“Renato e Seus Blue Caps, Uma Volta Colorida Às Origens” (UMA REPORTAGEM DE 1981)

Quando foi lançado o LP Renato e Seus Blue Caps 1981, a revista “Sétimo Som” publicou a seguinte reportagem:

Renato e Seus Blue Caps Revista Sétimo Som (1981) (Foto do acervo de Carlos Giroto)

“Renato e Seus Blue Caps, Uma Volta Colorida Às Origens”

Vinte e um anos de carreira, dezoito discos gravados, mais de 200 shows por ano e um reconhecimento público como um dos maiores conjuntos baile-shows do país. Renato e Seus Blue Caps está na praça com um novo disco intitulado Sonho Colorido.

Para Renato Barros, fundador, guia espiritual e guitarrista do grupo, esse trabalho é uma volta às origens, uma vez que, com o surto da Discoteca em 1978, eles tiveram que aderir ao novo gênero por critério de sobrevivência:

“Nesse tempo as coisas estavam pretas. Para sobreviver como grupo, tivemos que entrar no embalo da discoteca, mas o nosso público mais antigo não aceitou bem esta mudança. Assim, neste disco voltamos a fazer nosso som próprio e todos têm gostado.”

De novidade, Renato e Seus Blue Caps traz de volta o compositor Gileno, da extinta dupla Leno e Lilian, e ainda canta uma música de Bob Dylan ao lado de Zé Ramalho.

“Nós conhecemos o Zé desde 1976, quando fomos fazer um show na Paraíba e ele ficou nosso amigo. Para nossa surpresa, ele disse que curtia nosso trabalho. Com isso nasceu uma grande amizade que se concretiza agora em “Sonho Colorido” que, sem sombra de dúvida, é um dos nossos melhores discos”, diz Renato Barros.

O conjunto, além de Renato (guitarra e vocal), é formado ainda por Paulo César Barros (baixo e vocal), Marquinho (teclados), Cid (sax e vocal) e Gelson (bateria), todos irmanados numa única filosofia: “Fazer um som vibrante, que atinja o maior número de pessoas”, como explica um integrante do grupo.

“Pra gente _ prossegue ele _ o que interessa é fazer um som alegre, dançante e vibrar intensamente com a pessoas.”

Reportagem: Péricles Santana
Foto: Gravadora CBS

(Foto do acervo de Carlos Giroto)

E a banda foi ao Fantástico junto com Zé Ramalho…

FAIXAS DO DISCO

01-00:00 Coração Faminto
02-03:45 Mr.Tambourine Man
03-06:12 Tim-Tim
04-09:26 Sentimento Estranho
05-13:28 Sem Você Não Vivo
06-16:55 Saudades de Maria Helena
07-20:34 Você Foi Longe Demais
08-23:45 Sonho Colorido
09-26:40 Velhos Tempos
10-30:32 Sou Apenas Alguém

OUÇAM AQUI A MÚSICA “SONHO COLORIDO”
Composição: Carlinhos/Fatha (pseudônimo de Ed Wilson)

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O DIA EM QUE O ROCK AND ROLL CHEGOU AO BRASIL PELO AEROPORTO DE CONGONHAS!

Bill Haley e Seus Cometas, a convite da TV Record, chegaram a São Paulo no Aeroporto de Congonhas no dia 24 de abril de 1958.

O repórter Silvio Luiz, meio escondido atrás do Microfone tipo tijolão, faz sua entrevista para divulgar o Rock and Roll no Brasil.

A TV Record foi a emissora que mais trouxe artistas internacionais ao Brasil nos anos 50 e 60.
O rock ainda não tinha vez em nosso País, era o tempo dos cantores românticos como Orlando Silva, Carlos Galhardo, Nelson Gonçalves, Nora Ney, etc… Orquestras como Ray Connif, Élcio Alvares e sua orquestra, Rago e Seu Regional, Mario Zan etc.

Bill Haley nasceu em 6 de julho de 1925 e faleceu no Texas em 9 de fevereiro de 1981, acometido por um tumor cerebral. Seu corpo foi cremado. Foi um musico do Rock and Roll. Ele e sua banda Crazy Man Crazy chegou a gravar o primeiro rock a entrar nas paradas de sucessos dos Estados Unidos. Sua banda mudou de nome em 1952 passando a chamar-se Bill Haley e Seus Cometas. Receberam das mãos de um compositor em 1953 o Rock Around The Clock que só conseguiram gravar em 12 de abril de 1954.

Quando Bill Haley e os demais componentes da banda desceram do avião no Aeroporto de Congonhas em 1958, foi uma correria de jovens que desejavam chegar perto da famosa banda para pedir autografo.
O rock internacional revolucionou o palco do Teatro Record na Rua da Consolação, 1992 e ensinou o novo modo de dançar no Brasil.

O sucesso foi tanto que os brasileiros correram às lojas para comprar discos do grupo e dos outros astros do rock and roll. Bill Haley, com o topete tipo “pega rapaz”, sua marca registrada, levou os jovens ao delírio. Houve confusão no aeroporto envolvendo os fãs mais exaltados e segurança de serviço.

Lembrando que na época Antonio Aguillar ainda era repórter fotográfico do jornal O Estado de São Paulo, e registrou todo esse novo momento musical com reportagens ilustradas no periódico. No Cine Art-Palácio existente no Largo do Paissandu havia a projeção do filme O Balanço das Horas com cenas da famosa banda e o rock comia solto, a ponto de a rapaziada se exaltar, pulando, dançando, quebrando as poltronas do cinema para conseguir espaço e celebrar ali suas danças acrobáticas, que era ao som do rock n’ roll. Foi dai em diante, que veio a inspiração para uma nova vocação: fazer um programa musical de rock numa boa emissora de rádio. A profissão de repórter fotográfico ficou para trás, Antonio Aguillar foi contratado pela Rádio Nacional de S.Paulo e nasceu o programa Ritmos para a Juventude a partir de 1960.
Dai em diante não é preciso dizer mais nada, pois há mais de meio século Aguillar continua prestigiando esse movimento musical.

(Por Antonio Aguillar)

Menção da banda Renato e Seus Blue Caps em livro sobre os Beatles.

Renato e Seus Blue Caps teve o nome mencionado no livro “The Beatles at the Beeb – 1962-1965”, de Kevin Howlett, um livro que fala sobre todas as canções que os Beatles apresentaram na Rádio BBC citando as regravações e as versões delas feitas no mundo. Renato e Seus Blue caps é citado diversas vezes, por exemplo:

– Anna (Go to Him) – Originalmente gravada pelo compositor Arthur Alexander, a versão com os Beatles saiu em março de 1963 no álbum Please Please Me. Alguns anos mais tarde Renato e Seus Blue Caps apresentaram ‘Ana’ em português brasileiro.

– I Call Your Name – The Mamas and the Papas recorded it in 1966 and the Portuguese version ‘Garota Malvada’ was by, you guessed it, Renato and his Blue Caps. (The Mamas and the Papas gravaram essa música em 1966 e a versão em Português foi feita por, você adivinhou, Renato e Seus Blue Caps).

– I’ll Get you – Esta canção tornou-se inesplicavelmente muito popular em países da América Latina, daí o comentário no livro ter sido que “misteriosamente”, Renato e Seus Blue Caps deixou passar em branco esta canção. (Mysteriously, Renato and his Blue Caps passed this song by).

– I’m Happy Just to Dance with you – Renato e Seus Blue Caps gravaram uma versão desta, claro, e cantaram Sou Feliz Dançando com Você, uma tradução bastante ao pé da letra. (Renato and his Blue Caps covered it, of course, and sang ‘Sou feliz dançando com voce’ which was a pretty fair translation).

– I Should Have known better: Estranhamente houve grande atração de artistas estrangeiros por esta música e “Menina Linda” teve a versão em Português gravada pelos Vips* e, claro, por Renato e Seus Blue Caps.
* A gravação com os Vips foi bem depois da gravação com Renato e Seus Blue Caps.

– Love Me Do: Renato e Seus Blue Caps cantaram a versão em Português “Sou tão Feliz”. (Renato and his Blue Caps sang the Portuguese translation ‘Sou tao feliz’).

– The Night Before e Ticket To Ride – Músicas negligenciadas por outros artistas, até mesmo Renato e Seus Blue Caps deixaram de gravá-las.

O livro pode ser baixado em PDF aqui neste link:

http://www.americanradiohistory.com/Archive-BBC-Books/Beatles-at-the-Beeb-1965.pdf

“I’ll Get You” foi a música dos Beatles que Renato e Seus Blue Caps deixou passar batido, segundo o livro, e não foi feita nenhuma versão dela pela banda.
No Brasil saiu no LP “Beatles Again”.

Aqui o clipe de uma apresentação dos Beatles ao vivo pela BBC, com o áudio alterado para playback (o original não está muito bom).

51 anos ouvindo o Álbum Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band dos Beatles!

O Álbum Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band completa 51 anos em 01-06-2018, e sempre será o meu álbum favorito na discografia oficial dos Beatles!

Vamos navegar de volta a 1967, quando os beatlemaníacos que haviam tentado achar o prumo com ‘Rubber Soul’ e ‘Revolver’ seriam recompensados com uma divertida fantasia musical.
O ‘Sgt. Pepper’ ficou 15 semanas no topo da parada da Billboard e ainda estava entre os cinco primeiros álbuns quando ‘Magical Mystery Tour’ chegou à liderança, seis meses depois.

Isso por que a ampliação de horizontes proposta pelo álbum vinha ancorada em composições brilhantes. Desde a abertura contagiante de McCartney ( que Jimi Hendrix tocou ao vivo dois dias depois de lançado o disco), passando pela caleidoscópica ‘Lucy in the Sky with Diamonds’, de Lennon, até a atordoante ‘A Day in the Life’, composta pela dupla, cada música é um tesouro.

Apesar da omissão de ‘Strawberry Fields Forever’, o single provocativo que fez a ponte entre ‘Revolver’ e ‘Sgt. Pepper’, o álbum contém elementos psicodélicos: filosofia oriental (‘Within You Without You’, de Harrison) e menção a drogas (embora Lennon tenha negado as referências ao LSD em ‘Lucy’, McCartney deixou tudo claro com ‘Fixing a Hole’).

O certificado de ‘Sgt. Pepper’ como uma obra da pop art foi conferido pela capa mais famosa da história do disco. O designer Pete Blake imaginou primeiro uma caixa de presente, mas acabou optando por juntar na capa uma série de recortes de cartolina (alguns rostos famosos – Jesus, Hitler, Gandhi – não sobreviveram à montagem final).

O álbum causou um impacto sem precedentes. As rádios o tocaram dias a fio. O crítico Kenneth Tynan, do The Times, o classificou como “um momento decisivo na história da civilização ocidental”. Essa hipérbole já não se aplica, mas ficou um pop perfeito, no qual a ousadia e a música se mesclaram para sempre.”

(Fonte: Livro “1001 Discos para se ouvir antes de morrer”)

Em junho de 2006 o músico que pertenceu à banda Oasis, Noel Gallagher, concedeu entrevista ao jornalista Colin Paterson da Rede BBC inglesa, quando o músico declarou mais uma vez sua admiração pelos Beatles ao afirmar que nunca haverá outra banda como eles.

Para falar de Sgt. Peppers agiu como um fã, e seguem alguns trechos da entrevista:

Pergunta: O que Sgt. Peppers representa para você?
Resposta: É muito especial para mim! Nasci no dia 29 maio de 1967 e Peppers foi lançado horas depois, no dia primeiro de junho. Gosto de dizer que quando estava chegando ao mundo, na maternidade do hospital St. Mary,s em Manchester, Sgt. Peppers estava tocando nos receptores de rádio do hospital.

Pergunta: Houve envelhecimento das canções, 40 anos depois?
Resposta: Não. As canções continuam fazendo você flutuar e sonhar. Eu penso que quanto mais velho você fica, mais as aprecia.

Pergunta: Por quê?
Resposta: Porque algumas das maiores canções dos Beatles estão lá, como A Day in the Life e Lucy in the Sky With Diamonds.

Pergunta: Algum grupo ou banda dos tempos atuais pode ser comparado aos Beatles?
Resposta:Não existe nenhuma com essa condição. Não gosto de comparações. É preciso entender que os Beatles tiveram seu tempo. Eternizaram-se e surgiram numa outra época. Então não dá para estabelecer comparativos entre um grupo de hoje e outro dos anos 1960. Eu acho que você só pode ser do seu tempo. Também é preciso considerar que a música tinha muito mais importância nos anos sessenta que atualmente. De todo modo, nunca haverá outra banda como os Beatles.

Pergunta: Você gostou do álbum “Love”?
Resposta: Chapei quando ouvi. Fiquei impressionado com a “junção” da alta tecnologia com o talento dos Beatles perpetuado nas gravações. O resultado foi a “montagem” daquela trilha sonora futurista, uma autêntica viagem sonora. Uma das melhores coisas que eu escutei foi o “cruzamento” da percussão de Tomorrow Never Knows com os vocais de Within You Without You. Aquilo é uma coisa absolutamente emocional, são os Beatles vivos sendo reinventados por eles próprios. Uma coisa meio louca. Fantástica!

“Acho que o fã que merece mais respeito é aquele sujeito que toma um ônibus vai até a loja de discos, compra meu álbum, volta para casa, e se põe a ouvir atentamente, ao mesmo tempo em que desmonta o encarte e lê cada linha, cada detalhe das informações contidas lá. Este é um verdadeiro fã”. (Paul McCartney)

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Pois bem, está aí um depoimento interessante sobre o álbum que também mexeu demais com a minha cabeça lá naquele distante ano de 1967, quando fui a São Paulo, na famosa Rua Augusta, na companhia de meu irmão mais velho, especialmente para adquirir aquele que seria o meu disco preferido, o disco que me levaria a me dedicar ainda mais aos estudos da língua inglesa, porque naquela época eu queria entender as letras e cantar junto com eles… 🙂

Alguns depoimentos de artistas brasileiros por ocasião dos 40 anos do álbum Sgt. Pepper em 2007.


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AS COMPOSIÇÕES DE ED WILSON GRAVADAS PELA BANDA RENATO E SEUS BLUE CAPS.

Edson Vieira de Barros (Rio de Janeiro, 29 de julho de 1945 – 03 de outubro de 2010), mais conhecido como Ed Wilson, fez parte do programa Jovem Guarda e também do movimento da Jovem Guarda.
Foi um dos fundadores da banda Renato e Seus Blue Caps, juntamente com seus irmãos Renato Barros e Paulo Cezar Barros onde permaneceu até 1961 e no final de sua carreira esteve ligado à música gospel.

Em 1962 Ed Wilson iniciou sua carreira solo e fez muito sucesso com músicas compostas por ele, como “Carro do Papai”, “Sandra”, “Saudade”, entre outras.


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Ed Wilson teve também muitas composições de sucesso gravadas por outros cantores, como “Aguenta Coração”, “Chuva de Prata” e “Aparências”, além de muitas outras gravadas pela banda Renato e Seus Blue Caps, as quais seguem listadas abaixo.

O cantor passou por diversas gravadoras como RCA, Odeon, CBS, Line Records e Top Gospel.
Foi um dos criadores da banda The Originals em 2005, onde gravou os três CDs/DVDs da banda.

Aderiu ao estilo Gospel e neste meio gravou 06 discos solo sendo um em espanhol. Teve suas músicas regravadas por muitos cantores, inclusive no exterior.

Ouçam ED WILSON, compositor e cantor de uma voz extraordinária, que se calou em 03 de outubro de 2010, mas não para os seus eternos fãs.

Cara – 1983

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Chuva de Prata / Aguenta Coração / Aparências
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Ed Wilson, nosso Elvis, em performance durante a gravação do primeiro DVD The Originals, arrasando na interpretação das canções de Elvis Presley!
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COMPOSIÇÕES DE ED WILSON GRAVADAS POR RENATO E SEUS BLUE CAPS

Comanche (Ed Wilson) – 1962
A Saudade que Ficou (Renato Barros-Ed Wilson) – 1967
A Esperança É a Última Que Morre (Ed Wilson) – 1968
Vontade de Viver (Ed Wilson) – 1970
Sou Louco Por Você (Renato Barros-Ed Wilson) – 1971
Agora É Tarde (Ed Wilson) – 1971
Não é Nada Disso (Ed Wilson-Gelson) – 1971
Você Vive (Ed Wilson) – 1972
Como num Sonho (Pseudônimo de Alessandro – Cury) – 1974
Vou curtir minha dor (Pseudônimo de Alessandro) 1974
Recordações (Ed Wilson) 1974

Tire os Grilos da Cabeça – 1976
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Adorada – (Pseudônimo de Alessandro) 1977
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Triste Fim de Tarde (Pseudônimo de Cury-Alessandro) – 1979
Tudo Em Vão (Pseudônimo de Alessandro-Gibran) – 1979

Tim-Tim (Sob Pseudônimo Fatha-Cury) – 1981
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Você Foi Longe Demais (Sob Pseudônimo Fatha-Cury) – 1981
Sonho Colorido (Carlinhos-Fatha) – 1981

Velhos Tempos (Sob pseudônimo Cury-Fatha) – 1981
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Será? (Cury-Ed Wilson) – 1983
Amor Sem Fim (Renato Barros-Alessandro) – 1996

Depoimentos de Fãs da Banda Renato e Seus Blue Caps

Renato Barros foi o idealizador da banda Renato e Seus Blue Caps, fundou e criou a banda que até hoje é amada e seguida por pessoas de diferentes gerações.
Embora eu tivesse assistido a todos os programas musicais da TV Record dos anos 60, onde os artistas se apresentavam, nunca tive a oportunidade de ir ao Teatro vê-los pessoalmente, e foi em 22 de março de 2017 que me vi diante dele, “o mais puro sangue do Brasil”, como era apresentado por Roberto Carlos no programa Jovem Guarda, e pude comprovar o carisma, a genialidade, o talento do artista que se tornou a lenda viva do Rock nacional.
Tenho lido e recebido muitos depoimentos de fãs que se encantam com os shows da banda até hoje, e principalmente na atualidade, quando temos oportunidade de assistir e conferir tudo que a gente antigamente só poderia ver em revistas e TVs em preto e branco, e foi por isso que decide a partir de agora anotar os depoimentos que leio nas diversas postagens que publico no Facebook, Youtube e Word Press.
Se você é fã e ainda não tem seu depoimento aqui, comente e escreva o seu “para a posteridade”. 🙂  .

Renato Barros e sua Guitarra Fender Stratocaster

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ONTEM, HOJE E SEMPRE, RENATO E SEUS BLUE CAPS!
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“Primeiramente eu gostaria de dizer que sou um fã incondicional dos Beatles e dos também inesquecíveis e geniais Renato e Seus Blue Caps, cuja importância e influência na música brasileira se faz presente até hoje. Na minha opinião vocês foram a tradução mais completa e perfeita da maravilhosa obra dos Beatles no Brasil, a Jovem Guarda de modo geral, mas vocês principalmente. A Jovem Guarda será eternamente Jovem e no Brasil jamais existirá outro conjunto como Renato e Seus Blue Caps assim como no mundo jamais existirá outro conjunto como os Beatles!” (Pedro Costa)

“Acredito que boa parte do sucesso da Jovem Guarda se deve aos arranjos arrojados e às sonoridades marcantes daquelas músicas simples que tocam nossos sentimentos. E Renato e Seus Blue Caps foi um dos responsáveis pelos sucessos dos cantores e cantoras daquela época, pois gravou praticamente com todos eles. Essa Banda tem seu lugar garantido e reconhecido ao lado dos grandes ícones do Rock e da Jovem Guarda.” (Edson Fraioli de Mattos)

“GRANDE RENATO !!! QUE LEGADO MARAVILHOSO QUE VOCE DEIXA PARA TODOS NÓS QUE COMPARTILHAMOS, QUE CURTIMOS E QUE VIVEMOS TODA A SUA ARTE, QUE SÓ NOS TROUXE ALEGRIA. EU SOU APENAS UM ENTRE OS MILHÕES DE PESSOAS QUE TIVERAM AS SUAS VIDAS MARCADAS POSITIVAMENTE POR ESSE MOVIMENTO MÁGICO QUE VOCÊ
TAMBÉM PROTAGONIZOU. PARABÉNS, RENATO !!! VOCÊ E A SUA BANDA SÃO ETERNOS EM NOSSAS MENTES E EM NOSSOS CORAÇÕES !!!” (Jorge Antonio Mota)

“Sou muito fã deste maravilhoso músico. De suas composições, entre as diversas preferidas, destaco “SOU LOUCO POIR VOCÊ”, que sempre dedico à minha esposa quando toco. Muito obrigado, Renato.” (Caio Chaves)

“Fui totalmente influenciado pelo meu falecido PAI! Ainda quando era bem pequeno, lá pelos anos 70, escutava por tabela e conheço todas as musicas deles. Sei tocar todas no Baixo! Viva Renato e Seus Blue Caps.” (Luciano Pinto)

“Graças a DEUS cresci ouvindo RENATO E SEUS BLUE CAPS..pra mim Renato e um dos maiores GUITARRISTAS de todos os tempos…tocar uma guitarra como ele e dificil toda vida,cara e um GÊNIO adoro suas letras,versões e vocais…!! Vida Longa e Prospera..!! Sou seu fã..!!” (Heldeni da Silva Caneda)

“É fácil, sim falar. Foi um dos pais do rock nacional.! Mil respeito a Sir Renato!” (Josef von Drerkhelf)

“Renato e seus Blue Caps foi uma das melhores coisas que já aconteceu na música brasileira! Geniais!!! Infelizmente no Brasil não se preserva o que é bom, você vê grupos estrangeiros dinossauros, que continuam empolgando (nada contra, muito pelo contrário), mas aqui é barra, não existe uma cultura de valorização desta verdadeira nata do som nacional. Eu continuo curtindo e ouvindo pelo menos o que já está gravado…mas é claro, sempre sentindo falta de ver a banda em atividade. Quem sabe um dia..” (Anônimo)

“Comecei a ouvir Renato e Seus Blue Caps quando eu era ainda bem novo (acho que com uns 12 anos) daí eu vi que era aquilo que eu queria seguir. Todas as músicas tocavam dentro da minha alma. Daí eu olhava as capas dos discos e queria imitar Renato com o cabelo (já que eu tinha o cabelo um pouco grande na minha adolescência), daí me tornei adulto e tive a felicidade, de por muitas vezes, ver meu ídolo, que então só via nas capas dos discos. Foi uma coisa fantástica mesmo, parecia que eu estava do lado do Batman, Superman etc. Salve salve Renato e Seus Blue Caps! ” (Fábio Lima)

“Abençoados todos nós que temos esta oportunidade de ouvir Renato falar nes te video, ele que foi um dos caras que escreveram a trilha sonora das nossas vidas. Quando existiam bailes nas casas de São Paulo na década de 60 e 70, todos eram embalados por discos de Renato. Somos gratos, muito gratos Renato por voce existir, adoramos e compramos todos os seus discos daquela época e até hoje com muito prazer, lotamos os seus shows. Te amo, Renato e seus Blue Caps.” (Denise Star Blue)

“Grande lembrança!!!! Sou muito grato à música de Renato & Seus Blue Caps! Tenho grandes influências na minha formação musical e boas recordações daqueles dias da década de 60 !!! Foram dias muito felizes!!!!!! Obrigado, Renato Barros pela sua música!” (Álvaro Assmar)

” Um excelente músico ao vivo e em estúdio, gravou e ainda grava com grandes nomes da música brasileira de todos os estilos!” (Vanderlei Loureiro)

“E estes mimos da fã pela ídolo e estas miudezas de rara beleza que deixam as emoções a flor da pele. Na Praça Sete estão os cafés e o teatro Cine Brasil, e este abril é muito especial. Renato e Seus Blue Caps fez uma bela apresentação e alegrou o coração desta mulherada linda de Minas que não cansa de dizer que do lado esquerdo do peito pulsa um coração que ama Renato Barros de paixão. Não tenho ciume do Renato, pois minha eterna namorada conheci em um dos show do Renato em praias capixabas. Vida longa para esta banda que pulsa no coração dos brasileiros.” (Carlos Cunha)

“Esses caras maravilhosos não têm ideia do quanto eles nos deram alegria, felicidade, amor, respeito. Éramos felizes e não sabíamos. Muita saudade. São bons demais até os dias de hoje.” (José Alaor Cassiano)

“Amo Demaisss esse Grupo…..ontem….hoje…..e Sempre…..tenho no meu carro sempre tocando….e é contagiante todo Mundo Ama…..” (Aninha Espíndola)

“O que dizer de músicas tão lindas quanto essas.Apenas que continuam nos encantando e alegrando nossos corações!!!” (Letícia Silva)

“Ano de 1992, estava com vinte anos. Sempre que entrava de férias na época de colégio, viajava sempre pra Bahia (Porto Seguro), terra de minha mãe e vinha curtir junto com ela e família . Uma vez fui pra casa da minha tia passar um dia com ela, o marido dela e minha prima. Nessa época, eu me lembro bem como se fosse hoje, o axé music estava bombando. Mais eu sempre fui fã da Jovem Guarda, principalmente fã incondicional de Roberto Carlos. 90% era Roberto e o restante jovem guarda. Até que nesse dia eu olhando os discos de minha tia, vi uma capa de disco muito bonita com aqueles 5 rapazes todos de cara fechada , olhei o logo da CBS e perguntei a minha tia se esse disco era bom…. rsrs. Minha tia tratou de pegar o disco e colocar na vitrola de madeira dela e foi colocando logo a música “Não posso me controlar”. Quando ouvi aquela guitarra logo no meio da música, o baixo mandando ver, aquela bateria contagiante e a harmonia das vozes!! Nossa, aquilo ali me deixou contagiado também. De lá pra cá, foi correria atrás dos outros discos, fui no MIS ( Museu da imagem e som) no Rio atrás de reportagens, fotos, áudios. Ia muito na Cinelândia, centro do Rio, onde conheci vários colecionadores de vinis que vendia alguns discos de Renato. Na época, era raríssimo você os primeiros Lps como o “Isto é Renato” como os colecionadores chamam o disco e o ” Viva a Juventude”. Esse último era raríssimo. Custava mais de R$ 1000,00 . Tanto que achei um , mais a capa era xerocada….kkkkk. Enfim, hoje são 26 anos que ouço, admiro e sou fã desses monstros sagrados da nossa MPB e que tiveram uma contribuição muito grande pra carreira de vários artistas, inclusive o próprio Roberto Carlos. Renato & seus Blue Caps. Mesmo não sendo reconhecidos como deveriam, mas possuem uma legião de fãs, de todas as idades, por todo o Brasil, Vida longa Renato e seus Blue Caps.” (Sylvio Augusto Habibe)

” Minha época maravilhosa com dignidade, bom emprego, carro zero e a melhor banda do Brasil, Renato e Seus Blue Caps. Último baile que fui no Clube Atlético Ipiranga eles tocaram, depois fui várias vezes numa churrascaria na BR 116 para curtir. Obrigado Renato, por você existir. Showwwwwwww” (Cláudio De Franco)

“Esta história é real, ocorrida há quase 50 anos. Estávamos em 1968,e quase no final do ano, foi lançado o disco ESPECIAL, mais um primoroso trabalho de Renato e seus Blue Caps. A música com a qual me encantei logo que ouvi o LP, foi Não Demore Mais. Ressalto que o disco era emprestado por um amigo. Na época eu não tinha uma guitarra, somente um violão, com o qual pretendia tocar a música. Haviam passagens e notas complicadas na harmonia. Como eu precisava devolver o disco na 2@ feira, passei o final de semana tentando reproduzir os acordes. Desta forma, não encontrei com a menina que na época eu namorava, o que a deixou furiosa. Minhas explicações de nada valeram, ela terminou com o namoro, dizendo que não se conformava em ter sido trocada por um conjunto. Tudo bem, seguiu a vida, mas o que mais senti foi não ter conseguido tirar a melodia por completo. Namoradas eu consegui várias, mas as diminutas e dissonantes que meus ídolos tocavam, tiveram que esperar mais alguns anos e um pouco mais de conhecimento. Está é apenas uma passagem que demonstra a influência de Renato e Blue Caps em minha vida.” (Antonio J. Hopp)

“Espetacular o show de Renato e Seus Blue Caps ontem dia 23 no Clube Municipal, bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. Poder ver de perto essa banda lendária do Rock nacional dos anos 1960 que explodiu na Jovem Guarda e testemunhar ao vivo o talento desses caras e o virtuosismo do grande Renato Barros nos maravilhosos solos de guitarra, descobrindo que ele é bem melhor do que eu esperava não ficando de fora dos grandes guitarristas tanto brasileiros quanto os internacionais. Obrigado por esse grande presente que foi o seu show cantando inclusive em inglês grandes clássicos como Smile (de Charles Chaplin) e Hotel California (sucesso dos anos 1970, mas não lembro qual artista) e seus improvisos nos solos provou que você continua em forma!” (Luis Alexandre Maia Pires)

“Me chamo Edivando Pereira Alves. Sou deficiente visual e moro aqui em Pernambuco. Estava andando pelo face estudando quando encontrei esta página maravilhosa. Como gosto de fazer amizades e ouvir boas histórias, resolvi curtir a página e escrever. Você e seu conjunto embalaram minha infância. Lembro-me de algumas discotecas que fui e lá estava um disco do Renato tocando. Quando brincava com a prima Zilma Aguiar, lá também saía uma música do Renato no velho rádio da minha avó. A gente brigava e fazia as pazes sempre com uma música do Renato ao fundo. Lembro-me da última briga que tive com ela. Quando cheguei em casa triste ouvi no rádio uma música sua que dizia a seguinte frase: Abra os braços pra vida que ela te espera pro novo amanhã. Daquele dia pra cá nunca mais brigamos e eu tenho por ela um carinho imenso. Veja como são as coisas! Você separava as brigas mesmo sem estar presente! Só em ouvir a letra que um dizia pro outro: Que música bonita! Não é? E começávamos a rir e a paz voltava. Resolvi contar para que o amigo saiba que suas letras unem pessoas. Obrigado pela atenção dispensada. Fique com Deus. Abraços!” (Edivandro Pereira Alves)

“Importante dizer que temos orgulho de termos em terras brasileiras, uma banda que além de ser a mais antiga em atividade é uma das melhores, senão a melhor banda do mundo! Valeu!” (Plínio Ambrosini)

“Parabéns Renato, você é um grande músico e responsável pelo progresso da música popular Brasileira. Grande abraço. Tenho a coleção completa desta grande banda conduzida por você.” (Gaspar Feichas)

“Era o início dos anos 70, quando fui levado pelas mãos do querido amigo Carlos Alberto ( O Rei dos Boleros ) no qual me apresentou ao grande músico e Produtor “Renato Barros”, no qual me deu a oportunidade que eu tanto esperava, Renato a você minha eterna gratidão, pois sem você nada teria acontecido,obrigado por me ter no rol de amigos, abraço sucesso.” (Roberto San)

“Ano de 1965. Pela primeira vez em minha vida, entrei em uma reunião dançante, na garagem da casa de minha prima Tania (ela não deve lembrar disso) e fui surpreendido com o som contagiante que tocava no Hi-Fi: O Fugitivo, de Renato & Seus Blue Caps. Estava lá pelos meus 12 ou 13 anos… Fiquei impressionado com o ritmo e a levada da música. Aquele instrumental simples e envolvente e os vocais incríveis para a época. Foi amor à primeira vista… E ai se seguiram: Você Não Soube Amar, Espero Sentado, Feche os Olhos, todas do LP “Isto É Renato & Seus Blue Caps”, que tinha sido recentemente lançado.
Em 1967, quando fiz 15 anos, recebi de presente o LP “Um Embalo com Renato & Seus Blue Caps” e ai não parei mais… Aprendi todas as músicas no violão e comecei a me inspirar na voz de Paulo Cesar Barros, apesar de já cantar desde os 5 anos de idade (segundo minha mãe)… Ou tentar, pelo menos…
Através de Renato e todos os seu Blue Caps conheci a maior banda de todos os tempos: The Beatles! Então você pode imaginar o quanto isso foi importante para essa minha louca teimosia, que é cantar…
Dali pra frente, os gostos musicais foram se modificando, mas sempre ficou preservada a paixão pela música do Blue Caps, que é a razão de eu ter insistido e investido tanto na música, em formação de bandas, tocando em festas, reuniões dançantes e bailes pela vida afora… A história é bem mais longa, mas isso fica pra outra hora.” (Tarcísio CasaNova)

“Renato e seus Blue caps, é uma coisa que não se explica eu que tive a honra de conhecê-los, conversar com eles como amigos, até mesmo fizemos algumas viagens juntos, aí meus filhos com 35, 33, 19 e 13 anos curtem como eu, agora com três aninhos meu netinho cantando as músicas deles, é pura emoção. Com certeza essa paixão é hereditária, passa de pai para filho. Obrigado aos velhos e novos Blue Caps, minha vida não seria a mesma sem vocês.” (Jorge Cardoso)

“Eu sou fã da banda desde 1969 quando foi lançado o LP que dizia na última faixa, quando a cidade dorme. Fiquei fã até hoje e todas as vezes que a banda vem em Teresina Piauí eu sempre estou no show e até já cantei com a banda num show que teve aqui a muito tempo no Clube dos Economiários. A música era a Dona do meu Coração e foi um sucesso.” (Francisco Costa)

“Tive o privilégio de ouvir e conhecer Renato e Seus Blue Caps nos primórdios de seu sucesso e sou fã até hoje. Se depender de mim a historia da banda será sempre contada e divulgada, para que as futuras gerações tomem conhecimento do que foi e continua sendo este conjunto criado pelo “Bacaninha da Piedade”, a lenda viva Renato Barros!” (Lucinha Zanetti)
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O Dia em que Jimi Hendrix enviou um telegrama a Paul McCartney para que ele se juntasse a um Supergrupo em 1969.

Há momentos na historia como aquele em que Jimi Hendrix enviou a Paul McCartney um telegrama para se juntar a um supergrupo em 1969, o qual teria certamente mudado o panorama do rock and roll para sempre. Se tal coisa tivesse acontecido, não se pode dizer como seria o gênero do rock and roll agora, ou se não haveria mudança alguma.No entanto é suficiente esperar e sonhar que com Hendrix, Miles Davis, McCartney e o lendário baterista de jazz Tony Williams, que um grupo como este seria no mínimo fenomenal e explodiria o teto de qualquer espaço que eles pudessem ter reservado.

Sinceramente, todos aqueles talentos num palco e todos aqueles egos numa mesma sala contribuindo em conjunto para algo que pudesse ser entre as melhores canções do mundo, é demais para pensar nisso, pois pode causar uma sobrecarga. Aqueles que não sabem nada sobre os artistas poderão olhar para isto e pensar que parece loucura desejar e imaginar o que poderia ter sido, mas para aqueles que conseguiram ver essas pessoas em concerto ou crescerem durante seus anos mais famosos, seria como um sonho tornar-se realidade. Infelizmente isso nunca aconteceu. Paul McCartney estava na Escócia em férias na época e não pôde ser encontrado, e em 1970 Hendrix faleceu de repente. A chance de se tornar algo que pudesse mudar a realidade que conhecemos veio e passou sem que nada acontecesse, enquanto Paul tinha que lidar com sua própria vida no momento. Na época os Beatles estavam passando por um pouco de dificuldade, pois estavam começando a se despedaçar seriamente e sua banda estava começando a desmoronar devido a diferenças criativas.

O telegrama de Hendrix para McCartney ainda está em exibição depois de ter sido comprado em 1995. Ele foi emoldurado e pendurado no Hard Rock Cafe em Praga, onde as pessoas podem vê-lo até o momento. Aqueles que sabem da historia podem se sentar e se maravilhar com o que poderia ter sido feito se acontecesse de McCartney ter recebido o telegrama. É verdade que ele estava lidando com muita coisa naquele momento, mas se ele tivesse respondido, seria simplesmente o máximo. Neste momento tudo o que as pessoas podem fazer é imaginar, já que McCartney é o último ainda vivo daquele grupo desejado, e já está estabelecido que ele não tem tempo para vasculhar os anos pensando em um telegrama que foi enviado a ele sobre se juntar a um supergrupo. Isso tende a fazer McCartney soar um pouco ecomo sendo egoísta e também arrogante, mas uma coisa que pode ser dita é que ele ainda é muito bom em suas performances e, como tal, tem que continuar seguindo em frente. No tempo de inatividade, se ele chegar a ter, ele deverá pensar o que poderia ter sido, mas parece duvidoso que ele pense muito nisso.

Seguir em frente é na verdade a única maneira de um artista continuar levando seu nome aos olhos do público. Ficar pensando em um telegrama que se tornou um poderia-seria-teria tende a ocupar muito tempo que muita gente não quer perder. Mas ainda vale a pena imaginar o quão incrível aquele grupo teria sido.

TRADUZIDO POR: Lucinha Zanetti
TEXTO ORIGINAL: TV OVERMIND