A ENTREVISTA DE JERRY ADRIANI PARA O FILME JOVEM AOS 50 NA ÍNTEGRA!

Já publicamos aqui sobre o filme “Jovem aos 50 – A História de Meio Século da Jovem Guarda”, que teve sua estreia no Cine Belas Artes em 23 de março de 2017.

Pois bem, as entrevistas com os artistas foram editadas e tiveram cortes, e agora o cineasta Sérgio Baldassarini está disponibilizando na íntegra a entrevista que fez com Jerry Adriani para o documentário, para que as pessoas possam ter uma noção mais clara de quem na verdade era esse homem de nome artístico Jerry Adriani.

Os vídeos estão divididos nos seguintes temas:

– O INÍCIO DA CARREIRA COMO CANTOR DE MÚSICAS ITALIANAS

– AS PARTICIPAÇÕES NO PROGRAMA “JOVEM GUARDA” E DEMAIS PROGRAMAS DA ÉPOCA

– O ENCONTRO E PARCERIA PROFISSIONAL COM RAUL SEIXAS

– AS SEMELHANÇAS NAS VOZES DELE E DE RENATO RUSSO, DA LEGIÃO URBANA

– A SUA EXPERIÊNCIA COMO GALÃ DE CINEMA

– UMA MENSAGEM DOS SEUS 50 ANOS DE CARREIRA

O cantor Nilton César ajuda Jerry Adriani a tirar o casaco para entrar no palco em 22 de agosto de 2015, durante o Show dos 50 anos da Jovem Guarda no Clube Homs em São Paulo.

JERRY ADRIANI – Entrevista para o documentário JOVEM AOS 50

PARTE 1

O INÍCIO DA CARREIRA COMO CANTOR DE MÚSICAS ITALIANAS

PARTE 2

AS PARTICIPAÇÕES NO PROGRAMA “JOVEM GUARDA” E DEMAIS PROGRAMAS DA ÉPOCA

PARTE 3

O ENCONTRO E PARCERIA PROFISSIONAL COM RAUL SEIXAS

PARTE 4

AS SEMELHANÇAS NAS VOZES DELE E DE RENATO RUSSO, DA LEGIÃO URBANA

PARTE 5

A SUA EXPERIÊNCIA COMO GALÃ DE CINEMA

PARTE 6

UMA MENSAGEM DOS SEUS 50 ANOS DE CARREIRA

“Estas são passagens bem legais, que mostram o quanto esse cara era especial e carismático! Pena que não deu pra colocar tudo no filme. Mas acredito que com esses vídeos as pessoas poderão ter uma boa ideia do tamanho do coração desse grande artista chamado Jerry Adriani!”

Sergio Baldassarini Junior
Diretor de Produção
S.B.J. PRODUÇÕES

Anúncios

Show em Comemoração aos 50 anos da Jovem Guarda: Fotos e Vídeos

Sábado, dia 22 de agosto de 2015, comemoramos os 50 anos do primeiro programa Jovem Guarda levado ao ar pela TV Record Canal 7 de São Paulo, e para comemorar a data, o radialista e precursor da Jovem Guarda, Antonio Aguillar realizou em São Paulo no Club Homs, com muita desenvoltura, este evento que contou com a presença de vários cantores que pertenceram ao movimento e que também estiveram presentes no programa comandado por Roberto Carlos, Erasmo e Wanderléa.

Estiveram presentes Jerry Adriani, Wanderléa, George Freedman, Martinha, Cyro Aguiar. Enza Flori, Os Jovens, Ronald e Deny, Cláudio Fontana, Cláudio Roberto, Demétrius, Ary Sanches, Joelma Giro Montanaro, Dick Danello, Nilton César, Ed Carlos, The Clevers, Jonas Backer, cantor de bossa nova e pertence a OMB – Órdem dos Músicos do Brasil, entre outros artistas da Jovem Guarda e também um convidado especial: Cauby Peixoto!

Vejam aqui fotos com os artistas:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10207153267011870.1073741888.1288187940&type=1&l=f1a5e6ac2d

Bolo dos 50 anos da JG

Registros em Vídeos

Parte 1
Antonio Aguillar e The Clevers – Abertura

Parte 2
Nilton César

Parte 3
Jerry Adriani

Parte 4
Dick Danello

Parte 5
Demétrius

Parte 6
Joelma

Parte 7
Ary Sanches

Parte 8
Enza Flori

Parte 9
Os Jovens

Parte 10
Ronald Antonucci e Deny D. Dino

Parte 11
Martinha

Parte 12
Cauby Peixoto

Parte 13
Cláudio Claudio Fontana

Parte 14
George Freedman

Parte 15
Ed Carlos

Parte 16
Wanderléa

“FOI UMA VERDADEIRA FESTA DE ARROMBA. NO FINAL A WANDERLÉA APAGOU A VELINHA DE 50 ANOS DA JOVEM GUARDA. A BANDA THE CLEVERS TOCOU A MUSICA PARABÉNS A VOCÊ E A PLATEIA CANTOU NUMA SÓ VOZ OS PARABÉNS A VOCÊ EM HOMENAGEM AO MOVIMENTO MUSICAL MAIS BADALADO DO PAIS. VEJA OS MOMENTOS FINAIS DO SHOW. SUCESSO TOTAL…OBRIGADO SENHOR.” (Antonio Aguillar)

“Gostaria de parabenizar ao Antonio Aguillar, pelo sucesso do show dos 50 anos da JG. Ele conseguiu lotar o salão do Clube Homs. O público vibrou e cantou com os artistas, do começo ao fim. Agora, outro, só daqui há 25 anos. A Célia, esposa do Antonio Aguillar, não parou por um minuto sequer que, como boa anfitriã, cuidou para que todos se sentissem à vontade. Enfim, uma festa de grande sucesso, como sempre foi na Jovem Guarda. Parabéns, amigo e “timoneiro” da juventude!!!” (George Freedman)

Bolo - cantando os parabéns

Alienados e engajados, texto de Joaquim Ferreira dos Santos, de O Globo.

No momento em que todos se preocupam em publicar notícias e depoimentos para não deixar a data do dia 22 de agosto de 2015 passar em brancas nuvens, data em que se comemoram os 50 anos do primeiro programa Jovem Guarda exibido pela TV Record, o colunista José Ferreira dos Santos escreve em sua coluna no jornal O Globo on line, este texto que transcrevo abaixo, por ser legítimo e retratar uma verdade que todos nós gostaríamos de dizer aos críticos que veem a Jovem Guarda com preconceito e na maioria das vezes não contextualizam suas matérias, enfim, como disse o cantor Jerry Adriani: “Faço minhas as suas palavras, grande Joaquim Ferreira dos Santos… Belíssimo texto…muito consciente e justo… Ele, Joaquim, pode dizer coisas que nós artistas às vezes não podemos…Parabéns Joaquim, por mais um brilhante texto. Jerry Adriani”

Alienados e engajados

17/08/2015 6:00
A garotada suburbana da jovem guarda não foi à guerrilha do Araguaia. Fez a revolução do comportamento nos grandes centros urbanos

A jovem guarda está fazendo 50 anos, e eu, que não sou tremendão, que não sou o bom, que continuo apenas um garoto de olho nos Beatles, nos Rolling Stones e nos suspensórios do monoquíni delas, eu daqui já percebo os críticos de sempre arrumarem suas esferográficas intelectuais para dizerem que foi tudo uma bobagem, uma festa que não arrombou coisa nenhuma e que o tijolinho não cabia na construção da música popular brasileira. Coitados. Eles precisam manter a fama de maus.

Nacionalistas do sétimo dia, há 50 anos esses críticos queriam derrubar os milicos do poder com um punhado de músicas aborrecidas que hoje fazem bonito apenas ao serem citadas no (ótimo) livro do Franklin Martins, “Quem foi que inventou o Brasil?”, sobre as canções que contam a história da república. As letras do protesto falavam na volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar, e a estudantada quando cantava o refrão já via o general Castelo Branco submetido ao açoite implacável. Infelizmente, não foi possível. Hoje, ninguém consegue ouvir Vandré.

Eles, os críticos engajados, não usaram Ban Lon vinho, não roubaram o esguicho de água do fusca para fazer anel Brucutu e principalmente, no namorinho de portão, não encoxaram a boneca que ainda dizia não, não e não, mas diante da insistência do cabeludo começava a mudar de ideia. Os críticos estavam lendo Marcuse, a supremacia da morte sobre o prazer. Perderam uma das grandes festas da música brasileira nos anos 1960.

A garotada suburbana da jovem guarda não foi à guerrilha do Araguaia. Fez a revolução do comportamento nos grandes centros urbanos. Às barricadas de maio em Paris, preferia as saias curtas da Swinging London. Era a prova de fogo. Ao exército do Marighella, em luta contra a opressão da ditadura, ela juntava as forças do exército do surf, contra a opressão dos costumes. Só os mais idiotas não percebiam. Eram frentes diferentes, mas a mesma luta contra a falta de liberdade.

Há 50 anos o país dividia-se em jovens engajados e alienados, na eterna mania brasileira de inventar antagonismos e fazer com que, na década de 1950, as fãs de Emilinha odiassem as de Marlene, e as patrulhas ideológicas, na década de 1970, perseguissem a vontade da geração Odara de brincar com o corpo. A pátria amada não perdoa a alegria. Se, meia dúzia de anos antes, ainda na década de 1960, o país quis conscientizar o lobo bobo da bossa nova, com o lobo mau da jovem guarda foi a mesma coisa. Perseguiu o bicho. O lobo mau precisava avançar não sobre a pele suave dos brotos, mas na carótida imunda dos gorilas. Na MPB, a tristeza sempre foi senhora da situação. Batuque, só os que vinham da cozinha.

Um crítico paulista, querendo ser negativo, escreveu que a jovem guarda marcou a entrada em cena “dos incultos, dos bárbaros, dos sem compromisso com a cultura anterior”. Como, no início do século, os críticos da época disseram exatamente o mesmo sobre os negros que inventavam o samba, eu aqui repito o mote, agora em defesa da causa. A jovem guarda foi a invasão dos maus modos da periferia, mas inserida no contexto. A bossa nova mistura o jazz com o samba, os primeiros roqueiros juntam o pop com o jeito suave de cantar o samba-canção.

Aqueles suburbanos mal tinham completado o segundo grau. Eram pobres, alisavam os cabelos com toucas de meias femininas. Ao contrário da turma da bossa nova, que tinha se conhecido no apartamento da Nara Leão na Avenida Atlântica, eles se reuniram pela primeira vez, sentados no chão, no meio-fio das esquinas das ruas do Matoso com Hadock Lobo. Bota bárbaro nisso! Perceberam antes o que os baianos tropicalistas intelectualizariam em seguida, a necessidade de tornar a música brasileira mais compatível com as últimas notícias. Foi o rugido que se ouviu. Os críticos, engajados em vaiar tudo o que soasse imperialismo americano, a grande besta-fera da época, não souberam o que fazer com aquela assombração. Um leão estava solto nas ruas.

Isso tudo foi há meio século, quando os galãs fumavam e as mocinhas só beijavam, e de boca fechada, no último capítulo. Priscas eras. Foi no momento exato em que se rompia com um mundo para se embicar neste engarrafamento de hoje. Não era só de música e política que se falava. Pela primeira vez, depois de experimentarmos todos os deuses africanos, judeus, católicos ou muçulmanos, a Humanidade acabava de ver surgir uma nova Força Divina — o jovem.

O ideal de vida até a entrada na década de 1960 era a busca do envelhecimento rápido, pois nele estava o pote da sabedoria suprema. “Envelheçam”, sugeria apoplético Nelson Rodrigues. A bossa nova foi a primeira geração de jovens no poder da cultura brasileira, mas, com todas as suas boas intenções, namorava os velhos ídolos e a seriedade de propósitos. Haverá música com mais tristeza, embora linda, do que “Felicidade”, de Tom e Vinicius? Os roqueiros suburbanos acenaram com a alegria sem pedigree da juventude radical, a brasa possível no meio daquele cenário de derrotas.

Foram guerras difíceis. A MPB exaltava a luta armada para enxotar os militares do poder. A jovem guarda cantava para enxotar a caretice moralista e levar a menina até a cama. Demorou, mas vencemos todos. O cinquentenário dos falsos alienados é um bom motivo para comemorar.

Por Joaquim Ferreira dos Santos

joaquim-ferreira

Estamos a uma semana da comemoração dos 50 anos da Jovem Guarda. Vai ser “Uma Brasa, Mora”! Poster gigante de presente pra vocês.

Já estão com seus ingressos nas mãos?

Esta é uma oportunidade única para rever aqueles artistas que fizeram a nossa adolescência e juventude terem sido muito mais feliz e sadia!

Será um mega show imperdível, comandado por Antonio Aguillar, o eterno “Timoneiro da Juventude”, e outra festa deste porte só acontecerá novamente daqui a 50 anos… mas nós não estaremos mais aqui para comemorar, infelizmente! hehe

Baixem aqui o POSTER do evento, e guarde de lembrança da comemoração dos 50 anos da Jovem Guarda!

poster 120x150cm

Estarão presentes no local o Rádio e a Televisão!

A TV Record estará presente para registrar este Show dos 50 anos da Jovem Guarda, além da presença de convidados ilustres e artistas que pertenceram ao movimento, entre eles George Freedman, Jerry Adriani, Wanderléa, Cyro Aguiar, Enza Flori, Martinha, Bobby de Carlo, Os Jovens, Ronald dos Vips, Deny, Cláudio Fontana, Cláudio Roberto, Demétrius, Ary Sanches, Joelma, Dick Danello, Nilton César, Ed Carlos, The Clevers, entre outros e também um convidado especial: Cauby Peixoto!

sHOW DA jOVEM gUARDA 50 ANOS

DATA: 22 de agosto de 2015

HORÁRIO: Das 18h às 23h

LOCAL: Club Homs em São Paulo, localizado na Avenida Paulista, 735, entre as Estações Brigadeiro e Trianon/Masp do metrô.

Os ingressos estão à venda na Secretaria do Club Homs, no horário comercial.
Telefone: (11) 3289 4088

Outros locais de venda:

BRJ – Loja de CDs e DVDs na Av. Paulista, 657 das 9hs as 21h; sábado das 9h às l9h e domingo das l0h às 16h – Tel. 3253-4990;

Museu dos CDs. – Av. Paulista 1499 loja l8, das 9h às l8h de 2a. a Sábado. Tel. 3289-9415

Ouçam aqui o que dizem alguns artistas que estarão presentes a esta festa que promete ser de arromba!

Vamos recordar o som imortalizado por Roberto Carlos nas tardes de domingo?

Minas Gerais deixou a sua marca na Jovem Guarda, um movimento que marcou a cultura brasileira!

Os mineiros Wanderléa, Márcio Greyck, Martinha e Eduardo Araújo fazem parte dessa história, e no ano em que a Jovem Guarda comemora seus 50 anos de existência, o Jornal “UAI”, de Belo Horizonte, presta sua homenagem neste texto de Ana Clara Brant, publicado no site UAI em 31/05/2015.

Em 1968, a mineira Wanderléa formava com Roberto e Erasmo Carlos o trio de jovens que revolucionou a música brasileira

Em 1968, a mineira Wanderléa formava com Roberto e Erasmo Carlos o trio de jovens que revolucionou a música brasileira – Arquivo de O Cruzeiro/EM

“O futuro pertence à jovem guarda, porque a velha está ultrapassada.” Reza a lenda que, dessa frase, de um discurso do líder revolucionário russo Lênin, surgiu o nome do programa de TV apresentado por Wanderléa, Roberto e Erasmo Carlos que batizou o movimento musical e comportamental surgido há 50 anos no Brasil. Além da Ternurinha, nascida em Governador Valadares, no Vale do Rio de Doce, quatro mineiros participaram ou tiveram influência na Jovem Guarda: o casal Eduardo e Sylvinha Araújo (nascidos, respectivamente, em Joaíma, no Vale do Jequitinhonha, e em Mariana, na Região Central), além dos belo-horizontinos Martinha e Márcio Greyck.

“Dizem que mineiro é calado, “come quieto”, mas a gente faz e acontece. A mineirada deu uma grande contribuição a esse movimento. Sabe que você até me deu uma ótima ideia? Quem sabe reúno os artistas de Minas Gerais que participaram da Jovem Guarda e gravamos um disco?”, sugere Wanderléa.

Valadarense criada em Lavras, no Sul do estado, a cantora diz que o movimento foi tão avassalador que exigia dos jovens artistas “muito pé no chão” para dar conta de tudo aquilo. Para Wandeca, como ela é chamada até hoje, nunca houve nada parecido na música brasileira. “Foi um fenômeno, algo inovador. Existia a música tradicional, aí viemos com algo novo, guitarras e tudo mais. Trouxemos modernidade para a cultura jovem no jeito de cantar, de falar e de vestir. Foi muito forte e o legado está aí até hoje. Cada um deixou a sua contribuição”, opina.

Outro destaque da Jovem Guarda foi Martinha, O Queijinho de Minas, apelido dado por Roberto Carlos. “Como o melhor produto do estado é o queijo, ele me batizou assim”, brinca a cantora e compositora. Pianista e bailarina desde os 4 anos, ela nunca se imaginou cantando. Quando Roberto veio a BH, o radialista Elmar Tocafundo, divulgador da gravadora CBS, apresentou um ao outro e comentou que o Rei precisava de uma voz diferente. “Foi mágico. Roberto gostou de mim e aí tudo começou. Tinha apenas 18 anos”, recorda ela.

Martinha acabou se tornando uma das artistas mais completas do país naquela época – e não só da Jovem Guarda –, pois sabia cantar, tocar e fazer música. “Compor surgiu de uma forma inesperada, até hoje é assim. A gente não sabe como é. A vontade de escrever veio depois de conhecer o Roberto em BH. A minha primeira composição, Eu daria a minha vida, mudou a minha história”, revela.

Ao longo dos anos, a belo-horizontina acabou se tornando mais compositora do que cantora. Passou a criar canções para o segmento sertanejo, principalmente pela veia romântica. Mas ela nunca deixou o microfone.

A belo-horizontina Martinha posa, em 1967, com o queijo que lhe rendeu o apelido criado pelo Rei

A belo-horizontina Martinha posa, em 1967, com o queijo que lhe rendeu o apelido criado pelo Rei

Ao relembrar os tempos da Jovem Guarda, tem saudades da convivência com os companheiros, com quem ainda se encontra de vez em quando. “Era uma coisa semanal. Todos os domingos, a gente se via. Com o tempo, isso diminuiu, mas amizade verdadeira não acaba. Encontro muito com a Wanderléa e a Vanusa. Agora mesmo, em junho, vamos ter um show especial em homenagem ao cinquentenário do movimento”, destaca.

Martinha admite que não volta a BH como gostaria. Revela que, infelizmente, perdeu muitos parentes que moravam na capital, embora aproveite para matar as saudades sempre que tem um tempinho. “Sou mineiríssima, tenho orgulho demais de ter nascido aí. Acho que todos nós, artistas mineiros da Jovem Guarda, contribuímos muito, pois ela reuniu pessoas que vieram de todos os cantos do país, sobretudo do Rio e de São Paulo. A gente soube representar o nosso estado muito bem, embora sem ter muita consciência disso. Isso é bacana”, observa.

Outro belo-horizontino que vivenciou aquela época é Márcio Greyck. Na verdade, ele se sente mais influenciado pelo movimento do que propriamente um integrante da turma de Roberto, Martinha e Wanderléa. No começo da década de 1970, quando o jovem cantor começou a despontar, a Jovem Guarda já estava no fim, mas tinha forte energia. “Minha geração pegou todas as referências – não só da Jovem Guarda, mas dos Beatles, do rock e da onda do iê-iê-iê, com uma coisa de vanguarda. Fui gravar na CBS, templo onde gravaram todos os representantes desse fenômeno, como o Roberto, o Erasmo e a Wanderléa. Então, naturalmente, fiquei dentro daquele contexto”, comenta.

Márcio Greyck iniciou sua carreira de forma despretensiosa, fazendo serenatas na capital mineira e sempre influenciado pelo romantismo. Aos 18 anos, deixou a cidade natal – a contragosto, diga-se de passagem – rumo ao Rio de Janeiro, pois sabia que lá encontraria melhores oportunidades. O primeiro sucesso, Impossível acreditar que perdi você, veio naquela época. A música se tornou um clássico do cancioneiro romântico brasileiro e foi regravada por vários artistas. “Até hoje, se não cantar essa música no show, apanho”, diverte-se. “O mesmo acontece com O mais importante é o verdadeiro amor, O infinito e O travesseiro”, diz.

Depois de morar três décadas no Rio de Janeiro, Márcio decidiu retomar as origens. Há 15 anos, voltou a residir em BH. Tem um estúdio dentro de casa, na Região Norte da capital, e está sempre compondo, apesar de não lançar disco de inéditas há algum tempo.

“Precisava voltar para resgatar aquele menino que fui um dia. Estou feliz demais. Não careço de estar nas vitrines maiores porque daqui saio para qualquer lugar do Brasil. Sempre levantando a bandeira do romantismo”, conclui.

Márcio Greyck: de volta a BH, feliz em reencontrar o menino dos velhos tempos

Márcio Greyck: de volta a BH, feliz em reencontrar o menino dos velhos tempos

BRASA 4

Em agosto de 1965, a paulista TV Record começou a exibir o programa Jovem Guarda, que mesclava música, comportamento e moda, apresentado pelos cantores Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa. Belo Horizonte ganhou uma espécie de versão local daquela atração totalmente voltada para a juventude, comandada por Dirceu Pereira e transmitida pela TV Itacolomi, de 1968 a 1971. O Brasa 4 era um dos raros programas brasileiros dedicados inteiramente ao rock.

Relembre momentos de artistas mineiros na Jovem Guarda

Cenas de Wanderléa no programa “Show do dia 7” (muitas vezes confundidas com cenas do programa Jovem Guarda), especial que a Record realizava todo dia 7 com os principais nomes do cast, em 1966. A Ternurinha canta “Imenso amor” (Renato Correa – Wanderléa), “Pare o casamento” (Renick – Young e Luiz Keller), e “Boa noite, meu bem” (Ledbetter – J. Lomax e Rossini Pinto). A cantora é acompanhada pela banda The Jordans.

Jovem Guarda 50 anos: artistas que pertenceram ao movimento.

Neste ano de 2015 a “Eterna Jovem Guarda” estará completando 50 anos!
Foi em 22 de agosto de 1965 que a TV Record Canal 7 de São Paulo levava ao ar o primeiro programa que recebeu o nome de Jovem Guarda, comandado por Roberto Carlos, sob a direção de Carlos Manga.

Em homenagem a este programa que mudou o comportamento de uma geração nos anos 60, dando origem ao ritmo que imperou no Brasil nos anos 60 influenciado pela música dos Beatles e de outros cantores e conjuntos da Invasão Britânica, estou relacionando abaixo alguns nomes de muitos artistas que de uma forma ou de outra fizeram parte daquela época, uns como pioneiros, outros participando do programa e outros ainda que tocavam o gênero pop rock ou música jovem daquele movimento originado do programa Jovem Guarda.

Esta lista de artistas que pertenceram à pré Jovem Guarda ou início do Rock no Brasil e que fizeram sucesso na Jovem Guarda, tendo ou não participado do programa da TV Record, mas que cantavam música jovem nos anos 60 até meados dos anos 70, foi preparada por alguns membros do grupo do Facebook, Eterna Jovem Guarda.

Adilson Ramos (Os Cometas)
Adriana
Albert Pavão (Pré JG)
Almir Duarte (depois Almir Ricardi)
Ana Maria
Analfabitles
Angelita
Antonio Marcos
Arturzinho
Ary Sanches
As Clebs (?)
As Oncinhas
Beat Boys
Betinho (?)
Blow Up
Bob Lin
Bobby de Carlo
Bubby
Carlos Ely
Carlos Gonzaga
Celia Villela
Chiquita (?)
Cidinha Santos (Cintia)
Cláudio Fontana
Cleide Alves
Colt 45
Cyro Aguiar
Darcilene
De Kalafe e a Turma (Programa Ronnie Von) (Cantava descalça musicas de protesto da época e era a única que assim o fazia).
Defenders (Roberto Rizzo)
Demétrius
Denise Barreto
Deny & Dino
Dick Danello
Dori Edison
Ed Carlos
Ed Wilson
Edcarlos
Edson Gray
Eduardo Araújo
Eduardo e Seus Menestréis
Elizabeth
Ellen & Luiz
Embalo R
Enza Flori
Aladim (The Jordans)
Erasmo Carlos
Bruno Pascoal (RC7)
Fernando Ribeiro
The Fevers
Foguinho (The Jordans)
Prini Lorez (Galli Jr.)
George Freedman
Giane
Gilbert
Gilberto Lima
The Golden Boys
Hamilton di Giorgio
Horácio Ramasine
Hugo Santana
Idalina de Oliveira
Inês Jordan
Jean Carlo
Jerry Adriani
Jerry Jefferson
João Luiz (depois Wildner)
Joe Primo (Pré e JG => The Jet Black´s)
Joelma
Netinho (Os Incríveis)
Jorge Ben
José Ricardo
Risonho (Os Incríveis)
José Roberto (Sá Costa)
Katia
Katia Cilene
Lafayette
Leno
Almir Bezerra (The Fevers)
Leno e Lílian
Lilian
Luis Fabiano
Luiz Aguiar
Luiz Carlos Clay
Luiz Carlos Ismail
Luiz Carlos Magno
Luiz Keller
Luizinho e Seus Dinamites
Mamães e Papais
Marcio Greyck
Marcos Roberto
Maria Regina (irmã do Ronnie Cord)
Mario Augusto
Mário César
Mario Marcos (irmão de Antonio Marcos)
Maritza Fabiani
Marlene Cavalcante
Martinha
Meire Pavão
Nalva Aguiar
Nick Savóia (pré JG)
Nilton César (Pré JG – conviveu com a Jovem Guarda)
Norma Kelly (?)
O’Seis (Rita Lee)
Op-Art
Orlando Alvarado (?)
OS Apaches
Os Aranhas
Os Baobás (Programa Ronnie Von)
Os Cords
Os Diagonais
Os Mutantes
Os Brasas
Os Caçulas
Os Canibais
Os Carbonos
Os Carecas
Os Cleans (Porto Alegre)
Os Cometas (Adilson Ramos)
Os Cords
Os Corsários
Os Corsos
Os Diagonais (?)
Os Diferentes
Os Espiões
Os Freedmans
Os Gianinis
Os Iguais (Antonio Marcos)
Os Incógnitos (Eduardo Reis)
Os Incríveis
Os Inocentes
Os Jovens
Os Labaredas
Os Lords
Os Maracajás (Baixada Fluminense)
Os Megatons
Os Metralhas (?)
Os Minos (Pepeu Gomes)
Os Moscas
Os Mugs
Os Mugstones
Os Nucleares
Os Panteras
Os Populares
Os Primitivos
Os Tremendões
Os Românticos (?)
Os Ingênuos
Os Santos
Os Tártaros
Os Versáteis
Os Vips
Os Wandecos
Papa Guzy (?)
Paulo e Mary
Paulo Sérgio
Pedro Paulo
Pedro Wilson (?)
Pholhas
Playings (Titulares do Ritmo – cantores cegos)
RC7
Regianne
Regina Celia
Reginaldo Rossi
Renato e Seus Blue Caps
Renê Dantas
Reynaldo Rayol
Ricardo Alan
Robert Livi
Roberta
Roberto Barreiros
Roberto Carlos
Roberto Rei (Autor da versão História de Um Homem Mau)
Ronnie Cord (Pré JG)
Ronnie Von
Rosemary
Rosely
Rossini Pinto
Sandra
Selmita
Sergio Murilo (Pré JG)
Sérgio Reis
Silvinha
Som Beat
The Snakes (Erasmo Carlos)
Sonia Delfino
Sônia Guarani (?)
Suely Rangel
Suzy Darlen
Ted Lee
The Angels
The Beatnicks
The Bells
The Beverly’s
The Brazilian Bitles
The Brazilian Tigers
The Bubbles / A Bolha / Erva Doce (um deles pertence ao Roupa Nova)
The Clevers
The Fellows (Os Impossíveis)
The Fevers
The Flemings (Paulo Mendes, Paulo Ribeiro)
The Flyers
The Jet Black`s
The Jets (?)
The Jones
The Jordans
The Lions
The Mustangs
The Outcasts
The Phuntos
The Pop’s
The Rebels
Theresinha Curtis
The Sailors
The Shakers (Conjunto argentino/uruguaio que tocou na Jovem Guarda por dois Programas)
The Silvery Boys
The Sunshines
The Supersonics (Fevers)
The Angels/The Youngsters
Thereza Khury
Tim Maia
Tom e Jerry (?)
Tommy e Adams (?)
Tommy Standen (Terry Winter)
Tony Angeli
Top Five (?*)
Trio Esperança
Trio Melodia
Trio Ternura
Vanusa
Waldireni
Wanderléa
Wanderley Cardoso

* Onde há o sinal “?” é por que não tenho nenhum registro da participação do artista, porém constam os nomes nos acervos de alguns membros do grupo.
– Sobre a banda “Top Five”, o Blog recebeu a seguinte informação:

“Você citou a banda que toquei (e criei). Era Top Five. Como curiosidade, quem tocava era Tommy Standen (que depois passou a se chamar Terry Winter, um grande amigo) nos vocais, Frank, que depois teve a dupla Tony e Frank, Adilson na guitarra, Orelha no Baixo e eu, Percy Castanho Jr. na bateria e vocal. Tocamos na Jovem Guarda e por um ano no Show do Meio Dia de Hugo Santana, além de todos os programas da Excelsior, Almoço com as estrelas, etc. Gravamos dois discos pela Continental e Chantecler.”
.

Alguns cantores e conjuntos foram retratados pelo artista Chico Silva

Vanusa

Vanusa

Wanderley Cardoso

Wanderley Cardoso

Wanderléa

Wanderléa

Waldireni

Waldireni

Trio Esperança

Trio Esperança

The Youngsters

The Youngsters

The Vikings

The Vikings

The Pop´s

The Pop´s

The Jordans

The Jordans

The Jet Black`s

The Jet Black`s

The Golden Boys

The Golden Boys

The Fevers

The Fevers

The Brazilian Bitles

The Brazilian Bitles

The Bells

The Bells

Sonia Delfino

Sonia Delfino

Silvinha

Silvinha

Sérgio Reis

Sérgio Reis

Sérgio Murilo

Sérgio Murilo

RSBC Renato Barros, Toni, Cid, Carlinhos e Paulo César

Renato e Seus Blue Caps: Renato Barros, Toni, Cid, Carlinhos e Paulo César

Rossini Pinto

Rossini Pinto

Rosemary

Rosemary

Ronnie Von

Ronnie Von

Roberto Carlos

Roberto Carlos

Roberto Carlos e Antonio Aguillar

Roberto Carlos e Antonio Aguillar

Roberto Carlos 2

Roberto Carlos

Robert Livi

Robert Livi

Reginaldo Rossi

Reginaldo Rossi

Prini Lorez

Prini Lorez

Paulo Sérgio

Paulo Sérgio (conviveu com a época mas não foi Jovem Guarda)

Os Vips

Os Vips

Os Jovens

Os Jovens

Os Incríveis - NENÊ, RISONHO, MANITO, NETINHO E MINGO

Os Incríveis – NENÊ, RISONHO, MANITO, NETINHO E MINGO

Os Caçulas

Os Caçulas

Orlando Alvarado

Orlando Alvarado

Nalva Aguiar

Nalva Aguiar

Meire Pavão

Meire Pavão

Martinha

Martinha

Mário César 2

Mário César

Marcos Roberto

Marcos Roberto

Márcio Greyck

Márcio Greyck

Luizinho

Luizinho

Leno e Lílian

Leno e Lílian

Lafayette

Lafayette

Katia Cilene

Katia Cilene

José Roberto

José Roberto

José Ricardo

José Ricardo

Joelma

Joelma

Jerry Adriani

Jerry Adriani

Jean Carlo

Jean Carlo

Giane

Giane

George Freedman

George Freedman

Fred Jorge

Fred Jorge

Erasmo Carlos

Erasmo Carlos

Erasmo Carlos 2

Erasmo Carlos

Enza Flori

Enza Flori

Os Jovens

Os Jovens

Paulo e Mary

Paulo e Mary

Elisabeth

Elisabeth

Eduardo Araújo

Eduardo Araújo

Ed Wilson

Ed Wilson

Ed Carlos

Ed Carlos

Dory Edson

Dory Edson

Dick Danelo

Dick Danelo

Deny e Dino

Deny e Dino

Demétrius

Demétrius

Cláudio Fontana

Cláudio Fontana

Chacrinha

Chacrinha

Carlos Gonzaga

Carlos Gonzaga (Pré JG)

Bobby de Carlo

Bobby de Carlo

Tony Campelo

Tony Campelo (Pré JG)

Ary Sanches

Ary Sanches

Antonio Marcos

Antonio Marcos

Agnaldo Rayol

Agnaldo Rayol (não foi da Jovem Guarda mas conviveu com os artistas)

Adriana

Adriana

Antonio Aguillar

Antonio Aguillar, o precursor da Jovem Guarda

Cely Campelo (Pré JG)

Cely Campelo (Pré JG)

Roberto Carlos, Wanderléa e Erasmo Calos

Roberto Carlos, Wanderléa e Erasmo Calos, os apresentadores do Programa iniciado em 22 de agosto de 1965.

Albert Pavão

Albert Pavão (Pré JG)

Carlos Imperial

Carlos Imperial

E tantos outros músicos e cantores fizeram parte da história da Jovem Guarda, por exemplo, a Família Rayol, muito embora Agnaldo não tenha sido um cantor da Jovem Guarda, ele convivia com a “turma” e seus irmãos Reynaldo e Ronaldo fizeram parte…

Reynaldo Rayol

Ronaldo Rayol 1

Ronaldo Rayol

E o cantor Mario César Diniz Horta, na foto com Roberto Carlos em 1968, que durante a época da Jovem Guarda gravou um LP (1966) contendo músicas como Ternura, gravada também por Wanderléa. Mario César pertencia à gravadora RCA, esteve no programa do Chacrinha e também no de Roberto Carlos.

Mário César na Discoteca do chacrinha

Mário César na Discoteca do chacrinha

Mário César com Roberto Carlos

Mário César com Roberto Carlos

Gravou um LP pela Mocambo e 3 compactos entre 1964 e 65, sendo que no segundo disco havia uma versão de “And I love her”, dos Beatles. No seu compacto de 65, Mário César gravou “Eu não sei”, versão que Rossini Pinto fez de “Yesteday” dos Beatles. O outro lado era “Brincadeira de Esconder”, música que Joelma cantava em São Paulo nessa mesma época. Outro fato interessante é que no repertório do Mário César tinha uma balada que ele cantava mas não chegou a gravar… Era a música “Nossa canção”, que tempos depois Roberto Carlos gravou e fez muito sucesso!

Mário César

Este painel foi criado por FCarlos Silva e retrata alguns dos principais nomes da Jovem Guarda.

Desenho de Chico Silva

Desenho de Chico Silva