ‘Chaos…’ Me parece uma canção visionária.

22- Ob-la-di Ob-la-da – Dos tempos da India em 68. Uma brincadeira, que a maioria das pessoas não entendeu – Lennon inclusive – mas que serviu para apresentar o reggae aos branquelos.

23- Live and Let Die – Tinha que ter pique para ser canção de James Bond, o 007! Ao vivo é imbatível!

24- When I’m 64 – Canção vaudeville e homenagem ao velho Jim McCartney!

25- Blackbird – Politizada, coisa rara em Paul. Os Black Panthers estavam no auge em 68. O violão rouba a cena.

26- She Came in Through the Bathroom Window – Se fosse concluída talvez fosse uma das melhores peças Beatles. Faltou algo, mas mesmo assim, a entrada de Paul após o medley de John é antológica. Joe Cocker, sabe o que é bom!

27- Letting Go – Outra pérola escondida nos álbuns de Paul. Esta é só para quem curte o charme romântico do baladeiro McCartney.

28- We Can Work It Out – Mostra o lado otimista de Macca em contraste com o pessimismo de John. Nada como resolver os problemas, não é?

29- I’ve Got a Feeling – Rockão, em que Macca descarrrega muito de sua adrenalina, no final dos Beatles. Impressionante como ainda saía música de qualidade, apesar de todos os problemas.

30- Mamunia – Acho essa uma clássica de Macca. Percussão, baixo marcado, simplicidade e ao mesmo tempo soa exótica! Gravada durante um toró na Nigéria.

31- Hope of Deliverance – O cara compõe fácil, grava fácil, e a coisa vira um sucesso! É simples. Ao menos parece!

32- Ebony and Ivory – Paul chamou Steve Wonder, para gravar este hino contra o racismo. Hoje tem gente que critica este esforço. Uma pena.

33- Birthday – Paul pensou: vamos nos reunir e cantar uma canção juntos… John, George, Ringo e suas esposas e namoradas participaram e a festa rolou solta.

34- You Won’t See Me – Típica da época das briguinhas com Jane Asher, sua namorada que estava mais interessada na carreira. Simples e direta.

35- The End – Só por ser a última canção já seria clássica, mas com seu verso final lembrando que o que aqui se faz, aqui se paga….. Não precisava mais nada depois disto!!!

36- Can’t Buy Me Love – Paul adorou quando Ella Fitzgerald gravou esta. Ele deve ter pensado: “Bem, nós conseguimos”!!!

37- Things We Said Today – Ainda sobre seu relacionamento com Jane. Paul estava apaixonado por ela na época.

38- My Love – Canção de 73 para Linda. Sucesso em single, e um exemplo de que a banda Wings, não era ruim. O solo de guitarra de Henry McCullough é contundente.

39- Let’em In – Versatilidade ao extremo de Macca. Ele sabe tirar leite de pedra. Letra simples, convidando os mais chegados a visitá-lo, e instrumentação enxuta. Resultado: sucesso!

40- Coming Up – Mega-hit de 1980. Paul a compôs em 79, mas só a lançou em single, após a experiência desastrosa de sua prisão no Japão. Foi direto pro nº1!

Bonus:
41- Another Day – Pode se considerar esta canção como a Eleanor Rigby Pop. Tão densa e dramática quanto a canção de 66, porém mais digerível!

42- Helter Skelter – Rock da pesada feito pra competir com The Who! Hoje uma das favoritas nos shows ao vivo.

43- Rock Show – Outra abertura de shows. Em 1975, ela colocava peso no álbum ‘Venus and Mars’.

44- Mrs. Vandebilt – Ritmo pulsante, que hoje em dia Paul recuperou para os shows ao vivo.

45- 1985 – Se destaca pelo belo piano de Macca. Era uma canção em que ele tocava praticamente todos os instrumentos. Como se tornaria natural.

46- Getting Better – Otimista como sempre. Feita de encomenda para Pepper’s, após Paul descobrir esta frase dita por um jamaicano amigo dos Beatles – que depois queria os royalties da música…

47- Magical Mystery Tour – Introdução para o filme de mesmo nome feito para a TV em 67. Vibrante e animada. Pena que ficou associada ao filme.

48- Yellow Submarine – O cara sabe fazer música para animar festas, sabe fazer rocks, baladas, vaudeville, reggae, country, blues… Porque não fazer uma direcionada as crianças?

49- This One – Balada de 1989. Uma das mais bonitas que já vi Paul tocar ao vivo.

50- Your Mother Should Know – Charmosa e bonita! Acho que é um resumo das composições de Macca!

Obs.: Como fui esquecer de ‘Hey Jude’. Gravação histórica de 68 em que os Beatles conseguiram chegar ao nº 1 com uma canção de mais de 7 minutos de duração. Paul, neste caso, lembra do pequeno Julian, filho de Lennon, que estava sofrendo com a separação dos pais.

Obs.II: ‘Here Today’, ‘conversa’ de Paul com John após a partida do parceiro também merece entrar na lista!

E assim, as 40 acabaram se tornando 52!!!

Paul McCartney em apresentação no programa SNL (Saturday Night Live)

Paul McCartney em apresentação no programa SNL (Saturday Night Live)

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