Ringo Starr recebe título de ‘Sir’ e se torna Cavaleiro do Império Britânico

Depois de 21 anos após seu companheiro Paul McCartney ter recebido a honraria, Ringo Starr recebeu hoje, 20 de março de 2018, o título de “Sir”.
Ringo agora é um Cavaleiro do Império Britânico aos 77 anos.

Em cerimônia no Palácio de Buckingham, Richard Starkey, nascido em Liverpool, Inglaterra, recebeu a honraria pelos seus serviços à música das mãos do Príncipe William, Duque de Cambridge, neto da Rainha Elizabeth II. Ringo estava acompanhado da sua mulher, Barbara Bach, e brincou dizendo não saber como usar o título.

“Na verdade isso significa muito”, disse o músico à BBC. “Isso significa reconhecimento pelas coisas que fizemos. Fiquei muito agradecido em aceitar isso”.

http://www.bbc.com/news/av/embed/p061qjqt/43472196

A honra vem 53 anos depois de os Beatles terem sido premiados com a MBE – e Starr disse que sentiu falta da companhia dos companheiros por perto desta vez.

“Eu estava um pouco incomodado hoje sozinho”, disse ele.

Quando os Beatles receberam seus MBEs em outubro de 1965, a ocasião não foi sem controvérsia.

O Rock and Roll ainda era visto com desconfiança pela sociedade e vários homenageados com a comanda anteriormente, retornaram suas medalhas em protesto.

John Lennon afirmou mais tarde que os Beatles estavam tão nervosos com a idéia de conhecer a rainha que entraram furtivamente em um banheiro no Palácio de Buckingham para fumar um baseado.

“Quem disse isso?” riu o baterista depois da cerimônia desta terça-feira. “Não vou manter aquele boato” (risos).

FONTE

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PEACE & LOVE, PEACE & LOVE

RINGO STARR está aniversariando e deixou uma mensagem em sua página para que todos nós deixássemos a mensagem “PEACE & LOVE” (PAZ E AMOR) no mesmo horário, ao meio dia, no mundo inteiro, e é o que estamos fazendo, na esperança de contribuirmos para um pouco mais de amor e paz entre os povos.

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MEIO-DIA DE HOJE NO JAPÃO

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RICHARD STARKEY nasceu em 07 de julho de 1940 e disse:

“I mean, I was born the day war broke out, but I don’t remember all the bombs though they did actually break up Liverpool, you know. I remember when I was a little older, there was big gaps in all the streets where houses used to be. We used to play over them.”

Em fins de junho de 2011 soube que Ringo Starr e sua All Starr Band viriam ao Brasil pela primeira vez para uma série de shows em diversas capitais do país e em 12 de novembro de 2011 tive a felicidade de poder estar presente no Show do Beatle em São Paulo…

‘Best of the Beatles: The Sacking of Pete Best’ / Melhor dos Beatles: A demissão de Pete Best

O debate sobre a demissão do baterista dos Beatles Pete Best, anterior a Ringo Starr a cerca de 50 anos atrás, em 16 de agosto de 1963, acalmou-se um pouco depois da publicação do livro de Mark Lewisohn, “The Beatles: All These Years: Volume 1: Tune in”, o qual deu o que vem sendo aceita como sendo a versão definitiva de que ele não era tão bom baterista quanto seu substituto e também não se encaixava com o restante da banda. Porém outros autores ainda estão continuando a pesar os pós e os contras, mais recentemente com o anúncio do livro do Liverpudiano Bedford, que está prestes a ser lançado, e que também vai abordar este tema.

Mas outro autor também de Liverpool, o jornalista Spencer Leigh, que acompanhou ao longo do tempo os Beatles e era anfitrião nos shows da BBC, somou sua parte a este debate no início deste ano com sua pesquisa publicada em “Best of the Beatles: The Sacking of Pete Best.” O livro não é sua primeira tentativa em voltar os olhos para a edição, mas é a mais recente por que ela faz referência ao trabalho mais recente de Lewisohn. Onde o livro de Leigh está disponível há perguntas de muitos daqueles que testemunharam os eventos e tinham coisas a dizer de ambos os lados da edição.

Um dos mais interessantes questionamentos sobre a demissão vem de uma fonte surpreendente – Jimmy Nicol, que substituiu Ringo Starr por um breve período de tempo quando ele esteve doente e mais tarde encontrou-se fora do grupo. “Best parecia um bebê chorão. Ele não queria cortar seu cabelo como os outros do grupo e ficou ressentido quando Brian lhe dizia para fazê-lo,” disse o baterista para a revista Drumming em 1986. “Logo ele descobriu que Brian era mais forte nos Beatles do que ele acreditava.”

Mas Best também tinha seus fãs que o apoiavam. Ray Ennis, do Swinging Blue Jeans disse: “Se George Martin tivesse visto uma performance ao vivo, ele teria descoberto que Pete era a estrela. Quando ele chegou na frente para cantar – e ele nem sabia cantar muito bem – eles gritavam muito por ele. Eles costumavam dizer para os outros Beatles se sentarem para que eles pudessem ver Pete lá atrás.”

Pete Best - 09 de Dezembro de 1961 – The Palais Ballroom

Pete Best – 09 de Dezembro de 1961 – The Palais Ballroom

Cynthia Lennon defendia os talentos musicais de Pete, mas admitiu que ele era um estranho no grupo. “Até onde eu sei, não havia nada de errado com Pete como músico,“ Leigh citou. “Ele era um ótimo companheiro, mas acho que, sobretudo, até onde eu pude ver da minha posição, a personalidades deles não combinavam com a de Pete.”

Gerry Marsden do conjunto Gerry and the Pacemakers, em sua autobiografia intitulada “ I´ll Never Walk Alone”, concordou que Best era talvez muito popular. “Musicalmente, talvez, Ringo era sensivelmente melhor do que Pete Best. Mas a mudança não era necessária por aquela razão, em minha opinião. Eu estava bem certo de que isso foi uma demissão política que aconteceu por Pete ser muito simpático.”

Jimmy Tushingham, que tomou o lugar de Ringo no Rory Storm and the Hurricanes, provavelmente foi o mais direto. “Pete Best era um bom baterista e eu calculo que ele tenha sido posto pra fora dos Beatles por que era um rapaz de boa aparência”, Leigh citou

Claro que vocês poderão “abrir aspas” e fazer citações eternas mas isso não mudará a historia.
Leigh examina a edição sob muitos ângulos e conclui que foi Paul McCartney quem era o proponente mais forte a fazer a troca. Mas o livro também faz um bom trabalho em oferecer uma série de opiniões daqueles que estavam lá e mantém em aberto a questão. E certamente, o debate continuará em alguns círculos para todo o sempre…

Texto original publicado por Steve Marinucci em Examiner.com

Traduzido por Lucinha Zanetti

Ringo Starr era obrigado a ter uma paciência de Jó!

Era 22 de agosto de 1968…

Fechou o tempo em Abbey Road, e Ringo foi embora nessa sessão. “As tensões entre os quatro eram recorrentes nessa época, e George Martin tinha que pedir para que os engenheiros dessem um pausa para beber alguma coisa ou fazer alguma refeição. Em algumas sessões, Ringo não era utilizado, e frequentemente ficava na recepção de Abbey Road lendo jornal”, diz Ron Richards. “Às vezes, a espera levava até quatro horas. Um dia, Ringo cansou de esperar, foi embora sem avisar. George Martin disse que estava tendo problemas com Ringo e eu disse que não estava surpreso com isso”.

Naquele dia ele foi e não voltou mais.

No dia 22 de agosto, coincidentemente, eles precisariam de um baterista, já que Paul iria gravar Back In USSR. Acabou ele mesmo (Paul) assumindo as baquetas.

“Ringo tinha o trabalho mais difícil”, diz Richard Lush. “Às vezes ficava tocando bateria por nove horas sem parar, às vezes ficava nove horas esperando para tocar. Depois de nove horas de sessão, ainda tinha que ouvir que teria que tocar tudo de novo”.

Era preciso muita paciência para agradá-los. Ken Scott disse: “Sempre ouvia Ringo reclamar de alguma coisa, e ele resmungava que ia deixar a banda. Mas no fim, o trabalho sempre continuava”.

Segundo Hunter Davies, a explicação era a de que Ringo antes era o quarto Beatle. Com o fim das turnês, sempre em estúdio, ele era um músico estepe, sempre à espera da próxima gravação em que, como os arranjos dos Beatles se tornavam mais minimalistas e sofisticados, seu trabalho iria ser menos proeminente. A frustração era inevitável, mas amigos diziam que o estopim foram as ásperas críticas de Paul à técnica do amigo, tendo chegado ao máximo quando Paul sugeriu que ele mesmo iria tocar bateria nas suas músicas.

Sem Ringo, Paul fez a bateria dos cinco takes, depois acrescentando “drums tracks” (pratadas, rolos por cima da parte reta da bateria original). John Paul e George revezaram o baixo e George e Paul a guitarra solo nessa gravação.

Era 28/29 de agosto, não havia lugar agendado em Abbey Road e com Ringo desaparecido, os Beatles terminaram agosto gravando no Trident House. Usando uma mesa com um “eight track tape”, em vez de fazer vários takes, eles usavam uma base e iam mixando outros takes de violão e guitarra por cima, eliminando imperfeições. Ou seja, foi um take, porém um take “múltiplo”. Da mixagem, participaram Mal Evans e Jakie Lomax. No segundo dia, foram acrescentados meia lua, palmas e baixo pelo Paul, que também tocou bateria.

Mas, como é sabido, Ringo voltou a Abbey Road uma semana depois, com evasivas sobre desacordos musicais, e dizendo que Paul era o melhor baixista do mundo, mas que também era muito obstinado, pois fazia tudo para que as coisas saíssem do jeito dele.

Quando Ringo entrou no estúdio 2, viu sua bateria coberta de flores.
Era a forma de um arrependido Paul lhe dar as boas vindas!

(Texto de Marcelo Xavier)
Ringo Starr WA

Os Beatles Ringo Starr e Paul McCartney juntos no palco do Rock And Roll Hall Of Fame Anual.

Ringo Starr teve uma pequena ajuda de seus amigos para ser introduzido ao Rock and Roll Hall da Fama em uma cerimônia realizada em Cleveland, Ohio, em 18 de abril de 2015.

O baterista dos Beatles recebeu o reconhecimento durante a cerimônia como sendo “um dos maiores e mais criativos bateristas” na história deste gênero de música.

Starr foi apresentado por Sir Paul McCartney e, humildemente disse à multidão, na qual estava também Yoko Ono, “Meu nome é Ringo e eu toco bateria”.

Sir Paul McCartney entregamdo o troféu para Ringo Starr durante a cerimônia (AP)

Sir Paul McCartney entregamdo o troféu para Ringo Starr durante a cerimônia (AP)

Ringo, de 74 anos, é o ultimo dos Fab Four a ser indicado para o Hall da Fama pelo seu trabalho solo.

Ele foi acompanhado no palco pelo guitarrista dos Eagles, Joe Walsh, na execução do sucesso de 1971, “It Don’t Come Easy”, antes de realizar o clássico dos Beatles “With a Little Help from My Friends” com Sir Paul.

O baterista, que acaba de lançar um novo álbum chamado Postcards From Paradise, foi o primeiro membro da banda a estabelecer de fato uma carreira solo depois da separação dos Beatles em abril de 1970, lançando dois álbuns antes do final do ano.

“It Don’t Come Easy” alcançou o “top five”, antes de obter o número dois um ano mais tarde com “Back Off Boogaloo”.

Starr, cujo nome verdadeiro é Richard Starkey, continuou a tocar nos álbuns solo de seus companheiros dos Beatles bem como foi creditado em gravações incluindo o álbum de George Harrison, All Things Must Pass, e no de John Lennon, Plastic Ono Band.

Outros homenageados no evento realizado em Cleveland, Ohio, incluiu o cantor de soul music Bill Withers, Lou Reed e a Banda de Blues de Paul Butterfield.

Fonte: Mail On Line

Os Beatles pela lente de Ringo

A Revista “ISTO É” mostrou com exclusividade imagens inéditas feitas pelo baterista Ringo Starr, as quais revelam a intimidade dos músicos em estúdios, hotéis e viagens de férias.

Revista Isto é - Ringo

O aparecimento das câmeras portáteis nos anos 1960 criou uma legião de viciados em fotografia. Vista hoje, a mania de disparar cliques deu-se numa escala menor, mas se parece bastante com o fenômeno atual. Entre os aficionados por documentar tudo o que se passava à sua volta estava o músico inglês Ringo Starr, que, na quase uma década como integrante dos Beatles, mirou a intimidade dos amigos na maior banda de rock da história. Agora, justamente quando se comemoram os 50 anos da beatlemania, desencadeada a partir da primeira viagem dos Fab Four aos EUA, essas imagens nunca vistas vêm à luz no livro “Photograph”, que sai na Inglaterra pela editora Genesis. Com mais de 250 imagens, o luxuoso volume lançado em edição limitada de 2.500 unidades faz um panorama da carreira do baterista dos Beatles desde a sua infância. Mas o que o torna um objeto de colecionador são os registros inéditos do quarteto de Liverpool em estúdios, hotéis e curtas viagens de férias. “Conseguia tirar essas fotos porque todo mundo sabia que elas nunca iriam parar em alguma revista”, diz Ringo, que colocou à venda 12 imagens com tiragem também limitada de 25 cópias assinadas. A renda vai para a sua Fundação Lótus, de ajuda humanitária.

VAIDOSO Retrato de Paul McCartney feito em Paris, em 1964: segundo Ringo, seu público na França era em sua maioria masculino e não incluía as habituais garotas histéricas.

VAIDOSO
Retrato de Paul McCartney feito em Paris, em 1964: segundo Ringo,
seu público na França era em sua maioria masculino e
não incluía as habituais garotas histéricas.

INTROSPECTIVO George Harrison na viagem aos EUA: substituído devido a uma febre súbita.

INTROSPECTIVO
George Harrison na viagem aos EUA: substituído devido a uma febre súbita.

Os flagrantes são realmente especiais. Num deles, datado de 1966, uma mulher tira espinhos dos pés de John Lennon. A cena aconteceu num descanso no Caribe – Lennon não sabia do perigo dos ouriços. Outro flagrante de Lennon, agora num hotel em Paris, 1964, o enquadra sentado com a perna à altura do ombro. “Ele tinha essa incrível maleabilidade no joelho”, diz Ringo. O grande “poseur”, no entanto, era Paul McCartney, que aparece imitando Elvis e, mais adiante, dá uma de ator francês dos anos 1950, de chapéu e com cigarro dependurado nos lábios. Sobre esse retrato, Ringo comentaria: “Estávamos acostumados com a histeria feminina, mas em Paris o público era de rapazes”. Um pouco mais velho, o vaidoso beatle surge com calça risca de giz, camiseta branca e uma bandana de marinheiro na cabeça – ao seu lado, uma camisa exibe o bordado com os dizeres “All We Need Is Love” (tudo o que precisamos é de amor), música do álbum “Yellow Submarine”. O cenário é uma casa de campo na Índia, para onde os Beatles foram em busca de iniciação espiritual.

CONTORCIONISMO John Lennon em 1964, com as pernas à altura do ombro: joelho maleável.

CONTORCIONISMO
John Lennon em 1964, com as pernas à altura do ombro: joelho maleável.

MISTICISMO Paul e a namorada Jane Asher na Índia, em 1968: "Tudo o que precisamos é de amor".

MISTICISMO
Paul e a namorada Jane Asher na Índia, em 1968:
“Tudo o que precisamos é de amor”.

Uma série rara mostra a banda gravando no estúdio 3 de Abbey Road. Paul e John dividem o mesmo microfone. O que poderia ser apenas um registro banal revela um dos segredos da banda: “Os dois sempre faziam isso nas harmonias e se George estivesse cantando também ficava no mesmo microfone. Por isso as harmonias eram tão boas. Eles ficavam tão perto que podiam ouvir melhor a voz outro.” No rolo da primeira viagem aos EUA aparece o retrato do sisudo empresário Brian Epstein usando uma peruca que imitava o corte de cabelo beatle. “Nossas músicas eram conhecidas, mas em importância ficavam atrás das botas e jaquetas. E primeiro vinha o cabelo”, ironiza o baterista. Nesse mesmo espírito, o livro lança luz sobre a pré-história do mundo pop. Apesar de já ser um fenômeno na Inglaterra e de ter se tornado uma histeria nos EUA, os Fab Four compartilhavam na época apenas dois quartos de hotel e um mesmo carro. “A gente ficava trancado. O jeito era achar coisas para fazer e se divertir”, conta Ringo. Como tirar fotos, hoje preciosas. Por estar esgotado, o livro pode ser comprado como e-book pelo iTunes. As fotos do “Photograph Portfolio”, com imagens assinadas por Ringo Starr, estão disponíveis no site http://www.RingoPhotoArt.com.

O preço é de 1,9 mil libras (cerca de US$ 3 mil).

Revista Isto é - cartaz

Fotos: Ringo Starr/Genesis Publications
MATÉRIA DA REVISTA ISTO É – Cultura

Fotografia
N° Edição: 2308 | 14.Fev.2014 |

Photograph, o livro de fotos de Ringo Starr

Photograph é o nome do livro lançado por Ring Starr, o baterista dos “Fab Four”, contendo imagens inéditas dos Beatles em momentos de intimidade, sob o olhar do baterista da banda inglesa.
Os 240 registros do livro de fotos narram a vida de Ringo desde sua juventude, passando pela formação da banda e seu estrondoso sucesso.

O músico começou a ter a fotografia como hobby aos 17 anos e documentou o grupo em diferentes ocasiões da vida privada: gravando em Abbey Road, passando férias em diferentes lugares do mundo ou indo fazer shows.

“Eu estava preso a tê-los como modelos. Durante toda a nossa carreira em turnê, nós compartilhamos dois quartos e um carro. Foi assim que passamos a nos conhecer: em uma van, hora após hora”, comentou Ringo, hoje com 73 anos, sobre a experiência que resultou na publicação.

Lançado em edição de luxo limitada a 2500 cópias, todas assinadas pelo ex-Beatle, Photograph tem 300 páginas e sua importância maior é contar ao mundo um pouco mais da história do ilustre grupo inglês.

Seguem algumas das fotos, publicadas no site UOL.

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