GETÚLIO CÔRTES no Clube Ginástico, Rio – Projeto Jovens Tardes FUNJOR.

GETÚLIO CÔRTES ficou conhecido como “Negro Gato” devido ao sucesso de sua composição gravada por Renato e Seus Blue Caps e posteriormente por Roberto Carlos.

Também é famoso por ser o compositor que mais teve músicas gravadas por Roberto Carlos, um total de 14 canções, incluindo “O Feio”, “Noite de Terror”, “Negro Gato”, “O Tempo vai Apagar”, “Nada Tenho a Perder”, entre outras.

Este Show faz parte do Projeto Jovens Tardes FUNJOR, que presta homenagem aos compositores dos anos 60 e é organizado pelo Instituto FUNJOR no Clube Ginástico Português.

Seguem alguns vídeos filmados por Henrique Kurtz na noite de 12 de maio de 2017.

GETÚLIO canta o rock “Noite de Terror”, de sua autoria e gravado por Roberto Carlos em 1965 (LP Canta Para A Juventude).

“Noite de Terror” possui ares de roteiro de cinema, a letra é baseada num filme que Getúlio realmente assistiu, acrescentando apenas uma garota que não constava na fita.
A 7ª arte sempre foi uma grande fonte de inspiração para o Negro Gato, exercendo muita influência em sua obra.

GETÚLIO canta o sucesso “Pega Ladrão”, de sua autoria e gravado por Roberto Carlos em 1965 (LP Jovem Guarda).

Músicos que acompanham Getúlio Côrtes:

Chico Neto – teclados
Jimmy Santa Cruz – contrabaixo
Evandro Jesus – bateria

Rio, 12-05-2017.
Vídeo: Henrique Kurtz ©

Participação de RENATO BARROS no Show.

Renato Barros interpreta “SMILE”, uma canção baseada em um tema instrumental utilizado na trilha sonora do filme “Tempos Modernos”, de Charlie Chaplin, em 1936, letra e título adicionados em 1954 por John Turner e Geoffrey Parsons.

Acompanhamento:
CHICO NETO – teclados
JIMMY SANTA CRUZ – contrabaixo
EVANDRO JESUS – bateria

Rio, 12-05-2017.
Vídeo: Henrique Kurtz ©

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” Você Não Serve Pra mim” (Renato Barros)
“Devolva-me” (Renato Barros / Lílian Knapp)

Acompanhamento:
CHICO NETO – teclados
JIMMY SANTA CRUZ – contrabaixo
EVANDRO JESUS – bateria

Rio, 12-05-2017.
Vídeo: Henrique Kurtz ©

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Renato Barros e Getúlio Côrtes contando suas memórias.

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“Os Corsos” acompanhando Jerry Adriani em Goiânia (1968).

Quando saiu dos Jet Black’s depois de seu aniversário em 08 de outubro de 1966, Sérgio Vigilato, conhecido como Serginho Canhoto, se juntou aos Wandecos (grupo que acompanhava a cantora Wanderléa) e criou outro conjunto que foi chamado de “Os Corsos” e que costumavam tocar nas boates da baixada Santista e depois foram tocar em Goiânia.

“Os Corsos”, em novembro de 1966, tinha a seguinte formação:
Serginho ”Canhoto”, Líder, guitarra solo e relações publicas, Ronny, guitarra-base e vocal, Luiz Marcelo , Guitarra(segunda) e vocal, Jose Adolfo Stern (Zé) bateria e vocal e Carlos Geraldo, baixo-elétrico e vocal.

Em Goiânia, conhecendo grandes músicos como Carcará, Coringa e Osvaldinho, fizeram uma mistura para agradar os artistas de São Paulo e Rio, que se aventuravam excursionar pelos interiores do Brasil para promover seus discos.

Nesta foto de 1968, do acervo de Sérgio Vigilato, o Serginho Canhoto dos Jet Black’s, estão alguns músicos do conjunto “Os Corsos”, criado por ele, e dentre os músicos que estão no palco, vejam quem está cantando. Reconhecem? Pois é ele mesmo: Jerry Adriani!

Da esquerda para a direita: Serginho Canhoto, Jerry Adriani ao microfone, Osvaldinho no teclado, Coringa na guitarra base (só aparece o braço), Darcy no baixo-de-pau, e José Stern, o Zezinho, na bateria.

Sérgio me contou que ele e seu conjunto Os Corsos eram contratados pelo canal 5 de Goiânia e certa vez, em 1968, quando ele e seu conjunto estavam lá, numa época em que os artistas estavam lutando para conseguir fama e tinham que se arriscar a viajar sem acompanhamento, Jerry Adriani estava lá pra se apresentar e ficou feliz ao encontrar o amigo Sergio e seu conjunto lá, assim como também aconteceu com Sergio Reis e Wilson Miranda, que também estavam por lá.

Na foto, da esquerda para a direita, podemos ver Sergio Vigilato, o Serginho Canhoto, Jerry Adriani ao microfone, Osvaldinho no teclado, Coringa na guitarra base (só se vê o braço), Darcy no baixo-de-pau que foi fabricado por ele mesmo com caixas de pinho-de-riga de bacalhau importado (ele pegava as caixas no Mercadão Central) e José Stern, o Zezinho, (já falecido) na bateria.
Sérgio aparece com sua guitarra sombreada (sunburst) de 12 cordas que ele mesmo confeccionou na fábrica da Gianinni.

“Dos Corsos originais só está o José Adolfo Stern, o Zezinho.
Darcy entrou no lugar do Carlos Geraldo (Carge), que era nosso John Lennon; modéstia à parte, Carge arrasava!
O Coringa fazia parceria com nosso querido “CARCARA”, outro monstro em bossa e harmonia cavernosas, e todos deram um colorido excepcional aos “Corsos”.” (Sérgio Vigilato)

Na volta de Goiânia, em fins de 1968, Sérgio se preparou para ir para Los Angeles, Califórnia, e desde então vive nos Estados Unidos.

“Os dons artísticos do Sergio Vigilato, extrapolam os limites da normalidade. Exímio músico, Cantor, Luthier (confecção de guitarras), Taxidermista, produtor musical e tantas qualidades diferenciadas, que me fogem à memória. Me orgulho de ser amigo dele.” (Primo Moreschi, fundador do conjunto The Jet Black’s)