ANTONIO AGUILLAR ENTREVISTA NORIVAL D`ANGELO, BATERISTA DA ORQUESTRA DE ROBERTO CARLOS.

Trabalhando há cerca de 43 anos como baterista da orquestra de Roberto Carlos, Norival D`Angelo começou na vida artística integrando um conjunto criado por Antonio Aguillar, chamado The Flyers.
Integrou a banda Secos & Molhados no auge do sucesso, depois da saída do baterista Marcelo Frias, participando dos shows e do segundo CD da banda, que incluia o hit “Flores Astrais”.

Norival D`Angelo

Trabalhou também com as bandas Beatniks, SomBeats, entre outras, levando ao público os primeiros trabalhos cover de Jimmy Hendrix, Led Zeppelin e Deep Purple.

Esta entrevista foi concedida a Antonio Aguillar nos camarins do Ginásio do Ibirapuera durante um Show de Roberto Carlos em São Paulo, no final de agosto 2017.

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RENATO BARROS FALA SOBRE A BANDA RENATO E SEUS BLUE CAPS NO PASSADO E NO PRESENTE!

Numa conversa informal, RENATO BARROS fala sobre a banda RENATO E SEUS BLUE CAPS no passado e no presente, e entre outras coisas, esclarece sobre os vocais nas gravações, as formações que a banda teve em sua longa trajetória até chegar na atual, que vem desde 1989.
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As Canções de Renato e Seus Blue Caps que tiveram voz solo de Paulo César Barros.

1 – Você não soube amar
2 – Até o Fim – 1966
3 – Feche os Olhos – 1965
4 – Ela é um mistério para mim
5 – Pra você não sou ninguém
6 – Esta Noite não Sonhei com Você
7 – Por que eu te Amo
8 – Menina Feia
9 – Não me diga adeus – As 14 mais Vol XIX – 1967
10 – Perdi a Esperança – 1967
11 – Tânia
12 – Vou Subir bem mais alto que você
13 – Se Você Soubesse
14 – A Esperança é a Última que Morre
15 – Dona do Meu Coração
16 – A Saudade que Ficou
17 – Minha Vida (… é a dor de uma saudade que ficou…)
18 – Mas não Faz Mal (Não faz mal, não faz mal, não faz mal) – 1972
19 – Tudo em Vão (Eu pensei, só Deus sabe que eu pensei, fazer de nós um só, você não quis eu sei)
20 – Se Tu Soubesses
21 – Agora é Tarde
22 – Não demore mais (Só nesta canção é um título não oficial)
Não Demore Mais (Não pense que eu esqueci de você, mas sofro assim calado que é pra ninguém saber…)
23 – Relógio
24 – Ana
25 – Vivo Só – As 14 mais – 1966
26 – Um é pouco, dois é bom, três é demais
27 – Baby, Baby
28 – Eu não quero ver você chorar
29 – Paula
30 – Sonhos de Amor
31 – Feito Sonho
32 – Guarde O Seu Amor Pra Mim
33 – Eu te Amo
34 – Batom Vermelho
35 – Coração Faminto
36 – Gatinha Manhosa
37 – Kathleen (Música gravada para o primeiro LP que tinha o Erasmo na banda, porém não foi lançada)

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RENATO E SEUS BLUE CAPS – ORIGEM E FORMAÇÕES

(1959) Renato Barros, Paulo César Barros, Euclides de Paula (ficou até 1961) Edinho (Ed Wilson), Ivan Botticcelli (entrou em 1960)

(1962) Renato Barros, Paulo César Barros, Edinho (Ed Wilson), Roberto Simonal, Cláudio Caribé, Ivan Botticcelli

(1963) Renato Barros, Paulo César Barros, Erasmo Carlos, Roberto Simonal, Toni

(1965 a 1967) Renato Barros, Paulo César Barros, Cid, Carlinhos Carlos Alberto Da Costa Vieira, Toni

(1968) Renato Barros, Paulo César Barros, Cid, Carlinhos, Toni, Mauro Motta

(1969 a 1970) Renato Barros, Cid, Toni, Pedrinho, Scarambone

(1971) Renato Barros, Paulo César Barros, Cid, Scarambone, Toni, Pedrinho

(1972 a 1973) Renato Barros, Paulo César Barros, Cid, Scarambone, Pedrinho, Gelson

(1974 a 1976) Renato Barros, Cid, Scarambone, Pedrinho, Ivanilton (Michael Sullivan), Gelson

(1977) Renato Barros, Cid, Pedrinho, Gelson

(1979 a 1983) Renato Barros, Paulo César Barros, Cid, Marquinho, Gelson

(1987) Renato Barros, Paulo César Barros, Cid , Gelson

(1996 a 2013) Renato Barros, Cid Chaves, Gelson Moraes, Darcy Velasco, Amadeu Signorelli.

(2013 – ATUAL) Renato Barros, Cid Chaves, Darci Velasco, Amadeu Signorelli, Gelsinho Moraes.

Gelson Moraes morreu em 20 de março de 2013 e seu filho Gelsinho Moraes assumiu a bateria.

O conjunto começou com Renato e seus dois irmãos Paulo César e Edson (Ed Wilson).
No final dos anos 50, o gosto musical da família já vinha sendo influenciado pelo Rock’n Roll de Elvis, Little Richard e Bill Halley; certo dia Renato estava com um amigo indo assistir uma partida de Futebol (o Vasco da Gama é quem ia jogar) e viu uma fila. Era para um programa de Rádio na Mayrink Veiga, comandado por Jair de Taumaturgo.

Participaram do programa fazendo “mímica” e após uma apresentação desastrosa na rádio Mayrink Veiga, no programa “Hoje é dia de Rock”, de Jair de Taumaturgo, passaram a se dedicar à música ao vivo e meses depois voltariam ao programa.
Passavam horas trancados, aperfeiçoando a técnica em seus instrumentos. Paulo Cezar, por exemplo, começou tocando piano com dois dedos, e posteriormente, percebeu que seu negócio era o contrabaixo.
Até aí não havia sido formado um conjunto, e haviam adotado o nome de “Bacaninhas do Rock da Piedade”, numa alusão ao bairro em que foram criados no Rio de Janeiro. Logo se juntaram aos irmãos Barros os amigos Euclides (guitarrista) Gélson (baterista) e o saxofonista Roberto Simonal (irmão do cantor Wilson Simonal).

Já com o nome de Renato e Seus Blue Caps, inspirado em Gene Vincent, e sugerido por Jair de Taumaturgo, o grupo se apresentou no mesmo programa, tocando e cantando “Be-bop-a-lula”, e obteve o primeiro lugar da semana, e posteriormente, o prêmio de melhor do mês, além de terem sido muito aplaudidos desta vez. Ainda em 1960, gravaram o primeiro disco de 78 rotações, pela gravadora Ciclone, em que acompanhavam o grupo vocal “Os Adolescentes”. No ano seguinte, gravaram com Tony Billy, pela mesma etiqueta. Nesse período, Gelson deixa o conjunto e Claudio Caribê entra para ser o baterista do grupo. Após uma participação no programa do Chacrinha, na TV Tupi, foram contratados pela Copacabana, onde lançaram dois 78 rotações e dois LPs: em 1962 (Twist) e 1963, sendo que o estreante Toni Pinheiro foi o baterista neste segundo LP.

Em 62, Ed Wilson parte para a carreira solo, e Erasmo Carlos, então secretário de Carlos Imperial, assume o posto de crooner do conjunto. Foi em 1963 que Renato e Seus Blue Caps teve o primeiro vínculo com a CBS. O grupo acompanhou Roberto Carlos nas gravações de Splish Splash e Parei na Contramão.

Em 64, graças à insistência de Roberto Carlos e Rossini Pinto, o grupo é contratado pela CBS, lançando um compacto duplo. A banda, a essa altura, tinha Renato (guitarra solo), Paulo Cezar (baixo), Cláudio (que voltara ao conjunto nas gravações desse compacto), Cid (sax) e Carlinhos, primo de Renato (guitarra base). Após esse compacto, Toni retorna mais uma vez ao posto de baterista, e o conjunto fica, então, com a formação que faria grande sucesso nos anos seguintes.
A essa altura, Renato e Seus Blue Caps já era bastante conhecido no Rio de Janeiro, devido às frequentes aparições em programas de TV e apresentações em rádio.
No começo de 1965, a gravadora CBS resolve, finalmente, lançar mais um LP do conjunto. Durante as gravações, em janeiro daquele ano, Renato Barros fez, sem muitas pretensões, a versão em português para a música “I should Have known better”, dos Beatles, que recebeu o nome de “Menina Linda”. Apresentada no programa de Carlos Imperial, na TV Rio, a música causou tão boa repercussão, que foi incluída no LP, que se chamaria “Viva a Juventude!”. Logo a música entraria nas paradas de sucesso, projetando Renato e Seus Blue Caps em todo o país.

O ano de 1965 seria um marco para a carreira da banda. O sucesso – inesperado – aumenta cada vez mais, e próximo ao final do ano, com o programa “Jovem Guarda”, na Record, Renato e Seus Blue Caps conquista definitivamente seu espaço no cenário da música jovem. O LP “Isto é Renato e Seus Blue Caps” alcança excelente vendagem e dá um impulso maior à popularidade do grupo.
A banda se especializa em versões das músicas dos Beatles e de outros artistas internacionais, mas desenvolve também um estilo próprio de interpretação e composição. Muitas das versões de Renato faziam mais sucesso aqui no Brasil do que as originais em inglês. Surgem também as excursões para o exterior, e a banda atinge o ápice de sua popularidade no final de 66, com o lançamento do LP “Um embalo com Renato e Seus Blue Caps”, o disco de maior sucesso e vendagem na carreira do conjunto.
O grupo também seria o responsável pelo acompanhamento de grandes nomes da Jovem Guarda, emprestando sua sonoridade a diversos lançamentos fonográficos. O excelente LP “Roberto Carlos em Ritmo de Aventura” é apenas um exemplo.

Entre 1965 e 1969, foram lançados 6 LPs, todos atingindo altos índices de vendagem e execução nas rádios. Em 68, o tecladista Mauro Motta passa a integrar a banda. No ano seguinte, o grupo passa por algumas alterações. Paulo Cezar grava um compacto simples, tentando se firmar em carreira solo. Em seu lugar entra Pedrinho. Carlinhos também deixa o conjunto, e Mauro Motta dá lugar a Scarambone.

Em 71, Paulo Cezar retorna ao conjunto, mas sai do grupo novamente em 73. Enquanto isso, o ano de 1972 ficou marcado pela saída de Toni, sendo substituído pelo baterista Gélson, que faleceu recentemente, dando lugar a seu filho Gelsinho na bateria. Dois anos mais tarde, a banda passa a contar também com os vocais de Ivanílton, que mais tarde seria conhecido nacionalmente como Michael Sullivan. É possível constatar a passagem marcante de Michael Sullivan pelo grupo, ouvindo os LPs de 1974 e 1976 (10 anos de Renato…)
O grupo passa por mais modificações em sua formação já em 1977. Saem do conjunto Michael Sullivan e Scarambone. No ano seguinte, é a vez do baixista Pedrinho deixar a banda, para a volta do vocalista e também baixista Paulo Cezar Barros, que um ano antes lançara pela Emi/Odeon um bom disco com versões dos Beatles.
O ano era 1978, e além da entrada do novo tecladista Marquinho, o conjunto lança um compacto simples com as músicas “Minha Vida” e “Nega, Neguinha”. Esta última, seria um prenúncio do que viria pela frente. A grande onda era a Disco Music, e o LP anual do grupo, em 79, foi fortemente influenciado pelo ritmo das discotecas.

O primeiro ano da década de 80 trouxe como lançamento mais um compacto simples pela CBS, e no ano seguinte, o novo LP da banda, que tinha, entre as novidades, uma faixa com a participação de Zé Ramalho, que foi a música, “Mr. Tambourine Man”, versão para o clássico dos anos 60, foi a musica de trabalho, e teve até direito a clip exibido no Fantástico, da Rede Globo.

Depois de 28 anos na mesma gravadora, a banda se transfere, em 1982, para a RCA, lançando inicialmente um compacto simples, e no ano seguinte, o excelente LP “Pra Sempre”.
Porém, após esse disco, o conjunto ficou 4 anos (1983-1987) sem gravar, até que a volta aos lançamentos fonográficos se deu na Continental, com o LP “Batom Vermelho”, um sucesso de vendas e de execução, que trouxe o grupo novamente à mídia.

Em 1989, porém, Paulo César novamente deixaria o grupo, entrando Luiz Claudio em seu lugar, além de contratarem o tecladista Darci Velasco. Luiz Claudio ficaria no grupo até 1994, quando seria substituído por Amadeu Signorelli. A volta ao disco ocorreu em 95, quando a banda participou da coletânea 30 anos da Jovem Guarda, produzida por Márcio Augusto Antonucci, com 05 músicas. Em 1996, foi lançado o disco Renato e Seus Blue Caps – 1996, pela Globo Columbia.

Em 2000 participam de 03 CDs promocionais em homenagem a Roberto Carlos com 03 músicas e no final de 2001, o lançam um disco ao vivo pela Warner, contendo 05 faixas inéditas.

Vale destacar que Renato e Seus Blue Caps jamais deixou de excursionar pelo país e realizar shows e apresentações.
Atualmente, com mais de 58 anos de carreira ininterruptos, a banda é considerada como a mais antiga do planeta em atividade (banda de Rock), podendo até entrar para o Guinness Book.
Uma prova da importância de Renato e Seus Blue Caps nesta “Era Digital”, é o lançamento de seus discos e coletâneas em CD, mostrando que a música de Renato e Seus Blue Caps sobreviveu ao tempo, atravessou gerações, e se mantém viva, alegre e espontânea.
Atualmente a banda é sucesso realizando seus Shows de Norte a Sul do Brasil.

Depoimentos de Músicos Brasileiros sobre a Influência dos Beatles.

Uma Série publicada pelo site UOL e a banda cover Zoom Beatles celebraram os 50 anos da Beatlemania e do lançamento do álbum “Please, Please Me”, dos Beatles, ocasião em que alguns músicos brasileiros foram entrevistados e deram seus depoimentos.
Para comemorar os 50 anos de “Please, Please Me” em 22 de março de 2013, 1º disco da banda que revolucionou e mudou os rumos da história da música, o UOL preparou um grande especial em vídeo, dividido em quatro capítulos.
Com depoimentos de nomes consagrados da música brasileira como Caetano Veloso, Cauby Peixoto, Ronnie Von, Ritchie, Odair José, Renato Barros (Renato e Seus Blue Caps) e Lilian Knapp (Leno e Lilian), a homenagem também conta com a participação da banda Zoom Beatles, que regravou nos mínimos detalhes o álbum para o especial. Cada faixa tem seu respectivo clipe, gravado no heliponto do prédio do UOL, em São Paulo.

Zoom Beatles

“Quem acha que não foram influência, não sabe apreciar”

“A gente fazia mais um arranjo para o Brasil, para a América do Sul, por que se tiverem que escolher entre a música gravada por vocês e a música gravada pelos Beatles, vocês vão ficar na rabeira…” disse Renato Barros

“Eles fizeram muito mais do que seria necessário. Depois, eu vi como as músicas deles eram bonitas!”, relembra Caetano Veloso. Tanto na performance nos palcos quanto no estúdio, o quarteto inglês mostrou sua genialidade ao longo de sua trajetória e continua sendo reconhecido por todas as gerações de músicos. “A ideia do pop song vem das mãos deles. Eles escreveram o manual para nós”, ressalta Ritchie.

Além dos depoimentos de Renato Barros (Renato e Seus Blue Caps), Caetano Veloso, Cauby Peixoto, Ronnie Von, Ritchie, Odair José, Lilian Knapp (Leno e Lilian), e do Radialista Roberto Maia, podemos assistir no episódio trechos dos clipes de “Do You Want To Know a Secret?”, “A Taste of Honey”, “There’s a Place” e “Twist and Shout”.

PARTE 1 – “Quando eles apareceram, era como ouvir Justin Bieber”, diz Caetano Veloso.

PARTE 2 – “A gente fazia mais um arranjo para o Brasil, para a América do Sul, por que se tiverem que escolher entre a música gravada por vocês e a música gravada pelos Beatles, vocês vão ficar na rabeira…” disse Renato Barros
“Depois dos Beatles, o ‘tio Ronnie’ virou Ronnie Von”, afirma o cantor.

PARTE 3 – “Em Goiás, acharam que John e Paul eram uma dupla sertaneja”, recorda Odair José.
Lílian Knapp menciona a amiga que cantou com os Beatles, que foi nossa querida Lizzie Bravo.

PARTE 4 – O 4º e último capítulo do “Especial Beatles – 50 anos de Beatlemania” traz detalhes do legado que a banda de Liverpool deixou e mostra como a indústria musical, desde então, tem seguido e copiado tudo que foi descoberto e aprimorado pela banda que mudou os rumos da música mundial.

O VÍDEO COMPLETO NO FACEBOOK
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DEPOIMENTO DE RENATO BARROS
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Há 50 anos ” Em Ritmo de Aventura”!

O álbum “Roberto Carlos em Ritmo de Aventura”, foi gravado em agosto de 1967, entre os dias 16 e 18, com exceção da faixa “Eu Sou Terrível”, gravada em outubro, e teve seu lançamento originalmente em novembro de 1967, como trilha sonora do filme de mesmo nome, “Em Ritmo de Aventura”; é o mais perfeito e o mais bem-sucedido álbum de RC, da sua fase Iê-iê-Iê, cuja moldura sonora era mais uma vez guiada e ampliada pelos sons de órgão Hammond do tecladista Lafayette e pelo maravilhoso acompanhamento dos BLUE CAPS e do RC-7. A interferência do grande Lafayette é tão importante que não se sabe como ele não requereu coautoria em algumas das faixas desse disco fantástico.

“Em Ritmo de Aventura” é um primor, do início ao fim, Roberto estava inspiradíssimo e abriu o leque para várias influências, que iam além do iê-iê-iê, sinalizando o início de uma mudança de estilo em seu repertório.

Em termos musicais, Roberto flertava com a Black music, o country e o rock mainstream dos anos 60. Clássicos como “Eu sou terrível”, “Por isso corro demais”, “Quando”, “Você não Serve pra mim” e “Só vou gostar de quem gosta de mim”, e a ultra romântica “Como é grande o meu amor por você”, ajudaram a eternizar o álbum no inconsciente coletivo da juventude da época, por isso, “Em Ritmo de Aventura” seja talvez o álbum mais cultuado de Roberto até os dias atuais. (por Rubens Stone)

A faixa “VOCÊ NÃO SERVE PRA MIM”, uma belíssima composição de RENATO BARROS se destaca também pela performance do guitarrista com sua guitarra distorcida, o chamado efeito FUZZ.

RENATO BARROS CONTA COMO FOI QUE ROBERTO CARLOS GRAVOU SUA COMPOSIÇÃO “VOCÊ NÃO SERVE PRA MIM”.

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Considerado pela Revista Rolling Stone brasileira como o 24º melhor disco brasileiro de todos os tempos, o disco teve a participação de músicos de estúdio, incluindo metais, quarteto de cordas, flauta, gaita, alguns músicos do RC-5 e da banda de Lafayette, onde o tecladista teve contribuição decisiva em quase todas as faixas, substituindo eventualmente o órgão Hammond por um piano ou cravo. Porém a base de tudo foi feita por RENATO E SEUS BLUE CAPS, destaque para Renato na guitarra e Paulo César Barros no contrabaixo.

O FILME COMPLETO

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LADO A
“Eu Sou Terrível” (Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
“Como É Grande o Meu Amor por Você” (Roberto Carlos)
“Por Isso Corro Demais” (Roberto Carlos)
“Você Deixou Alguém A Esperar” (Édson Ribeiro)
“De Que Vale Tudo Isso” (Roberto Carlos)
“Folhas De Outono” (Francisco Lara – Jovenil Santos)

LADO B
“Quando” (Roberto Carlos)
“É Tempo De Amar” (Pedro Camargo – José Ari)
“Você Não Serve Pra Mim” (Renato Barros)
“E Por Isso Estou Aqui” (Roberto Carlos)
“O Sósia” (Getúlio Côrtes)
“Só Vou Gostar De Quem Gosta De Mim” (Rossini Pinto)

Algumas Composições e/ou Gravações da Banda Renato e Seus Blue Caps eleitas entre as 50 maiores dos anos 60.

Na ocasião dos 50 anos do início do movimento pop rock no Brasil, o chamado Jovem Guarda (cha cum dum… rsrs) realizamos uma pesquisa nos grupos Eterna Jovem Guarda e outras páginas no Facebook de artistas relacionados e os álbuns e canções de Renato e Seus Blue Caps mais votados seguem abaixo.

Antes uma curiosidade: RENATO BARROS, CID CHAVES e GELSON MORAES em entrevista falam sobre o jeito brasileiro de tocar criado por Renato e Seus Blue Caps.

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LP “Renato e Seus Blue Caps” (CBS – 1967)

As inúmeras versões de sucessos dos Beatles gravadas por Renato e Seus Blue Caps chegaram aos ouvidos da juventude brasileira bem antes das gravações originais do quarteto britânico, e isto ajudou a criar a ponte entre a Jovem Guarda e a Beatlemania que explodia no planeta.

Em 1967, acompanhando as mudanças que ocorriam na música estrangeira, o grupo gravou um dos álbuns mais importantes da sua carreira. Mesclando composições próprias com obscuras versões de bandas pouco conhecidas aqui no Brasil, o grupo trouxe para o cenário da Jovem Guarda o som de garagem de grupos como The Troggs (“I Can’t Control Myself’ e “With a Girl Like You”, que em suas respectivas versões ganharam os títulos de “Não Posso Me Controlar” e “Tem Que Ser Você”, ambas vertidas por Luiz Keller) e Manfred Mann (“Semi-Detached Suburban Mr. James”, que virou “Este Amor Me Faz sofrer”, também uma versão de Luiz Keller, a faixa que abre o disco).

Ainda sob a influência dos Beatles, a banda foi buscar no primeiro álbum do quarteto a balada “Anna”, original do cantor Arthur Alexander, e a versão dos Blues Caps acabou fazendo sucesso estrondoso em todo Brasil, cinco anos depois da gravação dos Beatles. Outros destaques do disco: “Vou Subir Bem Mais Alto Que Você”, outra versão de Luiz Keller para o sucesso “Reach Out I’ll Be There”, do grupo The Four Tops, “Menina Feia”, de Renato Barros, e “A Irmã do Meu Melhor Amigo”, composição de Leno.

A partir deste álbum de 1967, os Blue Caps deram início a uma significativa mudança na sonoridade da banda. Nos discos seguintes, o grupo de Renato Barros ampliaria seu universo musical, se afastando um pouco do iê-iê-iê para buscar novos horizontes no soul, no funk e num rock mais consistente, para isso, introduziriam em seu repertório novos compositores como o novato Cleo Galanth, o cantor e compositor Puruca (da dupla Os Jovens), e o novo produtor da CBS, um tal de Raulzito Seixas. (Por Rubens Stone)

LP “Isto É Renato e Seus Blue Caps” (CBS – 1965)

Em meados de 1965, os Blue Caps, estavam abarrotados de trabalho, eles eram a banda fixa da CBS nas gravações de diversos outros artistas da casa. Mesmo com pouco tempo, conseguiram realizar, no segundo semestre daquele ano um dos discos mais curiosos da Jovem Guarda.

Pra começar, “Isto É Renato e Seus Blue Caps” foi o representante no Brasil da chamada invasão britânica ocorrida na América do Norte no ano anterior. Ali estavam várias versões de sucessos ingleses, só da dupla Lennon/McCartney haviam quatro, “Feche os olhos (All my loving)”, “Eu sei (I’ll be back)”, “Meu primeiro amor (You’re going to lose that girl)” e “Sou tão feliz (Love me do)”.

Outra curiosidade era a capa, que é a mesma do LP “Elgart au Go Go”, de Les & Larry Elgart, também lançado em 1965. A CBS já havia se aproveitado do seu “banco de dados” para ilustrar a capa do primeiro disco de Roberto Carlos, “Louco Por Você” (1961), que era a mesma de um LP do organista Ken Griffin, “To Each His Own”, lançado em 1946. Outro artista que teve capa “clonada” foi Sérgio Murilo, no LP “Baby” (1961), em que a CBS aproveitou outra capa de Ken Grifin, a do disco “Sweet and Lively” (1960).

Mas isso parecia não ter a menor importância na época, já que os próprios artistas não contestavam, é bem provável que sequer sabiam que as capas de seus discos não tinham nada de originais.

Voltando ao repertório de “Isto É Renato…”, não precisa dizer que quase todas as canções tornaram-se sucessos radiofônicos, com destaque para “O escândalo”, versão de “Shame and scandal in the family”, sucesso do cantor Shawn Elliott; “Espero sentado”, versão do sucesso “Keep searchin’, de Del Shannon, além, é claro, das célebres “Feche os olhos” e “Meu primeiro amor”, músicas que ajudaram a introduzir a beatlemania no Brasil. (Por Rubens Stone)

LP “Um Embalo Com Renato e Seus Blue Caps” (CBS – 1966)

O quinto álbum de Renato e Seus Blue Caps consolidou de vez a banda como o maior grupo da Jovem Guarda.

“Um Embalo…” é um dos discos mais queridos pelos fãs da banda, e o segundo mais bem sucedido em termos de vendagens, só perdendo para o belíssimo LP de 1970.

Lançado no final de 1966, emplacou vários sucessos nas paradas, como “Meu bem não me quer”, “A primeira Lágrima”, “Não te esquecerei”, além de “Vivo só”, versão de “For your Love”, dos Yardbirds, e “Dona do meu coração”, versão de “Run for your life”, dos Beatles. Só tinha pérolas neste “Embalo…”.

Os Blue Caps foi talvez o grupo que melhor traduziu o som dos Beatles para esta terra brasilis. Este disco é um clássico absoluto da JG. (Por Rubens Stone)

Entre as músicas, destacamos aqui as composições de RENATO BARROS gravadas pela banda RENATO E SEUS BLUE CAPS e também as que foram gravadas por outros artistas, as quais foram escolhidas entre as 50 melhores.

“Menina Linda (I Should Have Know Better)” Renato e Seus Blue Caps (1965)

-Compositores: Lennon / McCartney – versão Renato Barros
– Álbum: Viva A Juventude! (CBS 37397 – 1965)

Quando Renato e Seus Blue Caps deram início às sessões de gravação do seu primeiro LP pela CBS, “Viva A Juventude!”, em dezembro de 1964, “Menina Linda”, versão para o sucesso dos Beatles “I Should Have Know Better”, já estava pronta, a pedido do apresentador Carlos Imperial. Incluída como faixa Nº 2 do LP, a música já fazia enorme sucesso no programa de Imperial. A partir de então, tornou-se um mega hit em todo o Brasil e a versão livre de Renato Barros se tornou, na época, bem mais conhecida do que a original dos Beatles.

“Feche Os Olhos (All My Loving)” Renato e Seus Blue Caps (1965)

-Compositores: Lennon/McCartney – versão Renato Barros
– Álbum: Isto É Renato E Seus Blue Caps (CBS 37433 – 1965)

Os Blue Caps foi a banda que melhor traduziu o som dos Beatles para o Brasil, e aqui eles cometem mais uma versão sublime de um clássico do quarteto inglês, há quem prefira essa versão à original “All My Loving”, de Lennon e McCartney, e isso deve-se ao fato de que muitas pessoas ouviram primeiro, e por alguns anos, a versão dos Blue Caps, antes de ouvir a original.

“Eu Não Sabia Que Você Existia” – Gravação de Leno e Lilian (1966) (Lembrando que a dupla foi criada por Renato Barros, que era noivo de Lílian na época).

-Compositores: Renato Barros/Toni Pinheiro
-Álbum: Leno e Lilian (CBS 37470 – 1966)

Após o estrondoso sucesso de “Pobre Menina”, Leno e Lilian emplacaram na sequência essa pérola do iê-iê-iê romântico, uma deliciosa balada pop, banhada pelos vocais sublimes da dupla mais querida da Jovem Guarda e acompanhada de ensolarados solos de guitarras do autor da canção, Renato Barros.

“Gatinha Manhosa” – Renato e Seus Blue Caps (1965) e Erasmo Carlos (1966)

-Compositores: Roberto Carlos/Erasmo Carlos
-Álbum: Viva a Juventude em 1965 (CBS 37.397, abril de 1965) e posteriormente no LP Você Me Acende (RGE XRLP-5.297 – 1966)

Todo mundo sabe que Erasmo era o machão da Jovem Guarda, o cara perigoso, portanto, as menininhas estavam avisadas, era preciso manter distância do roqueiro. Mas, por debaixo daquela capa de durão, batia também um doce coração, como vemos nesta balada açucarada, banhada pelo órgão de Lafayette, cuja letra, se desmanchava em versos de amor e em designações com um quê de malícia juvenil, como “gatinha”, “manhosa”, “dengosa”, “beicinho”. Lançada sem nenhuma repercussão no ano anterior pelo grupo Renato e Seus Blue Caps, na gravação de Erasmo, “Gatinha Manhosa” se tornou um grandioso sucesso.

“Primeira Lágrima” Renato e Seus Blue Caps (1966)

-Compositor: Renato Barros
-Álbum: Um Embalo Com Renato E Seus Blue Caps (CBS 37.743 – Novembro 1966)

Uma das canções centrais do álbum “Um Embalo com Renato e Seus Blue Caps” e um dos maiores sucessos dos Blue Caps em todos os tempos, “Primeira Lágrima” era mais uma demonstração da forte influência dos Beatles na música do conjunto carioca.

“Devolva-me” – Gravação de Leno e Lilian (1966)

-Compositores: Renato Barros/Lilian Knapp
– Álbum: Leno e Lilian (CBS 137.470 – 1966)

Uma das baladas mais representativas da JG, embalou muitas briguinhas de namorados. Muitas meninas aproveitaram os toques da canção para dar aquele fora no garoto, sem esquecer de pedir de volta todas as lembrancinhas dadas no auge do romance, agora terminado. Finalmente, os finais amorosos agora tinham sua trilha sonora.

Historiadores dizem que a visita dos Beatles a Bangor em 1967 foi um ponto de partida para mudanças.

Há cinquenta anos atrás os Beatles chegaram a Bangor, no Norte do País de Gales, para participarem de uma Conferência de 10 dias sobre Meditação Transcendental liderada pelo Maharishi Mahesh Yogi, mas sua visita causou uma agitação não apenas entre os fãs, como também na mídia.

Foi lá que descobriram que seu empresário havia morrido, um fato que alguns dizem que marcou o começo do fim para o grupo.

Era 25 de agosto de 1967 e acabavam de lançar seu oitavo álbum de estúdio, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band.
Eles estavam em um ponto alto da carreira e decidiram visitar Bangor, porém não para tocarem em um Show.

O professor Chris Collins, chefe de música da Universidade de Bangor, disse que a visita da banda ao norte de Gales foi incomum desde o início.
George Harrison, o guitarrista dos Beatles, conheceu Maharishi Yogi, um guru da Meditação Transcendental – uma forma de meditação silenciosa – que os convidou para a sua conferência na cidade de Gwynedd.

“George Harrison ficou muito interessado no que o Maharishi estava ensinando e levou John e Paul a uma sessão em Londres, seguida imediatamente no retiro em Bangor, no local onde funcionava o Normal College, e agora parte da Universidade de Bangor,” disse o Prof Collins.
“Eles simplesmente pularam em um trem e estavam aqui algumas horas depois de decidirem fazer isso.”

“A imprensa certamente estava muito atenta ao que estava acontecendo. Havia um grande interesse pelo fato de que os Beatles pareciam ter descoberto o misticismo oriental e havia suspeitas sobre o fato em torno da imprensa na época.
“Aquilo realmente levou todos a Bangor para segui-los, além de criar um grande interesse na localidade”.

John Lennon pouco antes da partida do trem da Estação de Euston para Bangor.
GETTY IMAGES

Não foi apenas a imprensa que veio – os fãs também se reuniram.
Os Beatles ficaram no Normal College, agora o Centro de Gerenciamento da universidade.
Len Jones era um dos jardineiros da época e disse que eles causaram bastante reviravolta.
“Eu vim aqui às oito da manhã para começar a trabalhar e havia centenas de pessoas aqui. Eles estavam cantando e estavam meditando”, disse ele anteriormente.
“Os Beatles vieram então, e ninguém conseguia se mover com aquelas centenas de pessoas, especialmente as meninas. E todos estavam gritando ‘Beeeeatles, onde estão vocêsssss’?
“Toda a Universidade, todos pararam de trabalhar por um dia ou dois. Era o paraíso e realmente colocava Bangor no mapa”.
Mas The Beatles não estaria em Bangor por muito tempo. Eles chegaram na sexta-feira – e no domingo, o telefone público tocou no corredor dos salões da universidade onde ficavam.
Eventualmente, alguém respondeu o telefone e Paul McCartney recebeu a notícia de que seu Empresário Brian Epstein havia sido encontrado morto.

Ao tomarem conhecimento sobre a morte de Brian Epstein, The Beatles decidiram voltar para Londres.
Imagem: GETTY IMAGES

O jornalista Freelance Derek Bellis foi convocado para Bangor para entrevistar os Beatles sobre a notícia.
“Foi uma ocasião estranha, suponho que surreal seja a palavra que resume”, lembrou o senhor deputado Bellis.

“John foi quem mais falou nas entrevistas e ele disse que o Maharishi havia dito que eles deveriam lembrar as coisas felizes e as coisas construtivas.
“Parecia como se o Maharishi fizesse algumas observações bastante neutras, e agora você pudesse descrevê-las”.
Historiadores disseram que foi um ponto de virada para os Beatles. Sem Epstein para manter o grupo em conjunto, eles passaram mais e mais tempo em seus próprios projetos antes de se separarem definitivamente em 1970.

“Vir a Bangor foi coisa de George Harrison, mas John Lennon, Paul McCartney e Ringo Starr foram junto. Depois da morte de Brian Epstein, isso não aconteceu tanto, e os Beatles começaram a seguir suas próprias rotinas individuais,” disse o Prof Collins.
No entanto, as pessoas em Bangor ainda sentem orgulho de sua conexão com a banda. “Há todas as histórias que todos que moram em Bangor conhecem”, acrescentou o Prof Collins.
“Como a visita dos Beatles ao restaurante chinês, onde George tinha um bilhete de banco na sola do seu sapato e essa era a única maneira deles garantirem o pagamento, porque eles não carregavam dinheiro com eles.

“Há fotos de Paul McCartney em lugares estranhos ao lado da Estrada da Universidade, que são parte da conscientização local das pessoas sobre a estada dos Beatles.
“Se você mora em Bangor e aparece um novo livro sobre os Beatles, a primeira coisa que você faz é ir no índice e procurar Bangor!
“Está sempre constando lá e você pode ler o pouco da historia de quando os Beatles fizeram parte do seu mundo brevemente”.
Essa conexão ainda está marcada até hoje – há uma placa na universidade e uma laje de ardósia na rua principal lembrando esses três dias em 1967, quando os Beatles chamaram a atenção do mundo para Bangor.

Por Chris Dearden
BBC News

Tradução: Lucinha Zanetti

MAIS SOBRE OS BEATLES EM BANGOR

RENATO E SEUS BLUE CAPS NO TEATRO CASTRO ALVES – SALVADOR

SHOW DA BANDA REALIZADO EM 19/08/2017 NO TEATRO CASTRO ALVES EM SALVADOR.

Renato Barros e Cid Chaves na TV Bahia – Programa Bahia Meio-Dia em 19/-8/2017.

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Medley

Medley-2

Medley-3

MENINA LINDA

SMILE

EU SEI QUE VOU TE AMAR

CORCOVADO

MOMENTO ESPECIAL E BASTANTE ESPERADO

Renato Barros canta sua composição ‘MAIOR QUE O MEU AMOR”, gravada por Roberto Carlos, acompanhado pelo violinista Rodrigo, garoto que Renato pegou no colo, conheceu ainda criança, e que hoje dividiu o palco com ele neste momento lindo.

MAIOR QUE MEU AMOR

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Os vídeos na Página Oficial da Banda no Facebook:

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RENATO E SEUS BLUE CAPS NO TEATRO CASTRO ALVES EM SALVADOR – MEDLEY

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RENATO E SEUS BLUE CAPS EM SALVADOR – TEATRO CASTRO ALVES (19/08/2017)
HOMENAGENS A CHARLES CHAPLIN, TOM JOBIM E VINÍCIUS DE MORAES

FOTOS