A Historia da Canção “AMOR SEM FIM”, contada pelo próprio compositor, Renato Barros.

Esta canção gravada por Renato e Seus Blue Caps e composta por Renato Barros saiu em CD pela Globo/Columbia sob o número 419.086, em setembro de 1996.

Renato Barros conta que a música é cheia de historias e diz que ficou durante mais de dois anos tentando colocar uma letra na melodia até que se lembrou do Gelson, antigo baterista da banda e pai do Gelsinho Moraes, que havia perdido a esposa Lígia. Um dia ele acordou, foi para o estúdio e veio a sua mente o tema… uma pessoa que sente a presença da outra, no caso a Lígia, esposa do Gelson.

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Para a gravação Renato escolheu Cid Chaves pra cantar junto com ele.
Outro detalhe é que foi a primeira música que Gelsinho Moraes gravou com Renato e Seus Blue Caps, inclusive foi ele quem fez o arranjo da parte final, quando entra aquilo tipo uma marcha militar.

Mas ouçam o próprio Renato contar essa historia e também de como ele soube por um um músico da banda Túnel do Tempo, do Rio de Janeiro, que George Martin gostou e se interessou pela musica…

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O clipe da música no Facebook:

O filme “Jovem Aos 50 – A História de Meio Século da Jovem Guarda”, estreia em março!

“Jovem Aos 50 – A História de Meio Século da Jovem Guarda” é o título do filme produzido sem nenhum recurso financeiro por Sérgio Baldassarini, e que estreia em São Paulo no Cine Belas Artes, dia 23 de março próximo, daqui exatamente um mês!

Sérgio Baldassarini é proprietário da S.B.J. PRODUÇÕES, uma produtora de cinema e vídeo que realizou um documentário sobre os 50 anos da Jovem Guarda. Neste filme ele entrevistou mais de 45 artistas da época, e ele foi todo narrado pelo grande ator MILTON GONÇALVES.

É um filme que todo fã da Jovem Guarda não pode deixar de assistir.

Com participações e depoimentos de mais de 50 artistas que se destacaram nessa época, entre historiadores, empresários, apresentadores e – principalmente – cantores, o filme intercala depoimentos emocionados destes protagonistas, juntamente com imagens de programas e filmes da época, que sobreviveram aos vários incêndios criminosos que destruíram quase todo acervo da antiga TV Record.

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Artistas entrevistados: Renato Barros, Erasmo Carlos, Wanderléa, Caetano Veloso, Ronnie Von, Martinha, Eduardo Araújo, Jerry Adriani, Wanderley Cardoso, Nilton Travesso, Paulo Silvino, Agnaldo Rayol, Carlos Gonzaga, George Freedman, Bobby de Carlo, Cyro Aguiar, Demetrius, Ed Carlos, Deny (da dupla Deny e Dino), Prini Lorez, Antonio Aguillar, Nilton Cesar, Aladdim (do grupo The Jordans), Ary Sanches, Miguel Vaccaro Netto, Lilian (da dupla Leno e Lilian), Dick Danello, Ronald (da dupla Os Vips), Trio Esperança, Moacir Franco, Netinho (dos Incríveis), Waldireni, Golden Boys, The Fevers, Paulo Silvino, Albert Pavão, Leno (da dupla Leno e Lilian), Ricardo Pugialli, Foguinho (baterista dos The Jordans), J.C. Marinho,
B.J. Mitchell (do grupo americano “The Platters”).

“Surgem os Blue Caps de Renato” (Almanaque da Jovem Guarda, de Ricardo Pugialli)

RENATO BARROS volta ao programa de Jair de Taumaturgo. O grupo quer concorrer à categoria “rock ao vivo”, mas as vaias do ano passado ainda não tinham sido esquecidas. Meio receoso, Jair pergunta a Renato qual é o nome do grupo, pois Bacaninhas era muito ruim. Como Renato não tinha nada em mente, o apresentador perguntou seu nome e sugeriu Renato e Seus Blue Caps, em alusão ao Blue Caps, grupo que acompanhava o astro do Rock americano Gene Vincent. Todos concordaram com o nome, pois não acreditavam que poderiam vencer.
Ensaiaram Be-Bop-A-Lula, de Gene Vincent, mas com o arranjo dos Everly Brothers, com duas vozes.
Foi a “maior” novidade, pois nenhum grupo cantava assim no Brasil. Um sucesso. Na segunda-feira sai o resultado e eles são os vencedores da semana. Concorrem então com os campeões semanais e o impossível acontece: eles são os vencedores do mês. Como prêmio, vão ao Programa do Chacrinha, na TV Tupi, Rio.”

Por Ricardo Pugialli

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“RENATO COM A DEL VECCHIO, EUCLÍDES COM VIOLÃO ELÉTRICO E EU AOS 13 ANOS DE IDADE COM O MEU PRIMEIRO BAIXO ACÚSTICO. OBS: DE ÓCULOS ” RONALDO ” MODA LANÇADA POR UM DOS ASSASSINOS DE AIDA CURI, EM 1958.” (Informação de Paulo César Barros)

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FOTOS DO ALMANAQUE DA JOVEM GUARDA, PERTENCENTE AO FÃ DE RENATO E SEUS BLUE CAPS, FÁBIO LIMA

SHOWS DE RENATO E SEUS BLUE CAPS EM MARÇO/2017

Vou iniciar este post indignada com a Enciclopédia do Google, a Wikipedia, que diz que “Renato e Seus Blue Caps foi uma das bandas de rock brasileira que terminou em 2001“.
Pois bem, Renato e Seus Blue Caps É uma banda de Rock brasileira e CONTINUA SENDO, e fazendo muito sucesso, haja vista os excelentes Shows que vem realizando pelo Brasil.

Vamos informar aqui as datas dos shows de março/2017.

* 10 e 11/03 – Manhattan Café Theatro – Recife/PE
* 16/03 – 21:00Hs – Teatro Bradesco – Rio de Janeiro/RJ
* 17/03 – 21:00Hs – Teatro Ademir Rosa – CIC – Florianópolis/SC
* 18/03 – 21:00Hs – Teatro Marista Maringá/PR
* 22/03 – 21:00Hs – Teatro Bradesco – São Paulo/SP
* 24/03 – Casa Gilson Buffet – Natal/RN
* 25/03 – Casa Gilson Buffet – Natal/RN
* 31/03 – 21/00Hs – Teatro Bourbon Country – POA/RS

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Renato & Seus Blue Caps é uma das bandas de Rock mais carismáticas do Brasil, oriunda do Rock e que foi primordial para a Jovem Guarda, tanto por ter acompanhado os artistas, participando ativamente nas gravações dos colegas, como também por ser uma das bandas de maior destaque e sucesso pelos discos lançados no Brasil nas décadas de 60/70/80/90/2000.

Renato Barros, sempre à frente do seu tempo e muito antenado, descobriu que sua banda poderia se juntar ao estilo musical que os Beatles estavam mostrando ao mundo e foi quem apresentou os músicos britânicos aos brasileiros, através de versões que embalaram nossas vidas, e continuam a embalar até os dias de hoje.

A música de Renato e Seus Blue Caps sobrevive ao tempo, atravessa gerações, e se mantém viva, alegre e espontânea, proporcionando aos seus seguidores e fãs a felicidade de vê-los em atividade de Norte a Sul do Brasil, apresentando Shows especiais e carismáticos, como estes de agora, quando a banda volta a se apresentar em teatros, trazendo um espetáculo que emociona todas as gerações.

Desde o início da carreira até os dias de hoje, Renato e Seus Blue Caps nunca parou de se apresentar, sendo considerada por muitos pesquisadores a banda de rock em atividade mais antiga do mundo, e este título é nosso, é do Brasil, não tem preço!

Era no bairro da Piedade no Rio de Janeiro, onde moravam, que os irmãos Barros e seus amigos costumavam se reunir, participando de festas. O dom artístico, principalmente da música, receberam de berço, e foi assim que começaram a se apresentar fazendo mímica (dublagem) de grupos e cantores americanos de sucesso na época. Foi quando Renato Barros soube que estavam abertas as inscrições para o programa “Hoje é Dia De Rock”, da Rádio Mayrink Veiga, e lá se apresentaram pela primeira vez com o nome de “Bacaninhas Do Rock Da Piedade”. A apresentação foi um fracasso, e ganharam muitas vaias.

Motivado pelas vaias, no ano seguinte Renato resolveu fazer nova inscrição para o programa, mas dessa vez concorreria no quadro “Rock Ao Vivo”, ou seja, tocando e cantando de verdade. Jair de Taumaturgo, diretor do programa, não aceitou a inscrição com o nome “Bacaninhas Do Rock Da Piedade”; perguntou a Renato qual era o nome dele e sugeriu “Renato e “mais alguma coisa”, até que se lembraram de Gene Vincent & His Blue Caps e ficou decidido que o nome seria “Renato e Seus Blue Caps”. Com esse nome o grupo se apresentou e ganhou o 1º lugar. Como prêmio veio o convite para participar do programa do comunicador Abelardo Barbosa, o Chacrinha, na TV Tupi.

Em 1964 assinaram contrato com a CBS e o LP “Viva A Juventude” foi lançado, sendo até hoje um dos mais vendidos do Brasil, e desde então a banda deslanchou e nunca mais parou, lançando um sucesso atrás do outro, tanto em forma de versões como com músicas autorais.

O grupo já teve várias formações e atualmente conta com dois integrantes que estão desde o início de sua formação, que é o fundador Renato Barros, guitarrista, vocalista e compositor de vários sucessos da MPB, que possui inúmeras regravações até os dias de hoje, e Cid Chaves, que a convite de Paulo César Barros entrou em 1964, quando o grupo foi contratado pela CBS, tocando saxofone. Nunca mais saiu da banda, sendo hoje um dos vocalistas.
Completam a formação o gaúcho Darci Velasco nos teclados, há mais de 20 anos no grupo, o carioca Amadeu Signorelli no baixo, também há mais de 20 anos no grupo e o carioca Gelsinho Morais, que substituiu seu pai Gelson Moraes na bateria.

Os Shows atuais apresentam os grandes sucessos da banda, como: “Menina Linda”, “Não Te Esquecerei”, “A Primeira Lágrima”, “Meu Bem Não Me Quer”, “Dona Do Meu Coração”, “Meu Primeiro Amor”, “Playboy”, “Até O Fim”, “Não Me Diga Adeus”, entre muitos outros clássicos, além de prestarem homenagens a artistas consagrados da música nacional e internacional!

Além do sucesso com sua banda, Renato Barros recebe convites para acompanhar outros cantores tocando a sua guitarra, que sabemos, é diferenciada, porém não lhe sobra muito tempo, pois prefere o palco e se dedica totalmente a sua criação, como ele mesmo revela neste bate papo informal:

★★★★★ CONTATO PARA SHOWS ★★★★★

Jorginho Maravilha, pelos telefones:  (21) 99983.4300 VIVO / (21) 98265.3038 TIM

E.mail: jmaravilha2@gmail.com

Morre Allan Williams, o primeiro empresário dos Beatles.

Tomamos conhecimento da morte de Allan Williams através da página de Roag Best no Facebook, nesta data de 30 de dezembro de 2016.

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Allan Williams foi o primeiro empresário (não oficial) dos Beatles, e foi quem convidou a banda para uma turnê em Hamburgo.

Naquela época eles precisavam de um baterista e George Harrison lembrou que havia um rapaz chamado Pete Best que tinha uma bateria. Eles fizeram um teste e contrataram Pete Best em meados de agosto de 1960 para ser o baterista dos Beatles.

Allan Williams os levou para Hamburgo e quando chegaram lá, foram para o Indra Club e depois para o Top Ten Club, por que receberam uma grande proposta para serem contratados neste clube, desrespeitando o contrato com o Indra. Foi aí que o dono até chamou a polícia, denunciando George por ser menor de idade.

A caminho de Hamburgo em 1960, eles pararam em Arnhem na, depois de terem seguido um caminho errado. Lá, Williams, sua esposa Beryl, Lord Woodbine, Stuart Sutcliffe, Paul McCartney, George Harrison e Pete Best foram fotografados no memorial da guerra, possivelmente por John Lennon. Eles ainda passaram algum tempo circulando pela cidade.

A caminho de Hamburgo em 1960, eles pararam em Arnhem na Holanda, depois de terem seguido por um caminho errado. Lá, Williams, sua esposa Beryl, Lord Woodbine, Stuart Sutcliffe, Paul McCartney, George Harrison e Pete Best foram fotografados no memorial da guerra, possivelmente por John Lennon.
Eles ainda passaram algum tempo circulando pela cidade.

Mais recentemente, quando Tony Sheridan esteve no Brasil em janeiro de 2010, Allan Williams havia sido convidado pra vir juntamente com ele e Ray Johnson, produtor executivo do internacional Beatle Week, o Festival dos Beatles que acontece há anos em Liverpool, Johnson que também é o gerente geral do lendário Cavern Club.
Durante a coletiva de imprensa realizada em Vitória/ES, local da apresentação de Tony Sheridan, Johnson revelou o teor de uma conversa que teve com Allan Williams, que foi o primeiro empresário dos Beatles mas que desistiu da banda antes dela se tornar o sucesso mundial que foi: _“Eu disse, Alan, você está fazendo uma burrice em não ir comigo ao Brasil. E ele respondeu: ‘venho fazendo burrices há 60 anos. Foi por isso que perdi a banda’, contou Ray Johnson.

Rest in Peace

A Polêmica Historia que envolve o nome da Banda The Jet Black`s e sua fundação.

Muito já se falou da historia deste conjunto dos anos 60, tanto por historiadores como pelo legado em textos e fitas deixados por alguns de seus integrantes, a exemplo das três fitas que estão em posse do historiador Eduardo Reis e que tocam no assunto “fundação do grupo e a escolha do nome”.

A primeira fita trata-se de uma entrevista do Gato com Idalina de Oliveira em 1966 pela Rádio Tupi) onde ele fala sobre várias coisas, por exemplo:

·         Conta sobre o nome, dizendo que, na opinião dele, “The Vampires” é coisa de Transilvânia e não servia para nome de conjunto de rock´n´roll, e ele (Gato), forçou a mudança do nome, tendo escolhido o nome Jet Black´s, com apóstrofe e “S” em homenagem aos THE SHADOWS. Vejam que a história é quase a mesma contada por Jurandi, pois ele (Jura) fala que Zé Paulo havia escolhido o nome.

·          Gato cita Joe primo, fala que no início de 1962 ele pegou tuberculose e, contrariando o Jurandi, ele (Gato), Jairo (diretor da Chantecler) e o cantor Oswaldo Rodrigues, com a ajuda do prefeito de Campos do Jordão, o internaram no sanatório Nossa Senhora das Mercês em Campos do Jordão; Eloy, Guitarra base do conjunto Super Som T.A., entrou no lugar de Joe Primo.

·         Fala da sua saída dos The Jet Black´s alguns meses antes, e que estava tocando baixo no quarteto de Renato Mendes, no Johan Sebastian Bar. Quando Idalina pergunta o motivo ele diz que prefere não tocar no assunto.

A segunda fita, gravada em 1991 na casa de Guilherme Dotta, o Tico, por um jornalista da Folha de São Paulo. Nela o jornalista entrevista Jurandi, Gato e Tico, falam sobre vários assuntos e nas páginas tantas o jornalista pergunta a origem do nome. O Jurandi imediatamente fala que ele (Jura) sugeriu o nome e o Gato, de forma meio ríspida, retruca: VOCÊ? Creio que fui eu que batizei o grupo com este nome. O Jura fala qualquer coisa baixo e retoma o assunto com o comentário: Polemicas à parte o nome foi escolhido pelo grupo. Nesta entrevista fica claro que o Gato e o Jurandi não haviam esquecido as magoas do passado…

A terceira fita é uma entrevista com o Orestes, onde estavam Eduardo Reis, Foguinho e Orestes e este conta sobre a época da Boate Lancaster e quando perguntado sobre o nome do grupo ele fala que, “pelo que sabia” foi uma decisão do Gato e que este havia escolhido o nome em homenagem aos Shadows.

Porém, a verdadeira historia da mudança de nome quem conta é Primo Moreschi, o Joe Primo, legítimo e verdadeiro fundador do conjunto The Vampires, que depois se tornou The Jet Black`s!

“Para início de conversa, conheci o Gato quando o vi mexendo em um piano dentro dos estúdios onde eu (Joe Primo), Bobby De Carlo, Carlão, Zé Paulo e Jurandi, que formávamos “The Vampires”, ensaiávamos alguns cantores, os futuros participantes que iriam se apresentar no Programa Ritmos Para a Juventude, de Antonio Aguillar; Gato era ainda um ilustre desconhecido num canto do estúdio, o qual somente me chamou a atenção em razão de estar tirando alguns acordes do piano. Perguntei se ele sabia tocar piano, ele disse que arranhava um pouco, então o convidei para tocar e ele aceitou. Na semana seguinte, eu tive a ideia de conversar e sugerir a um dos integrantes amadores que testei e aprovei para participar do programa Ritmos para a Juventude (vai dai eu ter a liberdade de sugerir), cujo nome era Jet Blacks, e com as seguintes palavras eu lhe disse: Vem cá Jet Black! Você não quer trocar de nome com a gente?

Ele humildemente, e sorridente, respondeu prontamente que trocava sim. Então eu sugeri a ele que por ele ser magro e pequeno deveria se chamar Little Black, e nós The Jet Black´s.

Portanto é mentira que teve condição imposta pelo Gato para mudar o nome do conjunto, e muito menos consultei alguém além do Bobby De Carlo para mudar o nome The Vampires para The Jet Black`s.
Outra mentira deslavada, sem nenhum cabimento, está relacionada ao início do The Vampires: dizer que Jurandi, Zé Paulo, Orestes, Gato e Ernestico que iniciaram o conjunto, quando em verdade somente o Gato chegou a participar da segunda semana da fundação do The Vampires feita por mim, Joe Primo, Bobby De Carlo, Carlão, e aí sim, o Zé Paulo veio e foi quem convidou o Jurandi, que mal sabia tocar samba em alguma reunião do colégio que os dois estudavam.
O Ernestico só passou a fazer parte do conjunto quando, já como The Jet Black´s, começamos a tocar na Boate Lancaster. E o Orestes sempre foi cogitado, principalmente pelo Zé Paulo, para fazer parte integrante do The Jet Black´s, mas nunca daí dizer que ele iniciou quando ainda era The Vampires. (mentira deslavada, que inclusive cai em contradição até pela fotografia postada na página em questão, (uma tremenda montagem) tendo ao fundo uma bateria dos The Clevers sendo que esse conjunto só passou a existir após o Jurandi, Zé Paulo e o Gato, já se achando muito superior, não aceitavam mais participar do programa Ritmos Para a Juventude, daí Antonio Aguillar ter lançado o conjunto.

Esta é a foto polêmica , onde podemos ver o Joe Primo e o Carlão, porém a bateria tem o nome The Clevers.

Esta é a foto polêmica , onde podemos ver o Joe Primo e o Carlão, porém a bateria tem o nome The Clevers.

Portanto, essa foto é uma mentira, mas também serve para desmentir declarações do Jurandi de que o Orestes e Nestico iniciaram o The Vampires, pois nessa montagem não esta nem Orestes, e muito menos o Nestico. E vou mais além, nem mesmo o Zé Paulo; esse sim deveria estar. Quanto ao Orestes, só passou a integrar os The Jet Black´s, quando eu adoeci por ter dado tudo de mim até a saúde para poder fazer o The Jet Black´s ser sucesso. Passados alguns meses voltei e fui deixado de lado em prol de outro que já havia ocupado meu lugar. Em meu livro “O Protagonista Oculto dos Anos 60″ eu relato o passo a passo de como tudo aconteceu, com provas vivas até hoje, que podem e devem confirmar a veracidade dos fatos por mim relatados em meu livro de memórias.”

E tudo isso já foi revelado aqui mesmo neste Blog e visto nas redes sociais, mas sempre vale a pena mostrarmos de novo, inclusive por que tivemos também o depoimento de Bobby de Carlo sobre a veracidade dos fatos relatados pelo Joe Primo e endossados por Sérgio Vigilato, o Serginho Canhoto.

Bobby de Carlo fala sobre seu amigo e companheiro, Primo Moreschi.

Eu diria que Primo é um artista! Musico, pintor, compositor, poderia ser também um grande ator comediante. Lembro-me de um texto seu que em resumo seria isto:

“…Como você é linda, seu vestido branco, suas mãos tão delicadas, seu rosto tão lindo, sua pele clara, muito clara.
Porque não fala comigo?
Acorda! acorda! ACORRRRDA!!!
Pô!  Não vê que ela tá morta?”

Desculpe o humor negro, mas isso era coisa do Primo…

No meu primeiro LP pela gravadora Mocambo, gravei com os Megatons. Foi certamente um dos momentos de maior prazer na minha vida.
Sem imposição alguma, gravei o que queria da forma mais descontraída possível.
Com o bom humor do grupo, o clima era maravilhoso. Criei arranjos, participei como musico, convidei para participar em algumas faixas o Wanderley pianista, (ex Roberto Carlos), o Nestico sax do Jet´s, e nunca houve por parte dos Megatons, Primo, Bitão, Luiz, Renato e Edgar qualquer tipo de estrelismo.
Nós nos divertimos muito.  Coisa que não aconteceu quando da minha volta ao The Jet Black´s em l964, quando disse ao Jurandir para que criássemos algumas musicas, coisas próprias. Porem ele achava melhor “tirar” musicas de outros conjuntos, ou seja, copiar o original e tocar nos Jet Black´s. Coisas estas que fazíamos em nossa adolescência musical.
O Orestes saiu, e eu, desmotivado, saí também.

Serei sempre amigo do Primo, tenho-o em alta estima.
Tenho certeza que a década de sessenta será marcada positivamente em nossas vidas!”

Um grande abraço
Bobby.

Joe Primo, o Precursor da História dos Jet Black’s!

Joe Primo, nome artístico de Primo Moreschi, é uma dessas pessoas predestinadas e muito especiais, que vieram ao mundo para construir uma vida rica de fatos pitorescos e situações inusitadas, sempre convivendo com venturas e desventuras, desafiando a morte e a vida com muito bom humor e propriedade, tirando dos infortúnios, força para sobrepujar os obstáculos que permearam sua vida, sempre tirando ensinamentos ao longo de sua trajetória, sem jamais esmorecer.
Filho dos italianos Concheta e José Moreschi, Primo foi o caçula de nove irmãos e ainda muito pequeno perdeu a mãe e em seguida o pai, tendo que viver de um lado para outro, sem um lar, primeiro de favor na casa de irmãos, depois tendo que trabalhar desde tenra idade para pagar seu próprio sustento em pensão domiciliar.
Ainda quando tinha de sete para oito anos de idade, Primo teve o primeiro contato com os instrumentos musicais, pois acompanhava seu irmão mais velho nos ensaios de sua banda country chamada Rancheiros da Paulicéia. Eles tocavam na Rádio América e Primo acompanhava os ensaios e assim aprendeu também a tocar violão e guitarra.
Primo nasceu artista e por necessidade aprendeu a profissão de retocador de retratos para ter o seu próprio sustento, e também exerceu a profissão de fotógrafo. Além disso, costumava compor canções e um belo dia a oportunidade de entrar para o meio artístico surgiu em um encontro casual com o compositor Américo de Campos.
Joe Primo gravou seu primeiro disco e tornou-se conhecido em 1961, com as músicas “Ela me fez de limão” e “Água de cheiro” sendo transmitidas pela Rádio Nacional de São Paulo, chegando às paradas de sucesso.
Foi em suas andanças pelas rádios de São Paulo para a divulgação do seu 78rpm que Joe Primo teve oportunidade de voltar à Rádio Nacional para participar de um programa de lançamentos musicais, intitulado “Ritmos para a Juventude”, cujo apresentador era Antonio Aguillar. Foi nessa época que ele teve a ideia de formar um conjunto de Rock para acompanhar os cantores que se apresentavam naquele programa, e juntamente com o amigo Roberto Caldeira dos Santos, o Bobby de Carlo, fundou o conjunto The Vampires, que viria a ser The Jet Black’s, em um tempo em que o Rock’n’Roll começava a marcar presença no Brasil.
Foi assim que o menino órfão, que passou tantas privações na vida, tendo sido até mesmo acometido por grave doença, precisando ser internado no Sanatório Nossa Senhora das Mercês em Campos do Jordão para se tratar da doença que o acometeu devido a ter passado fome e frio em suas peregrinações pelas rádios e gravadoras em busca de divulgação dos discos do conjunto, iniciou os primeiros passos para que o Brasil tivesse uma das mais queridas e famosas bandas de Rock Instrumental, The Jet Black’s, cujo sucesso foi tanto que mesmo tendo já se passado mais de 50 anos do início de tudo, não há quem não tenha ouvido falar nela!
Primo Moreschi ainda formou Os Megatons, um grupo que se destacou pelos sons exóticos e criativos perpetuados na música jovem, antes de se retirar definitivamente do meio artístico para viver em Campo Grande/MS, onde constituiu família e tornou-se reconhecido empresário da indústria de moveis planejados e exclusivos.

“O PROTAGONISTA OCULTO DOS ANOS 60”

“Setlist” dos Shows de Renato e Seus Blue Caps no Brasil.

E para fechar o ano em grande estilo, o que lhes apresento aqui é o esquema de um show de Renato e Seus Blue Caps. Basta clicar no link e assistir este show de Rock and Roll!

Renato Barros já explicou ao seu público nesta gravação que fizemos via Internet, como se deu a escolha das canções que a banda apresenta em seus shows pelo Brasil…

Muitas pessoas que ainda não tiveram oportunidade de estarem presentes em um Show de Renato e Seus Blue Caps gostariam de ter ideia de como é a apresentação da banda.
Desta forma, vou colocar abaixo o roteiro e alguns vídeos filmados por fãs, o que também poderá servir futuramente como documentário para os historiadores do Rock and Roll nacional. 😉

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Abertura: Vinheta / A Primeira Lágrima

Pou pourri de Sucessos gravados pela Banda:

Como num sonho
Se você soubesse

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Não te esquecerei


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O meu primeiro amor
Até o Fim


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Você não soube amar


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Dona do meu coração


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Apresentação da banda


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Gatinha Manhosa


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Hotel California


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Ana
Playboy
Não volto mais

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Cláudia


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Garota Malvada


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Renato faz homenagem a Charlie Chaplin

Smile

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Momento Autoral (tocam algumas canções compostas por Renato Barros)

Devolva-me

A Pobreza

Não sabia que você existia


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Você não serve pra mim

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Homenagem aos colegas da Jovem Guarda

Festa de Arromba
O Pica pau
Pode vir quente
O Bom


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Internacionais

Pretty Woman


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Day Tripper

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Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones


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Satisfaction

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Parte Final – Grandes sucessos da banda

Feche os olhos


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Não me diga adeus jamais

Meu bem não me quer
Menina Linda