Entrevista com RENATO BARROS, guitarrista da Banda RENATO E SEUS BLUE CAPS

RENATO BARROS responde a algumas perguntas enviadas por músicos e fãs da banda Renato e Seus Blue Caps.

1 – Você usa um ZOOM G3 com um pedal de expressão ao lado, correto? Por que você utiliza este tipo de equipamento ao invés dos tradicionais pedais de efeito em separado? Seria por que assim fica mais prático? (Edson Fraioli de Mattos e Murilo Pires Camargo)

2 – Quais os efeitos e distorções (drives) que você usa na sua pedaleira? (Edson Fraioli de Mattos)

3 – Os equipamentos utilizados nas gravações da CBS na década de 60 eram todos Fenders, tanto as guitarras como os amplificadores? (Edson Fraioli de Mattos)

4 – O efeito FUZZ utilizado em muitos discos de Renato e Seus Blue Caps era importado ou era da Giannini? Você se recorda qual era? (Edson Fraioli de Mattos)

5 – Na capa do disco “Viva a Juventude” os instrumentos que vocês estão segurando são da Del Vecchio e isso consta até no site oficial da marca. Em 1966 foi uma febre a utilização de guitarras de 12 cordas, principalmente usadas nos discos Um Embalo e no LP do Roberto Carlos. A guitarra utilizada nestas gravações era da Del Vecchio? (Edson Fraioli de Mattos)

6 – Você foi um dos primeiros a utilizar o acorde Diminuto no Rock and Roll. De onde vem a influência? (Edson Fraioli de Mattos)

7 – Em “Feche os Olhos” há uma introdução, já no original “All my Loving”, começa direto. Foi uma solução técnica para que todos começassem juntos ou simplesmente um arranjo de bom gosto pra valorizar ainda mais a música? (Edson Fraioli de Mattos)

8 – A gente nota que quando você está tocando, tem um gesto característico de tombar a cabeça pra trás como se estivesse sentindo a música… Você prefere sentir o som da guitarra vindo mais do amplificador ou do retorno? (Edson Fraioli de Mattos)

9 – Qual o segredo para se tirar um bom som de guitarra dentro de uma banda? Seria o volume, as regulagens, tipos de overdrivers, quantidade de ganho, ambientação, calibre de corda, tipo de palheta ou apenas e simplesmente o talento do guitarrista? (Edson Fraioli de Mattos)

10 – Quais eram os órgãos utilizados nas gravações na década de 60, além do Hammond? (Edmar Silva)

11 – Como eram feitas as gravações na década de 60, eram todas diretas com a banda e voz ou eram feitos overdubs, ou seja, gravava-se a voz em separado e depois, já com a base da banda pronta? (Edmar Silva)

12 – Quais os artistas que você produziu e quais os que mais venderam discos na CBS? (Antonio Carlos Correia)

13 – O que você acha desses músicos que são fãs e admiradores da banda e que sempre estão postando vídeos na Internet tocando músicas de Renato e Seus Blue Caps? (Edson Fraioli de Mattos)

As perguntas foram enviadas pelos músicos e fãs da banda Renato e Seus Blue Caps:
– Edson Fraioli de Mattos
– Edmar Silva
– Murilo Pires Camargo
– Antonio Carlos Correia

AS RESPOSTAS PODERÃO SER OUVIDAS NO VÍDEO A SEGUIR
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RENATO BARROS FALA SOBRE A BANDA RENATO E SEUS BLUE CAPS NO PASSADO E NO PRESENTE!

Numa conversa informal, RENATO BARROS fala sobre a banda RENATO E SEUS BLUE CAPS no passado e no presente, e entre outras coisas, esclarece sobre os vocais nas gravações, as formações que a banda teve em sua longa trajetória até chegar na atual, que vem desde 1989.
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As Canções de Renato e Seus Blue Caps que tiveram voz solo de Paulo César Barros.

1 – Você não soube amar
2 – Até o Fim – 1966
3 – Feche os Olhos – 1965
4 – Ela é um mistério para mim
5 – Pra você não sou ninguém
6 – Esta Noite não Sonhei com Você
7 – Por que eu te Amo
8 – Menina Feia
9 – Não me diga adeus – As 14 mais Vol XIX – 1967
10 – Perdi a Esperança – 1967
11 – Tânia
12 – Vou Subir bem mais alto que você
13 – Se Você Soubesse
14 – A Esperança é a Última que Morre
15 – Dona do Meu Coração
16 – A Saudade que Ficou
17 – Minha Vida (… é a dor de uma saudade que ficou…)
18 – Mas não Faz Mal (Não faz mal, não faz mal, não faz mal) – 1972
19 – Tudo em Vão (Eu pensei, só Deus sabe que eu pensei, fazer de nós um só, você não quis eu sei)
20 – Se Tu Soubesses
21 – Agora é Tarde
22 – Não demore mais (Só nesta canção é um título não oficial)
Não Demore Mais (Não pense que eu esqueci de você, mas sofro assim calado que é pra ninguém saber…)
23 – Relógio
24 – Ana
25 – Vivo Só – As 14 mais – 1966
26 – Um é pouco, dois é bom, três é demais
27 – Baby, Baby
28 – Eu não quero ver você chorar
29 – Paula
30 – Sonhos de Amor
31 – Feito Sonho
32 – Guarde O Seu Amor Pra Mim
33 – Eu te Amo
34 – Batom Vermelho
35 – Coração Faminto
36 – Gatinha Manhosa
37 – Kathleen (Música gravada para o primeiro LP que tinha o Erasmo na banda, porém não foi lançada)

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RENATO E SEUS BLUE CAPS – ORIGEM E FORMAÇÕES

(1959) Renato Barros, Paulo César Barros, Euclides de Paula (ficou até 1961) Edinho (Ed Wilson), Ivan Botticcelli (entrou em 1960)

(1962) Renato Barros, Paulo César Barros, Edinho (Ed Wilson), Roberto Simonal, Cláudio Caribé, Ivan Botticcelli

(1963) Renato Barros, Paulo César Barros, Erasmo Carlos, Roberto Simonal, Toni

(1965 a 1967) Renato Barros, Paulo César Barros, Cid, Carlinhos Carlos Alberto Da Costa Vieira, Toni

(1968) Renato Barros, Paulo César Barros, Cid, Carlinhos, Toni, Mauro Motta

(1969 a 1970) Renato Barros, Cid, Toni, Pedrinho, Scarambone

(1971) Renato Barros, Paulo César Barros, Cid, Scarambone, Toni, Pedrinho

(1972 a 1973) Renato Barros, Paulo César Barros, Cid, Scarambone, Pedrinho, Gelson

(1974 a 1976) Renato Barros, Cid, Scarambone, Pedrinho, Ivanilton (Michael Sullivan), Gelson

(1977) Renato Barros, Cid, Pedrinho, Gelson

(1979 a 1983) Renato Barros, Paulo César Barros, Cid, Marquinho, Gelson

(1987) Renato Barros, Paulo César Barros, Cid , Gelson

(1996 a 2013) Renato Barros, Cid Chaves, Gelson Moraes, Darcy Velasco, Amadeu Signorelli.

(2013 – ATUAL) Renato Barros, Cid Chaves, Darci Velasco, Amadeu Signorelli, Gelsinho Moraes.

Gelson Moraes morreu em 20 de março de 2013 e seu filho Gelsinho Moraes assumiu a bateria.

O conjunto começou com Renato e seus dois irmãos Paulo César e Edson (Ed Wilson).
No final dos anos 50, o gosto musical da família já vinha sendo influenciado pelo Rock’n Roll de Elvis, Little Richard e Bill Halley; certo dia Renato estava com um amigo indo assistir uma partida de Futebol (o Vasco da Gama é quem ia jogar) e viu uma fila. Era para um programa de Rádio na Mayrink Veiga, comandado por Jair de Taumaturgo.

Participaram do programa fazendo “mímica” e após uma apresentação desastrosa na rádio Mayrink Veiga, no programa “Hoje é dia de Rock”, de Jair de Taumaturgo, passaram a se dedicar à música ao vivo e meses depois voltariam ao programa.
Passavam horas trancados, aperfeiçoando a técnica em seus instrumentos. Paulo Cezar, por exemplo, começou tocando piano com dois dedos, e posteriormente, percebeu que seu negócio era o contrabaixo.
Até aí não havia sido formado um conjunto, e haviam adotado o nome de “Bacaninhas do Rock da Piedade”, numa alusão ao bairro em que foram criados no Rio de Janeiro. Logo se juntaram aos irmãos Barros os amigos Euclides (guitarrista) Gélson (baterista) e o saxofonista Roberto Simonal (irmão do cantor Wilson Simonal).

Já com o nome de Renato e Seus Blue Caps, inspirado em Gene Vincent, e sugerido por Jair de Taumaturgo, o grupo se apresentou no mesmo programa, tocando e cantando “Be-bop-a-lula”, e obteve o primeiro lugar da semana, e posteriormente, o prêmio de melhor do mês, além de terem sido muito aplaudidos desta vez. Ainda em 1960, gravaram o primeiro disco de 78 rotações, pela gravadora Ciclone, em que acompanhavam o grupo vocal “Os Adolescentes”. No ano seguinte, gravaram com Tony Billy, pela mesma etiqueta. Nesse período, Gelson deixa o conjunto e Claudio Caribê entra para ser o baterista do grupo. Após uma participação no programa do Chacrinha, na TV Tupi, foram contratados pela Copacabana, onde lançaram dois 78 rotações e dois LPs: em 1962 (Twist) e 1963, sendo que o estreante Toni Pinheiro foi o baterista neste segundo LP.

Em 62, Ed Wilson parte para a carreira solo, e Erasmo Carlos, então secretário de Carlos Imperial, assume o posto de crooner do conjunto. Foi em 1963 que Renato e Seus Blue Caps teve o primeiro vínculo com a CBS. O grupo acompanhou Roberto Carlos nas gravações de Splish Splash e Parei na Contramão.

Em 64, graças à insistência de Roberto Carlos e Rossini Pinto, o grupo é contratado pela CBS, lançando um compacto duplo. A banda, a essa altura, tinha Renato (guitarra solo), Paulo Cezar (baixo), Cláudio (que voltara ao conjunto nas gravações desse compacto), Cid (sax) e Carlinhos, primo de Renato (guitarra base). Após esse compacto, Toni retorna mais uma vez ao posto de baterista, e o conjunto fica, então, com a formação que faria grande sucesso nos anos seguintes.
A essa altura, Renato e Seus Blue Caps já era bastante conhecido no Rio de Janeiro, devido às frequentes aparições em programas de TV e apresentações em rádio.
No começo de 1965, a gravadora CBS resolve, finalmente, lançar mais um LP do conjunto. Durante as gravações, em janeiro daquele ano, Renato Barros fez, sem muitas pretensões, a versão em português para a música “I should Have known better”, dos Beatles, que recebeu o nome de “Menina Linda”. Apresentada no programa de Carlos Imperial, na TV Rio, a música causou tão boa repercussão, que foi incluída no LP, que se chamaria “Viva a Juventude!”. Logo a música entraria nas paradas de sucesso, projetando Renato e Seus Blue Caps em todo o país.

O ano de 1965 seria um marco para a carreira da banda. O sucesso – inesperado – aumenta cada vez mais, e próximo ao final do ano, com o programa “Jovem Guarda”, na Record, Renato e Seus Blue Caps conquista definitivamente seu espaço no cenário da música jovem. O LP “Isto é Renato e Seus Blue Caps” alcança excelente vendagem e dá um impulso maior à popularidade do grupo.
A banda se especializa em versões das músicas dos Beatles e de outros artistas internacionais, mas desenvolve também um estilo próprio de interpretação e composição. Muitas das versões de Renato faziam mais sucesso aqui no Brasil do que as originais em inglês. Surgem também as excursões para o exterior, e a banda atinge o ápice de sua popularidade no final de 66, com o lançamento do LP “Um embalo com Renato e Seus Blue Caps”, o disco de maior sucesso e vendagem na carreira do conjunto.
O grupo também seria o responsável pelo acompanhamento de grandes nomes da Jovem Guarda, emprestando sua sonoridade a diversos lançamentos fonográficos. O excelente LP “Roberto Carlos em Ritmo de Aventura” é apenas um exemplo.

Entre 1965 e 1969, foram lançados 6 LPs, todos atingindo altos índices de vendagem e execução nas rádios. Em 68, o tecladista Mauro Motta passa a integrar a banda. No ano seguinte, o grupo passa por algumas alterações. Paulo Cezar grava um compacto simples, tentando se firmar em carreira solo. Em seu lugar entra Pedrinho. Carlinhos também deixa o conjunto, e Mauro Motta dá lugar a Scarambone.

Em 71, Paulo Cezar retorna ao conjunto, mas sai do grupo novamente em 73. Enquanto isso, o ano de 1972 ficou marcado pela saída de Toni, sendo substituído pelo baterista Gélson, que faleceu recentemente, dando lugar a seu filho Gelsinho na bateria. Dois anos mais tarde, a banda passa a contar também com os vocais de Ivanílton, que mais tarde seria conhecido nacionalmente como Michael Sullivan. É possível constatar a passagem marcante de Michael Sullivan pelo grupo, ouvindo os LPs de 1974 e 1976 (10 anos de Renato…)
O grupo passa por mais modificações em sua formação já em 1977. Saem do conjunto Michael Sullivan e Scarambone. No ano seguinte, é a vez do baixista Pedrinho deixar a banda, para a volta do vocalista e também baixista Paulo Cezar Barros, que um ano antes lançara pela Emi/Odeon um bom disco com versões dos Beatles.
O ano era 1978, e além da entrada do novo tecladista Marquinho, o conjunto lança um compacto simples com as músicas “Minha Vida” e “Nega, Neguinha”. Esta última, seria um prenúncio do que viria pela frente. A grande onda era a Disco Music, e o LP anual do grupo, em 79, foi fortemente influenciado pelo ritmo das discotecas.

O primeiro ano da década de 80 trouxe como lançamento mais um compacto simples pela CBS, e no ano seguinte, o novo LP da banda, que tinha, entre as novidades, uma faixa com a participação de Zé Ramalho, que foi a música, “Mr. Tambourine Man”, versão para o clássico dos anos 60, foi a musica de trabalho, e teve até direito a clip exibido no Fantástico, da Rede Globo.

Depois de 28 anos na mesma gravadora, a banda se transfere, em 1982, para a RCA, lançando inicialmente um compacto simples, e no ano seguinte, o excelente LP “Pra Sempre”.
Porém, após esse disco, o conjunto ficou 4 anos (1983-1987) sem gravar, até que a volta aos lançamentos fonográficos se deu na Continental, com o LP “Batom Vermelho”, um sucesso de vendas e de execução, que trouxe o grupo novamente à mídia.

Em 1989, porém, Paulo César novamente deixaria o grupo, entrando Luiz Claudio em seu lugar, além de contratarem o tecladista Darci Velasco. Luiz Claudio ficaria no grupo até 1994, quando seria substituído por Amadeu Signorelli. A volta ao disco ocorreu em 95, quando a banda participou da coletânea 30 anos da Jovem Guarda, produzida por Márcio Augusto Antonucci, com 05 músicas. Em 1996, foi lançado o disco Renato e Seus Blue Caps – 1996, pela Globo Columbia.

Em 2000 participam de 03 CDs promocionais em homenagem a Roberto Carlos com 03 músicas e no final de 2001, o lançam um disco ao vivo pela Warner, contendo 05 faixas inéditas.

Vale destacar que Renato e Seus Blue Caps jamais deixou de excursionar pelo país e realizar shows e apresentações.
Atualmente, com mais de 58 anos de carreira ininterruptos, a banda é considerada como a mais antiga do planeta em atividade (banda de Rock), podendo até entrar para o Guinness Book.
Uma prova da importância de Renato e Seus Blue Caps nesta “Era Digital”, é o lançamento de seus discos e coletâneas em CD, mostrando que a música de Renato e Seus Blue Caps sobreviveu ao tempo, atravessou gerações, e se mantém viva, alegre e espontânea.
Atualmente a banda é sucesso realizando seus Shows de Norte a Sul do Brasil.

RENATO BARROS responde algumas perguntas e faz esclarecimento sobre o nome da banda “Renato e Seus Blue Caps”.

Conversando hoje com Renato Barros, fiz a ele algumas perguntas, as quais ele respondeu com aquele seu jeito tranquilo e simples de ser. 😉

1 – Renato, soube que no livro “O bom” Eduardo Araújo escreveu que foi ele quem deu o nome pra banda de “Renato e Seus Blue Caps”, porém nós os fãs sabemos que a historia contada por você é outra, inclusive sei que Carlos Imperial até havia depois registrado o nome mas algum tempo antes de seu falecimento ele o procurou pra lhe passar os direitos… enfim, você tem ideia do motivo que levou Eduardo Araújo a pensar que foi quem fez a escolha do nome?

2 – O fã Olivério Machado gostaria de saber como foi que você começou a tocar violão, quais as primeiras notas que aprendeu, se você teve um professor ou foi auto didata?

3 – O fã Gabriel Silva, entre outros, gostaria que você explicasse qual a referência para que o disco lançado em 1976 recebesse o título de “10 anos de Renato e Seus Blue Caps”, dado que naquela data a banda já contava mais de 17 anos de estrada…

4 – Perguntei sobre a composição de Ed Wilson (Alessandro) para o LP de 1977, intitulada “ADORADA”, e embora não esteja gravado neste depoimento, depois Renato me disse que a música é bem inspirada em “That´s What I Want” (The Square Set).

OUÇAM AS RESPOSTAS

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O VÍDEO NO FACEBOOK
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“ADORADA” – Do LP Renato e Seus Blue Caps de 1977

Composição: Alessandro (pseudônimo de Ed Wilson)
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Entrevista de Renato Barros para a Rádio Itatiaia de Belo Horizonte.

Entrevista de Renato Barros ao programa “Itatiaia Dona da Noite”, apresentado por José Carlos Piotto, da Rádio Itatiaia, Belo Horizonte / MG, realizada em 03 de setembro de 2016.

Prestes a realizar um grande show na Casa de Espetáculos Granfinos em Belo Horizonte, Renato foi convidado a dar esta entrevista para a Rádio Itatiaia, onde teve a oportunidade de contar um pouco da trajetória de sucesso de sua banda RENATO E SEUS BLUE CAPS.
Entre outras coisas, relembra o comunicador Elmar Tocafundo, antigo divulgador da CBS em Minas e convida a todos para o show a ser realizado na Casa de Espetáculos GRANFINOS em Belo Horizonte, no dia 10 de setembro próximo, a partir das 21h.

Membros da banda em atividade:

Cid Chaves Vocal (Sax)
Darci Pereira Velasco (Tecladista)
Gelsinho Morais – Baterista
Amadeu Signorelli – Baixista
Renato Barros – Guitarrista e líder da banda

Show na Casa de Espetáculos GRANFINOS
Endereço: Av. Brasil, 326 – Santa Efigênia Belo Horizonte/MG

“AUMENTA QUE ISSO É ROCK AND ROLL!” 😉

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Entrevista de Renato Rádio Itatiaia

Jovem Aos 50 – A História de Meio Século da Jovem Guarda!

Sérgio Baldassarini é proprietário da S.B.J. PRODUÇÕES, uma produtora de cinema e vídeo que realizou um documentário sobre os 50 anos da Jovem Guarda. Neste filme ele entrevistou mais de 45 artistas da época, e ele foi todo narrado pelo grande ator MILTON GONÇALVES.
Eles realizaram um filme de Longa-metragem e também uma série brasileira INÉDITA em 13 (treze) episódios para a TV paga, intitulado: “JOVEM AOS 50 – A História de Meio Século da Jovem Guarda”.

Sérgio criou um canal no Youtube especialmente para divulgar a série, onde foram colocados trechos de 5 a 10 minutos de cada um dos episódios…

https://www.youtube.com/channel/UC58G8XdwJalaXI8E-TfGLYQ

Para os amantes da historia do Rock e da Jovem Guarda, segue um release e também um link para acessar o Teaser do filme; excetuando-se o Roberto Carlos, Sérgio conseguiu entrevistar praticamente todo mundo daquela época!!

Conforme pudemos constatar, parece que o Erasmo não está querendo se pronunciar ou dar entrevistas de qualquer espécie sobre a Jovem Guarda. Mesmo quando eles tentaram, no ano passado, entrevistá-lo para o filme, a negativa foi a primeira resposta. Mas através de alguns “acasos” Sérgio me disse que conseguiram convencê-lo a dar uma excelente entrevista, que é um dos pontos altos do filme.

Sérgio Baldassarini e o cantor Erasmo Carlos

Sérgio Baldassarini e o cantor Erasmo Carlos

Além de Erasmo, Renato, Bobby de Carlo e de todos os citados que foram entrevistados, e como o filme procura mostrar todo o cenário musical e cultural da época, a equipe também fez entrevistas com Ronnie Von (que também tem aversão a ter seu nome associado à Jovem Guarda), com Paulo Silvino (que hoje é comediante, mas começou sua carreira cantando rock) e até Caetano Veloso (que veio depois, com a Tropicalia, mas que confessou ter participado de algumas apresentações do Jovem Guarda).

Filmagem com Os Fevers

Filmagem com Os Fevers

Sérgio gravando a entrevista com Erasmo...

Sérgio gravando a entrevista com Erasmo…

Enfim, é um filme que todo fã da Jovem Guarda não pode deixar de assistir. Eu tive o privilégio de receber o filme em DVD, assim como também os artistas participantes e a imprensa, que também estão recebendo o DVD com o filme. Depois ele irá para os cinemas e a série em 13 episódios será exibida numa emissora de TV a cabo. Só depois é que será lançádo em DVD…

JOVEM AOS 50 – A HISTÓRIA DE MEIO SÉCULO DA JOVEM GUARDA (PRESS RELEASE)

No dia 22 de Agosto de 1965, um domingo à tarde, entrava no ar pela primeira vez um programa de
jovens cantores que iria revolucionar a moda, os costumes, a forma de agir e de falar de toda uma
geração. E que alcançaria índices de audiência jamais repetidos na TV brasileira.
Ao nos aproximarmos dos 50 anos daquela tarde de domingo, a S.B.J. PRODUÇÕES conclui um
documentário de longa-metragem, assim como uma série em 13 episódios produzidos
especialmente para a TV paga, sobre esta bonita história de meio século do movimento que ficou
conhecido como “Jovem Guarda”.

Com participações e depoimentos de mais de 50 artistas* (veja relação abaixo) que se destacaram
nessa época, entre historiadores, empresários, apresentadores e – principalmente – cantores, o filme intercala depoimentos emocionados destes protagonistas, juntamente com imagens de programas e filmes da época, que sobreviveram aos vários incêndios criminosos que destruíram quase todo acervo da antiga TV Record.

De histórias pitorescas a respeito de um buraquinho na parede do camarim, onde Erasmo Carlos e
seus colegas observavam as cantoras se trocando do outro lado, ao encontro inusitado da banda “The Jordans” com os Beatles em Londres, até reminiscências históricas de Caetano Veloso, Wanderléa e vários outros sobre a importância deste movimento na história e na cultura brasileira, este documentário procura resgatar a nostalgia, a ingenuidade e, principalmente, a força da música daquelas jovens tardes de domingo.

Renato Barros foi entrevistado quando chegou a um Hotel em São Paulo, na ocasião em que participou de um show promovido por Antonio Aguilar no Club Homs, no mesmo lugar também foram entrevistados os Golden Boys.

O Renato contou ao Sérgio sobre seus primeiros contatos com o Carlos Imperial, sobre a versão que ele fez para a música MENINA LINDA (e que no Brasil acabou ficando mais famosa até que a dos Beatles!), da mágoa que ele tem por não ter sido chamado logo no primeiro momento do Programa Jovem Guarda, mas apenas depois quando foi convidado pelo empresário Marcos Lázaro e muitas outras história.

Depois, naquele mesmo dia à noite, foi gravada toda a apresentação da banda Renato e Seus Blue Caps no Club Homs e todas estas filmagens estarão no filme, e neste vídeo podemos ver o depoimento dele ao cineasta Sergio Baldassarini.

Estão sendo feitos os últimos retoques na versão para cinema do documentário, e até o dia 20 de setembro de 2016 deve sair a documentação da ANCINE com a classificação indicativa e a autorização para exibição do filme em salas de cinema.

Segue o vídeo do 1o episódio:

Link para o Teaser do longa metragem:

Esta série, assim como o longa, são INÉDITOS em qualquer tipo de mercado, foram realizados inteiramente com recursos próprios (sem nenhum patrocínio, apoio cultural ou recursos públicos), e já possuem C.P.B. (Certificado de Produto Brasileiro) emitido pela ANCINE, sendo considerados OBRAS BRASILEIRAS INDEPENDENTES CONSTITUINTES DE ESPAÇO QUALIFICADO.

Rua Vanderlei, 1511 . Perdizes . São Paulo . SP . CEP: 05011-000
fones: (11) 3872 0632 – 3864 1605
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SBJ Procuções

FICHA TÉCNICA

Narração: MILTON GONÇALVES
Roteiro, Fotografia, Montagem,
Produção e Direção: SÉRGIO BALDASSARINI JUNIOR
Arranjos Instrumentais: BOBBY DE CARLO
Artistas entrevistados: Erasmo Carlos, Wanderléa, Renato e Seus Blue Caps, Sérgio Reis, Caetano Veloso, Ronnie Von, Martinha, Eduardo Araújo, Jerry Adriani, Wanderley Cardoso, Nilton Travesso, Paulo Silvino, Agnaldo Rayol, Carlos Gonzaga, George Freedman, Bobby de Carlo, Cyro Aguiar, Demetrius, Ed Carlos, Deny (da dupla Deny e Dino), Prini Lorez, Antonio Aguillar, Nilton Cesar, Aladdim (do grupo The Jordans), Ary Sanches, Miguel Vaccaro Netto, Lilian (da dupla Leno e Lilian), Dick Danello, Ronald (da dupla Os Vips), Trio Esperança, Moacir Franco, Netinho (dos Incríveis), Waldireni, Golden Boys, The Fevers, Paulo Silvino, Albert Pavão, Leno (da dupla Leno e Lilian), Ricardo Pugialli, Foguinho (baterista dos The Jordans), J.C. Marinho,
B.J. Mitchell (do grupo americano “The Platters”).

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A estreia do filme será no próximo dia 23 de março de 2017, no Cine Caixa Belas Artes, em São Paulo.

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Raridade: Tim Maia fala da dificuldade em fazer sucesso!

Tim Maia em entrevista a Antonio Aguillar, fala sobre a dificuldade para fazer sucesso e sugere que ele toque em seu programa de Rádio a gravação “Sentimento”, de seu compacto que saiu pela CBS com o número 33578-A em 1968.

Tim Maia 1968 - Sentimento - compacto

A composição é do próprio Tim e de Genival Cassiano.

Antonio Aguillar Jovem

Marília Gabriela entrevistando Paul McCartney em 1993.

Numa gentileza do nosso amigo Francisco Castro, que tendo gravado em VHS a entrevista levada ao ar pela TV Bandeirantes na ocasião da visita de Paul McCartney ao Brasil, em 1993, quando Paul veio fazer as apresentações em São Paulo e Curitiba, seguem os vídeos editados por ele, contendo alguns trechos da entrevista, pois segundo ele mesmo explicou, está faltando algumas partes, por que ele ao capturar do vídeo-cassete, ficou muito fragmentado e nem conseguiu trazer com cor. Então as partes mais prejudicadas ele deixou de fora. A captura foi feita com um Dazzle 100.

Mas, seguindo minha sugestão, o Francisco fez uma filmagem da entrevista completa, diretamente da tela de sua TV, para que pudéssemos ver a entrevista completa. O vídeo segue no final.

Por ser de grande importância para nós, Beatlemaníacos e fãs de Paul, vou colocar também por escrito as palavras de Paul…

Paul McCartney - 1993

Parte 1

Marília: Paul, como você sente a plateia brasileira? Ela muda, de país para país?

Paul: Sim… é possível sentir as características de cada país, e o Brasil, segundo os ingleses, é o país do carnaval, onde se faz muita música, se tem muito ritmo e as pessoas dançam muito nas ruas.
Sentimos o amor pela música e pelo violão. É muito atraente e esperávamos que o público brasileiro fosse muito alegre. Na verdade, acho que a maioria dos países da América Latina é assim. Lugares como a Espanha, Itália, sul da França, onde o clima é bom, as pessoas tendem a ser mais expansivas.
Onde faz frio, como na Suécia, Noruega, as pessoas são mais reservadas, ou como na Inglaterra. Acho que isso tem muito a ver com o clima.
Marília: Você tem planos de gravar com eles outra vez, não tem?

Paul: Com George e Ringo, sim. O que faremos é… estão produzindo um documentário sobre os Beatles e nos propusemos a fazer uma música para o filme. Mas será apenas para esse filme.
Há quem diga que os Beatles vão voltar, mas não há Beatles sem o John.
Mas nós três vamos nos reunir e tentar nos divertirmos um pouco durante a gravação. Se der certo, ótimo. Se não der, paciência.

Parte 2

Marília: Você tem planos de gravar com eles outra vez, não tem?

Paul: Com George e Ringo, sim. O que faremos é… estão produzindo um documentário sobre os Beatles e nos propusemos a fazer uma música para o filme. Mas será apenas para esse filme.
Há quem diga que os Beatles vão voltar, mas não há Beatles sem o John.
Mas nós três vamos nos reunir e tentar nos divertirmos um pouco durante a gravação. Se der certo, ótimo. Se não der, paciência.
Marília: Na época das turnês mundiais, o que estava acontecendo: vocês estavam estressados fisicamente, artisticamente estressados ou a relação entre vocês estava estressada?

Paul: Não houve problema quando os Beatles pararam com as turnês. O estresse aconteceu quando eles se separaram. Quando os Beatles não existiam mais, foi um grande problema para mim. Foi muito triste, por que era o meu grupo preferido.
Foi muito triste nos separarmos, mas achávamos que tínhamos mais coisas para construir nas nossas vidas.
Tínhamos sido estudantes, depois os Beatles estouraram e então decidimos nos casar ou ter um relacionamento duradouro com alguém.
Não podíamos continuar sendo quatro amigos inseparáveis para sempre. É muito difícil; é como no exército: fazemos grandes amigos, grandes companheiros no exército mas depois cada um vai para casa e se separam. Também passamos por isso. Foi daí que surgiram as tristezas e o estresse e não quando paramos com as turnês.
………
Sim, eu diria que é bastante cansativa, mas o curioso nesta turnê é que estou cada vez menos cansado.
No começo de uma turnê as pessoas ficam muito nervosas… e isso é muito cansativo. Há a estréia, a crítica… a banda está começando a se entrosar, é um período difícil. Na verdade, não estou nem um pouco cansado. Isto é, eu me permito ficar cansado depois do show.
Então bebo alguns drinques e fico muito mais cansado.
O que você bebe?
O que bebo?
_ Bem, está querendo beber?
_ Por que não?
Só bebo whisky e coca-cola.

Marília: A turnê começou há quase um ano atrás, o que mudou nela do princípio até agora?

Paul: A banda melhorou.

_ É verdade?

Sim, quanto mais tocamos juntos a banda fica melhor.
Ah… mudamos um pouco o repertório, tivemos a oportunidade de retirar uma música, incluir outra… fizemos o disco “Paul is Live” e descartamos algumas músicas nesta época. Tiramos algumas músicas do repertório, mudamos um pouco as coisas. As músicas e o modo que a banda toca são as principais diferenças para mudar um pouco o show.

Marília: Então você reconhece uma evolução musical do princípio até agora, é isso?

Paul: Exatamente minha querida. É isso. Exatamente!

Mudamos um pouco as coisas, as músicas e o modo que a banda tocava para mudar um pouco o show.

Marília: O mundo desde os anos 60 pra cá, ele mudou para o que você esperava, você que é da geração que quis mudar o mundo?

Paul: Acho que o aspecto mais positivo dos anos 60 foi que até aquela época o mundo era muito autoritário, onde havia algumas pessoas muito importantes e pessoas comuns como eu e você. Não éramos realmente importantes. Não importava o que fazíamos. Éramos apenas trabalhadores e a minoria ficava lá em cima. Eu acho que nos anos 60 isso tudo mudou. As pessoas começaram a pensar.
Pessoas como eu, os meus pais, nunca tiveram carro ou TV. Nasci num bairro muito pobre de Liverpool. Comecei a pensar por mim mesmo e percebi que talvez soubesse tanto quanto as pessoas lá de cima.
Conheci Margareth Thatcher, conheci Howard Wilson e outros políticos importantes. Não acho que são mais inteligentes do que eu. Não, eu não acho… Ficamos surpresos ao ver quanto são comuns, são sempre um pouco mais baixos do que aparentam ser.
Conheci o Príncipe Charles, pensei que fosse bem mais alto do que eu, mas sou mais alto do que ele.

Marília: Você é um militante das causas ecológicas. Quanto isso é importante pra você?

Paul: É tão importante para mim quanto para o resto do mundo. Se as pessoas tratarem de outros assuntos que não sejam os do meio ambiente, chegaremos no ponto em que não haverá lugar para discutir outros assuntos. Tudo estará destruído. Portanto, para mim, este é o assunto mais importante do momento.
Nenhum outro assunto pode existir sem um lugar para acontecer.
Se observarmos este planeta, ele é lindo.
O Brasil: florestas tropicais, praias, água, cachoeiras, a lua, o sol. É tão perfeito. É perfeito para o ser humano. Portanto, acho a maior loucura do mundo que por ganância e por dinheiro se destrua tudo isso.
Então, sou um grande defensor dessa causa.
Admiro o Brasil por que tem feito um bom trabalho ecológico nestes últimos anos. Acho que os outros países devem colaborar com o Brasil na preservação de suas florestas. Não é fácil por que há uma questão econômica mas acho que é essencial, acho que se destruirmos este planeta provaremos que somos a mais estúpida das espécies na terra.
As pessoas acham que os porcos, os carneiros, são estúpidos, ou então olham para um cão e dizem: saia daqui, estúpido. Mas se deixarem este planeta ser destruído provarão que são mais estúpidos do que qualquer animal.
Os animais não fazem isso. Quando foi que você viu um cervo poluindo alguma coisa?

A entrevista filmada da tela da TV, com créditos à TV Bandeirantes: