Historiadores dizem que a visita dos Beatles a Bangor em 1967 foi um ponto de partida para mudanças.

Há cinquenta anos atrás os Beatles chegaram a Bangor, no Norte do País de Gales, para participarem de uma Conferência de 10 dias sobre Meditação Transcendental liderada pelo Maharishi Mahesh Yogi, mas sua visita causou uma agitação não apenas entre os fãs, como também na mídia.

Foi lá que descobriram que seu empresário havia morrido, um fato que alguns dizem que marcou o começo do fim para o grupo.

Era 25 de agosto de 1967 e acabavam de lançar seu oitavo álbum de estúdio, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band.
Eles estavam em um ponto alto da carreira e decidiram visitar Bangor, porém não para tocarem em um Show.

O professor Chris Collins, chefe de música da Universidade de Bangor, disse que a visita da banda ao norte de Gales foi incomum desde o início.
George Harrison, o guitarrista dos Beatles, conheceu Maharishi Yogi, um guru da Meditação Transcendental – uma forma de meditação silenciosa – que os convidou para a sua conferência na cidade de Gwynedd.

“George Harrison ficou muito interessado no que o Maharishi estava ensinando e levou John e Paul a uma sessão em Londres, seguida imediatamente no retiro em Bangor, no local onde funcionava o Normal College, e agora parte da Universidade de Bangor,” disse o Prof Collins.
“Eles simplesmente pularam em um trem e estavam aqui algumas horas depois de decidirem fazer isso.”

“A imprensa certamente estava muito atenta ao que estava acontecendo. Havia um grande interesse pelo fato de que os Beatles pareciam ter descoberto o misticismo oriental e havia suspeitas sobre o fato em torno da imprensa na época.
“Aquilo realmente levou todos a Bangor para segui-los, além de criar um grande interesse na localidade”.

John Lennon pouco antes da partida do trem da Estação de Euston para Bangor.
GETTY IMAGES

Não foi apenas a imprensa que veio – os fãs também se reuniram.
Os Beatles ficaram no Normal College, agora o Centro de Gerenciamento da universidade.
Len Jones era um dos jardineiros da época e disse que eles causaram bastante reviravolta.
“Eu vim aqui às oito da manhã para começar a trabalhar e havia centenas de pessoas aqui. Eles estavam cantando e estavam meditando”, disse ele anteriormente.
“Os Beatles vieram então, e ninguém conseguia se mover com aquelas centenas de pessoas, especialmente as meninas. E todos estavam gritando ‘Beeeeatles, onde estão vocêsssss’?
“Toda a Universidade, todos pararam de trabalhar por um dia ou dois. Era o paraíso e realmente colocava Bangor no mapa”.
Mas The Beatles não estaria em Bangor por muito tempo. Eles chegaram na sexta-feira – e no domingo, o telefone público tocou no corredor dos salões da universidade onde ficavam.
Eventualmente, alguém respondeu o telefone e Paul McCartney recebeu a notícia de que seu Empresário Brian Epstein havia sido encontrado morto.

Ao tomarem conhecimento sobre a morte de Brian Epstein, The Beatles decidiram voltar para Londres.
Imagem: GETTY IMAGES

O jornalista Freelance Derek Bellis foi convocado para Bangor para entrevistar os Beatles sobre a notícia.
“Foi uma ocasião estranha, suponho que surreal seja a palavra que resume”, lembrou o senhor deputado Bellis.

“John foi quem mais falou nas entrevistas e ele disse que o Maharishi havia dito que eles deveriam lembrar as coisas felizes e as coisas construtivas.
“Parecia como se o Maharishi fizesse algumas observações bastante neutras, e agora você pudesse descrevê-las”.
Historiadores disseram que foi um ponto de virada para os Beatles. Sem Epstein para manter o grupo em conjunto, eles passaram mais e mais tempo em seus próprios projetos antes de se separarem definitivamente em 1970.

“Vir a Bangor foi coisa de George Harrison, mas John Lennon, Paul McCartney e Ringo Starr foram junto. Depois da morte de Brian Epstein, isso não aconteceu tanto, e os Beatles começaram a seguir suas próprias rotinas individuais,” disse o Prof Collins.
No entanto, as pessoas em Bangor ainda sentem orgulho de sua conexão com a banda. “Há todas as histórias que todos que moram em Bangor conhecem”, acrescentou o Prof Collins.
“Como a visita dos Beatles ao restaurante chinês, onde George tinha um bilhete de banco na sola do seu sapato e essa era a única maneira deles garantirem o pagamento, porque eles não carregavam dinheiro com eles.

“Há fotos de Paul McCartney em lugares estranhos ao lado da Estrada da Universidade, que são parte da conscientização local das pessoas sobre a estada dos Beatles.
“Se você mora em Bangor e aparece um novo livro sobre os Beatles, a primeira coisa que você faz é ir no índice e procurar Bangor!
“Está sempre constando lá e você pode ler o pouco da historia de quando os Beatles fizeram parte do seu mundo brevemente”.
Essa conexão ainda está marcada até hoje – há uma placa na universidade e uma laje de ardósia na rua principal lembrando esses três dias em 1967, quando os Beatles chamaram a atenção do mundo para Bangor.

Por Chris Dearden
BBC News

Tradução: Lucinha Zanetti

MAIS SOBRE OS BEATLES EM BANGOR

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Paul McCartney – O Meu ‘Top 40’!

Por Dado Macedo

Inspirado por uma semana toda dedicada a Paul McCartney, resolvi escolher as minhas 40 canções favoritas de Sir James!

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Devo dizer que a tarefa se revelou árdua, e após noites e mais noites em claro cheguei a seguinte listagem:

1- Penny Lane – Paul não era muito de reminiscências, mas provavelmente influenciado por John (In my Life, Strawberry Fileds), fez uma reconstituição na sua cabeça de uma Liverpool mágica. O ritmo é contagiante.

2- Eleanor Rigby – Tudo bem, ‘Yesterday’ veio antes, mas Eleanor Rigby consolidou Paul – e os Beatles – como compositores ‘sérios’.

3- Let It Be – Composta na fase turbulenta da separação, Paul a atribuiu a um sonho com sua mãe, que o confortava, dizendo que tudo daria certo. Piano de Paul, e guitarra de George são os destaques.

4- Band on the Run – Uma das melhores canções da carreira-solo de Paul. Mudanças de ritmo, muita percussão, guitarras, e um belo arranjo a tornam especial.

5- With a Little Help From My Friends – Composta para o vocal de Ringo, ela soa atual até hoje, com versões arrasadoras. A de Joe Cocker, por exemplo, é antológica..

6- Oh! Darling – Paul treinava toda manhã ao chegar ao estúdio para que seu vocal soasse com a crueza necessária de quem tinha cantado o dia todo, e ele conseguiu.

7- Maybe I’m Amazed – Canção cultuada por muitos como uma das mais belas músicas românticas já escritas. O solo de guitarra, tocado por Paul, – que aliás tocou todos os instrumentos – é outro ponto alto.

8- Back in the USSR – Rock de primeira, e Paul tocando bateria, além de baixo e guitarra.

9- I Saw Her Standing There – Para primeira música do primeiro álbum dos Beatles, um grande rockinho, uma amostra do que estava por vir.

10- The Long and Winding Road – Outra da fase difícil da separação dos Beatles, mas mais uma peça criativa e instigante de Macca. Infelizmente, no álbum Let It Be, ela foi suavizada e acrescentada de coral por Phil Spector.

11- All My Loving – “A primeira das grandes…” segundo Lennon. A guitarra de George arrasa.

12- She’s Leaving Home – Brian Wilson dos Beach Boys, a considerava uma das melhores canções já compostas. Um tema real sobre uma jovem abandonando a casa dos pais, que Paul leu nos jornais. Arranjo de Michael Leander.

13- Get Back – Inspirada em conflitos raciais com paquistaneses na Londres do final dos anos 60. Era anti-racista, apesar de muita gente não entender. John achava que Paul estava mandando Yoko ‘voltar pro seu lugar…’

14- For No One – Junto com Eleanor Rigby e Yesterday, pode se considerar como uma trilogia erudita de Macca. Sua relação com Jane Asher estava azedando.

15- Paperback Writer – Produção inovadora, na esteira de ‘Rubber Soul’, e antecipando a revolução que viria com ‘Revolver’. Paul toca baixo Rickenbacker, em vez do velho Hoffner. O som mudou!

16- Too Much Rain – O ‘Chaos and Creation..’ é pra mim, sem dúvida, o melhor trabalho solo de Paul. Esta canção ele conta que foi inspirada em ‘Smile’ de Charles Chaplin. Tão charmosa quanto, mas mais romântica.
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17- Junk – Esqueçam a simplicidade da gravação caseira e prestem atenção na melodia, e na letra triste. É Macca no seu melhor.

18- Mull of Kintyre – O single mais vendido no Reino Unido por quase uma década. Homenagem ao seu ‘spa’ na Escócia.

19- Yesterday – Esta é só a canção mais regravada de todos os tempos! Paul sonhou com a melodia, acordou e foi direto ao piano… Depois o cara não é gênio….. A letra inicial era: “Scrambled eggs, oh baby, how I love your legs…” hahaha.

20- Sgt Pepper’s – Toda a ideia do álbum foi de Macca. Esta introdução, mudaria o curso da música pop.

21- Follow Me – Outra do ‘Chaos…’ Me parece uma canção visionária.

22- Ob-la-di Ob-la-da – Dos tempos da India em 68. Uma brincadeira, que a maioria das pessoas não entendeu – Lennon inclusive – mas que serviu para apresentar o reggae aos branquelos.

23- Live and Let Die – Tinha que ter pique para ser canção de James Bond, o 007! Ao vivo é imbatível!

24- When I’m 64 – Canção vaudeville e homenagem ao velho Jim McCartney!

25- Blackbird – Politizada, coisa rara em Paul. Os Black Panthers estavam no auge em 68. O violão rouba a cena.

26- She Came in Through the Bathroom Window – Se fosse concluída talvez fosse uma das melhores peças Beatles. Faltou algo, mas mesmo assim, a entrada de Paul após o medley de John é antológica. Joe Cocker, sabe o que é bom!

27- Letting Go – Outra pérola escondida nos álbuns de Paul. Esta é só para quem curte o charme romântico do baladeiro McCartney.

28- We Can Work It Out – Mostra o lado otimista de Macca em contraste com o pessimismo de John. Nada como resolver os problemas, não é?

29- I’ve Got a Feeling – Rockão, em que Macca descarrrega muito de sua adrenalina, no final dos Beatles. Impressionante como ainda saía música de qualidade, apesar de todos os problemas.

30- Mamunia – Acho essa uma clássica de Macca. Percussão, baixo marcado, simplicidade e ao mesmo tempo soa exótica! Gravada durante um toró na Nigéria.

31- Hope of Deliverance – O cara compõe fácil, grava fácil, e a coisa vira um sucesso! É simples. Ao menos parece!

32- Ebony and Ivory – Paul chamou Steve Wonder, para gravar este hino contra o racismo. Hoje tem gente que critica este esforço. Uma pena.

33- Birthday – Paul pensou: vamos nos reunir e cantar uma canção juntos… John, George, Ringo e suas esposas e namoradas participaram e a festa rolou solta.

34- You Won’t See Me – Típica da época das briguinhas com Jane Asher, sua namorada que estava mais interessada na carreira. Simples e direta.

35- The End – Só por ser a última canção já seria clássica, mas com seu verso final lembrando que o que aqui se faz, aqui se paga….. Não precisava mais nada depois disto!!!

36- Can’t Buy Me Love – Paul adorou quando Ella Fitzgerald gravou esta. Ele deve ter pensado: “Bem, nós conseguimos”!!!

37- Things We Said Today – Ainda sobre seu relacionamento com Jane. Paul estava apaixonado por ela na época.

38- My Love – Canção de 73 para Linda. Sucesso em single, e um exemplo de que a banda Wings, não era ruim. O solo de guitarra de Henry McCullough é contundente.

39- Let’em In – Versatilidade ao extremo de Macca. Ele sabe tirar leite de pedra. Letra simples, convidando os mais chegados a visitá-lo, e instrumentação enxuta. Resultado: sucesso!

40- Coming Up – Mega-hit de 1980. Paul a compôs em 79, mas só a lançou em single, após a experiência desastrosa de sua prisão no Japão. Foi direto pro nº1!

Bonus:
41- Another Day – Pode se considerar esta canção como a Eleanor Rigby Pop. Tão densa e dramática quanto a canção de 66, porém mais digerível!

42- Helter Skelter – Rock da pesada feito pra competir com The Who! Hoje uma das favoritas nos shows ao vivo.

43- Rock Show – Outra abertura de shows. Em 1975, ela colocava peso no álbum ‘Venus and Mars’.

44- Mrs. Vandebilt – Ritmo pulsante, que hoje em dia Paul recuperou para os shows ao vivo.

45- 1985 – Se destaca pelo belo piano de Macca. Era uma canção em que ele tocava praticamente todos os instrumentos. Como se tornaria natural.

46- Getting Better – Otimista como sempre. Feita de encomenda para Pepper’s, após Paul descobrir esta frase dita por um jamaicano amigo dos Beatles – que depois queria os royalties da música…

47- Magical Mystery Tour – Introdução para o filme de mesmo nome feito para a TV em 67. Vibrante e animada. Pena que ficou associada ao filme.

48- Yellow Submarine – O cara sabe fazer música para animar festas, sabe fazer rocks, baladas, vaudeville, reggae, country, blues… Porque não fazer uma direcionada as crianças?

49- This One – Balada de 1989. Uma das mais bonitas que já vi Paul tocar ao vivo.

50- Your Mother Should Know – Charmosa e bonita! Acho que é um resumo das composições de Macca!

Obs.: Como fui esquecer de ‘Hey Jude’. Gravação histórica de 68 em que os Beatles conseguiram chegar ao nº 1 com uma canção de mais de 7 minutos de duração. Paul, neste caso, lembra do pequeno Julian, filho de Lennon, que estava sofrendo com a separação dos pais.

Obs.II: ‘Here Today’, ‘conversa’ de Paul com John após a partida do parceiro também merece entrar na lista!

E assim, as 40 acabaram se tornando 52!!!

Paul McCartney em apresentação no programa SNL (Saturday Night Live)

Paul McCartney em apresentação no programa SNL (Saturday Night Live)

O dia em que Paul McCartney foi apresentado a John Lennon!

Em 06 de Julho de 1957, os Quarrymen se apresentaram no Garden Fete de St. Peter’s Church em Woolton, Liverpool, e foi entre 16h15min. e 17h45min. que Paul McCartney conheceu John Lennon através de Ivan Vaughan, que era colega de escola dele e morava perto da casa de John; fazia 8 meses que Paul tinha perdido sua mãe Mary…

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O Show havia sido marcado para as 09h e começou às 10h da manhã e Julia, mãe de Lennon, foi ver o show com Mimi, que achou aquilo tudo uma indecência!
O modo como o adolescente John tocava e se requebrava com Eric Griffith no palco improvisado, horrorizou tia Mimi. Paul chegou por volta de 11h30min. na quermesse, onde John só cantaria 6 músicas, porque Mimi ficou horrorizada e John teve que deixar o palco envergonhado… 🙂

Bob Spitz descreve este momento em seu livro “Os Beatles – A Biografia”:

“John ficou impressionado por Paul lembrar a letra, que ele sempre esquecia , por isso optava por fazer improvisos vocais para acompanhar o ritmo. A versão de Paul era mais pesada, mais marcante, ele tocava a quinta tônica, que a banda simplesmente ignorava. E Paul cantou a música fazendo todas as pausas, despreocupado como se estivesse em frente ao espelho do quarto sem ninguém à sua volta. O fato de os integrantes de uma banda e uma dúzia de escoteiros estarem por perto não o intimidava nem um pouco. Não obstante, a “platéia” ficou magnetizada.
“Aquilo foi estranho. Ele tocava e cantava de uma forma que nenhum de nós era capaz, nem mesmo John”, lembra Eric Griffiths. “Paul tinha confiança, presença. E com uma naturalidade incrível. Ficamos realmente impressionados.”

(…)Houve uma identificação instantânea, uma conexão química entre os dois rapazes que se percebiam comprometidos com a música com a mesma intensidade, com a mesma paixão cega. Tendo em vista a forma como se estudavam, a postura e os olhares dirigidos de um para o outro, o que realmente acontecia era um amor à primeira vista.”

Pg. 96 e 97

Uma Simples Guinada do Destino (Parte 1)

Em seu livro “Os Beatles – A Biografia“, Bob Spitz escreveu no Capítulo 5:
“A única verdadeira surpresa da festa do jardim da Igreja de São Pedro no ano de 1957 foi a participação dos Quarry Men.
Nos mais de quarenta anos em que os habitantes da vila de Woolton celebraram o evento que eles chamavam costumeiramente de “a Rosa da Rainha”, só bandas marciais haviam tocado. Ainda havia um brilho heróico, uma resposta emocional, a todos aqueles homens rubicundos em uniforme tocando “pop standards” formais arranjadas como se eles estivessem acompanhando a retirada de Dunquerque. (…) Mas algo havia mudado. A canção regular dos homens em azul não mais encantavam os jovens, cujo mundo em expansão via pouco glamour na tradição. Bessie Shotton, a mãe de Pete, convenceu o comitê da festa que uma banda de skiffle atrairia os jovens e propôs os Quarry Men (…)
Os garotos entraram em êxtase. A festa do jardim era “o maior evento social no calendário da vila” (…) Além de tocar, os Quarry Men receberam outra distinção: acompanhar a parada anual dos carros alegóricos (…)
A banda se instalou na carroceria de um caminhão que partiu da igreja pouco depois das duas horas da tarde do dia 6 de julho.

Uma Simples Guinada do Destino (Parte 2)

(…) Um cheiro de circo persistia no ar pesadamente escaldado (…)Os Quarry Men tocaram uma animada seleção de canções – metade skiffle, metade rock’n’roll – que foi recebida entusiasticamente pelos jovens que se aglutinavam em volta do palco (…) John se lembra: “foi o primeiro dia que cantei Be-Bop-A-Lula ao vivo no palco”, e bem se pode imaginar o quanto ele curtiu. Depois improvisou uma versão de “Come Go With Me” de forma hilariante (…)
Um pouco antes de encerrarem, Eric Griffiths e Pete Shotton perceberam Ivan Vaughn logo abaixo do palco, à direita, com outro jovem ao lado (…) sorriram uns para os outros, ficando subentendido que eles se reuniriam depois do show.
Ivan se aproximou afoitamente. Cumprimentou a todos e apresentou seu amigo da escola – Paul McCartney.

Uma Simples Guinada do Destino (Parte 3)

Len Garry relembra: “O clima estava um pouco tenso. Ivan havia dito [antes dessa tarde, NT] a John sobre Paul ser um grande guitarrista, então ele se sentia um pouco ameaçado.” (…)Curiosamente, Paul tinha trazido seu violão. Sentindo a oportunidade, roubou as atenções, tocando habilmente uma versão do “Twenty Flight Rock” de Eddie Cochran, com todas as sibilâncias do fraseado rockabilly e um toque de Elvis na garganta (…)“De cara, pude ver que John estava com toda a atenção no garoto”, diz Pete Shotton. (…) “Pude perceber que John estava muito impressionado.”Paul também deve ter percebido. Ele parecia se concentrar justamente em John, a quem reconhecia como o legítimo líder da banda. Sem querer perder o pique, “mandou ver” em sua própria versão de “Be-Bop-A-Lula”.(…)“Foi fantástico. Ele tocava e cantava de um jeito que nenhum de nós conseguia, inclusive o John”, relembra Eric Griffiths (…)Mas Paul ainda não tinha acabado. Já mesmo então sabendo como “trabalhar” uma audiência, ele atacou com um medley de Little Richard – “Tutti Frutti,” “Good Golly, Miss Molly,” e “Long Tall Sally” (…)“Depois disso,” diz Colin Hanton, “John e Paul passaram a se circundar como gatos.”
Nota: Esta frase do livro, original, diz o seguinte: “Afterwards,” Colin Hanton says, “John and Paul circled each other like cats.”
A tradução foi mais ou menos literal, e acho que o sentido é o seguinte: ficaram estimulados e desafiados um pelo outro.
Na edição brasileira esta frase ficou traduzida assim; “Depois daquilo”, diz Colin Hanton, “John e Paul se rodearam como gatos.”

Na igreja em Woolton existe esta placa em homenagem a este histórico encontro!

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Paul in Dusseldorf (Good memories from Hamburgh)

A apresentação de Paul McCartney em Esprit Arena em Dusseldorf, na Alemanha, marca o início de sua turne “One on One” na Europa.
Carismático, dizendo “Hallo Düsseldorf – Helau”, Paul cumprimenta os 27.500 espectadores, seus fãs, que vão ao delírio na noite de 28 de maio de 2016!

Estar na Alemanha lhe trouxe boas lembranças de Hamburgo, como ele mesmo diz neste vídeo…

E também revela em dado momento, antes de iniciar “We Can Work it Out”, quando diz que tem boas lembranças de Hamburgo, onde aprendeu a falar um pouco de alemão, mas são coisas que ele agora não pode repetir… (risos).

O set list:
1. A Hard Day’s Night
2. Save Us
3. Can’t buy me love
4. Letting Go
5. Temporary Secretary
6. Let me roll it
7. I’ve got a feeling
8. My Valentine
9. Nineteen Hundred and Eighty-Five
10. Here, There and Everywhere
11. Maybe I’m Amazed
12. We Can Work it Out
13. In Spite of All the Danger
14. You Won’t See Me
15. Love Me Do
16. And I Love Her
17. Blackbird
18. Here Today
19. Queenie Eye
20. New
21. Fool On The Hill
22. Lady Madonna
23. FourFiveSeconds
24. Eleanor Rigby
25. Being For The Benefit Of Mr Kite
26. Something
27. Ob-La-Di Ob-La-Da
28. Band On The Run
29. Back In The USSR
30. Let It Be
31. Live And Let Die
32. Hey Jude
33. Yesterday
34. Hi Hi Hi
35. Birthday
36. Golden Slumbers/Carry That Weight/The End

Um resuminho da apresentação de Paul McCartney em Dusseldorf, na Alemanha, dando início a sua turnê na Europa.

Fotos do evento, diretamente de Dusseldorf, Alemanha!

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E no “gran finale”, como é de praxe, os papéis picados nas cores da Alemanha!

“And in the end, the love you take is equal to the love, you make”!

THANKS PAUL! 😉

E no "gran finale", como é de praxe, os papéis picados nas cores da Alemanha! "And in the end, the love you take is equal to the love, you make"!

E no “gran finale”, como é de praxe, os papéis picados nas cores da Alemanha!
“And in the end, the love you take is equal to the love, you make”!

Paul McCartney convida menina sortuda para tocar Baixo, por que ele é Paul!

De acordo com a publicação de Ron Dicker, reporter do jornal The Huffington, isso só foi possível por que sem dúvida certos Deuses do Rock tornam-se mais e mais parecidos com deuses com o passar do tempo.

Paul McCartney pensou que fosse pra ele autografar uma boneca para uma fã ardorosa de 10 anos, quando se apresentava no palco do Estádio Único de La Plata, em Buenos Aires, Argentina, na noite de terça-feira, 17 de maio de 2016, porém a criança queria um pouco mais do que isso… “Eu quero tocar baixo com você”, disse Leila Lacase, de 10 anos.

Paul toca com menina de 10 anos na Argentina

Quem não gostaria de tocar baixo com Paul McCartney, menina?

Mas o Beatle fez isso acontecer! “Nunca vi isso antes,”, disse ele para a multidão.

Os dois então tocaram e cantaram juntos a canção “Get Back” e aquela criança terá agora uma lembrança pra durar o resto de sua vida…

Assistam o episódio mostrado no clipe abaixo:

O Divórcio entre Lennon & McCartney!

Lennon McCartney Divorce

(Matéria completa e texto original aqui. )

“As pessoas disseram: ‘É uma pena que uma coisa tão bacana teve que chegar ao fim desta forma.’ Eu também acho. É uma pena. Eu gosto de conto de fadas. Eu adoraria se tivesse visto os Beatles subirem em uma nuvenzinha de fumaça e nós quatro estivéssemos vestidos em trajes mágicos, cada um segurando um envelope com todo nosso material dentro dele. Mas você percebe que está na vida real, e você não divide uma coisa bonita com outra coisa bonita.” (McCartney)

No final dos anos 60, havia muitos sinais dentro da organização dos Beatles indicando que uma separação seria
inevitável. Alguns destes sinais eram aparentes para seus fãs, outros não. O empresário deles morre, eles são
forçados a parar com as turnês, há problemas no estúdio, etc.
Eventualmente a banda se separa e então tudo torna-se realmente desagradável e um tanto estranho…

Embora Lennon e McCartney tenham se reconciliado nos anos 70, qualquer esperança de uma reunião musical
foi minada depois que Yoko começou a interceptar as chamadas telefônicas de Paul.

Há muito tempo que uma vertente do folclore Beatles diz que Paul ligou para Yoko em janeiro de 1980, pouco
antes de uma turnê ao Japão, e mencionou a ela que ele tinha um pouco de maconha… Dois dias depois ele foi preso
no aeroporto de Tóquio por posse de substâncias ilegais e passou 10 dias na prisão. Falou-se que as
autoridades japonesas tinham recebido uma dica de alguém que sabia exatamente o que Paul estava
carregando. Desde o assassinato de John Lennon em dezembro de 1980 pelo fã enlouquecido, Mark Chapman, o corte Paul- Yoko foi adiante de forma bem mais estrondosa.

Em 1997 Yoko Ono comparou John a Mozart, enquanto Paul, disse ela, mais intimamente se assemelhava ao seu rival
menos talentoso, Salieri. No ano seguinte, Paul se recusou incisivamente a pedir que Yoko fosse ao funeral de
Linda em Nova York , que acabara de morrer de câncer de mama. O problema veio à tona novamente no ano
2000, quando os três Beatles sobreviventes estavam preparando um pacote com os maiores sucessos dos Beatles. Embora
a canção “Yesterday” tenha sempre sido creditada à dupla Lennon/McCartney, ela foi feita totalmente por Paul,
que então pediu que seu nome fosse colocado em primeiro lugar.

“Senti que depois de 30 anos isso pudesse ser um bonito gesto e algo que pudesse ser fácil para Yoko
concordar”, disse Paul.

“A princípio ela disse sim, mas depois ela ligou de volta algumas horas mais tarde e mudou de ideia”.

Dois anos mais tarde, Paul rebateu, quando mudou os créditos para todas as canções dos Beatles incluídas
no seu álbum “Back in the US Live 2002”, para “compostas por Paul McCartney e John Lennon”.

Yoko respondeu, removendo os créditos de Paul da faixa “Give Peace a Chance”, no DVD Lennon Legend.

Paz, ao que parece, era a última coisa no pensamento de Paul e Yoko.

“Grande Juri Especial” é constituído para julgar a suposta morte do Beatle Paul!

Como já contamos aqui nesta reportagem, em 9 de novembro de 1966 os jornais anunciavam que um dos principais integrantes dos Beatles teria morrido em um trágico acidente. Naquele dia, chovia muito, Paul McCartney dirigia um Aston Martin em alta velocidade, quando acabou se acidentando com outro carro ao passar direto pelo sinal fechado. Com a força da colisão, o rosto de Paul ficou irreconhecível (outras versões sustentam que o cantor foi decapitado), impossibilitando o reconhecimento do corpo…

No Brasil não foi diferente, e o Jornal da Tarde em sua edição de 25 de fevereiro de 1970 anunciou um programa chamado “Grande Juri Especial”, às 08h30 da noite, pela TV Bandeirantes Canal 13, onde seria discutida a “morte” do Beatle Paul McCartney!

Celso Teixeira contou com a participação de Russ Gibb, um disk-jockey americano, para participar do programa!
“Estará Paul McCartney vivo? Será que morreu? Aguardem o desenrolar do programa…”, diz a reportagem. 😉

Jornal fala da morte do Paul 1

Jornal fala da morte do Paul 2

Em 23 de março de 1970, o Jornal da Tarde também publicou este artigo com a matéria “Um Beatle Tenta Ressuscitar Sozinho”. 🙂

Jornal fala da morte do Paul 3

(Meus agradecimentos a Luiz Amorim por ter enviado as fotos do jornal)