TOM PETTY, por Cláudio Teran.

Nós perdemos um grande homem com a partida de Tom Petty. Excelente músico e compositor inspirado. Sujeito rock and roll em tempo integral e apaixonado pelo que fazia. E tinha um olhar de menino.
Me surpreendi ao saber que estava com 66.
Talvez porque no peito dele batia um coração de garoto.
Era também um camarada que exibia uma ironia fina, bom humor do tipo inglês, com toda aquela mordacidade, embora fosse americano.
Esses elementos por certo contribuíram para aproximá-lo de George Harrison.

Petty também tinha uma carreira vigorosa com muitos discos gravados.
E popularidade alta.
Incompreensível que não tenha emplacado por aqui já que o som dele, eivado de influências dos BEATLES; Dylan; Simon & Garfunkel; JJ Cale; The Band; The Byrds e blues antigos talvez ainda esteja para ser descoberto por muita gente.
Tom também foi um cara conciliador.
Aproximou-se de Bob Dylan, de quem era fã declarado, e o trouxe de volta à eletrificação do rock depois da longa fase gospel do começo dos anos 1980.
Em 1986 Petty e os Heartbreakers foram para a estrada como banda de apoio de Dylan na turnê Hard to Handle.
A pegada nos arranjos era do tipo, The Byrds Play Dylan, com uma diferença, o próprio Bob como frontman. As releituras são sensacionais e definitivas.

Nos Traveling Wylbury’s ele e Jeff Lynne se situaram como os fãs sortudos dos monstros sagrados e não se incomodaram em dar suporte aos ídolos Roy Orbison; George Harrison e Bob Dylan.
E aquela empreitada só não foi perfeita porque não rolou estrada nem shows ao vivo, coisa que Tom Petty adorava.

O prazer dele como guitar man o levava a trabalhar de forma incessante, compondo; gravando; excursionando; tocando. Além dos Heartbreakers tinha projetos solo, e uma camaradagem incrível que de vez em quando o levava de volta às origens.
Ele gostava de remontar as bandinhas, The Epics e The Mudcrutch, onde começou, pelo prazer de tirar um som com os caras. Lançou discos e vídeos com eles, expondo o sangue rock and roll que corria abundante em suas veias.
Outro exemplo admirável da grandeza de Tom Petty foi publicado numa entrevista à Rolling Stone:
RS: Você já ouviu a música do Red Hot Chili Peppers “Dani California”, porque a levada o arranjo parece muito com “Mary Jane’s Last Dance”?
Petty: Sim, eu ouvi. Todo mundo em todos os lugares está me perguntando isso. Bom, eu duvido seriamente que tenha havido intenção negativa. E muitas músicas de rock and roll são semelhantes. Pergunte a Chuck Berry.
The Strokes levou “American Girl” no arranjo de “Last Nite”, e vi uma entrevista com eles onde realmente admitiram. Aquilo me fez rir alto. Eu estava tipo, OK, bom para você. Isso não me incomoda.

Esse foi o homem que perdemos.

Um cara que nasceu para o rock, como ele disse na letra de You Don’t Know How It Feels.
Perdemos todos com o silêncio da sua Rickenbacker e o calar da sua aura. Ainda bem que nos restam os discos e os filmes que vamos continuar curtindo.

A alma de Tom Petty permanece lá… 1950 – 2017

Por Cláudio Teran

TOM PETTY
It’s Good to Be King

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Historiadores dizem que a visita dos Beatles a Bangor em 1967 foi um ponto de partida para mudanças.

Há cinquenta anos atrás os Beatles chegaram a Bangor, no Norte do País de Gales, para participarem de uma Conferência de 10 dias sobre Meditação Transcendental liderada pelo Maharishi Mahesh Yogi, mas sua visita causou uma agitação não apenas entre os fãs, como também na mídia.

Foi lá que descobriram que seu empresário havia morrido, um fato que alguns dizem que marcou o começo do fim para o grupo.

Era 25 de agosto de 1967 e acabavam de lançar seu oitavo álbum de estúdio, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band.
Eles estavam em um ponto alto da carreira e decidiram visitar Bangor, porém não para tocarem em um Show.

O professor Chris Collins, chefe de música da Universidade de Bangor, disse que a visita da banda ao norte de Gales foi incomum desde o início.
George Harrison, o guitarrista dos Beatles, conheceu Maharishi Yogi, um guru da Meditação Transcendental – uma forma de meditação silenciosa – que os convidou para a sua conferência na cidade de Gwynedd.

“George Harrison ficou muito interessado no que o Maharishi estava ensinando e levou John e Paul a uma sessão em Londres, seguida imediatamente no retiro em Bangor, no local onde funcionava o Normal College, e agora parte da Universidade de Bangor,” disse o Prof Collins.
“Eles simplesmente pularam em um trem e estavam aqui algumas horas depois de decidirem fazer isso.”

“A imprensa certamente estava muito atenta ao que estava acontecendo. Havia um grande interesse pelo fato de que os Beatles pareciam ter descoberto o misticismo oriental e havia suspeitas sobre o fato em torno da imprensa na época.
“Aquilo realmente levou todos a Bangor para segui-los, além de criar um grande interesse na localidade”.

John Lennon pouco antes da partida do trem da Estação de Euston para Bangor.
GETTY IMAGES

Não foi apenas a imprensa que veio – os fãs também se reuniram.
Os Beatles ficaram no Normal College, agora o Centro de Gerenciamento da universidade.
Len Jones era um dos jardineiros da época e disse que eles causaram bastante reviravolta.
“Eu vim aqui às oito da manhã para começar a trabalhar e havia centenas de pessoas aqui. Eles estavam cantando e estavam meditando”, disse ele anteriormente.
“Os Beatles vieram então, e ninguém conseguia se mover com aquelas centenas de pessoas, especialmente as meninas. E todos estavam gritando ‘Beeeeatles, onde estão vocêsssss’?
“Toda a Universidade, todos pararam de trabalhar por um dia ou dois. Era o paraíso e realmente colocava Bangor no mapa”.
Mas The Beatles não estaria em Bangor por muito tempo. Eles chegaram na sexta-feira – e no domingo, o telefone público tocou no corredor dos salões da universidade onde ficavam.
Eventualmente, alguém respondeu o telefone e Paul McCartney recebeu a notícia de que seu Empresário Brian Epstein havia sido encontrado morto.

Ao tomarem conhecimento sobre a morte de Brian Epstein, The Beatles decidiram voltar para Londres.
Imagem: GETTY IMAGES

O jornalista Freelance Derek Bellis foi convocado para Bangor para entrevistar os Beatles sobre a notícia.
“Foi uma ocasião estranha, suponho que surreal seja a palavra que resume”, lembrou o senhor deputado Bellis.

“John foi quem mais falou nas entrevistas e ele disse que o Maharishi havia dito que eles deveriam lembrar as coisas felizes e as coisas construtivas.
“Parecia como se o Maharishi fizesse algumas observações bastante neutras, e agora você pudesse descrevê-las”.
Historiadores disseram que foi um ponto de virada para os Beatles. Sem Epstein para manter o grupo em conjunto, eles passaram mais e mais tempo em seus próprios projetos antes de se separarem definitivamente em 1970.

“Vir a Bangor foi coisa de George Harrison, mas John Lennon, Paul McCartney e Ringo Starr foram junto. Depois da morte de Brian Epstein, isso não aconteceu tanto, e os Beatles começaram a seguir suas próprias rotinas individuais,” disse o Prof Collins.
No entanto, as pessoas em Bangor ainda sentem orgulho de sua conexão com a banda. “Há todas as histórias que todos que moram em Bangor conhecem”, acrescentou o Prof Collins.
“Como a visita dos Beatles ao restaurante chinês, onde George tinha um bilhete de banco na sola do seu sapato e essa era a única maneira deles garantirem o pagamento, porque eles não carregavam dinheiro com eles.

“Há fotos de Paul McCartney em lugares estranhos ao lado da Estrada da Universidade, que são parte da conscientização local das pessoas sobre a estada dos Beatles.
“Se você mora em Bangor e aparece um novo livro sobre os Beatles, a primeira coisa que você faz é ir no índice e procurar Bangor!
“Está sempre constando lá e você pode ler o pouco da historia de quando os Beatles fizeram parte do seu mundo brevemente”.
Essa conexão ainda está marcada até hoje – há uma placa na universidade e uma laje de ardósia na rua principal lembrando esses três dias em 1967, quando os Beatles chamaram a atenção do mundo para Bangor.

Por Chris Dearden
BBC News

Tradução: Lucinha Zanetti

MAIS SOBRE OS BEATLES EM BANGOR

HOMENAGEM DA FAN PAGE “WE LOVE THE BEATLES FOREVER” A GEORGE HARRISON.

Em 29 de novembro de 2001 o mundo perdia George Harrison, o lendário guitarrista que fazia a guitarra chorar, como diz uma de suas famosas canções.

O GUITARRISTA E SUAS PRIMEIRAS GUITARRAS

george-harrison-homenagem

É justo dizer que George Harrison não foi o guitarrista líder dos Beatles simplesmente por acaso.
Foi pelo seu talento e tenacidade que conquistou isso.
Harrison tinha uma aparência meio engraçada, era muito magro e Paul McCartney costumava encontrá-lo no ônibus indo para a escola em Liverpool.
Ele tinha um fraco por roupas coloridas e, acima de tudo, um amor por violão, amor esse que ele compartilhava com o amigo McCartney, que era um mais velho que ele.

Em 1958, com nada mais impressionante em seu currículo que um show no Clube da Legião Britânica com seu irmão Peter e um casal de colegas, o jovem de 15 anos começou a sentar-se com o grupo em que McCartney havia acabado de se juntar, chamado “The Quarry Men”, e preenchia o quadro quando um ou outro dos guitarristas não aparecia.
Em pouco tempo, já bem afinado depois de praticar arduamente e dedicar-se com afinco a aprender os sucessos americanos de Rithm & Blue e Country & Western, ele ganhou uma posição permanente como membro da banda.

Durante um período de escassez em 1959 Harrison tocou com o Quarteto “Les Stewart” mas em agosto ele estava de volta com os Beatles para abrir o Casbah Club, e esteve com eles em cada show que tocaram depois.

Em uma carreira solo povoada por ambos os sucessos em todo o mundo e perdas espetaculares, Harrison ganhou o respeito de fãs, músicos e críticos com sua paleta de humor único, devoção, ironia e habilidade. “Eu acredito que eu amo a minha guitarra mais do que os outros amam a deles”, disse uma vez Harrison à Revista Beatles Monthly. “Para John e Paul, escrever canções é muito importante e tocar guitarra é um meio para finalizá-las. Enquanto eles estão compondo novas músicas eu podia me divertir completamente apenas rabiscando (dedilhando) por perto com um violão por uma noite inteira. Sou fascinado por novos sons que eu possa obter de diferentes instrumentos que eu experimentar. Não estou certo de que isso me faça particularmente um músico. Apenas me chame de fanático por uma guitarra e eu estarei satisfeito. ”

As Guitarras

Qual foi a primeira guitarra de Harrison?
De acordo com Paul McCartney em uma entrevista (Bacon Interview) era estritamente um caso de faça você mesmo. “Começamos a conversar no ônibus e ele tinha interesse em guitarras e em música, assim como eu. Resultou que ele ia tentar fazer uma, e faria corpinho sólido estilo havaiano, que era tipo um bom jeito de começar. Você não tinha que entrar no corpo oco nem nada, o que foi muito difícil. E ele fez isso, e nós nos tornamos bons amigos. Ele fez aquela coisa havaiana e não era ruim, uma ação verdadeiramente difícil eu diria.”
Não há registro de que esta guitarra ainda exista.

1956: Egmond steel-strung Spanish style (sunburst, vintage unknown):

Harrison comprou esta “Guitarra de Principiante,” produzida na Holanda por Egmond e distribuída pela Rosetti, do colega de escola Raymond Hughes, por 3 £ (libras) que ele obteve de sua mãe.
O anúncio desta guitarra dizia “o modelo mais barato da nossa série”, por 4 libras, sete shillings e seis pences. Enquanto estava tentando acertar a negociação, o rapaz acidentalmente retirou o pescoço do corpo, mas após algumas semanas no armário, a Egmond foi resgatada pelo colega de guitarra Peter Harrison, que emendou o instrumento de seu irmão. Harrison fez sua estreia no show business com esta guitarra no ano seguinte no Speke British Legion Club, onde “The Rebels”, um grupo de Skiffle formado pelos Harrisons e três companheiros, tocaram em seu primeiro e único show.
A guitarra – menos as cabeças de sua máquina – foi leiloada em Londres durante os anos 80, e graças a seu proprietário britânico anônimo foi emprestada para o Rock and Roll Hall of Fame em Cleveland de 1995 a 2002.
Em 2003, esta pequena Egmond – agora valendo cerca de US $ 800 mil – foi para a exposição no Museu dos Beatles em Liverpool.

1958: Hofner President f-hole acoustic (vintage unknown):

Em um salto quântico de seu primeiro instrumento, e com uma pequena ajuda de sua mãe, Harrison comprou este simpático Hofner, um topo de linha, single-cutaway “estilo cello”, um modelo com um acabamento “sunburst” e um “tailpiece” para compensar, por £ 30. Ele tocou o Hofner President até trocá-lo com um membro da Swinging Blue Jeans no ano seguinte por um Hofner Club 40.

Boas vibrações: Antes de montar um pequeno captador, Harrison obteve volume extra, tocando esta guitarra com a cabeça dela contra um guarda-roupa.

1959: Hofner Club 40 model 244 (vintage unknown).

1959: Resonet Futurama.

Mais detalhes e o texto original neste link.

george-harrison-29-11-2001

E ele hoje estaria fazendo 73 anos…

George Harrison, o ex-guitarrista dos Beatles será sempre lembrado pelo fantástico músico que foi e pela importante contribuição à música pop do século XX!

George Harrison - 24-02

A contribuição de George Harrison para a música do Século XX é bem mais substancial do que podemos imaginar. Junto aos seus companheiros, George formatou o modelo da canção Pop. Além disso, como instrumentista, o estilo de Harrison é algo muito difícil de ser imitado e a sua digital sonora é praticamente única. George Harrison sempre abdicou dos virtuosismos exasperados, optando por um caminho mais sóbrio como instrumentista, com destaque para o slide em detrimento das longas improvisações.

Durante sua passagem pelos Beatles, as composições próprias começaram a aparecer timidamente e foram evoluindo com o passar dos anos para temas do calibre de “IUf I needed someone”, “Taxman”, “While my guitar gently weeps”, “Here Comes the sun” e seu grande sucesso Beatle, “Something”.

Foi ele quem conduziu o grupo no caminho da meditação transcendental e da música indiana, sendo também o introdutor da cítara na música ocidental.

Com o final da banda em 1970, Harrison deslanchou com seu álbum de estreia, “All Things Must Pass”, um bolachão triplo onde desfilavam mega sucessos comerciais como “My Sweet Lord” e “What is Life”, miscigenadas a canções mais introspectivas e impregnadas de uma bem dosada carga espiritual e religiosa.

Para ajudar o país de seu amigo Ravi Shankar, protagonizou em 1971 o primeiro mega concerto beneficente da história, o lendário Concert for Bangladesh, realizado no Madison Square Garden.

A partir de 1972 a carreira e a vida de George oscilaram entre altos e baixos vertiginosos. Junto a sua banda de apoio, fez uma desastrosa digressão pelos Estados Unidos em 1974, no mesmo ano, a esposa dele na época, Patty Boyd, o abandonou para dividir a cama com Eric Clapton, seu melhor amigo e confidente naqueles tempos de amor livre. Mas vida que segue, logo em seguida ele acabou encontrando a tão almejada alma gêmea, a mexicana Olívia Arias, que lhe daria seu único filho, Dhani Harrison.
Em 1981 gravou o sucesso “All those years ago”, homenageando o amigo John Lennon, assassinado no ano anterior.
Meia década depois retornaria às paradas dos dois lados do Atlântico com o álbum “Cloud Nine”, considerado tanto pela crítica quanto pelo público, um de seus melhores trabalhos.

No final dos anos 80 integrou ao lado de Bob Dylan, Tom Petty, Roy Orbison e Jeff Lynne o quinteto “Travelling Wilburys”, uma banda de super astros que demarcou sua comunhão e parceria em dois álbuns muito elogiados.

Em 1991 Harrison voltou aos palcos, reaproximando-se de Eric Clapton (numa clara demonstração de grandeza e ausência de ressentimentos), na festejada turnê pelo Japão (que virou um LP duplo) ao lado do velho amigo e camarada.
Nos anos seguintes, junto a McCartney e Ringo Starr, participou do projeto Anthology, revivendo com seus antigos partners os anos dourados do fabuloso quarteto fantástico do Rock`n`roll.
Nos três últimos anos de vida, enquanto lutava contra um câncer, dedicava grande parte do tempo a uma de suas maiores paixões, a jardinagem!

Harrison não queria ser lembrado como um astro pó (era conhecido por ser o mais tímido e discreto dos Beatles), como também fugia acintosamente dos holofotes e de toda a purpurina do mainstream, preferindo sempre a companhia da família e o isolamento como estilo de vida.

Em 2001, finalmente, perdeu a batalha para o câncer e retornou para o jardim.

Após a sua morte, Bob Dylan disse em uma entrevista: “Ele tinha a força de cem homens. O mundo se tornou um lugar mais solitário sem George”.

Um ano depois chegou às lojas o álbum póstumo “Brainwashed”, um interessante registro da última safra de composições de Harrison, trabalho este que foi dedicado a todos os jardineiros do mundo! Outro belo recado do eterno menino tímido daquela bandinha inglesa que mudou o mundo nos anos 60!

Segundo um velho provérbio oriental, em grande parte das vezes a felicidade está escondida no nosso próprio jardim, mas é muito provável que ela esteja coberta pelo mato e ervas daninhas. Quem sabe em um dia qualquer desses iguais a tantos outros, sigamos o conselho de George, voltando os olhos para o nosso próprio quintal e até mesmo, quem sabe, transformando o mundo num lugar bem mais bonito e agradável de se viver.

Precisamos urgentemente retornar ao jardim!

(Por Eduardo Lenz de Macedo e Márcio Grings)

“Quando ouvi My Sweet Lord achei que seria meu ex-beatle favorito… não foi e pra ser
sincero, não gostava muito de seus discos solos. Mas o tempo passa, a gente teimosamente insiste em ouvir de
novo, e mais uma vez, e outra e então descobrimos, quase que tardiamente, que mais do que um roqueiro ali
estava um cara de uma sensibilidade ímpar, um compositor que revelava sua alma em suas canções, que tocava sua guitarra com a leveza de quem acaricia a mulher amada. Porra, George, você não podia ter partido tão cedo, o mundo não pode se dar ao luxo de perder pessoas como você. Esteja em paz, amigo, jamais o esqueceremos, pois sua alegria, seu bom humor, seu sorriso estará sempre alegrando nossas vidas.”

(Gerson da Silva)

“É incrível como certas pessoas mexem tanto com a gente! Mesmo depois de terem partido ainda as sentimos
como se estivessem vivas! Com George não poderia ser diferente! Apesar de já se passarem tantos anos, ainda não consigo aceitar que ele se foi, principalmente quando escuto suas músicas! Não sinto uma tristeza, apenas saudade! Era como se ele fizesse parte da minha família! Isso pode parecer até um exagero, mas não é!
Suas mensagens de paz e amor continuam a ecoar a cada momento em que escutamos suas canções… Talvez essa seja uma maneira de sentirmos que ele ainda vive em nossos corações…”

(Jorge Washington Sobrinho)

Fonte: Antiga comunidade do Orkut, “We Love the Beatles Forever”

George Harrison, o Guitarrista na opinião de músicos e amigos.

Em outubro de 2008, a Revista Guitar Player publicou algumas opiniões de músicos e amigos de George Harrison, que escreveram sobre ele como guitarrista.

George Harrison e guitarra

George Harrison foi um grande gênio nas guitarras, conseguia através de seus slides emocionar a todos!
Vale registrar aqui as opiniões de outros guitarristas, pois mostra o quanto Harrison era querido e admirado!
Impressiona muito, por exemplo, o comentário de Brian May, e saber que ele também era um grande fã de George… E se Harrison era a alma dos Beatles, May era o mesmo para o Queen!

Les Paul: “Não houve muitos grandes guitarristas, mesmo com bilhões de instrumentistas por aí. Poucos têm algo a dizer e
o privilégio de fazer isso. Devemos ser gratos a esses guitarristas. George foi um deles.”

Brian Setzer: “Sentimos falta dos grandes riffs que Harrison criava. Além de suas próprias composições, quase todas as
músicas de Lennon & McCartney possuem um grande riff de guitarra. George era quem tinha de pensar nessas coisas, e isso
já são dois terços de uma grande música.”

Joe Walsh: “Se você tocar algumas partes da guitarra de George, conhecerá o lugar único e especial em que estava sua
cabeça. Seus solos eram impressionantes! Ele foi subestimado, uma vasta quantidade de técnica foi necessária para criar
seus solos – eles tinham seu próprio som. Foi isso que me atraiu. Toda vez que eu tentava tirar músicas como ‘And Your Bird
Can Sing’ ou ‘Drive My Car’, eu acabava coçando a cabeça e pensando ‘onde neste mundo está esse cara?’ Eu não
conseguia dizer de quem ele estava roubando seus licks!”

Steve Lukather: “Comecei a tocar guitarra em 1964, depois de comprar ‘Meet The Beatles’. Ouvi o solo de George em ‘I Saw
Her Standing There’ e minha vida mudou para sempre. Mais tarde, George se tornou meu amigo e tenho muitas lembranças
ótimas dele. Uma vez, ele veio à minha casa com seu filho Dhani, que queria conhecer Slash. George sabia que Slash era
meu amigo e levei-o para conhecê-lo. Em outra ocasião, toquei na casa de Jeff Lynne com Bob Dylan no baixo e eu e
George nas guitarras. Cara, sempre irei lembrar disso com carinho.”

Brian May: “George Harrison foi um guitarrista fabuloso e um exemplo maravilhoso de como um rock star deve ser. Eu o
reverenciava como um inovador. Ele sempre foi original, corajoso e melódico. Era repleto de qualidade espiritual e consciente da estrutura de acordes sob o solo. Ele teve a coragem de tocar de maneira simples. Nunca se refugiou em efeitos ou tentou impressionar com velocidade. Espero que Harrison tenha sabido o quanto nós o amávamos e respeitávamos.”

Wander Taffo: “Se você me perguntasse qual solo eu gostaria de ter criado, o de ‘Something’ é o primeiro que me vem à
mente. Toquei essa música milhões de vezes. Sempre que eu executava o solo achava horrível, pq eu não conseguia tocar
igual. As notas eram as mesmas, mas nunca me senti à altura de fazer aquilo. Tocar como Harrison naquele solo é quase
impossível. Ele tinha um feeling intraduzível. Tocava aquilo com uma emoção tão grande que, quanto mais você estuda o
instrumento, mais percebe a dificuldade de se criar coisas simples. Harrison é a melhor escola de criação de coisas que se
fixam à mente. É exemplo de feeling, criatividade e estilo.”

Sérgio Dias: “George sempre fazia coisas muito inteligentes, musicais e melódicas. O arpejo de ‘Help’ é muito avançado
para aquela época. Ninguém conseguiu reproduzir seus sons. O solo de ‘Something’ é mais forte do que a melodia da
música. George determinou o estilo de outros guitarristas, ele era o estilo. Harrison é tão gênio quanto Beethoven ou Jimi
Hendrix e possui algo que outros guitarristas não têm: classe.”

Bob Dylan também comentou sobre o guitarrista George Harrison, na revista Rolling Stone:

“George ficou marcado por ser o Beatle que tinha que brigar para colocar as suas canções nos discos, por causa de Lennon
e McCartney. Bem, quem não ficaria marcado? Se George tivesse tido sua própria banda e escrevesse as próprias canções,
teria sido tão grande quanto qualquer um deles. George tinha a esquisita habilidade de apenas tocar acordes que não
pareciam estar conectados e daí… Surgia com uma melodia e a canção. Não conheci mais ninguém que fizesse isso
também. O que posso te dizer? Ele era daquela antiga linha de instrumentistas em que cada nota era uma nota a ser
contada.”

Fonte: Resgate da Comunidade We Love the Beatles Forever no Orkut

George Harrison e Dylan

Um fato que ocorreu na vida de George Harrison…

George Harrison com uma Rickenbacker

George Harrison com uma Rickenbacker

“Ao contrário de John e Paul, George teve uma infância difícil, muito pobre e não tinha amigos até que Louise deu-lhe um violão para que George se distraísse com algo … George era sempre apontado como “O filho do motorista” da escola… Ainda adolescente, triste e distante, George já diferenciava pelo visual..Foi o 1º garoto de Liverpool que “nunca cortava os cabelos” e isso o distanciava das garotas, essas mesmas garotas que “suspiravam” por George anos depois…

Sua prima Helen era a única que “apoiava” George, era amiga e sempre disposta a ajudá-lo, fosse na escola ou no violão. George tinha muitos primos, oriundos de uma família grande na Irlanda. E eles nunca visitavam George porque achavam que ele era “descabelado e malcheiroso” (fora dos padrões dos adolescentes da época).

Em 1964, com 21 anos, já estava rico e famoso, já era um Beatle!

Os Beatles tinham ido a Liverpool visitar os familiares e George não quis ficar na casa de sua mãe Louise, mas visitava-a regularmente. George ficou na casa de Ringo (próximo à sua casa) e certo dia George saiu de casa e um aglomerado de fãs quase não os deixavam seguir caminho. George saiu (mesmo contra a vontade do chefe de Polícia) e ao passar pela calçada, antes de entrar no seu automóvel, onde havia vários primos seus (sobrinhos de Louise) que gritaram seu nome, George parou e disse:
_ ” Helen tá por aqui? (e continuando, falou…) Vocês me conhecem de onde? Estou por aqui há 21 anos e só agora vocês me reconhecem?”

Fonte: Livro The Beates Forever, de Nicholas Schaffer (EUA,1978)

“Try to realise it’s all within yourself no-one else can make you change,
And to see you’re really only very small.. and life flows on within you and without you.” (George Harrison)

“Tente imaginar que tudo está dentro de você mesmo ninguém mais pode fazer você mudar,
E tente ver o quanto você é pequeno… e a vida continua com você ou sem você.”

Palavras Comovidas de Paul quando soube da morte de George Harrison / Paul McCartney’s reaction to George Harrison’s Death

Quando da passagem espiritual de  George Harrison, repórteres se puseram à espera de Paul McCartney para tomar seu depoimento naquele momento de estrema tristeza, e neste vídeo podemos ouvir suas palavras e compreendê-las, graças a nossa amiga  Debora Dumphreys, que transcreveu as comovidas palavras de Paul ditas naquele triste dia.
Traduzi para quem não domina o idioma, e peço desculpas caso a tradução não esteja perfeita…

Here’s Paul McCartney’s reaction to George Harrison’s death. This was filmed at his estate in Sussex. The reporters were gathered outside the long driveway entrance to his estate. Seems kind of rehearsed, but I guess it’s expected when dealing with the media, especially since the lashing McCartney received from his seemingly passive reaction to the death of Beatles band mate John Lennon.

Video transcription:

Paul – I’m very sad, devastated, we know he’s been ill for a long time and just very sad to hear that he’s passed on. I’ve spoken to Olivia, she’s been very strong and I’d like to ask people maybe to be kind to her and Dani at this time (George’s son).
Lovely man, I love him dearly, I grew up with him and I like to remember all the great time that we had together in Liverpool with the Beatles and ever since really, say I’m very sad for him and his family and for all of us. A fantastic guy, a man, great sense of humour. I was lucky enough to see him a couple of weeks ago and he was still laughing and joking, very brave man and I’m just privileged to have known him and I love him, like he’s my brother. It’s a very sad day for me and for a lot of other people but I think he would’ve wanted us, you know, to get on and be loving and remember him as the great man he was.

Paul – Estou triste demais, arrasado mesmo, sabíamos que ele já estava doente por um longo tempo mas a gente
fica triste demais ao saber que ele se foi. Falei com Olivia, ela tem sido muito forte e eu gostaria de pedir às
pessoas talvez para ser gentil com ela e Dhani nessa hora. Um homem amável… eu tenho profundo carinho por
ele, crescemos juntos e eu gosto de recordar todos os bons momentos que passamos juntos em Liverpool com os
Beatles e sempre até hoje, de verdade, digo que estou muito triste por ele e sua família e por todos nós. Um
rapaz fantástico, um homem, de grande senso de humor. Tive muita sorte de vê-lo algumas semanas atrás e ele
ainda estava rindo e fazendo piadas, um homem muito forte e eu tive o privilégio de tê-lo conhecido e amado,
como se ele fosse meu irmão. Hoje é um dia muito triste pra mim e para um monte de gente mas acho que ele
gostaria que nós, sabe, ficássemos bem e continuássemos a amá-lo e lembrá-lo como o grande homem que ele
foi.

Reporter – You say you’ve spoken to the family. How are they?
Reporter – Você disse que conversou com a família. Como eles estão?

Paul – They’re, you know, devastated like we all are, but they’re very strong and Olivia has a son, Dani, who’s a really great guy and he’s been very strong and very supportive in this situation so you know, in a way is a…probably a blessing release, George’s been to a lot of problems recently. I understand the end was very peaceful, so that’s a blessing.

Paul – Eles estão… sabe, arrasados como todos nós, mas eles são muito fortes e Olivia tem um filho, Dhani, que é um
rapaz muito bom e tem sido muito forte e muito seguro nesta situação então vejam vocês, da maneira que… provavelmente
foi uma bênção da maneira que terminou, pois George teve muito problemas recentemente. Quero dizer que no final foi em
paz, então é uma bênção.

Reporter – What do you think he will be remembered for the most, what’s his finest moments?
Reporter – Como você acha que ele será lembrado pela maioria, quais seus melhores momentos?

Paul – George I think, his music will live on forever and his personality. He’s a very strong loving man, but he didn’t suffer fools gladly, as anyone who knew him will know. He’s a great man, I think he will be remembered as a great man on his own right.

Paul – Penso que a música e a personalidade de George vão viver para sempre. Ele é um homem muito forte, mas não não tolera muito pessoas bobas ou idiotas e chega a ficar irritado com elas (“suffer fools gladly”), como todos que o conheciam sabem. Ele é um grande homem, penso que será lembrado como um grande homem por tudo que lhe é de direito.

Reporter – When was the last time you saw him, spoke to him?
Reporter – Quando foi a última vez que você o viu, e falou com ele?

Paul – Saw him a couple of weeks ago, yeah.
Paul – Eu o vi há umas duas semana atrás, sim.

Reporter – And how was he?
Reporter – E como ele estava?

Paul – He was quite ill, obviously, but as I said, we were laughing and joking, just like nothing was going on, you know, he’s always been a very brave guy and I was impressed by his strength. But I kind of knew he’d be like that cause that’s what he always was, you know. Beautiful man!
Paul – Ele estava muito doente, obviamente, mas como eu disse, rimos e fizemos brincadeiras, como se nada estivesse acontecendo, sabe, ele esteve sempre muito forte e fiquei impressionado com sua força. Mas eu já sabia que seria assim porque aquele era o jeito que ele era sempre, sabe. Belo homem!

Reporter – Is that particularly emotional to you?
Reporter – Aquele momento foi emocionante pra você, particularmente?

Paul – Of course it’s very emotional for anyone that loses somebody, you know, someone as long as I’ve known George. We were school friends together, we joined the Beatles together, went through all that together, so it’s very sad day. But I understand as I say, he went peacefully and…so that’s a blessing and I just prefer to now think of all the great times we had together, he’s a really lovely guy and remember him with all the warmth that I think he would have like to be remembered by.
Paul – Claro que é muita emoção pra qualquer um que perde alguém, você sabe, alguém que eu conhecia há tanto tempo
como o George. Estudamos juntos na escola, nos unimos aos Beatles, juntos, passamos por tudo aquilo juntos, portanto é
tudo muito triste. Mas eu entendo como eu disse, ele suportou pacificamente a tudo e… portanto foi uma benção e eu até
prefiro lembrar de bons tempos que passamos juntos, ele é realmente um rapaz muito amável e vou lembrá-lo com muito
carinho que é como ele deverá ser lembrado por todos.

Reporter – How will you personally be remembering him and paying tribute?
Reporter – Pessoalmente, como você lembrará e homenageará a ele?

Paul – Just personally, just in my own heart. I love him, you know, he’s like a baby brother to me. So, I’ll just keep quiet now and just remember him, I say, we’re obviously talking about him already and I remember him in some very silly stories. We had some great times together, you know, so that’s how I’ll choose to remember him.
Paul – No íntimo, no fundo do meu coração. Eu o amo, você sabe, ele é como meu irmão mais novo. Então, ficarei em
silêncio agora lembrando-me dele, eu digo, obviamente estamos falando dele e eu relembrei dele em algumas estórias muito
tolas. Passamos alguns bons momentos juntos, vocÊ sabe, assim será a forma que escolho para relembrá-lo.

Reporter – Anything you want to share with us, any particularly funny moments?
Reporter – Alguma coisa que você queira compartilhar conosco, alguns momentos particularmente engraçados?

Paul – No, they’re personal for me, you know, in time I may get around to tell you, but today is not the day for that.
Paul – Não, eles são momentos pessoais pra mim, sabe, pode ser que a seu tempo eu conte a você mas hoje não é hora
certa pra isso.

Reporter – Of course. Thank you very much.
Reporter – Claro. Muitíssimo obrigado.

Paul – Ok, thanks a lot everyone. See you, thank you.
Paul – Ok, é demais pra todo mundo. Até mais, obrigado.

George Harrison - 1943 - 2001 George on stage - 3th December 1969 (of the Beatles at a concert in Copenhagen with Eric Clapton and Delaney and Bonnie. (Photo by Keystone/Getty Images)

George Harrison – 1943 – 2001
George on stage – 3th December 1969 (of the Beatles at a concert in Copenhagen with Eric Clapton and Delaney and Bonnie. (Photo by Keystone/Getty Images)

R.I.P. George…

“On the day that I die, I’d like jokes to be told”
“No dia em que eu morrer, gostaria que contassem piadas”.

This is Paul McCartney’s song about how he wants to be remembered after he dies. He was inspired by George Harrison. Paul and Ringo visited George in Los Angeles weeks before his death and were amazed that during the entire visit, despite being in great pain and facing death, George was upbeat, told jokes and recalled stories about their early days in the Beatles. Paul said that is how he would want to be remembered, with “jokes to be told and stories of old.”

Esta é uma canção de Paul McCartney sobre como ele quer ser lembrado depois de sua morte. Paul inspirou-se em George Harrison. Paul e Ringo visitaram George em Los Angeles algumas semanas antes de sua morte e ficaram satisfeitos pois durante toda a visita, apesar de estar sofrendo grandes dores e diante da morte, George estava de bom humor, pra cima, contando piadas e recordando historias sobre eles no início dos Beatles. Paul disse que é assim que ele queria ser lembrado, com “brincadeiras para serem contadas e historias antigas.”

“End Of The End”

At the end of the end
It’s the start of a journey
To a much better place
And this wasn’t bad
So a much better place
Would have to be special
No need to be sad

On the day that I die I’d like jokes to be told
And stories of old to be rolled out like carpets
That children have played on
And laid on while listening to stories of old

At the end of the end
It’s the start of a journey
To a much better place
And a much better place
Would have to be special
No reason to cry

[Whistling]

On the day that I die I’d like bells to be rung
And songs that were sung to be hung out like blankets
That lovers have played on
And laid on while listening to songs that were sung

At the end of the end
It’s the start of a journey
To a much better place
And a much better place
Would have to be special
No reason to cry
No need to be sad
At the end of the end