História da Banda de Rock Renato e Seus Blue Caps

Fundada em 1959, a banda de Renato começou com o nome de “Bacaninhas do Rock da Piedade” a partir de uma inscrição para o programa Hoje é Dia de Rock, fazendo mímica.
Quando o Rock chegou ao Brasil ele aconteceu primeiro na zona norte do Rio e começaram a surgir em toda esquina uma banda de rock…
Havia na Rádio Mayrink Veiga um programa chamado “Hoje é dia de Rock” e lá foi Renato se inscrever para fazer mímica com seu grupo.
Levaram uma vaia muito grande, mas não desistiram e segundo Renato, foi até bom, pois tornou-se um incentivo para darem a volta por cima e dois meses depois ele voltou a falar com Jair de Taumaturgo e se inscreveu novamente, agora para fazer apresentação ao vivo, não mais para fazer mímica.
A apresentação foi um sucesso e a mesma intensidade das vaias foi agora em aplausos. O único senão foi que Jair de Taumaturgo pediu para que trocassem o nome de Bacaninhas do Rock da Piedade para Renato… alguma coisa, citando algumas opções, até que Renato acabou gostando de “Renato e Seus Blue Caps” (inspirados em Gene Vincent and His Blue Caps).

Os Beatles chegaram ao conhecimento de Renato através de um amigo dele chamado Aurélio, que tinha acesso às músicas antes que elas chegassem ao Brasil.
Os Beatles tiveram origem no Rock e inovaram, faziam o gênero pop rock, pois todos do conjunto cantavam, além de tocarem. Renato e Seus Blue Caps então descobriram que poderiam fazer isso também e começaram a dividir os vocais.
Certo dia Carlos Imperial mostrou um disco para Renato com uma música nova que ele não conhecia, de uma banda que ele nunca tinha ouvido falar, e pediu que ele aprendesse a letra para tocar e cantar no dia seguinte, abrindo seu programa.
Renato então pensou como iria fazer aquilo e teve a ideia de escrever uma letra em português, e deu certo.
No final do programa Imperial foi se encontrar com Renato que estava em um barzinho próximo à Rádio, chegou com uma pilha de papel dizendo ao Renato que tudo aquilo era pedido para que eles tocassem de novo a música.
Mas é o próprio Renato Barros quem conta esta historia, ouçam…

Portanto, a banda Renato e Seus Blue Caps é oriunda do Rock e a Jovem Guarda veio depois, quando os Beatles chegaram, transformando aquele Rock and Roll em Pop Rock. Descobriram que poderiam se juntar a este estilo musical que os Beatles estavam trazendo para o Brasil e que transformava aquele rock and roll de 3 acordes.
Embarcaram no Rock e na Jovem Guarda, mas as origens de Renato vêm dos anos 50, pois ele ouvia sua mãe, que era cantora, escutava Billy Hallyday, Nat King Cole, Frank Sinatra, João Gilberto, Lupicínio Rodrigues, Dolores Duran, e esta foi a formação musical que Renato e seus irmãos receberam.
Renato tem total consciência da competência musical e artística da sua criação, embora escondida pela Jovem Guarda, pois o Renato e Seus Blue Caps não é oriundo dela e sim do Rock. Quando o programa Jovem Guarda nasceu, a banda já existia há mais de cinco anos; foi primordial para os artistas da Jovem Guarda, embora Renato e seus Blue Caps dificilmente seja citado por eles e pelo jornalismo musical do país, como tendo sido um artista importante e participativo.
Na mídia, todos parecem deixar claro que a Jovem Guarda era um trio: Roberto, Erasmo e Wanderléa, mas enganam-se as pessoas que pensam desta forma.
Renato e Seus Blue Caps foram preponderantes nas carreiras dos três artistas citados, mas se acostumaram com a omissão, e as pessoas acreditam no que a mídia desinformada escreve e publica.
Renato e seus Blue Caps chegaram ao programa Jovem Guarda pelas mãos de Marcos Lázaro, pelo simples motivo de que a música “MENINA LINDA” estava em segundo lugar em São Paulo, e isso lhe causou estranheza: “como não levaram ainda este conjunto para o programa?” Não fosse isso, talvez Renato e Seus Blue Caps não tivessem participado do Jovem Guarda!
Naquela época, Roberto Carlos só levou com ele lá do Rio de Janeiro para o programa em São Paulo, os seguintes artistas: ERASMO CARLOS (recém EX- Renato e seus Blue Caps ), “WANDERLÉA”, “GOLDEN BOYS” e “TRIO ESPERANÇA”.
Renato e seus Blue Caps não assistiram ao final melancólico do programa Jovem Guarda, pois muito antes, já haviam pedido rescisão de contrato à TV RECORD Canal 7 de São Paulo. Os motivos foram vários, incluindo um pessoal, que era o fato de Renato adorar a praia e o Maracanã aos domingos, embora cada componente da banda tivesse tido o seu.
Mas o reconhecimento veio e continua vindo por parte de quem é mais importante, que é o reconhecimento popular, tanto é verdade que a banda RSBC é o artista deste seguimento que mais faz shows pelo Brasil até os dias de hoje.

HISTÓRICO

Renato Barros teve a ideia de criar o conjunto Renato e Seus Blue Caps e chamou os três irmãos da família Barros: Renato, Paulo Cezar e Edson (Ed Wilson) para se juntarem a ele.

No final dos anos 50, influenciados pelo gosto musical da família e pelo Rock and Roll de Elvis, Little Richard e Bill Halley, os rapazes começaram a imaginar que poderiam participar de programas de rádio, fazendo mímica das músicas de sucesso, algo que era bastante comum naquela época. Após uma apresentação desastrosa na rádio Mayrink Veiga, no programa “Hoje é dia de Rock”, de Jair de Taumartugo, passaram a se dedicar à música ao vivo.
Passavam horas trancados, aperfeiçoando a técnica em seus instrumentos. Paulo Cezar, por exemplo, começou tocando piano com dois dedos, e posteriormente, percebeu que seu negócio era o contrabaixo.
Até aí não havia sido formado um conjunto, e haviam adotado o nome de “Bacaninhas do Rock da Piedade”, numa alusão ao bairro em que foram criados no Rio de Janeiro. Logo se juntaram aos irmãos Barros os amigos Euclides (guitarrista) Gélson (baterista) e o saxofonista Roberto Simonal (irmão do cantor Wilson Simonal).

Já com o nome de Renato e Seus Blue Caps, inspirado em Gene Vincent, o grupo se apresentou no mesmo programa, tocando e cantando “Be-bop-a-lula”, e obteve o primeiro lugar da semana, e posteriormente, o prêmio de melhor do mês. Ainda em 1960, gravaram o primeiro disco de 78 rotações, pela gravadora Ciclone, em que acompanhavam o grupo vocal “Os Adolescentes”. No ano seguinte, gravaram com Tony Billy, pela mesma etiqueta. Nesse período, Gelson deixa o conjunto e Claudio entra para ser o baterista do grupo. Após uma participação no programa do Chacrinha, na TV Tupi, foram contratados pela Copacabana, onde lançaram dois 78 rotações e dois LPs: em 1962 (Twist) e 1963, sendo que o estreante Toni foi o baterista neste segundo LP.

Em 62, Ed Wilson parte para a carreira solo, e Erasmo Carlos, então secretário de Carlos Imperial, assume o posto de crooner do conjunto. Foi em 1963 que Renato e Seus Blue Caps teve o primeiro vínculo com a CBS. O grupo acompanhou Roberto Carlos nas gravações de Splish Splash e Parei na contramão.

Em 64, graças à insistência de Roberto Carlos e Rossini Pinto, o grupo é contratado pela CBS, lançando um compacto duplo. A banda, a essa altura, tinha Renato (guitarra solo), Paulo Cezar (baixo), Cláudio (que voltara ao conjunto nas gravações desse compacto), Cid (sax) e Carlinhos, primo de Renato (guitarra base). Após esse compacto, Toni retorna mais uma vez ao posto de baterista, e o conjunto fica, então, com a formação que faria grande sucesso nos anos seguintes.
A essa altura, Renato e Seus Blue Caps já era bastante conhecido no Rio de Janeiro, devido às frequentes aparições em programas de TV e apresentações em rádio.
No começo de 1965, a gravadora CBS resolve, finalmente, lançar mais um LP do conjunto. Durante as gravações, em janeiro daquele ano, Renato Barros fez, sem muitas pretensões, a versão em português para a música “I should Have known better”, dos Beatles, que recebeu o nome de “Menina Linda”. Apresentada no programa de Carlos Imperial, na TV Rio, a música causou tão boa repercussão, que foi incluída no LP, que se chamaria “Viva a Juventude!”. Logo a música entra nas paradas de sucesso, e projeta Renato e Seus Blue Caps em todo o país.

O ano de 1965 seria um marco para a carreira da banda. O sucesso – inesperado – aumenta cada vez mais, e próximo do final do ano, com o programa “Jovem Guarda”, na Record, Renato e Seus Blue Caps conquista definitivamente seu espaço no cenário da música jovem. O LP “Isto é Renato e Seus Blue Caps” alcança excelente vendagem e dá um impulso maior à popularidade do grupo.
A banda se especializa em versões das músicas dos Beatles e de outros artistas internacionais, mas desenvolve também um estilo próprio de interpretação e composição. Muitas das versões de Renato faziam mais sucesso aqui no Brasil do que as originais em inglês. Surgem também as excursões para o exterior, e a banda atinge o ápice de sua popularidade no final de 66, com o lançamento do LP “Um embalo com Renato e Seus Blue Caps”, o disco de maior sucesso e vendagem na carreira do conjunto.
O grupo também seria o responsável pelo acompanhamento de grandes nomes da Jovem Guarda, emprestando sua sonoridade a diversos lançamentos fonográficos. O excelente LP “Roberto Carlos em Ritmo de Aventura” é apenas um exemplo.

Entre 1965 e 1969, foram lançados 6 LPs, todos atingindo altos índices de vendagem e execução nas rádios. Em 68, o tecladista Mauro Motta passa a integrar a banda. No ano seguinte, o grupo passa por algumas alterações. Paulo Cezar grava um compacto simples, tentando se firmar em carreira solo. Em seu lugar entra Pedrinho. Carlinhos também deixa o conjunto, e Mauro Motta dá lugar a Scarambone.

Em 71, Paulo Cezar retorna ao conjunto, mas sai do grupo novamente em 73. Enquanto isso, o ano de 1972 ficou marcado pela saída de Toni, sendo substituído pelo baterista Gelson, que faleceu recentemente, dando lugar a seu filho na bateria. Dois anos mais tarde, a banda passa a contar também com os vocais de Ivanílton, que mais tarde seria conhecido nacionalmente como Michael Sullivan. É possível constatar a passagem marcante de Michael Sullivan pelo grupo, ouvindo os LPs de 1974 e 1976 (10 anos de Renato…)
O grupo passa por mais modificações em sua formação já em 1977. Saem do conjunto Michael Sullivan e Scarambone. No ano seguinte, é a vez do baixista Pedrinho deixar a banda, para a volta do vocalista e também baixista Paulo Cezar Barros, que um ano antes lançara pela Emi-Odeon um bom disco com versões dos Beatles.
O ano era 1978, e além da entrada do novo tecladista Marquinho, o conjunto lança um compacto simples com as músicas “Minha Vida” e “Nega, Neguinha”. Esta última, seria um prenúncio do que viria pela frente. A grande onda era a Disco Music, e o LP anual do grupo, em 79, foi fortemente influenciado pelo ritmo das discotecas.

O primeiro ano da década de 80 trouxe como lançamento mais um compacto simples pela CBS, e no ano seguinte, o novo LP da banda, que tinha, entre as novidades, uma faixa com a participação de Zé Ramalho. A música, “Mr. Tambourine Man”, versão para o clássico dos anos 60, foi a musica de trabalho, e teve até direito a clip exibido no Fantástico, da Rede Globo.

Depois de 28 anos na mesma gravadora, a banda se transfere, em 1982, para a RCA, lançando inicialmente um compacto simples, e no ano seguinte, o excelente LP “Pra Sempre”.
Porém, após esse disco, o conjunto ficou 4 anos (1983-1987) sem gravar, até que a volta aos lançamentos fonográficos se deu na Continental, com o LP “Baton Vermelho”, um sucesso de vendas e de execução, que trouxe o grupo novamente à mídia.

Em 1989, porém, Paulo Cezar novamente deixaria o grupo, que teria Luiz Claudio em seu lugar, além de contratar o tecladista Darci. Luiz Claudio ficaria no grupo até 1994, quando seria substituído por Amadeu. A volta ao disco ocorreu em 95, quando a banda participou da coletânea 30 anos da Jovem Guarda, produzida por Márcio Augusto Antonucci, dos Vips. Em 96, foi a vez do disco Renato e Seus Blue Caps – 1996, lançado pela Globo Columbia.

Já em 2000, os Blue Caps participam de 3 Cds promocionais em homenagem a Roberto Carlos e no final de 2001, o esperado disco Ao Vivo é lançado pela Warner, junto com mais 5 faixas inéditas, incluindo a belíssima composição de Renato Barros intitulada “Atriz”.

Vale destacar que Renato e Seus Blue Caps jamais deixou de excursionar pelo país e realizar shows e apresentações.
Atualmente, com mais de 50 anos de carreira ininterruptos, o conjunto poderia entrar para o Guiness Book como sendo o mais antigo do mundo em atividade.
E uma prova da importância de Renato e Seus Blue Caps nesta “Era Digital”, é o constante lançamento de seus discos e coletâneas em CD, mostrando que a música de Renato e Seus Blue Caps sobreviveu ao tempo, atravessou gerações, e se mantém viva, alegre e espontânea.

AS FORMAÇÕES

(1959) Renato Barros, Paulo César Barros, Euclides de Paula (ficou até 1961) Edinho (Ed Wilson), Ivan Botticcelli (entrou em 1960)

(1962) Renato Barros, Paulo César Barros, Edinho (Ed Wilson), Roberto Simonal, Cláudio Caribé, Ivan Botticcelli

(1963) Renato Barros, Paulo César Barros, Erasmo Carlos, Roberto Simonal, Toni

(1965 a 1967) Renato Barros, Paulo César Barros, Cid, Carlinhos Carlos Alberto Da Costa Vieira, Toni

(1968) Renato Barros, Paulo César Barros, Cid, Carlinhos, Toni, Mauro Motta

(1969 a 1970) Renato Barros, Cid, Toni, Pedrinho, Scarambone

(1971) Renato Barros, Paulo César Barros, Cid, Scarambone, Toni, Pedrinho

(1972 a 1973) Renato Barros, Paulo César Barros, Cid, Scarambone, Pedrinho, Gelson

(1973 a 1976) Renato Barros, Cid, Scarambone, Pedrinho, Ivanilton (Michael Sullivan), Gelson

(1977) Renato Barros, Cid, Pedrinho, Gelson

(1979 a 1983) Renato Barros, Paulo César Barros, Cid, Marquinho, Gelson

(1987) Renato Barros, Paulo César Barros, Cid, Gelson

(1996 a 2001) Renato Barros, Cid Chaves, Gelson Moraes, Darci Velasco, Amadeu Signorelli.

(2014 até a atualidade) Renato Barros, Darci Velasco, Amadeu Signorelli, Gelsinho Moraes e Cid Chaves.

Cid Chaves tem permanência ininterrupta na banda desde 1964, tendo passado por várias fases distintas ao longo de sua historia na banda.
Chegou como saxofonista, substituindo a Roberto Simonal, e vários outros componentes também foram saindo, outros chegando, e por diversos motivos transparecendo talvez certa falta de comprometimento e Renato muitas vezes se sentindo isolado por ser o único que sabia o que estava fazendo e o único que tinha uma meta a ser atingida, e conseguiu atingi-la. (Disse-me ele certa vez em que conversamos).
Temos que enaltecer a carreira de Cid Chaves, pois nunca pulou do barco, nem nas mais bravias tempestades, segundo palavras do próprio Renato.
Não deve ser fácil trabalhar com várias cabeças pensantes, várias personalidades e portanto não deve ser fácil manter uma banda, e é por isso que temos que louvar e enaltecer Renato Barros, por manter há tanto tempo a sua Renato e Seus Blue Caps nessa estrada sinuosa mas de muito sucesso.

DISCOGRAFIA

A Discografia de 1962 a 2001.

RENATO E SEUS BLUE CAPS – 1962 – TWIST

Primeiro LP de Renato e seus Blue Caps, gravado em 1961 e lançado no ano seguinte pela Copacabana. A estratégia era lançar no mercado novos talentos, aproveitando o Twist, o rítmo do momento. Para os vocais, foram escolhidos Reynaldo Rayol e Cleide Alves. O cantor Reynaldo Rayol se recorda de muitas histórias a respeito desse disco. Na musica “Peppermint Twist”, Roberto Carlos e Wilson Simonal fizera o “coro”, nos revelou Rayol. Ele ainda se recorda que na gravação de “Sinal Ocupado”, Ed Wilson assumiu o contra-baixo, enquanto Paulo Cezar tocou guitarra. As gravações ocorriam à tarde, e além da participação também não creditada de Erasmo Carlos, “Os Cariocas” fizeram o backing vocal em “Cuide Certinho do Meu Bem” e “Bonequinha”.

Formação:
Renato Barros: Guitarra Solo
Paulo Cesar Barros: Baixo
Edson Barros (Ed Wilson): Guitarra Rítmica
Roberto Simonal: Sax
Claudio: Bateria
Ivan Botticelli: Piano
Reinaldo Rayol: Vocal
Cleide Alves: Vocal

Músicas:
01 Peppermint Twist
02 Chega (Makin Love)
03 I Like Twist With My Baby
04 Sinal Ocupado (Busy Signal)
05 Meu Anjo da Guarda
06 Summer Comes Again
07 Blue Caps Twist
08 Eu Quero Twist
09 Hey, Brotinho
10 Cuide Certinho do Meu Bem (Take Good Care of My Baby)
11 Namorando
12 Bonequinha

RENATO E SEUS BLUE CAPS – 1963 – Renato e Seus Blue Caps.

Um disco com grande melhora tanto em qualidade de som como artística em relação ao primeiro lançado em 1962, o Twist.
Com apenas 10 faixas, é um disco gravado com garra e inspiração.
O vocal de Erasmo em “What I’d say” é o retrato fiel dos jovens do subúrbio que curtiam Rock. Inglês enrolado na hora de cantar, espontaneidade e vontade de ganhar algumas garotas. Com este LP, Renato e Seus Blue Caps começava a despertar a atenção dentro do cenário musical.
Formação:
Erasmo Carlos: Guitarra Rítmica e Vocal;
Renato Barros: Guitarra Solo;
Paulo Cezar Barros: Contrabaixo;
Roberto Simonal: Sax;
Tony: Bateria
Faixas =>
01 Limbo Rock
02 Walking My Baby Back Home
03 Estrelinha (Little Star)
04 O Lobo Mau (The Wanderer)
05 Comanche
06 Boogie do Bebê (Baby sittin’ Boogie)
07 Ford de Bigode
08 What’d I Say
09 Relax
10 Stand Up

Compacto 1964
Primeiro compacto dos Blue Caps lançado pela gravadora CBS, incluindo 4 faixas e com nova formação
Formação:

Renato Barros: Guitarra Solo
Paulo Cezar Barros: Contrabaixo
Carlinhos: Guitarra Rítmica
Cid Chaves: Sax
Tony: Bateria

01 – Vera Lucia

02 – We Like Birland

03 – Bigorrilho

04 – Noturno em Mi Bemol

RENATO & SEUS BLUE CAPS 1964 – VIVA A JUVENTUDE!

Primeiro LP pela CBS, “Viva a Juventude!” foi também o primeiro trabalho de repercussão de Renato e Seus Blue Caps. A música “Menina Linda” foi o grande destaque do disco. O ex-integrante Carlinhos tem uma lembrança curiosa das gravações de “Viva a Juventude!”: “Era uma festa, quando abria o microfone, todo mundo cantava junto, como se fosse um bloco de carnaval”.
O LP traz também as primeiras versões dos Beatles em português, feitas por Renato Barros.
É possível também identificar a voz de Erasmo Carlos em algumas faixas; embora o Tremendão já tivesse deixado o conjunto para seguir carreira solo.

[01] Negro Gato (Getúlio Cortes)
[02] Menina Linda (I should have Know Better) ( Lennon-MacCartney Vers: Renato Barros)
[03] Tremedeira (Tremarella) (Rossi-Alicata-Vianello Vers: Neusa de Souza)
[04] Querida Gina (Renato Barros)
[05] Sou Feliz Dançando com Você (I’m so happy just to dance with you) (Lennon-MacCartney Vers: Lilian Knapp)
[06] Gatinha Manhosa (Erasmo Carlos-Roberto Carlos)
[07] Canto pra Fingir (My whole world in falling down) (Jerry Crutchfield-Bill Anderson Vers: Rossini Pinto)
[08] Garota Malvada (I call your name) (Lennon-MacCartney Vers: Renato Barros)
[09] Os Costeletas (Renato Barros-Getúlio Cortes-Carlinhos)
[10] Fruit Cake (B. Tucker)
[11] Loop the Loop (Teddy Vann-Joe Dong Vers: Rossini Pinto)
[12] Vera Lucia (Renato Barros-Paulinho)

RENATO & SEUS BLUE CAPS – 1965 – “Isto é Renato e Seus Blue Caps”.

[01] Você não Soube Amar (It’s gonna be all right) (Jorge Marsden Versão: Roberval-Arthur Emílio)
[02] Feche os Olhos (All my loving) (Lennon-MacCartney Versão: Renato Barros)
[03] O Escândalo (Shame and scandal in the family) (Huon Donaldson-S. H. Brown Versão: Renato Barros)
[04] O Fugitivo (Luiz Ayrão-Ercio Roberto)
[05] Preciso Ser Feliz (Renato Barros-Paulinho-Lilian Knapp)
[06] Eu Sei (I’ll be back) (Lennon-MacCartney Vers: Renato Barros)
[07] Meu Primeiro Amor (You’re going to lose that girl (Lennon-MacCartney Versão: Lilian Knapp)
[08] Aprenda a me Conquistar (Carlinhos-Renato Barros-Lilian Knapp)
[09] Espero Sentado (Keep Searchin’) (Del Shannon Versão: Lilian Knapp)
[10] Sou tão Feliz (Love me do) (Lennon-MacCartney Versão: Renato Barros)
[11] Esqueça e Perdoe (Getúlio Cortes)
[12] Orgulho de Menina (I need your love) (Clark-Smith Versão: Renato Barros)

RENATO & SEUS BLUE CAPS – 1965

RENATO & SEUS BLUE CAPS – 1966 – Um Embalo Com Renato e Seus Blue Caps

[01] Meu Bem Não me Quer (My bay don’t care) (Sid Herring Vers: Renato Barros)
[02] Pra Você Não Sou Ninguém (Look thru any window) (Goldman-Silverman Versão: Paulo Cezar Barros)
[03] Até o Fim (You won’t see me) (Lennon-MacCartney Versão: Lilian Knapp)
[04] Sim, Sou Feliz (Renato Barros-Paulo Cezar Barros)
[05] Gosto de Você (Tell me what you see) (Lennon-MacCartney Versão: Paulo Cezar Barros)
[06] Perdi a Esperança (Paulo Cezar Barros-Marcus Fabiani)
[07] Primeira Lágrima (Renato Barros)
[08] Dona do Meu Coração (Run for your love) (Lennon-MacCartney Versão: Renato Barros)
[09] Não Te Esquecerei (California dreamin’) (J. & M. Phillips Versão: Lilian Knapp)
[10] Vivo Só (For your love) (G. Gouldman Vers: Paulo Cezar Barros)
[11] Não Quero Você Chorar (Paulo Cezar Barros)
[12] A Garota que Eu Gosto (Adaptação: Renato Barros)

RENATO & SEUS BLUE CAPS – 1966

01-00:00 A Garota Que Eu Gosto
02-01:37 Até o Fim
03-04:58 Dona do Meu Coração
04-07:01 Gosto de Você
05-09:42 Meu Bem Não Me Quer
06-11:48 Não Quero Ver Você Chorar
07-14:25 Não Te Esquecerei
08-16:58 Perdi a Esperança
09-20:11 Pra Você Não Sou Ninguém
10-22:52 Primeira Lágrima
11-26:01 Vivo Só
12-28:28 Sim Sou Feliz

RENATO & SEUS BLUE CAPS – 1967 – Renato e Seus Blue Caps

[01] Este Amor Me Faz Sofrer (SemiDetached Suburban-Mr.James) (G. Stephens-J. Carter Vers: Luiz Keller)
[02] No Dia Em Que Jesus Voltar (Paulo Cezar Barros)
03 Não Posso Me Controlar (I can’t control myself) (Reg Presley Vers: Luiz Keller)
[04] A Saudade que Ficou (Renato Barros-Ed Wilson)
[05] Menina Feia (Renato Barros)
[06] Não Me Diga Adeus (Carlinhos-Paulo Cezar Barros)
[07] Vou Subir Bem Mais Alto Que Você (Reach out I’ll be there) (B. Holland-E. Holland-L. Dozier Vers: Luiz Keller)
[08] A Irmã do Meu Melhor Amigo (Gileno)
[09] Tem que Ser Você (With a girl like you) (Reg Presley Vers: Luiz Keller)
[10] Ana (Anna) (Go to him) (Arthur Alexander Vers: Lisna Dantas)
[11] Um É Pouco, Dois É Bom, Três É Demais (Renato Barros)
[12] Lar Doce Lar (Renato Barros-Carlinhos)

RENATO & SEUS BLUE CAPS – 1968 – Renato e Seus Blue Caps – Especial

[01] Para me Abandonar (Puruca)
[02] Ela É Um Mistério Para Mim (She is still a mistery) (Sebastian Vers: Gileno)
[03] Porque Eu Te Amo (Paulo Cezar Barros-Gileno)
[04] Escreva Logo (Please Mr. Postman) (B. Holland-F.C. Gorman Vers: Renato Barros)
[05] Não Vou Me Humilhar Por Você (Gileno)
[06] Te Adoro (No fuimos) (Hugo-Osvaldo Vers: Sergio Becker)
[07] Ela É Tão Linda (Cléo Galanth)
[08] A Esperança É a Última Que Morre (Ed Wilson)
[09 Não Demore Mais (It’s good to see you) (Peter Shelley Vers: Renato Barros)
[10] Já Não Precisas Mais Chorar (D’avila Filho)
[11] Bem Feliz Serei (Sunshine girl) (Carter-Stephens Vers: Robert Livi)
[12] Sem Suzana (Renato Barros)

RENATO & SEUS BLUE CAPS – 1969 – Renato e Seus Blue Caps

[01] Obrigado Pela Atenção (Raulzito)
[02] Meu Bom Amigo (Maria Vasquez-Pelin)
[03] Foi Mentira (Rossini Pinto)
[04] No Dia em Que Você Me Disse Adeus (Pedro Paulo)
[05] Eu Vivia Enganado (Hooked on a feeling) (Mark James Vers: Rossini Pinto)
[06] Disse Me Disse (Rossini Pinto)
[07] Não Vá Embora Sem Me Dizer (Renato Barros)
[08 Tão Sozinho (Cuore stanco) (Migliacci-Luisini-Pintucci Vers: Rossini Pinto)
[09] Não Volto Mais (Paperback writer) (Lennon-MacCartney Vers: Renato Barros)
[10] Despedida (Ed Wilson)
[11] Claudia (Lodi) (J. C. Forgety Vers: Renato Barros)
[12] Quando A Cidade Dorme (Leno)

RENATO E SEUS BLUE CAPS – 1970 – Renato e Seus Blue Caps

[01] Faça O que Eu Digo, Mas Não Faça O que Eu Faço (Gil-Jean)
[02] Coitadinha de Você (Marcos Torraca)
[03] Playboy (Pedro Paulo-Raulzito)
[04] Todo Meu Amor Você Levou (Átila-Paulinho Soares)
[05] Escreva (César Sampaio)
[06] Cha-La-La Marisa (Cha-la-la, I need you) (Hank Hillman-Brian Goldwyn Vers: Roberto Bernardes)
[07] Tudo Tem Seu Preço (Getulio Côrtes)
[08] Vontade de Viver (Ed Wilson)
[09] Só Faço Com Você (Leno)
[10] Não Quero Chorar (Marcos Torraca)
[11] Meu Amigo do Peito (Renato Barros)
[12] Se Eu Sou Feliz, Por Que Estou Chorando? (Raulzito-Leno)

RENATO E SEUS BLUE CAPS – 1971 – Renato e Seus Blue Caps

Primeiro álbum de Renato e Seus Blue Caps a não incluir versões de músicas internacionais. Neste disco, está evidente a influência do guitarrista Santana sobre Renato Barros, o que deu ao LP uma sonoridade bem característica do início da década de 70.
Como curiosidade, vale destacar que este é o disco preferido de Renato, entre todos que a banda lançou. A faixa que abre o disco, “46-77-23”, do excelente compositor Getúlio Côrtes, causou alguns “inconvenientes” ao dono do telefone cujo número era cantado no refrão desta música.
O álbum marca também o retorno de Paulo Cezar Barros ao conjunto.

Formação:
Renato Barros: Guitarra e Vocal
Paulo Cezar Barros: Baixo e Vocal
Cid Chaves: Vocal e Percussão
Scarambone: Teclados
Pedrinho: Guitarra
Tony: Bateria

[01] 46-77-23 (Getúlio Côrtes)
[02] Esta Noite Não Sonhei com Você (Renato Barros)
[03] Sheila (Mauro Motta-Raulzito)
[04] Sou Louco Por Você (Renato Barros-Ed Wilson)
[05] Você Vai me Ouvir (Renato Barros)
[06] Tania (J. C. Scarambone-O. C. Shultz)
[07] Não É Nada Disso (Renato Barros)
[08] Nós Dois (Renato Barros)
[09] Agora É Tarde (Ed Wilson)
[10] O Brinquedo se Quebrou (Renato Barros)
[11] Sou Amor Pra Te Entregar (Renato Barros-Massom)
[12] Ainda É Hora de Chorar (Átila-Raulzito)

RENATO E SEUS BLUE CAPS – 1972 – Renato e Seus Blue Caps

[01] Darling, Darling (Darling, Darling) (Penny Vers: Rossini Pinto)
[02] Eu Sou o Que Eu Sou (I am that I am) (English-Kerr Vers: Rossini Pinto)
[03] Não Foi o Que Eu Fiz (Pedrinho-Renato Barros)
[04] Vou Mudar De Vida (Don’t want to say goodbye) (Carmem-Bryson Vers: Rossini Pinto)
[05] Domingo Feliz (Beautiful Sunday) (Boone-R. McQueen Vers: Rossini Pinto)
[06] Você Vive (Ed Wilson)
[07] Por Você (Little girl) (Rainer-Ehrhardt Vers: Rossini Pinto)
[08] Mas Não Faz Mal (It’s alright “I don’t mind”) (A. Fronte Vers: Pedrinho)
[09] Por Amar (I’ve been down) (Harold Thoy Vers: Rossini Pinto)
[10] Eu Te Adoro (I need you) (G. Beckley Vers: Rossini Pinto)
[11] Baby, Baby (Mauro Motta-Raulzito)
[12] Vou-me Embora (Michoacan) (A. Allen-K. Fowley Vers: Rossini Pinto)

RENATO E SEUS BLUE CAPS – 1973 – Renato e Seus Blue Caps

Neste álbum, a novidade ficou por conta da estreia de Ivanilton, que mais tarde seria muito conhecido como “Michael Sullivan”.

Participação especial de Paulo César Barros no vocal de “Se você Soubesse”.

[01] Vamos Viver Cantando (Let’s hang the moon in the front room mama) (Terry Tassemberg Vers: Rossini Pinto)
[02] Eva Maria (Eva Maria) (J. L. Armenteros-P. Herrero Vers: Rossini Pinto)
[03] Mentira (Amaury-Altanir)
[04] Não Penso Nela (Non penso più a lei) (Manuel de Sica Vers: Rossini Pinto)
[05] Porque Os Sonhos Se Vão (Porque los sueños se van) (L. Pacheco-J. Simonetti Vers: Rossini Pinto)
[06] Não Me Interessa (Lilian Knapp-Marcio Augusto)
[07] Se Você Soubesse (Renato Barros-Rossini Pinto)
[08] Um Homem Apaixonado (Un hombre enamorado) (Rabito Vers: Rossini Pinto)
[09] Guarde O Seu Amor Pra Mim (Save the last dance for me) (Doc Pomus-Mort Shuman Vers: Pedro Paulo)
[10] Estranho (Strange one) (Carl Groszmann Vers: Rossini Pinto)
[11] Um Cantinho No Seu Coração (L. Barrie)
[12] Jurei Nunca Mais Lhe Aceitar (So what if it rains) (Austin Roberts-John Reese Vers: Rossini Pinto)

RENATO E SEUS BLUE CAPS – 1974

Álbum importante da discografia de Renato e Seus Blue Caps, pois dele surgiram alguns hits do grupo, na metade da década de 70.
“Eu Não Aceito o Teu Adeus” foi um grande sucesso, mantendo o nome da banda nas paradas das rádios em todo o Brasil.
O vocal de Ivanilton (Michael Sullivan) em “Recordações” é marcante e se constitui em um dos pontos altos do LP.

Formação:
Renato Barros: Guitarra e Vocal;
Cid Chaves: Vocal e Percussão;
Ivanilton: Vocal;
Scarambone: Teclados;
Pedrinho: Baixo;
Gelson: Bateria

[01] Você Não Merecia (Eugenio Pinto-Rossini Pinto)
[02] Ana (Mona) (J. Spampinato Vers: Rossini Pinto)
[03] Eu Não Aceito o Teu Adeus (Mauro Motta-Renato Barros)
[04] Como Num Sonho (Alessandro – Cury)
[05] Sempre a Te Esperar (Quedate en mis sueños) (J. de la Fuente-M. Santander Vers: Rossini Pinto)
[06] Eu Quero Dançar Contigo (Dancing on a saturday night) (B. Blue-L. de Paul Vers: Rossini Pinto)
[07] Não Quero Mais Saber de Você (M. Miranda)
[08] Só Por Causa de Você (Renato Barros-Gileno)
[09] Pra Quem Você Olha (Altanir Freitas-Amaury Freitas)
[10] Agora É Tarde (Mauro Motta)
[11] Recordações (Ed Wilson)
[12] Vou Curtir Minha Dor (Alessandro)

RENATO E SEUS BLUE CAPS – 1976 – 10 anos de Renato e Seus Blue Caps

Em 1976, quando o grupo já tinha 16 anos de carreira, eis que surge o curioso título de “10 anos de Renato e Seus Blue Caps” para este excelente LP.
Basicamente composto por belas baladas românticas, este décimo quarto álbum de Renato e Seus Blue Caps foi um dos melhores dentre os lançados na década de 70.
Com a canção “Como há dez anos atrás”, Renato conseguiu, de maneira simples e singela, expressar o sentimento de muitos, que já na faixa dos 30, sentiam saudade da adolescência vivida na década anterior.

Formação:

Renato Barros: Guitarra e Vocal;
Cid Chaves: Vocal e Percussão;
Ivanilton: Vocal;
Scarambone: Teclados;
Pedrinho: Baixo;
Gelson: Bateria

[01] Como Há Dez Anos Atrás (Renato Barros)
[02] Eu Te Amei Demais (Renato Barros)
[03] Essa Mágoa que Ficou (L. Ribeiro-Dennis)
[04] Tire Os Grilos da Cabeça (Alessandro)
[05] Me Esqueça (Marcos Wagner-Gil)
[06] Quero Conquistar Você (José Paulo de Souza)
[07] Eu Preciso Tanto de Você (L. Ribeiro-Dennis)
[08] Não Consigo Parar de Chorar (Marcos Wagner-Gil)
[09] Tudo Se Perdeu (L. Ribeiro-Dennis)
[10] Não Sei Dizer (Amaury-Altanir Freitas)
[11] Possso Até Lhe Abandonar (Paulo Cesar)
[12] Não Me Deixe Agora (Edson Ribeiro-Hélio Justo)

RENATO E SEUS BLUE CAPS – 1977 – Renato e Seus Blue Caps
Este álbum de 1977 segue a mesma linha “popular” adotada pelo conjunto há alguns anos. Trouxe o sucesso “365 Dias”, além de “Nem Tudo Se Perdeu”, outra canção do disco que tocou bem nas rádios brasileiras.
Como fato curioso, a gravação de duas versões dos Beatles, o que não ocorria desde o LP de 1969.
Neste álbum, já não faziam mais parte do grupo o tecladista Scarambone e o vocalista Ivanilton. Lincoln Olivetti, arranjador do disco, tocou teclados nas gravações como música extra.

Formação:
Renato Barros: Guitarra e Vocal;
Cid Chaves: Vocal e Percussão;
Pedrinho: Baixo;
Gelson: Bateria

[01] Nem Tudo Se Perdeu (A. Ramos-B. Cardoso)
[02] 365 Dias (Gil-Jean Marcel)
[03] Não Devo Te Aceitar (Léo Soares)
[04] O Que Eu Posso Fazer (Baby’s in black) (Lennon-MacCartney Vers: Fernando Adour)
[05] Sem Você (Renato Barros)
[06] Adorada (Alessandro)
[07] Você É Um Pedaço de Mim (Renato Barros)
[08] Tudo O Que Eu Sonhei (If I fell) (Lennon-MaCartney Vers: Fernando Adour)
[09] Não Quero Nada Da Vida (Cid Chaves)
[10] Não Maltrate Um Coração (Renato Barros)
[11] O Brinquedo Se Quebrou (Renato Barros)
[12] Estou Voltando Pra Você (Ivan Cardoso-Ignacio Guillon)

RENATO E SEUS BLUE CAPS – 1979 – Suco de Laranja

Lançado em meio à febre da Disco Music, “Suco de Laranja” mostra uma curiosa incursão de Renato e Seus Blue Caps por este ritmo. Estratégia para vender discos ou influência musical? A verdade é que o disco tem ótimos momentos, que retratam com fidelidade um pouco da atmosfera musical do final dos anos 70.
Com a volta de Paulo Cezar ao grupo, e a entrada do tecladista Marquinho, o conjunto ganhou um novo fôlego, e gravou uma competente versão do hit internacional de Billy Joel, “My Life”, com vocal característico de Cezar.

Formação:
Renato Barros: Guitarra e Vocal;
Paulo Cezar Barros: Baixo e Vocal;
Cid Chaves: Vocal e Sax;
Gelson: Bateria;
Marquinhos: Teclados

[01] Pense (Boogie wonderland) (Allee Willis-John Lind Vers: Ivan Cardoso)
[02] Eu Te Amo (Renato Barros)
[03] Minha Vida (My Life) (Billy Joel Vers: José Carlos)
[04] Triste Fim de Tarde (Cury-Alessandro)
[05] Tudo Em Vão (Alessandro-Gibran)
[06] Suco De Laranja (Renato Barros-Pantera-Ernani Cardoso)
[07] Mundo Novo (Edson Carlos-A. Santos-Sebastião Rodrigues)
[08] Aperta (Ernani Cardoso-Maurício Mello)
[09] Vou Ao Teu Encontro (Renato Barros-Ernani Cardoso)
[10] Pensando Em Você (C. Rodrigues-Marcelo)
[11] Não Consegui Te Esquecer (Marcos Wagner)

RENATO E SEUS BLUE CAPS – 1981 – Renato e Seus Blue Caps
Último trabalho de Renato e Seus Blue Caps pela CBS, um ano antes da transferência para a RCA.
O disco não atingiu o resultado esperado, e praticamente passou despercebido por parte da mídia, mas não do público fiel, que encontrou neste disco uma ótima versão para “Woman In Love”, e uma releitura do clássico de Bob Dylan “Mr. Tambourine Man”, aqui com a participação e o talento de Zé Ramalho.

Formação:
Renato Barros: Guitarra e Vocal;
Paulo Cezar Barros: Baixo e Vocal;
Cid Chaves: Vocal e Sax;
Gelson: Bateria;
Marquinhos: Teclados

[01] Coração Faminto (Gileno-Renato Barros)
[02] Mr. Tambourine Man (Mr. Tambourine Man) (Bob Dylan Vers: Leno)
[03] Tim-Tim (Fatha-Cury)
[04] Sentimento Estranho (Gileno)
[05] Sem Você Não Vivo (Armando Baltar-Nilton Baltar)
[06] Saudades de Maria Helena (Manoel Cruz)
[07] Você Foi Longe Demais (Fatha-Cury)
[08] Sonho Colorido (Carlinhos-Fatha)
[09] Velhos Tempos (Cury-Fatha)
[10] Sou Apenas Alguém (Woman in love) (Barry Gibb-Robin Gibb Vers: Sanry)

RENATO E SEUS BLUE CAPS – 1983 – Pra Sempre

Depois de gravar durante 19 anos na CBS, Renato e Seus Blue Caps lança pela RCA este ótimo álbum, cercado de muita expectativa.
É um dos discos mais importantes da carrreira da banda, pois além de reunir boas músicas, mostra o grupo, em plena década de 80, totalmente integrado, assimilando novas tendências e produzindo um disco que até os dias atuais soa moderno e inspirador. À época do lançamento, a TVE do Rio de Janeiro produziu um especial sobre o grupo, em que as músicas deste novo álbum eram apresentadas.

Formação:
Renato Barros: Guitarra e Vocal;
Paulo Cezar Barros: Baixo e Vocal;
Cid Chaves: Vocal e Sax;
Gelson: Bateria;
Marquinhos: Teclados

[01] Renato Collection (Renato Barros-Nanni)
[02] Pra Sempre (Renato Barros-Nanni)
[03] Guerrilheiro do Amor (Rock do flipper) (Renato Barros-Hugo Belardi-Nanni)
[04] Será? (Cury-Ed Wilson)
[05] O Fogo Ainda Não Apagou (Hugo Belardi)
[06] Sexo Frágil (Renato Barros-Nanni)
[07] Vamos Fundo (Renato Barros-Nanni)
[08] Sonhos de Amor (Paulo Cesar-Ney)
[09] Memórias (Renato Barros-Nanni)

RENATO E SEUS BLUE CAPS – 1987 – Batom Vermelho

Após quatro anos da passagem pela RCA, Renato e Seus Blue Caps volta ao disco, neste lançamento pela Continental.
“Batom Vermelho” é um ótimo disco, bem produzido, repertório eficiente com músicas que caíram no gosto popular. “Batom Vermelho” tocou bem nas rádios, e trouxe o grupo de volta à mídia.
Destaque para “Feito Sonho”, que com vocal inspirado de Paulo Cezar, foi um dos grandes êxitos do álbum.

Formação:
Renato Barros: Guitarra e Vocal;
Paulo Cezar Barros: Baixo e Vocal;
Cid Chaves: Vocal;
Gelson: Bateria

[01] Batom Vermelho (Renato Barros-Nanni de Souza-Gelson Moraes)
[02] Julia (Ed Wilson-Gilson)
[03] Pode Me Procurar (Renato Barros-Nanni de Souza)
[04] Monaliza da TV (Renato Barros-Nanni de Souza)
[05] Relógio (Prêntice-Paulo Cesar Barros)
[06] Paula (Paulo Cesar Barros)
[07] Unissex Total (Gelson Moraes-Nanni de Souza)
[08] Feito Sonho (Prêntice-Paulo Cesar Barros)
[09] Com Você No Coração (Renato Barros-Nanni de Souza)
[10] Nos Braços, Nos Olhos e No Coração (Renato Barros-Nanni de Souza)
[11] Anjo Rebelde (Renato Barros-Nanni de Souza-Cid Chaves)
[12] Gaivotas Livres (Gene Araújo-Antonio Amorim).

Renato e seus Blue Caps – 1996
Da onda de regravações de sucessos antigos que prevaleceu na década de 90, o grupo Renato e Seus Blue Caps não saiu ileso.
Primeiro álbum a ter lançamento simultâneo em CD e LP, sendo que este último teve tiragem limitada, “Renato e Seus Blue Caps – 1996” traz regravações de músicas que marcaram a carreira da banda, em alguns casos, dispostas em pout-pourris.
O ponto alto, sem dúvida, foram as inéditas, entre as quais a belíssima “Amor Sem Fim”.

Formação:
Renato Barros: Guitarra e Vocal;
Cid Chaves: Vocal;
Gelson: Bateria;
Darcy Velasco: Teclado;
Amadeu Signorelli: Baixo

01 – Até o Fim
02 – Meu Bem Não Me Quer / Meu Primeiro Amor / Menina Linda
03 – Amar Você
04 – Dona Do Meu Coração
05 – O Escândalo / Não Me Diga Adeus / Feche os Olhos
06 – Palavra de Rapaz
07 – Ana
08 – Primeira Lágrima
09 – Se Você Soubesse
10 – Não Te Esquecerei
11 – Amor Sem Fim
12 – Playboy
13 – Eu Não Aceito o Teu Adeus
14 – Eva

Curiosidade:
O tecladista Renato Neto, que foi convidado por Paulo César Barros para gravar os teclados neste disco Batom Vermelho, depois foi para a banda de Prince e ficou com ele até sua morte em 2016.
Paulo César foi o responsável pela primeira gravação profissional de Renato Neto e as músicas que ele tocou foram: Paula, Feito Sonho e Relógio.

RENATO E SEUS BLUE CAPS AO VIVO – 2001

Com 11 faixas ao vivo e mais 05 inéditas, o CD foi lançado durante as comemorações dos mais de 40 anos de existência do grupo fundado por Renato e seus dois irmãos: Paulo Cezar e Edson (Ed Wilson).
No final de 2001, este tão esperado disco ao vivo foi lançado pela Warner, juntamente com mais 5 faixas inéditas.
Já faziam parte da banda os seguintes componentes: Renato Barros, Darci Velasco, Amadeu Signorelli, Gelsinho Moraes e Cid Chaves, que permanecem até os dias de hoje.
Nas 11 faixas “ao vivo” temos a oportunidade de reviver alguns dos maiores sucessos conquistados nesta bela trajetória iniciada com o sucesso de “Menina Linda”, versão de Renato Barros para a composição de Lennon & McCartney, “I should have known better”.
As faixas bônus do disco, as 05 canções inéditas gravadas em estúdio, são de uma beleza e excelência ímpar, revelando mais uma vez o grande talento e potencial de criação de Renato e Seus Blue Caps, permitindo a esta famosa banda sua permanência no cenário musical até os dias de hoje.

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Discografia completa neste site:
http://www.jovemguarda.com.br/discografia-renato.php

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A banda atualmente vive o seu melhor momento profissional, fazendo shows pelo Brasil que são um sucesso, teatros sempre lotados, recebendo o carinho de todas as faixas etárias, notadamente o carinho de jovens também.

Teatro Municipal da Tijuca em 21/09/2016

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Smile – Show no Teatro Ópera de Arame em Curitiba – 24/09/2016

Foi tudo construído com muita seriedade, trabalho, organização, verdades, dignidade e um grande amor pela música.
Renato Barros é profissional competente, homem da noite, aprecia a boa música, é fã de Jazz, Sinatra, Nat King Cole e assim como existem vários outros profissionais em diferentes áreas, como ele, aproveitam seu tempo extra com coisas produtivas e proveitosas que acabam beneficiando não só a si próprio mas também à banda como um todo e a muitas pessoas a sua volta.
Como exemplo, podemos citar a própria banda Renato e Seus Blue Caps nos idos de 1959, criada, amamentada, alimentada por ele. Como contamos acima, Renato teve a ideia de se inscrever no programa “Hoje é dia de Rock” primeiro e só depois foi perguntar aos amigos, entre eles seus dois irmãos, se estavam interessados em participar. Alguns toparam e já em 1961 conseguiu a primeira gravação na Copacabana Discos, que foi o LP chamado TWIST com RSBC e mais dois artistas: Reynaldo Rayol e Cleide Alves. Interessante destacar que não tinham um baterista oficial, e o cargo ficava alternando entre Claudio Caribé e Gelson Morais. As datas das gravações foram marcadas porém o baterista com o qual contavam, sumiu, simplesmente preferiu tocar com o cantor Eduardo Araújo no interior de Minas e por lá ficou durante um longo tempo. Tanto que quando voltou, já encontrou o baterista Tony Pinheiro em seu lugar.
Renato recorda o desespero de seu pai e de todos à procura de um baterista, até que uma amiga, a cantora Célia Vilela, que tinha uma irmã, Marlene Vilela, que era namorada do irmão do Tony, resolveu o problema trazendo o Tony para tocar na banda e assim ele se tornou o baterista que mais participou das gravações na CBS no período da Jovem Guarda.
Cid Chaves foi apresentado a Renato pelo seu irmão Paulo Cezar. Houve muito olho grande e muita ausência de talento no decorrer dos tempos, e os únicos integrantes da banda que entraram pelas mãos de Renato foram respectivamente: Erasmo Carlos em 1962 e Michael Sullivan em 1974.
Disse Renato Barros:
_ “Um equivoco que já está se tornando verdade é a tal da “voz principal” da banda. A partir de 1964, Renato e Seus Blue Caps adquiriu o esquema Beatles, onde todos cantavam individualmente ou em vocais, ora Paul, ora John, ora George e até o Ringo. Assim era com eles, ora Paulo César, ora Renato, ora Cid ou em uníssono. Dependíamos muito do timbre que se encaixava melhor nas melodias escolhidas. Eu era o produtor, em comum acordo com o Evandro Ribeiro. Eu cansei de escolher o Paulo Cezar na grande maioria dos solos vocais inclusive nas minhas composições. Eu também cantei alguns dos grandes sucessos, mas reconheço que o Paulo Cezar em maior número. O Cid teve uma participação mais efetiva a partir de Play Boy, já nos anos 70.”
Aos fãs de Renato e Seus Blue Caps,
Não permitam que a história dessa banda tão importante e de tanto sucesso em todo o país até os dias de hoje, seja contada por qualquer um, na maioria das vezes objetivando os seus próprios interesses e frustrações. Muitos podem contar esta historia da forma que quiserem, porém lembrem-se de que Renato Barros ainda está aqui para preservar a verdade. Qual é seu interesse? A resposta é: AMOR PELO QUE FEZ, PELO QUE FAZ E PELO QUE AINDA PRETENDE FAZER.

Na entrevista a seguir, Renato expõe sobre seu gosto musical, que não se restringe apenas ao Rock and Roll, como muitos podem pensar.

“NÃO GOSTARIA DE SER LEMBRADO COMO ROQUEIRO OU COMO UM SIMPLES ARTISTA DA JOVEM GUARDA… FORAM APENAS PORTAS QUE SE ABRIRAM… FORAM IMPORTANTES, POREM NÃO REFLETEM A MINHA VERDADE… GOSTARIA DE SER LEMBRADO COMO “HOMEM DA MÚSICA. INDEPENDENTEMENTE DE GÊNEROS.” (RENATO BARROS)

Nesta outra entrevista, ele fala sobre algumas de suas composições:

Quem duvidar, aqui está ele interpretando Dolores Duran!😉

E “De volta pro Aconchego” (Dominguinhos e Nando Cordel)

“Quem há de Dizer”, de Lupicínio Rodrigues…

Aqui um pout pourri deste artista completo…

Uma releitura de “A Primeira Lágrima”…

Renato envia Show  POA 3

5 respostas em “História da Banda de Rock Renato e Seus Blue Caps

  1. Desde que me conheço por gente sou fã da banda que pegou estrada árdua, cheia de obstáculos e segue na trilha pelos caminhos da vida. Até nisto tive sorte na vida e agradeço a DEUS pela existencia da banda que através dos tempos segue trazendo amor e paz para os corações. Ah! Gostei da foto do Renato carregando cachorro!

  2. Ótima postagem. Aproveitando que você conhece o Renato, tem como perguntar sobre a capa do disco de 65? Existe um outro disco da CBS mesmo, com outro artista usando a mesma capa, se ele sabe e quando soube? O disco é Les & Larry Elgart – Elgart Au Go-Go (1965). O disco tem uma capa maravilhosa mesmo, tanto o do Renato como esse outro. Valeu.

    • Olá Marco,
      Veja só que coisa engraçada… Quando vi o seu comentário aqui, estava justamente conversando com o Renato e já lhe fiz sua pergunta. Ele ficou surpreso, não sabia que havia outro disco com a mesma capa. É que a parte gráfica dos álbuns ficava a cargo da CBS, e naquela época, logo depois do sucesso do disco o Viva a Juventude, eles saiam muito em turnês pra fazer shows principalmente no Nordeste e não estavam presentes para fazer uma foto para a capa, por estarem viajando, então a CBS com certeza pegou esta foto aleatória por conta e usou pra capa. Renato nem sabia disso e agradeceu pela informação e lhe mandou um abraço.😉

    • Quem decide sobre acabamento de um trabalho artistico no caso que menciona é a gravadora e se ela por acaso ainda existir cabe a ela responder. O que é importante é que temos orgulho de termos em terras brasileiras, uma banda que além de ser a mais antiga em atividade é uma das melhores, senão a melhor banda do mundo! Valeu!

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