A ENTREVISTA DE JERRY ADRIANI PARA O FILME JOVEM AOS 50 NA ÍNTEGRA!

Já publicamos aqui sobre o filme “Jovem aos 50 – A História de Meio Século da Jovem Guarda”, que teve sua estreia no Cine Belas Artes em 23 de março de 2017.

Pois bem, as entrevistas com os artistas foram editadas e tiveram cortes, e agora o cineasta Sérgio Baldassarini está disponibilizando na íntegra a entrevista que fez com Jerry Adriani para o documentário, para que as pessoas possam ter uma noção mais clara de quem na verdade era esse homem de nome artístico Jerry Adriani.

Os vídeos estão divididos nos seguintes temas:

– O INÍCIO DA CARREIRA COMO CANTOR DE MÚSICAS ITALIANAS

– AS PARTICIPAÇÕES NO PROGRAMA “JOVEM GUARDA” E DEMAIS PROGRAMAS DA ÉPOCA

– O ENCONTRO E PARCERIA PROFISSIONAL COM RAUL SEIXAS

– AS SEMELHANÇAS NAS VOZES DELE E DE RENATO RUSSO, DA LEGIÃO URBANA

– A SUA EXPERIÊNCIA COMO GALÃ DE CINEMA

– UMA MENSAGEM DOS SEUS 50 ANOS DE CARREIRA

O cantor Nilton César ajuda Jerry Adriani a tirar o casaco para entrar no palco em 22 de agosto de 2015, durante o Show dos 50 anos da Jovem Guarda no Clube Homs em São Paulo.

JERRY ADRIANI – Entrevista para o documentário JOVEM AOS 50

PARTE 1

O INÍCIO DA CARREIRA COMO CANTOR DE MÚSICAS ITALIANAS

PARTE 2

AS PARTICIPAÇÕES NO PROGRAMA “JOVEM GUARDA” E DEMAIS PROGRAMAS DA ÉPOCA

PARTE 3

O ENCONTRO E PARCERIA PROFISSIONAL COM RAUL SEIXAS

PARTE 4

AS SEMELHANÇAS NAS VOZES DELE E DE RENATO RUSSO, DA LEGIÃO URBANA

PARTE 5

A SUA EXPERIÊNCIA COMO GALÃ DE CINEMA

PARTE 6

UMA MENSAGEM DOS SEUS 50 ANOS DE CARREIRA

“Estas são passagens bem legais, que mostram o quanto esse cara era especial e carismático! Pena que não deu pra colocar tudo no filme. Mas acredito que com esses vídeos as pessoas poderão ter uma boa ideia do tamanho do coração desse grande artista chamado Jerry Adriani!”

Sergio Baldassarini Junior
Diretor de Produção
S.B.J. PRODUÇÕES

O filme “Jovem Aos 50 – A História de Meio Século da Jovem Guarda”, estreia em março!

“Jovem Aos 50 – A História de Meio Século da Jovem Guarda” é o título do filme produzido sem nenhum recurso financeiro por Sérgio Baldassarini, e que estreia em São Paulo no Cine Belas Artes, dia 23 de março próximo, daqui exatamente um mês!

Sérgio Baldassarini é proprietário da S.B.J. PRODUÇÕES, uma produtora de cinema e vídeo que realizou um documentário sobre os 50 anos da Jovem Guarda. Neste filme ele entrevistou mais de 45 artistas da época, e ele foi todo narrado pelo grande ator MILTON GONÇALVES.

É um filme que todo fã da Jovem Guarda não pode deixar de assistir.

Com participações e depoimentos de mais de 50 artistas que se destacaram nessa época, entre historiadores, empresários, apresentadores e – principalmente – cantores, o filme intercala depoimentos emocionados destes protagonistas, juntamente com imagens de programas e filmes da época, que sobreviveram aos vários incêndios criminosos que destruíram quase todo acervo da antiga TV Record.

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Artistas entrevistados: Renato Barros, Erasmo Carlos, Wanderléa, Caetano Veloso, Ronnie Von, Martinha, Eduardo Araújo, Jerry Adriani, Wanderley Cardoso, Nilton Travesso, Paulo Silvino, Agnaldo Rayol, Carlos Gonzaga, George Freedman, Bobby de Carlo, Cyro Aguiar, Demetrius, Ed Carlos, Deny (da dupla Deny e Dino), Prini Lorez, Antonio Aguillar, Nilton Cesar, Aladdim (do grupo The Jordans), Ary Sanches, Miguel Vaccaro Netto, Lilian (da dupla Leno e Lilian), Dick Danello, Ronald (da dupla Os Vips), Trio Esperança, Moacir Franco, Netinho (dos Incríveis), Waldireni, Golden Boys, The Fevers, Paulo Silvino, Albert Pavão, Leno (da dupla Leno e Lilian), Ricardo Pugialli, Foguinho (baterista dos The Jordans), J.C. Marinho,
B.J. Mitchell (do grupo americano “The Platters”).

A Hard Day’s Night, um filme em preto e branco.

Beatles - cena A Hard Day's Night

“A Hard Day’s Night” foi o primeiro filme dos Beatles. Escrito por Alun Owen e dirigido por Richard Lester (que também dirigiu o filme “Help!” de 1965) em 06 de julho de 1964 estreou nos cinemas do mundo todo.
O filme mostra um dia na rotina da banda, ou seja, mostra como era a relação com os fãs no auge da Beatlemania, mostrando como os quatro eram prisioneiros do próprio sucesso, durante uma viagem até Londres; eles não podiam sair em lugares públicos sem serem reconhecidos e terem sempre que sair correndo das fãs.

No Brasil o filme recebeu o título de “Os Reis do Ié-Ié-Ié” e daí veio o nome do ritmo musical que imperava no Brasil entre 1965 e 1972, o iê iê iê, que chamamos também de Jovem Guarda.

O projeto do filme foi um pedido de Ed Sullivam, que era uma pessoa influente e de renome e que tinha grande poder sobre a mídia nos Estados Unidos.

Brian Epstein foi para a América divulgar os Beatles e Ed Sullivam se interessou por eles.
Em seguida viajou até a Inglaterra para conhecê-los pessoalmente.
Fizeram um pré-contrato e várias pessoas estiveram envolvidas, como a EMI e a United Artists. Brian não visava lucro, ele queria mesmo era que os rapazes alcançassem a fama pelo mundo afora.

O orçamento do filme foi de US$ 500.000,00 (quinhentos mil dólares) e a United Artists informou que, pela quantia em dinheiro disponibilizada para as filmagens, não havia condições de se fazer um filme em cores.
Porém, se o filme fosse bem aceito e tivesse retorno financeiro, para os próximos filmes com os Beatles eles poderiam investir quantias mais elevadas…
É que todos achavam que aquele sucesso todo tinha os dias contados e não passaria de poucos meses; achavam que seria como um meteoro e iriam acabar tão rápido quanto surgiram, portanto, não compensaria gastar muito com eles e fazer o filme colorido.
O dinheiro empregado dava somente para fazer um filme pobre e caseiro, foi um financiamento básico, pois achavam que não iriam arrecadar nada com o filme.
Uma exigência era a de que o roteirista tinha que ser inglês, então Richard Lester foi chamado. Metade do filme era dublagem, não eram as verdadeiras fãs dos Beatles tendo toda aquela reação de histeria, mas sim atores teatrais contratados (recrutados pelo diretor); foi tudo uma armação, da metade do filme em diante.
Depois de pronto, tiveram que reeditar o filme, refazendo algumas partes dubladas, devido aos fãs ingleses.
Quem diria, no final o filme arrecadou nos cinemas mais de 12 milhões de dólares, a trilha sonora foi eleita a quarta melhor de todos os tempos na lista das 25 melhores trilhas sonoras de acordo com a revista americana Rolling Stones. E o filme foi até mandado para o espaço em uma cápsula do tempo para ser aberta daqui a muitos anos para ser estudado, devido ao grande sucesso que foi na época. Até estrelas foram batizadas com o nome de cada um dos Beatles!

O fato de ter sido um filme em branco e preto portanto não teve nada a ver com os recursos de filmagens da época, como muitos poderão pensar. A TV no Brasil ainda era em branco e preto, mas no exterior os filmes já eram coloridos.

Tudo isso está no DVD “A Hard Day´s Night”, um DVD duplo, que traz também o “making off” do filme.

Já no segundo filme, “Help”, eram os Beatles quem faziam as regras, pois aí já estavam famosos e eram o próprio sucesso!

John Lennon em Help!

John Lennon em Help!

Fonte: DVD A Hard Day’s Night e Comunidade “We Love the Beatles Forever” (Orkut)

Agora, 52 anos depois, a obra ganha exibição no Brasil pela Rede Cinemark.

O filme foi remasterizado no formato 4K nas suas comemorações de 50 anos de lançamento e, até então, havia sido exibido apenas no Festival do Rio. Nos dias 3, 6 e 8 de março a Cinemark exibiu o filme em 17 cidades brasileiras.

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