Explicações sobre alguns efeitos de guitarra em canções de Renato e Seus Blue Caps.

O músico Edson Fraioli de Mattos, guitarrista de Ribeirão Pires/SP, gravou em vídeo algumas explicações sobre os efeitos de guitarra nas gravações de algumas canções de Renato e Seus Blue Caps, e hoje foi a vez de “Ana”.

Edson dividiu as explicações em dois vídeos, sendo um só do efeito de eco da guitarra e o outro com o bônus da harmonia do refrão e da execução dela inteira.

Ana – Renato e Seus Blue Caps – Parte 1 – Guitarra com efeito de Delay (Eco)

Neste vídeo a explicação sobre o efeito de Delay (Eco) aplicado na guitarra principal da música Ana (versão de Anna Go To Him), faixa do disco Renato e Seus Blue Caps de 1967, de autoria de Arthur Alexander e versão de Lisna Dantas.

1) Embora o andamento da música seja aproximadamente 120bpm, deve-se regular o efeito de Delay para um tempo de semicolcheia em cima de 114bpm (132ms) para apenas uma repetição (Feedback no mínimo) e com o volume máximo para o efeito da repetição.

2) Não utilizar Reverb, ou o mínimo possível, para não “embolar” as notas repetidas.

Ana – Renato e Seus Blue Caps – Parte 2 (Bônus) – Harmonia do Refrão e Execução na Íntegra.

Neste vídeo a execução na íntegra e análise sobre alguns acordes do refrão da música.

Acordes incomuns encontrados no refrão da música: C7/9 – Dó Maior com Sétima e Nona Em7(b5) ou Em7/-5 ou ainda Eø – Mi Menor com Sétima Menor e Quinta Diminuta ou simplesmente Mi Meio Diminuto.

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Neste outro vídeo uma explicação sobre a introdução de guitarra da música “Você Não Serve Pra Mim”, de autoria de RENATO BARROS e gravada por ROBERTO CARLOS no disco “Roberto Carlos em Ritmo de Aventura” (1967).

O vídeo tem por finalidade mostrar as várias formas de executar a introdução da música (afinações alternativas nos bordões) e a sonoridade (timbre) de uma guitarra com captação simples ligada a um pedal de distorção do tipo Fuzz.

Distorção Fuzz: Dunlop Fuzz Face.
Guitarra: Tagima TG-530 com captadores e elétrica customizados.
Amplificador: Fender Stage 100.


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“BAILE DA LUCY” COM RENATO E SEUS BLUE CAPS!

RENATO E SEUS BLUE CAPS – NO DIA EM QUE JESUS VOLTAR – Álbum Renato e Seus Blue Caps 1967


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RENATO E SEUS BLUE CAPS – PRA VOCÊ NÃO SOU NINGUÉM – Álbum Um Embalo Com Renato e S. B.Caps 1971


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RENATO E SEUS BLUE CAPS – LAR DOCE LAR – Faixa do Álbum – Renato e Seus Blue Caps 1967


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RENATO E SEUS BLUE CAPS – TE ADORO – Faixa do Álbum – Especial 1968


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RENATO E SEUS BLUE CAPS – MENINA FEIA – Faixa do Álbum – Renato e Seus Blue Caps 1967


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RENATO E SEUS BLUE CAPS – MENINA LINDA – Faixa do Álbum – Viva a Juventude 1995


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RENATO E SEUS BLUE CAPS – PERDI A ESPERANÇA – Álbum Um Embalo Com Renato e Seus Blue Caps 1971


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RENATO E SEUS BLUE CAPS – VIVO SÓ – Álbum – Um Embalo Com Renato e Seus Blue Caps 1971


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RENATO E SEUS BLUE CAPS – VERA LUCIA – Faixa do Álbum – Viva a Juventude 1965


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RENATO E SEUS BLUE CAPS – ATÉ O FIM – Álbum – Um Embalo Com Renato e Seus Blue Caps 1971


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RENATO E SEUS BLUE CAPS – A ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE MORRE – Faixa do Álbum Especial 1968


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RENATO E SEUS BLUE CAPS – NÃO ME DIGA ADEUS – Faixa do Álbum – Renato e Seus Blue Caps 1967


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RENATO E SEUS BLUE CAPS – CANTO PRA FINGIR – Faixa do Álbum – Viva a Juventude 1965


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RENATO E SEUS BLUE CAPS – SOU FELIZ DANÇANDO COM VOCÊ – Faixa do Album – Viva a Juventude 1965

Algumas Composições e/ou Gravações da Banda Renato e Seus Blue Caps eleitas entre as 50 maiores dos anos 60.

Na ocasião dos 50 anos do início do movimento pop rock no Brasil, o chamado Jovem Guarda (cha cum dum… rsrs) realizamos uma pesquisa nos grupos Eterna Jovem Guarda e outras páginas no Facebook de artistas relacionados e os álbuns e canções de Renato e Seus Blue Caps mais votados seguem abaixo.

Antes uma curiosidade: RENATO BARROS, CID CHAVES e GELSON MORAES em entrevista falam sobre o jeito brasileiro de tocar criado por Renato e Seus Blue Caps.

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LP “Renato e Seus Blue Caps” (CBS – 1967)

As inúmeras versões de sucessos dos Beatles gravadas por Renato e Seus Blue Caps chegaram aos ouvidos da juventude brasileira bem antes das gravações originais do quarteto britânico, e isto ajudou a criar a ponte entre a Jovem Guarda e a Beatlemania que explodia no planeta.

Em 1967, acompanhando as mudanças que ocorriam na música estrangeira, o grupo gravou um dos álbuns mais importantes da sua carreira. Mesclando composições próprias com obscuras versões de bandas pouco conhecidas aqui no Brasil, o grupo trouxe para o cenário da Jovem Guarda o som de garagem de grupos como The Troggs (“I Can’t Control Myself’ e “With a Girl Like You”, que em suas respectivas versões ganharam os títulos de “Não Posso Me Controlar” e “Tem Que Ser Você”, ambas vertidas por Luiz Keller) e Manfred Mann (“Semi-Detached Suburban Mr. James”, que virou “Este Amor Me Faz sofrer”, também uma versão de Luiz Keller, a faixa que abre o disco).

Ainda sob a influência dos Beatles, a banda foi buscar no primeiro álbum do quarteto a balada “Anna”, original do cantor Arthur Alexander, e a versão dos Blues Caps acabou fazendo sucesso estrondoso em todo Brasil, cinco anos depois da gravação dos Beatles. Outros destaques do disco: “Vou Subir Bem Mais Alto Que Você”, outra versão de Luiz Keller para o sucesso “Reach Out I’ll Be There”, do grupo The Four Tops, “Menina Feia”, de Renato Barros, e “A Irmã do Meu Melhor Amigo”, composição de Leno.

A partir deste álbum de 1967, os Blue Caps deram início a uma significativa mudança na sonoridade da banda. Nos discos seguintes, o grupo de Renato Barros ampliaria seu universo musical, se afastando um pouco do iê-iê-iê para buscar novos horizontes no soul, no funk e num rock mais consistente, para isso, introduziriam em seu repertório novos compositores como o novato Cleo Galanth, o cantor e compositor Puruca (da dupla Os Jovens), e o novo produtor da CBS, um tal de Raulzito Seixas. (Por Rubens Stone)

LP “Isto É Renato e Seus Blue Caps” (CBS – 1965)

Em meados de 1965, os Blue Caps, estavam abarrotados de trabalho, eles eram a banda fixa da CBS nas gravações de diversos outros artistas da casa. Mesmo com pouco tempo, conseguiram realizar, no segundo semestre daquele ano um dos discos mais curiosos da Jovem Guarda.

Pra começar, “Isto É Renato e Seus Blue Caps” foi o representante no Brasil da chamada invasão britânica ocorrida na América do Norte no ano anterior. Ali estavam várias versões de sucessos ingleses, só da dupla Lennon/McCartney haviam quatro, “Feche os olhos (All my loving)”, “Eu sei (I’ll be back)”, “Meu primeiro amor (You’re going to lose that girl)” e “Sou tão feliz (Love me do)”.

Outra curiosidade era a capa, que é a mesma do LP “Elgart au Go Go”, de Les & Larry Elgart, também lançado em 1965. A CBS já havia se aproveitado do seu “banco de dados” para ilustrar a capa do primeiro disco de Roberto Carlos, “Louco Por Você” (1961), que era a mesma de um LP do organista Ken Griffin, “To Each His Own”, lançado em 1946. Outro artista que teve capa “clonada” foi Sérgio Murilo, no LP “Baby” (1961), em que a CBS aproveitou outra capa de Ken Grifin, a do disco “Sweet and Lively” (1960).

Mas isso parecia não ter a menor importância na época, já que os próprios artistas não contestavam, é bem provável que sequer sabiam que as capas de seus discos não tinham nada de originais.

Voltando ao repertório de “Isto É Renato…”, não precisa dizer que quase todas as canções tornaram-se sucessos radiofônicos, com destaque para “O escândalo”, versão de “Shame and scandal in the family”, sucesso do cantor Shawn Elliott; “Espero sentado”, versão do sucesso “Keep searchin’, de Del Shannon, além, é claro, das célebres “Feche os olhos” e “Meu primeiro amor”, músicas que ajudaram a introduzir a beatlemania no Brasil. (Por Rubens Stone)

LP “Um Embalo Com Renato e Seus Blue Caps” (CBS – 1966)

O quinto álbum de Renato e Seus Blue Caps consolidou de vez a banda como o maior grupo da Jovem Guarda.

“Um Embalo…” é um dos discos mais queridos pelos fãs da banda, e o segundo mais bem sucedido em termos de vendagens, só perdendo para o belíssimo LP de 1970.

Lançado no final de 1966, emplacou vários sucessos nas paradas, como “Meu bem não me quer”, “A primeira Lágrima”, “Não te esquecerei”, além de “Vivo só”, versão de “For your Love”, dos Yardbirds, e “Dona do meu coração”, versão de “Run for your life”, dos Beatles. Só tinha pérolas neste “Embalo…”.

Os Blue Caps foi talvez o grupo que melhor traduziu o som dos Beatles para esta terra brasilis. Este disco é um clássico absoluto da JG. (Por Rubens Stone)

Entre as músicas, destacamos aqui as composições de RENATO BARROS gravadas pela banda RENATO E SEUS BLUE CAPS e também as que foram gravadas por outros artistas, as quais foram escolhidas entre as 50 melhores.

“Menina Linda (I Should Have Know Better)” Renato e Seus Blue Caps (1965)

-Compositores: Lennon / McCartney – versão Renato Barros
– Álbum: Viva A Juventude! (CBS 37397 – 1965)

Quando Renato e Seus Blue Caps deram início às sessões de gravação do seu primeiro LP pela CBS, “Viva A Juventude!”, em dezembro de 1964, “Menina Linda”, versão para o sucesso dos Beatles “I Should Have Know Better”, já estava pronta, a pedido do apresentador Carlos Imperial. Incluída como faixa Nº 2 do LP, a música já fazia enorme sucesso no programa de Imperial. A partir de então, tornou-se um mega hit em todo o Brasil e a versão livre de Renato Barros se tornou, na época, bem mais conhecida do que a original dos Beatles.

“Feche Os Olhos (All My Loving)” Renato e Seus Blue Caps (1965)

-Compositores: Lennon/McCartney – versão Renato Barros
– Álbum: Isto É Renato E Seus Blue Caps (CBS 37433 – 1965)

Os Blue Caps foi a banda que melhor traduziu o som dos Beatles para o Brasil, e aqui eles cometem mais uma versão sublime de um clássico do quarteto inglês, há quem prefira essa versão à original “All My Loving”, de Lennon e McCartney, e isso deve-se ao fato de que muitas pessoas ouviram primeiro, e por alguns anos, a versão dos Blue Caps, antes de ouvir a original.

“Eu Não Sabia Que Você Existia” – Gravação de Leno e Lilian (1966) (Lembrando que a dupla foi criada por Renato Barros, que era noivo de Lílian na época).

-Compositores: Renato Barros/Toni Pinheiro
-Álbum: Leno e Lilian (CBS 37470 – 1966)

Após o estrondoso sucesso de “Pobre Menina”, Leno e Lilian emplacaram na sequência essa pérola do iê-iê-iê romântico, uma deliciosa balada pop, banhada pelos vocais sublimes da dupla mais querida da Jovem Guarda e acompanhada de ensolarados solos de guitarras do autor da canção, Renato Barros.

“Gatinha Manhosa” – Renato e Seus Blue Caps (1965) e Erasmo Carlos (1966)

-Compositores: Roberto Carlos/Erasmo Carlos
-Álbum: Viva a Juventude em 1965 (CBS 37.397, abril de 1965) e posteriormente no LP Você Me Acende (RGE XRLP-5.297 – 1966)

Todo mundo sabe que Erasmo era o machão da Jovem Guarda, o cara perigoso, portanto, as menininhas estavam avisadas, era preciso manter distância do roqueiro. Mas, por debaixo daquela capa de durão, batia também um doce coração, como vemos nesta balada açucarada, banhada pelo órgão de Lafayette, cuja letra, se desmanchava em versos de amor e em designações com um quê de malícia juvenil, como “gatinha”, “manhosa”, “dengosa”, “beicinho”. Lançada sem nenhuma repercussão no ano anterior pelo grupo Renato e Seus Blue Caps, na gravação de Erasmo, “Gatinha Manhosa” se tornou um grandioso sucesso.

“Primeira Lágrima” Renato e Seus Blue Caps (1966)

-Compositor: Renato Barros
-Álbum: Um Embalo Com Renato E Seus Blue Caps (CBS 37.743 – Novembro 1966)

Uma das canções centrais do álbum “Um Embalo com Renato e Seus Blue Caps” e um dos maiores sucessos dos Blue Caps em todos os tempos, “Primeira Lágrima” era mais uma demonstração da forte influência dos Beatles na música do conjunto carioca.

“Devolva-me” – Gravação de Leno e Lilian (1966)

-Compositores: Renato Barros/Lilian Knapp
– Álbum: Leno e Lilian (CBS 137.470 – 1966)

Uma das baladas mais representativas da JG, embalou muitas briguinhas de namorados. Muitas meninas aproveitaram os toques da canção para dar aquele fora no garoto, sem esquecer de pedir de volta todas as lembrancinhas dadas no auge do romance, agora terminado. Finalmente, os finais amorosos agora tinham sua trilha sonora.

As Composições de Renato Barros Gravadas por Roberto Carlos.

RENATO BARROS
Foto by Henrique Kurtz
25/07/2017

Ao longo de sua carreira o cantor Roberto Carlos gravou 04 canções compostas por RENATO BARROS, que são:

1 – O FEIO (Getúlio Côrtes/Renato Barros)

LP Jovem Guarda lançado em novembro de 1965 sob o número CBS 37432.

2 – VOCÊ NÃO SERVE PRA MIM (Renato Barros)

LP Em Ritmo de Aventura lançado em novembro de 1967 sob o número CBS 37525.

3 – NÃO HÁ DINHEIRO QUE PAGUE (Renato Barros)

LP O Inimitável lançado em dezembro de 1968 sob o número CBS 375851.

4 – MAIOR QUE O MEU AMOR (Renato Barros) – LP Roberto Carlos lançado em 1970.

5 – VOCÊ NÃO SABE O QUE VAI PERDER (Renato Barros) – LP Roberto Carlos lançado em 1971.

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RENATO BARROS em 25/07/2017
Foto: henrique Kurtz

A Historia da Canção “AMOR SEM FIM”, contada pelo próprio compositor, Renato Barros.

Esta canção gravada por Renato e Seus Blue Caps e composta por Renato Barros saiu em CD pela Globo/Columbia sob o número 419.086, em setembro de 1996.

Renato Barros conta que a música é cheia de historias e diz que ficou durante mais de dois anos tentando colocar uma letra na melodia até que se lembrou do Gelson, antigo baterista da banda e pai do Gelsinho Moraes, que havia perdido a esposa Lígia. Um dia ele acordou, foi para o estúdio e veio a sua mente o tema… uma pessoa que sente a presença da outra, no caso a Lígia, esposa do Gelson.

amor-sem-fim

Para a gravação Renato escolheu Cid Chaves pra cantar junto com ele.
Outro detalhe é que foi a primeira música que Gelsinho Moraes gravou com Renato e Seus Blue Caps, inclusive foi ele quem fez o arranjo da parte final, quando entra aquilo tipo uma marcha militar.

Mas ouçam o próprio Renato contar essa historia e também de como ele soube por um um músico da banda Túnel do Tempo, do Rio de Janeiro, que George Martin gostou e se interessou pela musica…

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O clipe da música no Facebook:

Renato Barros e sua “Menina Linda” numa levada Bossa Nova!

Ouçam esta beleza nacional, um registro inédito, muito diferente, pois Renato não costuma interpretar suas músicas nas jam sessions em que participa, proporcionando a todos os fãs de Renato e Seus Blue Caps, este ineditismo!
Renato Barros foi registrado neste vídeo em todo seu talento, carisma e simpatia pelo amigo Henrique Kurtz. 😉

RENATO BARROS canta “Menina Linda” numa levada bossa. A canção é um marco na história da banda Renato E Seus Blue Caps (gravada em 1965, no LP Viva A Juventude).

Quando escreveu a versão para ‘I Should Have Know Better’, de Lennon-McCartney, Renato não esperava que a música fizesse tanto sucesso, como de fato aconteceu, tornando-se um clássico do rock brasileiro.
Aqui, com o acompanhamento de Chico Neto no teclado, Renato esbanja simpatia e carisma fazendo o que mais gosta!

Tijuca. Rio, 06-12-2016.
Vídeo: Henrique Kurtz ©

Opção pelo Youtube

Ou pelo Facebook:

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O cantor e compositor RENATO BARROS é um desbravador, um pioneiro do Rock numa época de grandes dificuldades, e com a banda que leva seu nome, abriu caminho a canivete para que outros passassem de Rolls-Royce.
É dele a primeira boa representação de como o rock deveria ser feito no Brasil. Foi com ele que aconteceu a tal pegada rocker. Guitarras com efeitos, sem ternura e academicismos (guitarra ‘quadrada’).
Bons vocais.
Baixo e bateria.
Virou referência.
E influência.

“Eu quero esse som dos Blue Caps” passou a ser ouvido nos estúdios e escritórios das gravadoras.
A partir daí, a explosão de sucesso nos anos 60 e os clássicos perpetuados ao longo dos tempos continuam até hoje.
A música do conjunto atinge todas as idades, e já somam 56 anos de história.

É a verdadeira majestade do rock’n’roll Brasilis… “Blue Jean Bop”!

Tenho a sorte de conhecer Renato Barros. Admiro o profissional. Gosto infinitamente mais da pessoa.

Por Henrique Kurtz
(e eu assino embaixo!) 😉

Renato Barros e Henrique Kurtz

Renato Barros e Henrique Kurtz

“What to do” VERSUS Sabbath Bloody Sabbath: Canção gravada por Vanusa foi plagiada!

Em 1973 Alfie Soares compôs uma música em inglês em parceria com o excelente guitarrista Papi, e a música foi gravada por Vanusa.
O disco de Vanusa foi gravado em Março de 1973, portanto foi lançado oito meses antes do disco do Black Sabbath, que foi lançado em novembro do mesmo ano de 1973.

Reza a lenda que o guitarrista Tony Iommi teria utilizado o riff inicial da canção composta por Alfie e Papi, “What to Do”, gravada por Vanusa, para compor a clássica “Sabbath Bloody Sabbath”, por que durante o processo de composição para o álbum Sabbath Bloody Sabbath, Iommi teria sofrido um bloqueio criativo causado pelo excesso de cocaína que o impediu de conseguir criar qualquer canção para a banda, como ele sempre havia feito até então. Segundo consta na mídia, seu desespero atingiu um grau tão elevado que ele pediu para sua equipe técnica e amigos que lhe trouxessem discos de “outras culturas”, para que ele pudesse ter algum tipo de inspiração. E foi aí que certamente o álbum de Vanusa caiu nas mãos de Iommi, que além de “copiar” o riff criado por Papi, que é quem está na guitarra na gravação de Vanusa, também colocou no arranjo deles uma parte mais lenta, exatamente como na canção original.

Apesar de haver muitas especulações na Internet, o fato real é que Alfie Soares e Papi completaram a música em janeiro de 1973. Ela lhes foi encomendada por Wilson Miranda, o produtor do disco de Vanusa, que queria uma canção em inglês para tentar o mercado internacional.
Eles assinaram o contrato com a editora da RCA e Papi é quem está na guitarra solo.

vanusa-e-o-plagio

Ouçam as duas músicas…

WHAT TO DO
(Alfie Soares/Papi)

Don’t you feel it’s kind of hard living with no fear
Don’t you sometimes wonder why living is no fun
Yes you do, but you just sit and watches the world go ‘round
And it hurts me when I hear you say that you can’t do it
Just keeps on asking
What to do? What to do?

Well, go, out and face the rain
Then the storm won’t hurt so bad
Tell yourself that you are free
Free enough to say I’m free
Be free, be free

Sabbath Bloody Sabbath
(Black Sabbath)

You’ve seen life through distorted eyes
You know you had to learn
The execution of your mind
You really had to turn
The race is run the book is read
The end begins to show
The truth is out, the lies are old
But you don’t want to know
Nobody will ever let you know
When you ask the reasons why
They just tell you that you’re on your own
Fill your head all full of lies
The people who have crippled you
You want to see them burn
The gates of life have closed on you
And now there’s just no return
You’re wishing that the hands of doom
Could take your mind away
And you don’t care if you don’t see again
The light of day
Nobody will ever let you know
When you ask the reasons why
They just tell you that you’re on your own
Fill your head all full of lies
You bastards
Where can…

Aqui um vídeo comparando as duas músicas.

Para quem se admirar pelo fato de um músico brasileiro ser plagiado por um artista internacionalmente famoso, lembre-se que Santana também foi processado e teve que pagar indenização a Edu Lobo, quando lançou seu sucesso mundial Oye Como Va, cujo solo de guitarra de Santana lembrava muito um trecho da linha melódica da musica REZA, de Edu Lobo.
Rod Stewart também plagiou Jorge Ben Jor em Do You Think I’m Sexy.