Os Beatles usaram dois bateristas diferentes em uma única audição!

O fato Aconteceu em 10 de maio de 1960…

Billy Fury e Larry Parnes

Em 10 de maio de1960 Os Beatles (que ainda eram conhecidos como The Silver Beatles), foram convidados para uma audição no Blue Angel Club em Liverpool.

O clube pertencia a Allan Williams, que foi o primeiro empresário dos Beatles.

Larry Parnes, um empresário do rock, chegou de Londres para a Londres para a audição dos grupos de Liverpool e pra escolher uma banda de apoio para seu cantor Billy Fury, que estava planejando uma turnê pela Escócia.

Outros candidatos à apresentação e que estavam junto com The Silver Beatles, eram: Cass and the Casanovas, Gerry and the Pacemakers, Cliff Roberts and the Rockers e Derry and the Seniors.

Nessa época The Silver Beatles era formado por John Lennon, George Harrison, Paul McCartney, Stuart Sutcliffe (no baixo) e o baterista Tommy Moore.

Infelizmente, Moore ficou atrasado para a audição quando chegou a hora do The Silver Beatles começar. De acordo com George Harrison, “Quando nós chegamos ao clube nosso baterista não apareceu então Johnny Hutchinson, o baterista que estava com Cass and the Casanovas tocou com a gente.

Eu não acho que nós tocamos particularmente bem ou particularmente mal.”

Da esquerda para a direita: Sutcliffe, Lennon, McCartney, Hutchinson and Harrison

O que ninguém sabe é que o baterista do The Silver Beatles apareceu mais tarde naquele dia e marcou o único dia na história dos Beatles em que eles usaram dois bateristas para a mesma apresentação ao vivo. Tommy Moore chegou e ficou de pé atrás da bateria para ajudar The Silver Beatles a terminar seu teste.

Tommy Moore tocando a bateria

Estas duas fotos do mesmo dia mostram Tommy Moore atrás da bateria tocando com John, Paul, George e Stu (que estava ainda aprendendo seu instrumento, de costas para o público).

De acordo com Paul McCartney, “Nós tivemos que dizer ao Stuart  para ficar de outra maneira: Faça um gesto, faça uma bela pose a la Elvis.” Se alguém percebesse veria que quando nós estávamos todos na chave A, Stu estaria em outra chave.”

Tommy Moore tocando a bateria

Alguém poderia se perguntar se John Lennon disse a Larry Parnes – no final de seu teste – a mesma coisa que ele pronunciou no telhado da Apple, depois da última apresentação ao vivo dos Beatles, “eu gostaria de dizer ‘obrigado’ em nome do grupo e em meu nome, e espero que tenhamos passado a audição “. Lennon aproveitou a oportunidade para pedir à estrela Billy Fury um autógrafo.

Billy Fury e John Lennon

Em 18 de maio The Silver Beatles foi informado de que eles não seriam escolhidos para acompanhar Billy Fury, mas sim para ser a banda de apoio de outro cantor agenciado por Parnes, que era Johnny Gentle.

The Silver Beatles excursionaria pela Escócia acompanhando Gentle, com Tommy Moore como baterista da banda.

Em uma reviravolta interessante, Parnes já tinha outra banda cruzando a Escócia na época. O grupo se chamava Vince Eager and The Quiet Three. Esta banda já continha outro baterista que teria breve passagem pelos Beatles dentro de poucos anos. Seu nome era Jimmie Nicol.

Jimmie Nicol com Vince Eager na Escócia em1960.

Johnny Hutchinson, o baterista que substituiu Tommy Moore e tocou com os Beatles na audição do dia 10 de maio de 1960 faleceu aos 78 anos de idade em 12 de abril de 2019.

Em entrevista exclusiva ao Jornal The Sun em 21 de agosto de 2015, o baterista havia contado toda a historia…

Johnny Hutchinson recusou o convite de Brian Epstein para fazer parte dos Beatles antes de a banda se tornar a maior de toda a história.
Embora o nome de Johnny possa não parecer familiar, ele tocou com John Paul e George em agosto de 1962 (entre a demissão de Pete Best em 16 de agosto e a chegada de Ringo Starr em 18 de agosto de 1962, mas retornou para a sua banda de origem, chamada The Big Three, apesar da oferta feita pelo empresário dos Beatles, Brian Epstein.

Johnny disse: “Eu tinha 23 anos e estava tocando com os Beatles em Chester. Brian estava lá e ficou me olhando de maneira estranha.”
“Eu saí do palco após o show e tive que diminuir o zoom. Brian disse, “eu estava olhando pra ver como você se encaixaria com os Beatles”.
“Eu brinquei dizendo, eu não encaixaria”.
Ele disse, “Encaixaria sim, eu quero que você se junte aos Beatles”.

Johnny também recorda o que disse a Brian, que ficou chocado: “Eu não quero tocar com os Beatles, Brian, eu tenho o meu próprio grupo. Eu não me juntaria aos Beatles por um relógio de ouro. Existe apenas um grupo pelo com o qual estou comprometido e este é o The Big Three. Os Beatles não poderiam fazer um som melhor do que aquele e Pete Best é muito meu amigo”.

“Eu disse a Brian que eu não poderia fazer essa sujeira com Pete mas ele disse, “John, The Big Tree é limitado mas para os Beatles o mundo é pequeno”.

“Nunca me esqueci dele dizendo isso. Ele era um homem muito inteligente.”

Johnny disse ainda: “Ringo estava com o Rory Storm and the Hurricanes naquela época. Eu disse ao Brian para convidá-lo”…

Traduzido por Lucinha Zanetti

FONTE E TEXTO ORIGINAL: Blog Rock and Roll Detective

Johnny Hutchinson na bateria.

Um Dia com John Lennon (entrevista em 1975)

Em 1975, a jornalista alemã Frances Schoenberger teve a oportunidade de conversar com John Lennon, com o que sonhava há muito tempo – mas a entrevista nunca foi publicada.
Quando ela finalmente conseguiu entrevistar o Beatle em 30 de março de 1975, Schoenberger tinha 30 anos e era repórter de rock and roll para a Revista Bravo, direcionada aos jovens.
O encontro com Lennon foi tão especial para ela que Schoenberger nunca escutou as gravações – por medo de que elas não pudessem combinar com as suas lindas lembranças, ou que elas pudessem manchar essas memórias.
Para o site The Big Pond, ela escutou a entrevista pela primeira vez em mais de 40 anos, compartilhando a entrevista muito pessoal e descontraída com um dos músicos mais famosos de todos os tempos: John Lennon!

OUÇAM AQUI


Transkript: A Day With John Lennon (von Kerstin Zilm)
Transcrição: Um dia com John Lennon (por Kerstin Zilm)

Frances Schoenberger : Eu não sei como isso funciona. Ah! Lá vamos nós. Oooh, oh, estou um pouco nervoso com isso.

[AMBI1 Frances tentando fazer o CD player iniciar …] 

Kerstin Zilm : Frances Schoenberger tenta fazer o CD player começar. Ela está sentada na ensolarada sala de estar em sua casa na encosta, com vista para a cidade de Los Angeles. Ela entrevistou todos os músicos, cineastas e atores nas manchetes dos últimos 50 anos; de Alfred Hitchcock para Frank Zappa. Ela é uma repórter ativa e membro da Hollywood Foreign Press Association, que premia o Globo de Ouro todos os anos. 

1975 com o ícone musical John Lennon.

Na época da entrevista, Schoenberger tinha 30 anos de idade. Ela trabalhou como Rock ‘n Roll e repórter de Hollywood para a revista alemã Bravo. Ela cresceu em uma pequena aldeia católica na Baviera, saiu de casa aos 13 anos e, alguns anos depois, trabalhou como jornalista alemã em Munique. 

Frances Schoenberger criou sua vida nos Estados Unidos a partir do zero. Em 1975, ela já havia entrevistado uma revista para revistas e jornais. John Lennon o que na lista dela há muito tempo.

Frances Schoenberger : Dos Beatles, John Lennon. Eu peço uma entrevista.

Kerstin Zilm : O encontro com John Lennon acabou sendo tão especial que Frances Schoenberger nunca escutou a fita. Ela está nervosa.

Frances Schoenberger : Nunca escutei. Só quando transcrevi a entrevista. Bem, eu mandei outra pessoa transcrever. Eu nunca mais escutei isso. Eu acho que quero ser capaz de lidar com isso. Você pode imaginar? Isso é quarenta anos depois, certo?

Kerstin Zilm : março de 1975. John Lennon está de volta a Nova York e se reúne com Yoko Ono depois de passar 18 meses em Los Angeles. Na Costa Oeste, ele faz manchetes por festejar excessivamente em clubes de Hollywood. Houve histórias sobre cenas dramáticas durante as sessões de gravação com o produtor Phil Spector. Seu relacionamento com May Pang, sua ex-secretária e Yoko Ono, que servem de base para revistas de fofocas de todo o mundo. Era um relacionamento que Ono iniciara. 

Além disso, o Ex-Beatle está recebendo um Green Card. O governo ameaça deportá-lo porque está ultrapassado seu visto. 

Elton John: o que quer que te faça passar a noite

Ao mesmo tempo, Frances Schoenberger mora no outro lado do continente em Los Angeles, enviando histórias de Hollywood para a Alemanha. Em março, ela volta para Nova York, onde começou sua carreira de reportagem nos EUA. Ela fica em um hotel, preparando entrevistas. A oportunidade de conhecer John Lennon surge do nada.

Frances Schoenberger : Jane Fonda e outra pessoa. Em seguida, o fotógrafo Bob Gruen, ele era um ‘n roll fotógrafo de rock Eu costumava trabalhar com, hey o que de, basicamente, o fotógrafo de John Lennon, e, em seguida, ele disse que vai fazê-lo. Eu fiquei chocado.

Kerstin Zilm : Ela imediatamente recebe um quarto de hotel diferente: maior e com vista para o Central Park. Ela sabe que o fotógrafo Bob Gruen quer precisar de boas fotos. Para o seu cliente, a revista alemã quer ser mais importante do que a sua escrita. Os editores não estão tão animados quanto possível, John Lennon como ela é. Os Beatles se separaram cinco anos atrás. A carreira de Lennon atingiu um patamar. A revista está mais interessada em histórias sobre David Cassidy e Alice Cooper, o ABBA e os Bay City Rollers.

Frances Schoenberger : Acho que eles não ficaram tão impressionados. Era para Bravo, e Bravo na época era para adolescentes. Com esta entrevista ficamos muito mais aprofundados, o que não interessava aos leitores da Bravo. Então eu só tive que pegar as coisas de sempre.

Kerstin Zilm : Quando ela recebe a notícia de que John Lennon quer ir fundo, mas está determinada a aproveitar ao máximo essa oportunidade. Ela se prepara. O gravador é definido com 90 minutos de fita. Ela tem pilhas extras, um laptop, canetas e muitas perguntas.

Frances Schoenberger : Estou sentada no meu quarto esperando por John Lennon sozinha e de repente alguém bateu na porta e ele estava assobiando. Ele veio sozinho. Nenhum guarda-costas, nenhum agente de imprensa, ninguém. Apenas ele. Então era ele e eu no meu quarto de hotel. Fale um pouco de alemão sujo alemão. Ei, que clima incrivelmente bom. Claro que eu estava muito nervoso. Mas eu relaxei muito rápido porque ele fez esquecer o que John Lennon. Eu me senti muito confortável com ele. Que ele andou até Nova York e veio ao meu quarto de hotel. Eu não tive que descer. Ele veio me ver. É bem legal, sim.

Kerstin Zilm : Schoenberger traz um fotógrafo preto e branco de seu escritório para a sala de estar. Bob Gruen deu a ela. 

A foto mostra o repórter sentado na cama conversando com John Lennon. Ela usa uma calça boca de sino escura, um suéter com o logo do cigarro da Camel e uma foto na frente, o cabelo penteado na altura dos ombros. Ela olha diretamente para John Lennon. Sorrindo. Curioso. O gravador entre eles na cama não está funcionando.

Frances Schoenberger : Não, eu não gravei no quarto do hotel. Phhhhhh! Quando ele falava alemão e tudo isso! Eu acho que é meu instinto. Eu queria fazê-lo se sentir confortável. Você não grava tudo, então você estabelece algum tipo de confiança para que eles possam ver que eu não sou ganancioso. Eu acho que fiz isso de propósito. Então você diz: agora começamos a entrevista oficial e agora isso está gravado.

Kerstin Zilm : Lennon se inclina para a direita em seus olhos. Ele usa um terno de cor clara com um cachecol a condizer, um chapéu achatado e os seus óculos de aro redondos.

Frances Schoenberger : Bob Gruen disse a Yonkers que há um parque e nós estamos no carro.

Kerstin Zilm : Quando Gruen chega ao hotel, ele tira algumas fotos na sala e diz: “Todo mundo está indo para o parque”. 

Schoenberger fica chocada quando vê a caminhonete Toyota de Green. É pequeno e o fotógrafo não se preocupou em limpá-lo.

Frances Schoenberger : Seu carro estava tão bagunçado. Eu estava tão envergonhado. E nós estávamos sentados no banco de trás deste minúsculo carro e eu segurei meu gravador …

Kerstin Zilm : Ela começa a gravar. 

[AMBI2 Frances suspira / fita começa]

John Lennon : Você sabe o que você está indo para pedir, caso contrário, eu apenas divagar … 
Frances Schoenberger : Eu sei o que eu tenho lido e o mais recente que eu sei é fez você está processando-os 
John Lennon : Sim, John Lennon contra os EUA. É ótimo …

Kerstin Zilm : Agora, mais de 40 anos depois, Frances Schoenberger ouve 30 anos de idade dirigindo um carro com John Lennon, as janelas abertas, passando por Manhattan em uma estrada esburacada pela primeira vez. 

1975: A luta legal de Lennon com o governo dos EUA sobre a obtenção de um green card.

Frances Schoenberger : Por que, John, você quer morar em Nova York agora ou nos Estados Unidos? 
John Lennon : Porque é mais divertido. 
Frances Schoenberger : Eu concordo. 
John Lennon : Acabei de me mudar para cá. Eu não deixei a Inglaterra com a intenção. Deixei tudo na Inglaterra. Eu nem sequer trouxe roupas. Eu só vim para uma visita e fiquei. Eu gosto daqui. Você está aqui. 
Frances Schoenberger : Eu gosto daqui. 
John Lennon : é melhor? 
Frances Schoenberger : Não. Eu também gosto do povo americano. 
John Lennon : eu faço. 
Frances Schoenberger: Eu gosto de você. Eu realmente me sinto bem aqui e quero meu green card. Eu não quero ser expulso. 
John Lennon : Eu também …

Kerstin Zilm : O jovem jornalista chega direto ao ponto das acusações contra Lennon:

Frances Schoenberger : A razão pela qual eles não lhe dão o green card, ainda é a acusação de maconha? 
John Lennon : Não, eles começaram a dizer que era o lote de maconha e agora estão lá. 
Frances Schoenberger : Oh meu Deus. 
John Lennon : É besteira. 
Frances Schoenberger : É tão ridículo porque eles não querem você aqui. Por que você não faz tão difícil ?!

Kerstin Zilm : Ela pergunta sobre outras estrelas britânicas que vivem nos Estados Unidos, David Bowie e Elton John.

Frances Schoenberger : Elton John também está aqui em grande parte do tempo. 
John Lennon : Elton John conseguiu uma imagem limpa. A imagem de David eles provavelmente não perceberam o que é ainda. Demora um pouco de tempo para mergulhar no que está acontecendo. Bowie, eles provavelmente acham que ele é do circo.

Kerstin Zilm : Frances Schoenberger interrompe o CD alguns minutos depois da gravação. Ela está mais relaxada agora e surpresa.

Frances Schoenberger : Que voz suave eu tinha. Não reconheço minha voz, mas me sinto à vontade ouvindo essa jovem. É uma jovem chamada Frances Schoenberger. Mas até agora acho que estou fazendo um bom trabalho. Eu deixei ele falar. Eu não toquei em nenhum problema pessoal ainda. Nós falamos sobre o green card e por que eles querem expulsá-lo. Eu acho que é um bom começo, só para sentir, até onde você pode ir.

Kerstin Zilm : Ela agora está muito curiosa sobre o resto da entrevista e começa o CD novamente. 

[Fita AMBI3 Que tipo de vida você mora em Nova York …] 

Kerstin Zilm: Suas perguntas se tornam mais rápidas. Lennon fala sobre seu estilo de vida agora e no passado. Ele se lembra de ter comprado muita coisa quando ganhou dinheiro com os Beatles. Ele diz a Schoenberger sobre morar em uma casa grande na Inglaterra e depois em um apartamento bem pequeno em Nova York. Ele fala sobre colaborar com outros músicos, discutir uns com os outros durante as gravações e andar pelas ruas de Nova York sem incomodá-lo. Quando Schoenberger pergunta sobre seu dinheiro, ele diz que está apenas sentado no banco porque não consegue encontrar opções para investir sem explorar as pessoas. Parece muito mais ser feliz:

John Lennon : Paz e sossego e um piano. É tudo basicamente isso. E, ocasionalmente, jorrando para algum evento.

Kerstin Zilm : Schoenberger e Lennon ficam cada vez mais confortáveis ​​um com o outro no banco de trás daquele pequeno carro bagunçado que passa por Nova York. Ele fala sobre aparecer no Grammy com Yoko Ono pela primeira vez após a separação, que ele chama de ‘falha’, e ele sempre verifica se a fita ainda está em execução, certificando-se de que tudo o que ele diz está gravado.

John Lennon : Ainda está funcionando. Estou apenas checando. 
Frances Schoenberger : Eu também. 
John Lennon : Olá, olá, olá. Porque é terrível dizer duas vezes.

Kerstin Zilm : Schoenberger pergunta a ele sobre May Pang, assistente pessoal de Lennon e Yoko Ono. O músico havia se mudado para Los Angeles com ela em 1973. Ono sugeriu que eles ficassem com eles na Costa Oeste por um tempo. A relação com Pang durou 18 meses. Lennon mais tarde se referiu a esse período como o Fim de Semana Perdido. Agora, em março de 1975, Lennon está de volta com sua esposa e Pang ainda é sua secretária pessoal.

Frances Schoenberger : Qual é o seu relacionamento agora com May Pang? Como ela está lidando agora? 
John Lennon : Ela está lidando bem. É difícil saber, porque não estou passando tempo com ela. Qualquer hora, na verdade. Mas o que posso fazer sobre isso? Ela sabia o que a cena era desde o começo. 
Frances Schoenberger : Fico feliz em saber que vocês estão juntos novamente. 
John Lennon : É ótimo. Nós nem planejamos voltar juntos. Eu só visitei você muitas vezes antes. A última vez que fui eu simplesmente nunca saí. 

Kerstin Zilm : Frances Schoenberger, John Lennon e o fotógrafo Bob Gruen estão no carro há quase meia hora. Eles são o caminho para o seu destino: Untermyer Gardens em Yonkers, um parque no rio Hudson, com prados, chorões, fontes e ruínas. Lennon verifica a fita rolante novamente quando Schoenberger pergunta sobre seu álbum Rock’n Roll. O músico parece ansioso para contar sua versão da produção com o excêntrico produtor Phil Spector em Los Angeles. 

[Sessão de gravação AMBI 4 Chaos, a voz de Lennon no meio] 

Kerstin Zilm: Fez muitas manchetes. Relatos sobre músicos bêbados e chapados tocando desafinados, sobre Spector vestido como um cirurgião e com uma arma, e atirando no teto estão em jornais de todo o mundo. Músicas do Rock ‘n Roll que ele ama. Lennon diz: “O que você acha?” Ele queria gravar algo divertido, ele diz, nada profundo e pessoal como a maioria de suas próprias músicas, e deixar tudo para Spector.

John Lennon : E é ótimo no começo porque não existe Phil Spector. No controle total de 28 caras tocando ao vivo. E ele foi fantástico. Mas ficou mais e mais furioso. Era apenas uma casa louca e bêbada e ele acabou com as fitas e eu não consegui segurá-las.

Kerstin Zilm : Lennon detalha a produção transformando-se em um cenário totalmente surreal. Eventualmente, Lennon disse, ele ficou sóbrio, de alguma forma o cara saiu da banda, de alguma forma conseguiu as fitas de volta, foi o que ele disse 28 caras tocando desafinadamente, e a maioria das faixas foram totalmente inúteis.

John Lennon : Então eu li mais em cinco dias e fiquei preso. Ali está. Começa a ser divertido e acaba por ser divertido. As cinco sessões do dia foram muito divertidas. Nós apenas balançamos, relaxados. Começou divertido, tornou-se brilhante e acabou divertido. E essa é a história pessoal. 
Frances Schoenberger : OK. 
John Lennon : Você não esperava muito sobre o disco? 
Frances Schoenberger : Não, mas agora eu sei tantas coisas que não preciso perguntar. Mas agora, sobre o seu plano 
John Lennon : Meus planos! 
Frances Schoenberger : O que é como 75? 
John Lennon : Fique vivo em 75. Esse é o meu lema.

Kerstin Zilm : Frances Schoenberger interrompe o CD novamente. Ela lembra que depois de alguns minutos na entrevista, ela não olhou mais para o caderno. Ela acabou de fazer perguntas sobre o que ele disse. Parecia completamente natural, ela diz a John Lennon sobre a relação entre ele, sua esposa e May Pang.

Frances Schoenberger : Eu não acho que fiquei surpreso. É como se você estivesse falando com um amigo. Ele me fez esquecer que John Lennon. Ei o que é tão humano como ele explicou isso. Foi simplesmente fascinante. E você pode ver o que é um ser humano incrível, depois de toda essa fama e todo esse dinheiro, o quão real ele é sobre si mesmo. Ele não parece um Beatle. Ele soa como o ser humano que ele é. Essa é a memória que ficou comigo.

[AMBI 5 Tape Frances Lennon]

Frances Schoenberger : Que tal você como pai? Quantos anos tem o seu filho agora …

Kerstin Zilm: Ela começa a tocar a gravação novamente. A conversa é sobre o relacionamento de Lennon com seu filho Julian. Julian nasceu em abril de 1963 em Liverpool, durante o primeiro casamento de Lennon com Cynthia Powell. O músico deixou a família cinco anos depois com Yoko Ono. Quase não há comunicação entre pai e filho até maio. Lennon fala sobre como ele achava que precisava apresentar eventos especiais durante as visitas de Julian. Um daqueles que viajam para a Disneyworld na Flórida, que foi horrível porque o lugar estava lotado. Schoenberger Schoenberger está prestes a sair no estúdio com sua música ao telefone. Julian o transforma em grupos e nunca ouviu falar. Como Freddie Mercury e Queen.

John Lennon : Ele ligou e disse: Você já ouviu falar da rainha? Eu disse não, o que é isso? Ele diz que eles são ótimos. Eu digo a ele, ouvi falar de quem, quem é? 
Frances Schoenberger : Doce. 
John Lennon : Não, aquele que se parece com Hitler tocando piano. 
Frances Schoenberger : Faíscas! 
John Lennon : Sparks na TV e eu o chamo e digo: Você viu Sparks? É Hitler no piano. Ele diz que não. Mas você viu a rainha? Não, o que é a rainha? e então ele me diz.

Kerstin Zilm : Lennon fala sobre os tempos que os Beatles passaram em Hamburgo no início dos anos 60. Certa vez, sua esposa Cynthia viajou com eles. Todos eles foram para uma igreja do lado de fora da Reeperbahn e entraram na grande torre verde onde esculpiram seus nomes na parede. João ama Cyn. 

Ele fala sobre viver em lugares diferentes: Liverpool, Hamburgo, Nova York. Grandes propriedades e pequenos apartamentos. Lennon comentou sobre o lugar e Yoko Ono agora vive no Edifício Dakota no Central Park.

John Lennon : É perfeito. E você sabe que é seguro, e as pessoas não podem entrar e dizer que eu sou Jesus de Toronto. O que estava acontecendo no outro apartamento. Você não podia sair pela porta da frente, porque algo estranho aconteceria na porta da frente.

Kerstin Zilm : Uma observação engraçada na época. Mas não olhar para trás, sabendo que fez John Lennon que disparou cinco anos após esta gravação no Dakota – retornando de uma sessão de gravação com Yoko Ono no dia 8 de dezembro de 1980. 

[notícias AMBI da morte de John Lennon]

Mark Chapman disparou Lennon quatro vezes no de volta a curta distância. O músico foi declarado morto no hospital. Mais cedo naquela noite os dois se encontraram. Lennon autografou uma cópia do álbum “Double Fantasy” de Lennon / Ono para Chapman.

Frances Schoenberger : Eu sou de Toronto. E o que eu nunca esqueci: Bob e eu, nós o deixamos na entrada dos fundos e me disse agora. E exatamente onde nós o deixamos, ele foi baleado. Então esse não era um lugar seguro. Isso me deu arrepios.

Kerstin Zilm : No momento da entrevista, não há razão para se aprofundar nesse assunto. Então Schoenberger seguiu em frente.

Frances Schoenberger : Você já conheceu Elvis?

Kerstin Zilm : Elvis tinha acabado de completar 40 anos. Ele começou um novo show em Las Vegas dez dias antes. Lennon viu Elvis uma vez, ele diz. Os Beatles foram visitá-lo em sua casa. Nós estávamos todos aterrorizados. Ei, nosso ídolo, ele lembra. Eles ficaram surpresos ao ver Elvis sentado na frente de uma TV.

John Lennon : E ele tinha essa TV, eu lembro e ele tinha um amplificador e um baixo plugados nela, assistindo sem som na TV e tocando baixo e cantando. Nós estávamos realmente observando ele. Eu sempre penso nisso do nosso ponto de vista. Eu nunca pensei nisso a partir dele. E anos depois, ouvi de um amigo que ele também estava aterrorizado. A – porque nós éramos a coisa nova e B – o que iria acontecer. E que ele estivera pulando por horas em preparação, pensando no que dizer. E nós ficamos apavorados. Nós o adoramos. É uma história estranha. É isso.

[AMBI 5 Driving] 

Kerstin Zilm : Ouvir a fita hoje é como uma espiada em um mundo que não existe mais. É simplesmente impossível para um repórter ter a chance de se sentar ao lado de uma mega-estrela no banco de trás de um carro, sem assunto fora dos limites, sem limite de tempo e sem agente de imprensa em qualquer lugar perto. Elvis Presley morreu dois anos depois e John Lennon foi morto. Em sua entrevista, Schoenberger perguntará por enquanto: Como um Beatle escreve uma música?

John Lennon : Eu me sinto bem agora, estou escrevendo bem, então estou feliz. 
Frances Schoenberger : E como você faz isso? Você escreve quando está de bom humor? Sua mente está sempre pensando em escrever? 
John Lennon : Sim, estou sempre nisso. As melhores coisas geralmente vêm de impulso ou inspiração. Eu apenas rabisco em um pedaço de papel e depois deixo em uma espécie de pilha. E quando começa a ficar mais interessante, me aventuro na máquina de escrever e a digito. Geralmente é o terceiro rascunho quando chego à máquina de escrever. Mas a versão final nunca é até que a gravemos. Eu sempre troco uma palavra ou duas no último minuto.

Kerstin Zilm : Lennon diz, como Bernie Taupin faz para Elton John. Música vem muito mais fácil para ele do que palavras. Mas por outro lado, ele admite, isso não funcionaria bem, porque ele é egocêntrico demais para escrever música para as palavras de outras pessoas. Ele às vezes gostaria de escrever músicas fáceis, divertidas e música disco. Mas isso é tão impossível.

John Lennon : Eu sou muito literal para escrever Rock Your Baby. Eu queria poder. Sou intelectual demais, embora não seja realmente intelectual. Eu sinto que sou um escritor realmente. A música é fácil. A música é apenas em todo o lugar. Não tenho problema em escrever música.

Kerstin Zilm : De repente, a gravação pára, mas o CD ainda está em execução. Alguns segundos depois, o som volta com ruídos de fundo totalmente diferentes. 

[AMBI 5 Diner] 

Kerstin Zilm : Schoenberger, Lennon e Gruen estão agora em uma pequena lanchonete perto do parque em Yonkers. Eles estão no balcão, e Lennon novamente se certifica de que a fita está rodando. 

[AMBI 6 Pedindo comida para Frances e Lennon]

John Lennon : Então está ligado? 
Frances Schoenberger : Mhm. Posso comer um sanduíche BLT? 
Garçom : maionese? Sem maionese 
John Lennon : O que é isso? 
Frances Schoenberger : Bacon Lettuce e Tom 
John Lennon : Faça os dois por favor. 
Frances Schoenberger : No brinde por favor. 
John Lennon : Sim, Rye.

Kerstin Zilm : Depois de fazer o pedido, eles começam a falar sobre dietas. Essa conversa leva à troca de experiências com a terapia do grito primal desenvolvida por Arthur Janov. Nos anos 70 esta terapia é muito popular. Schoenberger tentou por duas semanas em Nova York. Lennon e Yoko Ono fizeram isso por Janov há alguns meses. 

O primeiro álbum solo de Lennon após o término dos Beatles: ‘John Lennon / Plastic Ono Band’. 

Em sua entrevista com Schoenberger Lennon, ele se lembra das conseqüências de seus seis meses com Janov por seu peso. Ele aceitou o conselho para liberar qualquer autocontrole. pimenta:

John Lennon : Está tudo muito bem para a mente. Eu usava as mesmas roupas por dois anos. Eu tinha duas coisas: uma roupa de salto, uma que você coleciona. Eu tinha duas delas. É tudo que sei por quase dois anos. Janov que idiota, mas ele não era ruim. Sua terapia foi boa. Ei, que dor no pescoço.

Kerstin Zilm : Mais de sanduíches e café da BLT Schoenberger e Lennon falam sobre chorar e gritar na terapia. Então o repórter casualmente faz uma pergunta muito particular:

Frances Schoenberger : E a sua vida sexual, isso mudou? Você ficou consciente de ficar feia? 
Kerstin Zilm : Sem perder o ritmo, o ícone da música responde à sua pergunta!

John Lennon : Não, porque eu estava em terapia com Yoko e nós dois engordamos pra caramba. 

Kerstin Zilm : Mais de 40 anos depois, Frances Schoenberger ainda acha que é normal.

Frances Schoenberger : Normalmente, se você perguntar diretamente, você recebe uma resposta. Foi difícil explicar que senti que era sincero e que não usaria nem abusaria disso. Transformou-se em conversas maravilhosas e às vezes até em uma pequena sessão de terapia, como algumas delas mencionaram.

Kerstin Zilm : Faltam apenas alguns minutos para a fita de Schoenberger. Yonkers ninguém parece reconhecer John Lennon e o cara com o sotaque britânico é. Ninguém interrompe a entrevista que se transformou em uma conversa.

Frances Schoenberger : Para mim estar com você, não é com John Lennon que estou, de repente você é uma pessoa. 
John Lennon : Eu sou apenas um cara que fez o que, certo? Sempre me veja como eu. Eu sempre passo por tudo isso. Posso pegar o cheque e mais um café?

Kerstin Zilm : John Lennon pede o cheque e paga. Há também uma foto em preto e branco disso. Ele mostra um restaurante típico dos anos 70 com açúcar, ketchup, mostarda, guardanapos, sal e pimenta no balcão, paredes com painéis de madeira e teto baixo. Lennon conta algumas notas de dólar amassadas no balcão, um maço de cigarros ao lado dele enquanto o repórter está olhando. 

É hora da sessão de fotos. A fita para.

Frances Schoenberger : Foi a melhor experiência da minha carreira. Ah sim! Para mim, ele é o que eu mais respeitei. Ele não deu muitas entrevistas e foi uma ótima entrevista.

Kerstin Zilm : Frances Schoenberger se recosta na cadeira em uma sala cheia de luz. Ela está exausta, mas feliz por finalmente ousar ouvi-la.

Frances Schoenberger : Eu realmente gostei de ouvi-lo novamente. Porque eu nunca fiz. Eu estava com muito medo. Eu não queria. 40 anos depois, 75? Mas parece que foi ontem. Eu me lembro do quarto do hotel, eu me lembro quando ele entrou, eu não me lembro da visão … isso só me faz pensar. Eu entrevistei muitas pessoas famosas e estrelas do rock e tudo o mais. Eu percebo que eu estava por perto em um momento muito interessante. Tempo muito interessante. Lucky. Especialmente com John Lennon.

 

TEXTO ORIGINAL

Frances Schoenberger: I don’t know how that works. Ah! There we go. Oooh, oh yay, I am a little nervous about it.

[AMBI1 Frances trying to get the CD player to start …]

Kerstin Zilm: Frances Schoenberger tries to get her CD player to start. She is sitting in the sunny living room in her hillside home overlooking the city of Los Angeles. She has interviewed every musician, film maker and actor making headlines the last 50 years; from Alfred Hitchcock to Frank Zappa. She is still an active reporter and member of the Hollywood Foreign Press Association, which awards the Golden Globes every year.

Now she wants to listen to an interview she did on March 28th 1975 with musical icon John Lennon.

At the time of the interview Schoenberger was 30 years old. She worked as Rock ’n Roll and Hollywood reporter for the German magazine Bravo. She grew up in a tiny, catholic village in Bavaria, left home when she was 13, and a few years later worked as assistant to a famous German journalist in Munich.

Frances Schoenberger created her life in the United States from scratch. In 1975 she had already interviewed a lot of celebrities for German magazines and newspapers. John Lennon was on her list for a long time.

Frances Schoenberger: From The Beatles, John Lennon interested me the most because he had the mother issues, he was more rebellious and I loved his music the best. I was just so curious and I kept writing and writing and writing letters asking for an interview.

Kerstin Zilm: The encounter with John Lennon turned out to be so special that Frances Schoenberger never listened to the tape, afraid that what she would hear might not live up to her memories or have a negative impact on them. She is nervous.

Frances Schoenberger: Never listened. Only when I transcribed the interview. Well I had somebody else transcribe it. I never listened to it again. I guess I will be able to handle it. Can you imagine? That’s forty years later, right?

Kerstin Zilm: March 1975. John Lennon is back in New York and reunited with Yoko Ono after spending 18 months in Los Angeles. On the West coast he made headlines for partying excessively in Hollywood Clubs. There were stories about dramatic scenes during recording sessions with producer Phil Spector. His relationship with May Pang, his and Yoko Ono’s former secretary, was fodder for gossip magazines all over the world. It was a relationship Ono had initiated.

On top of that the Ex-Beatle is in a legal fight with the United States over getting a Green Card. The government threatens to deport him because he overstayed his visa.

He has a number one hit on the charts with Elton John: Whatever Gets You Thru the Night

At the same time Frances Schoenberger lives on the other side of the continent in Los Angeles, sending stories from Hollywood to Germany. In March she goes back to New York where her US-reporting career started. She stays in a hotel, preparing interviews. The opportunity to meet John Lennon comes out of nowhere.

Frances Schoenberger: I think I was there to interview Jane Fonda and somebody else. Then the photographer Bob Gruen, he was a Rock ’n Roll photographer I used to work with, he was basically John Lennon’s photographer, and then he said he is going to do it. I was shocked.

Kerstin Zilm: She immediately gets a different hotel room: bigger and with a view on Central Park. She knows that photographer Bob Gruen will need good shots. For her client, the German Pop magazine, pictures will be more important than her writing. The editors are not half as excited about the chance to interview John Lennon as she is. The Beatles had split up five years ago. Lennon’s career has hit a plateau. The magazine is more interested in stories about David Cassidy and Alice Cooper, ABBA and the Bay City Rollers.

Frances Schoenberger: I think at that time they weren’t that impressed. It was for Bravo, and Bravo at that time was for teenagers. With this interview we got so much deeper which was not of any interest to Bravo readers. So I just had to pick the usual stuff.

Kerstin Zilm: When she gets the news that John Lennon will come to her hotel room the journalist has no idea yet how deep the conversation will go, but she is determined to make the most of this opportunity. She gets prepared. The recorder is set with 90 minutes of tape. She has extra batteries, a notebook, pens and many questions.

Frances Schoenberger: I was sitting in my room waiting for John Lennon all by myself and suddenly somebody knocked on the door and he was whistling. He came all by himself. No bodyguard, no press agent, nobody. Just him. So it was only him and me in my hotel room. So he came in and looked out the window and started to even speak a little bit of German, dirty German. He was in an amazingly good mood. Of course I was very nervous. But I relaxed very quickly because he made me forget that it was John Lennon. I just felt very comfortable with him. That he walked New York and he came to my hotel room. I didn’t have to come down. He came up to see me. It’s pretty cool, yeah.

Kerstin Zilm: Schoenberger brings a black and white photograph from her office to the living room. Bob Gruen gave it to her.

The picture shows the reporter sitting on the bed talking with John Lennon. She wears dark bell-bottoms, a sweater with the Camel cigarette logo and picture on the front, her hair styled in a shoulder length perm. She looks directly at John Lennon. Smiling. Curious. The recorder between them on the bed is not running.

Frances Schoenberger: No, I didn’t tape in the hotel room. Phhhhhh! When he spoke German and all this! I think it was my instinct. I wanted to make him feel comfortable. You don’t tape everything, so you establish some sort of trust so they can see I’m not greedy. I think I did that on purpose. Then you say: now we start the official interview and now this is on tape.

Kerstin Zilm: In the picture Lennon leans towards her looking right into her eyes. He wears a light colored three piece suit with matching scarf, a flat hat, and his signature round rim glasses.

Frances Schoenberger: Bob Gruen told me that we would drive up to Yonkers and that there is a park and while we are in the car I can do the interview and then continue.

Kerstin Zilm: When Gruen arrives at the hotel he takes a few pictures in the room, then he tells everybody to go downstairs and be ready for the ride to the park.

Schoenberger is shocked when she sees Gruen’s Toyota station wagon. It is small and the photographer has not bothered to clean it up.

Frances Schoenberger: His car was so messy. I was so embarrassed. And we were just sitting in the back seat of this tiny car and I held my tape recorder…

Kerstin Zilm: She starts recording.

[AMBI2 Frances sighs/Tape starts]

John Lennon: Do you know what you are going to ask, otherwise I just ramble…
Frances Schoenberger: I know what I have been reading and the latest I know is that you are suing them
John Lennon: Yeah, John Lennon versus the US. It’s great…

Kerstin Zilm: Now, more than 40 years later Frances Schoenberger listens to her 30 year old self riding in a car with John Lennon, the windows open, driving through Manhattan on a bumpy road for the first time.

The interview starts with a topic that is in the news in 1975: Lennon’s legal fight with the U.S. government about getting a Green Card.

Frances Schoenberger: Why, John, do you want to live in New York now, or the States?
John Lennon: Because it’s more fun.
Frances Schoenberger: I agree.
John Lennon: I only decided to live here after I had moved here. I did not leave England with the intention. I left everything in England. I didn’t even bring any clothes. I just came for a visit and stayed. I like it here. You’re here.
Frances Schoenberger: I like it here.
John Lennon: Is anywhere better?
Frances Schoenberger: No. I also like the American people.
John Lennon: I do.
Frances Schoenberger: I like them. I really feel good here and I also want my Green Card. I don’t want to get kicked out.
John Lennon: Me too …

Kerstin Zilm: The young journalist comes straight to the point of accusations against Lennon:

Frances Schoenberger: The reason why they don’t give you the Green Card, is it still the marijuana charge?
John Lennon: No, they started off saying it was the marijuana charge and they dropped that and now they say it is because I overstayed.
Frances Schoenberger: Oh my goodness.
John Lennon: It’s bullshit.
Frances Schoenberger: It is so ridiculous why they would not want you here. Why do they still make it so difficult?!

Kerstin Zilm: She asks about other British stars living in the United States, David Bowie and Elton John.

Frances Schoenberger: Elton John is here most of the time too.
John Lennon: Elton John got a clean image. David’s image they probably haven’t realized what it is yet. It takes them a bit of time to sink in what is going on. Bowie, they probably think he is something from the circus.

Kerstin Zilm: Frances Schoenberger stops the CD a few minutes into the recording. She is more relaxed now and surprised.

Frances Schoenberger: What a soft little voice I had. I don’t recognize my voice, but I feel comfortable listening to this young woman. It’s a young woman called Frances Schoenberger. But so far I think I am doing a good job. I let him talk. I don’t touch any personal issues yet. We talk about the Green Card and why they want to kick him out. I think it’s a good beginning, just to feel him, how far you can go.

Kerstin Zilm: She is now very curious about the rest of the interview and starts the CD again.

[AMBI3 Tape What kind of life do you live in New York …]

Kerstin Zilm: Her questions become more personal fast. Lennon talks about his life style now and in the past. He remembers buying lots of stuff, when he first made money with the Beatles, like lots of cars even though he wasn’t even into cars. He tells Schoenberger about living in a big house with huge grounds in England and then in a really small apartment in New York. He talks about collaborating with other musicians, about helping each other out during recordings, and about walking the streets of New York without people bothering him which he enjoys a lot after the crazy Beatles years. When Schoenberger asks him about his money, he says that it is just sitting in the bank because he cannot find any options to invest it without exploiting people. It sounds like he does not need a lot to be happy anymore:

John Lennon: Peace and quiet, and a piano. It’s all basically that. And occasionally spurting out to some event just to prove I’m still alive.

Kerstin Zilm: Listening to the tape it is obvious that Schoenberger and Lennon become more and more comfortable with each other on the back seat of that messy little station wagon driving through New York. He talks about showing up at the Grammys with Yoko Ono for the first time after their separation, which he calls a ‘failure’, and he always checks to see the tape is still running, making sure everything he says is recorded.

John Lennon: It is still working. I’m just checking.
Frances Schoenberger: Me too.
John Lennon: Hello, hello, hello. Because it is terrible saying it twice.

Kerstin Zilm: Schoenberger asks him about May Pang, Lennon’s and Yoko Ono’s personal assistant. The musician had moved to Los Angeles with her in 1973. Ono suggested that May should become his companion and that they should stay on the West coast for a while when the couple was in a major crisis. The relationship with Pang lasted 18 months. Lennon later referred to that period as the Lost Weekend. Now, in March 1975, Lennon is back with his wife and Pang is still their personal secretary.

Frances Schoenberger: What is your relationship now with May Pang? How is she handling it now?
John Lennon: She’s handling it alright. It’s hard to know, because I am hardly spending any time with her. Any time at all, actually. But what can I do about it? She knew what the scene was from the start.
Frances Schoenberger: I am glad to hear that you are back together again.
John Lennon: It’s great. We did not even plan to get back together. I was just going to visit her and I had visited her many times before. The last time I went I just never left.

Kerstin Zilm: Frances Schoenberger, John Lennon and Photographer Bob Gruen have been in the car now for almost half an hour. They are half way to their destination: Untermyer Gardens in Yonkers, a park on the Hudson river, with meadows, weeping willows, fountains and ruins. Lennon checks the rolling tape again, when Schoenberger asks him about his Rock ’n Roll album. The musician seems to be eager to tell his version of the production with eccentric producer Phil Spector in Los Angeles.

[AMBI 4 recording session Chaos, Lennon’s voice in the middle]

Kerstin Zilm: It made a lot of headlines. Reports about musicians being drunk and stoned playing out of tune, about Spector showing up dressed like a surgeon and with a gun, and shooting into the ceiling are in papers all over the world. Lennon explains: it was supposed to be a really fun project where he would just show up to sing Rock ’n Roll songs he loves. He wanted to record something fun, he says, nothing deep and personal like most of his own songs, and leave everything else to Spector whom he had worked with before.

John Lennon: And it was great at first because there he was being the Phil Spector that I never allowed him to be. In complete control of 28 guys playing live. And he was fantastic. But it got madder and madder. It was just a drunken mad house and he ended up with the tapes and I could not get a hold of them.

Kerstin Zilm: Lennon describes the maddening details of the production turning into a totally surreal scenario. Eventually, Lennon says, he sobered up, became the odd man out in the group of drunk musicians, somehow got the tapes back, realized that it was basically 28 guys playing out of tune, and that most of the tracks were totally useless.

John Lennon: Then I recorded ten more in five days and stuck it all together. There it is. It started out to be fun and ended up to be fun. The five day sessions were great fun. We all just rocked, relaxed. It started up fun, became hell and ended up fun. And that’s the story folks.
Frances Schoenberger: OK.
John Lennon: You did not expect all that much about the record?
Frances Schoenberger: No but now I know so many things I do not need to ask. But right now, about your plans
John Lennon: My plans!
Frances Schoenberger: What’s like 75?
John Lennon: Stay alive in ’75. That’s my motto.

Kerstin Zilm: Frances Schoenberger stops the CD again. She remembers that after a few minutes into the interview she did not look at her notebook anymore. She just asked questions about topics she was curious about and followed up on things he said. It felt completely natural, she says, to talk with John Lennon about the relationship between him, his wife and May Pang.

Frances Schoenberger: I don’t think I was surprised. It really was like you are talking to a friend. He made me forget that he is John Lennon. He was just so human how he explained it. There was nothing made up. It was just fascinating. And you could see what an amazing human being he is, after all this fame, and all this money, how real he is about himself. He doesn’t sound like a Beatle. He sounds like the human being he is. That is the memory that just stayed with me.

[AMBI 5 Tape Frances Lennon]

Frances Schoenberger: How about you as a father. How old is your son now…

Kerstin Zilm: She starts playing the recording again. The conversation is now about Lennon’s relationship with his son Julian. Julian was born in April 1963 in Liverpool during Lennon’s first marriage with Cynthia Powell. The musician left the family five years later to be with Yoko Ono. There was almost no communication between father and son until May Pang encouraged them to reunite, with Julian visiting his father regularly. Lennon talks about how he thought he needed to come up with special events during Julian’s visits. One of those was a trip to Disneyworld in Florida which was awful because the place was totally crowded. The musician says it must be hell for Julian to be the son of a rock star and tells Schoenberger about the fun he now has, just hanging out in the studio with his son or talking with him about music on the phone. Julian turns him onto groups and musicians he has never heard of. Like Freddie Mercury and Queen.

John Lennon: He called and said: Have you heard Queen? I said No, what is it? He says They are great. I tell him, I heard of the one, who is it?
Frances Schoenberger: Sweet.
John Lennon: No, the one who looks like Hitler playing the piano.
Frances Schoenberger: Sparks!
John Lennon: I have seen Sparks on TV and I call him and say: Have you seen Sparks? It’s Hitler on the piano. He says No. But have you seen Queen? No, what is Queen? and then he tells me.

Kerstin Zilm: Lennon also talks about times the Beatles spent in Hamburg in the early 60s. One time his wife Cynthia traveled with them. They all went to a church outside the Reeperbahn and up into its big green tower where they carved their names into the wall. He thinks visitors to that church can still see the words John loves Cyn.

He talks about living in different places: Liverpool, Hamburg, New York. Big estates and small apartments. Lennon briefly mentions the place he and Yoko Ono now live in: The Dakota building on Central Park.

John Lennon: It is perfect. And you know it is secure, and people can’t get in and say I’m Jesus from Toronto. Which was happening in the other apartment. You could not go out the front door, because something weird would happen at the front door.

Kerstin Zilm: A funny remark at that time. But not looking back, knowing that John Lennon was shot five years after this recording at the Dakota – returning from a recording session with Yoko Ono on December 8th, 1980.

[AMBI News of John Lennon’s Death]

Mark Chapman shot Lennon four times in the back at close range. The musician was pronounced dead at the hospital. Earlier that evening the two had met. Lennon had autographed a copy of the Lennon/Ono album “Double Fantasy” for Chapman.

Frances Schoenberger: Of course you can get goose bumps when he said this is a safe place and nobody can show up and say I’m Jesus from Toronto. And what I never forget: Bob and I, we dropped him off at the back entrance and he said to me Now we have to do that every year. And exactly where we dropped him off he got shot. So that wasn’t a safe place. That gave me the goose bumps.

Kerstin Zilm: At the time of the interview there was no reason to get further into that subject. So Schoenberger moved on.

Frances Schoenberger: Did you ever meet Elvis?

Kerstin Zilm: Elvis had just turned 40. He started a new show in Las Vegas ten days earlier. Lennon did see Elvis once, he says. The Beatles went to visit him together at his house. We were all terrified. He was our idol, he remembers. They were surprised to see Elvis sitting in front of a TV.

John Lennon: And he had this TV, I remember and he had an amplifier and a bass plugged into it, watching with no sound on the TV and he was playing bass and singing. We were sort of singing along but we were really just watching him. I always thought of it from our point of view. I never thought of it from his. And years later I heard from a friend that he was terrified too. A – because we were the new thing and B – what was going to happen. And that he had been prancing around for hours in preparation, thinking of what to say. And we were terrified. We worshipped him. It’s a strange story. That’s it.

[AMBI 5 Driving]

Kerstin Zilm: Listening to the tape today is like getting a peek into a world that does not exist anymore. It is simply impossible for a reporter to get the chance to sit next to a mega star on the back seat of a car, no topic off limits, no time limit and no press agent anywhere close. Elvis Presley died two years later and John Lennon was killed. In her interview Schoenberger eventually asks a question that has been on her mind for a while: How does a Beatle write a song?

John Lennon: I just feel good now, I am writing well, so I am happy.
Frances Schoenberger: And how do you do that? Do you write when you are in the mood? Is your mind always thinking about writing?
John Lennon: Yes, I am always at it. The best stuff usually comes out of impulse or inspiration. I just scribble on a bit of paper and then leave it in a sort of pile. And when it begins to be more interesting I venture to the typewriter and type it out. It’s usually the third draft when I get to the typewriter. But the final version is never until we record it. I always change a word or two at the last minute.

Kerstin Zilm: Sometimes he would like to have somebody else write the lyrics for him, Lennon says, like Bernie Taupin does for Elton John. Music comes so much easier to him than words. But on the other hand, he admits, that would not work well, because he is too egocentric to write music to other people’s words. He sometimes would like to write just easy, fun songs and disco music. But that is also impossible.

John Lennon: I’m too literal to write Rock Your Baby. I wish I could. I’m too intellectual even though I’m not really an intellectual. I feel like I am a writer really. The music is easy. The music is just all over the place. I have no problem writing music.

Kerstin Zilm: Suddenly the recording stops but the CD is still running. A few seconds later the sound comes back with totally different background noises.

[AMBI 5 Diner]

Kerstin Zilm: Schoenberger, Lennon and Gruen are now in a small diner close to the park in Yonkers. They sit down at the counter, and Lennon again makes sure the tape is running.

[AMBI 6 Ordering food Frances and Lennon]

John Lennon: So it’s on?
Frances Schoenberger: Mhm. Can I have a BLT-Sandwich please?
Waiter: Mayonnaise? No Mayonnaise
John Lennon: What is that?
Frances Schoenberger: Bacon Lettuce and Tomato
John Lennon: Make that two please.
Frances Schoenberger: On toast please.
John Lennon: Yes, Rye.

Kerstin Zilm: After placing their order, they start talking about diets. This conversation leads them to exchanging experiences with the primal scream therapy developed by Arthur Janov. In the 70s this therapy is very popular. Schoenberger tried it for two weeks in New York. Lennon and Yoko Ono did it for with Janov a few months.

The therapy led to the production and release of Lennon’s first solo album after the Beatles’ break up: ‘John Lennon/Plastic Ono Band’.

In his interview with Schoenberger Lennon laughs remembering the consequences of his six months with Janov for his weight. He took the advice to let go of any self control very seriously, he says, living on chocolate and Dr. Pepper:

John Lennon: It was all very well for the mind but for the body it was terrible. I wore the same clothes for two years. I had two things: a jump suit, one you do the plumbing in. I had two of them. That’s all I wore for almost two years. Janov was an idiot but he was not bad. His therapy was good. He was a pain in the neck.

Kerstin Zilm: Over BLT sandwiches and coffee Schoenberger and Lennon talk about crying and screaming in therapy. Then the reporter casually asks a very private question:

Frances Schoenberger: And your sex life, did that change? Did you get conscious about getting ugly?
Kerstin Zilm: Without missing a beat the music icon answers her question!

John Lennon: No, because I was in therapy with Yoko and we both got fat as hell. In the dark it feels great.

Kerstin Zilm: More than 40 years later Frances Schoenberger still thinks it is perfectly normal that Lennon answered her very private question without a second of hesitation:

Frances Schoenberger: Usually if you ask straight forward you get an answer. It is hard for me to explain but other people tell me they always felt that I was sincere and that I would not use or abuse it. It turned into wonderful conversations and sometimes even like a little therapy session as some of them mentioned.

Kerstin Zilm: There are only a few minutes left on Schoenberger’s tape. At the counter of a little diner in Yonkers nobody seems to recognize John Lennon and only a few wonder who the guy with the British accent is. Nobody interrupts the interview which has turned into a conversation.

Frances Schoenberger: For me being with you, it is not John Lennon I am with, suddenly you are a person.
John Lennon: . I am just a guy who did whatever, right? Always see me as me. I was always me all through it. Can I get the check please and one more coffee.

Kerstin Zilm: John Lennon asks for the check and pays. There is also a black and white picture of that. It shows a typical 70s diner with sugar, ketchup, mustard, napkins, salt and pepper shakers on the counter, a man reading the paper at the far end, wood paneled walls and a low ceiling. Lennon counts a few crumbled dollar notes onto the counter, a pack of cigarettes next to him while the reporter is looking on.

It is time for the photo shoot. The tape stops.

Frances Schoenberger: It was the best experience in my career. Oh yes! To me he is the one I respected the most. He didn’t give a lot of interviews and it was a great interview.

Kerstin Zilm: Frances Schoenberger leans back into the chair in her light filled living room. She is exhausted but also glad she finally dared to listen to her recording.

Frances Schoenberger: I really enjoyed to listen to him again. Because I never did. I was too scared. I didn’t want to. 40 years later, 75? But it seems like yesterday. I do remember the hotel room, I do remember when he came in, I do remember the view…it just makes me think. I interviewed many famous people and rock stars and whatever. I realize I was around in a very interesting time. Very interesting time. Lucky. Especially with John Lennon.

PAUL MCCARTNEY EM CURITIBA 26 ANOS DEPOIS!

Um texto do Jornalista Cláudio Teran.

No dia 05 de dezembro de 1993, Paul se apresentou em Curitiba, na Pedreira Paulo Leminski, e vinte e seis anos depois, em 30 de março de 2019, ele voltou a Curitiba.
Não é exagero dizer que parou a cidade!
A capital do Paraná ‘respirou’ Paul nos últimos dias.

Paul McCartney no Brasil – 30 de março de 2019 – Estádio Couto Pereira, em Curitiba.

Rolaram festas, teve estátua inaugurada, e fãs de toda parte se misturaram aos curitibanos.

A primeira vez no Paraná foi em 1993, quando Curitiba completou 300 anos. Um show gratuito na Pedreira Paulo Leminsky. E fazia tempo.

Então ele veio de novo. Quarenta e dois mil e seiscentos fãs passaram pelas bilheterias do Couto Pereira. Teve gente que montou barracas em frente ao estádio duas semanas antes.

No palco outra mistura, de notáveis canções dos Beatles e da carreira solo dele. E um mix das apresentações de SP no setlist.

“Piás e gurias”, e “suave na nave”, típicas do dialeto paranaense entraram no repertório das falas em que Paul se arriscou no português.

E o rock rolou intenso durante quase três horas de prazer, magia, alegria explendida e uma certeza coletiva de que valeu a pena.

Em meio ao suor e ao desalinho do pós-show, quem sentiu uma leve depressão estava em seu estado normal. É só um sintoma de desejo que ele venha de novo .

Até a próxima, Paul!

(Por Cláudio Teran)

SETLIST

1) A Hard Day’s Night

2) Junior’s Farm

3) Can’t Buy Me Love

4) Letting Go

5) Who Cares

6) Got To Get You Into My Life

7) Come On To Me

8) Let Me Roll It

9) I’ve Got a Feeling

10) Let’Em In

11) My Valentine

12) 1985

13) Maybe I’m Amazed

14) I’ve Just Seen a Face

15) In Spite Of All The Danger

16) From Me To You

17) Dance Tonight

18) Love Me Do

19) Blackbird

20) Here Today

21) Queenie Eye

22) Lady Madonna

23) Back in Brazil

24) Eleanor Rigby

25) Fuh You

26) Being For The Benefit Of Mr. Kite

27) Something

28) Ob-La-Di Ob-La-Da

29) Band On The Run

30) Back in The USSR

31) Let It Be

32) Live and Let Die

33) Hey Jude

BIS

34) Birthday

35) Sgt. Pepper’s Lonely Hearts (Reprise)

36) Helter Skelter

37) Golden Slumbers / Carry That Wheight / The End

Vídeo do Show completo no Youtube


.

Demétrius Agora é uma Estrela no Céu e Jamais Será Esquecido!

Príncipe do Rock, Rei do Rock, Ídolo da Juventude, Demétrius jamais será esquecido!

O cantor Demétrius está sendo velado no Cemitério GETSEMANI (no Morumbi, em São Paulo).

Seu sepultamento será amanhã (quarta- feira ), 13 de março, pela manhã, às 9h.

.

Demétrius, nome artístico de Demétrio Zahra Neto, nasceu em 28 de março de 1942, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Aos seis anos, se mudou com os pais para a cidade de São Paulo e faleceu em 11 de março de 2019 em São Paulo.

Demétrius foi um dos inúmeros talentos descobertos por Miguel Vaccaro Netto, em 1959, quando gravou seu primeiro disco pelo selo Young, ligado à gravadora Fermata.

Sua primeira gravação foi em 1960, um 78rpm contendo de um lado a música “Young and in Love” e do outro “Hold me Tight”, uma composição de Hamilton di Giorgio.


.

“Esta foi a minha primeira gravação, foi em 1960.
Hold me So Tight foi o outro lado do 78rpm, ou seja, o outro lado do disco”.
(Demétrius, em 07/11/2016)

Em 1961, indicado por Genival Melo ao diretor artístico da Gravadora Continental, Nazareno de Brito, assinou contrato e gravou a versão da música Corina Corina, que logo transformou-se num dos maiores sucessos daquele ano entre os jovens de todo o Brasil.

As apresentações em televisão, entrevistas em rádio e revistas e inúmeros shows que fazia, rapidamente tornaram Demetrius um dos maiores ídolos da juventude do país.

Logo sucederam-se mais gravações de LP e Compactos, que rapidamente se tornavam grandes sucessos.
Alguns desses sucessos foram “Rock Do Saci” (de Tony Chaves e Baby Santiago), “O Amor Que Perdi” (versão de Fred Jorge para a música Run Away), “Chega”, versão que fez para Making Love e O Ritmo da Chuva, também versão sua, que consagrou-o em todo o país como letrista e intérprete. Esta gravação feita em 1964 nunca deixou de ser vendida, gravada e executada nas emissoras de todo o país, até os dias atuais, há 55 anos!

Quando surgiu o movimento Jovem Guarda, Demétrius gravou seu novo sucesso, de autoria de seu colega e amigo Roberto Carlos, a música Não Presto Mas Te Amo, que alcançou as paradas de sucesso do Brasil inteiro.

Sobre a sua versão “Ritmo da Chuva”, Demétrius disse…

“Eu fiz essa letra em 1964, quando nasceu meu filho mais velho, o Nick, então tá fazendo 49 anos. A despeito de a música ter perdurado todo esse tempo, ela vem sendo regravada por todo mundo aí, todos os colegas, Golden Boys, Frank Aguiar, Peninha, Fernanda Takai, Vitor e Léo, José Augusto, enfim, todo mundo regravando, regravando, regravando e ela perdura há 49 anos”.

Perguntado se ganhou dinheiro com a música, Demétrius respondeu…

Deu pra fazer umas pescarias, a gente se mantém até hoje. (risos)
Foi legal, foi legal.
Às vezes chegam pra mim e falam, Oh! Demétrius, uns caras lá nos Estados Unidos gravaram a sua música. (risos) É verdade, eles falam por que ficou conhecida com a gente, né! É a canção da minha carreira, é o ritmo da chuva.

(Demétrius em 10-09-2018)

Eu fui seguindo a carreira cantando e compondo, cantando e compondo, só que as composições naquela época eram as versões.
A gente pegava as músicas americanas, italianas, fazia as versões e gravava, até que eu comecei a compor também.
Em 1967 eu participei do terceiro festival da música popular brasileira na Record, que foi o Festival de maior sucesso da Record foi esse de 67 e eu tive uma das minhas canções chamada “Minha Gente” pra concorrer ali com Chico Buarque, Edu Lobo, Gilberto Gil, os monstros sagrados da música popular brasileira né!
Então a Minha Gente foi uma das 36 escolhidas, isso me deu um impulso muito bom na área de composições e o pessoal todo da época começou a me pedir músicas pra gravar.

Eu gravei músicas com uma infinidade de artistas.

O Jerry Adriani, o Wanderley Cardoso, o Antonio Marcos, o Roberto Carlos gravou a música “Preciso lhe Encontrar”, o Ari Toledo, um dos maiores sucessos dele, aquela música que diz “Linda meu bem, que será que ocê não tem”? Essa eu fiz… Tomei umas caipirinhas eu fiz na beira do rio Paraná que eu tava pescando lá com o Ary Toledo e ele falou, “vou gravar isso aí Dé”. E gravou e foi um tremendo sucesso.

E assim foi… Pessoal gravando as minhas músicas, Altemar Dutra, Francisco Petrônio, Vanusa, Waldireni, Nalva Aguiar, o Jerry eu já citei, Wanderley Cardoso também, e agora essa música O Ritmo da Chuva então sendo regravada por uma quantidade grande de colegas meus.
O que sempre me deixou muito honrado, muito feliz, eu me emociono a cada gravação desses meus colegas que eu sou fã de todos eles.
Agora recente questão de duas, três semanas, eu repito, Amado Batista gravou também O Ritmo da Chuva e hoje eu tava ouvindo no rádio com ele e isso me dá um encantamento muito grande.
Acaba dizendo pra mim que alguma coisa a gente fez de aproveitável, de útil, especialmente no sentido de que os brasileiros, o nosso povo, tem mais canções pra cantar além de todos os milhares e milhares de músicas algumas que a gente fez no aconchego da gente, no nosso lar, ou numa pescaria, ou na rua, de forma que eu sou uma pessoa completamente feliz e realizada por esses aspectos.
Corina também é uma versão, agora composições eu tive muitas composições próprias que fizeram sucesso como “Nas voltas do mundo”, “Hey meu pai”, enfim… Muita, muita música, tem mais de 100 composições todas elas gravadas e é isso aí Sérgio.

(Depoimento de Demétrius para o cineasta Sérgio Baldassarini por ocasião do filme Jovem aos 50 – 50 anos da Jovem Guarda)

MENSAGEM DE RENATO BARROS SOBRE A MORTE DE DEMÉTRIUS

Chocado com a notícia do falecimento do cantor Demétrius, Renato Barros fez este depoimento externando sua profunda tristeza.

Ele sofreu um enfarto, tinha sido internado há três dias e faleceu de infecção generalizada.
Demétrius completaria 77 anos no próximo dia 28 de março.
Deixa esposa e três filhos.

A discografia de George Harrison.

George Harrison nasceu em Liverpool no dia 24 de fevereiro de 1943.
Em 1992, em entrevista à Billboard Magazine, ele contou que apesar de sempre ter comemorado seu aniversário no dia 25, ele havia descoberto recentemente que nasceu no dia 24, poucos minutos antes da meia-noite.
Portanto, somente em 1992 George Harrison descobriu a data exata de seu nascimento. Até então todos comemoravam no dia 25 de fevereiro!

Em homenagem a George Harrison por ocasião de seu aniversário de nascimento, segue uma relação dos álbuns lançados pelo músico durante sua carreira solo.

Discografia de George Harrison

Discografia de George Harrison

Wonderwall Music – 1968
Electronic Sound – 1969
All Things Must Pass – 1970
The Concert For Bangla Desh – 1971
Living in The Material World – 1973
Dark Horse – 1974
Extra Texture – 1975
The Best of George Harrison
33 & 1/3 – 1976
George Harrison – 1979
Somewhere In England – 1981
Gone Troppo – 1982;
Clound Nine – 1987
Traveling Wilburys 1 – 1988
Best Of Dark Horse – 1976 a 1989 (1989)
Traveling Wilburry 2 – 1990
Live In Japan – 1991
Brainwashed – 2002

“Wonderwall Music”, o primeiro.

Este foi o primeiro disco lançado por ele em 1968, quando ainda estava nos Beatles.
Trata-se da trilha sonora do filme de mesmo nome, dirigido por Joe Massot, protagonizado por Jane Birkin e Jack MacGowran.
O filme é muito difícil de se encontrar, podendo ser considerado até certo ponto muito raro. Na verdade, o longa-metragem é mais lembrado por conta desta trilha sonora, toda escrita e gravada por George Harrison. Todas as 19 faixas do álbum são instrumentais, sendo que 11 delas foram gravadas na Índia (faixas 1, 3, 4, 6, 7, 9, 12, 13, 15, 17 e 19) e as 8 músicas restantes foram gravadas na Inglaterra (faixas 2, 5, 8, 10, 11, 14, 16 e 18).
Participaram do disco os músicos Eric Clapton, Ringo Starr e o indiano Ravi Shankar.
Em 30 de Janeiro de 1968 George Harrison finaliza o LP com a trilha de “Wonderwall” nos estúdios Abbey Road.

Faixas

1.Microbes
2.Red Lady Too
3.Tabla And Pakavaj
4.In The Park
5.Drilling A Home
6.Guru Vandana
7.Greasy Legs
8.Ski-ing
9.Gat Kirwani
10.Dream Scene
11.Party Seacombe
12.Love Scene
13.Crying
14.Cowboy Music
15.Fantasy Sequins
16.On The Bed
17.Glass Box
18.Wonderwall To Be Here
19.Singing Om

Electronic Sound, o segundo.

Depois de Wonderwall Music, foi lançado o “Electronic Sound”, considerado um dos primeiros discos eletrônicos da história da música. Foi lançado em 1969.
Pode-se dizer que este disco é “uma brincadeira” que George fez com um recém adquirido sintetizador Moog do qual ele tirava diversos sons sem muito sentido. Melhor ouvir este disco sem levá-lo muito a sério em termos de comparação com os outros de sua autoria.
Uma curiosidade: o desenho da capa do disco foi feito pelo próprio George, e este gesto se repetiria em trabalhos futuros, como no encarte do “Dark Horse”, de 1974, e também no seu último disco, “Brainwashed”, de 2001.

Faixas:

1)Under The Mersey Wall – 18:42 Gravado no Esher, Inglaterra, em fevereiro de 1969 com assistência de Rupert e Jostick, os Gêmeos Siameses

2)No Time Or Space – 25:10 Gravado na Califórnia em novembro de 1969 com a assistência de Bernie Krause

Este disco poderia ser chamado de “Avant Garde” mesmo, como disse Harrison, pois trata-se de um trabalho experimental e nada ortodoxo.

“Este disco poderia ser chamado de “Avant Garde”, mas uma descrição mais apropriada seria, (nas palavras de meu velho amigo Alvim), Indicação para um Avant Guard”. (George Harrison)

“Há uma porção de gente por aqui fazendo um monte de barulho, eis aqui mais um pouco”. (Arthur Wax *)

* Arthur Wax foi um dos pseudônimos de George Harrison.

All Things Must Pass, o terceiro.

Há quem diga que este foi o disco mais importante de George Harrison. Uma verdadeira obra-prima do artista!
Foi o primeiro trabalho lançado por ele após a separação dos Beatles.
Lançado em dezembro de 1970, o álbum revolucionou por ter sido o primeiro disco triplo em vinil da história.
Neste álbum estão reunidas todas as canções que haviam sido rejeitadas na época dos Beatles, além de terem sido incluídas mais algumas.

No CD 2, nas 5 últimas faixas (no vinil foi o terceiro disco, intitulado Apple Jam), estão as gravações de “jams sessions” realizadas por George Harrison e diversos músicos que participaram do disco.

Participam deste álbum artistas como Eric Clapton, Ringo Starr, Jim Keltner, Jim Gordon, Billy Preston, Phill Collins (não creditado), entre outros.

No início do CD 1 está a belíssima “I’d have you Anytime”, fruto da parceria de George com Bob Dylan. O próprio Dylan contribuiu também com outra canção no disco, que é “If not for you”.

O álbum ficou em primeiro lugar na Billboard nos EUA por sete semanas e para muitos foi o melhor disco solo feito por um Beatle.

The Concert For Bangla Desh, o quarto.

Primeiro Show beneficente da história, partiu de uma ideia de Ravi Shankar, amigo e mestre da George.
O espetáculo aconteceu no Madison Square Garden, em Nova York, durante duas noites do mês de agosto de 1971.
Harrison conseguiu reunir grandes músicos e amigos como Eric Clapton, Bob Dylan, Ringo Starr, Billy Preston, Leon Russell, Jesse Ed Davis, Klaus Voormann, Badfinger, além de Ravi Shankar, que acompanhado de outros músicos indianos abre o show executando a música “Bangla Dhun” durante quase 20 minutos. A partir daí, George comanda as apresentações com vários sucessos do álbum “All Things Must Pass” e outras canções da época dos Beatles.
Também se apresentam no show Billy Preston, Leon Russell e Ringo Starr cantando seus respectivos sucessos, mas o ápice do espetáculo acontece quando Bob Dylan sobe ao palco. Cantando apenas cinco músicas, Dylan leva a plateia ao delírio em um dos grandes momentos da história da música.
Outro grande momento é no final de “While My Guitar Gently Weeps”, onde acontece um magnífico solo de guitarras entre Harrison e Clapton, tornando o momento antológico.

Living in The Material World, o quinto.

Segundo álbum lançado por George no ano de 1973 e o quinto de sua carreira solo.
É um disco maravilhoso, onde George está afiadíssimo na guitarra, em composições bastante introspectivas e de muita qualidade.
Entre as mais tocantes estão “Give Me Love (Give me Peace on Earth)”, “Don’t Let me Wait Too Long”, “Who Can See it”, “Living in the Material World”, “Be here now”, “Try Some Buy Some” e “That is All”.
Participam deste trabalho Ringo Starr, Jim Keltner, Klaus Voormann, Jim Horn e Zafir Hussein.

Faixas

Give Me Love (Give Me Peace On Earth)
Sue Me, Sue You Blues
The Light That Has Lighted The World
Don’t Let Me Wait Too Long
Who Can See It
Living In The Material World
The Lord Loves The One (That Loves The Lord)
Be Here Now
Try Some Buy Some
The Day The World Gets ‘Round
That Is All

Dark Horse, o sexto.

Lançado em 1974, talvez seja um dos discos mais fracos de toda a carreira de George Harrison.
Foi gravado em três semanas e a pressa foi para que o prazo com a gravadora Apple fosse cumprido.
O ano de 1974 foi ruim para Harrison, que perdera sua esposa Pattie Boyd para seu melhor amigo, Eric Clapton.
Para piorar as coisas, George praticamente perdeu a voz, o que prejudicou bastante a gravação do disco.
Músicas de pouca inspiração aliadas ao fato dos problemas ocorridos resultaram em um trabalho pobre e de qualidade muito inferior ao que ele já havia produzido anteriormente.
Como se tudo isso não bastasse, George ainda inventou de fazer uma turnê pela América, a qual foi um desastre total.
As críticas foram tantas que ele ficou traumatizado e só voltou a se apresentar em shows em 1991, no Japão, a convite de Eric Clapton, que o convenceu a voltar a se apresentar para seu grande público.

Faixas

1) Hari’s on Tour (Express)
2) Simply Shady
3) So Sad
4) Bye Bye, Love
5) Maya Love
6) Ding Dong, Ding Dong
7) Dark Horse
8) Far East Man
9) It is “He” (Jai Sri Krishna)

Músicos participantes: Eric Clapton (em Bye Bye, Love) e Ringo Starr

Extra Texture, o sétimo.

Em 1975, George Harrison lançou o álbum Extra Texture, cujo repertório está repleto de músicas “baixo astral”.
Sua guitarra “chora” magistralmente em riffs que somente ele era capaz de fazer.

Faixas

1) You
2) The answer’s at the End
3) This guitar (Can’t keep from Crying)
4) Ooh Baby (You know that I love you)
5) World of Stone
6) A bit more of you
7) Can’t stop Thinking about You
8) Tired of Midnight Blue
9) Grey Cloudy Lies
10) His Name is Legs (Ladies and Gentlemen)

Clound Nine, o oitavo.

Faixas:

“Cloud 9” – 3:15
“That’s What It Takes” (George Harrison, Jeff Lynne, Gary Wright) – 3:59
“Fish on the Sand” – 3:22
“Just for Today” – 4:06
“This Is Love” (George Harrison, Jeff Lynne) – 3:48
“When We Was Fab” – (George Harrison, Jeff Lynne) – 3:57
“Devil’s Radio” – 3:52
“Someplace Else” – 3:51
“Wreck of the Hesperus” – 3:31
“Breath Away from Heaven” – 3:36
“Got My Mind Set on You” (Rudy Clark) – 3:52

As nova gravações incluem como faixas adicionais as canções :
“Shangai surprise” – 5.07
“Zig Zag” – 2.40

Lançado em 1987, Cloud Nine é um retorno triunfal de George depois de cinco anos sem gravar um trabalho inédito.
Seu último disco havia sido Gone Troppo (1882) que foi muito malhado pela crítica.
Excesso de sintetizadores, aliado a músicas com refrãos repetitivos, fizeram desse disco o mais fraco de George, depois de Dark Horse, de 1974.
Com Cloud Nine a história é completamente diferente, pois aconteceram grandes participações de Eric Clapton, Ringo Starr, Elton John e Jeff Lynne.
Já no início do álbum, na música que leva o título do disco, temos um verdadeiro “duelo” de guitarras entre George Harrison e Eric Clapton, que entusiasma qualquer um que goste de ouvir bons slides.
A música é maravilhosa e faz uma referência à nuvem nove, que simboliza um estado mais alto de espiritualidade e êxtase.
Assim como há sete céus, há nove nuvens.
A partir desse início grandioso, ouvimos a boa “That’s What It Takes”, que mantém o ritmo do disco.
“Fish On The Sand” é uma canção voltada para Deus e a espiritualidade, sempre presente em seu discos.
Em seguida temos a comovente e belíssima “Just For Today”, uma música reflexiva com um slide de guitarra lindo feito por Harrison.
“This Is Love” é outra grande canção, alegre, pra cima e que teve até um videoclipe na época.
Em seguida ouvimos uma das mais conhecidas do álbum, “When We Was Fab”, uma homenagem aos Beatles, que também teve um videoclipe premiado exibido na MTV.
Essa música encerra o Lado A do disco e o Lado B apresenta grandes surpresas, como a primeira canção “Devil’s Radio”, um rock agitadíssimo com grande participação das guitarras de George e Eric.
A música faz uma crítica à mídia, que se alimenta de fofocas e boatos.
Em seguida vem uma das canções mais lindas do disco, que é “Someplace Else”, considerada uma das músicas de amor mais belas que Harrison já compôs.
“Wreck Of The Hesperus” é outra boa música, onde George se compara a várias referências históricas como o Naufrágio do Hesperus, uma escuna com imigrantes Irlandeses que naufragou na costa de Massachusetts em abril de 1925 após tempestade no mar aberto, ou então a “Big Bill Broonzy”, um bluesman de Chicago que foi grande influência para Muddy Waters, um músico de blues norte-americano, considerado o pai do Chicago blues, e outros.
Depois tem a “Breath Away From Heaven”, uma música tranquila, estilo japonesa, mais uma vez nos remete à espiritualidade.
Por fim, outra grande canção que é “Got My Mind Set On You”, uma regravação dos anos 60 que ganhou força e ritmo na guitarra de George.
Com essa música Harrison conquistou a geração MTV e encerrou com chave de ouro o maravilhoso disco.

33 & 1/3, o nono.

Faixas:

“Woman Don’t You Cry For Me” – 3:18
“Dear One” – 5:08
“Beautiful Girl” – 3:39
“This Song” – 4:13
“See Yourself” – 2:51
“It’s What You Value” – 5:07
“True Love” (Cole Porter) – 2:45
“Pure Smokey” – 3:56
“Crackerbox Palace” – 3:57
“Learning How To Love You” – 4:13

Este disco foi gravado por George Harrison em 1976.
Pode-se dizer que este disco foi um retorno triunfal para o Beatle depois de ter lançado dois álbuns muito criticados, o fraquíssimo “Dark Horse”, de 1974, e o regular “Extra Texture”, de 1975.
O título “33 & 1/3”, na verdade, é a rotação (ou velocidade) de um disco de vinil, mas não é só isso; é também uma alusão à idade que George tinha em 1976, época em que o LP foi lançado. Além disso, o número três tem um formato similar ao Mantra OM(ॐ), o que possibilitou fazer uma referência ao símbolo na arte gráfica do disco.
Com relação às músicas, foi sem dúvida um grande trabalho.
Músicas contagiantes e inspiradas, com solos de guitarra maravilhosos.
Destaque para as músicas “Woman Don’t You Cry For Me”, “Beautiful Girl”(que levou cinco anos para ficar pronta, desde a época do primeiro trabalho, que foi “All Things Must Pass”), “This Song”(uma crítica bem humorada à história do plágio de “My Sweet Lord), “True Love”(versão muito bem feita de Harrison para a música de Cole Porter), “Crackerbox Palace”(outra pérola do disco) e finalmente, encerrando com chave de ouro, “Learning How To Love You”, uma música de amor lindíssima com uma melodia grandiosa.
Este foi um dos grandes trabalhos de George, sem dúvida alguma.

George Harrison – 1979, o décimo.

Faixas:

“Love Comes to Everyone” – 4:36
“Not Guilty” – 3:35
“Here Comes the Moon” – 4:48
“Soft-Hearted Hana” – 4:03
“Blow Away” – 4:00
“Faster” – 4:46
“Dark Sweet Lady” – 3:22
“Your Love Is Forever” – 3:45
“Soft Touch” – 3:59
“If You Believe” (Harrison/Gary Wright) – 2:55

Lançado logo após 33 & 1/3, há algumas curiosidades sobre esse disco, por exemplo:

– A música “Love Comes To Everyone” tem participação de Eric Clapton na guitarra solo;

– A música “Not Guilty” foi gravada pelos Beatles em 1968 para ser incluída no Álbum Branco, mas foi descartada na época, sendo incluída depois no disco Anthology. George decidiu regravá-la nesse álbum de 1979;

– “Faster” foi escrita em homenagem ao círculo de Fómula 1, em especial aos amigos de George, Jack Stewart e Niki Lauda.

Somewhere In England, o décimo primeiro.

Faixas:

1. Blood From a Clone
2. Unconsciousness Rules
3. Life Itself
4. All Those years Ago
5. Baltimore Oriole
6. Teardrops
7. That Which I have Lost
8. Writing´s on the Wall
9. Hong Kong Blues
10. Save the World

Este disco tem uma música em homenagem a John Lennon, que é “All Those Years Ago”, que contou com a participação de Paul McCartney no baixo, Ringo Starr na bateria, Linda McCartney na percussão, George Martin ao Piano e Denny Laine (que foi guitarrista da banda Wings).
Harrison originalmente escreveu a música com letras diferentes para Ringo Starr gravar. Embora ele a tenha gravado, Starr sentiu que o vocal era demasiado elevado para o seu alcance e não gostou da letra. Depois da morte de Lennon a letra foi alterada como um tributo à perda do amigo e colega de Harrison, John Lennon. Na canção, Harrison faz referência à canção dos Beatles “All You Need Is Love” e a canção de Lennon “Imagine”.
A música foi lançada como single do álbum Somewhere In England em 11 de maio de 1981 nos Estados Unidos, onde passou três semanas como 2º lugar na Billboard Hot 100 e depois lançada em 15 de maio de 1981, no Reino Unido, onde alcançou a posição 13 na UK Singles Chart. Além disso, a canção passou uma semana em 1º lugar na American adult contemporary chart.

Somewhere in England é um disco regular onde os destaques são as canções “Life Itsef”, “All Those Years Ago” e “Baltimore Oriole”.
Na época George estava brigando muito com a gravadora Warner, que queria que ele fugisse um pouco de suas raízes e migrasse para a New Age e o Punk, que estavam em evidência na época, por isso George gravou a canção “Teardrops” que tem muitos sintetizadores e que era marca registrada da New Age.
A capa do disco foi feita às pressas, pois a primeira que George fez não foi aprovada pela Warner.
A que saiu oficialmente no disco é bem simples, já a que George tinha desenvolvido era bem estilosa.
A recusa da capa por parte da Warner só pode ter sido “perseguição pura”; a Warner achava que a capa não combinava com a época, imaginem só!
Em 2004, a Warner, com o aval de Olivia e Dhani Harrison, lançou a coleção The Dark Horse Years, reunindo todos os discos de George lançados após 1976, data em que ele entrou para a gravadora depois de ter saído da Apple (o último trabalho tinha sido Dark Horse, de 1974).
Pois bem, nessa coleção, o Somewhere In England foi relançado com a capa original desenvolvida por George.

“Gone Troppo” – 1982, o décimo segundo.

Gone Troppo foi lançado pela Dark Horse Records em novembro de 1982. O trabalho artístico do álbum foi creditado a “Legs” Larry Smith.
Gone Troppo é o décimo álbum de estúdio de George Harrison, gravado e lançado em 1982. Seria o último álbum de estúdio de Harrison por cinco anos, durante os quais ele deixou um longo hiato em sua carreira, fazendo apenas gravações de trilhas sonoras ocasionais.

Faixas:

Lado Um

“Wake Up My Love” – 3:34
“That’s the Way It Goes” – 3:34
“I Really Love You” (Leroy Swearingen) – 2:54
“Greece” – 3:58
“Gone Troppo” – 4:25

Lado Dois

“Mystical One” – 3:42
“Unknown Delight” – 4:16
“Baby Don’t Run Away” – 4:01
“Dream Away” – 4:29
“Circles” – 3:46

Bonus

Gone Troppo foi remasterizado e relançado em 2004 com a faixa bonus “Mystical One”.

The Best Of Dark Horse – 1989, o décimo terceiro.

Best of Dark Horse 1976–1989 é uma compilação lançada em outubro de 1989. Sua segunda compilação, depois da coleção pela Capitol/EMI The Best of George Harrison (1976), contém músicas dos lançamentos de Harrison em sua gravadora Dark Horse entre 1976 e 1987. O álbum também inclui um single de 1989, “Cheer Down”, que foi a contribuição de Harrison para a trilha sonora do filme Lethal Weapon 2, e duas faixas gravadas especificamente para a coleção: “Poor Little Girl” e “Cockamamie Business”. Apesar da popularidade do trabalho de Harrison neste período – tanto como artista solo com seu álbum Cloud Nine (1987), quanto como membro da Traveling Wilburys – a compilação não conseguiu sucesso comercial.
Best of Dark Horse ficou fora de catálogo no início dos anos 1990, e permaneceu indisponível quando o catálogo de Dark Horse de Harrison foi reeditado em 2004. Continua sendo o único lançamento oficial a incluir “Poor Little Girl” e “Cockamamie Business”.

Faixas

1. “Poor Little Girl” previously unreleased 4:33
2. “Blow Away” George Harrison 3:59
3. “That’s the Way It Goes” Gone Troppo 3:34
4. “Cockamamie Business” previously unreleased 5:15
5. “Wake Up My Love” Gone Troppo 3:32
6. “Life Itself” Somewhere in England 4:24
7. “Got My Mind Set on You” Rudy Clark Cloud Nine 3:52
8. “Crackerbox Palace” Thirty Three & 1/3 3:56
9. “Cloud 9” Cloud Nine 3:14
10. “Here Comes the Moon” (edit) George Harrison 4:09
11. “Gone Troppo” Gone Troppo 4:23
12. “When We Was Fab” Harrison, Jeff Lynne Cloud Nine 3:56
13. “Love Comes to Everyone” (single edit) George Harrison 3:40
14. “All Those Years Ago” Somewhere in England 3:44
15. “Cheer Down”

O lançamento em vinil omitiu “Gone Troppo” e reverteu a ordem de “Crackerbox Palace” e “Cloud 9”. “Got My Mind Set on You” fecha o lado um e “Cloud 9” abre o lado dois. O lançamento em fita cassette misturou as quinze canções da lista de faixas do CD.
Neste formato, “Crackerbox Palace” encerra o lado um e “Cloud 9” abre o lado dois.

Live In Japan – foi o décimo quarto álbum, lançado em 1991

E finalmente Brainwashed, décimo quinto álbum lançado em 2002.

Faz parte da obra de Harrison dois álbuns com a banda Traveling Wilburys e também o DVD Concert For George, lançado em 2002, que apesar de não ser um disco gravado por ele, é um tributo a Harrison.

Aniversário de Tony Campello: Nossas Homenagens ao Pioneiro do Rock no Brasil!

TONY CAMPELLO nasceu Sérgio Benelli Campelo em 24 de fevereiro de 1936, em São Paulo Capital, portanto, há 83 anos!

Cantor e produtor, iniciou carreira artística como vocalista do grupo Ritmos OK.
Em 1958 foi para São Paulo para se se tornar profissional da música.
Foi então contratado pela gravadora Odeon (mais tarde EMI). Gravou um disco em 78 RPM, com composições e acompanhamento do acordeonista Mario Gennari Filho: “Handsome Boy” com Célia (sua irmã) e “Forgive Me” com Sérgio.

E foi durante uma entrevista de pré-lançamento deste disco para o programa Parada de Sucessos, apresentado por Hélio de Alencar na Rádio Nacional de São Paulo, que foram criados os nomes artísticos dos irmãos, Celly e Tony.

Tive a felicidade de conversar com ele ontem sobre a Young e cumprimentá-lo pela data natalícia, momento em que Tony recordou os amigos Amilton Di Giorgio, Alfie Soares, Vander Loureiro dos Beverlys, Miguel Vaccaro Netto, Demétrius, George Freedman, Nick Savoia… ouçam o vídeo…

Quem quiser saber mais sobre o selo Young, poderá ler toda a história neste link.

O Radialista e comunicador Antonio Aguillar também prestou homenagem ao aniversariante Tony Campello hoje pela Rádio Capital!
.

.

O fã Joe Becerra Junior também homenageou a lenda viva do Rock and Roll, e gostaria que chegasse até ele a sua homenagem em forma desta canção…

“Lucinha Zanetti, teria como esta canção chegar ao Tony Campello? É justamente o original cantado pelo cowboy americano ROY ROGERS, WHAT A FRIEND WE HAVE IN JESUS, versionado para o TONY CAMPELLO como BALADA DE ROY ROGERS.
Aliás, este original é justamente uma canção gospel do inicio dos anos 50 e o Roy era bamba nisso.
É raríssima e acho que o próprio Tony não a conhece. Gostara que chegasse até ele…

Nossas homenagens a Tony Campello, com os votos de muita saúde e que ele continue nos brindando com sua presença em shows, como ele mesmo disse, com muita garra e com muito gosto!

SAMSUNG

ISTO É RENATO BARROS! 2019

Desde 2016 tenho publicado nas Redes Sociais algumas conversas gravadas via Internet com o grande músico, compositor e produtor musical, Renato Barros, as quais farão parte de seu livro de memórias, que em breve, esperamos, será lançado.

Renato e eu em Campinas depois do Show da banda, em 26-10-2018.

Nossas conversas e/ou entrevistas giram em torno dos acontecimentos de sua carreira artística e também da maneira de conduzir sua banda Renato e Seus Blue Caps, e todos os registros anteriores poderão ser vistos nesta postagem.

Iniciando o ano de 2019, com a posse do novo Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, Renato Barros publicou um vídeo que recebeu de uma fã, no qual o Presidente manifestava seu apreço pela banda Renato e Seus blue Caps e carinhosamente registrava isso em breves palavras.
Isso gerou descontentamento entre alguns fãs da banda e Renato houve por bem gravar uma mensagem de esclarecimento para os seus seguidores:


.

RENATO BARROS EXPLICA POR QUE DECLINOU CONVITE PRA CANTAR COM A ORQUESTRA

Em 16 de dezembro publicamos aqui um vídeo onde Renato contava pra gente sobre o convite que havia recebido pra cantar com a Orquestra Tabajara.
Porém, ao tomar conhecimento do novo estilo musical da orquestra, houve por bem declinar o convite…


.

RENATO BARROS FALA SOBRE LACUNA EM LIVRO DE EX BLUE CAP

RENATO BARROS gravou esta mensagem comigo em 13 de janeiro de 2019, depois que contei a ele sobre a indignação de alguns fãs em saber que a banda não foi citada em livro lançado por um ex Blue Cap em 2009, pela Editora Objetiva, cujo filme será lançado neste mês de janeiro de 2019.


.

MENSAGEM DE RENATO BARROS PARA BAIANA SALVADOR

Baiana Salvador, aqui a mensagem de Renato Barros em resposta a sua pergunta.
Nas composições que a dupla fez para a banda Renato e Seus Blue Caps, eles assinavam Gil e Jean, ou Gil e Jean Marcel, e uma consta como Marcos Wagner e Gil, então talvez o nome que você procura seja JEAN MARCEL ou MARCOS WAGNER, veja…

A dupla Gil e Jean Marcel compôs as seguintes músicas que foram gravadas por Renato e Seus Blue Caps:
– Faça O que Eu Digo, Mas Não Faça O que Eu Faço (Gil-Jean)
– Izabela (Jean-Gil)
– 365 Dias (Gil-Jean Marcel)
– Não Consigo Parar de Chorar (Marcos Wagner-Gil)
– Me Esqueça (Marcos Wagner-Gil)

Jean Marcel faleceu na cidade de Salvador/BA, em 28 de outubro de 2014.
O artista fez grande sucesso nas décadas de sessenta e setenta, tendo emplacado vários sucessos nacionais, tais como “Isabela”, “Me Esqueça”, “356 dias”, “Faça o que Digo mais não Faça o que eu Faço”, todas estas gravadas pelo grupo Renato e Seus Blue Caps. Como cantor, os maiores sucessos de Jean Marcel foram “Dona da Noite” e “Sete Dias da Semana”, também composições de sua autoria com Gil, o parceiros mais presente em sua carreira.

A última vez que havia ido à cidade natal, Arcoverde, tinha sido em janeiro de 2013, ocasião em que Marcel divulgou seu mais recente trabalho na época, no Programa “De Primeira Categoria”, na Rádio Itapuama FM.

De como Renato Barros produziu o disco de José Ribeiro pela CBS em 1972, o que culminou na entrega do prêmio de melhor produtor do ano para Renato…
Mais detalhes e a história completa estarão no livro de memórias de Renato Barros.

.

Mais uma vez Renato Barros vem a público explicar sobre a origem do nome da banda Renato e Seus Blue Caps, e explica também sobre quem registrou o nome e detinha a marca “Renato e Seus Blue Caps”.
.

.

Conversando com Renato Barros em 06 de fevereiro de 2019 sobre suas histórias as quais farão parte de seu livro de memórias, compartilho com vocês este trecho muito bacana, que foi este depoimento sobre o irmão de Getúlio Côrtes, Gerson Côrtes.

.

Em resposta aos fãs, Renato Barros explica por que não poderia mais aceitar mudanças na atual formação da banda Renato e Seus Blue Caps.


.

Renato Barros esclarece algumas dúvidas sobre quem participou da gravação do LP Renato e Seus Blue Caps de 1970.


.
RENATO BARROS contando informalmente algumas curiosidades sobre os discos gravados pela banda Renato e Seus Blue Caps.

Como sabem, estou escrevendo o livro de memórias de Renato Barros, e diariamente fazemos gravações para o livro, que ficam guardadas no meu computador. 😊
Porém algumas histórias não consigo guardar só pra mim, quero muito dividir com todos os fãs, como é o caso desta “De como surgiu a canção O Escândalo”, a qual separei neste vídeo muito informal.


.
O GUITARRISTA RENATO BARROS
Fiz uma pergunta ao Renato depois de ter feito uma publicação sobre ele aqui no Facebook hoje, dia 08 de fevereiro, e vocês vão notar que eu ainda fico nervosa quando converso com este mito, com esta lenda viva da guitarra que é Renato!


.
MENSAGEM DE RENATO BARROS SOBRE A MORTE DE DEMÉTRIUS
Chocado com a notícia do falecimento do cantor Demétrius, Renato Barros fez este depoimento externando sua profunda tristeza.
Demétrius, nome artístico de Demétrio Zahra Neto, nasceu em 28 de março de 1942, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Aos seis anos, se mudou com os pais para a cidade de São Paulo.
Segundo informações do cantor Cláudio Fontana ao site R7 Música, Demétrius faleceu em São Paulo no dia 11 de março de 2019.
Ele estava meio adoentado, tinha sido internado há três dias e faleceu de infecção generalizada.
Demétrius completaria 77 anos no próximo dia 28 de março.
Deixa esposa e três filhos.


.