O início da Beatlemania e os truques usados por John e Paul nas composições. (Resgate do Orkut)

Lúcia Beatles Forever ॐ ॐ ॐ 20/04/2009

O início da Beatlemania!
Cada composição, cada gravação, cada álbum dos Beatles tiveram sua história, sempre estudada e debatida pelos beatlemaníacos e estudiosos da banda.
Se eles têm até hoje a legião de fãs que têm, não é por acaso, pois eles foram mágicos, bruxos, magos, druidas e tudo o mais que possa definir este fenômeno.
No começo cantavam de tudo e seus shows eram uma mistura eclética de rock ‘n’ roll, sucessos das paradas, além de velhos sucessos favoritos do público do Cavern; naquela época os discos eram caros e a única maneira de formar uma coleção de músicas para apresentação no final dos anos 50 e começo dos 60 era pesquisar nos sebos, roubar gravações em festas e aceitar de presente discos que eles nunca comprariam. Uma prima de Paul, Elizabeth Robbins, por exemplo, deu de presente a ele as versões de Peggy Lee para “Fever” (1958) e “Till there was you” (1960), que ele cantou no álbum “With the Beatles”.
Essa ampla variedade nos shows lhes deu acesso a maior número de locais para que pudessem se apresentar. Na época a concorrência entre os grupos era acirrada e eles precisaram dar duro para manterem-se na frente.
Foi essa concorrência que os levou a compor suas próprias canções, pois estas eram os únicos números que os grupos rivais não roubariam.
Lennon e McCartney começaram a compor e “Hold me tight” se tornou parte do repertório do conjunto no Cavern (foi composta na casa da Forthlin Road onde morava Paul), mas só veio a ser gravada no álbum “With the Beatles”.
O primeiro grande surto criativo de Lennon e McCartney, em 1963, produziu dezenas de clássicos do início da carreira deles, e quem ousaria mudar isso?
Paul e John haviam aperfeiçoado os fundamentos da composição e no álbum “With The Beatles”, lançado em novembro de 1963, começaram a introduzir pequenos truques próprios que reaparecem como se fossem assinaturas nas canções de Lennon e McCartney. Um desses truques é o jogo de palavras. A gente pode ver este jogo de palavras, por exemplo, em “It won´t be long”.

Lúcia Beatles Forever ॐ ॐ ॐ 20/04/2009

Paul conta que estava estudando literatura na escola e se interessou pelos jogos de palavras e onomatopeias (pra quem não sabe, imitação de sons). John não tinha literatura, mas era muito culto, então também se interessou.
Exemplo: a palavra “please” tem duplo sentido no verso “Please, lend a little ear to my pleas” (por favor, ouça um pouquinho as minhas súplicas), usado em “Please please me” (que tanto pode significar “por favor me atenda” quanto “por favor me satisfaça”).
Paul explica que eles detectaram o duplo sentido assim como todo mundo também; isso não era só genialidade deles!
Em “It won´t be long till I belong to you” (não vai demorar até que eu pertença a você) era a mesma coisa. Paul e John gostavam de tentar o duplo sentido, então isso foi o ponto alto na hora de compor essa canção. John era quem mais cantava essa canção, então Paul dá a ele os créditos pela primeira ideia, porém os dois a compuseram juntos. Entende-se por primeira ideia a primeira estrofe, a segunda era sempre mais difícil e muitas vezes repetiam a primeira e assim um monte de canções deles terminam repetindo a primeira estrofe.
Em “With the Beatles” fizeram “Little Child” para Ringo; Paul explicou que as canções para Ringo tinham que ser bem simples, pois ele não tinha muito âmbito vocal, mas sabia fazer as coisas com brio e espírito.
“Little Child” foi composta por Paul e John em parceria; a primeira inspiração para a melodia foi um verso numa balada de Elton Hayes, compositor folk inglês dos anos 50.

Lúcia Beatles Forever ॐ ॐ ॐ 20/04/2009

Paul disse que furtou um pedacinho de melodia de uma de suas músicas, “I´m so sad and lonely”. Esse pedacinho veio do verso “Whistle, my love, and I will come to thee, I´ll always find you…” (“assobia, meu amor, e virei a ti, sempre hei de encontrar-te…”).
Paul diz que na verdade não é a mesma melodia, mas para ele sempre foi uma coisa de Elton Hayes, parece que era de um filme de Robin Hood, era tudo thee (ti ou te) e thou (tu).Little Child foi uma coisa meio de encomenda. Certas músicas vinham da inspiração e simplesmente eles a seguiam. Outras eram do tipo: “OK, vamos lá, duas horas para compor uma música que Ringo vai cantar no álbum”. (E cada obra prima que saia!!!!)
Outra canção que compuseram para Ringo: “I wanna be your man”, foi porque queriam que ele tivesse uma canção no álbum, assim como em “Please please me” Ringo fez “Boys”, que havia sido gravada por um conjunto feminino, as Shirelles. Paul diz que eles não costumavam pensar no que essas letras significavam, pois estavam apaixonados pelo som, pela música; achavam que a letra não importava, porque o pessoal ouvia mesmo era a música.“I wanna be your man” era para tentar dar a Ringo algo como “Boys”; era uma coisa de ritmo rápido, que ele podia cantar enquanto tocava bateria.
Paul conta que eles eram muito honestos, às vezes “roubavam” pedacinhos de outras canções, sempre confessavam e ainda ficavam orgulhosos daquilo.
“I wanna be your man” foi afanado de “Fortune teller”, uma canção de Benny Spellman.(Fonte: Many Years from Now, Barry Miles)

Lucinha ★ Zanetti ♥ ♪ ॐ★ॐ★ღ ॐ @. ღღ 05/05/2009

Apresentando os Beatles

Quem quiser ler a história toda, este link é ótimo:

http://www.thebeatlesonline.com/index.html

Introducing the Beatles / Apresentando os Beatles

The Beatles had sold an estimated 1 billion records worldwide by 1985 and had 21 no 1 singles in the US alone. Even today, almost 40 years after they broke up, they remain a great source of inspiration for other artists.

Os Beatles venderam uma estimativa de 1 bilhão de discos no mundo todo até 1985 e tiveram 21 singles número 1 nas paradas somente nos Estados Unidos. Até mesmo hoje, quase 40 anos após o término da banda, eles continuam sendo uma grande fonte de inspiração para outros artistas.

In just seven years the Beatles made a string of unforgettable albums. They set new standards for composing, performing and recording popular music. They blended music of many genres and experimented with instruments that had never before been heard on pop records. They were commercially successful and artistically stimulating at the same time. The Beatles defined a generation by breaking new barriers and by showing a reluctance to compromise.

Em apenas 7 anos os Beatles fizeram álbuns inesquecíveis. Eles estabeleceram novos padrões de composição, desempenhando e gravando música popular. Eles misturaram música de muitos gêneros e realizaram experimentos com instrumentos que jamais haviam sido ouvidos em gravações pop. Eles obtiveram sucesso comercial e artisticamente falando, tudo ao mesmo tempo. Os Beatles definiram uma geração ao quebrarem novas barreiras quando mostraram uma relutância ao compromisso já estabelecido.

Chapters/ Capítulos consultados:
Where did it all start? – The Beatles hit America – Chemistry and understanding –
Talent and sophistication – Dylan makes an impression – A new direction –
Rubber Soul: a turning point – The psychedelic experience – The final show –
An unexpected death – The Beatles in India – Get back – Abbey Road: the end

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Tópico da comunidade Chá com a Beatlemania, antigo Orkut

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Redação escrita por Paul foi encontrada em Liverpool em 2009.

Redação escrita por Paul McCartney

Em 27 de setembro de 2009 a BBC News publicou uma reportagem sobre uma redação escrita por Paul McCartney, encontrada na Biblioteca de Liverpool.

Segue o texto original da notícia em inglês, em seguida a tradução.

Beatle’s essay found 50 years on

An essay written by Sir Paul McCartney as a 10-year-old has been found after lying undiscovered in Liverpool’s Central Library for more than 50 years.
Years before the Beatles received their MBEs, he beat hundreds of other school children to win a prize for his 1953 essay marking the Queen’s coronation.
In neat handwriting, he refers to “the lovely young Queen Elizabeth”.
In 2013, the library will display the essay – found in a scrapbook – to mark the 60th anniversary of the coronation.
Thought to be one of the earliest surviving written works by Sir Paul, the essay gave him an early taste of appearing in public.
Liverpool’s Lord Mayor presented him with the prize – despite the work having been marked down for grammatical errors.
McCartney’s neat writing has the same curly ends on capital letters which he used later on the “B” of “Beatles” on the group’s drum skin.
The schoolboy compares the happy scenes expected outside Buckingham Palace with the coronation of William the Conqueror nine centuries earlier, when a massacre of Saxons took place.
He declares that Britain’s “present day royalty rules with affection rather than force”.

The essay also mentions a coronation cup with Elizabeth II on the front and Elizabeth I on the back, and he concludes it by saying: “After all this bother, many people will agree with me that it was well worth it.”
Some 16 years later, with the Beatles nearing their break-up, McCartney was still writing about the monarch.
His song Her Majesty, featuring the lyrics “Her Majesty’s a pretty nice girl, some day I’m going to make her mine”, was recorded for the Abbey Road LP.
The Queen knighted him in 1997.

(Sunday, 27 September 2009 08:02 UK)

Traduzindo:

Redação de um Beatle é encontrada 50 anos depois de ter sido escrita.

Uma redação escrita por Sir Paul McCartney, de quando ele tinha 10 anos de idade foi encontrada depois de permanecer na Biblioteca Central de Liverpool por mais de 50 anos.

Paul McCartney aos 10 anos, quando escreveu a redação.

Paul McCartney aos 10 anos, quando escreveu a redação.

Anos antes de os Beatles receberem suas MBEs, eles superaram centenas de outras crianças da escola para ganhar um prêmio por sua redação em 1953, marcando a coroação da rainha.

Numa caligrafia elegante, ele escreve sobre “a encantadora jovem rainha Elizabeth”.

Em 2013, a biblioteca irá exibir a redação – encontrada em um caderno – para celebrar o 60º aniversário da coroação.

Sendo o mais antigo trabalho escrito por Sir Paul, a redação deu a ele o primeiro gostinho de aparecer em público.

O prefeito de Liverpool deu a ele um prêmio – apesar do trabalho ter sido marcado por vários erros gramaticais.

A escrita elegante de McCartney tem o mesmo acabamento em curvas nas letras maiúsculas que ele usaria mais tarde na letra “B” de “Beatles” escrita na bateria do grupo.

O aluno compara as cenas felizes que ele imaginava haver do lado de fora do Palácio de Buckingham, com a coroação de William, o Conquistador, nove séculos antes, quando um massacre dos saxões ocorreu.
Ele declara que “as regras atuais da realeza da Grã-Bretanha têm mais afeto do que força”.

O ensaio também menciona uma xícara da coroação com Elizabeth II na frente e Elizabeth I na parte de trás, e ele conclui dizendo: “Depois de todo esse incômodo, muitas pessoas vão concordar comigo que valeu a pena.”

Cerca de 16 anos depois, com os Beatles aproximando-se de sua dissolução, McCartney ainda escrevia sobre a monarca.

Sua canção “Her Majesty (Sua Majestade) ”, dizendo na letra que “Sua Majestade é uma garota muito legal, algum dia vou fazer ela ser minha”, foi gravada no álbum Abbey Road.

A rainha o condecorou com o título de Sir em 1997.

FONTE: BBC News
(No link da matéria há um vídeo)

George Martin & Dick James na História dos Beatles, por Hunter Davis

Entre George Martin e os Beatles sempre pareceu haver um imenso abismo que os separa, em classe, em gosto ou em antecedentes. Ele é alto e simpático, no estilo de ídolo de matinês, com um ar estudado de professor e uma impecável pronúncia, estilo BBC. Sua origem, contudo, foi tão humilde quanto a dos Beatles.
Nasceu em 1926, em Holloway, North London, filho de um carpinteiro. Primeiro frequentou o Jesuit College em Stamford Hill, e quando sua família se mudou para Kent, foi matriculado no Bromley County School. Não havia nenhuma tradição musical em sua família. Quando menino, também não teve a mínima instrução musical. No entanto, quando entrou na adolescência, George aprendeu a tocar piano, de ouvido, e, aos dezesseis anos, dirigia seu próprio conjunto de danças na escola.
Durante a guerra, serviu no Fleet Air Arm, chegando ao posto de tenente. Em 1947, foi desmobilizado e se encontrou numa situação de não ter o que fazer. Graças a alguém que o ouvira tocar piano durante a guerra, ele tentou entrar para a Guildhall School of Music. Passou três anos lá, aprendendo a tocar o oboé como seu segundo instrumento. Ao diplomar-se ficou algum tempo como oboísta free lancer, mas nunca foi além do trabalho comum de orquestra, ou tocava, aos domingos de tarde, em bandas nos parques de Londres. Acabou despedido, por não ser suficientemente bom.
Em fins de 1950, apareceu-lhe um bom emprego: um lugar de assistente de artistas e repertório na Parlophone, uma das companhias subsidiárias da EMI. Ainda ignorava a fama da EMI — Electrical Musical Industries —, hoje, a maior gravadora de discos do mundo.
Por causa de seu curso e treinamento em música clássica em Guildhall, conseguiu o emprego. Supunham que ele trabalhasse na parte de jazz e música agitada. Era vasto campo de ação nesse gênero de música, na Parlophone, contudo, em grande parte sem graça. “Naquele tempo, a Parlophone era como o “primo pobre”, em comparação aos “primos ricos” EMI, HMV e Columbia — . Quando entrei para lá em 1950, eles ainda gravavam em cera.”, disse ele.

A Parlophone fora comprada na Alemanha, pouco antes da guerra. Desde então, ela tinha prosperado muito pouco, quase todos que lá trabalhavam, esperavam que ela fosse fechada em pouco tempo.
Sua conhecida marca “£” não tem nada a ver com o símbolo de libra esterlina, ou com os milhões que veio a faturar no futuro.
Representava, unicamente, a inicial do sobrenome de seu fundador, Carl Lindberg.
O salário de George Martin, na EMI, era bem modesto — sete libras e cinco shillings por semana. Para aumentá-lo um pouco, tocava, esporadicamente, em concertos dominicais nos parques londrinos, quando conseguia lugar. Ou então, arranjava alguns recitais de orquestra nas escolas.

Aos poucos, foi tornando-se o único responsável da parte de discos populares. Seus dois primeiros cantores foram Bob e Alf Peterson, que cantavam na base de My Brother and I. Gravou, ainda, os The Five Smith Brothers e a Scottish Country Dance Band, com Jimmy Shand e sua Banda, e o Bluebell Polka, com Jimmy Shand. Até hoje, esse disco é bem vendido. Passou para o jazz. Gravou os discos de Johnny Dankworth e de Humphrey Lyttleton.

Apesar de parecer que os long-plays sempre existiram, em 1950 eram uma grande novidade. “A EMI começou a fazê-los muito mais tarde, por volta de 1954.
Não sei por que demoramos tanto!
A Decca já os vinha lançando, desde 1952. Razão por que tínhamos ficado muito atrasados, e precisávamos recuperar o tempo perdido.”

No início da década de cinquenta, a produção de discos na Inglaterra era um negócio rotineiro e bastante tradicional. Era o mesmo que editar uma revista mensal. Cada mês, uma companhia como a Parlophone lançava no mercado cerca de dez discos, todos eles planejados com dois meses de antecedência. Era o que se chamava de suplemento mensal. Esse suplemento era sempre muito limitado. Desses dez lançamentos, dois eram clássicos, dois de jazz, dois para dança — aquela espécie de música de dança feita por Victor Silvester —, dois de cantores e dois de cantoras.
Não havia uma categoria que se pudesse classificar de popular. “A gente nunca falava em popular. Era tudo clássico, jazz, dança ou vocal.”

A Parlophone contava com muito poucos astros em todas as categorias artísticas. Victor Silvester, por exemplo, estava na Columbia, uma das subsidiárias mais prósperas da EMI. Os melhores cantores, pelo menos em vendas, vinham todos da América, e a Parlophone não tinha nenhum.

Lentamente, George Martin conseguiu criar um pequeno lugar para si, ao produzir uma série de discos humorísticos, apesar de todos os entendidos nesse negócio terem dito que aquilo estava destinado ao fracasso.
Um de seus primeiros discos humorísticos foi Mock Mozart and Phoney Folklore de Peter Ustinov. Também gravou discos de Peter Sellers, Flanders and Swam, e, mais tarde, Beyond the Fringe. Essa gravação foi feita em Cambridge, antes de eles se mudarem para o West End.

A mania do skiffle chegou, transformando todo o panorama da música popular para adolescentes. Os cantores e conjuntos ingleses começaram a fazer discos muito vendidos, apesar de fora da escala norte-americana. Mas a pobre velha Parlophone ainda ficou mais atrasada, apesar dos discos humorísticos de George Martin.

“Todos descobriam um cantor ou conjunto, exceto a Parlophone. Andei pelos bares de Londres à caça de talentos.”

Perdeu a oportunidade de contratar Tommy Hicks, o qual, mais tarde, foi o Tommy Steele, por ter achado que ele não passava de uma imitação de Elvis Presley.

“Eu invejava muito a HMV e a Columbia com todos aqueles astros americanos ou as outras companhias com astros no padrão de Cliff Richard. De certa forma aquilo era muito fácil. Uma vez que se tenha um cantor ou conjunto que agrada o público, tudo o que se tem a fazer é encontrar uma música nova.”

À medida que o rock and roll alcançava uma enorme procura entre os adolescentes e os índices de vendagem de discos se tornavam cada vez mais importantes, a Parlophone, a companhia que muitos pensavam que não iria durar muito, foi ficando ainda mais para trás.

Em maio de 1962, sem que Brian Epstein ou os Beatles suspeitassem, a Parlophone esperava, ansiosamente, que
aparecesse alguma coisa como eles. O grande George Martin, cuja tossezinha e cujos comentários eles tentavam analisar, estava muito longe de ser grande.
Judy Lockhart-Smith, então secretária de George e agora sua mulher, lembra-se de ter ficado muito impressionada com Brian Epstein em seu primeiro encontro. “Ele usava um casaco muito bonito, com boas maneiras e falando bem, não era o tipo comum de empresário de Charing Cross Road.” George também ficou bem impressionado. “Mas, particularmente não fiquei entusiasmado pelo que ele me mostrou. Não achei nada de extraordinário nas músicas ou nos cantores. Todavia achei que eles produziam um som bastante interessante. E prometi-lhes fazer um teste de gravação.”

Brian tinha entrado em órbita. Porém, para George, aquele era apenas mais um conjunto com probabilidades de ser gravado.
Ele estava tão interessado em encontrar um novo conjunto, que estava testando uma série dêles.”
“A princípio eu estava pensando em usá-los como grupo de acompanhamento para um cantor conhecido como Cliff Richard
and the Shadows. Eu queria desesperadamente ter o meu Cliff. E assim pensando, eu via a possibilidade de um deles se tornar o cantor principal. Quando os conheci, concluí logo que aquilo nunca daria certo.”

George encontrou-os pela primeira vez, no dia 6 de junho de 1962. Foi quando fez com eles o teste de gravação no estúdio número três da EMI, em St. John’s Wood. Para essa sessão, foi que Brian lhe mandou aquela relação de sugestões.

“Achei-os muito atraentes como pessoas. Gostei de estar com eles. Era engraçado o contraste de serem tão insignificantes e eu parecer tão importante. Eu não deveria ter-me incomodado com o fato de eles gostarem de mim ou não, contudo fiquei satisfeito porque eles pareceram gostar de mim. Descobri que o John era um admirador dos discos de Peter Sellers, que eu havia lançado.” George escolheu apenas três números da relação feita por Brian, incluindo Love Me Do e PS I Love You. Ele pensa que aquela foi uma primeira versão de Love Me Do porque a música não chegou a conquistá-lo. Mas ele gostou do som e da personalidade do conjunto.

“Concordei em que não perderia nada contratando-os, apesar de não ter a mínima ideia do que faria com eles ou quais as músicas que poderiam gravar.” Além disso, encontrava-se atarefado com outros discos, e, na sua opinião, muito mais importantes naquela época, tais como o LP do The Establishment, a primeira, mas de curta duração, boate satírica de Londres. Isso aconteceu quando os Beatles substituíram Pete Best. George Martin demorava em marcar a
data para a gravação dos Beatles. Pois ainda estava indeciso na escolha das músicas que eles gravariam; se permitiria que eles gravassem alguma de suas próprias músicas ou se arranjaria um cara para compor algo para eles.
Finalmente, no dia 11 de setembro de 1962, ele os trouxe a Londres para a gravação de seu primeiro disco inglês, Love Me Do, com o PS I love You, na segunda face.

“Decidi-me escolhendo o Love Me Do, como a melhor do grupo. Era a harmônica de John que lhe dava uma atração especial.”

George Martin fora avisado da substituição de Pete Best por um novo baterista. Mas ele não se arriscaria. Preferiu contratar um experiente baterista de gravações, chamado Andy White, e tê-lo à mão para qualquer eventualidade. Contou isso a Brian, mas ocultou de Ringo.
Antes de começarem a sessão, George Martin explicou-lhes o que iria tentar fazer. “Se vocês não gostarem de alguma coisa é só falar comigo”, avisou-os George Martin.
“Bem, para começar”, disse George Harrison, “eu não gosto da sua gravata”. Essa foi uma piada meio tom sério, e foi recordada muitas vezes depois, porém não agradou muito a George Martin. Na realidade, era uma gravata novinha em folha e da qual ele estava particularmente orgulhoso. Era preta, com cavalos vermelhos. Fora comprada no Liberty’s. Todavia, todos riram e a sessão continuou.
Para Ringo, era a primeira gravação e ele não se sentia muito seguro. Teria ficado muito mais nervoso se tivesse percebido desde o começo que havia um outro baterista por ali, à espera de qualquer eventualidade para tomar-lhe o lugar.

Eles atacaram o Love Me Do, que efetuou dezessete repetições, até que George Martin ficasse satisfeito. “Eu não achava Ringo muito bom. Ele não sabia rufar — e ainda não sabe — entretanto, melhorou muito depois daquela sessão. Andy era o tipo de baterista de que eu precisava. Ringo só estava acostumado a tocar em público. Não obstante, precisava de gente com experiência.”

“Eu estava nervoso e atemorizado com o estúdio”, conta Ringo. “Quando, mais tarde, voltamos para gravar a face B, descobri que George Martin tinha colocado aquele outro baterista sentado no meu lugar. Foi uma decepção. Eu fora convidado pelos Beatles e agora parecia que eu só era bom para tocar com eles em público, e não era suficientemente bom para gravar.”

“Começaram o PS I love You. O outro cara tocava a bateria e eu fiquei tocando maracas. Achei que aquilo era o fim. Pensava no que eles estavam fazendo comigo e no que tinha feito com o Pete Best. Então, eles decidiram gravar novamente o outro lado, no qual eu havia tocado bateria. Dessa vez me deram um tamborim para tocar.”

“Estava aborrecido. Que merda. Como é falso esse negócio de discos, pensei. Exatamente como me tinham afirmado. Arranjavam outros músicos para fazerem seus discos no estúdio. Se eu não servisse para as gravações, seria melhor sair do conjunto.”

“Ninguém disse nada. Também o que poderiam dizer? Ou eu? Estávamos servindo de joguete, empurrados de um lado para outro. Você me entende. Eles eram muito grandes, a companhia de discos de Londres e aquilo tudo. A gente fazia só o que eles mandavam. Afinal o disco saiu como um simples. No PS I Love You, meu nome figura como tocando maracas, o outro cara, bateria. Felizmente, decidiram manter a primeira versão do Love Me Do, na qual eu tocava bateria. Então estava tudo bem.”

O Love Me Do, primeiro disco deles, foi lançado em 4 de outubro de 1962. Já estavam de volta a Liverpool, tocando novamente nas festas e salões de dança, na expectativa de seu disco surpreender o mundo. Nada disso aconteceu. Seus admiradores, em Liverpool, fielmente compraram grande número de discos. Contudo, as vendas numa cidade da província não afetam muito os mapas de vendas. Eles também enviavam milhares de pedidos às estações de rádio para que tocassem aquele disco. A primeira a tocá-lo foi a Rádio Luxemburgo.

Mrs. Harrison, a mãe de George, ficou esperando horas e horas na noite em que George disse que iriam tocar seu disco. Ela se cansou de esperar e foi para a cama. Mais tarde, foi acordada pelos berros de George, dizendo que ele estava sendo irradiado.
Com aquela gritaria, também acordou Mr. Harrison, que ficou muito zangado, pois tinha que acordar muito cedo, para pegar o primeiro turno no ônibus.

“A primeira vez que eu ouvi o Love Me Do no rádio”, revela George, “fiquei todo arrepiado. Ouvi a primeira guitarra e não podia acreditar. Mas o mais importante para nós foi ficarmos entre os vinte mais.”

Eventualmente, entraram ocupando o quadragésimo nono lugar na relação do New Record Mirror. Na semana seguinte o disco começou a aparecer em outro jornal, o New Musical Express, onde figurou no vigésimo sétimo lugar. E permaneceu ali por algum tempo.
Graças a esse disco gravado, Brian conseguiu-lhes a primeira apresentação num show de televisão, embora tenha sido apenas no Norte. No “Peoples and Places” da TV Granada, de Manchester.
Deviam voltar a Hamburgo, para outra série de apresentações no Star Club. O contrato fora assinado antes da gravação do disco. Eles acreditaram que, pelo fato de estarem fora do país e impossibilitados de fazer qualquer apresentação ao vivo no rádio ou na televisão, seu disco iria sumir e ninguém mais ouviria falar nele. Assim, eles seguiram para sua quarta estada em Hamburgo. O disco aos poucos continuou a subir, durante sua ausência. Isso era motivo para novas comemorações. O ponto mais alto a que Love Me Do atingiu foi o décimo sétimo lugar.

George Martin estava satisfeito, mas não muito, com Love Me Do. “Eu não achava tão brilhante, mas estava entusiasmado com a reação dos Beatles e o seu som. O problema agora era conseguir-lhes outra música para gravar.”

Ele descobriu uma e que tinha certeza de que se tornaria um sucesso. Chamava-se How Do You Do It. Mandou-a para os Beatles, mas eles não gostaram. George Martin disse que ele gostava. Era o chefe e queria que eles a gravassem. Então teriam de fazê-lo. Contudo, eles reafirmaram que não tinham gostado dela e, portanto, não queriam gravá-la.
Era muita coragem, ou talvez apenas ingenuidade, essa demonstração de teimosia por parte de um conjunto de provincianos inexperientes (não sabiam nem ler música, no entanto) dizer ao grande conhecedor e poderoso George Martin que sabiam das coisas melhor do que ele.
“Avisei-lhes que eles estavam desprezando um sucesso. Era o fim deles. Já que pretendiam continuar tão obstinados, seria interessante que eles mesmos produzissem coisa melhor. Eles estavam metidos em ter opiniões próprias — e não mudaram nem um pouco.

“Realmente, produziram alguma coisa melhor, Please Please
Me, que me surpreendeu.”

Contudo, George estava certo a respeito de How Do You Do It, entregando aquela música a outro conjunto de Brian Epstein, o Gerry e os Pacemakers, que chegaram ao primeiro lugar nas paradas com ela.
O segundo disco dos Beatles, Please Please Me, foi gravado em 26 de novembro de 62 e só foi lançado em janeiro de 1963.
Vieram de Hamburgo para fazer a gravação e depois voltaram para lá. Dessa vez, só por umas duas semanas. Era sua quinta e última temporada nas boates de Hamburgo.
No fim daquele ano, o New Musical Express realizou, como sempre, o seu concurso de popularidade. Os The Springfields foram eleitos como o primeiro conjunto vocal com 21.843 votos. Os Beatles ficaram longe, bem longe, com os seus 3.906 votos.
Provavelmente todos eles mandados de Liverpool. Mas entraram na relação. Eles existiam, apesar de parecer pouco indicado serem eles o conjunto de que George Martin e a Parlophone tanto precisavam.

Dick James é o único elemento do show business tradicional que já entrou no círculo dos Beatles, seja profissionalmente, seja como amigo. Ele entrou pouco depois de George Martin. Como ele esperava com ansiedade que aparecesse alguma coisa como os Beatles.

Dick James sempre estivera no negócio. Ele procede daquela espécie de ambiente judaico londrino, no qual o camarada cresce junto de todos os empresários e chefes de conjuntos futuros, e os rapazes sempre acabam ajudando-se mutuamente. Dick James é de índole sentimental. É o tipo do cara simpático. Qualquer um gosta de Dick James. É motivo de gozação, por causa das músicas sentimentais. E sabem que uma boa balada melosa, como When I’m Sixty Four, é capaz de tornar Dick James felicíssimo. De qualquer modo, ele é muito feliz. É, talvez, o camarada mais sortudo de todo o seu círculo. No tempo em que encontrou os Beatles era um editor que só tinha um único empregado. Agora,
dirige uma companhia editora inteira. É milionário, não graças a eles, mas ao seu próprio trabalho.

Foto para o post GM e Dick James

As primeiras fotografias de publicidade dos Beatles distribuídas pelo “Parlophone Records” por ocasião do primeiro disco do conjunto, “Love me do”, em outubro de 1962. John e George (acima) foram fotografados em Hamburgo por Astrid. A foto dos outros dois teve de ser ligeiramente retocada para combinar com aquela outra.

Fonte: The Beatles, por Hunter Davis

Em 1963 Dick James fundou uma gravadora , a Northern Songs Ltd. (administrado pela empresa de Dick, a Dick James Music); o selo tornou-se famoso por ter publicado as faixas originais de John Lennon e Paul McCartney (na verdade, em 1968, George Harrison e Ringo Starr não renovaram seus contratos). No final da década de 1960, no entanto, a relação se desfaz, porque em 1969, James tinha vendido a Nothern Songs e isso levou a mal-entendidos e a muitas tensões, pois os Beatles nunca teriam mais direitos sobre suas canções.

Fonte: We Love the Beatles Forever

“Sukiyaki” com arranjo em Bossa Nova, por Bobby de Carlo!

Quando falamos em Sukiyaki, a primeira coisa que nos vem à cabeça é o prato japonês tipicamente preparado à mesa conforme se vai comendo, e as pessoas vão se servindo à medida que os ingredientes vão sendo cozidos…
Porém aqui estamos falando da famosa canção japonesa eternizada por Kyu Sakamoto.
Nesta gravação apresentada no vídeo a seguir, a canção é executada pelo cantor, compositor e músico Bobby de Carlo e foi enviada por ele com exclusividade para o Blog “We Love the Beatles Forever”.

Nela Bobby de Carlo fez um arranjo em Bossa Nova tocando ele próprio todos os instrumentos, incluindo um belo solo de Marimba.

“Revirando o meu baú encontrei mil coisas gravadas, mas não lançadas na praça para venda.
Foi quando da abertura de um estúdio no qual trabalhei, onde fizemos várias experiências. O equipamento era precário mas, me diverti muito em ouvir as coisas que fizemos. Curiosamente dentre tantas músicas tem a canção Sukiyaki…
Um amigo que morou no Japão durante 15 anos encontrou um disco meu e falando com o dono da loja, disse-lhe me conhecer. O cara da loja não acreditou muito, então tiramos uma foto juntos e aproveitando o estúdio fiz um arranjo em bossa nova e gravei cantando “SUKIYAKI” de Kyu Sakamoto em japonês. Na sua volta ao Japão meu amigo foi até a loja e deu-lhe de presente. O presente foi bem aceito porem criticou um pouco minha pronuncia Ora! Ninguém é perfeito rsrsrs…” (Bobby de Carlo)

Bobby de Carlo - capa

Sukiyaki (letra)

Ue o muite arukou
namida ga kobore naiyouni
omoidasu harunohi
hitoribotchi no yoru
Ue o muite arukou
nijinda hosi o kazoete
omoidasu natsunohi
hitoribotchi no yoru
Shiawase wa kumo no ueni
shiawase wa sora no ueni
Ue o muite arukou
namida ga kobore naiyouni
nakinagara aruku
hitoribotchi no yoru
(whistling)
omoidasu akinohi
hitoribotchi no yoru
Kanashimi wa hosino kageni
kanashimi wa tsukino kageni
Ue o muite arukou
namida ga kobore naiyouni
nakinagara aruku
hitoribotchi no yoru
(whistling)

Tradução para o inglês

I look up when I walk so the tears won’t fall
remembering those happy spring days
but tonight I’m all alone
I look up when I walk, counting the stars with tearful eyes
remembering those happy summer days
but tonight I’m all alone
Happiness lies beyond the clouds
happiness lies above the sky
I look up when I walk so the tears won’t fall
though my heart is filled with sorrow
for tonight I’m all alone
(whistling)
remembering those happy Autumn days
but tonight I’m all alone
Sadness hides in the shadow of the stars
sadness lurks in the shadow of the moon
I look up when I walk so the tears won’t fall
though my heart is filled with sorrow
for tonight I’m all alone

Letra de Canção desconhecida, escrita por George Harrison, na Biblioteca Britânica

I'm happy to say that its only a dream When I come across people like you, It's only a dream and you make it obscene With the things that you think and you do Your [sic] so unaware of the pain that I bear And jealous for what you can't do There’s times when I feel that you haven’t a hope but I also know that isn't true.

I’m happy to say that its only a dream
When I come across people like you,
It’s only a dream and you make it obscene
With the things that you think and you do
Your [sic] so unaware of the pain that I bear
And jealous for what you can’t do
There’s times when I feel that you haven’t a hope
but I also know that isn’t true.

Em 2009 a Biblioteca Britânica expôs a letra desconhecida de George Harrison, datada de 1967 e encontrada no chão do estúdio Abbey Road, escrita quando Harrison tinha 23 ou 24 anos.
A canção sem título é de uma fase em que os Beatles tinham deixado de fazer turnês para passar mais tempo no estúdio, trabalhando sobre o álbum “Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band.

Hunter Davies, biógrafo dos Beatles, encontrou a letra quando fazia pesquisas para uma nova edição da biografia oficial dos Beatles, que foi relançada mais de 40 anos após sua publicação original.

Na introdução à nova edição do livro, Davies recordou como recolheu letras dos Beatles jogadas no chão do estúdio, como lixo, e as guardou como souvenirs.

Em release para a imprensa, a Biblioteca disse que “se Davies não tivesse recolhido os papéis, é quase certo que teriam sido jogados fora pelos faxineiros.”

Harrison nunca gravou a canção, disse a Biblioteca, e é possível que nunca tenha criado música para a letra, cuja tradução segue abaixo.

“Fico feliz por dizer que é apenas um sonho

Quando topo com pessoas como você,

É apenas um sonho, e você o torna obsceno

Com as coisas que você pensa e faz.

Você é tão inconsciente da dor que carrego

E tem ciúmes pelo que não pode fazer.

Há momentos em que sinto que não há esperança para você

Mas também sei que isso não é verdade.”

No reverso da folha há instruções sobre como chegar à casa de campo em Sussex de Brian Epstein, o empresário dos Beatles, escritas na letra de Epstein.

Isso significa que Harrison deve ter escrito a letra antes de agosto de 1967, quando Epstein foi encontrado morto em sua residência em Londres, depois de uma overdose acidental de soníferos.

“A letra escrita por George é tudo o que resta da canção. Só podemos imaginar como ela poderia ter soado. É um artigo inestimável e tremendamente interessante de memorabília dos Beatles”, disse Jamie Andrews, diretor de manuscritos literários modernos da Biblioteca Britânica.

Embora as composições dos Beatles fossem atribuídas a Lennon/McCartney, na realidade a maioria das canções era 90 por cento de John Lennon ou 90 por cento de Paul McCartney, e não frutos de uma cooperação 50/50 entre os dois, de acordo com a biblioteca.

“A letra manuscrita de cada canção exposta ilustra isso. Por exemplo, ‘Help’ é uma das criações de Lennon e está em sua letra. ‘Yesterday’ e ‘Michelle’ são de McCartney e estão na letra dele. Isso torna a letra de George Harrison ainda mais rara.”

Também constam da coleção objetos de memorabília que vão desde um cartão de membro de fã-clube dos Beatles até a letra de “A Hard Day’s Night” escrita por Lennon no verso de um cartão de aniversário enviado a seu filho Julian.

Em visita à British Library, publiquei aqui algumas fotos de letras originais, alguns manuscritos de músicas, registros e imagens originais de canções escritas pela dupla Lennon & McCartney.

Trajetória Artística do Cantor Bobby de Carlo

Bobby de Carlo, nome artístico de Roberto Caldeira dos Santos, nasceu na capital de São Paulo no dia 30 de Junho de 1945 sendo o filho mais novo dos três irmãos, Isaura, Zilda e Nelson.
Filho de Custódio dos Santos e Zilah Campos dos Santos, Bobby de Carlo aprendeu a tocar violão com seu pai e com 15 anos acompanhou Rubens Pardini, compositor e cantor, em teste na gravadora Odeon.

Celly Campelo e Tony Campelo eram contratados da gravadora Odeon e faziam grande sucesso. Adail Lessa, chefe de divulgação, Julio Nagib, diretor artístico e Osvaldo Gurzonni, diretor de vendas da gravadora, ficaram interessados por ele e o convidaram para um teste cantando em estúdio, ocasião em que foi aprovado.

Sergio de Freitas, que a partir daí se tornou amigo e colaborador, participando efetivamente de tudo em sua carreira, era divulgador da Odeon e fez a versão de “Dede Dinah” gravada originalmente por Franckie Avalon com o titulo de “Oh! Eliana”.
Quando da assinatura do contrato com a Oden, chegando à gravadora, soube que já haviam criado um nome artístico para ele, e foi assim que adotou o nome “Bobby De Carlo” e com apenas 15 anos começou sua carreira em 1960 cantando o rock “Oh!Eliana” de Marcucci, De Angelis e Sergio De Freitas e ” Quero Amar”, versão de Fred Jorge para a musica “I Like Girls” de Deanne e Weisman, gravada originalmente por Johnny Restivo.

Ele costumava ir ao programa “Ritmos para a Juventude”, de Antonio Aguilar, feito em estúdio na radio Nacional de São Paulo. Como era amigo de Joe Primo, nome artístico de Primo Moreschi, juntamente com ele fundaram o conjunto The Vampires, que mais tarde se tornou The Jet Black´s, estreando no primeiro programa de auditório comandado por Antonio Aguilar, com a seguinte formação:
Bobby De Carlo (guitarra solo), Carlão (contrabaixo), Jurandir (bateria), Joe Primo (guitarra base) e Zé Paulo (guitarra base).

Em 1961 gravou “Broto Feliz”, de Marcucci, De Angelis e Sergio de Freitas, e “Amor de Brotinho”, de Ballard e Hunter, com versão de Sergio de Freitas e, num segundo 78 rpm, as musicas “Gatinha Lili”, de A. Altamane W. Meshel versão de Charly e “Hey Lili” de Bob Marcucci e Peter De Angelis, versão de Sergio de Freitas.

Bobby De Carlo foi guitarrista solo dos Jet Black´s, do final de 1963 até 1964, quando dentre muitas apresentações, participou da gravação acompanhando o cantor italiano Dick Danello, na faixa “Quando Vedrai La Mia Ragazza”, no LP “TUTTO SANREMO”, pela RGE.

Com a volta de José Provetti, o Gato, na guitarra, Bobby deixou o conjunto para se dedicar ao contra baixo acústico.

Foi convidado por Mario Edson, pianista, para a formação de um trio tendo Bobby no contra baixo acústico e Beto, irmão de Luiz Loy, na bateria, para a inauguração de uma casa chamada “Estão Voltando as Flores”, na galeria Metrópolis em S.Paulo.

Voltou a gravar cantando em 1966 quando foi contratado pela gravadora Mocambo e lançou um compacto simples com as músicas “Tijolinho”, de Wagner Tadeu Benatti e “Minha Tristeza”, de Wagner T. Benatti e Edmundo Arroyo.

Foi no período da Jovem Guarda que obteve seu maior êxito, a canção “Tijolinho”, gravada em 1966, que o levou a ganhar o Troféu Chico Viola daquele ano.

No inicio de 1967 gravou um compacto simples com as musicas “A Boneca que diz Não”, de M.Polnareff e F.Gérald, versão de Laerte Antonio e “Teimosa”, de Wagner Benatti e Joe Primo. Ainda em 1967 lançou mais dois compactos simples com as músicas ” Cuidado Pra Não Derreter” e ” O Ermitão”, ambas de Getúlio Cortes e
“Brinquedinho” de Hamilton Di Giorgio e “Bobinha” de Nilton Campos e Alemão.

No final de 1967 lançou seu primeiro LP interpretando as músicas, “Cuidado Pra Não Derreter” e “O Ermitão” ambas de Getulio Cortes, “O Pesadelo”, de Henrique Serafian, “Brotinho Sem Ninguém” (A Boy Without a Girl), de Bob Marcucci e Peter De Angelis, versão de Hamilton Di Giorgio), “Tijolinho”, de Wagner Benatti, “Você é Bonitinha”, de Elenita e Fernanda Margaret, “Bonequinha (Oh!Pretty Woman)” de Roy Orbison e Bill Dees, versão de Márcio Antonucci e Ronald Antonucci, ” Não Vou Me Entregar”, de Marcos Roberto e Dori Edson, “Ao perder Você (All I Have To Do Is Dream)” de Boudleaux Bryant e Felice Bryant, versão de Laerte Antonio, “A Boneca Que Diz Não (La Poupée Qui Fait Non)” de M.Polnareff e F.Gérald, versão de Marcelo Santos, ” Emoção” de Roberto e Erasmo Carlos, e “Soluçando (Ic.Ic)”de Wagner Benatti e Antonio Sodinha.

Bobby De Carlo participou do filme “Adorável Trapalhão” cantando “Cuidado pra não derreter”, filme dirigido em 1967 por J.B. Tanko, que também assina o roteiro ao lado de Jarbas Barbosa, Carlos Diegues e José Oliosi. A música é uma composição de Getúlio Cortes.

Em 1968 foi lançado seu segundo LP pela gravadora Mocambo, com as musicas
“A Passo de Gigante”, de Elliot Chiprut, versão de Tom Gomes, “Selado com Amor (Sealet With a Kiss)”, de Gary Geld e Peter Udell, versão de Roberto Vita, “Sei Que Você Esta Chorando”,”Marina” e “Amargo Fim”, as três de Roberto Vita, “Triste Adeus (Lámour Avec Toi)”, M.Polnareff, versão de Sergio de Freitas,”Yummy, Yummy, Yummy”, de Arthur Resnic e Joey Levine, “Penso em Você” (Angel) de Robert Fricker, ambas em versões de Roberto Vita, “É de Mim Que Você Precisa”, de Tom Gomes e Luiz Wagner, “Fingimento”, de Joe Primo e Wagner Benatti, “Pra Te Ver” de Freitas e Roberto Vita, e “Bem Feito Meu Bem”, de Antonio Sodinha e Wagner Benatti.
No mesmo ano de 1968 sua interpretação para “Triste Adeus (L´amour Avec Toi)”, de Michel Polnareff, versão de Sergio de Freitas, foi incluída na coletânea “Os Grandes Sucessos”, pela gravadora Mocambo.

Em 1970 retornou à gravadora Odeon gravando um compacto duplo com as músicas “Por Você Ninguém Vai Chorar Não”, de Rubens Pardini, “Feiosa”, de Luiz Wagner e Tom Gomes, “Encabulado”, de sua autoria e “Você é Má”, de Luiz Wagner e Tom Gomes. Em seguida lançou um compacto simples com “Vem” e “Só”, ambas de sua autoria.

Em 1971 gravou um compacto simples com as músicas “Anjo”, de Abílio Manoel e “Coisa Banal”, de Carlos Pedro.
Em 1972 gravou um compacto simples com as músicas “Lembre-me a Todo Instante” (Let Me Be The One) de Paul Williams e Nichols, versão de Newton Siqueira Campos e “Minha Velha Canção de Amor” (An Old Fashioned Love Song) versão de Newton Siqueira Campos.

Em 1975 sua interpretação para “Eu Esperarei” (I Will), de John Lennon e Paul McCartney, em versão de Geraldo Figueiredo, foi incluída na coletânea “Jovem Também Tem Saudade”, pelo selo Coronado EMI – 0deon.

Em 1981 a gravadora Som Livre lançou a coletânea “Jovem Guarda” que incluiu seu grande sucesso “Tijolinho”.

Em 1985 foi lançado pela gravadora Polygram um pacote contendo cinco CDs comemorativos aos “30 Anos da Jovem Guarda”, sendo o volume I intitulado “Festa de Arromba”, que incluiu sua gravação “Marcianita”, de José Imperatore Marcone e Galvarino Villota Aderete, versão de Fernando Cesar. Já o volume III, intitulado “O Calhambeque”, inclui o sucesso “Tijolinho”. de Wagner Benatti.

Em 10 de fevereiro de 1996 foi gravado um CD duplo pela Gravadora Paradox com Bobby de Carlo ao vivo no Tom Brasil em São Paulo, contendo dois CDs “Jovem Guarda ao Vivo – O Novo de Novo”. O volume I contém as faixas 3, “Eu Não Sabia Que Você Existia”, faixa 4 “Marcianita” e faixa 5 “A Boneca Que Diz Não e Tijolinho”.

Em 1998 foi lançado pela gravadora Polydisc a coletânea “20 Super Sucessos-Bobby De Carlo” com as gravações “A Boneca que Diz Não” (La Poupée Qui Fait Non) de M.Polnareff e F.Gérald, versão de Marcelo Santos,”O Ermitão”e “Cuidado Pra Não Derreter”, de Getúlio Cortes, “Bonequinha” (Oh,Pretty Woman), de Roy Orbison e Bill Dees, versão de Marcio e Ronald Antonucci,”Não Vou Me Entregar”, de Marcos Roberto e Dori Edson, “Tijolinho” de Wagner Benatti, “Brotinho Sem Ninguém” (A Boy Without a Girl) de Bob Marcucci e Peter De Angeli, versão de Hamilton Di Giorgio, “Emoção”, de Roberto e Erasmo Carlos, “A Passo De Gigante”, de Elliot Chiprut, versão de Tom Gomes, “Selado Com Amor” (Sealed With A Kiss), de Gary Gold e Peter Udell, versão de Roberto Vita, “Soluçando (ic Ic)” de Wagner Benatti e Antonio Sodinha,”Triste Adeus” (Lámour avec toi) de Michel Polnareff, versão de Sergio de Freitas “Yummy, Yummy, Yummy”, de Arthur Resnic e Joey Levine , versão de Roberto Vita, “Bem Feito Meu Bem”, de Antonio Sodinha e Wagner Benatti , “Minha Tristeza”, de Wagner Benatti e Eduardo Arroyo, “O Pesadelo”, de Henrique Serafian, “Penso Em Você” (Angel) de Robert Fricker, versão de Roberto Vita, “Você É Bonitinha”, de Elenita e Fernanda Margaret, “Marina”, de Roberto Vitae, “Fingimento”, de Joe Primo e Wagner Bitão.

Em 2000 foram lançados dois CDs duplos intitulados “Na Onda Do Iê-Iê-Iê”, pela gravadora EMI, tendo no volume I, lado 1, a musica “Oh! Eliana (Dede Dinah)” e lado 2, “Hey Lili” (Lilly Lou); no volume II, lado 1, a música “Eu Esperarei” (I Will) e lado 2, “Broto Feliz” (Shy Guy).

Com o declínio da Jovem Guarda, encerrou sua carreira como cantor e continuou a carreira de músico tocando violão e contra baixo, entre outros instrumentos, fazendo arranjos, criando playbacks e o instrumental em gravações de outros cantores.

DISCOGRAFIA

78 rpm – Odeon 14.644, Julho de 1960
01 – Oh! Eliana
(Marcucci-De Angelis, versão Sérgio Freitas)
02 – Quero Amar
(E. V. Deane-B. Weisman, versão Fred Jorge)

Bobby de Carlo – 78 rpm – Odeon 14.719, Março de 1961
01 – Broto Feliz
(Marcucci-De Angelis, versão Sérgio Freitas)
02 – Amor de Brotinho
(Ballard-Hunter, versão Sérgio Freitas)
Bobby de Carlo – 78 rpm – Odeon 14.765, Novembro de 1961
01 – Gatinha Lili
(A. Altman-W. Mesnel, versão Charly)
02 – Hey Lili
(Marcucci-De Angelis, versão Sérgio de Freitas)
Bobby de Carlo (com os Megatons) – Compacto – Mocambo CS-1.141
01 – Tijolinho
(Wagner Tadeu Benatti)
02 – Minha Tristeza
(Wagner Tadeu Benatti)
Bobby de Carlo (com os Megatons) – LP BOBBY DE CARLO – Mocambo LP 40.349
01 – Cuidado Pra Não Derreter
(Getúlio Cortes)
02 – O Pesadelo
(Henrique Sarafian)
03 – Brotinho Sem Ninguém
(A Boy Without a Girl)
(Marcucci-Di Angelis, versão Hamilton Di Giorgio)
04 – Tijolinho
(Wagner Tadeu Benatti)
05 – Você é Bonitinha
(Anita-Fernanda Margareth)
06 – Bonequinha
(Oh! Pretty Woman)
(Orbison-Dees, versão Os Vips)
07 – Não Vou Me Entregar
(Marcos Roberto-Dori Edson)
08 – O Ermitão
(Getúlio Cortes)
09 – Ao Perder Você
(All I Have To Do Is Dream)
(Bryant, versão Laerte Antônio)
10 – A Boneca Que Diz Não
(La Poupée Qui Fait Non)
(Michel Polnareff, versão Marcelo Santos)
11 – Emoção
(Roberto Carlos-Erasmo Carlos)
12 – Soluçando (Ic Ic)
(Wagner Bitão-Antônio Sodinha)

Bobby de Carlo (com os Megatons) – Compacto – Mocambo CS-1.181
01 – Teimosa
(Wagner Tadeu Benatti-Joe Primo)
02 – A Boneca Que Diz Não
(La Poupée Qui Fait Non)
(Michel Polnareff, versão Marcelo Santos)

Bobby de Carlo (com os Megatons) – Compacto – Mocambo CS-1.245
01 – Cuidado Pra Não Derreter
(Getúlio Cortes)
02 – O Ermitão
(Getúlio Cortes)

Coletânea – LP OS GRANDES SUCESSOS – Mocambo/Rozenblit, 1968
06 – Triste Adeus
(L’amour Avec Toi)
(Michel Polnareff, versão Sérgio de Freitas)
Bobby de Carlo (com os Megatons)
Compacto
Mocambo CS-1.320, 1968
01 – Brinquedinho
(Hamilton di Giorgio)
02 – Bobinha
(Nilton-Alemão)

Bobby de Carlo (com os Megatons)
LP BOBBY DE CARLO
Mocambo 40.390, 1968
01 – A Passo de Gigante
(E. Chiprut, versão Tom Gomes)
02 – Selado Com Um Beijo
(G. Geld-P. Udel, versão R. Vita)
03 – Sei Que Você Está Chorando
(Roberto Vita)
04 – Marina
(Roberto Vita)
05 – Triste Adeus
(M. Polnareff, versão Sérgio de Freitas)
06 – Amargo Fim
(Roberto Vita)
07 – Yummy Yummy Yummy
(A. Resnick-Levine, versão Roberto Vita)
08 – Penso em Você
(Fricker, versão Roberto Vita)
09 – É de Mim Que Você Precisa
(Tom Gomes-Luis Wagner)
10 – Fingimento
(Joe Primo-Wagner Bitão)
11 – Pra Te Ver
(Freitas-R. Vita)
12 – Bem Feito, Meu Bem
(Wagner Bitão-Antônio Sodinha)

Bobby de Carlo
EP BOBBY DE CARLO
Odeon 7BD-1206, Março de 1970
01 – Por Você Ninguém Vai Chorar Não
(Rubens Pardini)
02 – Encabulado
(Bobby de Carlo-Joe Primo)
03 – Você é Má
(Luis Vagner-Tom Gomes)
04 – Feiosa
(Luis Vagner-Tom Gomes)

Coletânea
LP A JUVENTUDE
Odeon MOFB-3601, Agosto de 1970
02 – Eu Esperarei
(I Will)
(Lennon-McCartney, versão Geraldo Figueiredo)

Bobby de Carlo
Compacto
Odeon 7B-485, Março de 1971
01 – Anjo
(Abilio Manoel)
02 – Coisa Banal
(Carlos Pedro)

Bobby de Carlo
Compacto
Odeon 7B-520, Outubro de 1971
01 – Vem
(Bobby de Carlo)
02 – Só
(Bobby de Carlo)

Bobby de Carlo
Compacto
Odeon 7B-574, Junho de 1972
01 – Minha Velha Canção de Amor
(An Old Fashioned Love Song)
(P. Williams versão Newton Siqueira Campos)
02 – Lembre-Me A Todo Instante
(Let Me Be The One)
(Williams – Nichols versão Newton Siqueira Campos)

Caixa de CDs
CD 30 ANOS DE JOVEM GUARDA
Polydor 529.104-2, 1995
Produzido por Márcio Antonucci
CD 1, faixa 04
Marcianita
CD 3, faixa 07
Tijolinho

Compilação
CD JOVEM GUARDA AO VIVO – O NOVO DE NOVO
Paradoxx, 1996

Vol. 1, faixa 01
O Novo de Novo (com todos)
Vol. 1, faixa 03
Eu Não Sabia Que Você Existia
Vol. 1, faixa 04
Marcianita
Vol. 1, faixa 05
A Boneca Que Diz Não/ Tijolinho
Vol. 2, faixa 12
O Novo de Novo (com todos)
Vol. 2, faixa 13 – Festa de Arromba (com todos)

Compilação
CD & DVD JOVEM GUARDA PRA SEMPRE
JYoko, 2005

CD 2, faixa 01
Tijolinho
CD 2, faixa 02
A Boneca Que Diz Não
CD 2, faixa 14
Era Um Garoto… (com todos)

Bobby De Carlo

Fontes consultadas, além de informações enviadas pelo próprio cantor:

1 – The Jet Blacks – Livro de Eduardo Reis
2 – O Protagonista Oculto dos Anos 60 – Livro de Primo Moreschi
3 – Site: JovemGuarda.com.br – O Portal da Música Jovem

De como Peggy Spencer ensinou os Beatles a dançar!

Como Peggy Spencer ensinou os Beatles a dançarem para a cena da escada no filme Magical Mystery Tour.

Esqueçamos Strictly Come Dancing, pois uma mulher de Norfolk disse como ela ensinou as maiores estrelas da história do pop a dançar, fato que no Natal de 2007 completou 40 anos.

Era um “Boxing Day”, em 1967, quando os Beatles mostraram na TV o seu muito aguardado musical surreal, Magical Mystery Tour, incluindo cenas dos “Fab Four” deslizando fácil e elegantemente usando “White-tie”.

E foi a lendária dançarina Peggy Spencer, do King’s Lynn, que lhes ensinou o sapateado – e fez o sonho de Paul McCartney se tornar realidade.

Beatles na escada 1

O convite para transformar os Beatles em hoofers fora do salão aconteceu por acaso e Peggy não conseguia acreditar quando a voz do outro lado da linha disse que era Paul McCartney perguntando se ela poderia dar-lhes lições de dança.

Durante aquele verão, o grupo havia lançado Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band e apareceu em uma transmissão via satélite cantando All You Need is Love para 350 milhões de telespectadores em todo o mundo.

The Beatles escreveram, dirigiram e estrelaram Magical Mystery Tour, que foi o programa mais esperado na TV aquele Natal.

Uma nova geração de fãs dos Beatles pôde ver o filme lançado em DVD em 2008, e nesta foto, aos 87 anos, Peggy recorda com euforia o telefonema e o desafio que lhe foi dado por McCartney.

Beatles na escada 2

Ele perguntou se ela, Peggy, poderia coreografar a cena, providenciar 100 bailarinos e ensinar os Beatles como dançar, e ela só tinha dois dias para organizar tudo.

Nos anos 60, Peggy Spencer era uma personalidade conhecida por dirigir uma companhia de dança de sucesso no sul de Londres com seu marido, Frank.

Eles apareciam regularmente na série original de TV BBC Come Dancing. O casal teve 21 equipes vencedoras de formação e capacitação de mais de três mil bailarinos a cada ano em seu salão.

Ela lembra o que Paul disse a ela naquela chamada telefônica:
“Por alguma razão Paul me chamou de Pegotty e me disse que tinha tido um sonho com uma escada branca indo para o céu com um piano branco no topo e dançarinos em bonitas vestes descendo as escadas com os Beatles em casacas de cauda branca. Ele me perguntou se eu poderia fazer isso se tornar realidade “.

“Eu me lembro muito bem porque eu tive que tirar todos os vestidos da minha equipe pra fora do armário e arrumá-los para os bailarinos ensaiarem. Nós tivemos que ensaiar às 10:30 da noite em um antigo hangar de aeronaves, em Kent, pois todos estavam trabalhando e não estavam disponíveis durante o dia. ”

Peggy, em seguida, teve que decidir os arranjos com Paul usando a canção dos Beatles Your Mother Should Know, mas as coisas não correram tão bem como o previsto, porque havia apenas um lado da escada, então carpinteiros tiveram que ser trazidos para construir o outro lado.

“That black hangar, the staircase, the piano at the top, it was all so surreal but it’s a vision that has never left me, bringing all this back has been the best Christmas present I could have wished for,” she said.

Peggy recalled that as the Beatles came down the staircase, she was ahead of them, out of camera shot, dancing their steps so that they could follow her.

Beatles na escada 3

And she revealed that the biggest problem was that George Harrison and John Lennon were in meditation and did not always have all their wits about them.

“The boys were not dancers, they were musical people and I had to knock them into shape. This was sometimes quite difficult because two of them were constantly in meditation. Paul was the one who was alive, on the ball and bright all of the time,” she said.

Peggy’s vivid recollections of dancing with the Beatles were re-kindled with the help of Gary Howman, of King’s Lynn, a collector of Beatle’s memorabilia. “It has been fabulous to hear Peggy’s eye-witness accounts of her involvement with the Beatles and she has such vivid recollections,” he said.

Fonte/Source: Chá com a Beatlemania