“Os Corsos” acompanhando Jerry Adriani em Goiânia (1968).

Quando saiu dos Jet Black’s depois de seu aniversário em 08 de outubro de 1966, Sérgio Vigilato, conhecido como Serginho Canhoto, se juntou aos Wandecos (grupo que acompanhava a cantora Wanderléa) e criou outro conjunto que foi chamado de “Os Corsos” e que costumavam tocar nas boates da baixada Santista e depois foram tocar em Goiânia.

“Os Corsos”, em novembro de 1966, tinha a seguinte formação:
Serginho ”Canhoto”, Líder, guitarra solo e relações publicas, Ronny, guitarra-base e vocal, Luiz Marcelo , Guitarra(segunda) e vocal, Jose Adolfo Stern (Zé) bateria e vocal e Carlos Geraldo, baixo-elétrico e vocal.

Em Goiânia, conhecendo grandes músicos como Carcará, Coringa e Osvaldinho, fizeram uma mistura para agradar os artistas de São Paulo e Rio, que se aventuravam excursionar pelos interiores do Brasil para promover seus discos.

Nesta foto de 1968, do acervo de Sérgio Vigilato, o Serginho Canhoto dos Jet Black’s, estão alguns músicos do conjunto “Os Corsos”, criado por ele, e dentre os músicos que estão no palco, vejam quem está cantando. Reconhecem? Pois é ele mesmo: Jerry Adriani!

Da esquerda para a direita: Serginho Canhoto, Jerry Adriani ao microfone, Osvaldinho no teclado, Coringa na guitarra base (só aparece o braço), Darcy no baixo-de-pau, e José Stern, o Zezinho, na bateria.

Sérgio me contou que ele e seu conjunto Os Corsos eram contratados pelo canal 5 de Goiânia e certa vez, em 1968, quando ele e seu conjunto estavam lá, numa época em que os artistas estavam lutando para conseguir fama e tinham que se arriscar a viajar sem acompanhamento, Jerry Adriani estava lá pra se apresentar e ficou feliz ao encontrar o amigo Sergio e seu conjunto lá, assim como também aconteceu com Sergio Reis e Wilson Miranda, que também estavam por lá.

Na foto, da esquerda para a direita, podemos ver Sergio Vigilato, o Serginho Canhoto, Jerry Adriani ao microfone, Osvaldinho no teclado, Coringa na guitarra base (só se vê o braço), Darcy no baixo-de-pau que foi fabricado por ele mesmo com caixas de pinho-de-riga de bacalhau importado (ele pegava as caixas no Mercadão Central) e José Stern, o Zezinho, (já falecido) na bateria.
Sérgio aparece com sua guitarra sombreada (sunburst) de 12 cordas que ele mesmo confeccionou na fábrica da Gianinni.

“Dos Corsos originais só está o José Adolfo Stern, o Zezinho.
Darcy entrou no lugar do Carlos Geraldo (Carge), que era nosso John Lennon; modéstia à parte, Carge arrasava!
O Coringa fazia parceria com nosso querido “CARCARA”, outro monstro em bossa e harmonia cavernosas, e todos deram um colorido excepcional aos “Corsos”.” (Sérgio Vigilato)

Na volta de Goiânia, em fins de 1968, Sérgio se preparou para ir para Los Angeles, Califórnia, e desde então vive nos Estados Unidos.

“Os dons artísticos do Sergio Vigilato, extrapolam os limites da normalidade. Exímio músico, Cantor, Luthier (confecção de guitarras), Taxidermista, produtor musical e tantas qualidades diferenciadas, que me fogem à memória. Me orgulho de ser amigo dele.” (Primo Moreschi, fundador do conjunto The Jet Black’s)

A ENTREVISTA DE JERRY ADRIANI PARA O FILME JOVEM AOS 50 NA ÍNTEGRA!

Já publicamos aqui sobre o filme “Jovem aos 50 – A História de Meio Século da Jovem Guarda”, que teve sua estreia no Cine Belas Artes em 23 de março de 2017.

Pois bem, as entrevistas com os artistas foram editadas e tiveram cortes, e agora o cineasta Sérgio Baldassarini está disponibilizando na íntegra a entrevista que fez com Jerry Adriani para o documentário, para que as pessoas possam ter uma noção mais clara de quem na verdade era esse homem de nome artístico Jerry Adriani.

Os vídeos estão divididos nos seguintes temas:

– O INÍCIO DA CARREIRA COMO CANTOR DE MÚSICAS ITALIANAS

– AS PARTICIPAÇÕES NO PROGRAMA “JOVEM GUARDA” E DEMAIS PROGRAMAS DA ÉPOCA

– O ENCONTRO E PARCERIA PROFISSIONAL COM RAUL SEIXAS

– AS SEMELHANÇAS NAS VOZES DELE E DE RENATO RUSSO, DA LEGIÃO URBANA

– A SUA EXPERIÊNCIA COMO GALÃ DE CINEMA

– UMA MENSAGEM DOS SEUS 50 ANOS DE CARREIRA

O cantor Nilton César ajuda Jerry Adriani a tirar o casaco para entrar no palco em 22 de agosto de 2015, durante o Show dos 50 anos da Jovem Guarda no Clube Homs em São Paulo.

JERRY ADRIANI – Entrevista para o documentário JOVEM AOS 50

PARTE 1

O INÍCIO DA CARREIRA COMO CANTOR DE MÚSICAS ITALIANAS

PARTE 2

AS PARTICIPAÇÕES NO PROGRAMA “JOVEM GUARDA” E DEMAIS PROGRAMAS DA ÉPOCA

PARTE 3

O ENCONTRO E PARCERIA PROFISSIONAL COM RAUL SEIXAS

PARTE 4

AS SEMELHANÇAS NAS VOZES DELE E DE RENATO RUSSO, DA LEGIÃO URBANA

PARTE 5

A SUA EXPERIÊNCIA COMO GALÃ DE CINEMA

PARTE 6

UMA MENSAGEM DOS SEUS 50 ANOS DE CARREIRA

“Estas são passagens bem legais, que mostram o quanto esse cara era especial e carismático! Pena que não deu pra colocar tudo no filme. Mas acredito que com esses vídeos as pessoas poderão ter uma boa ideia do tamanho do coração desse grande artista chamado Jerry Adriani!”

Sergio Baldassarini Junior
Diretor de Produção
S.B.J. PRODUÇÕES

E Jerry Adriani foi cantar no salão do grande baile!

Recebi a notícia pela amiga Daisymar Tocafundo ontem à tarde, quando voltava pra casa, e por mais que a gente já soubesse da gravidade do estado de saúde de Jerry Adriani, foi um choque.

Sou do tempo em que havia aquela rivalidade entre ele e Wanderley Cardoso, e quando conheci o Jerry no Facebook e ficamos amigos, até contei pra ele que eu era uma daquelas que preferia o Wanderley Cardoso, e demos muitas risadas. Naquela época tudo era combinado pra promover os artistas, e esta rivalidade foi uma delas.

Jerry subiu muito no conceito de todos quando com muita simplicidade contou a verdadeira historia de seu encontro com o Beatle George Harrison, quando em 21 de julho de 2012 ele me escreveu:

“DE FORMA MAIS PRIVADA, ESTOU LHE ENVIANDO UMA MENSAGEM DE CARINHO E ADMIRAÇÃO. EU TBÉM SOU FAN DOS BEATLES E ESTIVE LÁ NO CAVERN CANTANDO, EXATAMENTE NO ANO DE 2001,QUANDO HOUVE O ATENTADO NOS EUA. GRAVEI ATÉ UM TIPO DE REPÓRTER POR UM DIA, QUE ESTÁ NO YOUTUBE…NÃO SEI SE VC. JÁ VIU…AGORA, SOBRE O GEORGE HARRISON DIZER QUE A MINHA VOZ É BONITA, NÃO É VERDADE. A VERDADE É QUE ELE GEORGE, DEU UMA ENTREVISTA NO ESCRITÓRIO DA GRAVADORA WARNER E EU FUI CONVIDADO PARA IR ASSISTIR…FIQUEI NO MEU CANTO SENTADO QUIETINHO E AO FINAL, DEPOIS DE DAR A ENTREVISTA, COM MUITA SIMPATIA, ELE PEDIU AO PESSOAL DA WARNER DEIXAR ENTRAREM UMAS TRINTA GAROTAS QUE ESTAVAM NA RUA QUERENDO VÊ-LO, JÁ QUE ERAM TRINTA E NO AUGE DOS BEATLES SERIAM 30.000. CLARO QUE O PESSOAL DA WARNER NÃO DEU PERMISSÃO PARA AS MENINAS SUBIREM, O QUE ABORRECEU AO GEORGE, QUE ERA UM CARA DE UMA SIMPLICIDADE ENORME.ELE, ME VENDO LÁ NO CANTO, ME CHAMOU PARA TIRAR UMA FOTO, PORQUE ALGUÉM DO LADO DEVE TER DITO PRÁ ELE QUE EU ERA UM CANTOR, ETC…EU CHEGUEI A OLHAR PRÁ TRÁS QUANDO ELE ME CHAMOU, PRÁ VER SE HAVIA ALGUÉM LÁ, MAS ERA COMIGO MESMO…AÍ A REVISTA CONTIGO FEZ A ONDA, PUBLICOU A FOTO E AQUELES COMENTÁRIOS QUE ESTÃO MUITO DISTANTES DA REALIDADE. FICOU DESSE EPISÓDIO PARA MIM, UMA IMAGEM DELE QUE JAMAIS SE APAGARÁ NA MINHA MEMÓRIA, DE UM SER SENSÍVEL, EDUCADO E HUMANO. TROQUEI MEIA DÚZIA DE PALAVRAS COM ELE, ENALTECENDO A ATITUDE DELE PARA COM OS FANS. FOI AQUILO QUE EU DISSE,. O ARTISTA, TEM QUE RESPEITAR O SEU PÚBLICO OU A LUZ DELE SE APAGARÁ COM CERTEZA…ACEITE UM ENORME E AFETUOSO ABRAÇO… ESPERO QUE NOS TORNEMOS AMIGOS…TEREI MUITO PRAZER EM CONVERSAR COM VC. SE ALGUM DIA FOR FAZER UM SHOW POR AÍ E VC. APARECER… MUITO OBRIGADO PELA FORMA CARINHOSA COM QUE SEMPRE ME TRATOU. BOA NOITE, UM BEIJO…VOU DORMIR QUE DAQUÍ A TRÊS HORAS TENHO QUE ESTAR DE PÉ… JERRY ADRIANI”

Jerry Adriani era muito fã dos Beatles e me contou sobre sua viagem a Liverpool juntamente com seu amigo Edu Henning, como podemos ver neste vídeo:

Ele costumava participar dos Shows da banda Big Beatles e foi atendendo a um pedido meu que enviou através de Carleba Castro, seu grande amigo e ex baterista de Raul Seixas, a foto dele com Pete Best, ex baterista dos Beatles, quando em 24 de setembro de 2015 a Banda Clube Big Beatles comemorou 25 anos com um Show em Vitória/ES.

Jerry Adriani e Pete Best, ex baterista dos Beatles.

DEPOIMENTO DE WANDERLÉA
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DEPOIMENTO DE ANTONIO AGUILLAR

“Jerry Adriani foi embora para sempre, mas deixou uma passagem maravilhosa aqui na terra. Gravou muitas musicas, fez grandes sucessos e nunca saiu da mídia. Sempre que nos encontrávamos, batíamos aquele papo e voltávamos ao passado e vinha as primeiras lembranças de suas entrada para a vida artística. Como ele mesmo dizia, o Guilherme Dotta seu amigo residente em São Caetano do Sul que também ja esta num plano superior dizia que ele tinha que cantar rock para poder participar dos nossos programas anos 60. Foi o que aconteceu. Sempre esteve nos programas de radio e televisão que eu apresentava antes da jovem guarda. Depois foi contratado pela CBS a mesma gravadora do Roberto Carlos e fez um LP ITALIANÍSSIMO e mudou para o Rio, onde faleceu hoje as 15 hs. da terrível doença que não poupa ninguém. Fique com Deus Jerry, continuamos tocando suas musicas e sempre falando da sua trajetória artística. Obrigado amigo por tudo de bom que fez m vida a todos nós.”

DEPOIMENTO DE CARLEBA CASTRO

“Hoje Jerry se foi, deixando uma lacuna que, com certeza, não tem substituto. Nossa amizade, nossa convivência, nossa afinidade e cumplicidade é antiga, mais de 50 anos, desde um show no Baiano de Tênis, nos longínquos anos 60, quando Os Panteras foram chamados às pressas para acompanhar o ídolo da jovem guarda. Dai , em diante muita água rolou, muita estrada foi percorrida, muitas cidade, tanto no Brasil quanto no exterior foram visitadas; muitas risadas foram dadas, muitas histórias foram vividas, muitas gozações, muitos erros e acertos foram vividos por nós nesses 50 anos de convivência.
Durante todos esses anos, nenhuma briga séria, apenas detalhes divergentes, sobre ritmo e harmonia, quase sempre chegando a um consenso .
Durante todos esses anos, a nossa amizade se solidificou a ponto de virar irmão, independente da distancia. Lembro de cada momento, do cuidado que ele tinha comigo, sempre que eu não estava bem..era um cuidado, uma amizade rara hoje em dia.
Se foi um grande cara, puro, correto e as vezes até inocente, que gerou algumas puxadas de orelha de minha parte, que as vezes me irritava com a maneira pura e despretensiosa que ele lidava com certos assuntos.
Enfim tivemos uma história juntos, tocando, viajando, ou apenas nos divertindo….Jerry Adriani uma das vozes mais poderosas que o Brasil já produziu calou-se para sempre…Vou sentir muito sua falta, meu amigo…Estou muito triste, que vc esteja num lugar compatível com o excelente cara que sempre foi. Te amo!!!!!!!”

DEPOIMENTO DE ALBERT PAVÃO

“Conheci o Jerry Adriani, quando ele ainda NÃO era o Jerry Adriani. Foi no segundo semestre de 1963 na TV Cultura de São Paulo, no programa do Julio Rosemberg. Ele cantava com seu grupo e eu fui nesse programa para divulgar “Vigésimo andar”. No ano seguinte ele apareceu com o LP Italianíssimo pela CBS. A música italiana bombava nessa época e Jerry agradou muito. Lembro, ainda em 64, de uma viagem que fizemos a Jaboticabal, levados pelo Luiz Aguiar e que contou com o Jerry, eu, os Vips (lembra Ronald ?) e até o Rinaldo Calheiros, entre outros. Depois ele começou a atuar no Rio de Janeiro e chegou a apresentar o programa “A Grande Parada” na TV Tupi do Rio. Em 67, ele apresentou dois desses programas ao lado da Meire Pavão. Um ano antes ele e a Meire receberam os troféus de Rei e Rainha do Twist, numa iniciativa da Revista do Rock. Depois de 1968, eu me afastei do meio artístico, mas voltei a encontrar o Jerry em julho de 1982 na ponte aérea Rio-S.Paulo. Foi quando ele contou que era pai e eu lhe disse que eu também era, pois minha filha mais velha havia nascido no final de junho de 82. Dois anos depois liguei para ele e nos encontramos no Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, onde ele deu o depoimento de sua carreira para o projeto Memória do Rock Brasileiro. Daí para a frente sempre nos falávamos, até pelo Facebook. Gente fina igual ao Jerry sempre faz falta para todos nós !”

DEPOIMENTO DE NILTON CÉSAR

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A família informou esta manhã que seu velório ocorrerá a partir das 10h de hoje, 24 de abril, na capela C do Cemitério de São Francisco Xavier no Rio de Janeiro.
Seu sepultamento será às 16:30h.

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Jerry Adriani agora é uma estrela no céu… Rest in Peace (descanse em paz)

Geraldo Alves, primeiro Empresário Artístico de Roberto Carlos lança livro de memórias.

Estas duas imagens a seguir são do grupo The Clevers em sua segunda formação…

O ano era 1965 e nessa ocasião Roberto Carlos iniciava à frente do recém lançado programa, o Jovem Guarda da TV Record, e prometia colocar a banda no Jovem Guarda para promover a nova versão dos Clevers, porque os anteriores tinham migrado para “Os Incríveis”, cujo nome era o título dos LPs dos Clevers.

Foi um sufoco, muita confusão na época, mas Antonio Aguillar conta que conseguiu ultrapassar todos os obstáculos e fazer sucesso com a versão da música “No Reply” dos Beatles, título “SEM RESPOSTA”, versão escrita por Norberto de Freitas, um discotecário da Radio Nacional de São Paulo.
Essa banda chegou a tocar no Reino da Juventude da TV Record e fez outros programas de televisão em São Paulo além de ampla divulgação do sucesso “Sem Resposta”.

Em vista de se vestirem como os Beatles e lembrarem os músicos ingleses com suas roupas e cabeleiras, acabaram sendo contratados para tocar no Beco, uma casa promovida pelo famoso Abelardo Figueiredo.

Em 1968 acabou o programa Jovem Guarda e eles também se debandaram, cada um seguindo seu caminho solo, o nome ficou fora da mídia até que Aguillar voltou ao radio em 2005, com o programa Jovens Tardes de Domingo pela Radio Capital, quando formou um novo grupo com a patente The Clevers, chegando a gravar dois CDs e um DVD e continua até hoje tocando em shows e bailes.

Estou contando esta historia por que no próximo dia 9 de abril ocorrerá o lançamento do livro de Geraldo Alves, o primeiro empresário artístico de Roberto Carlos e de muitos outros artistas da Jovem Guarda, e a banda The Clevers em sua formação atual estará presente no Bar Brahma acompanhando a apresentação dos artistas convidados para o lançamento do livro.

Um detalhe: Roberto Carlos autorizou o livro de Geraldo Alves.

Hoje a formação dos Clevers tem Rod Spencer na guitarra solo, Luiz Monteiro na guitarra base e vocalista, Satoru no contra baixo, João Kramer no teclado e Evaldo Correa na batera.

Segue uma entrevista levada ao ar pela Rádio Capital em 26/03/2017, ocasião em que Antonio Aguillar conversou com Geraldo Alves. Ele contou alguns detalhes do início de carreira de Roberto Carlos, convidou para o lançamento de seu livro no dia 09 de abril, às 16h30 no Bar Brahma em São Paulo, e citou alguns cantores lançados por ele como Paulo Sérgio, Altemar Dutra, entre outros.

Ao final temos a oportunidade de ouvir um depoimento do saudoso Sérgio Murilo a Antonio Aguillar, contando por que cantava com as mãos…

Ouçam!

Geraldo Alves foi o primeiro empresário artístico de Roberto Carlos. Ele era açougueiro em Limeira, interior de São Paulo, e também acordeonista. Quando trabalhava com Roberto Carlos no inicio de carreira, Geraldo Alves levava Roberto a fazer shows em circos (era moda na época) e acompanhava o cantor com o seu acordeom ou sanfona, como era chamada na época, enquanto Roberto tocava seu violão.

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As 29 Canções de Renato e Seus Blue Caps lançadas nos LPs As 14 Mais pela CBS.

RENATO E SEUS BLUE CAPS teve 29 músicas lançadas nos LPs “AS 14 MAIS” a partir de 1964 até 1979, além de ter acompanhado alguns colegas também, como podemos ver a seguir.

“AS 14 MAIS” foram 29 LPs lançados pela CBS entre os anos de 1960 e 1979.

As 14 Mais – Vol. 13 – 1964 – Lp 37.355 (CBS 1964) / Lp 138.795 (CBS 1989) – K7 16.795 (CBS 1989)
CD 759.052 (SONY MUSIC 1996)

06 – Vera lucia – (Renato Barros – Paulinho) – Renato e seus Blue caps

As 14 Mais – Vol. 14 – 1964 / Lp 37.393 (CBS 1965) – Lp 138.796 (CBS 1989) – K7 16.796 (CBS 1989)
CD 759.053 (SONY MUSIC 1996)

03 – CANTO PRA FINGIR [My Whole Wold is Falling Down] – (Jerry Crutchfield – Bill Anderson – Rossini Pinto) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
04 – CARTA DE AMOR – (Rossini Pinto) – ROSSINI PINTO com Renato e Seus Blue Caps
05 – CAPELA DO AMOR [Chapel of Love] – (Jeff Berry – Ellis Greenwick – Neusa de Souza) – WANDERLÉA com Renato e Seus Blue Caps
08 – EXÉRCITO DO SURF [L’Esercito Del Surf] – (Mogol – I. Pattacini – Neusa de Souza) – WANDERLÉA com Renato e Seus Blue Caps
11 – FORD DE BIGODE – (Paulo Brunner – Ivanildo Teixeira) – ROSSINI PINTO com Renato e Seus Blue Caps
13 – MENINA LINDA [I Should Have Known Better] – (John Lennon – Paul McCartney – Renato Barros) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 16 – 1965 – Lp 37.423 (CBS 1965) / Lp 138.798 (CBS 1989) – K7 16.798 (CBS 1989)
CD 759.055 (SONY MUSIC 1996)

01 – É TEMPO DO AMOR [Le Temps de L’Amour] – (Aryan – Hardy – Samyn – Rossini Pinto) – WANDERLÉA com Renato e Blue Caps
03 – O ESCÂNDALO [Shame and Scandal on The Family] – (Donaldson – Brown – Renato Barros) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
04 – BRIGA DE AMOR – (Rossini Pinto) – ROSSINI PINTO com Renato e Seus Blue Caps
09 – QUERIDA [Don’t Let Them Move] – (G. Garret – C. Howard – Rossini Pinto) – JERRY ADRIANI com Renato e Seus Blue Caps

As 14 Mais – Vol. 17 – 1965 – Lp 37.440 (CBS 1965) / Lp 138.799 (CBS 1989) – K7 16.799 (CBS 1989)
CD 759.056 (SONY MUSIC 1996)

04 – Deixe-Me LevÁ-La Pra Casa [Baby Let Me Take You Home] – (Price – Getúlio Cortes) – Jerry Adriani c/ RENATO E SEUS BLUE CAPS
06 – Feche Os Olhos [all My Loving] – (John Lennon – Paul McCartney – Renato Barros) – Renato E Seus Blue Caps
09 – Você Não Soube Amar [It’s Gonna Be All Right] – (Gerard Marsden – Roberval – Arthur Emilio) – Renato E Seus Blue Caps
11 – Será Você? [Do You] – (L. Rivera – S. Libaek – Neusa de Souza) – Wanderléa com Renato E Seus Blue Caps

As 14 Mais – Vol. 18 – 1966 – Lp 37.460 (CBS 1966) / Lp 138.800 (CBS 1989) – K7 16.800 (CBS 1989)
CD 759.057 (SONY MUSIC 1996)

03 – VIVO SÓ [For Your Love] – (G. Gouldman – Paulo Cesar Barros) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
09 – ATE O FIM [You Won’t See Me] – (John Lennon – Paul McCartney – Lilian Knapp) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 19 – 1967 – Lp 37.482 (CBS 1967) / Lp 138.801 (CBS 1989) – K7 16.801 (CBS 1989)
CD 759.058 (SONY MUSIC 1996)

06 – NÃO ME DIGA ADEUS – (Carlinhos – Paulo César Barros) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
08 – LAR DOCE LAR – (Renaro Barros – Carlinhos) – RENATO E SESUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 20 – 1967 – Lp 37.523 (CBS 1967) / Lp 138.802 (CBS 1989) – K7 16.802 (CBS 1989)
CD 759.059 (SONY MUSIC 1996)

05 – AMANHECI CHORANDO – (Renato Barros) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
08 – ANA [Anna [Go To Him] – (Arthur Alexandre – Lisna Dantas) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 21 – 1968 – Lp 37.565 (CBS 1968) / Lp 138.316 (CBS 1990) – K7 16.290 (CBS 1990)
CD 759.060 (SONY MUSIC 1996)

04 – NÃO TENHO NADA COM ISSO – (Robert Livi) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
08 – PARE DE PENSAR [Step Out Of Your Mind] – (Al Gorgoni – Chip Taylor – Luiz Keller) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 22 – 1968 – Lp 37.588 (CBS 1968) – Lp 137.588 (CBS 1968) / Lp 138.317 (CBS 1990) – K7 16.291 (CBS 1990)
CD 759.061 (SONY MUSIC 1996)

03 – OKAY – (H. Bialkley – Renato Barros) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
08 – SE TU SOUBESSES – (Luiz Ayrão – Edson Ribeiro) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 23 – 1969 – Lp 37.617 (CBS 1969) / Lp 138.318 (CBS 1990) – K7 16.292 (CBS 1990)
CD 759.062 (SONY MUSIC 1996)

02 – PERDI VOCÊ – (Renato Barros) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
14 – VOU FAZER VOCÊ FELIZ [And I’ll Be There] – (Paul Leka – Denise Gross – Gileno) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 24 – 1970 – Lp 37.669 (CBS 1970) / Lp 141.001 (CBS 1981) – K7 11.001 (CBS 1981) – Lp 138.319 (CBS 1990)
K7 16.293 (CBS 1990) / CD 759.063 (SONY MUSIC 1996)

06 – A GAROTA QUE EU QUERO [The Grooviest Girl In The World] – (G. Zeklei – M. Brottler – Rossini Pinto) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
08 – SE EU SOU FELIZ, PORQUE ESTOU CHORANDO? – (Raulzito – Leno) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 25 – 1971 – Lp 137.729 (CBS 1971) / Lp 138.320 (CBS 1990) – K7 16.294 (CBS 1990)
CD 759.064 (SONY MUSIC 1996)

02 – DARLING – (Raulzito – Mauro Motta) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
08 – IZABELA – (Jean – Gil) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 26 – 1972 – Lp 137.772 (CBS 1972) / Lp 138.321 (CBS 1990 – K7 16.295 (CBS 1990)
CD 759.065 (SONY MUSIC 1996)

02 – O MENSAGEIRO [Le Messager] – (R. Talard – A. Gregory – P. Grascolas – Lilian Knapp) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
08 – SERÁ MENTIRA OU SERÁ VERDADE? [Será Mentira, O Será Verdad?] – (Salvador Bellone – Pedrinho) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 27 – 1973 – Lp 137.815 (CBS 1973) – K7 15.182 (CBS 1973) – CT 182 (CBS 1973)
Lp 138.322 (CBS 1990) – K7 16.296 (CBS 1990) – CD 759.066 (SONY MUSIC 1996)

03 – ONDE ESTA [Delta Queen] – (Terry Tassenburg – Rossini Pinto) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
08 – SE VOCE SOUBESSE – (Renato Barros – Rossini Pinto) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 28 – 1974 – Lp 137.848 (CBS 1974) – K7 15.231 (CBS 1974) – CT 231 )CBS 1974)
Lp 138.323 (CBS 1990) – K7 16.297 (CBS 1990) – CD 759.067 (SONY MUSIC 1996)

07 – NÃO SEI DE NADA [My Friend Maude] – (J. S. Soles – G. A. Peret – Rossini Pinto) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
09 – CANSEI DE VOCÊ – (Atamir Freitas – Amaury Feitas) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 29 – 1979 Lp / CD 759.068 (SONY MUSIC 1996)

05 – NEGA, NEGUINHA – (José Roberto) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

FONTE

OUÇAM AQUI AS MÚSICAS EM DOIS VOLUMES

VOLUME 1

VOLUME 2

Agradecendo ao Radialista Vlademir Ferreira que gentilmente me enviou os áudios das 29 canções.

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O filme “Jovem Aos 50 – A História de Meio Século da Jovem Guarda”, estreia em março!

“Jovem Aos 50 – A História de Meio Século da Jovem Guarda” é o título do filme produzido sem nenhum recurso financeiro por Sérgio Baldassarini, e que estreia em São Paulo no Cine Belas Artes, dia 23 de março próximo, daqui exatamente um mês!

Sérgio Baldassarini é proprietário da S.B.J. PRODUÇÕES, uma produtora de cinema e vídeo que realizou um documentário sobre os 50 anos da Jovem Guarda. Neste filme ele entrevistou mais de 45 artistas da época, e ele foi todo narrado pelo grande ator MILTON GONÇALVES.

É um filme que todo fã da Jovem Guarda não pode deixar de assistir.

Com participações e depoimentos de mais de 50 artistas que se destacaram nessa época, entre historiadores, empresários, apresentadores e – principalmente – cantores, o filme intercala depoimentos emocionados destes protagonistas, juntamente com imagens de programas e filmes da época, que sobreviveram aos vários incêndios criminosos que destruíram quase todo acervo da antiga TV Record.

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Artistas entrevistados: Renato Barros, Erasmo Carlos, Wanderléa, Caetano Veloso, Ronnie Von, Martinha, Eduardo Araújo, Jerry Adriani, Wanderley Cardoso, Nilton Travesso, Paulo Silvino, Agnaldo Rayol, Carlos Gonzaga, George Freedman, Bobby de Carlo, Cyro Aguiar, Demetrius, Ed Carlos, Deny (da dupla Deny e Dino), Prini Lorez, Antonio Aguillar, Nilton Cesar, Aladdim (do grupo The Jordans), Ary Sanches, Miguel Vaccaro Netto, Lilian (da dupla Leno e Lilian), Dick Danello, Ronald (da dupla Os Vips), Trio Esperança, Moacir Franco, Netinho (dos Incríveis), Waldireni, Golden Boys, The Fevers, Paulo Silvino, Albert Pavão, Leno (da dupla Leno e Lilian), Ricardo Pugialli, Foguinho (baterista dos The Jordans), J.C. Marinho,
B.J. Mitchell (do grupo americano “The Platters”).

A Polêmica Historia que envolve o nome da Banda The Jet Black`s e sua fundação.

Muito já se falou da historia deste conjunto dos anos 60, tanto por historiadores como pelo legado em textos e fitas deixados por alguns de seus integrantes, a exemplo das três fitas que estão em posse do historiador Eduardo Reis e que tocam no assunto “fundação do grupo e a escolha do nome”.

A primeira fita trata-se de uma entrevista do Gato com Idalina de Oliveira em 1966 pela Rádio Tupi) onde ele fala sobre várias coisas, por exemplo:

·         Conta sobre o nome, dizendo que, na opinião dele, “The Vampires” é coisa de Transilvânia e não servia para nome de conjunto de rock´n´roll, e ele (Gato), forçou a mudança do nome, tendo escolhido o nome Jet Black´s, com apóstrofe e “S” em homenagem aos THE SHADOWS. Vejam que a história é quase a mesma contada por Jurandi, pois ele (Jura) fala que Zé Paulo havia escolhido o nome.

·          Gato cita Joe primo, fala que no início de 1962 ele pegou tuberculose e, contrariando o Jurandi, ele (Gato), Jairo (diretor da Chantecler) e o cantor Oswaldo Rodrigues, com a ajuda do prefeito de Campos do Jordão, o internaram no sanatório Nossa Senhora das Mercês em Campos do Jordão; Eloy, Guitarra base do conjunto Super Som T.A., entrou no lugar de Joe Primo.

·         Fala da sua saída dos The Jet Black´s alguns meses antes, e que estava tocando baixo no quarteto de Renato Mendes, no Johan Sebastian Bar. Quando Idalina pergunta o motivo ele diz que prefere não tocar no assunto.

A segunda fita, gravada em 1991 na casa de Guilherme Dotta, o Tico, por um jornalista da Folha de São Paulo. Nela o jornalista entrevista Jurandi, Gato e Tico, falam sobre vários assuntos e nas páginas tantas o jornalista pergunta a origem do nome. O Jurandi imediatamente fala que ele (Jura) sugeriu o nome e o Gato, de forma meio ríspida, retruca: VOCÊ? Creio que fui eu que batizei o grupo com este nome. O Jura fala qualquer coisa baixo e retoma o assunto com o comentário: Polemicas à parte o nome foi escolhido pelo grupo. Nesta entrevista fica claro que o Gato e o Jurandi não haviam esquecido as magoas do passado…

A terceira fita é uma entrevista com o Orestes, onde estavam Eduardo Reis, Foguinho e Orestes e este conta sobre a época da Boate Lancaster e quando perguntado sobre o nome do grupo ele fala que, “pelo que sabia” foi uma decisão do Gato e que este havia escolhido o nome em homenagem aos Shadows.

Porém, a verdadeira historia da mudança de nome quem conta é Primo Moreschi, o Joe Primo, legítimo e verdadeiro fundador do conjunto The Vampires, que depois se tornou The Jet Black`s!

“Para início de conversa, conheci o Gato quando o vi mexendo em um piano dentro dos estúdios onde eu (Joe Primo), Bobby De Carlo, Carlão, Zé Paulo e Jurandi, que formávamos “The Vampires”, ensaiávamos alguns cantores, os futuros participantes que iriam se apresentar no Programa Ritmos Para a Juventude, de Antonio Aguillar; Gato era ainda um ilustre desconhecido num canto do estúdio, o qual somente me chamou a atenção em razão de estar tirando alguns acordes do piano. Perguntei se ele sabia tocar piano, ele disse que arranhava um pouco, então o convidei para tocar e ele aceitou. Na semana seguinte, eu tive a ideia de conversar e sugerir a um dos integrantes amadores que testei e aprovei para participar do programa Ritmos para a Juventude (vai dai eu ter a liberdade de sugerir), cujo nome era Jet Blacks, e com as seguintes palavras eu lhe disse: Vem cá Jet Black! Você não quer trocar de nome com a gente?

Ele humildemente, e sorridente, respondeu prontamente que trocava sim. Então eu sugeri a ele que por ele ser magro e pequeno deveria se chamar Little Black, e nós The Jet Black´s.

Portanto é mentira que teve condição imposta pelo Gato para mudar o nome do conjunto, e muito menos consultei alguém além do Bobby De Carlo para mudar o nome The Vampires para The Jet Black`s.
Outra mentira deslavada, sem nenhum cabimento, está relacionada ao início do The Vampires: dizer que Jurandi, Zé Paulo, Orestes, Gato e Ernestico que iniciaram o conjunto, quando em verdade somente o Gato chegou a participar da segunda semana da fundação do The Vampires feita por mim, Joe Primo, Bobby De Carlo, Carlão, e aí sim, o Zé Paulo veio e foi quem convidou o Jurandi, que mal sabia tocar samba em alguma reunião do colégio que os dois estudavam.
O Ernestico só passou a fazer parte do conjunto quando, já como The Jet Black´s, começamos a tocar na Boate Lancaster. E o Orestes sempre foi cogitado, principalmente pelo Zé Paulo, para fazer parte integrante do The Jet Black´s, mas nunca daí dizer que ele iniciou quando ainda era The Vampires. (mentira deslavada, que inclusive cai em contradição até pela fotografia postada na página em questão, (uma tremenda montagem) tendo ao fundo uma bateria dos The Clevers sendo que esse conjunto só passou a existir após o Jurandi, Zé Paulo e o Gato, já se achando muito superior, não aceitavam mais participar do programa Ritmos Para a Juventude, daí Antonio Aguillar ter lançado o conjunto.

Esta é a foto polêmica , onde podemos ver o Joe Primo e o Carlão, porém a bateria tem o nome The Clevers.

Esta é a foto polêmica , onde podemos ver o Joe Primo e o Carlão, porém a bateria tem o nome The Clevers.

Portanto, essa foto é uma mentira, mas também serve para desmentir declarações do Jurandi de que o Orestes e Nestico iniciaram o The Vampires, pois nessa montagem não esta nem Orestes, e muito menos o Nestico. E vou mais além, nem mesmo o Zé Paulo; esse sim deveria estar. Quanto ao Orestes, só passou a integrar os The Jet Black´s, quando eu adoeci por ter dado tudo de mim até a saúde para poder fazer o The Jet Black´s ser sucesso. Passados alguns meses voltei e fui deixado de lado em prol de outro que já havia ocupado meu lugar. Em meu livro “O Protagonista Oculto dos Anos 60″ eu relato o passo a passo de como tudo aconteceu, com provas vivas até hoje, que podem e devem confirmar a veracidade dos fatos por mim relatados em meu livro de memórias.”

E tudo isso já foi revelado aqui mesmo neste Blog e visto nas redes sociais, mas sempre vale a pena mostrarmos de novo, inclusive por que tivemos também o depoimento de Bobby de Carlo sobre a veracidade dos fatos relatados pelo Joe Primo e endossados por Sérgio Vigilato, o Serginho Canhoto.

Bobby de Carlo fala sobre seu amigo e companheiro, Primo Moreschi.

Eu diria que Primo é um artista! Musico, pintor, compositor, poderia ser também um grande ator comediante. Lembro-me de um texto seu que em resumo seria isto:

“…Como você é linda, seu vestido branco, suas mãos tão delicadas, seu rosto tão lindo, sua pele clara, muito clara.
Porque não fala comigo?
Acorda! acorda! ACORRRRDA!!!
Pô!  Não vê que ela tá morta?”

Desculpe o humor negro, mas isso era coisa do Primo…

No meu primeiro LP pela gravadora Mocambo, gravei com os Megatons. Foi certamente um dos momentos de maior prazer na minha vida.
Sem imposição alguma, gravei o que queria da forma mais descontraída possível.
Com o bom humor do grupo, o clima era maravilhoso. Criei arranjos, participei como musico, convidei para participar em algumas faixas o Wanderley pianista, (ex Roberto Carlos), o Nestico sax do Jet´s, e nunca houve por parte dos Megatons, Primo, Bitão, Luiz, Renato e Edgar qualquer tipo de estrelismo.
Nós nos divertimos muito.  Coisa que não aconteceu quando da minha volta ao The Jet Black´s em l964, quando disse ao Jurandir para que criássemos algumas musicas, coisas próprias. Porem ele achava melhor “tirar” musicas de outros conjuntos, ou seja, copiar o original e tocar nos Jet Black´s. Coisas estas que fazíamos em nossa adolescência musical.
O Orestes saiu, e eu, desmotivado, saí também.

Serei sempre amigo do Primo, tenho-o em alta estima.
Tenho certeza que a década de sessenta será marcada positivamente em nossas vidas!”

Um grande abraço
Bobby.

Joe Primo, o Precursor da História dos Jet Black’s!

Joe Primo, nome artístico de Primo Moreschi, é uma dessas pessoas predestinadas e muito especiais, que vieram ao mundo para construir uma vida rica de fatos pitorescos e situações inusitadas, sempre convivendo com venturas e desventuras, desafiando a morte e a vida com muito bom humor e propriedade, tirando dos infortúnios, força para sobrepujar os obstáculos que permearam sua vida, sempre tirando ensinamentos ao longo de sua trajetória, sem jamais esmorecer.
Filho dos italianos Concheta e José Moreschi, Primo foi o caçula de nove irmãos e ainda muito pequeno perdeu a mãe e em seguida o pai, tendo que viver de um lado para outro, sem um lar, primeiro de favor na casa de irmãos, depois tendo que trabalhar desde tenra idade para pagar seu próprio sustento em pensão domiciliar.
Ainda quando tinha de sete para oito anos de idade, Primo teve o primeiro contato com os instrumentos musicais, pois acompanhava seu irmão mais velho nos ensaios de sua banda country chamada Rancheiros da Paulicéia. Eles tocavam na Rádio América e Primo acompanhava os ensaios e assim aprendeu também a tocar violão e guitarra.
Primo nasceu artista e por necessidade aprendeu a profissão de retocador de retratos para ter o seu próprio sustento, e também exerceu a profissão de fotógrafo. Além disso, costumava compor canções e um belo dia a oportunidade de entrar para o meio artístico surgiu em um encontro casual com o compositor Américo de Campos.
Joe Primo gravou seu primeiro disco e tornou-se conhecido em 1961, com as músicas “Ela me fez de limão” e “Água de cheiro” sendo transmitidas pela Rádio Nacional de São Paulo, chegando às paradas de sucesso.
Foi em suas andanças pelas rádios de São Paulo para a divulgação do seu 78rpm que Joe Primo teve oportunidade de voltar à Rádio Nacional para participar de um programa de lançamentos musicais, intitulado “Ritmos para a Juventude”, cujo apresentador era Antonio Aguillar. Foi nessa época que ele teve a ideia de formar um conjunto de Rock para acompanhar os cantores que se apresentavam naquele programa, e juntamente com o amigo Roberto Caldeira dos Santos, o Bobby de Carlo, fundou o conjunto The Vampires, que viria a ser The Jet Black’s, em um tempo em que o Rock’n’Roll começava a marcar presença no Brasil.
Foi assim que o menino órfão, que passou tantas privações na vida, tendo sido até mesmo acometido por grave doença, precisando ser internado no Sanatório Nossa Senhora das Mercês em Campos do Jordão para se tratar da doença que o acometeu devido a ter passado fome e frio em suas peregrinações pelas rádios e gravadoras em busca de divulgação dos discos do conjunto, iniciou os primeiros passos para que o Brasil tivesse uma das mais queridas e famosas bandas de Rock Instrumental, The Jet Black’s, cujo sucesso foi tanto que mesmo tendo já se passado mais de 50 anos do início de tudo, não há quem não tenha ouvido falar nela!
Primo Moreschi ainda formou Os Megatons, um grupo que se destacou pelos sons exóticos e criativos perpetuados na música jovem, antes de se retirar definitivamente do meio artístico para viver em Campo Grande/MS, onde constituiu família e tornou-se reconhecido empresário da indústria de moveis planejados e exclusivos.

“O PROTAGONISTA OCULTO DOS ANOS 60”