Aconteceu há 54 anos…

Foi no dia 04-01-1962 que o jornal Mersey Beat, de Liverpool (UK) publicou sua primeira pesquisa de popularidade para aferir o que o público achava das bandas de rock nascidas na cidade e região.

Os Beatles, ainda sem Ringo Starr, ficaram em primeiro lugar seguidos de perto por Gerry & The Pacemakers.

Pesquisa de popularidade

Esta primeira página se tornaria histórica e foi parar até em capas de disco.

A grafia errada do sobrenome de Paul – “McArtrey” – viraria símbolo dos duros primórdios do grupo no norte da Inglaterra.

Por Cláudio Teran

‘Best of the Beatles: The Sacking of Pete Best’ / Melhor dos Beatles: A demissão de Pete Best

O debate sobre a demissão do baterista dos Beatles Pete Best, anterior a Ringo Starr a cerca de 50 anos atrás, em 16 de agosto de 1963, acalmou-se um pouco depois da publicação do livro de Mark Lewisohn, “The Beatles: All These Years: Volume 1: Tune in”, o qual deu o que vem sendo aceita como sendo a versão definitiva de que ele não era tão bom baterista quanto seu substituto e também não se encaixava com o restante da banda. Porém outros autores ainda estão continuando a pesar os pós e os contras, mais recentemente com o anúncio do livro do Liverpudiano Bedford, que está prestes a ser lançado, e que também vai abordar este tema.

Mas outro autor também de Liverpool, o jornalista Spencer Leigh, que acompanhou ao longo do tempo os Beatles e era anfitrião nos shows da BBC, somou sua parte a este debate no início deste ano com sua pesquisa publicada em “Best of the Beatles: The Sacking of Pete Best.” O livro não é sua primeira tentativa em voltar os olhos para a edição, mas é a mais recente por que ela faz referência ao trabalho mais recente de Lewisohn. Onde o livro de Leigh está disponível há perguntas de muitos daqueles que testemunharam os eventos e tinham coisas a dizer de ambos os lados da edição.

Um dos mais interessantes questionamentos sobre a demissão vem de uma fonte surpreendente – Jimmy Nicol, que substituiu Ringo Starr por um breve período de tempo quando ele esteve doente e mais tarde encontrou-se fora do grupo. “Best parecia um bebê chorão. Ele não queria cortar seu cabelo como os outros do grupo e ficou ressentido quando Brian lhe dizia para fazê-lo,” disse o baterista para a revista Drumming em 1986. “Logo ele descobriu que Brian era mais forte nos Beatles do que ele acreditava.”

Mas Best também tinha seus fãs que o apoiavam. Ray Ennis, do Swinging Blue Jeans disse: “Se George Martin tivesse visto uma performance ao vivo, ele teria descoberto que Pete era a estrela. Quando ele chegou na frente para cantar – e ele nem sabia cantar muito bem – eles gritavam muito por ele. Eles costumavam dizer para os outros Beatles se sentarem para que eles pudessem ver Pete lá atrás.”

Pete Best - 09 de Dezembro de 1961 – The Palais Ballroom

Pete Best – 09 de Dezembro de 1961 – The Palais Ballroom

Cynthia Lennon defendia os talentos musicais de Pete, mas admitiu que ele era um estranho no grupo. “Até onde eu sei, não havia nada de errado com Pete como músico,“ Leigh citou. “Ele era um ótimo companheiro, mas acho que, sobretudo, até onde eu pude ver da minha posição, a personalidades deles não combinavam com a de Pete.”

Gerry Marsden do conjunto Gerry and the Pacemakers, em sua autobiografia intitulada “ I´ll Never Walk Alone”, concordou que Best era talvez muito popular. “Musicalmente, talvez, Ringo era sensivelmente melhor do que Pete Best. Mas a mudança não era necessária por aquela razão, em minha opinião. Eu estava bem certo de que isso foi uma demissão política que aconteceu por Pete ser muito simpático.”

Jimmy Tushingham, que tomou o lugar de Ringo no Rory Storm and the Hurricanes, provavelmente foi o mais direto. “Pete Best era um bom baterista e eu calculo que ele tenha sido posto pra fora dos Beatles por que era um rapaz de boa aparência”, Leigh citou

Claro que vocês poderão “abrir aspas” e fazer citações eternas mas isso não mudará a historia.
Leigh examina a edição sob muitos ângulos e conclui que foi Paul McCartney quem era o proponente mais forte a fazer a troca. Mas o livro também faz um bom trabalho em oferecer uma série de opiniões daqueles que estavam lá e mantém em aberto a questão. E certamente, o debate continuará em alguns círculos para todo o sempre…

Texto original publicado por Steve Marinucci em Examiner.com

Traduzido por Lucinha Zanetti

Redação escrita por Paul foi encontrada em Liverpool em 2009.

Redação escrita por Paul McCartney

Em 27 de setembro de 2009 a BBC News publicou uma reportagem sobre uma redação escrita por Paul McCartney, encontrada na Biblioteca de Liverpool.

Segue o texto original da notícia em inglês, em seguida a tradução.

Beatle’s essay found 50 years on

An essay written by Sir Paul McCartney as a 10-year-old has been found after lying undiscovered in Liverpool’s Central Library for more than 50 years.
Years before the Beatles received their MBEs, he beat hundreds of other school children to win a prize for his 1953 essay marking the Queen’s coronation.
In neat handwriting, he refers to “the lovely young Queen Elizabeth”.
In 2013, the library will display the essay – found in a scrapbook – to mark the 60th anniversary of the coronation.
Thought to be one of the earliest surviving written works by Sir Paul, the essay gave him an early taste of appearing in public.
Liverpool’s Lord Mayor presented him with the prize – despite the work having been marked down for grammatical errors.
McCartney’s neat writing has the same curly ends on capital letters which he used later on the “B” of “Beatles” on the group’s drum skin.
The schoolboy compares the happy scenes expected outside Buckingham Palace with the coronation of William the Conqueror nine centuries earlier, when a massacre of Saxons took place.
He declares that Britain’s “present day royalty rules with affection rather than force”.

The essay also mentions a coronation cup with Elizabeth II on the front and Elizabeth I on the back, and he concludes it by saying: “After all this bother, many people will agree with me that it was well worth it.”
Some 16 years later, with the Beatles nearing their break-up, McCartney was still writing about the monarch.
His song Her Majesty, featuring the lyrics “Her Majesty’s a pretty nice girl, some day I’m going to make her mine”, was recorded for the Abbey Road LP.
The Queen knighted him in 1997.

(Sunday, 27 September 2009 08:02 UK)

Traduzindo:

Redação de um Beatle é encontrada 50 anos depois de ter sido escrita.

Uma redação escrita por Sir Paul McCartney, de quando ele tinha 10 anos de idade foi encontrada depois de permanecer na Biblioteca Central de Liverpool por mais de 50 anos.

Paul McCartney aos 10 anos, quando escreveu a redação.

Paul McCartney aos 10 anos, quando escreveu a redação.

Anos antes de os Beatles receberem suas MBEs, eles superaram centenas de outras crianças da escola para ganhar um prêmio por sua redação em 1953, marcando a coroação da rainha.

Numa caligrafia elegante, ele escreve sobre “a encantadora jovem rainha Elizabeth”.

Em 2013, a biblioteca irá exibir a redação – encontrada em um caderno – para celebrar o 60º aniversário da coroação.

Sendo o mais antigo trabalho escrito por Sir Paul, a redação deu a ele o primeiro gostinho de aparecer em público.

O prefeito de Liverpool deu a ele um prêmio – apesar do trabalho ter sido marcado por vários erros gramaticais.

A escrita elegante de McCartney tem o mesmo acabamento em curvas nas letras maiúsculas que ele usaria mais tarde na letra “B” de “Beatles” escrita na bateria do grupo.

O aluno compara as cenas felizes que ele imaginava haver do lado de fora do Palácio de Buckingham, com a coroação de William, o Conquistador, nove séculos antes, quando um massacre dos saxões ocorreu.
Ele declara que “as regras atuais da realeza da Grã-Bretanha têm mais afeto do que força”.

O ensaio também menciona uma xícara da coroação com Elizabeth II na frente e Elizabeth I na parte de trás, e ele conclui dizendo: “Depois de todo esse incômodo, muitas pessoas vão concordar comigo que valeu a pena.”

Cerca de 16 anos depois, com os Beatles aproximando-se de sua dissolução, McCartney ainda escrevia sobre a monarca.

Sua canção “Her Majesty (Sua Majestade) ”, dizendo na letra que “Sua Majestade é uma garota muito legal, algum dia vou fazer ela ser minha”, foi gravada no álbum Abbey Road.

A rainha o condecorou com o título de Sir em 1997.

FONTE: BBC News
(No link da matéria há um vídeo)

A 1a. transmissão da canção Yesterday, de Paul McCartney.

A 1a. transmissão da canção Yesterday aconteceu em 16 de agosto de 1965, quando George Harrison anunciou: “And so, for Paul McCartney of Liverpool, opportunity knocks!”

Há 49 anos a canção foi executada pela primeira vez ao vivo durante um concerto dos Beatles para a televisão, o Blackpool Night Out.

Paul ficou no palco sozinho com seu violão e interpretou “Yesterday”. “Obrigado, Ringo. Foi maravilhoso”, disse após o número um zombador John Lennon, trocando o nome de Paul pelo do baterista dos Beatles quando os outros membros do grupo retornaram perante o público.

Paul McCartney escreveu “Yesterday” após uma viagem à Espanha, como informou em reportagem Carlos Gosch em agosto de 2010:

CARLOS GOSCH – DA EFE, EM MADRI

A melodia de “Yesterday” rondou a mente de Paul McCartney com o insólito nome de “Ovos Mexidos” até que o beatle conseguiu chegar ao título definitivo da canção durante as férias que iniciou na Espanha em maio de 1965.

O processo criativo da canção foi minuciosamente descrito pelo norte-americano Peter Ames Carlin na exaustiva biografia “Paul McCartney: A Life”.

Carlin situa a origem de “Yesterday” em uma manhã no fim do outono de 1963. McCartney acordou na casa da família de sua namorada na época, a atriz Jane Asher, após ter sonhado com uma melodia.

“Foi uma coisa mais do que estranha. Ao abrir os olhos em seu quarto na cobertura dos Asher, ele se atirou da cama e foi até o piano da sala de música da senhora Asher, onde seus dedos encontraram a teclas corretas”, relata o biógrafo.

O músico britânico pensou que havia “roubado inconscientemente” aquela melodia de alguma outra canção, por isso passou meses mostrando-a a amigos e conhecidos, que lhe confirmaram que nunca a tinham escutado.
Entre eles estava Dick James, o editor das canções dos Beatles, que, no entanto, não ficou impressionado com a melodia, segundo conta Carlin.

James teve o privilégio de escutar a música das mãos de McCartney, que a interpretou no piano, mas o editor se limitou a perguntar ao beatle se ele não tinha outra dessas canções com algum “yeah, yeah, yeah”, como os que cantava em “She Loves You”.

Paul comprovou que aquela melodia lhe pertencia, mas não conseguia encontrar a letra adequada para acompanhá-la. Durante meses a cantou com um texto absurdo que começava com: “Scambled eggs…(Ovos mexidos)”, até que em maio de 1965 o beatle e Jane “voaram para a Espanha para passar férias”, explica Carlin no livro.

“A caminho do litoral meridional de Portugal de carro, enquanto sua namorada assassinava uma música a seu lado, o inquieto Paul começou a dar voltas às palavras que encaixassem no riff inicial. Então, em algum lugar no meio daqueles campos tórridos e baldios, apareceu a palavra inicial: Yesterday” (ontem), conta a biografia.

Uma vez encontrada a palavra chave, que expressava à perfeição a melancolia da música, o resto do texto saiu “aos borbotões” da caneta de McCartney, que escreveu as palavras de um homem “que reflete sobre sua solidão emocional”, para tratar “da história de qualquer história de amor feita em pedaços”, ressalta Carlin.

Já com sua letra definitiva, em uma noite de junho de 1965 Paul apresentou o tema a seus companheiros e ao produtor artístico do grupo, George Martin, que acabou o convencendo a gravar “Yesterday” com um quarteto de cordas.

O resultado foi impressionante, mas naquela canção já não havia rastro dos outros três membros do grupo. “Yesterday” foi editada como a penúltima música do álbum “Help!”, embora não tenha passado despercebida: o selo Capitol a publicou como single nos Estados Unidos.

Paul early years

How to wash George Harrison’s car / Como lavar o carro de George Harrison!

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Em 1962, o guitarrista dos Beatles, George Harrison, escreveu a seguinte carta com muito humor, explicando passo a passo como lavar o seu carro, para uma jovem e fanática fã dos Beatles chamada Susan Houghton.

É importante notar que o dono deste Ford Classic da Rua Forthlin a ser em breve todo coberto de lama, conforme mencionado no passo 7, era de um certo Mr. McCartney.

All Images Copyright © 2010 Hard Rock International, Inc. All Rights Reserved

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Transcript / Transcrição

42, BRODIE AVE.
MOSSLEY HILL
LIVERPOOL 18.

Dear Susan,

I hope you had a good chrimbo, and have a happy nuclear ☮ too. Thank you for giving my mum flowers and chocs. [It was you wasn’t it??] Thanks also for the card, in fact THANKS A HEAP SUSAN. “Your too kind” John Lennon

Instructions for washing car:-

1/. Use plenty of soapy clean water, preferably warm.

2/. When car is [though it may take a lot of water]- clean, leave to dry off for about 20 minutes. [You can have a cup of tea now].

3/ Now ask mother to find some dusters, [2 each] and with the polish, apply with no.1 duster over an area of about 1 sq foot at a time, in a circular motion. Don’t leave it too long before polishing off. This should be carried out until the car is spotless, and gleaming clean. [Don’t forget the wheels!]

4/. Take 1 brush or vacuum cleaner, and have a bash at the carpets. They too can be made to look like new.

5/. The windows [interior] should be polished now, after which you can retire for another tea.

6/. Before returning home, I suggest you look over the car again, for any parts you may have missed out, on finding, they should be cleaned accordingly.

7/. Now proceed to 20 Forthlin RD. with about 6 buckets full of dirty muddy greasey water, where a shiney Ford Classic will be seen. Spread contents of the buckets evenly, so as to leave a nice film of muck over the car. You can now return home knowing you have done your deed for the day. Thank you!!!

Proceedings should be carried out about the 8th of January.

Thanks again for the cheerio for now don’t forget Ban the Bog.

Love from George [Harrison] xxxxxx

Fonte: Hard Rock Memorabilia

E “Raymond Jones” era Alistair Taylor!

Em 28 de outubro de 1961, um certo Raymond Jones perguntou na loja de discos de Brian Epstein se ele tinha um compacto gravado por um grupo local (de Liverpool) conhecido como The Beatles. Embora o Mersey Beat, que sempre publicava alguma coisa sobre o grupo, estivesse à venda em sua loja, Epstein provavelmente não o lia, pois não era um fã de música pop. Aparentemente ele não tinha noção de que aquele quarteto tocava quase todo dia na hora do almoço no Cavern, que ficava apenas a alguns metros de sua loja. Quando Epstein descobriu isso, ele foi ao local (Cavern) para perguntar ao grupo que gravadora havia lançado o compacto. A data está na história como tendo sido em 09-11-1961. Com o problema solucionado, ele resolveu pedir uma quantidade grande de discos, cerca de duzentos, que acabaram vendendo bem…

Brian Epstein

Mas quem seria Raymond Jones, se até hoje nunca se viu uma foto do famoso garoto?

Quando Brian Epstein foi ao Cavern Club em 09/11/1961, local onde os Beatles tocavam na hora do almoço, quem o acompanhou naquele dia em que ele foi pela primeira vez ver o conjunto que havia gravado o disco My Bonnie, foi seu assistente pessoal, Alistair Taylor.

Alistair Taylor também exerceu a função de Gerente Geral da Apple por curto período, tendo sido despedido em dado momento, sem nenhum reconhecimento.

Em seu livro Lyddypool, David Bedford afirma ter sido Alistair Taylor o verdadeiro Raymond Jones, o rapaz que em 28 de outubro de 1960 foi à loja de Brian e pediu o disco My Bonnie, mesmo havendo registros em Liverpool da existência de uma pessoa com esse nome na época…

Liddypool - livro by David Bedford

Segue um trecho da entrevista a qual consta do livro, uma conversa entre o autor e Alistair Taylor.

David Bedford conta que em maio de 2004 ele teve a sorte de passar algumas horas com Alistair Taylor em uma viagem de sua casa em Matlock, Derbyshire até Liverpool. Alistair era conhecido como “Mr. Fix it” dos Beatles e foi uma peça fundamental na operação do dia-a-dia da NEMS Enterprises. Ele era o Assistente Pessoal de Brian e o homem a quem John, Paul, George e Ringo recorriam quando precisavam de algo.
Quando eles se aproximaram, Mr. Fit-it disse que estava cansado e que eles não ficassem ofendidos se ele se recostasse para dormir durante a viagem. “Sim, certo, Alistair!”, respondeu David Bedford.
O autor conta que pelas próximas duas horas apreciou demais a companhia de um dos homens mais simpáticos que ele poderia esperar encontrar. Ele era muito divertido, além de humilde e cheio de histórias. Ele não via a necessidade de falar sobre a sua parte na historia dos Beatles e sobre algo do qual ele tivesse sido acusado. Ele falou carinhosamente de sua esposa Lesley que tinha sido diagnosticada com câncer terminal, e seu casamento longo e feliz. Infelizmente, em questão de semanas, Alistair faleceu, e foi logo seguido por sua amada Lesley.
Alistair nasceu em Runcorn, Cheshire, ao sul de Liverpool, em 21 de junho de 1935. Depois de um breve período em Londres, onde ele conheceu Lesley, voltou para o norte para trabalhar para um comerciante de madeira, William Evans, em Widnes, embora isso não o satisfizesse.

Então, Alistair, como você chegou a trabalhar para Brian?

“Eu vi um anúncio no jornal local pedindo um Assistente de Vendas na NEMS (North End Music Store), cargo que responderia a Brian Epstein. Naturalmente, eu rapidamente respondi ao anúncio. Quando eu encontrei Brian, nós nos demos muito bem e conversamos sobre música em todos os aspectos. Meu amor era sempre para o jazz, o que era diferente para Brian que adorava música clássica. No final da entrevista, que durou duas horas, Brian disse que minhas qualificações eram superiores ao cargo anunciado e que ele não poderia me pagar o suficiente para a posição oferecida. Meu coração quase parou.

Mas depois ele disse que gostaria de me empregar como seu assistente pessoal, por £10 por semana. Na verdade eu não entendi o que ele queria, mas claro que disse sim! Foi o começo de um grande relacionamento com Brian, que tinha seus altos e baixos. Ele me demitiu quatro vezes, e eu renunciei algumas vezes também!

Brian era gay. Eu sabia disso. Ele sabia que eu sabia, mas isso não importava. Ele sabia que eu não era gay, e que estava feliz no meu casamento. Isso nunca interferiu no nosso relacionamento de negócios.”

A voz de Alistair subitamente tornou-se mais séria.

“Neste ponto, eu quero dizer algo que tem sido editado e ficado fora das entrevistas no passado. Eu amava Brian. Isso não deve ser entendido com conotações homossexuais. Não era isso. Eu o amava. Ele era estranho, irritante, chato e frustrante, mas eu o amava. Ponto final.

Certa vez quando eu já tinha começado a trabalhar lá, Brian e eu fizemos uma pequena aposta sobre cada grande gravação que saia. Nós teríamos que dizer se seria um sucesso ou não. Desnecessário dizer, mesmo que ele não gostasse de música pop, ele podia reconhecer um sucesso a milhas de distância. Eu raramente acertava; não consigo lembrar de alguma vez ele ter se enganado, nunca! O prêmio da aposta era somente um Gin e Tônica, mas ele era incrível.

Ele introduziu este sistema notável de pedidos de gravação com essas pequenas etiquetas de forma que sabíamos quando tínhamos que renovar o pedido. No final, se Brian colocasse uma grande encomenda para uma gravação específica, os outros varejistas deviam pedir aquelas também. Brian era impressionante, e sua opinião era seguida com frequência”.

E sobre Raymond Jones, Alistair?

“Eu era o Raymond Jones. Os jovens estavam chegando na loja e pedindo pela gravação My Bonnie, com os Beatles. Nós não tínhamos aquilo e, até que alguém colocasse um pedido real, Brian não poderia fazer nada. Veja você, Brian tinha esta alegação de que se você fizesse um pedido de uma gravação por alguém, em qualquer lugar, ele descobriria. Contudo, não importava quantas pessoas haviam pedido, se ninguém tivesse pedido e feito um pagamento em depósito. Particularmente, como era uma importação da Alemanha, tornava-se muito mais importante.

Eu sabia que nós iríamos vender muitas cópias, então eu preenchi o formulário do pedido e paguei o depósito do meu próprio bolso em nome de Raymond Jones, um dos nossos clientes regulares.

Agora nós tínhamos um pedido, Brian e eu fizemos o rastreamento. Claro, o disco havia sido gravado na Alemanha, e havia sido gravado sob o nome de Tony Sheridan e os Beat Brothers. Brian recebeu o primeiro lote e ele se esgotou em pouco tempo.

Foi assim que há poucos anos atrás, eu anunciei que era Raymond Jones. E é isso, era eu.”

Fonte: The Beatles – Dito e Não Dito, de Arthur Davis

– Trecho do livro Liddypool , traduzido por Lucinha Zanetti

Procura-se fotos antigas de John Duff Lowe com os Quarrymen!

Membro da banda pré-Beatles, o grupo The Quarrymen, procura foto antiga com o grupo.

John Duff Lowe - pianista do The Quarrymen

John Duff Lowe – pianista do The Quarrymen

Um ex-integrante dos Quarrymen, que mais tarde se tornou a banda The Beatles, espera encontrar uma foto dele com a banda naqueles primeiros dias, disse o músico e escritor de Liverpool, autor do livro “The Beatles and Me”, Dean Johnson, ao Beatles Examiner em 13 de dezembro.

“Eu consegui desenterrar algumas fotos realmente raras para o meu livro, incluindo a última visita de John Lennon a Liverpool, então espero que este apelo resolverá este mistério,” disse Johnson.

John Duff Lowe foi o pianista dos Quarrymen entre 1957-1960, e estava com John Lennon e Paul McCartney na noite que eles encontraram George Harrison no Wilson Hall em Garston.

John Duff Lowe

John Duff Lowe

Duff Lowe diz que ele nunca teve uma fotografia da época em que fazia parte do Quarrymen, então se aproximou de Johnson, que compilou o livro “The Beatles and Me” para ajudá-lo a rastrear evidências da sua época com eles. O livro de Johnson apresentou várias fotos do grupo, raras e nunca vistas anteriormente.

Duff Lowe, que ainda toca regularmente com os sobreviventes do Quarrymen acrescentou: “Estou certo de que alguém daquela época tem algumas fotos em preto e branco do início do grupo The Quarrymen”.

Se você acha que tem uma foto de John Duff Lowe com a banda, entre em contato com Dean Johnson no E.mail deanjohnsonmusic@hotmail.com.

Fonte: Examiner.com