Historias sobre Roberto Carlos, contadas por Geraldo Alves no livro “O MESTRE DAS ESTRELAS”..

Muitos que viveram a época da Jovem Guarda e mesmo aqueles das novas gerações que apreciam a boa música, se reportam aos anos 60/70 e com certeza já ouviram falar que o início da carreira dos grandes ídolos da música brasileira não foi nenhum “mar de rosas”, e todos tiveram que lutar muito, passando até mesmo por humilhações, como foi o caso de Roberto Carlos, que entre outras coisas, recebeu um NÃO de Ayrton e Lolita Rodrigues para cantar no programa Almoço com as Estrelas, só pra citar um exemplo.

Recentemente o primeiro empresário de Roberto Carlos, que foi Geraldo Alves, lançou um livro onde ele conta essas e muitas outras historias sobre os muitos artistas que empresariou.

Trata-se do livro “O MESTRE DAS ESTRELAS”, onde podemos ler historias como esta a seguir:

ROBERTO CARLOS ROMPE COM SEU PARCEIRO ERASMO CARLOS

“O movimento da Jovem Guarda cresceu tanto que sempre eram alvos de fofocas e intrigas dos grupos adversários e numa dessas aconteceu um momento em que o bicho pegou. Roberto estava com Geraldo Alves no estúdio da CBS, gravando, quando um dos assessores, sem o seu consentimento, ligou para ele dizendo que o Erasmo estava num programa de televisão na Record dando uma entrevista onde dizia que era ele, Erasmo, o gênio da Jovem Guarda. Na verdade essas palavras saíram do apresentador Wilson Simonal, com quem inocentemente Erasmo concordou, como ele mesmo recorda: “um tremendo mal entendido: fui homenageado como compositor no programa do Wilson Simonal na TV Record. Cantei um medley de 10 canções de sucesso da dupla Roberto/Erasmo, só que em nenhum momento alguém se lembrou de dizer que Roberto Carlos era coautor das músicas. A indústria da “fofoca” fez o resto. Ficamos um ano sem nos falar”.

Isso me causou uma profunda mágoa, por que depois desse fato a dupla de maior sucesso da Jovem Guarda estava separada. A amizade continuou, porém superficialmente. Passaram muito tempo sem compor. Depois desse período, o Erasmo marcou uma reunião comigo (Geraldo Alves) e disse:
_ Geraldo, você está muito ocupado com o Roberto, por isso… se você não fizer questão… vou arrumar outro empresário.”

Estas e outras historias estão no livro “O Mestre das Estrelas”, de Geraldo Alves.

Aqui algumas fotos do seu acervo.

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ROBERTO CARLOS SENDO ENTREVISTADO NA ÉPOCA DO PROGRAMA JOVEM GUARDA

Recebi recentemente do comunicador Antonio Carlos Pereira, de Joaçaba/SC, algumas entrevistas com ídolos da música brasileira, e entre elas estão estas duas realizadas com o cantor Roberto Carlos.

ENTREVISTA COM ROBERTO CARLOS EM 1967.

Em 23 de julho de 1967 o comunicador Antonio Carlos Pereira, o Bolinha, entrevistou Roberto Carlos por ocasião de um Show que o cantor foi realizar na cidade de Joaçaba, Santa Catarina.
O áudio não está perfeito, mas vale o registro pelo seu valor histórico.

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O VÍDEO NO YOUTUBE


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ENTREVISTA COM ROBERTO CARLOS EM 1973.

Por ocasião do retorno de Roberto Carlos à cidade de Joaçaba, em 25 de julho de 1973, Bolinha realizou nova entrevista, a qual podemos ouvir aqui:

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O VÍDEO NO YOUTUBE


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1967

1973

Reportagem que saiu na Revista do Sul – parte 1

Reportagem na Revista do Sul – Parte 2

Jornal Raízes – Agosto 2012

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Mais informações sobre o Show de Roberto Carlos em Joaçaba, aqui no Blog do Antonio Carlos “Bolinha” Pereira.

O Rei chegou a Joaçaba por volta das 15:30 horas, do dia 22 de julho. Grande número de fãs já o esperava no Aeroporto Sta. Terezinha, e ele, ao desembarcar do avião especial da SADIA que o trouxera, acenou para as pessoas ali presentes. Por motivos técnicos houve um certo atraso, e o show que começaria às 16 horas teve início somente às 17:45. O estádio estava lotado (calculada em 5.000 pessoas a afluência), mas poucas pessoas puderam vê-lo bem: é que o estádio não possui iluminação, mas mesmo assim, e apesar do frio que fazia no local, as fãs acompanharam o Rei em seus maiores sucessos: “Mexericos da Candinha”, “Pega ladrão”, “Eu te adoro meu amor”, “Parei na contramão”, “Esqueça” e outras, com o “Calhambeque”, em arranjo especial para encerrar o show. À noite, apresentou-se no Clube 10 de Maio, e, domingo pela manhã concedeu-nos a entrevista, que é agora transcrita na Revista do Sul:

ENTREVISTA COM ROBERTO CARLOS, FEITA POR ANTONIO CARLOS PEREIRA (BOLINHA), NA RESIDÊNCIA DO DR. IVAN BONATO, EM 23/07/1967.

Bolinha – Oi turma, nós temos aqui, junto à reportagem da Rádio Herval d”Oeste, “S. Majestade, o Rei da Jovem Música Brasiliera”, Roberto Carlos. Roberto, suas palavras iniciais…

Roberto Carlos – Ah, bem… inicialmente o meu abraço a todos, meus agradecimentos ao carinho que recebi aqui, e uma beijoca muito especial para as fãs.

B – Roberto, você esteve no Festival de Veneza este mês?

RC- Foi.

B – E você ficou entre os seis colocados. O resultado sairá daqui a meio ano. Você concorreu com “Namoradinha” e “Eu te darei o céu”?

RC- Não.. Só “Namoradinha”,”Eu te darei o céu” faz parte do compacto, porém não foi apresentada ao público ao vivo

B – E você já vendeu quantos LPs de “Namoradinha”. Ou é compacto?

RC- É compacto. Na Itália não sei quando eu vendi.

B – Ah, pensei que fosse por vendagem no Brasil… e lamento não ser italiano, residente lá, afim de colocá-lo em primeiro lugar.

RC- Ah, eu também!

B – Você vai gravar LP agora em agosto, ou só compacto?

RC – Compacto. Meu LP sairá só em dezembro.

B – Seu mais recente LP – o que tem “Namoradinha” foi apresentado por mim em primeira audição aqui no Estado. No mesmo mês – dezembro – entraram cinco músicas suas em minha “Parada de Sucessos”, feita com base nas solicitações.

RC- É… tá bom. Obrigado.

B – Em oito paradas, você tem: 6 primeiros lugares, 3 segundos e 2 terceiros e uma música sua em primeiro lugar, com Os Vips.

RC – Ah! O “Faça alguma coisa pelo nosso amor” e “Meu grito” como é que estão aqui?

B – “O meu berro” está indo bem… eu ainda não tinha e veio alguns dias atrás: toquei uma vez só e chegou ao 18º lugar. Neste mês ele deve melhorar muito. Eu peguei o seu endereço para mandar depois o resultado da Parada.

RC – Ok…OK…OK.

B – Outra pergunta: Por que Wanderléa nunca gravou música sua?

RC – Não, ela gravou uma, sim. É o “Quilo de doce”.

B – Mas, não chegou às Paradas?

RC – Não. Mas, geralmente quem escolhe o repertório da Wanderléa é o Seu Evandro, diretor da CBS. E nós temos, assim, pouco contato. Quando eu vou lá é para discutir sobre os meus discos e outros detalhes, e nunca se comenta sobre o repertório de Wanderléa, que ele escolhe muito bem.

B – Neste último LP, ela está se destacando com “Prova de fogo”. É do Erasmo, o meu amigo “Super”.

RC – É… (risada)

B – Tem uma vez tremenda aqui também. Eu pego sempre a Jovem Guarda…

RC – É uma pena que não pega bem aqui a televisão.

B – Televisão não pega muito bem. Mas, mesmo assim, alguma coisa dá para a gente ver.

RC – O Bonato diz que vai sair uma campanha aí… (risada)

B – As músicas, Roberto, que vão sair em seu compacto, agora no mês de agosto, você já tem o nome?

RC – Tenho – Uma é “Como é grande o meu amor por você” que é uma música lenta, tipo “Nossa canção”. A outra é uma música que é inspirada no estilo daquelas “Fugas de Bach”, que tem o título “Por isso estou aqui”.

B – A “Nossa canção” pegou muito bem em Joaçaba: chegou ao 2º lugar.

RC – Ah!… sim, e…

B – Em primeiro lugar estava “Namoradinha”.

RC – (risada). Eu ia te perguntar que é que estava na frente da “Nossa canção”.

B – Pois é, você perdeu para você mesmo, mora.

RC – O.K.

B – “Como é grande o meu amor por você” é autoria de quem?

RC- Minha. A outra, também.

B – Ah, então pegam o primeiro lugar, mora. Outra pergunta: O seu Jovem Guarda continua com grande audiência em São Paulo?

RC – Sim. Inclusive uma notinha numa Revista em São Paulo disse que meu programa teria parado no Rio por falta de patrocinador. É “papo mais furado” que já vi, porque o programa de audiência está ótimo e o patrocinador também continua. Além do mais, o programa não parou.

B – E sobre o seu casamento; é “papo furadíssimo”?

RC – É furado, sim.

B – Num mês saíram duas notícias sobre o seu casamento…

RC – Ah, saíram várias notícias sobre esse negócio de que eu ia casar. Mas, não casei, nem tinha intenção de casar. Não tinha nem noiva, quanto mais casar.

B – Do seu próximo LP você não sabe o nome das músicas?

RC – Do próximo Lp são músicas do filme. O filme sai em janeiro e o Lp em dezembro. Eu já tenho todas as músicas do filme. Só não sei o nome delas. Eu sei que uma se chama “Corro demais”, outra “Não adianta nada”, “Quando”, “Eu faço o que quero”…

B – No estilo da “Namoradinha”, tem alguma?

RC – Tem “Quando”. E tem o “Corro demais” que é de um estilo de música assim, pouco usado. Não é estilo de “Namoradinha”, nem estilo “Quero que vá tudo pro inferno”. É uma música que não é lenta, nem apressada. É uma música calma, mas que tem grandes possibilidades.

B – E… no ritmo de “Quero que vá tudo pro inferno” não tem nenhuma?

RC – Tem mais ou menos o “Quando” que é parecida com a “Namoradinha”… também.

B – Este seu filme será uma espécie de “bang-bang”, meio apressado?

RC – O título é “Roberto Carlos em ritmo de aventura”. E dentro do filme, eu, inclusive, falo com o Diretor, digo que vou sair do filme. Cenas assim, interessantes… Negócios com bandidos e metralhadoras, enfim, bem movimentado.

B – A outra pergunta é sobre Martinha: você acredita no sucesso de Martinha? Acha que ela pode barrar a Wanderléa?

RC – Bem esse negócio de barrar a Wanderléa não é bem o caso, porque nem mesmo existe uma concorrência entre Martinha e Wanderléa. Agora, ela poderá, dentro do estilo dela, conseguir um lugar de destaque. Ela geralmente grava o que compõe. É um estilo diferente.

B – O seu livro “Roberto Carlos em prosa e verso” está alcançando um grande índice de vendagem?

RC – Parece que eles não estão conseguindo prensar bastante para a venda…

B – E sobre o seu começo de carreira, foi difícil?

RC – Foi…

B – E o seu primeiro sucesso?

RC – Foi “Splish splash”. Meu primeiro sucesso nacional, porque eu já havia acontecido com outros discos, mas no Rio.

B – Uma pergunta meio “fora”; Mamãe mandou perguntar a você porque esse olhar tão triste?

RC – Bem, é porque eu nasci assim. (risada). Eu não sou propriamente triste. E aproveito para mandar, assim, um abraço muito carinhoso à sua Mamãe, viu?

B – Está, muito obrigado, Roberto. Então aos ouvintes do nosso “Os discos do Bolinha”, que não se despediram de Roberto Carlos, já que o avião deverá sair dentro de poucos minutos, sua despedida para Joaçaba…

RC – Muito obrigado a você, Bolinha… e aos ouvintes pela atenção; eu quero dizer que o carinho que recebi aqui dá vontade de voltar o mais depressa possível e não ir embora. Mas, de qualquer forma, eu tenho que ira hoje mesmo por causa da Jovem guarda, mas se Deus quiser em outra oportunidade, aqui voltarei para rever as fãs que nos aplaudiram e que nos trataram com grande carinho. Muito obrigado, um abração a todos, e até a próxima, se Deus quiser. Bye…

GERALDO ALVES, PRIMEIRO EMPRESÁRIO DE ROBERTO CARLOS, CONTANDO SUAS MEMÓRIAS

Ao ler no Facebook um comentário de uma pessoa que contestava ter sido ele o primeiro empresário artístico de Roberto Carlos, Geraldo Alves houve por bem me enviar esta mensagem a qual publiquei neste vídeo a seguir…

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FOTOS DO ACERVO DE GERALDO ALVES

Abelardo Barbosa e Carlos Aguiar

Batizado da filha dE Geraldo Alves, Deborah Cristina Pellisare Alves. Na foto aparecem o cantor Paulo Sérgio e Geraldo Alves.

Cantores da Jovem Guarda: Da esquerda pra direita estão Netinho, Ronald, Bobby de Carlo, Marcio, Joelma, George Freedman, Marcos Roberto e Ronnie Von; embaixo estão Jerry Adriani, Nenê, Manito e Mingo dos Incríveis.

Geraldo Alves concedendo entrevista por telefone durante jantar em comemoração aos 20 anos de sua carreira. Geraldo Alves, Roberto Carlos e o comunicador Carlos Aguiar. e amigos

Geraldo Alves e seu pai José Olímpio dos Santos com o comunicador Antonio Aguillar.

Cantor Paulo Sérgio com a cantora Nalva Aguiar.

Programa Clube dos Artistas – Jerry Adriani e Nalva Aguiar.

Roberto Carlos em um Show em Presidente Prudente/SP no ano de 1964. O baixista Bruno Pascoal aparece ao fundo. Detalhe: o palco era uma carroceria de caminhão.

 

TV Record 1971 Trofeu Chico Viola Wilson Simonal, Ângelo Máximo e Geraldo Alves.

A cantora Wanderléa no programa Jovem Guarda.

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O SANFONEIRO GERALDO ALVES
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ANTONIO AGUILLAR ENTREVISTA NORIVAL D`ANGELO, BATERISTA DA ORQUESTRA DE ROBERTO CARLOS.

Trabalhando há cerca de 43 anos como baterista da orquestra de Roberto Carlos, Norival D`Angelo começou na vida artística integrando um conjunto criado por Antonio Aguillar, chamado The Flyers.
Integrou a banda Secos & Molhados no auge do sucesso, depois da saída do baterista Marcelo Frias, participando dos shows e do segundo CD da banda, que incluia o hit “Flores Astrais”.

Norival D`Angelo

Trabalhou também com as bandas Beatniks, SomBeats, entre outras, levando ao público os primeiros trabalhos cover de Jimmy Hendrix, Led Zeppelin e Deep Purple.

Esta entrevista foi concedida a Antonio Aguillar nos camarins do Ginásio do Ibirapuera durante um Show de Roberto Carlos em São Paulo, no final de agosto 2017.

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Há 50 anos ” Em Ritmo de Aventura”!

O álbum “Roberto Carlos em Ritmo de Aventura”, foi gravado em agosto de 1967, entre os dias 16 e 18, com exceção da faixa “Eu Sou Terrível”, gravada em outubro, e teve seu lançamento originalmente em novembro de 1967, como trilha sonora do filme de mesmo nome, “Em Ritmo de Aventura”; é o mais perfeito e o mais bem-sucedido álbum de RC, da sua fase Iê-iê-Iê, cuja moldura sonora era mais uma vez guiada e ampliada pelos sons de órgão Hammond do tecladista Lafayette e pelo maravilhoso acompanhamento dos BLUE CAPS e do RC-7. A interferência do grande Lafayette é tão importante que não se sabe como ele não requereu coautoria em algumas das faixas desse disco fantástico.

“Em Ritmo de Aventura” é um primor, do início ao fim, Roberto estava inspiradíssimo e abriu o leque para várias influências, que iam além do iê-iê-iê, sinalizando o início de uma mudança de estilo em seu repertório.

Em termos musicais, Roberto flertava com a Black music, o country e o rock mainstream dos anos 60. Clássicos como “Eu sou terrível”, “Por isso corro demais”, “Quando”, “Você não Serve pra mim” e “Só vou gostar de quem gosta de mim”, e a ultra romântica “Como é grande o meu amor por você”, ajudaram a eternizar o álbum no inconsciente coletivo da juventude da época, por isso, “Em Ritmo de Aventura” seja talvez o álbum mais cultuado de Roberto até os dias atuais. (por Rubens Stone)

A faixa “VOCÊ NÃO SERVE PRA MIM”, uma belíssima composição de RENATO BARROS se destaca também pela performance do guitarrista com sua guitarra distorcida, o chamado efeito FUZZ.

RENATO BARROS CONTA COMO FOI QUE ROBERTO CARLOS GRAVOU SUA COMPOSIÇÃO “VOCÊ NÃO SERVE PRA MIM”.

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Considerado pela Revista Rolling Stone brasileira como o 24º melhor disco brasileiro de todos os tempos, o disco teve a participação de músicos de estúdio, incluindo metais, quarteto de cordas, flauta, gaita, alguns músicos do RC-5 e da banda de Lafayette, onde o tecladista teve contribuição decisiva em quase todas as faixas, substituindo eventualmente o órgão Hammond por um piano ou cravo. Porém a base de tudo foi feita por RENATO E SEUS BLUE CAPS, destaque para Renato na guitarra e Paulo César Barros no contrabaixo.

O FILME COMPLETO

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LADO A
“Eu Sou Terrível” (Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
“Como É Grande o Meu Amor por Você” (Roberto Carlos)
“Por Isso Corro Demais” (Roberto Carlos)
“Você Deixou Alguém A Esperar” (Édson Ribeiro)
“De Que Vale Tudo Isso” (Roberto Carlos)
“Folhas De Outono” (Francisco Lara – Jovenil Santos)

LADO B
“Quando” (Roberto Carlos)
“É Tempo De Amar” (Pedro Camargo – José Ari)
“Você Não Serve Pra Mim” (Renato Barros)
“E Por Isso Estou Aqui” (Roberto Carlos)
“O Sósia” (Getúlio Côrtes)
“Só Vou Gostar De Quem Gosta De Mim” (Rossini Pinto)

As Composições de Renato Barros Gravadas por Roberto Carlos.

RENATO BARROS
Foto by Henrique Kurtz
25/07/2017

Ao longo de sua carreira o cantor Roberto Carlos gravou 05 canções compostas por RENATO BARROS, que são:

1 – O FEIO (Getúlio Côrtes/Renato Barros)

LP Jovem Guarda lançado em novembro de 1965 sob o número CBS 37432.

2 – VOCÊ NÃO SERVE PRA MIM (Renato Barros)

LP Em Ritmo de Aventura lançado em novembro de 1967 sob o número CBS 37525.

3 – NÃO HÁ DINHEIRO QUE PAGUE (Renato Barros)

LP O Inimitável lançado em dezembro de 1968 sob o número CBS 375851.

4 – MAIOR QUE O MEU AMOR (Renato Barros) – LP Roberto Carlos lançado em 1970.

5 – VOCÊ NÃO SABE O QUE VAI PERDER (Renato Barros) – LP Roberto Carlos lançado em 1971.

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RENATO BARROS em 25/07/2017
Foto: henrique Kurtz

PAULO SÉRGIO IMITAVA OU NÃO ROBERTO CARLOS? DESCUBRA AQUI!

paulo-sergio

Esta entrevista foi feita por Antonio Aguillar com Paulo Sergio à época em que estava havendo uma grande polêmica sobre ele e Roberto Carlos.
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Paulo Sergio foi lançado por uma gravadora pequena chamada Caravelle. Ele era alfaiate e pretendia ser cantor profissional. Paulo na ocasião em que pretendia cantar procurou Chacrinha e cantou no programa de calouros que ele fazia no Rio de Janeiro, dublando o cantor Altemar Dutra como se fosse um cantor que tinha a voz parecida com a dele.
Claro que foi uma artimanha de Chacrinha para lançar Paulo Sérgio em disco mais tarde.
O Diretor da gravadora Caravelle era o Sr. Guimarães, que acreditava muito nesse lançamento. Depois de tudo isso, disseram a ele (Paulo Sergio) para cantar na linha do Roberto Carlos, que já estava fazendo sucesso. Foi uma época muito interessante.
Chacrinha, que também lançou o Roberto Carlos no Rio, através do programa de Rock do Carlos Imperial, costumava colocar um cantor contra o outro, criando um ambiente instável entre as fãs e com isso o seu programa conseguia alcançar grande sucesso.
Ele fez assim também com o Antonio Aguillar.
Foi combinado que ele falaria mal do programa do Aguillar nos programas dele, quando ele estava ainda na Radio Nacional de S.Paulo e o Antonio Aguillar rebatia falando que o programa do Chacrinha era ultrapassado e assim por diante. Isso gerou uma confusão entre os ouvintes proporcionando grande audiência para os dois.
Chacrinha havia discordado de Roberto Carlos em certa ocasião por causa de cachê e acabou promovendo Paulo Sergio, dizendo que o Roberto Carlos já era, e que agora era a vez do Paulo Sergio e acrescentava mil coisas para criar muita confusão.
Era assim que as coisas funcionavam e os dois artistas conseguiram sucesso.
Paulo Sergio foi um lançamento da Caravelle, uma gravadora pequena diante da CBS, gravadora de Roberto Carlos.
Como Roberto Carlos sempre usou de bom senso, tocou sua vida pra frente gravando na ocasião, quando surgia o sucesso “Ultima Canção”, a musica “Te amo Te amo Te amo” e assim os dois foram para as paradas de sucesso e a vida continuou até a morte de Paulo Sergio.
Antonio Aguillar tem essa história com Chacrinha gravada, e a revista O Cruzeiro, na época, pediu-lhe essa gravação completa e fez uma matéria de capa com duas paginas, a qual repercutiu no Brasil inteiro.
Isso gerou muita confusão, pois Chacrinha acabou se tornando inimigo pessoal do Aguillar, porque não admitiu essa matéria na revista, alegando que falou para o programa dele mas não queria que fosse cedida para a revista.
Enfim, este é um resumo de tudo, contado a mim por Antonio Aguillar, pra gente ter uma ideia do porquê Paulo Sérgio falou aqui neste áudio “…quem não tem defeito que atire a primeira pedra”.