ANTONIO AGUILLAR ENTREVISTA NORIVAL D`ANGELO, BATERISTA DA ORQUESTRA DE ROBERTO CARLOS.

Trabalhando há cerca de 43 anos como baterista da orquestra de Roberto Carlos, Norival D`Angelo começou na vida artística integrando um conjunto criado por Antonio Aguillar, chamado The Flyers.
Integrou a banda Secos & Molhados no auge do sucesso, depois da saída do baterista Marcelo Frias, participando dos shows e do segundo CD da banda, que incluia o hit “Flores Astrais”.

Norival D`Angelo

Trabalhou também com as bandas Beatniks, SomBeats, entre outras, levando ao público os primeiros trabalhos cover de Jimmy Hendrix, Led Zeppelin e Deep Purple.

Esta entrevista foi concedida a Antonio Aguillar nos camarins do Ginásio do Ibirapuera durante um Show de Roberto Carlos em São Paulo, no final de agosto 2017.

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Há 50 anos ” Em Ritmo de Aventura”!

O álbum “Roberto Carlos em Ritmo de Aventura”, foi gravado em agosto de 1967, entre os dias 16 e 18, com exceção da faixa “Eu Sou Terrível”, gravada em outubro, e teve seu lançamento originalmente em novembro de 1967, como trilha sonora do filme de mesmo nome, “Em Ritmo de Aventura”; é o mais perfeito e o mais bem-sucedido álbum de RC, da sua fase Iê-iê-Iê, cuja moldura sonora era mais uma vez guiada e ampliada pelos sons de órgão Hammond do tecladista Lafayette e pelo maravilhoso acompanhamento dos BLUE CAPS e do RC-7. A interferência do grande Lafayette é tão importante que não se sabe como ele não requereu coautoria em algumas das faixas desse disco fantástico.

“Em Ritmo de Aventura” é um primor, do início ao fim, Roberto estava inspiradíssimo e abriu o leque para várias influências, que iam além do iê-iê-iê, sinalizando o início de uma mudança de estilo em seu repertório.

Em termos musicais, Roberto flertava com a Black music, o country e o rock mainstream dos anos 60. Clássicos como “Eu sou terrível”, “Por isso corro demais”, “Quando”, “Você não Serve pra mim” e “Só vou gostar de quem gosta de mim”, e a ultra romântica “Como é grande o meu amor por você”, ajudaram a eternizar o álbum no inconsciente coletivo da juventude da época, por isso, “Em Ritmo de Aventura” seja talvez o álbum mais cultuado de Roberto até os dias atuais. (por Rubens Stone)

A faixa “VOCÊ NÃO SERVE PRA MIM”, uma belíssima composição de RENATO BARROS se destaca também pela performance do guitarrista com sua guitarra distorcida, o chamado efeito FUZZ.

RENATO BARROS CONTA COMO FOI QUE ROBERTO CARLOS GRAVOU SUA COMPOSIÇÃO “VOCÊ NÃO SERVE PRA MIM”.

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Considerado pela Revista Rolling Stone brasileira como o 24º melhor disco brasileiro de todos os tempos, o disco teve a participação de músicos de estúdio, incluindo metais, quarteto de cordas, flauta, gaita, alguns músicos do RC-5 e da banda de Lafayette, onde o tecladista teve contribuição decisiva em quase todas as faixas, substituindo eventualmente o órgão Hammond por um piano ou cravo. Porém a base de tudo foi feita por RENATO E SEUS BLUE CAPS, destaque para Renato na guitarra e Paulo César Barros no contrabaixo.

O FILME COMPLETO

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LADO A
“Eu Sou Terrível” (Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
“Como É Grande o Meu Amor por Você” (Roberto Carlos)
“Por Isso Corro Demais” (Roberto Carlos)
“Você Deixou Alguém A Esperar” (Édson Ribeiro)
“De Que Vale Tudo Isso” (Roberto Carlos)
“Folhas De Outono” (Francisco Lara – Jovenil Santos)

LADO B
“Quando” (Roberto Carlos)
“É Tempo De Amar” (Pedro Camargo – José Ari)
“Você Não Serve Pra Mim” (Renato Barros)
“E Por Isso Estou Aqui” (Roberto Carlos)
“O Sósia” (Getúlio Côrtes)
“Só Vou Gostar De Quem Gosta De Mim” (Rossini Pinto)

Algumas Composições e/ou Gravações da Banda Renato e Seus Blue Caps eleitas entre as 50 maiores dos anos 60.

Na ocasião dos 50 anos do início do movimento pop rock no Brasil, o chamado Jovem Guarda (cha cum dum… rsrs) realizamos uma pesquisa nos grupos Eterna Jovem Guarda e outras páginas no Facebook de artistas relacionados e os álbuns e canções de Renato e Seus Blue Caps mais votados seguem abaixo.

Antes uma curiosidade: RENATO BARROS, CID CHAVES e GELSON MORAES em entrevista falam sobre o jeito brasileiro de tocar criado por Renato e Seus Blue Caps.

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LP “Renato e Seus Blue Caps” (CBS – 1967)

As inúmeras versões de sucessos dos Beatles gravadas por Renato e Seus Blue Caps chegaram aos ouvidos da juventude brasileira bem antes das gravações originais do quarteto britânico, e isto ajudou a criar a ponte entre a Jovem Guarda e a Beatlemania que explodia no planeta.

Em 1967, acompanhando as mudanças que ocorriam na música estrangeira, o grupo gravou um dos álbuns mais importantes da sua carreira. Mesclando composições próprias com obscuras versões de bandas pouco conhecidas aqui no Brasil, o grupo trouxe para o cenário da Jovem Guarda o som de garagem de grupos como The Troggs (“I Can’t Control Myself’ e “With a Girl Like You”, que em suas respectivas versões ganharam os títulos de “Não Posso Me Controlar” e “Tem Que Ser Você”, ambas vertidas por Luiz Keller) e Manfred Mann (“Semi-Detached Suburban Mr. James”, que virou “Este Amor Me Faz sofrer”, também uma versão de Luiz Keller, a faixa que abre o disco).

Ainda sob a influência dos Beatles, a banda foi buscar no primeiro álbum do quarteto a balada “Anna”, original do cantor Arthur Alexander, e a versão dos Blues Caps acabou fazendo sucesso estrondoso em todo Brasil, cinco anos depois da gravação dos Beatles. Outros destaques do disco: “Vou Subir Bem Mais Alto Que Você”, outra versão de Luiz Keller para o sucesso “Reach Out I’ll Be There”, do grupo The Four Tops, “Menina Feia”, de Renato Barros, e “A Irmã do Meu Melhor Amigo”, composição de Leno.

A partir deste álbum de 1967, os Blue Caps deram início a uma significativa mudança na sonoridade da banda. Nos discos seguintes, o grupo de Renato Barros ampliaria seu universo musical, se afastando um pouco do iê-iê-iê para buscar novos horizontes no soul, no funk e num rock mais consistente, para isso, introduziriam em seu repertório novos compositores como o novato Cleo Galanth, o cantor e compositor Puruca (da dupla Os Jovens), e o novo produtor da CBS, um tal de Raulzito Seixas. (Por Rubens Stone)

LP “Isto É Renato e Seus Blue Caps” (CBS – 1965)

Em meados de 1965, os Blue Caps, estavam abarrotados de trabalho, eles eram a banda fixa da CBS nas gravações de diversos outros artistas da casa. Mesmo com pouco tempo, conseguiram realizar, no segundo semestre daquele ano um dos discos mais curiosos da Jovem Guarda.

Pra começar, “Isto É Renato e Seus Blue Caps” foi o representante no Brasil da chamada invasão britânica ocorrida na América do Norte no ano anterior. Ali estavam várias versões de sucessos ingleses, só da dupla Lennon/McCartney haviam quatro, “Feche os olhos (All my loving)”, “Eu sei (I’ll be back)”, “Meu primeiro amor (You’re going to lose that girl)” e “Sou tão feliz (Love me do)”.

Outra curiosidade era a capa, que é a mesma do LP “Elgart au Go Go”, de Les & Larry Elgart, também lançado em 1965. A CBS já havia se aproveitado do seu “banco de dados” para ilustrar a capa do primeiro disco de Roberto Carlos, “Louco Por Você” (1961), que era a mesma de um LP do organista Ken Griffin, “To Each His Own”, lançado em 1946. Outro artista que teve capa “clonada” foi Sérgio Murilo, no LP “Baby” (1961), em que a CBS aproveitou outra capa de Ken Grifin, a do disco “Sweet and Lively” (1960).

Mas isso parecia não ter a menor importância na época, já que os próprios artistas não contestavam, é bem provável que sequer sabiam que as capas de seus discos não tinham nada de originais.

Voltando ao repertório de “Isto É Renato…”, não precisa dizer que quase todas as canções tornaram-se sucessos radiofônicos, com destaque para “O escândalo”, versão de “Shame and scandal in the family”, sucesso do cantor Shawn Elliott; “Espero sentado”, versão do sucesso “Keep searchin’, de Del Shannon, além, é claro, das célebres “Feche os olhos” e “Meu primeiro amor”, músicas que ajudaram a introduzir a beatlemania no Brasil. (Por Rubens Stone)

LP “Um Embalo Com Renato e Seus Blue Caps” (CBS – 1966)

O quinto álbum de Renato e Seus Blue Caps consolidou de vez a banda como o maior grupo da Jovem Guarda.

“Um Embalo…” é um dos discos mais queridos pelos fãs da banda, e o segundo mais bem sucedido em termos de vendagens, só perdendo para o belíssimo LP de 1970.

Lançado no final de 1966, emplacou vários sucessos nas paradas, como “Meu bem não me quer”, “A primeira Lágrima”, “Não te esquecerei”, além de “Vivo só”, versão de “For your Love”, dos Yardbirds, e “Dona do meu coração”, versão de “Run for your life”, dos Beatles. Só tinha pérolas neste “Embalo…”.

Os Blue Caps foi talvez o grupo que melhor traduziu o som dos Beatles para esta terra brasilis. Este disco é um clássico absoluto da JG. (Por Rubens Stone)

Entre as músicas, destacamos aqui as composições de RENATO BARROS gravadas pela banda RENATO E SEUS BLUE CAPS e também as que foram gravadas por outros artistas, as quais foram escolhidas entre as 50 melhores.

“Menina Linda (I Should Have Know Better)” Renato e Seus Blue Caps (1965)

-Compositores: Lennon / McCartney – versão Renato Barros
– Álbum: Viva A Juventude! (CBS 37397 – 1965)

Quando Renato e Seus Blue Caps deram início às sessões de gravação do seu primeiro LP pela CBS, “Viva A Juventude!”, em dezembro de 1964, “Menina Linda”, versão para o sucesso dos Beatles “I Should Have Know Better”, já estava pronta, a pedido do apresentador Carlos Imperial. Incluída como faixa Nº 2 do LP, a música já fazia enorme sucesso no programa de Imperial. A partir de então, tornou-se um mega hit em todo o Brasil e a versão livre de Renato Barros se tornou, na época, bem mais conhecida do que a original dos Beatles.

“Feche Os Olhos (All My Loving)” Renato e Seus Blue Caps (1965)

-Compositores: Lennon/McCartney – versão Renato Barros
– Álbum: Isto É Renato E Seus Blue Caps (CBS 37433 – 1965)

Os Blue Caps foi a banda que melhor traduziu o som dos Beatles para o Brasil, e aqui eles cometem mais uma versão sublime de um clássico do quarteto inglês, há quem prefira essa versão à original “All My Loving”, de Lennon e McCartney, e isso deve-se ao fato de que muitas pessoas ouviram primeiro, e por alguns anos, a versão dos Blue Caps, antes de ouvir a original.

“Eu Não Sabia Que Você Existia” – Gravação de Leno e Lilian (1966) (Lembrando que a dupla foi criada por Renato Barros, que era noivo de Lílian na época).

-Compositores: Renato Barros/Toni Pinheiro
-Álbum: Leno e Lilian (CBS 37470 – 1966)

Após o estrondoso sucesso de “Pobre Menina”, Leno e Lilian emplacaram na sequência essa pérola do iê-iê-iê romântico, uma deliciosa balada pop, banhada pelos vocais sublimes da dupla mais querida da Jovem Guarda e acompanhada de ensolarados solos de guitarras do autor da canção, Renato Barros.

“Gatinha Manhosa” – Renato e Seus Blue Caps (1965) e Erasmo Carlos (1966)

-Compositores: Roberto Carlos/Erasmo Carlos
-Álbum: Viva a Juventude em 1965 (CBS 37.397, abril de 1965) e posteriormente no LP Você Me Acende (RGE XRLP-5.297 – 1966)

Todo mundo sabe que Erasmo era o machão da Jovem Guarda, o cara perigoso, portanto, as menininhas estavam avisadas, era preciso manter distância do roqueiro. Mas, por debaixo daquela capa de durão, batia também um doce coração, como vemos nesta balada açucarada, banhada pelo órgão de Lafayette, cuja letra, se desmanchava em versos de amor e em designações com um quê de malícia juvenil, como “gatinha”, “manhosa”, “dengosa”, “beicinho”. Lançada sem nenhuma repercussão no ano anterior pelo grupo Renato e Seus Blue Caps, na gravação de Erasmo, “Gatinha Manhosa” se tornou um grandioso sucesso.

“Primeira Lágrima” Renato e Seus Blue Caps (1966)

-Compositor: Renato Barros
-Álbum: Um Embalo Com Renato E Seus Blue Caps (CBS 37.743 – Novembro 1966)

Uma das canções centrais do álbum “Um Embalo com Renato e Seus Blue Caps” e um dos maiores sucessos dos Blue Caps em todos os tempos, “Primeira Lágrima” era mais uma demonstração da forte influência dos Beatles na música do conjunto carioca.

“Devolva-me” – Gravação de Leno e Lilian (1966)

-Compositores: Renato Barros/Lilian Knapp
– Álbum: Leno e Lilian (CBS 137.470 – 1966)

Uma das baladas mais representativas da JG, embalou muitas briguinhas de namorados. Muitas meninas aproveitaram os toques da canção para dar aquele fora no garoto, sem esquecer de pedir de volta todas as lembrancinhas dadas no auge do romance, agora terminado. Finalmente, os finais amorosos agora tinham sua trilha sonora.

As Composições de Renato Barros Gravadas por Roberto Carlos.

RENATO BARROS
Foto by Henrique Kurtz
25/07/2017

Ao longo de sua carreira o cantor Roberto Carlos gravou 04 canções compostas por RENATO BARROS, que são:

1 – O FEIO (Getúlio Côrtes/Renato Barros)

LP Jovem Guarda lançado em novembro de 1965 sob o número CBS 37432.

2 – VOCÊ NÃO SERVE PRA MIM (Renato Barros)

LP Em Ritmo de Aventura lançado em novembro de 1967 sob o número CBS 37525.

3 – NÃO HÁ DINHEIRO QUE PAGUE (Renato Barros)

LP O Inimitável lançado em dezembro de 1968 sob o número CBS 375851.

4 – MAIOR QUE O MEU AMOR (Renato Barros) – LP Roberto Carlos lançado em 1970.

5 – VOCÊ NÃO SABE O QUE VAI PERDER (Renato Barros) – LP Roberto Carlos lançado em 1971.

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RENATO BARROS em 25/07/2017
Foto: henrique Kurtz

JOVEM AOS 50 – A HISTORIA DE MEIO SÉCULO DA JOVEM GUARDA

O filme teve estreia em março de 2017 e depois de ter passado nos cinemas de São Paulo, foi exibido também em Porto Alegre e agora vai começar a passar também no Rio de Janeiro.

Ainda não há uma data para que entre em cartaz no Rio, mas provavelmente haverá um lançamento em pré-estreia na cidade, contando com as ilustres presenças de Renato e Seus Blue Caps, The Fevers, Paulo Silvino, Albert Pavão, The Golden Boys entre outros artistas.

Os canais Globosat disponibilizarão o filme a partir de 04 de julho, (terça-feira que vem) em pay-per-view nos canais NOW, Vivo Play e Oi Locadora.

FICHA TÉCNICA

Narração: MILTON GONÇALVES
Roteiro, Fotografia, Montagem,
Produção e Direção: SÉRGIO BALDASSARINI JUNIOR
Arranjos Instrumentais: BOBBY DE CARLO
Artistas entrevistados: Erasmo Carlos, Wanderléa, Renato e Seus Blue Caps, Sérgio Reis, Caetano Veloso, Ronnie Von, Martinha, Eduardo Araújo, Jerry Adriani, Wanderley Cardoso, Nilton Travesso, Paulo Silvino, Agnaldo Rayol, Carlos Gonzaga, George Freedman, Bobby de Carlo, Cyro Aguiar, Demetrius, Ed Carlos, Deny (da dupla Deny e Dino), Prini Lorez, Antonio Aguillar, Nilton Cesar, Aladdim (do grupo The Jordans), Ary Sanches, Miguel Vaccaro Netto, Lilian (da dupla Leno e Lilian), Dick Danello, Ronald (da dupla Os Vips), Trio Esperança, Moacir Franco, Netinho (dos Incríveis), Waldireni, Golden Boys, The Fevers, Paulo Silvino, Albert Pavão, Leno (da dupla Leno e Lilian), Ricardo Pugialli, Foguinho (baterista dos The Jordans), J.C. Marinho,
B.J. Mitchell (do grupo americano “The Platters”).

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LEMBRANÇAS QUE “O TEMPO NÃO VAI APAGAR”

Ao som de Renato Barros interpretando a composição de Paulo César Barros e Getúlio Côrtes, intitulada “O Tempo Vai Apagar”, algumas fotos da Revista do Rádio citando o conjunto formado por Renato e seus irmãos em 1959, quando o grupo se apresentou pela primeira vez no programa “Hoje é dia de rock”, de Jair de Taumaturgo, na rádio Mayrink Veiga, com o nome de “Bacaninhas do rock da Piedade”.
Em 1960 voltaram ao programa e venceram o concurso, agora com o nome de Renato e Seus Blue Caps. Como prêmio foram participar do programa do Chacrinha e daí pra frente a fama e o sucesso chegou pra eles.

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RENATO BARROS E AS GRAVAÇÕES QUE ERAM FEITAS NA CBS NOS ANOS 60.

Ontem conversando com o guitarrista Renato Barros, da banda Renato e Seus Blue Caps, descobrimos alguns textos em Blogs na Internet que diziam:

“…Jerry Adriani foi fundamental para a carreira de Raul Seixas, que desenvolveram uma bela parceria além de fornecer duas composições para Jerry Adriani cantar, que foram “Se Pensamento Falasse”, um rock pontuado por guitarra Fuzz tocada por Renato Barros (o disco não traz créditos das gravações) e “O Seu Taxi está Esperando”, registro com rebuscada linha de baixo que lembra muito as gravações de Elvis no final dos anos sessenta…”

“Uma das jogadas de Raulzito foi colocar os graves vocais de Jerry a rimar com os polpudos riffs fuzz-garageiros do guitarrista Renato Barros, dos Renato & seus Blue Caps. A guitarra de Barros distorcia – enquanto a velha jovem guarda, literalmente, dava os últimos suspiros.”

“Algumas gravações de cantores de Rock and Roll tiveram notoriedade e nelas podemos observar um show de Rock and Roll de Renato Barros tocando sua guitarra, como é o caso dessas gravações de Jerry Adriani, onde o FUZZ da guitarra de Renato quase que explode…

1 – PRECISO DE VOCÊ AGORA

2 – SE PENSAMENTO FALASSE

3 – PALAVRAS DE CARINHO

4 – ÉS MEU AMOR

Ao ler essas informações, Renato disse:

“Agradeço muito a citação, mas não sou eu o guitarrista em questão. Também nem imagino quem seja.”

E depois brincou: “A Jovem Guarda está virando governo MILITAR, ou ditadura MILITAR, como os mais jovens chamam. Está sendo muito mal contada. Geralmente contada por puras deduções, o que é uma pena. A verdade é de quem a viveu, como a maioria não fala mais……….”.

E diante disso, pedi a ele que esclarecesse melhor ao seu público sobre quais eram os guitarristas que gravavam com os cantores da CBS, ele se lembrou do conjunto The Angels/The Youngsters e The Sunshines e assim gravamos este bate papo esclarecedor.

Ouçam.

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NO YOUTUBE

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Renato Barros disse que no LP de Jerry Adriani, de 1965, onde consta a canção “Querida”, este foi sim, ele quem acompanhou o cantor tocando sua guitarra.

UM EXEMPLO CLÁSSICO DE RENATO BARROS TOCANDO SUA GUITARRA DISTORCIDA (FUZZ) É NA GRAVAÇÃO DE ROBERTO CARLOS CANTANDO A COMPOSIÇÃO DE RENATO, “VOCÊ NÃO SERVE PRA MIM”.
AQUI PODEMOS VÊ-LO TOCAR AO VIVO COM SUA BANDA:

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