A Lenda Viva do Rock Brasileiro está aniversariando!

Hoje, 27 de setembro, está aniversariando o músico, cantor e compositor considerado atualmente o maior roqueiro do Brasil, que é Renato Barros, uma lenda viva!

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Tanta homenagem Renato já recebeu, mas eu não poderia deixar de enviar a ele nesta data também a minha, ele que muito antes da Jovem Guarda existir, já fazia sucesso e estava no topo das paradas com a sua versão da canção composta por Lennon & McCartney, “I should have known better”, a famosa “Menina Linda”!

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Idealizador da banda Renato e Seus Blue Caps, fundou, criou e cuida dela como a um filho, um grupo amado e seguido por muita gente de diferentes gerações, que segue em frente com uma agenda de shows pelo Brasil afora…

Profissional do mais alto nível, Renato é proativo e nunca seguiu a maré; usava desde sempre sua inteligência, criatividade e perspicácia para estar sempre um passo à frente da maioria, conseguindo ser diferente de todos, destacando-se dos demais na trajetória de sua banda.

Um exemplo é o sucesso dos shows de Renato e Seus Blue Caps até hoje, sempre lotados e diferenciados, que Renato idealizou e montou dentro de suas convicções, apresentando inovações como o muito elogiado momento Chaplin com a interpretação da canção “Smile”, levando o público muitas vezes às lágrimas de emoção.

Dono de uma simplicidade ímpar, Renato é desprovido de soberba e nunca fez questão de qualquer destaque na mídia, mas tem muito orgulho e defende seu grupo com a maior excelência e capacidade que lhe são peculiares, fazendo de Renato e Seus Blue Caps uma lenda nacional, sendo ela a banda de Rock and Roll mais antiga do mundo em atividade! (Não, não são os Rolling Stones, eles começaram em 1962… rsrs).

Tive o privilégio de ouvir e conhecer Renato e Seus Blue Caps nos primórdios de seu sucesso, sou fã de carteirinha até hoje e se depender de mim, a historia da banda será sempre contada para que as futuras gerações tomem conhecimento do que foi e continua sendo este conjunto criado pelo “Bacaninha da Piedade”.

Então, só me resta lhe dar parabéns Renato, agradecer por você ser meu amigo, pessoa maravilhosa, e dizer que de minha parte quero muito que você continue assim, sempre com muita saúde, tocando sua guitarra elétrica, compondo suas melodias, cantando canções “dor de cotovelo” com o seu violão nas noites Tijucanas, encantando sempre com o seu carisma.

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Receba todo meu carinho e admiração.

Feliz aniversário, um abraço da sua fã,

Lúcia Zanetti

Ídolos não morrem, ídolos não envelhecem! Entram em nossas vidas sem pedir licença e nos acompanham por toda nossa existência. Ídolos não são fabricados para serem consumidos num momento e esquecidos no seguinte… Ídolos são para sempre!

“Jai Guru Deva OM” – “Glória ao nosso Mestre e Senhor, Amém”!

John Lennon Pintura: Hugo Rhoden

John Lennon
Pintura: Hugo Rhoden


Na canção “Across the Universe” há a frase “Jai Guru Deva OM”, cujo significado eu queria entender, então perguntei ao meu amigo Gops Krishna, que é da Índia, e ele traduziu a expressão dizendo:

“Jai Guru Deva Om” means “Victory to Preacher(or Teacher)Lord Amen. => “Jai Guru Om significa” Glória ao Senhor Amém!

Jai – Victory / Glory – Glória
Guru- Teacher – Mestre
Deva – Lord – Senhor
Om – Amen – Amém

Então… “Glória ao nosso Mestre e Senhor, Amém”!

“Across The Universe”
Words are flowing out like endless rain into a paper cup
They slither wildly as they slip away across the universe
Pools of sorrow, waves of joy are drifting through my opened mind
Possessing and caressing me
Jai Guru Deva OM
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Images of broken light which dance before me like a million eyes
They call me on and on across the universe
Thoughts meander like a restless wind inside a letter box
They tumble blindly as they make their way across the universe
Jai Guru Deva OM
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Sounds of laughter, shades of life are ringing through my open ears
Inciting and inviting me
Limitless undying love which shines around me like a million suns
It calls me on and on, across the universe
Jai Guru Deva OM
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Nothing’s gonna change my world
Jai Guru Deva
Jai Guru Deva
Jai Guru Deva
Jai Guru Deva
Jai Guru Deva

“Jai is to praise… guru deva is the spiritual guru… ohm is the ultimate truth… that is when we come to know the ultimate truth of life through our spiritual guru ‘nothings gonna change my world’… tht is no distraction can divert u frm the path of truth… its my interpretatn…” ( Sayantan Ghosh)

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Renato e Seus Blue Caps em Belo Horizonte: Registros

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FOTOS

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“Lucinha tem razão e nosso coração pulsa mais forte de emoção.
Bateu solidão e este poder de atração da arte é pura inspiração.
Que viagem voltar ao passado das lembranças e ver a rapaziada animada.
Era madrugada e este 11 de setembro de 2016 foi tão marcante.
A casa ficou lotada e a galera animada cantava as belas canções de Renato e seus Blues Caps.
Os cara brilharam em cima do palco e nos bastidores tiveram carinho com seu publico. Ele recebeu no Camarim os amigos e convidados e fica o recado: Renato Barros é merecedor de tudo que está acontecendo com ele, pois tem o poder de fazer as coisas acontecerem e convencer a todos que ele é filho da arte, da nobre arte.
Existiu uma geração que viu estes caras reproduzirem com fidelidade as belas versões das canções dos garotos de Liverpool.
Londres é logo ali na esquina do pensamento, e tudo é uma questão de momento.
Congelar o tempo, ah!.. precioso e preciso é o tempo, ele lembrou com carinho de Carlitos que é considerado o pai da sétima arte.
Uma gravação simples, mas serve como acervo para quem ama o nosso Renato Barros (e seus Blue Caps).”

Por Carlos Cunha, um poeta mineiro que esteve no show e fez a gentileza de me enviar todos estes registros!😉

Muito grata a você, Carlos Cunha,

da fã número um de Renato e Seus Blue Caps,

Lucinha Zanetti
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PRÓXIMOS SHOWS

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Entrevista de Renato Barros para a Rádio Itatiaia de Belo Horizonte.

Entrevista de Renato Barros ao programa “Itatiaia Dona da Noite”, apresentado por José Carlos Piotto, da Rádio Itatiaia, Belo Horizonte / MG, realizada em 03 de setembro de 2016.

Prestes a realizar um grande show na Casa de Espetáculos Granfinos em Belo Horizonte, Renato foi convidado a dar esta entrevista para a Rádio Itatiaia, onde teve a oportunidade de contar um pouco da trajetória de sucesso de sua banda RENATO E SEUS BLUE CAPS.
Entre outras coisas, relembra o comunicador Elmar Tocafundo, antigo divulgador da CBS em Minas e convida a todos para o show a ser realizado na Casa de Espetáculos GRANFINOS em Belo Horizonte, no dia 10 de setembro próximo, a partir das 21h.

Membros da banda em atividade:

Cid Chaves Vocal (Sax)
Darci Pereira Velasco (Tecladista)
Gelsinho Morais – Baterista
Amadeu Signorelli – Baixista
Renato Barros – Guitarrista e líder da banda

Show na Casa de Espetáculos GRANFINOS
Endereço: Av. Brasil, 326 – Santa Efigênia Belo Horizonte/MG

“AUMENTA QUE ISSO É ROCK AND ROLL!”😉

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Entrevista de Renato Rádio Itatiaia

Da música para a Literatura: a Poesia de Hamilton Di Giorgio!

Hamilton Di Giorgio

Hamilton Di Giorgio

Cantor e Compositor da década de 1960 (1959-1968), Hamilton nasceu em 20 de setembro 1942 e viveu a sua adolescência em Tremembé, São Paulo, onde cantava para os seus amigos músicas que ouvia no Hit Parade que era transmitido toda semana pela Rádio Excelsior.

Um dia participou do programa “A Boite do Minguinho” da Rádio São Paulo, e foi indicado para o então animador de música jovem da Rádio Panamericana (depois Jovem Pan), Miguel Vaccaro Neto, jornalista e radialista que apresentava novos talentos em seus programas de rádio.

Daí para o sucesso foi um passo, e sua primeira gravação, “My Heart is an Open Book”, vendeu perto de 100.000 cópias!
Hamilton iniciou sua carreira no selo Young, que daria origem à Fermata.

Na Young, Hamilton ainda gravou outros sucessos como “Teenage Sonata”, que deu nome a uma coletânea de músicas feita com muito esmero por Tony Campello.

Com ele, na gravadora Young, ainda nasceram vários artistas como Demétrius, The Jet Black’s, Marcos Roberto, Prini Lorez, entre outros.

Quando esse grupo da Young se desfez, Hamilton foi para a Chantecler e fez sucesso com a canção Anjo Triste, uma versão sua de Blue Angel, de Roy Orbison.

Quase nada foi feito de “doo wop” no Brasil, mas uma gravação se destaca com o grande Hamilton Di Giorgio, nesta versão do sucesso de THE DELL VIKINGS, DE 1956, intitulado COME GO WITH ME!

Sua carreira ainda se estendeu para a Fermata, com “Meu Mundo” e RCA Victor, onde lançou seu último disco, O Bolha / O Mar.

“Anjo Triste” Hamilton di Giorgio em reportagem de Josino Teodoro para da revista Melodias, no tempo que lançou o compacto-simples 'O bolha' / 'O mar' pela RCA Victor.

“Anjo Triste”
Hamilton di Giorgio em reportagem de Josino Teodoro para da revista Melodias, no tempo que lançou o compacto-simples ‘O bolha’ / ‘O mar’ pela RCA Victor.

Anúncio na revista do compacto que ele lançou em 1966 (“O bôlha” / “O mar”) e as capas do disco.

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“O Mar” – Um vídeo com a participação de seu filho Renato Di Giorgio

Como Compositor, Hamilton tem mais de 100 obras entre composições e adaptações, algumas gravadas por ele mesmo. Entre elas, encontramos “Lobo Mau”, uma versão de The Wanderer, composição original de Dion Di Mucci & The Del Satins, 1961, gravada por Tony Campello / Renato e Seus Blue Caps / Roberto Carlos, “Chapeuzinho Vermelho” (The Jet Black’s), “Estrela que Cai” (Os Caçulas), “Na Noite que se Vai” (Agnaldo Timóteo) entre outras.

Miguel Vaccaro Neto entrevista em seu programa Hamilton Di Giorgio e Tony Campello.

Hamilton Di Giorgio nos anos 60 Foto do acervo do cantor

Hamilton Di Giorgio nos anos 60
Foto do acervo do cantor

Hamilton participando do Programa Ritmos para a Juventude, com Antonio Aguillar

Hamilton participando do Programa Ritmos para a Juventude, com Antonio Aguillar

Hamilton trabalhou 50 anos com Informática e agora está aposentado. No momento está passando por um tratamento em fase de cura no Hospital do Câncer em São Paulo, e em 2013 perdeu a voz devido a um AVC que lhe deixou com dificuldade para falar.

Hamilton também escreve poesias…

Seguem algumas delas publicadas por ele em uma rede social…

Poesias que eu rasguei

Poesias que eu rasguei
Onde estão?
Agora já não sei
P’rá onde vão
Os sonhos que sonhei,
P’rá onde vão?
Poesias que eu rasguei
Que diziam?
Agora já não sei
Aonde iam
As velas que soltei
Aonde iam?
Poesias que eu rasguei
– Que maldade!
Nem sonhos que sonhei
Nem velas que soltei
– Só saudade!
(28/08/2016)

Rosa de prata

Momento lento
Tarde distante
Errante
No esquecimento…
O último dia claro
Findava
Soerguendo um anteparo
De lava
Por todas as primaveras
Retidas
Em cárceres de quimeras
Há muito desconhecidas
E a última noite escura
Se abria
Nos cálices de frescura
(De que beberei um dia)
Para aclamar-te a chegada,
Rosa de prata!
– Quantia de amor exata
E eternizada!
A folha queimada no passo
Retardado
Das madrugadas de aço
Forjado
Não pôde nublar-te a vida
Rosa de prata
De encontro e de despedida
Sem data
Nem pode tirar-te a luz
Rosa de prata
O mundo que me seduz
E, pouco a pouco, me mata
Porque foste, no instante,
Rosa de jade
Entre o amarelo inconstante
E o frio azul da saudade!
(04/08/2016)

Revelação

Antes que o sol tenha o encosto
Da terra
Eu devo estar no meu posto
De guerra
Porque tenho o dia raro
E a noite infinda
E não sei se sigo ou paro
Se é ida ou vinda!
(Antes do vento soprar
Eu quero estar no horizonte
Laçando nuvens,
Cheio de orvalho na fronte
Laçando nuvens…)
Às vezes ouço ruídos
E passos
Que me transformam os ouvidos
Em braços
A procurar num infinito
De plasmas
O incomensurável rito
De companheiros fantasmas
(Antes da chuva cair
Eu quero ser primavera
Gerando flores
Adormecido na espera
Gerando flores…)
Qualquer mundo a que me leve
É muito pouco
Pago sempre a quem me deve
E nunca recebo troco
Sempre espero o que não vem
Minha chegada
Não pode chegar além
Do nada!
(Antes do sonho acabar
Eu tenho que ser destino
Guiando estrelas
No universo purpurino
Guiando estrelas…)
Depois de tudo passar
Que se apercebam de mim.
Todos têm o endereço
Do começo
E eu, do fim!
(24/07/2016)

Primeiro Esboço
Agora, ainda mesmo que queiramos,
Já não podemos mais nos separar;
Estamos perto quando longe estamos,
Nossos lugares são um só lugar.
Agora, ainda mesmo que escondamos,
Nossos relógios marcam a mesma hora;
E as duas vidas que, antes, só sonhamos,
São uma vida, apenas vida, agora.
São duas mentes – um só pensamento,
Duas pinturas – mas a mesma cor,
Duas sementes num mesmo rebento:
Somos dois caules de uma mesma flor!
(19/06/2016)

O que fui…O que sou
Na sombra do que fui
Repousa o que sou
Só sou o que não fui
Só fui o que não sou
E fui de utopia
E sou de realidade
E fui de calmaria
E sou de tempestade
Cansado do que fui
Passei para o que sou
E agora, do que fui,
Saudade é no que sou
E fui de azul-celeste
E sou de cinza-pardo
E fui de verde agreste
E sou de seco fardo
No tempo do que fui
Brincava do que sou
E fui o que não fui
E sou o que não sou!
(Num elevador vazio)
(19/06/2012)

Aurora eletrônica
Eu vou me lembrar de agora
Por entre os semi-destinos
Que me espreitam nesta aurora
De sinos
Eu vou me lembrar do jogo
E do abismo de espaço
Dos horizontes de fogo
E do palhaço
Eu vou me lembrar do tônico
Espairar, qua nada alcança
Do infinito eletrônico
E da esperança
Eu vou me lembrar do hino
E da surpresa contida
Do tribunal repentino
Da vida
E vou me lembrar, sonhando,
Do céu, do amor, da cidade,
Das silhuetas queimando
E da saudade!
(28/05/2012)

Nuvenzinha
Poesia ao sol
Que, enfim, saiu
E a nuvenzinha
Do céu sumiu
Mas tudo, ainda
Treme de frio
E a nuvenzinha
Do céu sumiu
Cantam os pássaros
Em liberdade
Será que o sol
Sentiu saudade?
E a nuvenzinha
P’rá onde vai?
Deixando a terra
Daqui não sai
Poesia ao sol
Que volta enfim
E a nuvenzinha
Dentro de mim
(23/05/2016)

Revelação
Antes que o sol tenha o encosto
Da terra
Eu devo estar no meu posto
De guerra
Porque tenho o dia raro
E a noite infinda
E não sei se sigo ou paro
Se é ida ou vinda!
(Antes do vento soprar
Eu quero estar no horizonte
Laçando nuvens,
Cheio de orvalho na fronte
Laçando nuvens…)
Às vezes ouço ruídos
E passos
Que me transformam os ouvidos
Em braços
A procurar num infinito
De plasmas
O incomensurável rito
De companheiros fantasmas
(Antes da chuva cair
Eu quero ser primavera
Gerando flores
Adormecido na espera
Gerando flores…)
Qualquer mundo a que me leve
É muito pouco
Pago sempre a quem me deve
E nunca recebo troco
Sempre espero o que não vem
Minha chegada
Não pode chegar além
Do nada!
(Antes do sonho acabar
Eu tenho que ser destino
Guiando estrelas
No universo purpurino
Guiando estrelas…)
Depois de tudo passar
Que se apercebam de mim.
Todos têm o endereço
Do começo
E eu, do fim!
(23/05/2012)

Procura
Procura pura
Água de rosa feita em pendão
Talvez eu durma amanhã
Hoje, não!
Poesia fria
Rocha de aresta dourada
Encontro da madrugada
Com o dia
Talvez que me exista a sorte
Escondida
Por entre as chamas da morte
Em vida
Ou, talvez, me reste o canto
Calado
E um céu tristonho de encanto
Nublado
Porém, procura!
Procura santa
Procura tanta
Qua a rama arcada
Desova a água de rosa
E volta ao nada!
(16/05/2012)

Síntese
O vento tocava liras
Nos ramos de eletricidade
Enquanto gerava espiras
Planejando a tempestade
E a noite extraviada
Do seu rumo rotineiro
Abria-se numa estrada
De flores, sem paradeiro
Quando a musa, adormecida,
Retornou à sua meta
Trazendo nas mãos a vida
E o destino do poeta:
Padecemos todos
De nós mesmos
Porque somos tantos
E, ao mesmo tempo, ninguém
(E nossos mutismos
São nossos versos também)
A palavra escrita
Limita
A nossa explosão estética
E apenas conseguimos
Derramar nas folhas
Uma vaga ideia
Do que transportamos
Nossos amores fundamentais
São tão fugidios
Que mal podem tomar forma
E se esvanecem…
Nossas crenças e descrenças
Andam juntas, justapostas
Num latifúndio de espaço
Onde, entre escamas esparsas,
Vagam os touros bravios
Brincando de primavera!
O mundo físico
Não existe realmente,
Embora nos engane sempre
(Somos cobaias de um deus
Onipotente)
Não nos molhamos na água
Nem nos queimamos no fogo
Vivemos do que está perto
De novo
Os nossos ouvidos ouvem
Aquilo que os outros vêm
(Estamos a um sentido
Além)
E sempre que conseguimos
Expor alguma verdade
Sepultamos um destino
Dando à luz uma saudade!
(14/05/2012)

Nascimento
A noite gira
Na face convexa
Da terra
Que volta molhada
Toda madrugada
E eu:
(Janela de um mundo
De fundo
Complexo
Sem nexo
Nem sexo)
Contando as estrelas
Que formam a corrente
Cadente
Que abre o meu peito
E penetra queimando
Deixando
Em lugar da certeza
O incerto…
Eu falo outra língua
Por isso não me compreendem!:
Gosto das coisas não tidas
E dos dias não passados
Das lembranças esquecidas
E dos sonhos não sonhados
Gira, gira, gira noite
Em volta do meu chapéu
Que numa das tuas voltas
Eu fico preso no céu
Gira, gira, gira noite
E, enquanto tudo for,
Eu também serei a vida
A esperança e o amor
Gira, gira, gira noite
Que nesta volta incompleta
Morrendo a felicidade
Está nascendo um poeta!
(29/04/2016)

Terceiro esboço
Estou chegando
Sem ter partido
Estou voltando
De onde não fui
Por uma estrada
Acidentada
Num céu cortado
Todo de azul
Tudo é poesia
Subitamente
Na atmosfera
Da eternidade
Cantam os átomos
Cheios de cores
Florindo amores
Pela cidade
Estive ausente
Por tanto tempo
Por tanto espaço
Corrido a esmo
Que, reconheço,
Na estranha guerra
Nada buscava
Só a mim mesmo!
Fui o mudado
E me mudou
O que os outros
Têm conservado
(“Somos iguais
nas diferenças
E diferentes
Nas igualdades”)
Estou chegando
Sem ter partido
Na despedida
Nem tive adeus
Estou voltando
Para os teus braços
O amor existe
Graças a Deus!
(07/07/2013)

Nascimento
A noite gira
Na face convexa
Da terra
Que volta molhada
Toda madrugada
E eu:
(Janela de um mundo
De fundo
Complexo
Sem nexo
Nem sexo)
Contando as estrelas
Que formam a corrente
Cadente
Que abre o meu peito
E penetra queimando
Deixando
Em lugar da certeza
O incerto…
Eu falo outra língua
Por isso não me compreendem!:
Gosto das coisas não tidas
E dos dias não passados
Das lembranças esquecidas
E dos sonhos não sonhados
Gira, gira, gira noite
Em volta do meu chapéu
Que numa das tuas voltas
Eu fico preso no céu
Gira, gira, gira noite
E, enquanto tudo for,
Eu também serei a vida
A esperança e o amor
Gira, gira, gira noite
Que nesta volta incompleta
Morrendo a felicidade
Está nascendo um poeta!
(22/07/2012)

Definição de passado
Era passado e, por ser passado,
Era passado para ser presente
Mas é futuro que não é futuro
Pois é futuro para ser passado
Eu era, para ser como não sou
Vivia de viver o que não vivo
Sonhava de sonhar como não sonho
Não via para ver o que hoje vejo
Se eu soubesse que ia ser assim
Não venceria para ter vencido
Se hoje é ter vencido p’rá perder!
Se eu soubesse que ia ser assim
Não viveria para ter saudade
Se hoje é ter saudade p’rá viver!
(22/06/2012)

Tempestade
Sibila o vento
Na grade
Planejamento:
Já é tarde!
Baila nos ares
Poeira aquática
De todos os mares
E a estática
Num rito ardente
E alterno
Planta a semente
Do inferno!
Sibila o vento
Na grade
É amor
É solidão
É tempestade!
(E, por que não,
Saudade?)
(15/07/2012)

A menina da caneca

Já ia mesmo deitar
E tirar uma soneca
Quando me entrou pelo olhar
A menina da caneca

Era cedo, manhãzinha
Nem de sol, nem de garoa
Que aspecto triste ela tinha
Pés descalços, roupa à toa

Vai à venda buscar leite
E pão, talvez, mal desponta
O sol que, só para enfeite,
Não traz calor – traz a conta!

O seu mundo está ocupado
Nele não existe boneca
Nem a bola, nem o dado
Nem, ao menos, a peteca
Nele só existe um cuidado
(A menina ou a caneca?)
(07/09/2016)

Pedido

Rosa muda
Mudada
Quanto tempo nos separa?

Os espinhos vão caindo
No precipício de espaço
E, do tempo, vão surgindo
Inúmeras gotas de orvalho
Que se acercam dos teus pés
Para deixar-te jamais

Rosa mutante
Do instante
A quantos vai tua hora?
És amanhã ou agora?
(Ou nunca mais?)

Em um ponto do infinito
Eu te espero, rosa vária
Apressa-te na corrente
Como uma nave corsária
Entrecortada de vento…

(Que o meu lado
Cansado
Já se perde
Em esquecimento!)

Aurora eletrônica

Eu vou me lembrar de agora
Por entre os semi-destinos
Que me espreitam nesta aurora
De sinos

Eu vou me lembrar do jogo
E do abismo de espaço
Dos horizontes de fogo
E do palhaço

Eu vou me lembrar do tônico
Espairar, que nada alcança
Do infinito eletrônico
E da esperança

Eu vou me lembrar do hino
E da surpresa contida
Do tribunal repentino
Da vida

E vou me lembrar, sonhando,
Do céu, do amor, da cidade,
Das silhuetas queimando
E da saudade

A menina da caneca

Já ia mesmo deitar
E tirar uma soneca
Quando me entrou pelo olhar
A menina da caneca

Era cedo, manhãzinha
Nem de sol, nem de garoa
Que aspecto triste ela tinha
Pés descalços, roupa à toa

Vai à venda buscar leite
E pão, talvez, mal desponta
O sol que, só para enfeite,
Não traz calor – traz a conta!

O seu mundo está ocupado
Nele não existe boneca
Nem a bola, nem o dado
Nem, ao menos, a peteca
Nele só existe um cuidado
(A menina ou a caneca?)

Culpa

A minha sombra da lua
O meu caminho na rua
Será que sou mesmo eu?
Um sorriso de tristeza
Um tamanho sem grandeza
Será que tudo isso é meu?

Onde está a tranquilidade
A segurança e a saudade
Que sempre trago ao chegar?
Onde ficou a esperança
E o meu olhar de criança
E a vontade de sonhar?

Bem melhor seria tudo
Neste cemitério mudo
Que rodeia o meu pesar
Decompor-se e, finda a guerra,
Desaparecer na terra
Para nunca mais voltar!

A minha sombra da lua
O meu caminho na rua
Tudo parece ser meu!
Meu sorriso de tristeza
Meu tamanho sem grandeza
– Hoje o culpado fui eu!

Camélia velha

Camélia velha
Luar de prata
Que se avermelha
Depois se mata
No precipício
Da gravidade
(Que desperdício,
Monstruosidade!)

Por quanto vives?
Talvez um mês
Talvez um ano
Ou mesmo três…
– Perdi, na conta,
A realidade
Camélia tonta
Da eternidade!

O ramo verde
De onde pendeste
Dirá, ao ver-te:
– Pobre coitada!…
E outras camélias
Com desconforto
Verão que ele
É que está morto!

Só tu que vives
Porque és aquela
Que não é branca
Nem amarela
Que não é telha
Nem é vermelha
Que não é verdade
– É só saudade!

Renato Barros, o maior roqueiro do Brasil e sua “Fuzz Guitar” além das fronteiras.

Renato

Ano passado publiquei aqui um texto de Henrique Kurtz, intitulado “A importância de Renato Barros e sua guitarra Fuzz para o Rock e a Jovem Guarda!

Segue agora outro texto sobre a guitarra de Renato, escrito por um dos seus maiores fãs, o músico e compositor Sérgio Moraes, da banda Canibais do Sertão, de Recife/PE

Em 1961 Renato e Seus Blue Caps gravou o disco “Twist”, e não por acaso, o primeiro Rock and Roll gravado no Brasil.

E Renato Barros nos anos 60 aterrorizou toda a MPB com a sua guitarra elétrica distorcida. A nova adaptação das sonoridades beat, merseybeat e Beatles foi genial, afirmando uma sonoridade particular que contribuiu decisivamente para construir a versão brasileira da Beatlemania e do Rock brasileiro.

Fernando Rosa escreveu no livro “A Historia Secreta do Rock Brasileiro”: “A guitarra de Renato Barros teve um papel fundamental no desenvolvimento do Rock brasileiro, da mesma forma que a Tropicália não não seria a mesma sem a guitarra de Lanny Gordin; o Rock no Brasil não teria afirmado sua particular sonoridade sem a guitarra de Renato Barros.”

Os álbuns “Isto é Renato e Seus Blue Caps” e, especialmente, “Um Embalo com Renato e Seus Blue Caps” são exemplos dessa sonoridade que marcou a música jovem brasileira dos anos sessenta.

Renato Barros foi além dos limites da comportada guitarra iê-iê-iê, criou seu próprio estilo, sua marca, sua identidade. Uma sonoridade FUZZ inconfundível, como uma espécie de “Link Wray”** da Jovem Guarda, ele deixou as marcas do FUZZ da sua guitarra, da sua agressividade e da sua genialidade em músicas como “Sim, sou feliz”, (com a sua banda), “Coração de Pedra” (com Os Jovens) ou na clássica “Você não serve pra mim” (de autoria do próprio Renato, gravada por Roberto Carlos nos vocais, Renato na guitarra e os Blue Caps, no disco Roberto Carlos em Ritmo de Aventura.
**Link Wray, ou seja, Fred Lincoln ‘Link` Wray Jr., que foi um guitarrista de rock and roll americano, compositor e vocalista que tornou-se muito popular nos anos 50 com o som de sua guitarra elétrica distorcida nas suas primeiras gravações.

Junto com Roberto Carlos, a guitarra de Renato Barros cruzou as fronteiras latinas.

Ele também era o guitarrista mais requisitado para acompanhar os grandes artistas da época, muitas vezes sozinho, outras vezes com seu irmão Paulo César Barros no Baixo (considerado o maior baixista do Brasil) e às vezes com a sua banda, os Blue Caps.

Sua guitarra pode ser ouvida nos principais discos de Roberto Carlos dos anos 60 (Splish Splash, É proibido Fumar, Roberto Carlos Canta para a Juventude, Jovem Guarda, Eu te Darei o Céu, RC Em Ritmo de Aventura, As Flores do Jardim da Nossa Casa e o clássico épico, O Inimitável).
Algumas mais singelas, mas não menos impactantes como no disco O Inimitável, de Roberto Carlos, nas canções “Eu te amo, te amo, te amo”, “Nem mesmo você” e em tantas outras.

A Jovem Guarda produziu grandes guitarristas, como José Provetti, o Gato do The Jet Black`s, Risonho, dos Incríveis, ou ainda outros nomes como Bogô, dos Beatniks, que acompanhava Roberto Carlos nos programas da TV Record, mas entre todos, destaca-se a figura de Renato Barros.
Assim, pode-se afirmar com total convicção que Renato Barros é o verdadeiro pai do Rock brasileiro!

Por Sergio Moraes, da banda Canibais do Sertão (Recife/PE)

Uma curiosidade: em 1972 Renato lançou um disco com o pseudônimo de Richard Brown…

Richard Brown LP 1

Richard Brown LP 2

Richard Brown LP 3

 

The Beatles Ultra Rare Trax

Ultra Rare Trax foi uma série de gravações piratas dos Beatles, caracterizando outtakes de estúdio, que apareceu pela primeira vez em 1988. Aproveitaram-se de uma brecha legal conhecida como a “lacuna de proteção” que permitiu aos “bootleggers” lançarem gravações antigas, devido às ambíguas leis de direitos autorais. No total, oito volumes foram produzidos. Este não foi o primeiro Bootleg dos Beatles a aparecer em CD, mas foi o primeiro a conseguir atenção generalizada com os bootleggers, porque a sua qualidade de som mostrou o que a remasterização digital foi capaz de fazer.

Historia

O bootleg apareceu depois que John Barrett, um engenheiro dos Estúdios Abbey Road, realizou uma auditoria do material nos arquivos do estúdio em 1984 e fez backups em fitas com a estrita condição de que elas não seriam copiadas ou vendidas. No entanto, um colecionador holandês conseguiu comprar algumas fitas de estúdio por US $ 20.000, as quais foram posteriormente revendidas a um fã alemão, Dieter Schubert. Schubert acreditava que quaisquer gravações de estúdio feitas antes da ratificação da Alemanha da Convenção de Roma em 1966 eram de domínio público no país e, portanto, decidiu criar seu próprio selo de bootleg, chamado Swingin`Pig, e lançou seus títulos em CD. O logotipo e o nome foram baseados no selo da marca de qualidade do bootleg anterior, que regularmente apresentava os trabalhos de arte de William Stout em suas capas.

Um bootlegger alegou que este seria “o lançamento mais importante na história dos CDs … a qualidade simplesmente explodiu as mentes das pessoas”. O autor Clinton Heylin acredita que algumas faixas da série Ultra Rare Trax soavam ainda melhores do que as então recentes reedições em CD do material oficial da EMI.

A EMI Records, que detinha os direitos autorais de gravações em estúdio dos Beatles, foi muito infeliz de ter alguém que efetivamente roubou o trabalho sobre o qual eles tinham direito assegurado e este material ter sido lançado. Um representante ficou “mortificado” ao descobrir que o primeiro volume da Ultra Rare Trax continha gravações inéditas de “I Saw Her Standing There” e “Strawberry Fields Forever”, e a gravação original feita em 1963 de “One After 909” que pretendiam ter lançado no álbum Please Please Me. O representante da EMI, Mike Heatley, disse em uma entrevista à revista ICE que ele não tinha idéia de como um bootlegger tinha conseguido obter tais gravações em alta qualidade.

O bootleg também convenceu os fãs de que havia muito mais material inédito nos cofres da EMI do que se pensava antes.

Parte do material constante da série Ultra Rare Trax foi posteriormente lançado oficialmente na série Anthology em meados da década de 1990, embora Michael Callucci, escrevendo para a revista Classic Rock, afirma que os bootlegs originais ainda valem a pena serem ouvidos por que contêm material que não está no lançamento oficial.

Fonte: Wikipedia
Tradução: Lucinha Zanetti

Ultra rare trax

Para quem quiser baixar a coleção, veja nos links abaixo, são oito volumes.

Vol. 1 – http://www.bootlegzone.com/album.php?name=tspcd001

Vol. 2 – http://www.bootlegzone.com/album.php?name=tspcd002

Vol. 3 – http://www.bootlegzone.com/album.php?name=tspcd025

Vol. 4 – http://www.bootlegzone.com/album.php?name=tspcd026

Vol. 5 – http://www.bootlegzone.com/album.php?name=tspcd035

Vol. 6 – http://www.bootlegzone.com/album.php?name=tspcd036

Vol. 7 – http://www.bootlegzone.com/album.php?name=tgpcd111

Vol. 8 – http://www.bootlegzone.com/album.php?name=tgpcd112