PAULO SÉRGIO IMITAVA OU NÃO ROBERTO CARLOS? DESCUBRA AQUI!

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Esta entrevista foi feita por Antonio Aguillar com Paulo Sergio à época em que estava havendo uma grande polêmica sobre ele e Roberto Carlos.
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Paulo Sergio foi lançado por uma gravadora pequena chamada Caravelle. Ele era alfaiate e pretendia ser cantor profissional. Paulo na ocasião em que pretendia cantar procurou Chacrinha e cantou no programa de calouros que ele fazia no Rio de Janeiro, dublando o cantor Altemar Dutra como se fosse um cantor que tinha a voz parecida com a dele.
Claro que foi uma artimanha de Chacrinha para lançar Paulo Sérgio em disco mais tarde.
O Diretor da gravadora Caravelle era o Sr. Guimarães, que acreditava muito nesse lançamento. Depois de tudo isso, disseram a ele (Paulo Sergio) para cantar na linha do Roberto Carlos, que já estava fazendo sucesso. Foi uma época muito interessante.
Chacrinha, que também lançou o Roberto Carlos no Rio, através do programa de Rock do Carlos Imperial, costumava colocar um cantor contra o outro, criando um ambiente instável entre as fãs e com isso o seu programa conseguia alcançar grande sucesso.
Ele fez assim também com o Antonio Aguillar.
Foi combinado que ele falaria mal do programa do Aguillar nos programas dele, quando ele estava ainda na Radio Nacional de S.Paulo e o Antonio Aguillar rebatia falando que o programa do Chacrinha era ultrapassado e assim por diante. Isso gerou uma confusão entre os ouvintes proporcionando grande audiência para os dois.
Chacrinha havia discordado de Roberto Carlos em certa ocasião por causa de cachê e acabou promovendo Paulo Sergio, dizendo que o Roberto Carlos já era, e que agora era a vez do Paulo Sergio e acrescentava mil coisas para criar muita confusão.
Era assim que as coisas funcionavam e os dois artistas conseguiram sucesso.
Paulo Sergio foi um lançamento da Caravelle, uma gravadora pequena diante da CBS, gravadora de Roberto Carlos.
Como Roberto Carlos sempre usou de bom senso, tocou sua vida pra frente gravando na ocasião, quando surgia o sucesso “Ultima Canção”, a musica “Te amo Te amo Te amo” e assim os dois foram para as paradas de sucesso e a vida continuou até a morte de Paulo Sergio.
Antonio Aguillar tem essa história com Chacrinha gravada, e a revista O Cruzeiro, na época, pediu-lhe essa gravação completa e fez uma matéria de capa com duas paginas, a qual repercutiu no Brasil inteiro.
Isso gerou muita confusão, pois Chacrinha acabou se tornando inimigo pessoal do Aguillar, porque não admitiu essa matéria na revista, alegando que falou para o programa dele mas não queria que fosse cedida para a revista.
Enfim, este é um resumo de tudo, contado a mim por Antonio Aguillar, pra gente ter uma ideia do porquê Paulo Sérgio falou aqui neste áudio “…quem não tem defeito que atire a primeira pedra”.

Os 75 anos de Roberto Carlos, por Antonio Aguillar.

São 75 anos de saúde e vitalidade, muita disposição para o trabalho,comandando uma grande equipe, além de um grande perfeccionista.
Tomei conhecimento do artista, quando procurado pelo Chacrinha em São Paulo, nos anos 60 para alavancar a carreira do futuro ídolo, assim dizia e acreditava o velho guerreiro.
Roberto Carlos está completando hoje 75 anos de idade. Meus desejos de toda a sorte do mundo, para que permaneça no sucesso por muito tempo ainda, a fim de que possamos ter sempre ao nosso convívio, esse “cara” espetacular.
Hoje muita gente pensa ser dono do Roberto Carlos, mas afirmo: – ele cresceu não só pelo seu grande talento. Não foi bem assim.
Roberto Carlos foi contratado pela CBS, antiga gravadora Columbia, onde Sergio Murilo era o ídolo maior e já conhecido internacionalmente com a musica MARCIANITA. Como Sergio Murilo entrou em conflito com a Direção de sua gravadora, alegando problemas de royalties, acabou na geladeira… e em seu lugar contrataram o “Zunga”, apelido familiar de Roberto Carlos. Certamente a Direção da CBS na pessoa do Sr. Evandro, reconhecendo o talento e a grande vontade dele de ser um grande artista no futuro, acreditou e Roberto Carlos passou para o “cast” e a ele deram toda a estrutura. Mandaram Roberto morar em São Paulo, pois era considerada o celeiro dos Artistas. Meus programas de rádio e televisão na Organização Victor Costa, Rádios Nacional, Excelsior e TV Excelsior, comandavam a massa. Os artistas cariocas me consideravam no Rio, uma “Lenda viva do Rock”. Modéstia à parte quando ninguém dava a menor importância ao futuro ídolo, eu o carregava nas costas, atendendo sempre seus pedidos de ajuda na divulgação de suas musicas e quando insistia me pedindo que desejava fazer toda semana os meus programas de TV ao vivo. Naquele tempo nem os conjuntos musicais The Jordans, The Jet Black`s e The Clevers queriam acompanha-lo. Ele cantava com seu violão ou play back. Fui ajudando em tudo o que podia. Levava para shows, Televisão e sempre tocava suas musicas no rádio. Ele sempre me dizia: _ Aguillar preciso muito de você, porque ainda quero ser “alguém na vida”. Minha resposta era essa: milagres eu não faço, porém posso continuar divulgando desde que você renove sempre suas musicas criando um bom repertório. Ele ficava pensativo, mas dava crédito aos meus conselhos, tanto é verdade, e ele pode estar lendo isso, e tenho a convicção de que jamais vai me desmentir, e eu não me cansava de insistir para que ele deixasse de lado o seu repertório antigo e gravasse coisas mais modernas, principalmente Rock pois era a linha dos meus programas e nesse patamar, ficaria mais fácil ajuda-lo em sua carreira profissional..
A CBS contratou a Edy Silva como divulgadora, era uma pessoa tarimbada em termos de divulgação e quando ele gravou SPLISH SPLASH, uma versão do Erasmo Carlos para o sucesso de Bobby Darin, ai todo mundo ficou sabendo dele e começaram a tocar suas musicas em São Paulo e Rio de Janeiro e nas rádios de todo o Brasil. Ele seguiu então nessa linha, com Calhambeque, e outras mais, crescendo sempre como artista. Roberto Carlos deve muito ao Abelardo Barbosa, o “Chacrinha” pois teve a sorte de ser conhecido através do meu programa Reino da Juventude na TV Record, sendo contratado para fazer o “Festa de Arromba” na TV Record no lugar do meu programa. Ele chegou a falar comigo, se não me prejudicaria se aceitasse a proposta. Claro que não, disse-lhe eu, aceite sim e bola pra frente. Ele ficou tão feliz e o programa depois recebeu definitivamente o nome de “JOVEM GUARDA”, que considero um movimento eterno.
Roberto Carlos, hoje sou eu quem agradeço a você por não ter esquecido do amigo aqui, que esteve a seu lado nas horas mais difíceis de sua carreira e sempre o incentivou. Essas coisas não têm preço…são coisas de DEUS.

Antonio Aguillar

RC e Antonio Aguillar

RC e Antonio Aguillar

Em sua homenagem, um vídeo especialmente preparado pelo radialista Francisco Miguel Peres Garcia…

Parabéns, meu eterno ídolo, eterno “Rei da Juventude do Brasil”, que você tenha vida longa e continue a nos brindar com suas canções.

Roberto Carlos 75

“Meu querido, meu velho, meu amigo”… Robertino Braga, o pai do “Zunga”!

Robertino Braga era o nome do pai de Roberto Carlos, seu maior incentivador para trilhar a carreira artística.

Robertino Braga

Como era relojoeiro e viajava muito de sua cidade Cachoeiro do Itapemirim/ES para o Rio de Janeiro, para comprar peças de relógios, de vez em quando levava seu filho para conhecer as coisas da cidade grande. Roberto teve sua oportunidade de participar naquela época do programa do comunicador famoso Renato Murce.
Seu Robertino chamava seu filho de ZUNGA e foi ele quem comprou seu primeiro violão, para incentiva-lo à carreira artística.
Seu pai era um homem muito brincalhão e gostava de contar histórias e jogar baralho, e tinha muitas cartas do mundo inteiro. Um dia Roberto resolveu fazer uma musica em sua homenagem, cujo título é “MEU QUERIDO, MEU VELHO, MEU AMIGO” e saiu no LP de 1979, uma composição em parceria com Erasmo Carlos.

Seu pai, que nasceu em l896 e viveu até 27 de janeiro de l980, ouviu a musica nos seus últimos dias de vida, vindo a falecer aos 83 anos de idade de enfisema pulmonar. Existe uma rua em Cachoeiro de Itapemirim com o nome de Robertino Braga em homenagem ao homem que colocou no mundo o ídolo da eterna Jovem Guarda que é ROBERTO CARLOS.

Por Antonio Aguillar

Geraldo Alves diz que Roberto Carlos abandonou todas as pessoas e não é mais o mesmo!

Geraldo Alves e Roberto Carlos

Geraldo Alves foi o primeiro empresário artístico de Roberto Carlos. Ele era açougueiro em Limeira, interior de São Paulo, e também acordeonista. Quando trabalhava com Roberto Carlos no inicio de carreira, Geraldo Alves levava Roberto a fazer shows em circos (era moda na época) e acompanhava o cantor com o seu acordeom ou sanfona, como era chamada na época, enquanto Roberto tocava seu violão.

Geraldo Alves e Roberto Carlos 2

Depois Roberto cresceu muito artisticamente e o Geraldo foi demitido de suas funções para dar lugar ao empresário Marcos Lázaro, que era poderoso na época da Jovem Guarda.

Geraldo Alves e Roberto Carlos em 2004

Geraldo Alves e Roberto Carlos em 2004

Enfim, nesta entrevista a seguir Geraldo Alves e sua assessora Fátima conversam com Antonio Aguillar, onde ele fala também sobre o livro que escreveu e que está nas mãos de Roberto até hoje, sem nenhuma posição e ainda aguardando um depoimento de Roberto.

É uma entrevista valiosa e importante para os fãs que acompanham a carreira de Roberto Carlos.

Atualmente Geraldo Alves está residindo novamente em Limeira e não está em boas condições, nem de saúde e nem financeira… mas são coisas da vida!

(Por Antonio Aguillar)

Emílio Russo e sua trajetória artística como um grande guitarrista desde os anos 60.

Fiz algumas perguntas ao guitarrista Emílio Russo, as quais ele respondeu e ainda contou mais historias sobre a sua trajetória artística, e também “causos” que lhe aconteceu quando fazia shows pelo Brasil.

1) Emílio, quando você começou a tocar no conjunto Os Freedmans, foi levado por quem? Como conheceu seus companheiros?

Resposta: Para o conjunto Os Freedmans não fui levado por ninguém; eu conheci o Raul de Barros através de um conjunto que ele tinha chamado Os Piratas; com a saída do Raul deste conjunto, que naquele momento queria fazer um conjunto comigo, ficamos de arrumar um bom baterista e através do saxofonista Gigi conhecemos Armandinho que conhecia por sua vez o Banzé, que era o Guitarra Base. E assim começamos a ensaiar no bairro da Pompéia, na casa do Gigi, saxofonista; dai por diante foi só tocar a bola pra frente.

2) Nesta foto da revista Intervalo de 24 de abril de 1966, você ainda não aparece… Estão no grupo o Alemão, Jurandi, Gato e Zé Paulo. Sabemos que você entrou nos Jet Black`s para substituir o Gato, então não foi em março que você entrou para a Banda, como diz a matéria da revista Intervalo? Teria sido em novembro, como está no livro de Edu Reis? Você chegou a tocar com o Gato?

Da esquerda para a direita: Alemão, Jurandi Trindade, Gato e Zé Paulo - Revista Intervalo de 24 de abril de 1966

Da esquerda para a direita: Alemão, Jurandi Trindade, Gato e Zé Paulo – Revista Intervalo de 24 de abril de 1966

Resposta: Às vezes brincávamos e trocávamos ideias.

Página completa com a Matéria da Revista Intervalo de 24 de abril de 1966…

Revista Intervalo - edição de 24 de abril de 1966. Na foto, da direita para a esquerda: Alemão, Jurandi, Gato e Zé Paulo

Revista Intervalo – edição de 24 de abril de 1966.
Na foto, da direita para a esquerda: Alemão, Jurandi, Gato e Zé Paulo

Guitarras do ie ie ie mandam brasa - página 2

Reportagem sobre a saída do Gato em março de 1966…

Por volta de Março de 1966, o conjunto era formado por Alemão, Zé Paulo, e Jurandi. O artigo da Intervalo diz que Gato estava prestes a ter um colapso nervoso devido a muitos compromissos como músico e não podia suportar mais. Os rapazes compreenderam e começaram a procurar seu substituto. Em 19 de março de 1966 Emilio Russo tornou-se oficialmente lead-guitarrista e foi apresentado por Roberto Carlos no programa Jovem Guarda num domingo, dia 20 de março de 1966 como sendo o mais novo membro da banda. Emilio tinha 21 anos (nasceu em 1945) e 1m 80cm de altura. / Around March 1966 Gato up and left The Jet Blacks who were then Alemão, Zé Paulo & Jurandir. The article at Intervalo says Gato was close to a nervous breakdown due to too many engaments as a musician and couldn't cope with it anymore. The guys understood Gato's predicament and went on the look out for a replacement. The boys went on a raid through most night-clubs in Sao Paulo and finally found lead-guitarrist Emilio playing with The Lions and popped the question to him. Emilio is an excellent guitarrist and a good looking one to boot. As of 19 March 1966, Emilio became the official lead-guitarrist with The Jet Blacks having been introduced by Roberto Carlos at 'Jovem Guarda' on the Sunday 20 March 1966 as the newest member of the band. Emilio was 21 years old (born in 1945) and 1.80 metres tall. Gato would then go into a detox joint and soon join Roberto Carlos's band.

Por volta de Março de 1966, o conjunto era formado por Alemão, Zé Paulo, e Jurandi. O artigo da Intervalo diz que Gato estava prestes a ter um colapso nervoso devido a muitos compromissos como músico e não podia suportar mais. Os rapazes compreenderam e começaram a procurar seu substituto. Em 19 de março de 1966 Emilio Russo tornou-se oficialmente lead-guitarrista e foi apresentado por Roberto Carlos no programa Jovem Guarda num domingo, dia 20 de março de 1966 como sendo o mais novo membro da banda. Emilio tinha 21 anos (nasceu em 1945) e 1m 80cm de altura. / Around March 1966 Gato up and left The Jet Blacks who were then Alemão, Zé Paulo & Jurandir. The article at Intervalo says Gato was close to a nervous breakdown due to too many engaments as a musician and couldn’t cope with it anymore. The guys understood Gato’s predicament and went on the look out for a replacement. The boys went on a raid through most night-clubs in Sao Paulo and finally found lead-guitarrist Emilio playing with The Lions and popped the question to him. Emilio is an excellent guitarrist and a good looking one to boot. As of 19 March 1966, Emilio became the official lead-guitarrist with The Jet Blacks having been introduced by Roberto Carlos at ‘Jovem Guarda’ on the Sunday 20 March 1966 as the newest member of the band. Emilio was 21 years old (born in 1945) and 1.80 metres tall. Gato would then go into a detox joint and soon join Roberto Carlos’s band.

Para quem como eu faz confusão entre Emilio Russo e Alemão, eis aqui uma foto do Alemão…
The Jet Blacks - Alemão

3) Se foi em março de 1966 que você entrou no conjunto The Jet Black`s, então você tocou com o Serginho Canhoto, que depois foi substituído pelo Alemão? Você se lembra dele? São amigos? E no final do ano, quando o Serginho saiu para a entrada do Alemão, você se recorda de como foi esta troca, quem indicou, etc?

Resposta: Você me pergunta se eu toquei com meu amigo Sérgio e posso lhe afirmar que não tive a oportunidade de tocar junto com ele. Quem fazia Base na época era o Alemão, mas se você me perguntasse hoje se eu toquei com ele, eu responderia que sim, fizemos um show no Restaurante Ed Carnes pela primeira vez que tocamos juntos e foi muito bom. Tive que improvisar alguma coisa para que tudo desse certo, mas foi bom.

“Meus dois compactos, quando entrei no The Jet Black´s” (Emílio Russo)

4) Como você entrou para Os Lions? Foi a convite de alguém?

Sobre Os Lions, viemos de uma mistura do conjunto antigo The Flamens Boys do Tatuapé. Fiquei conhecendo a banda e entrei como solista no lugar do Ziquito e a formação ficou assim: o Hajime Kamimura no contra baixo, António Galati na bateria, Wilson Tavares na guitarra base e eu na guitarra solo.
Ao passar do tempo recebemos uma proposta do grande comediante da extinta TV Tupi, Ubiratan Gonçalves, o meninão; ele fazia uma espécie de Jerry Lewis e tinha um programa de televisão só dele. Foi quando apareceu uma oportunidade de gravar um LP, seria o primeiro pela gravadora Farroupilha e gravamos o primeiro LP intitulado Os Inigualáveis, com a maior parte das musicas de autoria própria.
Depois veio o segundo LP, em seguida o compacto simples com as musicas “A bala mais rápida do oeste” e “O adeus”. Viajamos o Brasil inteiro em uma perua Chevrolet fazendo bailes e shows.
Depois disso resolvemos mudar para o Rio de Janeiro, onde o base do conjunto, o Wilson Tavares, tinha família morando e eles ofereceram um apartamento para a gente morar. O Ubiratã tinha muitos conhecidos no Rio, fizemos o programa do Chacrinha, programa Jair de Taumaturgo e o programa do Carlos imperial.
Depois voltamos a São Paulo e fomos logo tocar nas bocas do luxo. Foi na Boite Charman onde eu estreei o primeiro som de reverbere feito no Brasil. Era feito por mim e pelo Fafá, meu amigo; pegamos um alto falante, arrancamos o papelão dele e do outro lado colocamos uma bombona, passamos uma mola no meio e o som saia como se estivesse em cima de uma montanha, dando uma espécie de falso eco. Não contente com aquilo, peguei um amplificador com vibrato e pus após o eco e reverberava como uma câmara de eco falsa. Assim era que enchia de gente só para ver aquele som diferente que o conjunto tirava. Hoje em dia não é mais novidade, mas naquele tempo não existia nada parecido e foi realmente um sucesso!
Dai pra frente saímos do Charman e fomos para o Le Masque; me lembro como se fosse hoje quando entrou pela porta o baterista do The Jet Black´s, o Jurandi, para me convidar para entrar no conjunto The Jet Black´s e eu topei, dando adeus aos Lions.
Lembro-me do dia de minha estreia na Jovem Guarda, foi um mês antes do meu aniversário; eu teria que tocar uma musica do conjunto The Shadows chamada Wonderful Land e quando entrei no palco, após receber as boas vindas do rei Roberto Carlos, eu tremi na base, mas graças às minhas mãos, foi num sucesso. Depois me acostumei… a gente tinha que se apresentar e acompanhar vários artistas da jovem guarda. Depois de tudo isso o tempo passou e resolvi sair por motivos que não vou revelar, me recuso a falar a respeito; saiu eu, o Zé Paulo e o Alemão de uma vez só! Não posso revelar os motivos, mas deixo para a justiça divina que se incumbirá de julgar o que aconteceu.

Depois disso recebi uma proposta do meu grande amigo Eduardo Araújo para entrar na banda dele, que era composta de sax alto, sax barítono, piston, trombone, tumbadora, eu na guitarra solo, o Zé Álvaro no contra baixo. o grande Polvo na bateria, Dartanhã, Eduardo e Silvinha; fizemos muitos sons juntos. A banda era uma “porrada”, tanto é que muitos destes músicos de sopro estão no conjunto do Roberto Carlos até hoje.
Depois recebi uma proposta do cantor Nilton César, que estava com o maior sucesso na época e fiquei com ele por um bom tempo. Viajamos muito para fazer shows no Nordeste, Estados Unidos, Canadá, Angola, fazendo show para a colônia portuguesa.
Depois trabalhei como free lance, fiz shows com os cantores Antonio Marcos, Paulo Sérgio, Jane e Herondi. Waldireni, e muitos mais. Eu era um guitarrista muito requisitado para shows e esta é uma pequena parte de minha vida artística, sem mentiras e falsidades.

Emilio Russo

Emílio Russo

Emílio Russo e as historias que aconteceram com ele!

Emílio Russo18 de setembro de 2015 08:13

COISAS QUE TALVEZ VOCÊS NÃO SAIBAM, O EMPRESARIO DE ROBERTO CARLOS NA ÉPOCA, MARCOS LÁZARO, JUNTAMENTE COM GERALDO ALVES COMANDAVAM A AGENDA DE SHOWS EM QUE OS CANTORES E CONJUNTOS DA JOVEM GUARDA PARTICIPAVAM.
DEPOIS DE DUAS SEMANAS DE JOVENS TARDES DE DOMINGO, LOGO QUE ACABAVA O SHOW A GENTE IA PARA O APARTAMENTO DO ROBERTO CARLOS PARA SERRAR UMA BOIA E TROCAR FIGURINHAS A RESPEITO DAQUILO QUE DEVÍAMOS FAZER APÓS OS SHOWS. FOI QUANDO EM UMA DESSAS IDAS NA CASA DELE, VEIO A NOTICIA DE QUE O ROBERTO CARLOS TINHA COMPRADO UM ESPAÇO PARA SHOWS NA AVENIDA SÃO GABRIEL (NÃO ME PERGUNTE O NUMERO QUE EU NÃO ME RECORDO, SÓ SEI QUE FICAVA A DOIS QUARTEIRÕES A SUA DIREITA, BEM NA ESQUINA); NESSE DIA ME LEMBRO BEM, FOI O DIA DA INAUGURAÇÃO DA CASA DE SHOWS COM O NOME DE BARRA LIMPA; ROBERTO CARLOS CONVIDOU PARA FECHAR O SHOW A GRANDE ATRAÇÃO MUNDIAL QUE ERA O CANTOR FRANCÊS JOHNNY HOLLYDAY, QUE ESTAVA COM UM GRANDE SUCESSO NO MUNDO INTEIRO COM A MUSICA “BLACK IS BLACK”. EU ME LEMBRO QUE EU ESTAVA BEM ATRÁS DO CONJUNTO APRECIANDO O SHOW, QUE FOI UMA PORRADA DE SOM NA CARA! IMPRESSIONOU A TODOS! ELE VEIO COM UMA BANDA DE OITO FIGURAS TENDO TECLADO BAIXO, GUITARRA E BATERIA E MAIS SAX PISTON, TROMBONE E SAX BAIXO. FOI IMPRESSIONANTE E NESTE DIA EU TINHA LEVADO A MINHA SIMPLES FAMÍLIA, QUE ERA MINHA MÃE E MEU PAI, ORGULHOSOS DE MIM POR FAZER PARTE DAQUELA LINDA HISTÓRIA, E ELES COMENTARAM TAMBÉM QUE REALMENTE FOI UM GRANDE SHOW. ATÉ O GRANDE REI ROBERTO CARLOS, QUE SE APRESENTAVA SÓ COM QUATRO ELEMENTOS, RESOLVEU APÓS ESSE DIA AMPLIAR, E AO INVÉS DE RC4, PASSOU PARA UMA GRANDE BANDA, E AI VOCÊS JÁ SABEM DOS ESTOUROS DAS MUSICAS “QUANDO”, “ESTRADA DE SANTOS” E OUTRAS QUE VOCÊS CONHECEM BEM!DEPOIS DESTE SHOW ME LEMBRO QUE TERÍAMOS QUE VIAJAR, ERA UMA QUARTA FEIRA E A GENTE TINHA QUE PEGAR O AVIÃO PARA FAZER UM SHOW EM SERGIPE; ENTRAMOS TODOS NO AVIÃO JUNTO COM TODO ELENCO DA JOVEM GUARDA. AO EMBARCAR TUDO BEM, MAS QUANDO ESTÁVAMOS NO MEIO DA VIAGEM VEIO O PÂNICO TOTAL! O PILOTO FALOU PARA NÃO NOS APAVORARMOS E APERTARMOS OS CINTOS, ME LEMBRO QUE HOUVE UM PROBLEMA COM UM DOS MOTORES DO AVIÃO E AINDA BEM QUE O OUTRO MOTOR NÃO PAROU, SENÃO EU NÃO ESTARIA AQUI PARA CONTAR ESTA HISTÓRIA. GRAÇAS A DEUS ESTAMOS VIVOS E COM SAÚDE.APÓS MINHA SAÍDA DA JOVEM GUARDA, LÁ PELOS ANOS SETENTA EU MONTEI UM CONJUNTO CHAMADO OS AVENTUREIROS NA VILA MARIA. FAZÍAMOS BAILES E A GENTE TOCAVA TODOS OS SUCESSOS DAQUELA ÉPOCA EM QUE ERA PROIBIDO TOCAR MÚSICAS NACIONAIS. SÓ CANTÁVAMOS EM INGLÊS E O PÚBLICO ERA MUITO EXIGENTE TAMBÉM. O ESTUDO NO BRASIL NAQUELA ÉPOCA ERA MUITO MELHOR QUE O DE HOJE E AS PESSOAS NÃO SE DEIXAVAM LEVAR POR QUALQUER MUSICA ABACAXI COMO TEM HOJE… UM MONTE DE LIXO.DEPOIS DESTE CONJUNTO FIZEMOS O MELHOR CONJUNTO QUE VILA MARIA E ADJACÊNCIAS JÁ VIRAM: CRIAMOS O CONJUNTO VISÃO 6 – A GENTE ERA MUITO CHATO, FAZÍAMOS COVER DE TODOS OS CONJUNTOS QUE EXISTIA NA ÉPOCA, TOCÁVAMOS COM PERFEIÇÃO EM TUDO QUE FAZÍAMOS, E O CONJUNTO ERA MUITO REQUISITADO.
NESTA ONDA DOS ANOS 70 HAVIA OS SEGUINTES CONJUNTOS: ATUCO, DIMENSÃO 5, MEMPHIS KOMPHA, OPUS SOM POSITIVO, THUNDER BYRDS E PARA FORMATURAS ME LEMBRO DA GRANDE BANDA SUPER SOM T.A. TINHA TAMBÉM OS TRÊS DO RIO, RONALDO LARK E OUTRAS BANDAS. VOU LEMBRANDO E VOU CONTANDO.
UM ENORME ABRAÇO, EMILIO RUSSO, O BÃO. 😉
Emílio Russo 18 de setembro de 2015 08:29

E LÁ VAI MAIS HISTÓRIAS.

UM DIA DE DOMINGO EU ESTAVA NO APARTAMENTO DO ROBERTO CARLOS COMO SEMPRE E ME DEU UMA VONTADE DE TIRAR A CERVEJA E FUI AO BANHEIRO. QUANDO TERMINEI DE FAZER XIXI O ZÍPER DA CALÇA AO LEVANTAR QUEBROU. EU FIQUEI APAVORADO, POIS ESTAVA CHEIO DE GENTE E EU NÃO QUERIA PASSAR VERGONHA. ABRI A PORTA E CHAMEI O JURANDI PRA PEDIR UMA CALÇA DO ROBERTO EMPRESTADA E DEPOIS DE ALGUNS MINUTOS VEIO ELE COM AQUELA CALÇA PERTENCENTE A ROBERTO CARLOS!
A CALÇA SERVIU BEM MAS FICOU UM POUCO PULA BREJO, MAS TUDO BEM COISAS DA VIDA. RSRS

OUTRO APURO QUE EU PASSEI FOI QUANDO EU TOCAVA COM O EXCELENTE CANTOR NILTON CESAR E FAZÍAMOS MUITO CIRCO E NO DIA DA APRESENTAÇÃO MONTARAM O PALCO BEM ATRÁS DA JAULA DOS LEÕES. A CADA MUSICA QUE SE TOCAVA OS LEÕES FICAVAM BRAVOS, PARECIA QUE ELES NÃO GOSTAVAM DO REPERTÓRIO… AÍ EU PENSEI EM ME ARRANCAR DALI, SENÃO EU IRIA VIRAR CHURRASQUINHO DE LEÃO! ELES NOS OLHAVAM COM AQUELA CARA DE “Ó QUANTOS PETISCOS GOSTOSOS”… TÁ LOUCO…

OUTRO APURO QUE PASSEI (EU SEMPRE VITIMA DAS CALÇAS) FOI UMA VEZ ANTES DE UM SHOW, QUANDO EU SAÍ PARA FUMAR UM CIGARRO E RESOLVI, DE CURIOSO, DAR UMAS VOLTAS POR TRÁS DO CIRCO. ESTAVA TUDO MUITO ESCURO E FOI QUANDO ATOLEI O PÉ EM UMA FOSSA… CONSEGUI SAIR DELA COM MINHA CALÇA BRANCA CHEIA DAQUILO QUE VOCÊ CONHECE E JÁ ESTAVA NA HORA DO SHOW. ME LEMBRO DE NUNCA TER SIDO TÃO DESPREZADO QUANTO AQUELE DIA. ERA UM CHEIRO INSUPORTÁVEL… EU NUMA ESQUINA E O CONJUNTO NA OUTRA, E DEPOIS QUE TERMINOU O SHOW TIVE QUE JOGAR A CALÇA FORA E TOMAR UM BANHO DE BACIA POIS O CIRCO NÃO TINHA CHUVEIRO. AINDA BEM QUE O DONO DO CIRCO ERA AMIGO DO NILTON CÉSAR, SENÃO EU ESTARIA FRITO. ELE ME DEU UMA CALÇA VELHA, LARGA PRA BURRO, MAS TUDO BEM… CAVALO DADO NÃO SE OLHA OS DENTES.
ESTA É MAIS UMA HISTÓRIA DO EMILIO RUSSO, O FAMOSO CALÇA.

Emílio Russo 18 de setembro de 2015 08:54
MUITA GENTE ME PERGUNTA “PORQUE VOCÊ SAIU DO CONJUNTO SPARKS?” E EU LHES DIGO: EU NÃO GOSTO DE TRABALHAR COM PESSOAS QUE LEVAM O CONJUNTO PARA TRÁS, ISSO NÃO É BOM. PELA TEIMOSIA E INCOMPREENSÃO DO BATERISTA, EU PEDI A ELE VARIAS VEZES QUE DEVOLVESSE O NOME THE JET BLACK´S PARA QUEM FOSSE SEU LEGITIMO DONO, MAS MEU PEDIDO ENTRAVA PELA ORELHA ESQUERDA E SAIA PELA DIREITA E UM DIA, NÃO VENDO MAIS POR PARTE DELE EVOLUÇÃO NENHUMA NA BATERIA, RESOLVI PARAR. AJUDEI-O MUITO A SE TRANSFORMAR EM UM BOM BATERISTA E ELE SABE DISSO, MAS INFELIZMENTE NÃO CONSEGUI. AGUENTEI TODO ESTE TEMPO POR CAUSA DE NOSSA LONGA AMIZADE DE ANOS QUE NUNCA SERÁ APAGADA, MAS A VIDA NOS LEVA A TOMAR DECISÕES CRUÉIS… MAS, O QUE SE HÁ DE FAZER?
PRETENDO DAQUI PRA FRENTE ESPERAR DE VOCÊS QUE DEEM UMA FORÇA PARA QUE A MUSICA INSTRUMENTAL NUNCA ACABE. PARA ISSO VAMOS PRECISAR DE UM BOM EMPRESARIO QUE GOSTE E CURTA O ESTILO THE VENTURES E THE SHADOWS PARA LEVAR A BANDA NO LUGAR QUE ELA MERECE FICAR!EMILIO RUSSO, O BÃO. SE LEMBRAR MAIS HISTORIAS, DEPOIS TE CONTO.

“Em verdade, o Emílio Russo foi um dos poucos que assimilaram na integra o verdadeiro som que diferenciava os Jet Black´s de outras bandas, sem querer desmerecer nenhuma delas. O Fato de ter me afastado (contra vontade), não me impedia de acompanhar em silencio, os acertos e erros praticados na minha banda. Quando se cria alguma coisa com amor, jamais se apagará de nossa lembrança.” (Primo Moreschi, o Joe Primo)

Morre em Santa Catarina, Edy Silva, a maior divulgadora de Roberto Carlos e outros artistas nos anos 60!

“A querida Edi Silva nos deixou ontem… Divulgadora incansável dos sucessos de Roberto e Erasmo nos anos 60, foi um anjo que caiu em nossas vidas. Que esteja em paz.”

Foi com essas palavras de Erasmo Carlos em sua página do Facebook que soubemos do falecimento de Edy Silva ocorrido em 01/09/2015.

Edy Silva

Quem foi Edy Silva? O comunicador e radialista Antonio Aguillar explica:

EDY SILVA FOI CONTRATADA PELA CBS ESPECIALMENTE PARA DIVULGAR O NOVATO ROBERTO CARLOS.
Ela foi fera em matéria de divulgação, percorrendo todas as emissoras de rádio em São Paulo e cidades vizinhas. Estava sempre com os discos do Roberto Carlos debaixo do braço, pedindo para tocarem suas músicas que ainda eram desconhecidas em São Paulo.
Quando Roberto Carlos gravou SPLISH SPLASH, Edy Silva deu um grito de alegria porque as emissoras de rádio passaram a tocar essa musica com muita frequência até coloca-lo nas paradas de sucesso. Ela foi uma incansável lutadora pelo sucesso do REI. Após Roberto Carlos caminhar sozinho, em razão do seu nome passar a ser respeitado por todos, ela resolveu dar uma parada e mudar de cidade. Foi para Sta. Catarina e lá ficou até o fim de sua vida. Faleceu ontem e que Deus lhe dê a gloria do céu para que descanse em paz.

Na foto a seguir, de 2013, estou ao lado dela quando viajamos no navio em companhia do Rei Roberto Carlos, que também ajudei muito. Nunca me esqueço quando Edy Silva chegava perto de mim, na TV Excelsior e depois na TV Record e pedia para colocar o Roberto Carlos para cantar todas as semanas.
Ela era uma pessoa persistente e fez o garotão chegar lá…claro, pelo seu talento, pela sua qualidade artística e também pela sua humildade de homem.

Sem dúvida, a Edy Silva, foi uma mãe para o Roberto Carlos. Fazia o que podia e o que não podia fazer, para elevar a sua vida profissional como cantor, numa época em que o mesmo não era conhecido e ninguém botava fé, pois ele era muito tímido e fechado, quase não falava com ninguém a não ser comigo, pois ele acreditava no meu trabalho e queria que eu o ajudasse de qualquer maneira. Foi uma época difícil mas linda, porque todo mundo queria aparecer e o meu programa era uma vitrine única para isso. Nunca me esqueço que o Roberto Carlos chegava perto de mim e dizia, AINDA QUERO CHEGAR LÁ….QUERO SER ALGUÉM NA VIDA ARTÍSTICA.
Eu dizia sempre pra ele, tudo vai depender de você, do seu repertório, da sua vontade de vencer….e a Edy Silva, não me perdia de vista, pedindo sempre para ajuda-lo e coloca-lo nos meus programas de televisão e divulga-lo na rádio.
Mas a musica Malena ja estava dando uma canseira…eu pedia ao Roberto para gravar um rock e esse seria o inicio de seu sucesso, pois a época era essa. Ele ficava receoso e dizia que era um cantor romântico e não ficava bem gravando rock. Dei como exemplo o Elvis Presley do qual ele era fã ardoroso. Elvis cantava rock, mas tinha também as musicas românticas que eram sucesso na voz do ídolo internacional. Roberto criou coragem e falou com o roqueiro Erasmo Carlos e este lhe fez uma versão de um sucesso do Boby Darin, a canção SPLISH SPLASH e dai, a coisa andou…
Edi Silva saiu divulgando em todas as emissoras de São Paulo, as rádios e TV passaram a tomar conhecimento de Roberto Carlos, colocando-o nos programas e tocando sua musica… Foi sucesso absoluto e ele seguiu essa meta gravando depois o Calhambeque e outras mais. Essa é uma pequena história vivida pela Edy Silva, mulher de fibra, briguenta, brava, mas ferrenha amiga do Roberto Carlos que gravava pelas CBS, gravadora que pagava um bom salário pra ela e o Roberto dava cobertura, dando alguns por fora. Ela se saiu bem e ganhou um imóvel dele e recebia um dinheirinho até o final de sua vida.

Foi embora a maior divulgadora dos anos 60. Certamente está ao lado de Deus no Céu.

Antonio Aguillar

Edy Silva, divulgadora de RC em 1963, com Antonio Aguillar em 2013 durante um Cruzeiro onde acontecem os shows do Roberto Carlos...

Edy Silva, divulgadora de RC em 1963, com Antonio Aguillar em 2013 durante um Cruzeiro onde acontecem os shows do Roberto Carlos…

ALGUNS ARTISTAS SENTIRAM A MORTE DE EDY SILVA E COMENTARAM…

Joe Primo e Serginho Canhoto, dos The Jet Black's e o músico José Aroldo Binda lamentam a morte da divulgadora da CBS...

Joe Primo e Serginho Canhoto, dos The Jet Black’s e o músico José Aroldo Binda lamentam a morte da divulgadora da CBS…

Jair Souza
Jair Souza 3 de setembro de 2015 23:26
Que notícia triste minha amiga…Edy, foi a pessoa que me levou para a CBS…Sou e serei pra sempre grato a ela, porque ela acreditou em mim quando começava….Que Deus a tenha na sua gloria!!! Jerry Adriani

PROFUNDAMENTE TRISTE E CHOCADO COM A MORTE DA MINHA QUERIDA AMIGA”EDY SILVA”…ELA ME DESCOBRIU NO PROGRAMA DE “JULIO ROSEMBERG” E ME LEVOU PARA A CBS…FOI EMOCIONANTE A MANEIRA COMO ELA TORCEU POR MIM NO DIA DO MEU TESTE COM O SEU EVANDRO…(TESTE QUE ELA MARCOU) PARECIA QUE ALI ESTAVA SENDO TESTADO, UM FILHO DELA…QUE FIGURA AFETUOSA E MARAVILHOSA ERA MINHA AMIGA EDY…INFELIZMENTE, NO DIA EM QUE ASSINEI CONTRATO COM A GRAVADORA, ELA SAIU DA CBS…COISAS DO DESTINO. DIRETAMENTE, ELA NÃO CHEGOU A TRABALHAR O MEU DISCO, COMO FEZ INCANSAVELMENTE COM ROBERTO, ERASMO, EDINHO E OUTROS…EDY ERA DE UMA GARRA INCOMPARÁVEL…ELA SE DEBRUÇAVA SOBRE O TRABALHO DOS SEUS ARTISTAS E NÃO DESCANSAVA ENQUANTO NÃO ARREBENTASSE DE TOCAR NAS EMISSORAS…OUTROS TEMPOS…EDY, DEIXOU SUA MARCA INDELÉVEL NOS MEIOS RADIOFÔNICOS..MUITAS SAUDADES MINHA QUERIDA…JESUS E A VIRGEM MARIA COM CERTEZA, VÃO RECEBÊ-LA NA SUA GLORIA…MUITO, MUITO OBRIGADO POR VC. TER ACREDITADO NO ITALIANINHO…EDY, PARTICIPOU ATÉ DA CRIAÇÃO DO MEU NOME COM SUGESTÕES…ELA, DEVE ESTAR TRABALHANDO HINOS DE LOUVOR LÁ DO OUTRO LADO!!!!!!QUE ESTARÃO NA PARADA DE SUCESSO DA ETERNIDADE….Jerry Adriani “O Italianinho”