GETÚLIO CÔRTES no Clube Ginástico, Rio – Projeto Jovens Tardes FUNJOR.

GETÚLIO CÔRTES ficou conhecido como “Negro Gato” devido ao sucesso de sua composição gravada por Renato e Seus Blue Caps e posteriormente por Roberto Carlos.

Também é famoso por ser o compositor que mais teve músicas gravadas por Roberto Carlos, um total de 14 canções, incluindo “O Feio”, “Noite de Terror”, “Negro Gato”, “O Tempo vai Apagar”, “Nada Tenho a Perder”, entre outras.

Este Show faz parte do Projeto Jovens Tardes FUNJOR, que presta homenagem aos compositores dos anos 60 e é organizado pelo Instituto FUNJOR no Clube Ginástico Português.

Seguem alguns vídeos filmados por Henrique Kurtz na noite de 12 de maio de 2017.

GETÚLIO canta o rock “Noite de Terror”, de sua autoria e gravado por Roberto Carlos em 1965 (LP Canta Para A Juventude).

“Noite de Terror” possui ares de roteiro de cinema, a letra é baseada num filme que Getúlio realmente assistiu, acrescentando apenas uma garota que não constava na fita.
A 7ª arte sempre foi uma grande fonte de inspiração para o Negro Gato, exercendo muita influência em sua obra.

GETÚLIO canta o sucesso “Pega Ladrão”, de sua autoria e gravado por Roberto Carlos em 1965 (LP Jovem Guarda).

Músicos que acompanham Getúlio Côrtes:

Chico Neto – teclados
Jimmy Santa Cruz – contrabaixo
Evandro Jesus – bateria

Rio, 12-05-2017.
Vídeo: Henrique Kurtz ©

Participação de RENATO BARROS no Show.

Renato Barros interpreta “SMILE”, uma canção baseada em um tema instrumental utilizado na trilha sonora do filme “Tempos Modernos”, de Charlie Chaplin, em 1936, letra e título adicionados em 1954 por John Turner e Geoffrey Parsons.

Acompanhamento:
CHICO NETO – teclados
JIMMY SANTA CRUZ – contrabaixo
EVANDRO JESUS – bateria

Rio, 12-05-2017.
Vídeo: Henrique Kurtz ©

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” Você Não Serve Pra mim” (Renato Barros)
“Devolva-me” (Renato Barros / Lílian Knapp)

Acompanhamento:
CHICO NETO – teclados
JIMMY SANTA CRUZ – contrabaixo
EVANDRO JESUS – bateria

Rio, 12-05-2017.
Vídeo: Henrique Kurtz ©

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Renato Barros e Getúlio Côrtes contando suas memórias.

“Os Corsos” acompanhando Jerry Adriani em Goiânia (1968).

Quando saiu dos Jet Black’s depois de seu aniversário em 08 de outubro de 1966, Sérgio Vigilato, conhecido como Serginho Canhoto, se juntou aos Wandecos (grupo que acompanhava a cantora Wanderléa) e criou outro conjunto que foi chamado de “Os Corsos” e que costumavam tocar nas boates da baixada Santista e depois foram tocar em Goiânia.

“Os Corsos”, em novembro de 1966, tinha a seguinte formação:
Serginho ”Canhoto”, Líder, guitarra solo e relações publicas, Ronny, guitarra-base e vocal, Luiz Marcelo , Guitarra(segunda) e vocal, Jose Adolfo Stern (Zé) bateria e vocal e Carlos Geraldo, baixo-elétrico e vocal.

Em Goiânia, conhecendo grandes músicos como Carcará, Coringa e Osvaldinho, fizeram uma mistura para agradar os artistas de São Paulo e Rio, que se aventuravam excursionar pelos interiores do Brasil para promover seus discos.

Nesta foto de 1968, do acervo de Sérgio Vigilato, o Serginho Canhoto dos Jet Black’s, estão alguns músicos do conjunto “Os Corsos”, criado por ele, e dentre os músicos que estão no palco, vejam quem está cantando. Reconhecem? Pois é ele mesmo: Jerry Adriani!

Da esquerda para a direita: Serginho Canhoto, Jerry Adriani ao microfone, Osvaldinho no teclado, Coringa na guitarra base (só aparece o braço), Darcy no baixo-de-pau, e José Stern, o Zezinho, na bateria.

Sérgio me contou que ele e seu conjunto Os Corsos eram contratados pelo canal 5 de Goiânia e certa vez, em 1968, quando ele e seu conjunto estavam lá, numa época em que os artistas estavam lutando para conseguir fama e tinham que se arriscar a viajar sem acompanhamento, Jerry Adriani estava lá pra se apresentar e ficou feliz ao encontrar o amigo Sergio e seu conjunto lá, assim como também aconteceu com Sergio Reis e Wilson Miranda, que também estavam por lá.

Na foto, da esquerda para a direita, podemos ver Sergio Vigilato, o Serginho Canhoto, Jerry Adriani ao microfone, Osvaldinho no teclado, Coringa na guitarra base (só se vê o braço), Darcy no baixo-de-pau que foi fabricado por ele mesmo com caixas de pinho-de-riga de bacalhau importado (ele pegava as caixas no Mercadão Central) e José Stern, o Zezinho, (já falecido) na bateria.
Sérgio aparece com sua guitarra sombreada (sunburst) de 12 cordas que ele mesmo confeccionou na fábrica da Gianinni.

“Dos Corsos originais só está o José Adolfo Stern, o Zezinho.
Darcy entrou no lugar do Carlos Geraldo (Carge), que era nosso John Lennon; modéstia à parte, Carge arrasava!
O Coringa fazia parceria com nosso querido “CARCARA”, outro monstro em bossa e harmonia cavernosas, e todos deram um colorido excepcional aos “Corsos”.” (Sérgio Vigilato)

Na volta de Goiânia, em fins de 1968, Sérgio se preparou para ir para Los Angeles, Califórnia, e desde então vive nos Estados Unidos.

“Os dons artísticos do Sergio Vigilato, extrapolam os limites da normalidade. Exímio músico, Cantor, Luthier (confecção de guitarras), Taxidermista, produtor musical e tantas qualidades diferenciadas, que me fogem à memória. Me orgulho de ser amigo dele.” (Primo Moreschi, fundador do conjunto The Jet Black’s)

A ENTREVISTA DE JERRY ADRIANI PARA O FILME JOVEM AOS 50 NA ÍNTEGRA!

Já publicamos aqui sobre o filme “Jovem aos 50 – A História de Meio Século da Jovem Guarda”, que teve sua estreia no Cine Belas Artes em 23 de março de 2017.

Pois bem, as entrevistas com os artistas foram editadas e tiveram cortes, e agora o cineasta Sérgio Baldassarini está disponibilizando na íntegra a entrevista que fez com Jerry Adriani para o documentário, para que as pessoas possam ter uma noção mais clara de quem na verdade era esse homem de nome artístico Jerry Adriani.

Os vídeos estão divididos nos seguintes temas:

– O INÍCIO DA CARREIRA COMO CANTOR DE MÚSICAS ITALIANAS

– AS PARTICIPAÇÕES NO PROGRAMA “JOVEM GUARDA” E DEMAIS PROGRAMAS DA ÉPOCA

– O ENCONTRO E PARCERIA PROFISSIONAL COM RAUL SEIXAS

– AS SEMELHANÇAS NAS VOZES DELE E DE RENATO RUSSO, DA LEGIÃO URBANA

– A SUA EXPERIÊNCIA COMO GALÃ DE CINEMA

– UMA MENSAGEM DOS SEUS 50 ANOS DE CARREIRA

O cantor Nilton César ajuda Jerry Adriani a tirar o casaco para entrar no palco em 22 de agosto de 2015, durante o Show dos 50 anos da Jovem Guarda no Clube Homs em São Paulo.

JERRY ADRIANI – Entrevista para o documentário JOVEM AOS 50

PARTE 1

O INÍCIO DA CARREIRA COMO CANTOR DE MÚSICAS ITALIANAS

PARTE 2

AS PARTICIPAÇÕES NO PROGRAMA “JOVEM GUARDA” E DEMAIS PROGRAMAS DA ÉPOCA

PARTE 3

O ENCONTRO E PARCERIA PROFISSIONAL COM RAUL SEIXAS

PARTE 4

AS SEMELHANÇAS NAS VOZES DELE E DE RENATO RUSSO, DA LEGIÃO URBANA

PARTE 5

A SUA EXPERIÊNCIA COMO GALÃ DE CINEMA

PARTE 6

UMA MENSAGEM DOS SEUS 50 ANOS DE CARREIRA

“Estas são passagens bem legais, que mostram o quanto esse cara era especial e carismático! Pena que não deu pra colocar tudo no filme. Mas acredito que com esses vídeos as pessoas poderão ter uma boa ideia do tamanho do coração desse grande artista chamado Jerry Adriani!”

Sergio Baldassarini Junior
Diretor de Produção
S.B.J. PRODUÇÕES

E Jerry Adriani foi cantar no salão do grande baile!

Recebi a notícia pela amiga Daisymar Tocafundo ontem à tarde, quando voltava pra casa, e por mais que a gente já soubesse da gravidade do estado de saúde de Jerry Adriani, foi um choque.

Sou do tempo em que havia aquela rivalidade entre ele e Wanderley Cardoso, e quando conheci o Jerry no Facebook e ficamos amigos, até contei pra ele que eu era uma daquelas que preferia o Wanderley Cardoso, e demos muitas risadas. Naquela época tudo era combinado pra promover os artistas, e esta rivalidade foi uma delas.

Jerry subiu muito no conceito de todos quando com muita simplicidade contou a verdadeira historia de seu encontro com o Beatle George Harrison, quando em 21 de julho de 2012 ele me escreveu:

“DE FORMA MAIS PRIVADA, ESTOU LHE ENVIANDO UMA MENSAGEM DE CARINHO E ADMIRAÇÃO. EU TBÉM SOU FAN DOS BEATLES E ESTIVE LÁ NO CAVERN CANTANDO, EXATAMENTE NO ANO DE 2001,QUANDO HOUVE O ATENTADO NOS EUA. GRAVEI ATÉ UM TIPO DE REPÓRTER POR UM DIA, QUE ESTÁ NO YOUTUBE…NÃO SEI SE VC. JÁ VIU…AGORA, SOBRE O GEORGE HARRISON DIZER QUE A MINHA VOZ É BONITA, NÃO É VERDADE. A VERDADE É QUE ELE GEORGE, DEU UMA ENTREVISTA NO ESCRITÓRIO DA GRAVADORA WARNER E EU FUI CONVIDADO PARA IR ASSISTIR…FIQUEI NO MEU CANTO SENTADO QUIETINHO E AO FINAL, DEPOIS DE DAR A ENTREVISTA, COM MUITA SIMPATIA, ELE PEDIU AO PESSOAL DA WARNER DEIXAR ENTRAREM UMAS TRINTA GAROTAS QUE ESTAVAM NA RUA QUERENDO VÊ-LO, JÁ QUE ERAM TRINTA E NO AUGE DOS BEATLES SERIAM 30.000. CLARO QUE O PESSOAL DA WARNER NÃO DEU PERMISSÃO PARA AS MENINAS SUBIREM, O QUE ABORRECEU AO GEORGE, QUE ERA UM CARA DE UMA SIMPLICIDADE ENORME.ELE, ME VENDO LÁ NO CANTO, ME CHAMOU PARA TIRAR UMA FOTO, PORQUE ALGUÉM DO LADO DEVE TER DITO PRÁ ELE QUE EU ERA UM CANTOR, ETC…EU CHEGUEI A OLHAR PRÁ TRÁS QUANDO ELE ME CHAMOU, PRÁ VER SE HAVIA ALGUÉM LÁ, MAS ERA COMIGO MESMO…AÍ A REVISTA CONTIGO FEZ A ONDA, PUBLICOU A FOTO E AQUELES COMENTÁRIOS QUE ESTÃO MUITO DISTANTES DA REALIDADE. FICOU DESSE EPISÓDIO PARA MIM, UMA IMAGEM DELE QUE JAMAIS SE APAGARÁ NA MINHA MEMÓRIA, DE UM SER SENSÍVEL, EDUCADO E HUMANO. TROQUEI MEIA DÚZIA DE PALAVRAS COM ELE, ENALTECENDO A ATITUDE DELE PARA COM OS FANS. FOI AQUILO QUE EU DISSE,. O ARTISTA, TEM QUE RESPEITAR O SEU PÚBLICO OU A LUZ DELE SE APAGARÁ COM CERTEZA…ACEITE UM ENORME E AFETUOSO ABRAÇO… ESPERO QUE NOS TORNEMOS AMIGOS…TEREI MUITO PRAZER EM CONVERSAR COM VC. SE ALGUM DIA FOR FAZER UM SHOW POR AÍ E VC. APARECER… MUITO OBRIGADO PELA FORMA CARINHOSA COM QUE SEMPRE ME TRATOU. BOA NOITE, UM BEIJO…VOU DORMIR QUE DAQUÍ A TRÊS HORAS TENHO QUE ESTAR DE PÉ… JERRY ADRIANI”

Jerry Adriani era muito fã dos Beatles e me contou sobre sua viagem a Liverpool juntamente com seu amigo Edu Henning, como podemos ver neste vídeo:

Ele costumava participar dos Shows da banda Big Beatles e foi atendendo a um pedido meu que enviou através de Carleba Castro, seu grande amigo e ex baterista de Raul Seixas, a foto dele com Pete Best, ex baterista dos Beatles, quando em 24 de setembro de 2015 a Banda Clube Big Beatles comemorou 25 anos com um Show em Vitória/ES.

Jerry Adriani e Pete Best, ex baterista dos Beatles.

DEPOIMENTO DE WANDERLÉA
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DEPOIMENTO DE ANTONIO AGUILLAR

“Jerry Adriani foi embora para sempre, mas deixou uma passagem maravilhosa aqui na terra. Gravou muitas musicas, fez grandes sucessos e nunca saiu da mídia. Sempre que nos encontrávamos, batíamos aquele papo e voltávamos ao passado e vinha as primeiras lembranças de suas entrada para a vida artística. Como ele mesmo dizia, o Guilherme Dotta seu amigo residente em São Caetano do Sul que também ja esta num plano superior dizia que ele tinha que cantar rock para poder participar dos nossos programas anos 60. Foi o que aconteceu. Sempre esteve nos programas de radio e televisão que eu apresentava antes da jovem guarda. Depois foi contratado pela CBS a mesma gravadora do Roberto Carlos e fez um LP ITALIANÍSSIMO e mudou para o Rio, onde faleceu hoje as 15 hs. da terrível doença que não poupa ninguém. Fique com Deus Jerry, continuamos tocando suas musicas e sempre falando da sua trajetória artística. Obrigado amigo por tudo de bom que fez m vida a todos nós.”

DEPOIMENTO DE CARLEBA CASTRO

“Hoje Jerry se foi, deixando uma lacuna que, com certeza, não tem substituto. Nossa amizade, nossa convivência, nossa afinidade e cumplicidade é antiga, mais de 50 anos, desde um show no Baiano de Tênis, nos longínquos anos 60, quando Os Panteras foram chamados às pressas para acompanhar o ídolo da jovem guarda. Dai , em diante muita água rolou, muita estrada foi percorrida, muitas cidade, tanto no Brasil quanto no exterior foram visitadas; muitas risadas foram dadas, muitas histórias foram vividas, muitas gozações, muitos erros e acertos foram vividos por nós nesses 50 anos de convivência.
Durante todos esses anos, nenhuma briga séria, apenas detalhes divergentes, sobre ritmo e harmonia, quase sempre chegando a um consenso .
Durante todos esses anos, a nossa amizade se solidificou a ponto de virar irmão, independente da distancia. Lembro de cada momento, do cuidado que ele tinha comigo, sempre que eu não estava bem..era um cuidado, uma amizade rara hoje em dia.
Se foi um grande cara, puro, correto e as vezes até inocente, que gerou algumas puxadas de orelha de minha parte, que as vezes me irritava com a maneira pura e despretensiosa que ele lidava com certos assuntos.
Enfim tivemos uma história juntos, tocando, viajando, ou apenas nos divertindo….Jerry Adriani uma das vozes mais poderosas que o Brasil já produziu calou-se para sempre…Vou sentir muito sua falta, meu amigo…Estou muito triste, que vc esteja num lugar compatível com o excelente cara que sempre foi. Te amo!!!!!!!”

DEPOIMENTO DE ALBERT PAVÃO

“Conheci o Jerry Adriani, quando ele ainda NÃO era o Jerry Adriani. Foi no segundo semestre de 1963 na TV Cultura de São Paulo, no programa do Julio Rosemberg. Ele cantava com seu grupo e eu fui nesse programa para divulgar “Vigésimo andar”. No ano seguinte ele apareceu com o LP Italianíssimo pela CBS. A música italiana bombava nessa época e Jerry agradou muito. Lembro, ainda em 64, de uma viagem que fizemos a Jaboticabal, levados pelo Luiz Aguiar e que contou com o Jerry, eu, os Vips (lembra Ronald ?) e até o Rinaldo Calheiros, entre outros. Depois ele começou a atuar no Rio de Janeiro e chegou a apresentar o programa “A Grande Parada” na TV Tupi do Rio. Em 67, ele apresentou dois desses programas ao lado da Meire Pavão. Um ano antes ele e a Meire receberam os troféus de Rei e Rainha do Twist, numa iniciativa da Revista do Rock. Depois de 1968, eu me afastei do meio artístico, mas voltei a encontrar o Jerry em julho de 1982 na ponte aérea Rio-S.Paulo. Foi quando ele contou que era pai e eu lhe disse que eu também era, pois minha filha mais velha havia nascido no final de junho de 82. Dois anos depois liguei para ele e nos encontramos no Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, onde ele deu o depoimento de sua carreira para o projeto Memória do Rock Brasileiro. Daí para a frente sempre nos falávamos, até pelo Facebook. Gente fina igual ao Jerry sempre faz falta para todos nós !”

DEPOIMENTO DE NILTON CÉSAR

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A família informou esta manhã que seu velório ocorrerá a partir das 10h de hoje, 24 de abril, na capela C do Cemitério de São Francisco Xavier no Rio de Janeiro.
Seu sepultamento será às 16:30h.

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Jerry Adriani agora é uma estrela no céu… Rest in Peace (descanse em paz)

“AS INVENÇÕES DE RENATO E SEUS BLUE CAPS”!

Este foi o título da reportagem escrita por Bill Falcão em 1973 sobre a banda Renato e Seus Blue Caps, reportagem esta que ele entregou pessoalmente a Renato Barros no camarim do Cine Theatro Brasil Vallourec em Belo Horizonte durante o Show da banda na cidade de Belo Horizonte, dia 20 de abril, quinta-feira passada…

Renato Barros e Bill Falcão em 20-04-2017

Segue a reportagem de Bill com fotos de Fernando Mendes.

Canta… Renato e Seus Blue Caps!

Sobre a distribuição dos vocais nas canções gravadas pela banda Renato e seus Blue Caps em seus discos, Renato Barros me explicou que como ele era o produtor, juntamente com Sr. Evandro, já naquela época ele se preocupava com a saída de algum membro e que viesse a deixar a banda fragilizada. Então eles preparavam a todos e como hoje podemos constatar, todas as músicas ficaram ótimas e o grupo não ficou refém de uma voz só, como aconteceu com uma banda contemporânea deles.

As vozes eram distribuídas de acordo com o timbre característico de cada um e que se encaixasse melhor na melodia. Mesmo sendo o Renato e o Sr. Evandro nos anos 60 os produtores, Renato fazia questão de pedir as opiniões de todos os integrantes na hora da distribuição dos vocais. Ele considera seu trabalho dentro do estúdio muito mais eficaz e importante do que simplesmente cantar uma música. O importante pra ele era sempre o resultado final e graças a Deus, como ele diz, sempre acertava e isso permanece até hoje com a sua direção musical nos Shows da banda Renato e Seus Blue Caps.

Para melhor explicar aos fãs e interessados sempre em saber quem cantou em cada canção, fizemos este vídeo gravado em 19 de abril de 2017, onde Renato Barros expõe sobre o assunto e esclarece como eram escolhidos os vocais.

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Renato diz que não é relevante saber quem cantou, mas nós os fãs gostamos de saber todas as particularidades das gravações e principalmente quem foi o autor da letra, da melodia e lógico, quem cantou, e é por isso que vou colocar aqui algumas informações já publicadas na página Renato e Seus Blue Caps Original, a página oficial da banda, as quais foram dadas por Paulo César Barros aqui.

As músicas do LP Viva a Juventude, de 1964, foram praticamente cantadas por todos os integrantes de Renato e Seus Blue Caps na época e até por quem não era banda…
Na musica TREMEDEIRA, por exemplo, até Getúlio Cortes participou em algumas intervenções, como por exemplo, quando se escuta “AH, AH”; e quando se escuta “OH”, aí é Paulo César.

Na musica “SOU FELIZ DANÇANDO COM VOCÊ”, Renato e Paulo César cantam em uníssono, mas na parte onde diz “ATÉ O FIM DA NOITE…”, o solo vocal é do Renato.

Na canção “GAROTA MALVADA”, Renato e Paulo César cantam em uníssono.

Na música “Loop the loop” as vozes são de todos com destaque na voz do Erasmo.

Na musica “GATINHA MANHOSA” cantam Paulo César e Erasmo; no solo vocal da segunda parte é Paulo César, ainda com timbre de garoto, na parte que diz: “QUANDO AUMENTO A VOZ……”

Na musica “MENINA FEIA” (ela existiu mesmo…) o solo vocal foi feito por Paulo César.

A música “IRMÃ DO MEU MELHOR AMIGO” foi cantada por Renato e Paulo César.

A canção “SEXO FRÁGIL”, do disco de 1983, é uma composição de Renato Barros e Nani.
Nesta gravação Renato faz o vocal solo e todas as outras vozes duplicadas ou “vocal aberto” são dele.

Em “SONHOS DE AMOR” Paulo César fez os arranjos da base (banda) e distribuiu as vozes do backing.
É ele também quem faz o solo vocal da melodia.

No disco “Batom Vermelho” Paulo César fez os arranjos e os solos vocais das musicas PAULA (Homenagem a sua filha ), FEITO SONHO e RELÓGIO, estas duas últimas em parceria com o saudoso e grande cantor, ex cunhado dele, o PRÊNTICE; Paulo César também colocou na sua 1ª gravação, na época ainda um garoto, o músico RENATO NETO, que era o líder da banda do saudoso cantor PRINCE.

A música “Um é pouco, dois é bom, três é demais”, do LP de 1967 foi composta por Renato Barros e Paulo César Barros fez o arranjo da música.
Uma curiosidade nesta canção é que a versão mono é um pouco mais longa do que a estéreo, que saiu em CD.
O vocal tem Paulo César e Renato Barros cantando em uníssono a musica quase toda e somente no verso que diz “O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO NÃO SE FAZ”, Paulo César faz vocal solo, e depois voltam novamente em uníssono.

Versão mono:


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Versão Esteril

Na canção “Sou tão Feliz”, que é uma versão de “Love me Do”, de Lennon & McCartney, o vocal é de Renato Barros e Paulo César Barros, que cantam juntos a 1ª parte.
No refrão onde diz: “SÓ PRA MIM………”, Paulo César faz o solo vocal.

Na canção “Vivo Só”, uma versão feita por Paulo Cesar Barros para o sucesso “For Your Love”, dos ingleses The Yardbirds, o vocal é do próprio Paulo César Barros.

A música “Amanheci Chorando” foi composta por Renato Barros e tem o vocal de Paulo Cesar Barros.
Foi gravada originalmente no LP As 14 Mais Vol. XX da CBS.

Vera Lúcia é uma composição de Renato Barros em parceria com seu irmão Paulo César Barros.
Saiu tanto em compacto como no LP “VIVA A JUVENTUDE”, portanto não há dúvida quanto a minha participação.

A música “Tão Má pra Mim” é uma versão de “Bad to me”, de Lennon e McCartney.
Foi lançada em 1965, ano em que saiu o LP “Isto é Renato e seus Blue Caps”, e foi gravada entre agosto e setembro, mas não fez parte do LP.

“Essa musica não saiu em nenhum dos LPs de carreira, provavelmente tenha saído em algum compacto. Fiz o solo vocal na parte “GOSTO DE VC, MEU BEM, MAIS QUE TUDO ENFIM…………..” mas não lembro quem é o autor dela, pode até ser que seja eu o versionista, mas não lembro.” (Paulo César Barros)

Em “Vou subir bem mais alto que você”, do LP de 1967, quem faz o vocal é Paulo César Barros.

Na música “Recordações”, lançada em 1974, quem fez o vocal solo foi Michael Sullivan , o Ivanilton, apelidado de Porquinho.

Em “Posso até lhe abandonar”, do álbum de 1976, uma composição de Paulo César Barros, que não estava na banda nessa época, não tem o seu vocal, embora tenha sido ele quem tocou o baixo e fez o arranjo, tanto de base como dos sopros, mas não cantou.
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Na música “Sem Suzana” de 1968 o solo vocal é de Paulo César.

“Esta Noite não Sonhei com você” é uma composição de Renato Barros que saiu no LP de outubro de 1971.
Ele se inspirou na balada “Oh! Darling”, de Lennon & McCartney, pra compor a melodia desta belíssima canção. 😉
Vocal de Paulo César Barros.

“Amanheci Chorando” tem vocal de Paulo César Barros.

“Vou subir bem mais alto que você” tem vocal de Paulo César Barros.

NOTAS:
1 – Richard Brown and his Orchestra era o Renato Barros solando com acompanhamento da orquestra da gravadora. LP de 1972, CBS/Entré, n° 104219.

2 – Paulo César entrou no RC7 exatamente quando o Gato e o Bruno saíram, mas tocou não só com o Gato, como também com o Wanderley ( teclado ), na gravação do Roberto “EU TE DAREI O CÉU”. No Kriga-ha tocou o LP todo.

O nome “RENATO E SEUS BLUE CAPS” foi escolhido por Jair de Taumaturgo, e não por Eduardo Araújo!

RENATO BARROS exige uma retratação da parte de Eduardo Araújo por ter escrito em seu livro que foi ele quem deu nome à banda Renato e Seus Blue Caps.

Já havíamos publicado uma entrevista com Renato Barros onde ele esclarecia aos fãs da banda Renato e Seus Blue Caps sobre a verdadeira origem do nome e criação de sua banda aqui neste vídeo:

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Porém ao tomar conhecimento do contexto do livro lançado por Eduardo Araújo, Renato Barros ficou indignado e voltou a falar sobre o assunto, exigindo uma retratação da parte do cantor…

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