Amilton di Giorgio em “Canções” e “Poesias”, agora “on line”!

Já contamos aqui a historia do cantor e compositor Amilton di Giorgio, como também já falamos de sua convivência com a literatura e até citamos algumas poesias de sua autoria nesta publicação.

Agora gostaria de compartilhar com vocês o livro de Amilton di Giorgio, que seu filho Renato disponibilizou recentemente via internet.

Podemos ouvir as músicas e ler as poesias deste grande poeta, músico e compositor dos anos 60. Basta escolher “Canções” ou “Poesias” para desfrutar deste talento que é Amilton di Giorgio.

Historias sobre Roberto Carlos, contadas por Geraldo Alves no livro “O MESTRE DAS ESTRELAS”..

Muitos que viveram a época da Jovem Guarda e mesmo aqueles das novas gerações que apreciam a boa música, se reportam aos anos 60/70 e com certeza já ouviram falar que o início da carreira dos grandes ídolos da música brasileira não foi nenhum “mar de rosas”, e todos tiveram que lutar muito, passando até mesmo por humilhações, como foi o caso de Roberto Carlos, que entre outras coisas, recebeu um NÃO de Ayrton e Lolita Rodrigues para cantar no programa Almoço com as Estrelas, só pra citar um exemplo.

Recentemente o primeiro empresário de Roberto Carlos, que foi Geraldo Alves, lançou um livro onde ele conta essas e muitas outras historias sobre os muitos artistas que empresariou.

Trata-se do livro “O MESTRE DAS ESTRELAS”, onde podemos ler historias como esta a seguir:

ROBERTO CARLOS ROMPE COM SEU PARCEIRO ERASMO CARLOS

“O movimento da Jovem Guarda cresceu tanto que sempre eram alvos de fofocas e intrigas dos grupos adversários e numa dessas aconteceu um momento em que o bicho pegou. Roberto estava com Geraldo Alves no estúdio da CBS, gravando, quando um dos assessores, sem o seu consentimento, ligou para ele dizendo que o Erasmo estava num programa de televisão na Record dando uma entrevista onde dizia que era ele, Erasmo, o gênio da Jovem Guarda. Na verdade essas palavras saíram do apresentador Wilson Simonal, com quem inocentemente Erasmo concordou, como ele mesmo recorda: “um tremendo mal entendido: fui homenageado como compositor no programa do Wilson Simonal na TV Record. Cantei um medley de 10 canções de sucesso da dupla Roberto/Erasmo, só que em nenhum momento alguém se lembrou de dizer que Roberto Carlos era coautor das músicas. A indústria da “fofoca” fez o resto. Ficamos um ano sem nos falar”.

Isso me causou uma profunda mágoa, por que depois desse fato a dupla de maior sucesso da Jovem Guarda estava separada. A amizade continuou, porém superficialmente. Passaram muito tempo sem compor. Depois desse período, o Erasmo marcou uma reunião comigo (Geraldo Alves) e disse:
_ Geraldo, você está muito ocupado com o Roberto, por isso… se você não fizer questão… vou arrumar outro empresário.”

Estas e outras historias estão no livro “O Mestre das Estrelas”, de Geraldo Alves.

Aqui algumas fotos do seu acervo.

ENTREVISTA COM RAUL SEIXAS EM 1976

Em 1976, por ocasião dos festejos pelos 50 anos de emancipação da cidade de Joaçaba, RAUL SEIXAS foi um dos artistas que se apresentou na cidade, e o radialista Antonio Carlos “Bolinha” Pereira realizou esta histórica entrevista com o “Maluco Beleza”…

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O vídeo no Youtube:


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FOTOS DE RAUL SEIXAS COM O RADIALISTA BOLINHA

Uma reportagem sobre o histórico show de Raul Seixas em Joaçaba em 1976.

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RENATO E SEUS BLUE CAPS EM JOAÇABA/SC (1996) – Um registro Histórico.

Foi em 15 de junho de 1996 que a cidade de Joaçaba em Santa Catarina recebeu pela primeira vez a banda Renato e Seus Blue Caps.

A Recepcionista Dirce atendendo Renato e Seus Blue Caps

Pouco antes do início do Show, Bolinha entrevistou a banda, que na ocasião estava para lançar um disco, e aqui podemos ouvir Renato Barros falar sobre o CD lançado em setembro de 1996, citando a música “Amor sem Fim”, que conforme já publicamos aqui, foi ouvida por George Martin, produtor dos Beatles, que parece ter gostado muito da canção.

RENATO E SEUS BLUE CAPS EM JOAÇABA/SC – JUNHO DE 1996 – (Entrevista e Fotos)

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Depois desta histórica entrevista realizada e gravada por Antonio Carlos Pereira, o Bolinha, a banda se apresentou no Clube da AABB em Joaçaba.

RENATO E SEUS BLUE CAPS EM JOAÇABA/SC – JUNHO DE 1996 (Entrevista e Show).

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“SET LIST”

1 – Vou Subir bem Mais alto que Você
2 – Se Você Soubesse
3 – Como num Sonho
4 – Não vá embora sem me dizer
5 – Dona do meu Coração
6 – Não te Esquecerei
7 – O meu primeiro amor
8 – Até o Fim
9 – Você não Soube Amar
10 – Memórias
11 – Pare o Casamento
12 – Pobre Menina
13 – Festa de Arromba
14 – O Pica Pau
15 – Pode Vir Quente que eu Estou Fervendo
16 – O Bom
17 – Primeira Lágrima
18 – A irmã do meu melhor amigo
19 – Feche os Olhos
20 – Não me Diga Adeus
21 – Meu Bem não me Quer
22 – Menina Linda
23 – Obrigado pela Atenção

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As imagens do Show, a Entrevista e as fotos são do acervo de Antonio Carlos Pereira, que ele gentilmente enviou a mim e ao Renato Barros em DVD.
BLOG: OS DISCOS DO BOLINHA

ROBERTO CARLOS SENDO ENTREVISTADO NA ÉPOCA DO PROGRAMA JOVEM GUARDA

Recebi recentemente do comunicador Antonio Carlos Pereira, de Joaçaba/SC, algumas entrevistas com ídolos da música brasileira, e entre elas estão estas duas realizadas com o cantor Roberto Carlos.

ENTREVISTA COM ROBERTO CARLOS EM 1967.

Em 23 de julho de 1967 o comunicador Antonio Carlos Pereira, o Bolinha, entrevistou Roberto Carlos por ocasião de um Show que o cantor foi realizar na cidade de Joaçaba, Santa Catarina.
O áudio não está perfeito, mas vale o registro pelo seu valor histórico.

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O VÍDEO NO YOUTUBE


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ENTREVISTA COM ROBERTO CARLOS EM 1973.

Por ocasião do retorno de Roberto Carlos à cidade de Joaçaba, em 25 de julho de 1973, Bolinha realizou nova entrevista, a qual podemos ouvir aqui:

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O VÍDEO NO YOUTUBE


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1967

1973

Reportagem que saiu na Revista do Sul – parte 1

Reportagem na Revista do Sul – Parte 2

Jornal Raízes – Agosto 2012

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Mais informações sobre o Show de Roberto Carlos em Joaçaba, aqui no Blog do Antonio Carlos “Bolinha” Pereira.

O Rei chegou a Joaçaba por volta das 15:30 horas, do dia 22 de julho. Grande número de fãs já o esperava no Aeroporto Sta. Terezinha, e ele, ao desembarcar do avião especial da SADIA que o trouxera, acenou para as pessoas ali presentes. Por motivos técnicos houve um certo atraso, e o show que começaria às 16 horas teve início somente às 17:45. O estádio estava lotado (calculada em 5.000 pessoas a afluência), mas poucas pessoas puderam vê-lo bem: é que o estádio não possui iluminação, mas mesmo assim, e apesar do frio que fazia no local, as fãs acompanharam o Rei em seus maiores sucessos: “Mexericos da Candinha”, “Pega ladrão”, “Eu te adoro meu amor”, “Parei na contramão”, “Esqueça” e outras, com o “Calhambeque”, em arranjo especial para encerrar o show. À noite, apresentou-se no Clube 10 de Maio, e, domingo pela manhã concedeu-nos a entrevista, que é agora transcrita na Revista do Sul:

ENTREVISTA COM ROBERTO CARLOS, FEITA POR ANTONIO CARLOS PEREIRA (BOLINHA), NA RESIDÊNCIA DO DR. IVAN BONATO, EM 23/07/1967.

Bolinha – Oi turma, nós temos aqui, junto à reportagem da Rádio Herval d”Oeste, “S. Majestade, o Rei da Jovem Música Brasiliera”, Roberto Carlos. Roberto, suas palavras iniciais…

Roberto Carlos – Ah, bem… inicialmente o meu abraço a todos, meus agradecimentos ao carinho que recebi aqui, e uma beijoca muito especial para as fãs.

B – Roberto, você esteve no Festival de Veneza este mês?

RC- Foi.

B – E você ficou entre os seis colocados. O resultado sairá daqui a meio ano. Você concorreu com “Namoradinha” e “Eu te darei o céu”?

RC- Não.. Só “Namoradinha”,”Eu te darei o céu” faz parte do compacto, porém não foi apresentada ao público ao vivo

B – E você já vendeu quantos LPs de “Namoradinha”. Ou é compacto?

RC- É compacto. Na Itália não sei quando eu vendi.

B – Ah, pensei que fosse por vendagem no Brasil… e lamento não ser italiano, residente lá, afim de colocá-lo em primeiro lugar.

RC- Ah, eu também!

B – Você vai gravar LP agora em agosto, ou só compacto?

RC – Compacto. Meu LP sairá só em dezembro.

B – Seu mais recente LP – o que tem “Namoradinha” foi apresentado por mim em primeira audição aqui no Estado. No mesmo mês – dezembro – entraram cinco músicas suas em minha “Parada de Sucessos”, feita com base nas solicitações.

RC- É… tá bom. Obrigado.

B – Em oito paradas, você tem: 6 primeiros lugares, 3 segundos e 2 terceiros e uma música sua em primeiro lugar, com Os Vips.

RC – Ah! O “Faça alguma coisa pelo nosso amor” e “Meu grito” como é que estão aqui?

B – “O meu berro” está indo bem… eu ainda não tinha e veio alguns dias atrás: toquei uma vez só e chegou ao 18º lugar. Neste mês ele deve melhorar muito. Eu peguei o seu endereço para mandar depois o resultado da Parada.

RC – Ok…OK…OK.

B – Outra pergunta: Por que Wanderléa nunca gravou música sua?

RC – Não, ela gravou uma, sim. É o “Quilo de doce”.

B – Mas, não chegou às Paradas?

RC – Não. Mas, geralmente quem escolhe o repertório da Wanderléa é o Seu Evandro, diretor da CBS. E nós temos, assim, pouco contato. Quando eu vou lá é para discutir sobre os meus discos e outros detalhes, e nunca se comenta sobre o repertório de Wanderléa, que ele escolhe muito bem.

B – Neste último LP, ela está se destacando com “Prova de fogo”. É do Erasmo, o meu amigo “Super”.

RC – É… (risada)

B – Tem uma vez tremenda aqui também. Eu pego sempre a Jovem Guarda…

RC – É uma pena que não pega bem aqui a televisão.

B – Televisão não pega muito bem. Mas, mesmo assim, alguma coisa dá para a gente ver.

RC – O Bonato diz que vai sair uma campanha aí… (risada)

B – As músicas, Roberto, que vão sair em seu compacto, agora no mês de agosto, você já tem o nome?

RC – Tenho – Uma é “Como é grande o meu amor por você” que é uma música lenta, tipo “Nossa canção”. A outra é uma música que é inspirada no estilo daquelas “Fugas de Bach”, que tem o título “Por isso estou aqui”.

B – A “Nossa canção” pegou muito bem em Joaçaba: chegou ao 2º lugar.

RC – Ah!… sim, e…

B – Em primeiro lugar estava “Namoradinha”.

RC – (risada). Eu ia te perguntar que é que estava na frente da “Nossa canção”.

B – Pois é, você perdeu para você mesmo, mora.

RC – O.K.

B – “Como é grande o meu amor por você” é autoria de quem?

RC- Minha. A outra, também.

B – Ah, então pegam o primeiro lugar, mora. Outra pergunta: O seu Jovem Guarda continua com grande audiência em São Paulo?

RC – Sim. Inclusive uma notinha numa Revista em São Paulo disse que meu programa teria parado no Rio por falta de patrocinador. É “papo mais furado” que já vi, porque o programa de audiência está ótimo e o patrocinador também continua. Além do mais, o programa não parou.

B – E sobre o seu casamento; é “papo furadíssimo”?

RC – É furado, sim.

B – Num mês saíram duas notícias sobre o seu casamento…

RC – Ah, saíram várias notícias sobre esse negócio de que eu ia casar. Mas, não casei, nem tinha intenção de casar. Não tinha nem noiva, quanto mais casar.

B – Do seu próximo LP você não sabe o nome das músicas?

RC – Do próximo Lp são músicas do filme. O filme sai em janeiro e o Lp em dezembro. Eu já tenho todas as músicas do filme. Só não sei o nome delas. Eu sei que uma se chama “Corro demais”, outra “Não adianta nada”, “Quando”, “Eu faço o que quero”…

B – No estilo da “Namoradinha”, tem alguma?

RC – Tem “Quando”. E tem o “Corro demais” que é de um estilo de música assim, pouco usado. Não é estilo de “Namoradinha”, nem estilo “Quero que vá tudo pro inferno”. É uma música que não é lenta, nem apressada. É uma música calma, mas que tem grandes possibilidades.

B – E… no ritmo de “Quero que vá tudo pro inferno” não tem nenhuma?

RC – Tem mais ou menos o “Quando” que é parecida com a “Namoradinha”… também.

B – Este seu filme será uma espécie de “bang-bang”, meio apressado?

RC – O título é “Roberto Carlos em ritmo de aventura”. E dentro do filme, eu, inclusive, falo com o Diretor, digo que vou sair do filme. Cenas assim, interessantes… Negócios com bandidos e metralhadoras, enfim, bem movimentado.

B – A outra pergunta é sobre Martinha: você acredita no sucesso de Martinha? Acha que ela pode barrar a Wanderléa?

RC – Bem esse negócio de barrar a Wanderléa não é bem o caso, porque nem mesmo existe uma concorrência entre Martinha e Wanderléa. Agora, ela poderá, dentro do estilo dela, conseguir um lugar de destaque. Ela geralmente grava o que compõe. É um estilo diferente.

B – O seu livro “Roberto Carlos em prosa e verso” está alcançando um grande índice de vendagem?

RC – Parece que eles não estão conseguindo prensar bastante para a venda…

B – E sobre o seu começo de carreira, foi difícil?

RC – Foi…

B – E o seu primeiro sucesso?

RC – Foi “Splish splash”. Meu primeiro sucesso nacional, porque eu já havia acontecido com outros discos, mas no Rio.

B – Uma pergunta meio “fora”; Mamãe mandou perguntar a você porque esse olhar tão triste?

RC – Bem, é porque eu nasci assim. (risada). Eu não sou propriamente triste. E aproveito para mandar, assim, um abraço muito carinhoso à sua Mamãe, viu?

B – Está, muito obrigado, Roberto. Então aos ouvintes do nosso “Os discos do Bolinha”, que não se despediram de Roberto Carlos, já que o avião deverá sair dentro de poucos minutos, sua despedida para Joaçaba…

RC – Muito obrigado a você, Bolinha… e aos ouvintes pela atenção; eu quero dizer que o carinho que recebi aqui dá vontade de voltar o mais depressa possível e não ir embora. Mas, de qualquer forma, eu tenho que ira hoje mesmo por causa da Jovem guarda, mas se Deus quiser em outra oportunidade, aqui voltarei para rever as fãs que nos aplaudiram e que nos trataram com grande carinho. Muito obrigado, um abração a todos, e até a próxima, se Deus quiser. Bye…

A MELHOR MÚSICA DO ANO 2000!

Em 2001 o SBT apresentou o Troféu Imprensa, ocasião em que RENATO BARROS e LÍLIAN KNAPP receberam o prêmio pelas mãos de SILVIO SANTOS, no SBT, pela composição da música eleita a melhor do ano 2000, que foi “DEVOLVA-ME”.
A regravação foi feita por ADRIANA CALCANHOTTO, e escolhida como MELHOR MÚSICA DO ANO 2000.
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No Youtube


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FOTOS

 

Sonia Abrão votou contra… Lamento… rsrs

RENATO BARROS COMENTANDO O LP RENATO E SEUS BLUE CAPS DE 1963.

Em 30 de novembro de 2017 tive a oportunidade de gravar com RENATO BARROS sobre o álbum Renato e Seus Blue Caps de 1963, ocasião em que ele recordou alguns fatos curiosos e até mesmo engraçados.

Falamos sobre o programa de Jair de Taumaturgo, que foi quem escreveu na conta-capa do disco;

Renato também teceu comentários sobre as gravações de “Lobo Mau”, versão de Hamilton di Giorgio;

A música “Comanche” versus “Apache”;

O bebê em “Boogie do Bebê”, que na verdade era uma atriz;

As músicas não autorizadas, como “Kathleen”;

A paródia não autorizada, “O Bode e a Cabra”, uma gravação que foi descoberta por Leno Azevedo nos arquivos da CBS… e muito mais!

Ouçam o vídeo com trechos das músicas e os comentários de Renato. 😉
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O MESMO VÍDEO NO FACEBOOK

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RENATO E SEUS BLUE CAPS

Lado 1

– Limbo Rock
– Walking My Baby Back Home
– Estrelinha (Little Star)
– The Wanderer (O Lobo Mau)
– Comanche

Lado 2

– Boogie do Bebê
– Ford de Bigode
– What’d I Say
– Relax
– Stand Up

“Sim, eu os conheço muito bem. E justamente por isso, falo com base sobre as virtudes musicais destes jovens que integram o conjunto ‘RENATO E SEUS BLUE CAPS”.
Foi-me dada a satisfação de acompanhar a evolução dos moços que, no princípio, tinham apenas intuição artística e hoje, para gáudio da mocidade, formam um conjunto dos mais homogêneos e de grande valor.

Faço um retrocesso no tempo e encontro-me exatamente na época em que conheci ‘RENATO E SEUS BLUE CAPS”, há alguns anos. Estava na minha sala, na Rádio Mayrink Veiga, um grupo de amadores para se inscrever no programa “Hoje é Dia de Rock”, a fim de concorrer ao troféu, fazendo… mímica! E, a bem da verdade, até que não se saiu mal, pois conseguiu alcançar classificação de destaque. Lembro-me bem de Renato, Paulo César, Edinho (hoje categorizado intérprete, aplaudido por suas gravações como Ed Wilson e que naquele período era o crooner) e mais alguns companheiros, dando já mostras de acentuada inclinação para a música, improvisando as mais variadas encenações para os seus números mímicos, procurando dar vida ao conteúdo dos discos.
Mas, de espírito valente, como acontece com todos os jovens, acharam que podiam e deviam ultrapassar o terreno da imitação, para atingir um campo mais concreto, mais palpável. Do pensamento à ação, foi um pulo.
Dotados de uma extraordinária vontade, dedicaram-se à música ao vivo.
Seus primeiros instrumentos, adquiridos com muito sacrifício (moços pobres) não lhes permitiam mostrar a técnica resultante de horas e mais horas de estudos e de ensaios.
(Vale aqui lembrar que Paulo César, atualmente um exímio contrabaixista, começou tocando piano com dois dedos, para depois chegar À CONCLUSÃO DE QUE SEU INSTRUMENTO FAVORITO ERA OUTRO.)
O tempo, todavia, haveria de ajudar e hoje ‘RENATO E SEUS BLUE CAPS” possuem um notável instrumental que, manejado por mãos hábeis, transmite toda a alegria e vibração que encontramos na música moderna.
A meu ver, o que mais impressiona no Conjunto, é a simplicidade de seus componentes. Embora com algumas alterações desde a formação inicial, continuam a ser os mesmos rapazes corretos, educados e com os quais dá gosto lidar.
A sua popularidade é enorme (pude comprová-lo pessoalmente numa série de shows dentro e fora do Rio).
Seu repertório é atualíssimo, pois são selecionadas com critério as composições de evidência entre tantas que moços e moças cantam e assobiam.
É, enfim, um verdadeiro conjunto.
Seus componentes: RENATO BARROS (chefe do grupo), guitarra elétrica; PAULO CESAR, contrabaixo; ROBERTO SIMONAL, sax; ERASMO CARLOS, guitarra elétrica e também crooner; e, finalmente, TONIO, bateria.
A COPACABANA, ao lançar este que é o segundo LP de RENATO E SEUS BLUE CAPS, alcança dois objetivos: mais um premio ao talento dos jovens músicos e um grande lançamento para a juventude brasileira, que encontrará, não tenho a menor dúvida, um excelente entretenimento para suas horas de lazer.
De resto, só me cabe aconselhar ao discófilo: ouça as várias faixas deste microssulco e divirta-se a grande!”

Por JAIR DE TAUMATURGO