“Os Corsos” acompanhando Jerry Adriani em Goiânia (1968).

Quando saiu dos Jet Black’s depois de seu aniversário em 08 de outubro de 1966, Sérgio Vigilato, conhecido como Serginho Canhoto, se juntou aos Wandecos (grupo que acompanhava a cantora Wanderléa) e criou outro conjunto que foi chamado de “Os Corsos” e que costumavam tocar nas boates da baixada Santista e depois foram tocar em Goiânia.

“Os Corsos”, em novembro de 1966, tinha a seguinte formação:
Serginho ”Canhoto”, Líder, guitarra solo e relações publicas, Ronny, guitarra-base e vocal, Luiz Marcelo , Guitarra(segunda) e vocal, Jose Adolfo Stern (Zé) bateria e vocal e Carlos Geraldo, baixo-elétrico e vocal.

Em Goiânia, conhecendo grandes músicos como Carcará, Coringa e Osvaldinho, fizeram uma mistura para agradar os artistas de São Paulo e Rio, que se aventuravam excursionar pelos interiores do Brasil para promover seus discos.

Nesta foto de 1968, do acervo de Sérgio Vigilato, o Serginho Canhoto dos Jet Black’s, estão alguns músicos do conjunto “Os Corsos”, criado por ele, e dentre os músicos que estão no palco, vejam quem está cantando. Reconhecem? Pois é ele mesmo: Jerry Adriani!

Da esquerda para a direita: Serginho Canhoto, Jerry Adriani ao microfone, Osvaldinho no teclado, Coringa na guitarra base (só aparece o braço), Darcy no baixo-de-pau, e José Stern, o Zezinho, na bateria.

Sérgio me contou que ele e seu conjunto Os Corsos eram contratados pelo canal 5 de Goiânia e certa vez, em 1968, quando ele e seu conjunto estavam lá, numa época em que os artistas estavam lutando para conseguir fama e tinham que se arriscar a viajar sem acompanhamento, Jerry Adriani estava lá pra se apresentar e ficou feliz ao encontrar o amigo Sergio e seu conjunto lá, assim como também aconteceu com Sergio Reis e Wilson Miranda, que também estavam por lá.

Na foto, da esquerda para a direita, podemos ver Sergio Vigilato, o Serginho Canhoto, Jerry Adriani ao microfone, Osvaldinho no teclado, Coringa na guitarra base (só se vê o braço), Darcy no baixo-de-pau que foi fabricado por ele mesmo com caixas de pinho-de-riga de bacalhau importado (ele pegava as caixas no Mercadão Central) e José Stern, o Zezinho, (já falecido) na bateria.
Sérgio aparece com sua guitarra sombreada (sunburst) de 12 cordas que ele mesmo confeccionou na fábrica da Gianinni.

“Dos Corsos originais só está o José Adolfo Stern, o Zezinho.
Darcy entrou no lugar do Carlos Geraldo (Carge), que era nosso John Lennon; modéstia à parte, Carge arrasava!
O Coringa fazia parceria com nosso querido “CARCARA”, outro monstro em bossa e harmonia cavernosas, e todos deram um colorido excepcional aos “Corsos”.” (Sérgio Vigilato)

Na volta de Goiânia, em fins de 1968, Sérgio se preparou para ir para Los Angeles, Califórnia, e desde então vive nos Estados Unidos.

“Os dons artísticos do Sergio Vigilato, extrapolam os limites da normalidade. Exímio músico, Cantor, Luthier (confecção de guitarras), Taxidermista, produtor musical e tantas qualidades diferenciadas, que me fogem à memória. Me orgulho de ser amigo dele.” (Primo Moreschi, fundador do conjunto The Jet Black’s)

A Polêmica Historia que envolve o nome da Banda The Jet Black`s e sua fundação.

Muito já se falou da historia deste conjunto dos anos 60, tanto por historiadores como pelo legado em textos e fitas deixados por alguns de seus integrantes, a exemplo das três fitas que estão em posse do historiador Eduardo Reis e que tocam no assunto “fundação do grupo e a escolha do nome”.

A primeira fita trata-se de uma entrevista do Gato com Idalina de Oliveira em 1966 pela Rádio Tupi) onde ele fala sobre várias coisas, por exemplo:

·         Conta sobre o nome, dizendo que, na opinião dele, “The Vampires” é coisa de Transilvânia e não servia para nome de conjunto de rock´n´roll, e ele (Gato), forçou a mudança do nome, tendo escolhido o nome Jet Black´s, com apóstrofe e “S” em homenagem aos THE SHADOWS. Vejam que a história é quase a mesma contada por Jurandi, pois ele (Jura) fala que Zé Paulo havia escolhido o nome.

·          Gato cita Joe primo, fala que no início de 1962 ele pegou tuberculose e, contrariando o Jurandi, ele (Gato), Jairo (diretor da Chantecler) e o cantor Oswaldo Rodrigues, com a ajuda do prefeito de Campos do Jordão, o internaram no sanatório Nossa Senhora das Mercês em Campos do Jordão; Eloy, Guitarra base do conjunto Super Som T.A., entrou no lugar de Joe Primo.

·         Fala da sua saída dos The Jet Black´s alguns meses antes, e que estava tocando baixo no quarteto de Renato Mendes, no Johan Sebastian Bar. Quando Idalina pergunta o motivo ele diz que prefere não tocar no assunto.

A segunda fita, gravada em 1991 na casa de Guilherme Dotta, o Tico, por um jornalista da Folha de São Paulo. Nela o jornalista entrevista Jurandi, Gato e Tico, falam sobre vários assuntos e nas páginas tantas o jornalista pergunta a origem do nome. O Jurandi imediatamente fala que ele (Jura) sugeriu o nome e o Gato, de forma meio ríspida, retruca: VOCÊ? Creio que fui eu que batizei o grupo com este nome. O Jura fala qualquer coisa baixo e retoma o assunto com o comentário: Polemicas à parte o nome foi escolhido pelo grupo. Nesta entrevista fica claro que o Gato e o Jurandi não haviam esquecido as magoas do passado…

A terceira fita é uma entrevista com o Orestes, onde estavam Eduardo Reis, Foguinho e Orestes e este conta sobre a época da Boate Lancaster e quando perguntado sobre o nome do grupo ele fala que, “pelo que sabia” foi uma decisão do Gato e que este havia escolhido o nome em homenagem aos Shadows.

Porém, a verdadeira historia da mudança de nome quem conta é Primo Moreschi, o Joe Primo, legítimo e verdadeiro fundador do conjunto The Vampires, que depois se tornou The Jet Black`s!

“Para início de conversa, conheci o Gato quando o vi mexendo em um piano dentro dos estúdios onde eu (Joe Primo), Bobby De Carlo, Carlão, Zé Paulo e Jurandi, que formávamos “The Vampires”, ensaiávamos alguns cantores, os futuros participantes que iriam se apresentar no Programa Ritmos Para a Juventude, de Antonio Aguillar; Gato era ainda um ilustre desconhecido num canto do estúdio, o qual somente me chamou a atenção em razão de estar tirando alguns acordes do piano. Perguntei se ele sabia tocar piano, ele disse que arranhava um pouco, então o convidei para tocar e ele aceitou. Na semana seguinte, eu tive a ideia de conversar e sugerir a um dos integrantes amadores que testei e aprovei para participar do programa Ritmos para a Juventude (vai dai eu ter a liberdade de sugerir), cujo nome era Jet Blacks, e com as seguintes palavras eu lhe disse: Vem cá Jet Black! Você não quer trocar de nome com a gente?

Ele humildemente, e sorridente, respondeu prontamente que trocava sim. Então eu sugeri a ele que por ele ser magro e pequeno deveria se chamar Little Black, e nós The Jet Black´s.

Portanto é mentira que teve condição imposta pelo Gato para mudar o nome do conjunto, e muito menos consultei alguém além do Bobby De Carlo para mudar o nome The Vampires para The Jet Black`s.
Outra mentira deslavada, sem nenhum cabimento, está relacionada ao início do The Vampires: dizer que Jurandi, Zé Paulo, Orestes, Gato e Ernestico que iniciaram o conjunto, quando em verdade somente o Gato chegou a participar da segunda semana da fundação do The Vampires feita por mim, Joe Primo, Bobby De Carlo, Carlão, e aí sim, o Zé Paulo veio e foi quem convidou o Jurandi, que mal sabia tocar samba em alguma reunião do colégio que os dois estudavam.
O Ernestico só passou a fazer parte do conjunto quando, já como The Jet Black´s, começamos a tocar na Boate Lancaster. E o Orestes sempre foi cogitado, principalmente pelo Zé Paulo, para fazer parte integrante do The Jet Black´s, mas nunca daí dizer que ele iniciou quando ainda era The Vampires. (mentira deslavada, que inclusive cai em contradição até pela fotografia postada na página em questão, (uma tremenda montagem) tendo ao fundo uma bateria dos The Clevers sendo que esse conjunto só passou a existir após o Jurandi, Zé Paulo e o Gato, já se achando muito superior, não aceitavam mais participar do programa Ritmos Para a Juventude, daí Antonio Aguillar ter lançado o conjunto.

Esta é a foto polêmica , onde podemos ver o Joe Primo e o Carlão, porém a bateria tem o nome The Clevers.

Esta é a foto polêmica , onde podemos ver o Joe Primo e o Carlão, porém a bateria tem o nome The Clevers.

Portanto, essa foto é uma mentira, mas também serve para desmentir declarações do Jurandi de que o Orestes e Nestico iniciaram o The Vampires, pois nessa montagem não esta nem Orestes, e muito menos o Nestico. E vou mais além, nem mesmo o Zé Paulo; esse sim deveria estar. Quanto ao Orestes, só passou a integrar os The Jet Black´s, quando eu adoeci por ter dado tudo de mim até a saúde para poder fazer o The Jet Black´s ser sucesso. Passados alguns meses voltei e fui deixado de lado em prol de outro que já havia ocupado meu lugar. Em meu livro “O Protagonista Oculto dos Anos 60″ eu relato o passo a passo de como tudo aconteceu, com provas vivas até hoje, que podem e devem confirmar a veracidade dos fatos por mim relatados em meu livro de memórias.”

E tudo isso já foi revelado aqui mesmo neste Blog e visto nas redes sociais, mas sempre vale a pena mostrarmos de novo, inclusive por que tivemos também o depoimento de Bobby de Carlo sobre a veracidade dos fatos relatados pelo Joe Primo e endossados por Sérgio Vigilato, o Serginho Canhoto.

Bobby de Carlo fala sobre seu amigo e companheiro, Primo Moreschi.

Eu diria que Primo é um artista! Musico, pintor, compositor, poderia ser também um grande ator comediante. Lembro-me de um texto seu que em resumo seria isto:

“…Como você é linda, seu vestido branco, suas mãos tão delicadas, seu rosto tão lindo, sua pele clara, muito clara.
Porque não fala comigo?
Acorda! acorda! ACORRRRDA!!!
Pô!  Não vê que ela tá morta?”

Desculpe o humor negro, mas isso era coisa do Primo…

No meu primeiro LP pela gravadora Mocambo, gravei com os Megatons. Foi certamente um dos momentos de maior prazer na minha vida.
Sem imposição alguma, gravei o que queria da forma mais descontraída possível.
Com o bom humor do grupo, o clima era maravilhoso. Criei arranjos, participei como musico, convidei para participar em algumas faixas o Wanderley pianista, (ex Roberto Carlos), o Nestico sax do Jet´s, e nunca houve por parte dos Megatons, Primo, Bitão, Luiz, Renato e Edgar qualquer tipo de estrelismo.
Nós nos divertimos muito.  Coisa que não aconteceu quando da minha volta ao The Jet Black´s em l964, quando disse ao Jurandir para que criássemos algumas musicas, coisas próprias. Porem ele achava melhor “tirar” musicas de outros conjuntos, ou seja, copiar o original e tocar nos Jet Black´s. Coisas estas que fazíamos em nossa adolescência musical.
O Orestes saiu, e eu, desmotivado, saí também.

Serei sempre amigo do Primo, tenho-o em alta estima.
Tenho certeza que a década de sessenta será marcada positivamente em nossas vidas!”

Um grande abraço
Bobby.

Joe Primo, o Precursor da História dos Jet Black’s!

Joe Primo, nome artístico de Primo Moreschi, é uma dessas pessoas predestinadas e muito especiais, que vieram ao mundo para construir uma vida rica de fatos pitorescos e situações inusitadas, sempre convivendo com venturas e desventuras, desafiando a morte e a vida com muito bom humor e propriedade, tirando dos infortúnios, força para sobrepujar os obstáculos que permearam sua vida, sempre tirando ensinamentos ao longo de sua trajetória, sem jamais esmorecer.
Filho dos italianos Concheta e José Moreschi, Primo foi o caçula de nove irmãos e ainda muito pequeno perdeu a mãe e em seguida o pai, tendo que viver de um lado para outro, sem um lar, primeiro de favor na casa de irmãos, depois tendo que trabalhar desde tenra idade para pagar seu próprio sustento em pensão domiciliar.
Ainda quando tinha de sete para oito anos de idade, Primo teve o primeiro contato com os instrumentos musicais, pois acompanhava seu irmão mais velho nos ensaios de sua banda country chamada Rancheiros da Paulicéia. Eles tocavam na Rádio América e Primo acompanhava os ensaios e assim aprendeu também a tocar violão e guitarra.
Primo nasceu artista e por necessidade aprendeu a profissão de retocador de retratos para ter o seu próprio sustento, e também exerceu a profissão de fotógrafo. Além disso, costumava compor canções e um belo dia a oportunidade de entrar para o meio artístico surgiu em um encontro casual com o compositor Américo de Campos.
Joe Primo gravou seu primeiro disco e tornou-se conhecido em 1961, com as músicas “Ela me fez de limão” e “Água de cheiro” sendo transmitidas pela Rádio Nacional de São Paulo, chegando às paradas de sucesso.
Foi em suas andanças pelas rádios de São Paulo para a divulgação do seu 78rpm que Joe Primo teve oportunidade de voltar à Rádio Nacional para participar de um programa de lançamentos musicais, intitulado “Ritmos para a Juventude”, cujo apresentador era Antonio Aguillar. Foi nessa época que ele teve a ideia de formar um conjunto de Rock para acompanhar os cantores que se apresentavam naquele programa, e juntamente com o amigo Roberto Caldeira dos Santos, o Bobby de Carlo, fundou o conjunto The Vampires, que viria a ser The Jet Black’s, em um tempo em que o Rock’n’Roll começava a marcar presença no Brasil.
Foi assim que o menino órfão, que passou tantas privações na vida, tendo sido até mesmo acometido por grave doença, precisando ser internado no Sanatório Nossa Senhora das Mercês em Campos do Jordão para se tratar da doença que o acometeu devido a ter passado fome e frio em suas peregrinações pelas rádios e gravadoras em busca de divulgação dos discos do conjunto, iniciou os primeiros passos para que o Brasil tivesse uma das mais queridas e famosas bandas de Rock Instrumental, The Jet Black’s, cujo sucesso foi tanto que mesmo tendo já se passado mais de 50 anos do início de tudo, não há quem não tenha ouvido falar nela!
Primo Moreschi ainda formou Os Megatons, um grupo que se destacou pelos sons exóticos e criativos perpetuados na música jovem, antes de se retirar definitivamente do meio artístico para viver em Campo Grande/MS, onde constituiu família e tornou-se reconhecido empresário da indústria de moveis planejados e exclusivos.

“O PROTAGONISTA OCULTO DOS ANOS 60”

A obra de Primo Moreschi, de fundador do conjunto The Jet Black`s a artista plástico!

Os seguidores desse Blog com certeza conhecem bem a historia de Joe Primo, nome artístico de Primo Moreschi, uma dessas pessoas predestinadas e muito especiais, que vieram ao mundo para construir uma vida rica de fatos pitorescos e situações inusitadas, sempre convivendo com venturas e desventuras, desafiando a morte e a vida com muito bom humor e propriedade, tirando dos infortúnios, força para sobrepujar os obstáculos que permearam sua vida, sempre tirando ensinamentos ao longo de sua trajetória, sem jamais esmorecer.

Primo escreveu um livro sobre a historia de sua vida, cujo título é “O Protagonista Oculto dos Anos 60”, já publicado resumidamente também aqui.

Hoje recebi uma mensagem muito especial enviada por ele, compartilhando comigo sua alegria em terminar mais uma obra sua, um quadro a óleo encomendado pela família do ex-Governador do Estado de Mato Grosso do Sul, Dr. Pedro Pedrossian e Dna Maria Aparecida Pedrossian, e compartilho também com vocês a mensagem recebida!

“Lucinha, Após um longo período, acabei de pintar a tela a qual você pediu-me que lhe mostrasse assim que terminasse de pintá-la. Aproveito o ensejo, para dizer que atualmente é através das encomendas de pinturas (reproduções em tela a óleo) que sobrevivo. E quando estava na ativa com minha banda “The Jet Black´s”, eu nunca parei de trabalhar (pintar e retocar retratos), simultaneamente, divulgando nas rádios e lojas de discos, nossas primeiras gravações pela “Gravadora Chantecler”. Nunca me esquecendo (é bom que se diga), de agradecer aos meus amigos radialistas e programadores das emissoras de Rádio, (citados em meu livro de memórias) que sempre me deram uma colher de chá, executando nossas musicas, culminando com o sucesso avassalador de Stick Sheeft, e Apache; nossas musicas de trabalho na época.

A família do ex-Governador do Estado do Mato Grosso do Sul, Dr. Pedro Pedrossian e Dna Maria Aparecida Pedrossian.

A família do ex-Governador do Estado do Mato Grosso do Sul, Dr. Pedro Pedrossian e Dna Maria Aparecida Pedrossian.

Este quadro que lhe enviei, quem fez o preço, foi a própria cliente. O tamanho dessa tela é de l,OO mts x 7O,oo cmts. Quanto às pessoas pintadas, são do ex- governador de MS, e família.”

Já imaginaram ter um quadro pintado pelo fundador do The Jet Black`s? 😉
Quem quiser encomendar um, segue o perfil de Primo Moreschi, ou se preferir, deixe um comentário aqui mesmo nesta publicação.

Primo Moreschi

The Sparks, um conjunto instrumental dos anos 60 que venceu os tempos chegando aos anos 2000!

The Sparks é o nome de um conjunto instrumental ao estilo dos conjuntos The Shadows e The Ventures, fundado em 1964 por Edison Della Monica no bairro do Belém em São Paulo.

Edison Della Monica e Toni Campelo

Edison Della Monica e Toni Campelo

Em sua primeira formação em 1964 faziam parte dele os músicos:

João Alberto Garlant – guitarra-solo
Ângelo Mário Gilberto Melzer – guitarra-base
Sidney Thomaz de Medeiros – contrabaixo
Edison Della Monica – bateria.

Em 1966, com esta mesma formação, gravaram dois discos.

A Partir de 1968 houve mudanças no quadro de músicos entrando para o grupo o Emilio Russo (ex The Lions e The Jet Black´s) na guitarra solo, substituindo Ângelo Mario Gilberto Melzer (tendo João Alberto passado para a guitarra base) e Carlos Nabar (ex Deny e Dino) entrou no lugar de Sidney no contrabaixo.

Nesse ano de 1968 lançaram pelo selo Beverly um compacto duplo de nº BCD 101 com as seguintes musicas (vocalizadas):
Lado A – Recordação e Não a quero mais
Lado B – Garota Orgulhosa – Ilusão.

No mês de Outubro de 1971 o nome do conjunto mudou para “A Máfia”, em virtude da troca de estilo musical, passando a ser um conjunto de bailes.

Nessa época os integrantes eram:
Edison Della Monica – bateria
Sebastião Aparecido Garcia – órgão e vocais
Reginaldo Tucci Zanandre – crooner
Pedro Luiz Correia – guitarra-solo
Wagner Marques – guitarra-base
Jorge Luiz de Moura – contrabaixo.

Com esse pessoal foi gravado em 1972 o LP. de nº 112.276 pelo selo OKEH (CBS) Conjunto Máfia (Os Jovens Fera):

Lado A – The End – Theme from Love History – Amada Amante – Ai Jalisco no te rajes – Aquarela do Brasil – Dio come ti amo.

Lado B – Tema de Lara – A time for us – La Mer – Everething will be all right – Oh me oh my – Sweet Memories.
Nome do Compacto Duplo – Lino

Em 1978 foi lançado pela gravadora Continental um compacto pelo selo HELP de nº CLD 013 –(LINO) com o seguinte repertório.

Lado A – Suspeita – Insistência

Lado B – Quem tudo quer tudo perde – O luar ainda é amigo.

Faziam parte do grupo os seguintes músicos:

Edison Della Monica – bateria
Emilio Russo – guitarra-solo
Dorian Russo – base e bandolim
Mário José Marreiro – contrabaixo.

Foi gravado também um LP onde o grupo fazia acompanhamento para diversos cantores que participaram do disco.

Em 1989 foi lançado pelo selo PHONODISC (Continental) um LP nº 034.405.565 – RAIO X – (A CASA DO SOL NASCENTE) com o seguinte repertório.

Lado A
The House of rising sun – Theme from Young lovers – Sleepwalk – Apache – O Milionário – Trombone.

Lado B
La Comparsa – Ronny Boy – Lets go – Only the youngs – Stick shift – Shane.

Também saiu em Fita k7 Nº k7- 034.703.565 em Outubro /1989.

Participaram dessa gravação os seguintes músicos.

Edison Della Monica – bateria
Emilio Russo – guitarra-solo
Dorian Russo- guitarra-base
Pedro Luiz Correia – contrabaixo.
Marco Antonio Possato – teclados ( Participação especial )

Em 1992 Regis e Della Monica formaram uma Dupla Vocal e lançaram uma fita k7 pelo selo Bertison (Copacabana) com a dupla Regis e Della Monica com o seguinte repertório.

Lado A – Memórias – No dia em que você me disse adeus – Só por causa de você – Batom Vermelho – Eu não aceito o teu adeus – Razão do meu viver – Não demore mais

Lado- B – Nos braços, nos olhos e no coração – Diana – Com você no coração – Encontrei você – Longe tão perto – Menina Feia – Eros .

Participaram dessa gravação os seguintes músicos:

José Aparecido Neiva – guitarra-base e solo
Milton de Almeida Quirino – contrabaixo
Emilio Russo – guitarra-solo
Ademar de Freitas Martins – programação bateria
Edison Della Monica – vocais
Reginaldo Tucci Zanandre – vocais
Marcos Antonio Possato – órgão (Participação Especial )

Em 1997 – foi lançado pela gravadora Acervo Records um CD intitulado “Uma Viagem através do Tempo” – The Sparks – CD – nº ARPP 0013, contendo o seguinte repertório:

Love is blue – A Casa do sol nascente – Mia Gioconda – Mississipi – Noites de Moscou – La Comparsa – Ronny Boy – O Milionário – Comanche – Recordação – Lonely – Only the youngs – Unchained Melody – Tammy – Shane – O Dólar Furado – Lets go – Blue Star – Apache- Tema para jovens enamorados – L idole de jeunes – Stick Shift – Johnny Guitar – Sleepwalk.

Fizeram parte dessas gravações os seguintes músicos:

Edison Della Monica – bateria
Emilio Russo – guitarra-solo
Dorian Russo – guitarra-base e bandolim –
Pedro Luiz Correia – contrabaixo
Jean Marcelo Basi – guitarra-base
Júlio Cezar Gomes – contrabaixo

As Músicas – Love is blue – Mia Gioconda – Mississipi – Noites de Moscou – O Milionário – Comanche – Recordação – Lonely – Unchained Melody –Tammy – O Dólar Furado – Blue Star – Tema para jovens enamorados – Johny Guitar – foram gravadas em 1996.
As demais em 1989 referentes ao LP Raio X –

Em 1999 foi gravado um CD intitulado “Além das Estrelas”, totalmente independente e com músicas inéditas do grupo – mas não lançado no mercado fonográfico.
Este CD contém o seguinte repertório:

01- Além das estrelas – 02 – Noites do Havaí – 03- Naufrágio – 04 – Açores – 05 – Bola de Fogo – 06 – Surfing do trem – 07- Expresso do Oriente – 08 – Luar de São Vicente – 10 – Rock da Arábia – 11 – Bodas de Prata – 12- Corisco – 13- Ilusão – 14 – Kremlin

Participaram dessa gravação os seguintes músicos:

Edison Della Monica – bateria
Emilio Russo – guitarra-solo
Mauro Fabiano – guitarra-base
Mauricio Leite do Amaral – contrabaixo

Em 2000 lançaram o CD Remember 60’s and 70’s

O CD editado pela Acervo Records (1997) foi relançado pela gravadora ALLEGRETTO – com o nº ALCD – 0078 – contendo o mesmo repertório, com o titulo Remember 60`s and 70`s, tendo inclusive sido comercializado com 3 capas diferentes.

Em 2001 foi gravado um CD com o titulo “Classics of Surf”, o qual deveria ser editado pela gravadora Pentarte Ltda. contendo o seguinte repertório:-

01- Have you ever see the rain – 02- Last train to Clarksville – 03- In my life – 04 – Everybodys loves a clown – 05 – Em la fronteira Del México – 06 – Coimbra – 07 – Sultans of swing – 08 – Midnight – 09 – Açores – 10 – Maryan – 11- Riders in the sky – 12- Sukiaki – 13- Driving Guitar – 14- Rhytm of the rain – 15- The High and the might –16- Kokorono-niji – 17 – Green Grass – 18 – Music to watch girl by

Participaram dessa gravação os seguintes músicos:

Edison Della Monica – bateria
Emilio Russo – guitarra-solo
Mauro Fabiano – guitarra- base
Mauricio Leite do Amaral – contrabaixo

Em 2002 – foi lançado pelo selo Bucanner Records um CD – de nº 003 chamado “Brasilian Instrumental Rarites Volume 3” com diversas bandas onde The Sparks aparecem na montagem com a faixa nº 11 – Come te adoro menina. (Quiereme Mucho)

Em 2004 – foi lançado o CD de nº 00149 – The Sparks – Celebration Forty Years pelo selo ALLEGRETTO – contendo o seguinte repertório:

Have you ever see the rain – Green Grass – Recordação – Hurtin Inside- Trombone – Another brick in the wall – Wholl stop the rain – Além das estrêlas – Lets train to clarksville – Ana Júlia– Lamento Apache – Midnight – Noites do Haway – Caravan – Ilusão – Bola de fogo – Rock das Arábias – Smoke on the water – Sultans of swing

Participaram dessa gravação os seguintes músicos

Edison Della Monica – bateria
Emilio Russo – guitarra-solo
José Aparecido Neiva – guitarra-base
Davi S. Russo – contrabaixo.

Nas faixas Midnight e Rock das Arábia participação especial de Mauro Fabiano (guitarra-base) e Mauricio Leite do Amaral (baixo).

Em 2005 – foi lançado o CD For Young Lovers – pelo selo Sky Blue – de nº 2477 contendo o seguinte repertório:

Look for star – Never my love – If – Airport love Theme – Sumertime — Don’t let it die – Ill be there – Je taime moi non plus – Rhythm of the rain – This Boy – Have you ever see the rain – The High and the might -Theme forQueen Elisabeth – In my life – Theme for young lovers

Participaram dessa gravação os seguintes músicos:

Edison Della Monica – bateria
Emilio Russo – guitarra-solo
José Aparecido Neiva- guitarra-base
Davi Souza Russo – contrabaixo
Claudio Calobrezi – teclados.

Em 2007 foi lançado pela gravadora Allegretto o CD The Sparks Greatest Hits com o numero ALCD.0194 – contendo o seguinte repertório:

Sultans of swing – Theme for Young lovers – Midnight – Apache – Blue Star– Sleepwalk – The Milionarie – Mississipi – Have you ever see the rain – The House of rising sun – Another brick in the wall – Smoke on the water – Hurtin Inside – Green Grass – Ronny Boy – Além das estrelas – Ana Julia – Recordação – Unchained Melody e Caravan.

Em 2010 foi lançado pela gravadora Allegretto o CD Guitarras da Jovem Guarda com o numero 0268 – contendo o seguinte repertório:

Pensando Nela, Devolva-me, A volta, Meu bem, Esqueça, O milionário, Quase fui lhe procurar, Quem não quer, O ritmo da chuva, Everbody loves a clown, Dont be cruel, olhando estrelas, Theme for Young lovers, Emoção, Lilian, O bom rapaz, O pica-pau, Coruja, Broto Legal, Feche os olhos, Festa de arromba, Anjo, Anos setenta.

Segue um vídeo com alguns flashes da história do conjunto fundado por Edison Della Monica, e também fotos raras de artistas da Jovem Guarda, incluindo participação em lançamento de livros sobre o Rock e a Jovem Guarda, finalizando com uma apresentação do conjunto ao vivo em 07-04-2013 em Guarulhos/SP, em um show para as Casas Andre Luiz promovido pela Rádio Nova de Guarulhos AM1450, , com a presença dos músicos Emílio Russo, Edison Della Monica, Vicente Vitché Sinisgalli e o contrabaixista Dimmy Adriano. O apresentador e um radialista chamado Manoel Bolonha (Fã Clube Manoel Bolonha), que tem um programa diário na Rádio Boa Nova de Guarulhos.

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Joe Primo, o Precursor da História dos Jet Black’s!

(A verdadeira historia da fundação do conjunto instrumental dos anos 60, “The Jet Black’s”, está contada no livro O PROTAGONISTA OCULTO DOS ANOS 60, de Primo Moreschi.)

Primo pintando o retrato de sua mãe, suas feições ele só se recordava de memória...

Primo pintando o retrato de sua mãe, suas feições ele só se recordava de memória…

Joe Primo, nome artístico de Primo Moreschi, é uma dessas pessoas predestinadas e muito especiais, que vieram ao mundo para construir uma vida rica de fatos pitorescos e situações inusitadas, sempre convivendo com venturas e desventuras, desafiando a morte e a vida com muito bom humor e propriedade, tirando dos infortúnios, força para sobrepujar os obstáculos que permearam sua vida, sempre tirando ensinamentos ao longo de sua trajetória, sem jamais esmorecer.

Filho dos italianos Concheta e José Moreschi, Primo foi o caçula de nove irmãos e ainda muito pequeno perdeu a mãe e em seguida o pai, tendo que viver de um lado para outro, sem um lar, primeiro de favor na casa de irmãos, depois tendo que trabalhar desde tenra idade para pagar seu próprio sustento em pensão domiciliar.

Ainda quando tinha de sete para oito anos de idade, Primo teve o primeiro contato com os instrumentos musicais, pois acompanhava seu irmão mais velho nos ensaios de sua banda country chamada Rancheiros da Paulicéia. Eles tocavam na Rádio América e Primo acompanhava os ensaios e assim aprendeu também a tocar violão e guitarra.

Primo nasceu artista e por necessidade aprendeu a profissão de retocador de retratos para ter o seu próprio sustento, e também exerceu a profissão de fotógrafo. Além disso, costumava compor canções e um belo dia a oportunidade de entrar para o meio artístico surgiu em um encontro casual com o compositor Américo de Campos.

Joe Primo gravou seu primeiro disco e tornou-se conhecido em 1961, com as músicas “Ela me fez de limão” e “Água de cheiro” sendo transmitidas pela Rádio Nacional de São Paulo, chegando às paradas de sucesso.
Foi em suas andanças pelas rádios de São Paulo para a divulgação do seu 78rpm que Joe Primo teve oportunidade de voltar à Rádio Nacional para participar de um programa de lançamentos musicais, intitulado “Ritmos para a Juventude”, cujo apresentador era Antonio Aguillar. Foi nessa época que ele teve a ideia de formar um conjunto de Rock para acompanhar os cantores que se apresentavam naquele programa, e juntamente com o amigo Roberto Caldeira dos Santos, o Bobby de Carlo, fundou o conjunto The Vampires, que viria a ser The Jet Black’s, em um tempo em que o Rock’n’Roll começava a marcar presença no Brasil.

Foi assim que o menino órfão, que passou tantas privações na vida, tendo sido até mesmo acometido por grave doença, precisando ser internado no Sanatório Nossa Senhora das Mercês em Campos do Jordão para se tratar da doença que o acometeu devido a ter passado fome e frio em suas peregrinações pelas rádios e gravadoras em busca de divulgação dos discos do conjunto, iniciou os primeiros passos para que o Brasil tivesse uma das mais queridas e famosas bandas de Rock Instrumental, The Jet Black’s, cujo sucesso foi tanto que mesmo tendo já se passado mais de 50 anos do início de tudo, não há quem não tenha ouvido falar nela!

Primo Moreschi ainda formou Os Megatons, um grupo que se destacou pelos sons exóticos e criativos perpetuados na música jovem, antes de se retirar definitivamente do meio artístico para viver em Campo Grande/MS, onde constituiu família e tornou-se reconhecido empresário da indústria de moveis planejados e exclusivos.

Por Lúcia M. Zanetti de Araújo, uma fã de Primo Moreschi e dos Jet Black`s.

Bobby de Carlo fala sobre seu amigo e companheiro, Primo Moreschi.

Eu diria que Primo é um artista! Musico, pintor, compositor, poderia ser também um grande ator comediante. Lembro-me de um texto seu que em resumo seria isto:

“…Como você é linda, seu vestido branco, suas mãos tão delicadas, seu rosto tão lindo, sua pele clara, muito clara.
Porque não fala comigo?
Acorda! acorda! ACORRRRDA!!!
Pô! Não vê que ela tá morta?”

Desculpe o humor negro, mas isso era coisa do Primo…

No meu primeiro LP pela gravadora Mocambo, gravei com os Megatons. Foi certamente um dos momentos de maior prazer na minha vida.

Sem imposição alguma, gravei o que queria da forma mais descontraída possível.
Com o bom humor do grupo, o clima era maravilhoso. Criei arranjos, participei como musico, convidei para participar em algumas faixas o Wanderley pianista, (ex Roberto Carlos), o Nestico sax do Jet´s, e nunca houve por parte dos Megatons, Primo, Bitão, Luiz, Renato e Edgar qualquer tipo de estrelismo.

Nós nos divertimos muito. Coisa que não aconteceu quando da minha volta ao The Jet Black´s em l964, quando disse ao Jurandir para que criássemos algumas musicas, coisas próprias. Porem ele achava melhor “tirar” musicas de outros conjuntos, ou seja, copiar o original e tocar nos Jet Black´s. Coisas estas que fazíamos em nossa adolescência musical.

O Orestes saiu, e eu, desmotivado, saí também.

Serei sempre amigo do Primo, tenho-o em alta estima.

Tenho certeza que a década de sessenta será marcada positivamente em nossas vidas!

Um grande abraço
Bobby.

Emílio Russo e sua trajetória artística como um grande guitarrista desde os anos 60.

Fiz algumas perguntas ao guitarrista Emílio Russo, as quais ele respondeu e ainda contou mais historias sobre a sua trajetória artística, e também “causos” que lhe aconteceu quando fazia shows pelo Brasil.

1) Emílio, quando você começou a tocar no conjunto Os Freedmans, foi levado por quem? Como conheceu seus companheiros?

Resposta: Para o conjunto Os Freedmans não fui levado por ninguém; eu conheci o Raul de Barros através de um conjunto que ele tinha chamado Os Piratas; com a saída do Raul deste conjunto, que naquele momento queria fazer um conjunto comigo, ficamos de arrumar um bom baterista e através do saxofonista Gigi conhecemos Armandinho que conhecia por sua vez o Banzé, que era o Guitarra Base. E assim começamos a ensaiar no bairro da Pompéia, na casa do Gigi, saxofonista; dai por diante foi só tocar a bola pra frente.

2) Nesta foto da revista Intervalo de 24 de abril de 1966, você ainda não aparece… Estão no grupo o Alemão, Jurandi, Gato e Zé Paulo. Sabemos que você entrou nos Jet Black`s para substituir o Gato, então não foi em março que você entrou para a Banda, como diz a matéria da revista Intervalo? Teria sido em novembro, como está no livro de Edu Reis? Você chegou a tocar com o Gato?

Da esquerda para a direita: Alemão, Jurandi Trindade, Gato e Zé Paulo - Revista Intervalo de 24 de abril de 1966

Da esquerda para a direita: Alemão, Jurandi Trindade, Gato e Zé Paulo – Revista Intervalo de 24 de abril de 1966

Resposta: Às vezes brincávamos e trocávamos ideias.

Página completa com a Matéria da Revista Intervalo de 24 de abril de 1966…

Revista Intervalo - edição de 24 de abril de 1966. Na foto, da direita para a esquerda: Alemão, Jurandi, Gato e Zé Paulo

Revista Intervalo – edição de 24 de abril de 1966.
Na foto, da direita para a esquerda: Alemão, Jurandi, Gato e Zé Paulo

Guitarras do ie ie ie mandam brasa - página 2

Reportagem sobre a saída do Gato em março de 1966…

Por volta de Março de 1966, o conjunto era formado por Alemão, Zé Paulo, e Jurandi. O artigo da Intervalo diz que Gato estava prestes a ter um colapso nervoso devido a muitos compromissos como músico e não podia suportar mais. Os rapazes compreenderam e começaram a procurar seu substituto. Em 19 de março de 1966 Emilio Russo tornou-se oficialmente lead-guitarrista e foi apresentado por Roberto Carlos no programa Jovem Guarda num domingo, dia 20 de março de 1966 como sendo o mais novo membro da banda. Emilio tinha 21 anos (nasceu em 1945) e 1m 80cm de altura. / Around March 1966 Gato up and left The Jet Blacks who were then Alemão, Zé Paulo & Jurandir. The article at Intervalo says Gato was close to a nervous breakdown due to too many engaments as a musician and couldn't cope with it anymore. The guys understood Gato's predicament and went on the look out for a replacement. The boys went on a raid through most night-clubs in Sao Paulo and finally found lead-guitarrist Emilio playing with The Lions and popped the question to him. Emilio is an excellent guitarrist and a good looking one to boot. As of 19 March 1966, Emilio became the official lead-guitarrist with The Jet Blacks having been introduced by Roberto Carlos at 'Jovem Guarda' on the Sunday 20 March 1966 as the newest member of the band. Emilio was 21 years old (born in 1945) and 1.80 metres tall. Gato would then go into a detox joint and soon join Roberto Carlos's band.

Por volta de Março de 1966, o conjunto era formado por Alemão, Zé Paulo, e Jurandi. O artigo da Intervalo diz que Gato estava prestes a ter um colapso nervoso devido a muitos compromissos como músico e não podia suportar mais. Os rapazes compreenderam e começaram a procurar seu substituto. Em 19 de março de 1966 Emilio Russo tornou-se oficialmente lead-guitarrista e foi apresentado por Roberto Carlos no programa Jovem Guarda num domingo, dia 20 de março de 1966 como sendo o mais novo membro da banda. Emilio tinha 21 anos (nasceu em 1945) e 1m 80cm de altura. / Around March 1966 Gato up and left The Jet Blacks who were then Alemão, Zé Paulo & Jurandir. The article at Intervalo says Gato was close to a nervous breakdown due to too many engaments as a musician and couldn’t cope with it anymore. The guys understood Gato’s predicament and went on the look out for a replacement. The boys went on a raid through most night-clubs in Sao Paulo and finally found lead-guitarrist Emilio playing with The Lions and popped the question to him. Emilio is an excellent guitarrist and a good looking one to boot. As of 19 March 1966, Emilio became the official lead-guitarrist with The Jet Blacks having been introduced by Roberto Carlos at ‘Jovem Guarda’ on the Sunday 20 March 1966 as the newest member of the band. Emilio was 21 years old (born in 1945) and 1.80 metres tall. Gato would then go into a detox joint and soon join Roberto Carlos’s band.

Para quem como eu faz confusão entre Emilio Russo e Alemão, eis aqui uma foto do Alemão…
The Jet Blacks - Alemão

3) Se foi em março de 1966 que você entrou no conjunto The Jet Black`s, então você tocou com o Serginho Canhoto, que depois foi substituído pelo Alemão? Você se lembra dele? São amigos? E no final do ano, quando o Serginho saiu para a entrada do Alemão, você se recorda de como foi esta troca, quem indicou, etc?

Resposta: Você me pergunta se eu toquei com meu amigo Sérgio e posso lhe afirmar que não tive a oportunidade de tocar junto com ele. Quem fazia Base na época era o Alemão, mas se você me perguntasse hoje se eu toquei com ele, eu responderia que sim, fizemos um show no Restaurante Ed Carnes pela primeira vez que tocamos juntos e foi muito bom. Tive que improvisar alguma coisa para que tudo desse certo, mas foi bom.

“Meus dois compactos, quando entrei no The Jet Black´s” (Emílio Russo)

4) Como você entrou para Os Lions? Foi a convite de alguém?

Sobre Os Lions, viemos de uma mistura do conjunto antigo The Flamens Boys do Tatuapé. Fiquei conhecendo a banda e entrei como solista no lugar do Ziquito e a formação ficou assim: o Hajime Kamimura no contra baixo, António Galati na bateria, Wilson Tavares na guitarra base e eu na guitarra solo.
Ao passar do tempo recebemos uma proposta do grande comediante da extinta TV Tupi, Ubiratan Gonçalves, o meninão; ele fazia uma espécie de Jerry Lewis e tinha um programa de televisão só dele. Foi quando apareceu uma oportunidade de gravar um LP, seria o primeiro pela gravadora Farroupilha e gravamos o primeiro LP intitulado Os Inigualáveis, com a maior parte das musicas de autoria própria.
Depois veio o segundo LP, em seguida o compacto simples com as musicas “A bala mais rápida do oeste” e “O adeus”. Viajamos o Brasil inteiro em uma perua Chevrolet fazendo bailes e shows.
Depois disso resolvemos mudar para o Rio de Janeiro, onde o base do conjunto, o Wilson Tavares, tinha família morando e eles ofereceram um apartamento para a gente morar. O Ubiratã tinha muitos conhecidos no Rio, fizemos o programa do Chacrinha, programa Jair de Taumaturgo e o programa do Carlos imperial.
Depois voltamos a São Paulo e fomos logo tocar nas bocas do luxo. Foi na Boite Charman onde eu estreei o primeiro som de reverbere feito no Brasil. Era feito por mim e pelo Fafá, meu amigo; pegamos um alto falante, arrancamos o papelão dele e do outro lado colocamos uma bombona, passamos uma mola no meio e o som saia como se estivesse em cima de uma montanha, dando uma espécie de falso eco. Não contente com aquilo, peguei um amplificador com vibrato e pus após o eco e reverberava como uma câmara de eco falsa. Assim era que enchia de gente só para ver aquele som diferente que o conjunto tirava. Hoje em dia não é mais novidade, mas naquele tempo não existia nada parecido e foi realmente um sucesso!
Dai pra frente saímos do Charman e fomos para o Le Masque; me lembro como se fosse hoje quando entrou pela porta o baterista do The Jet Black´s, o Jurandi, para me convidar para entrar no conjunto The Jet Black´s e eu topei, dando adeus aos Lions.
Lembro-me do dia de minha estreia na Jovem Guarda, foi um mês antes do meu aniversário; eu teria que tocar uma musica do conjunto The Shadows chamada Wonderful Land e quando entrei no palco, após receber as boas vindas do rei Roberto Carlos, eu tremi na base, mas graças às minhas mãos, foi num sucesso. Depois me acostumei… a gente tinha que se apresentar e acompanhar vários artistas da jovem guarda. Depois de tudo isso o tempo passou e resolvi sair por motivos que não vou revelar, me recuso a falar a respeito; saiu eu, o Zé Paulo e o Alemão de uma vez só! Não posso revelar os motivos, mas deixo para a justiça divina que se incumbirá de julgar o que aconteceu.

Depois disso recebi uma proposta do meu grande amigo Eduardo Araújo para entrar na banda dele, que era composta de sax alto, sax barítono, piston, trombone, tumbadora, eu na guitarra solo, o Zé Álvaro no contra baixo. o grande Polvo na bateria, Dartanhã, Eduardo e Silvinha; fizemos muitos sons juntos. A banda era uma “porrada”, tanto é que muitos destes músicos de sopro estão no conjunto do Roberto Carlos até hoje.
Depois recebi uma proposta do cantor Nilton César, que estava com o maior sucesso na época e fiquei com ele por um bom tempo. Viajamos muito para fazer shows no Nordeste, Estados Unidos, Canadá, Angola, fazendo show para a colônia portuguesa.
Depois trabalhei como free lance, fiz shows com os cantores Antonio Marcos, Paulo Sérgio, Jane e Herondi. Waldireni, e muitos mais. Eu era um guitarrista muito requisitado para shows e esta é uma pequena parte de minha vida artística, sem mentiras e falsidades.

Emilio Russo

Emílio Russo

Emílio Russo e as historias que aconteceram com ele!

Emílio Russo18 de setembro de 2015 08:13

COISAS QUE TALVEZ VOCÊS NÃO SAIBAM, O EMPRESARIO DE ROBERTO CARLOS NA ÉPOCA, MARCOS LÁZARO, JUNTAMENTE COM GERALDO ALVES COMANDAVAM A AGENDA DE SHOWS EM QUE OS CANTORES E CONJUNTOS DA JOVEM GUARDA PARTICIPAVAM.
DEPOIS DE DUAS SEMANAS DE JOVENS TARDES DE DOMINGO, LOGO QUE ACABAVA O SHOW A GENTE IA PARA O APARTAMENTO DO ROBERTO CARLOS PARA SERRAR UMA BOIA E TROCAR FIGURINHAS A RESPEITO DAQUILO QUE DEVÍAMOS FAZER APÓS OS SHOWS. FOI QUANDO EM UMA DESSAS IDAS NA CASA DELE, VEIO A NOTICIA DE QUE O ROBERTO CARLOS TINHA COMPRADO UM ESPAÇO PARA SHOWS NA AVENIDA SÃO GABRIEL (NÃO ME PERGUNTE O NUMERO QUE EU NÃO ME RECORDO, SÓ SEI QUE FICAVA A DOIS QUARTEIRÕES A SUA DIREITA, BEM NA ESQUINA); NESSE DIA ME LEMBRO BEM, FOI O DIA DA INAUGURAÇÃO DA CASA DE SHOWS COM O NOME DE BARRA LIMPA; ROBERTO CARLOS CONVIDOU PARA FECHAR O SHOW A GRANDE ATRAÇÃO MUNDIAL QUE ERA O CANTOR FRANCÊS JOHNNY HOLLYDAY, QUE ESTAVA COM UM GRANDE SUCESSO NO MUNDO INTEIRO COM A MUSICA “BLACK IS BLACK”. EU ME LEMBRO QUE EU ESTAVA BEM ATRÁS DO CONJUNTO APRECIANDO O SHOW, QUE FOI UMA PORRADA DE SOM NA CARA! IMPRESSIONOU A TODOS! ELE VEIO COM UMA BANDA DE OITO FIGURAS TENDO TECLADO BAIXO, GUITARRA E BATERIA E MAIS SAX PISTON, TROMBONE E SAX BAIXO. FOI IMPRESSIONANTE E NESTE DIA EU TINHA LEVADO A MINHA SIMPLES FAMÍLIA, QUE ERA MINHA MÃE E MEU PAI, ORGULHOSOS DE MIM POR FAZER PARTE DAQUELA LINDA HISTÓRIA, E ELES COMENTARAM TAMBÉM QUE REALMENTE FOI UM GRANDE SHOW. ATÉ O GRANDE REI ROBERTO CARLOS, QUE SE APRESENTAVA SÓ COM QUATRO ELEMENTOS, RESOLVEU APÓS ESSE DIA AMPLIAR, E AO INVÉS DE RC4, PASSOU PARA UMA GRANDE BANDA, E AI VOCÊS JÁ SABEM DOS ESTOUROS DAS MUSICAS “QUANDO”, “ESTRADA DE SANTOS” E OUTRAS QUE VOCÊS CONHECEM BEM!DEPOIS DESTE SHOW ME LEMBRO QUE TERÍAMOS QUE VIAJAR, ERA UMA QUARTA FEIRA E A GENTE TINHA QUE PEGAR O AVIÃO PARA FAZER UM SHOW EM SERGIPE; ENTRAMOS TODOS NO AVIÃO JUNTO COM TODO ELENCO DA JOVEM GUARDA. AO EMBARCAR TUDO BEM, MAS QUANDO ESTÁVAMOS NO MEIO DA VIAGEM VEIO O PÂNICO TOTAL! O PILOTO FALOU PARA NÃO NOS APAVORARMOS E APERTARMOS OS CINTOS, ME LEMBRO QUE HOUVE UM PROBLEMA COM UM DOS MOTORES DO AVIÃO E AINDA BEM QUE O OUTRO MOTOR NÃO PAROU, SENÃO EU NÃO ESTARIA AQUI PARA CONTAR ESTA HISTÓRIA. GRAÇAS A DEUS ESTAMOS VIVOS E COM SAÚDE.APÓS MINHA SAÍDA DA JOVEM GUARDA, LÁ PELOS ANOS SETENTA EU MONTEI UM CONJUNTO CHAMADO OS AVENTUREIROS NA VILA MARIA. FAZÍAMOS BAILES E A GENTE TOCAVA TODOS OS SUCESSOS DAQUELA ÉPOCA EM QUE ERA PROIBIDO TOCAR MÚSICAS NACIONAIS. SÓ CANTÁVAMOS EM INGLÊS E O PÚBLICO ERA MUITO EXIGENTE TAMBÉM. O ESTUDO NO BRASIL NAQUELA ÉPOCA ERA MUITO MELHOR QUE O DE HOJE E AS PESSOAS NÃO SE DEIXAVAM LEVAR POR QUALQUER MUSICA ABACAXI COMO TEM HOJE… UM MONTE DE LIXO.DEPOIS DESTE CONJUNTO FIZEMOS O MELHOR CONJUNTO QUE VILA MARIA E ADJACÊNCIAS JÁ VIRAM: CRIAMOS O CONJUNTO VISÃO 6 – A GENTE ERA MUITO CHATO, FAZÍAMOS COVER DE TODOS OS CONJUNTOS QUE EXISTIA NA ÉPOCA, TOCÁVAMOS COM PERFEIÇÃO EM TUDO QUE FAZÍAMOS, E O CONJUNTO ERA MUITO REQUISITADO.
NESTA ONDA DOS ANOS 70 HAVIA OS SEGUINTES CONJUNTOS: ATUCO, DIMENSÃO 5, MEMPHIS KOMPHA, OPUS SOM POSITIVO, THUNDER BYRDS E PARA FORMATURAS ME LEMBRO DA GRANDE BANDA SUPER SOM T.A. TINHA TAMBÉM OS TRÊS DO RIO, RONALDO LARK E OUTRAS BANDAS. VOU LEMBRANDO E VOU CONTANDO.
UM ENORME ABRAÇO, EMILIO RUSSO, O BÃO. 😉
Emílio Russo 18 de setembro de 2015 08:29

E LÁ VAI MAIS HISTÓRIAS.

UM DIA DE DOMINGO EU ESTAVA NO APARTAMENTO DO ROBERTO CARLOS COMO SEMPRE E ME DEU UMA VONTADE DE TIRAR A CERVEJA E FUI AO BANHEIRO. QUANDO TERMINEI DE FAZER XIXI O ZÍPER DA CALÇA AO LEVANTAR QUEBROU. EU FIQUEI APAVORADO, POIS ESTAVA CHEIO DE GENTE E EU NÃO QUERIA PASSAR VERGONHA. ABRI A PORTA E CHAMEI O JURANDI PRA PEDIR UMA CALÇA DO ROBERTO EMPRESTADA E DEPOIS DE ALGUNS MINUTOS VEIO ELE COM AQUELA CALÇA PERTENCENTE A ROBERTO CARLOS!
A CALÇA SERVIU BEM MAS FICOU UM POUCO PULA BREJO, MAS TUDO BEM COISAS DA VIDA. RSRS

OUTRO APURO QUE EU PASSEI FOI QUANDO EU TOCAVA COM O EXCELENTE CANTOR NILTON CESAR E FAZÍAMOS MUITO CIRCO E NO DIA DA APRESENTAÇÃO MONTARAM O PALCO BEM ATRÁS DA JAULA DOS LEÕES. A CADA MUSICA QUE SE TOCAVA OS LEÕES FICAVAM BRAVOS, PARECIA QUE ELES NÃO GOSTAVAM DO REPERTÓRIO… AÍ EU PENSEI EM ME ARRANCAR DALI, SENÃO EU IRIA VIRAR CHURRASQUINHO DE LEÃO! ELES NOS OLHAVAM COM AQUELA CARA DE “Ó QUANTOS PETISCOS GOSTOSOS”… TÁ LOUCO…

OUTRO APURO QUE PASSEI (EU SEMPRE VITIMA DAS CALÇAS) FOI UMA VEZ ANTES DE UM SHOW, QUANDO EU SAÍ PARA FUMAR UM CIGARRO E RESOLVI, DE CURIOSO, DAR UMAS VOLTAS POR TRÁS DO CIRCO. ESTAVA TUDO MUITO ESCURO E FOI QUANDO ATOLEI O PÉ EM UMA FOSSA… CONSEGUI SAIR DELA COM MINHA CALÇA BRANCA CHEIA DAQUILO QUE VOCÊ CONHECE E JÁ ESTAVA NA HORA DO SHOW. ME LEMBRO DE NUNCA TER SIDO TÃO DESPREZADO QUANTO AQUELE DIA. ERA UM CHEIRO INSUPORTÁVEL… EU NUMA ESQUINA E O CONJUNTO NA OUTRA, E DEPOIS QUE TERMINOU O SHOW TIVE QUE JOGAR A CALÇA FORA E TOMAR UM BANHO DE BACIA POIS O CIRCO NÃO TINHA CHUVEIRO. AINDA BEM QUE O DONO DO CIRCO ERA AMIGO DO NILTON CÉSAR, SENÃO EU ESTARIA FRITO. ELE ME DEU UMA CALÇA VELHA, LARGA PRA BURRO, MAS TUDO BEM… CAVALO DADO NÃO SE OLHA OS DENTES.
ESTA É MAIS UMA HISTÓRIA DO EMILIO RUSSO, O FAMOSO CALÇA.

Emílio Russo 18 de setembro de 2015 08:54
MUITA GENTE ME PERGUNTA “PORQUE VOCÊ SAIU DO CONJUNTO SPARKS?” E EU LHES DIGO: EU NÃO GOSTO DE TRABALHAR COM PESSOAS QUE LEVAM O CONJUNTO PARA TRÁS, ISSO NÃO É BOM. PELA TEIMOSIA E INCOMPREENSÃO DO BATERISTA, EU PEDI A ELE VARIAS VEZES QUE DEVOLVESSE O NOME THE JET BLACK´S PARA QUEM FOSSE SEU LEGITIMO DONO, MAS MEU PEDIDO ENTRAVA PELA ORELHA ESQUERDA E SAIA PELA DIREITA E UM DIA, NÃO VENDO MAIS POR PARTE DELE EVOLUÇÃO NENHUMA NA BATERIA, RESOLVI PARAR. AJUDEI-O MUITO A SE TRANSFORMAR EM UM BOM BATERISTA E ELE SABE DISSO, MAS INFELIZMENTE NÃO CONSEGUI. AGUENTEI TODO ESTE TEMPO POR CAUSA DE NOSSA LONGA AMIZADE DE ANOS QUE NUNCA SERÁ APAGADA, MAS A VIDA NOS LEVA A TOMAR DECISÕES CRUÉIS… MAS, O QUE SE HÁ DE FAZER?
PRETENDO DAQUI PRA FRENTE ESPERAR DE VOCÊS QUE DEEM UMA FORÇA PARA QUE A MUSICA INSTRUMENTAL NUNCA ACABE. PARA ISSO VAMOS PRECISAR DE UM BOM EMPRESARIO QUE GOSTE E CURTA O ESTILO THE VENTURES E THE SHADOWS PARA LEVAR A BANDA NO LUGAR QUE ELA MERECE FICAR!EMILIO RUSSO, O BÃO. SE LEMBRAR MAIS HISTORIAS, DEPOIS TE CONTO.

“Em verdade, o Emílio Russo foi um dos poucos que assimilaram na integra o verdadeiro som que diferenciava os Jet Black´s de outras bandas, sem querer desmerecer nenhuma delas. O Fato de ter me afastado (contra vontade), não me impedia de acompanhar em silencio, os acertos e erros praticados na minha banda. Quando se cria alguma coisa com amor, jamais se apagará de nossa lembrança.” (Primo Moreschi, o Joe Primo)

O breve e inesquecível “Pulo do Gato”!

DE COMO GATO ENTROU PARA O CONJUNTO THE JET BLACK`S

“Após alguns sábados de sucesso total do programa “Ritmos para a Juventude”, diretamente do auditório e palco da Rádio Nacional de São Paulo, durante os ensaios, antes de entrarmos no palco, havia um rapaz, que, sentado ao piano, de vez em quando, dava uns toques discretos para não atrapalhar nosso ensaio. Veio-me à cabeça: “Como o Bobby De Carlo volta e meia falta aos sábados, seria uma boa eu tentar falar com esse cara. Se ele topar tocar piano em nosso conjunto, vou matar dois coelhos com uma cajadada. Na maioria dos arranjos de rock, o piano é usado. E ele vai cobrir a falta do De Carlo.” Perguntei se ele tocava piano há muito tempo. Respondeu-me que somente arranhava um pouco. Convidei-o para tocar conosco, ele aceitou e me disse que tinha uma guitarra. Perguntei-lhe se também sabia tocá-la. Respondeu-me que sabia arranhar um pouco. Disse-lhe que, após o programa, entraríamos em mais detalhes. Por enquanto, se ele quisesse atacar de piano compondo o conjunto The Vampire’s, tinha meu consentimento. Perguntei-lhe o nome e o informei a Aguilar, para que anunciasse sua entrada como participante do conjunto. O apresentador se enrolou todo ao anunciar. Não sabia se era José Provetti ou se era Gato. Mas, usando seu jogo de cintura de disc-jóquei, consertou: “É lógico que eu estou falando do nome artístico de José Provetti, ou seja, Gato, esse novo integrante que entra para valorizar ainda mais The Vampire´s, conjunto famoso que essa juventude feliz e sadia já elegeu como o melhor grupo de rock!” Casualmente, sem saber que estava praticamente profetizando, Aguilar anunciou o cantor que já havia virado o eleito dos novatos que se apresentavam aos sábados, Jet Black, que iria cantar acompanhado por The Vampire´s, com Joe Primo na guitarra, José Paulo na guitarra base, Jurandy na bateria, Carlão no baixo e, agora, Gato no piano. Terminado o programa, novamente um sucesso crescente, nós nos dirigimos à oficina de tapeçaria de carro, situada na Rua Hanneman, ao lado da Igreja Santo Antonio do Pari, de um amigo nosso, Jhony, e seu irmão Benê, que gentilmente nos cediam o local para os ensaios. Nesse ensaio, fizemos em comum acordo uma nova ordem de entrada com referência aos instrumentos que seriam tocados, ou seja, tendo em vista a desenvoltura apresentada por Gato nas preliminares de suas exposições, dado o modo como pegava na palheta para fazer algum improviso em uma guitarra amarela dourada, extraindo um som próximo ao de uma guitarra com alavanca, que a dele não tinha, resolvi indicá-lo como guitarra solo. Todos concordaram. Fiquei com a guitarra base, o José Paulo, com o baixo, e o Jurandy continuou sendo baterista.” (Primo Moreschi, O Protagonista Oculto dos Anos 60)

José Provetti nasceu em Valparaíso-SP em 7 Janeiro 1941. Filho de Ricardo Provetti e Antonia Buonvonatti, lavradores. Em 1948, a familia Provetti mudou-se para São Paulo. Em 1951 formou dupla caipira com Zé Cascudo, esse tocando violão e Gato tocando viola. Estudou violão clássico com o prof. Salvador Viola no Largo do Paissandú.

Gato - eu sou assim

Gato era o apelido de José Provetti e que ele usou durante toda sua vida adulta. Gato foi simplesmente o melhor guitarrista de rock’n’roll do Brasil. Não se sabe muito de sua vida antes de ser descoberto por Joe Primo no programa Ritmos para a Juventude… Sabe-se que nasceu em 07 de janeiro de 1941 na cidade de Valparaíso-SP, uma pequena cidade próxima a Guararapes, Andradina and Araçatuba. Seus pais eram pobres e trabalhavam em fazendas da região.

Em 1948, quando Zezinho estava com 07 anos sua família mudou-se para São Paulo. Em 1951, quando ele estava com 10 anos, juntou-se a Zé Cascudo e com ele formou uma dupla caipira. Um tocando violão e o outro viola. Um cantava a melodia e o outro a harmonia, que é a alma da música regional brasileira. Zé Provetti & Zé Cascudo deve ter sido mais uma entre tantas duplas. Depois Zé começou a ter aulas de violão clássico com Salvador Viola no Largo Paissandú no centro de São Paulo.

Não se sabe exatamente quando houve a conversão do Gato para o Rock mas não é difícil imaginar que ele deve ter se apaixonado por algum daqueles guitarristas dos primórdios do rock, pois já em 1959 Gato era um virtuoso na guitarra e fez parte da turma da gravadora Young, sendo líder dos Jester Tigers, acompanhando a maioria dos cantores. Gravou dois discos solo pela Young, um cantando ‘Kissin’ time’ e ‘What’d I say’ e no outro solando sua guitarra em ‘Paris Belfort’ e ‘Parada da Juventude’. Gato não apenas tocou guitarra como também cantou… e cantou em um ótimo inglês. Sua versão de ‘Kissin’ time’ é ótima e a de ‘What’d I say?’ também não é nada mal.

Gato também tocou guitarra na maioria das faixas gravadas pela Young Records, quando era o líder do The Jester Tigers.

Por volta de 1960 e 1961, Gato tocava aqui e ali… até que em 1962 entrou para o conjunto The Jet Black”s, a convite de Primo Moreschi, o Joe Primo.
Eles tocavam na boite Lancaster, localizada na época na Rua Augusta in São Paulo. Logo eles gravaram ‘Stick shift’, um disco 78 rpm pela Chantecler. Em setembro de 1962 a Chantecler lançou ‘Apache’, sucesso que chegou ao #1 das paradas.

The Jet Blacks lançaram dois álbuns seguidos e em 1964, houve uma avalanche de imitadores em todo o país. O Rock’n’roll brasileiro tinha vindo pra ficar!

Nesta foto, do acervo de Sérgio Vigilato (Serginho Canhoto), estão Zé Paulo, Gato, Serginho, e Jurandi na bateria.

Fernando Zara, à esquerda, era o produtor deste programa ao vivo da Rádio Piratininga, levado ao ar às 6as.feiras no auditório do Instituto de Arquitetos na Rua Bento Freitas, subsolo. Ao lado dele está Luiz Alberto como apresentador do programa intitulado ‘Clubinho da Juventude’, que tinha seu similar na TV Excelsior, Canal 9, às quintas-feiras às 17h. (Informações de Fernando Zarakauskas para a página Jovem Guarda, a Brasa Continua Acesa).

foto Jet Blacks

Em 1961 se tornou DJ na Rádio Piratininga e Rádio Santo Amaro. Na Piratininga José Provetti apresentava os programas ‘Diz que não conhece’ e ‘A bolsa do disco’. Com o sucesso absoluto dos Jet Black’s, Gato abandonou suas atividades de disc-jockey.

Começou a participar ativamente do programa ‘Rítmos da Juventude’ de Antonio Aguillar pela Rádio Nacional de São Paulo todos os sábados das 15h às 17h, e foi lá que conheceu Joe Primo e entrou para o conjunto The Vampires, que depois se tornou the Jet Black’s.

Sonia Andrade, Presidente do Fã Club Ronnie Cord, condecorando o musico Gato, ao lado de Antonio Aguillar que transmitia o acontecimento e também a presença de George Freedman, um de seus maiores amigos.

Sonia Andrade, Presidente do Fã Club Ronnie Cord, condecorando o musico Gato, ao lado de Antonio Aguillar que transmitia o acontecimento e também a presença de George Freedman, um de seus maiores amigos.

Miguel Vaccaro Netto conseguiu que gravassem um 78 rpm dos Jet Black’s na Chantecler. Gravaram ‘Apache’ em outubro de 1962, que estourou nas paradas, começando assim uma nova tendência dentro do rock nacional.

Em Janeiro de 1963 a Chantecler lançou ‘TWIST’, o 1o. LP dos Jet Blacks, que foi para o primeiro lugar nas paradas de sucesso, de imediato! Em Junho de 1963 a Chantecler lançou ‘Twist Again’, o segundo LP do conjunto. Foi sucesso absoluto, que abriu caminho para The Jordans, The Clevers e todos os outros conjuntos instrumentais que iam surgindo no Brasil.

The Jet Blacks na revista Melodias

Gato tocou na banda até sair em 1966, sendo substituído pelo não menos competente guitarrista Emilio Russo (ex-The Lions).

Revista Intervalo - edição de 24 de abril de 1966. Na foto, da direita para a esquerda: Emilio Russo, Jurandi, Gato e Zé Paulo

Revista Intervalo – edição de 24 de abril de 1966.
Na foto, da direita para a esquerda: Emilio Russo, Jurandi, Gato e Zé Paulo

Sai do conjunto The Jet Black`s em 1966

Sai do conjunto The Jet Black`s em 1966

 Por volta de Março de 1966 então Alemão, Zé P, cuja formação era então Alemão, Zé Paulo e Jurandi. O artigo da Intervalo diz que Fato estava prestes a ter um colapso nervoso devido a muitos compromissos como músico e não podia suportar mais. Os rapazes compreenderam e começaram a procurar seu substituto. Em 19 de março de 1966 Emilio tornou-se oficialmente lead-guitarrist e foi apresentado por Roberto Carlos no programa Jovem Guarda num domingo, dia 20 de março de 1966 como sendo o mais novo membro da banda. Emilio tinha 21 anos (nasceu em 1945), 1.80m de altura./ Around March 1966 Gato up and left The Jet Blacks who were then Alemão, Zé Paulo & Jurandir. The article at Intervalo says Gato was close to a nervous breakdown due to too many engaments as a musician and couldn't cope with it anymore. The guys understood Gato's predicament and went on the look out for a replacement. The boys went on a raid through most night-clubs in Sao Paulo and finally found lead-guitarrist Emilio playing with The Lions and popped the question to him. Emilio is an excellent guitarrist and a good looking one to boot. As of 19 March 1966, Emilio became the official lead-guitarrist with The Jet Blacks having been introduced by Roberto Carlos at 'Jovem Guarda' on the Sunday 20 March 1966 as the newest member of the band. Emilio was 21 years old (born in 1945) and 1.80 metres tall. Gato would then go into a detox joint and soon join Roberto Carlos's band.

Por volta de Março de 1966 então Alemão, Zé P, cuja formação era então Alemão, Zé Paulo e Jurandi. O artigo da Intervalo diz que Fato estava prestes a ter um colapso nervoso devido a muitos compromissos como músico e não podia suportar mais. Os rapazes compreenderam e começaram a procurar seu substituto. Em 19 de março de 1966 Emilio tornou-se oficialmente lead-guitarrist e foi apresentado por Roberto Carlos no programa Jovem Guarda num domingo, dia 20 de março de 1966 como sendo o mais novo membro da banda. Emilio tinha 21 anos (nasceu em 1945), e 1.80m de altura. / Around March 1966 Gato up and left The Jet Blacks who were then Alemão, Zé Paulo & Jurandir. The article at Intervalo says Gato was close to a nervous breakdown due to too many engaments as a musician and couldn’t cope with it anymore. The guys understood Gato’s predicament and went on the look out for a replacement. The boys went on a raid through most night-clubs in Sao Paulo and finally found lead-guitarrist Emilio playing with The Lions and popped the question to him. Emilio is an excellent guitarrist and a good looking one to boot. As of 19 March 1966, Emilio became the official lead-guitarrist with The Jet Blacks having been introduced by Roberto Carlos at ‘Jovem Guarda’ on the Sunday 20 March 1966 as the newest member of the band. Emilio was 21 years old (born in 1945) and 1.80 metres tall. Gato would then go into a detox joint and soon join Roberto Carlos’s band.

Na reportagem da Revista Intervalo consta que Gato estava prestes a ter um colapso nervoso devido a muitos compromissos como músico e não podia continuar mais.

The jet Blacks - Serginho, Zé Paulo, Gato e Jurandi

Os rapazes da banda compreenderam os motivos de Gato e começaram a procurar alguém para substituí-lo. Fizeram uma busca pelas boates e night-clubs em São Paulo e finalmente descobriram o guitarrista Emilio Russo tocando com o conjunto The Lions e fizeram a proposta a ele.

Gato passou por um período de desintoxicação e em breve se juntou ao RC3, de Roberto Carlos.
Gato foi instrumental na formação do RC-3 e depois RC-7 que acompanharam Roberto Carlos durante todo o período Jovem Guarda e até por algum tempo depois.

Gato, Serginho Canhoto, José Paulo e Jurandi em 1965 - foto no caderno de recordações da fã Nanci Satriani Ribeiro

Gato, Serginho Canhoto, José Paulo e Jurandi em 1965 – foto no caderno de recordações da fã Nanci Satriani Ribeiro

Últimas imagens de Gato

Em fevereiro de 1991 aconteceu um encontro na casa do saudoso Guilherme Dotta (The Jet Black`s), onde estiveram presentes Tony (Jordans), Nenê (Incríveis) Jurandi (Jet Black’s), que ainda estavam na ativa, Gatto (Jet Black’s) e Alladin (Jordans).

Seguem duas fotos do acervo do Fares Darwiche, feitas por Celso Fonseca, um repórter musical do Jornal da Tarde na época que se reportava a Castilho de Andrade, um fã da Jovem Guarda que junto com o Fares fizeram o filme de lançamento do Livro de Albert Pavão em sua primeira edição nos anos 80 no Hotel Normandie.
Celso foi levado pelo parceiro do Fares ao documentário, Valdimir D’Angelo, hoje Diretor da Gravadora Arlequim, e que também estava presente no local.
O Fotografo do evento é um baixinho à esquerda na foto do jornal.

Guilherme Dotta 1

Guilherme Dotta 2

Mais fotos do memorável encontro realizado em fevereiro de 1991 na casa do saudoso Guilherme Dotta. Este encontro fez parte de um Projeto realizado por Fares Darwiche e Valdimir D’Angelo, onde eles gravaram depoimentos com quase toda a Jovem Guarda, durante um período em dupla e depois cada um separadamente.

Gato e amigos na casa do Dotta

Gato na casa do Dotta

Gato na casa do Dotta 2

Todos estavam um pouco “enferrujados” pela distancia (em tempo) que estavam de seu instrumento. Mas o que se passou naquela tarde foi inesquecível. Os músicos “desenferrujaram” com mais ou menos 2 horas e meia de som, documentado em VHS (que está sendo devidamente restaurado).

Fares Darwich conta que um fato foi inesquecível e o levou às lágrimas…

A banda era Tony (Jordans), Nenê (Incríveis) Jurandi (Jet Black’s) que estavam na ativa, Gatto (Jet Black’s) e Alladin (Jordans) um pouco “enferrujados” pela distancia em que estavam de seus instrumentos.
Na afinação dos instrumentos, entrosamento, ninguém se falava, apenas dedilhavam seus instrumentos e ninguém entrava. Alguns inseguros, outros aguardando quase que por “hierarquia”, se é que existe isto neste meio.
Em determinado momento o grande Jurandi, já meio p…., grita um sonoro palavrão direcionado ao Gato e Alladin, e entra com a introdução de Apache!
Como num passe de mágica, todo aquele “ferrugem” se foi como fumaça, e a música correu “emocionantemente” solta…

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Mais vídeos deste encontro:

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E assim o lendário Gato, um dos maiores guitarristas do Brasil, morreu no esquecimento e afastado da mídia em 31 de janeiro de 1996, vitimado por sequelas de um derrame cerebral, e foi sepultado no cemitério do Cajú no Rio de Janeiro.

Pesquisa: 1) Luiz Amorim, Blog Brazilian Rock

2) Grupo Eterna Jovem Guarda