Geraldo Alves, primeiro Empresário Artístico de Roberto Carlos lança livro de memórias.

Estas duas imagens a seguir são do grupo The Clevers em sua segunda formação…

O ano era 1965 e nessa ocasião Roberto Carlos iniciava à frente do recém lançado programa, o Jovem Guarda da TV Record, e prometia colocar a banda no Jovem Guarda para promover a nova versão dos Clevers, porque os anteriores tinham migrado para “Os Incríveis”, cujo nome era o título dos LPs dos Clevers.

Foi um sufoco, muita confusão na época, mas Antonio Aguillar conta que conseguiu ultrapassar todos os obstáculos e fazer sucesso com a versão da música “No Reply” dos Beatles, título “SEM RESPOSTA”, versão escrita por Norberto de Freitas, um discotecário da Radio Nacional de São Paulo.
Essa banda chegou a tocar no Reino da Juventude da TV Record e fez outros programas de televisão em São Paulo além de ampla divulgação do sucesso “Sem Resposta”.

Em vista de se vestirem como os Beatles e lembrarem os músicos ingleses com suas roupas e cabeleiras, acabaram sendo contratados para tocar no Beco, uma casa promovida pelo famoso Abelardo Figueiredo.

Em 1968 acabou o programa Jovem Guarda e eles também se debandaram, cada um seguindo seu caminho solo, o nome ficou fora da mídia até que Aguillar voltou ao radio em 2005, com o programa Jovens Tardes de Domingo pela Radio Capital, quando formou um novo grupo com a patente The Clevers, chegando a gravar dois CDs e um DVD e continua até hoje tocando em shows e bailes.

Estou contando esta historia por que no próximo dia 9 de abril ocorrerá o lançamento do livro de Geraldo Alves, o primeiro empresário artístico de Roberto Carlos e de muitos outros artistas da Jovem Guarda, e a banda The Clevers em sua formação atual estará presente no Bar Brahma acompanhando a apresentação dos artistas convidados para o lançamento do livro.

Um detalhe: Roberto Carlos autorizou o livro de Geraldo Alves.

Hoje a formação dos Clevers tem Rod Spencer na guitarra solo, Luiz Monteiro na guitarra base e vocalista, Satoru no contra baixo, João Kramer no teclado e Evaldo Correa na batera.

Segue uma entrevista levada ao ar pela Rádio Capital em 26/03/2017, ocasião em que Antonio Aguillar conversou com Geraldo Alves. Ele contou alguns detalhes do início de carreira de Roberto Carlos, convidou para o lançamento de seu livro no dia 09 de abril, às 16h30 no Bar Brahma em São Paulo, e citou alguns cantores lançados por ele como Paulo Sérgio, Altemar Dutra, entre outros.

Ao final temos a oportunidade de ouvir um depoimento do saudoso Sérgio Murilo a Antonio Aguillar, contando por que cantava com as mãos…

Ouçam!

Geraldo Alves foi o primeiro empresário artístico de Roberto Carlos. Ele era açougueiro em Limeira, interior de São Paulo, e também acordeonista. Quando trabalhava com Roberto Carlos no inicio de carreira, Geraldo Alves levava Roberto a fazer shows em circos (era moda na época) e acompanhava o cantor com o seu acordeom ou sanfona, como era chamada na época, enquanto Roberto tocava seu violão.

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As 29 Canções de Renato e Seus Blue Caps lançadas nos LPs As 14 Mais pela CBS.

RENATO E SEUS BLUE CAPS teve 29 músicas lançadas nos LPs “AS 14 MAIS” a partir de 1964 até 1979, além de ter acompanhado alguns colegas também, como podemos ver a seguir.

“AS 14 MAIS” foram 29 LPs lançados pela CBS entre os anos de 1960 e 1979.

As 14 Mais – Vol. 13 – 1964 – Lp 37.355 (CBS 1964) / Lp 138.795 (CBS 1989) – K7 16.795 (CBS 1989)
CD 759.052 (SONY MUSIC 1996)

06 – Vera lucia – (Renato Barros – Paulinho) – Renato e seus Blue caps

As 14 Mais – Vol. 14 – 1964 / Lp 37.393 (CBS 1965) – Lp 138.796 (CBS 1989) – K7 16.796 (CBS 1989)
CD 759.053 (SONY MUSIC 1996)

03 – CANTO PRA FINGIR [My Whole Wold is Falling Down] – (Jerry Crutchfield – Bill Anderson – Rossini Pinto) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
04 – CARTA DE AMOR – (Rossini Pinto) – ROSSINI PINTO com Renato e Seus Blue Caps
05 – CAPELA DO AMOR [Chapel of Love] – (Jeff Berry – Ellis Greenwick – Neusa de Souza) – WANDERLÉA com Renato e Seus Blue Caps
08 – EXÉRCITO DO SURF [L’Esercito Del Surf] – (Mogol – I. Pattacini – Neusa de Souza) – WANDERLÉA com Renato e Seus Blue Caps
11 – FORD DE BIGODE – (Paulo Brunner – Ivanildo Teixeira) – ROSSINI PINTO com Renato e Seus Blue Caps
13 – MENINA LINDA [I Should Have Known Better] – (John Lennon – Paul McCartney – Renato Barros) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 16 – 1965 – Lp 37.423 (CBS 1965) / Lp 138.798 (CBS 1989) – K7 16.798 (CBS 1989)
CD 759.055 (SONY MUSIC 1996)

01 – É TEMPO DO AMOR [Le Temps de L’Amour] – (Aryan – Hardy – Samyn – Rossini Pinto) – WANDERLÉA com Renato e Blue Caps
03 – O ESCÂNDALO [Shame and Scandal on The Family] – (Donaldson – Brown – Renato Barros) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
04 – BRIGA DE AMOR – (Rossini Pinto) – ROSSINI PINTO com Renato e Seus Blue Caps
09 – QUERIDA [Don’t Let Them Move] – (G. Garret – C. Howard – Rossini Pinto) – JERRY ADRIANI com Renato e Seus Blue Caps

As 14 Mais – Vol. 17 – 1965 – Lp 37.440 (CBS 1965) / Lp 138.799 (CBS 1989) – K7 16.799 (CBS 1989)
CD 759.056 (SONY MUSIC 1996)

04 – Deixe-Me LevÁ-La Pra Casa [Baby Let Me Take You Home] – (Price – Getúlio Cortes) – Jerry Adriani c/ RENATO E SEUS BLUE CAPS
06 – Feche Os Olhos [all My Loving] – (John Lennon – Paul McCartney – Renato Barros) – Renato E Seus Blue Caps
09 – Você Não Soube Amar [It’s Gonna Be All Right] – (Gerard Marsden – Roberval – Arthur Emilio) – Renato E Seus Blue Caps
11 – Será Você? [Do You] – (L. Rivera – S. Libaek – Neusa de Souza) – Wanderléa com Renato E Seus Blue Caps

As 14 Mais – Vol. 18 – 1966 – Lp 37.460 (CBS 1966) / Lp 138.800 (CBS 1989) – K7 16.800 (CBS 1989)
CD 759.057 (SONY MUSIC 1996)

03 – VIVO SÓ [For Your Love] – (G. Gouldman – Paulo Cesar Barros) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
09 – ATE O FIM [You Won’t See Me] – (John Lennon – Paul McCartney – Lilian Knapp) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 19 – 1967 – Lp 37.482 (CBS 1967) / Lp 138.801 (CBS 1989) – K7 16.801 (CBS 1989)
CD 759.058 (SONY MUSIC 1996)

06 – NÃO ME DIGA ADEUS – (Carlinhos – Paulo César Barros) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
08 – LAR DOCE LAR – (Renaro Barros – Carlinhos) – RENATO E SESUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 20 – 1967 – Lp 37.523 (CBS 1967) / Lp 138.802 (CBS 1989) – K7 16.802 (CBS 1989)
CD 759.059 (SONY MUSIC 1996)

05 – AMANHECI CHORANDO – (Renato Barros) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
08 – ANA [Anna [Go To Him] – (Arthur Alexandre – Lisna Dantas) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 21 – 1968 – Lp 37.565 (CBS 1968) / Lp 138.316 (CBS 1990) – K7 16.290 (CBS 1990)
CD 759.060 (SONY MUSIC 1996)

04 – NÃO TENHO NADA COM ISSO – (Robert Livi) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
08 – PARE DE PENSAR [Step Out Of Your Mind] – (Al Gorgoni – Chip Taylor – Luiz Keller) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 22 – 1968 – Lp 37.588 (CBS 1968) – Lp 137.588 (CBS 1968) / Lp 138.317 (CBS 1990) – K7 16.291 (CBS 1990)
CD 759.061 (SONY MUSIC 1996)

03 – OKAY – (H. Bialkley – Renato Barros) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
08 – SE TU SOUBESSES – (Luiz Ayrão – Edson Ribeiro) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 23 – 1969 – Lp 37.617 (CBS 1969) / Lp 138.318 (CBS 1990) – K7 16.292 (CBS 1990)
CD 759.062 (SONY MUSIC 1996)

02 – PERDI VOCÊ – (Renato Barros) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
14 – VOU FAZER VOCÊ FELIZ [And I’ll Be There] – (Paul Leka – Denise Gross – Gileno) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 24 – 1970 – Lp 37.669 (CBS 1970) / Lp 141.001 (CBS 1981) – K7 11.001 (CBS 1981) – Lp 138.319 (CBS 1990)
K7 16.293 (CBS 1990) / CD 759.063 (SONY MUSIC 1996)

06 – A GAROTA QUE EU QUERO [The Grooviest Girl In The World] – (G. Zeklei – M. Brottler – Rossini Pinto) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
08 – SE EU SOU FELIZ, PORQUE ESTOU CHORANDO? – (Raulzito – Leno) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 25 – 1971 – Lp 137.729 (CBS 1971) / Lp 138.320 (CBS 1990) – K7 16.294 (CBS 1990)
CD 759.064 (SONY MUSIC 1996)

02 – DARLING – (Raulzito – Mauro Motta) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
08 – IZABELA – (Jean – Gil) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 26 – 1972 – Lp 137.772 (CBS 1972) / Lp 138.321 (CBS 1990 – K7 16.295 (CBS 1990)
CD 759.065 (SONY MUSIC 1996)

02 – O MENSAGEIRO [Le Messager] – (R. Talard – A. Gregory – P. Grascolas – Lilian Knapp) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
08 – SERÁ MENTIRA OU SERÁ VERDADE? [Será Mentira, O Será Verdad?] – (Salvador Bellone – Pedrinho) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 27 – 1973 – Lp 137.815 (CBS 1973) – K7 15.182 (CBS 1973) – CT 182 (CBS 1973)
Lp 138.322 (CBS 1990) – K7 16.296 (CBS 1990) – CD 759.066 (SONY MUSIC 1996)

03 – ONDE ESTA [Delta Queen] – (Terry Tassenburg – Rossini Pinto) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
08 – SE VOCE SOUBESSE – (Renato Barros – Rossini Pinto) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 28 – 1974 – Lp 137.848 (CBS 1974) – K7 15.231 (CBS 1974) – CT 231 )CBS 1974)
Lp 138.323 (CBS 1990) – K7 16.297 (CBS 1990) – CD 759.067 (SONY MUSIC 1996)

07 – NÃO SEI DE NADA [My Friend Maude] – (J. S. Soles – G. A. Peret – Rossini Pinto) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
09 – CANSEI DE VOCÊ – (Atamir Freitas – Amaury Feitas) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 29 – 1979 Lp / CD 759.068 (SONY MUSIC 1996)

05 – NEGA, NEGUINHA – (José Roberto) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

FONTE

OUÇAM AQUI AS MÚSICAS EM DOIS VOLUMES

VOLUME 1

VOLUME 2

Agradecendo ao Radialista Vlademir Ferreira que gentilmente me enviou os áudios das 29 canções.

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O filme “Jovem Aos 50 – A História de Meio Século da Jovem Guarda”, estreia em março!

“Jovem Aos 50 – A História de Meio Século da Jovem Guarda” é o título do filme produzido sem nenhum recurso financeiro por Sérgio Baldassarini, e que estreia em São Paulo no Cine Belas Artes, dia 23 de março próximo, daqui exatamente um mês!

Sérgio Baldassarini é proprietário da S.B.J. PRODUÇÕES, uma produtora de cinema e vídeo que realizou um documentário sobre os 50 anos da Jovem Guarda. Neste filme ele entrevistou mais de 45 artistas da época, e ele foi todo narrado pelo grande ator MILTON GONÇALVES.

É um filme que todo fã da Jovem Guarda não pode deixar de assistir.

Com participações e depoimentos de mais de 50 artistas que se destacaram nessa época, entre historiadores, empresários, apresentadores e – principalmente – cantores, o filme intercala depoimentos emocionados destes protagonistas, juntamente com imagens de programas e filmes da época, que sobreviveram aos vários incêndios criminosos que destruíram quase todo acervo da antiga TV Record.

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Artistas entrevistados: Renato Barros, Erasmo Carlos, Wanderléa, Caetano Veloso, Ronnie Von, Martinha, Eduardo Araújo, Jerry Adriani, Wanderley Cardoso, Nilton Travesso, Paulo Silvino, Agnaldo Rayol, Carlos Gonzaga, George Freedman, Bobby de Carlo, Cyro Aguiar, Demetrius, Ed Carlos, Deny (da dupla Deny e Dino), Prini Lorez, Antonio Aguillar, Nilton Cesar, Aladdim (do grupo The Jordans), Ary Sanches, Miguel Vaccaro Netto, Lilian (da dupla Leno e Lilian), Dick Danello, Ronald (da dupla Os Vips), Trio Esperança, Moacir Franco, Netinho (dos Incríveis), Waldireni, Golden Boys, The Fevers, Paulo Silvino, Albert Pavão, Leno (da dupla Leno e Lilian), Ricardo Pugialli, Foguinho (baterista dos The Jordans), J.C. Marinho,
B.J. Mitchell (do grupo americano “The Platters”).

A Polêmica Historia que envolve o nome da Banda The Jet Black`s e sua fundação.

Muito já se falou da historia deste conjunto dos anos 60, tanto por historiadores como pelo legado em textos e fitas deixados por alguns de seus integrantes, a exemplo das três fitas que estão em posse do historiador Eduardo Reis e que tocam no assunto “fundação do grupo e a escolha do nome”.

A primeira fita trata-se de uma entrevista do Gato com Idalina de Oliveira em 1966 pela Rádio Tupi) onde ele fala sobre várias coisas, por exemplo:

·         Conta sobre o nome, dizendo que, na opinião dele, “The Vampires” é coisa de Transilvânia e não servia para nome de conjunto de rock´n´roll, e ele (Gato), forçou a mudança do nome, tendo escolhido o nome Jet Black´s, com apóstrofe e “S” em homenagem aos THE SHADOWS. Vejam que a história é quase a mesma contada por Jurandi, pois ele (Jura) fala que Zé Paulo havia escolhido o nome.

·          Gato cita Joe primo, fala que no início de 1962 ele pegou tuberculose e, contrariando o Jurandi, ele (Gato), Jairo (diretor da Chantecler) e o cantor Oswaldo Rodrigues, com a ajuda do prefeito de Campos do Jordão, o internaram no sanatório Nossa Senhora das Mercês em Campos do Jordão; Eloy, Guitarra base do conjunto Super Som T.A., entrou no lugar de Joe Primo.

·         Fala da sua saída dos The Jet Black´s alguns meses antes, e que estava tocando baixo no quarteto de Renato Mendes, no Johan Sebastian Bar. Quando Idalina pergunta o motivo ele diz que prefere não tocar no assunto.

A segunda fita, gravada em 1991 na casa de Guilherme Dotta, o Tico, por um jornalista da Folha de São Paulo. Nela o jornalista entrevista Jurandi, Gato e Tico, falam sobre vários assuntos e nas páginas tantas o jornalista pergunta a origem do nome. O Jurandi imediatamente fala que ele (Jura) sugeriu o nome e o Gato, de forma meio ríspida, retruca: VOCÊ? Creio que fui eu que batizei o grupo com este nome. O Jura fala qualquer coisa baixo e retoma o assunto com o comentário: Polemicas à parte o nome foi escolhido pelo grupo. Nesta entrevista fica claro que o Gato e o Jurandi não haviam esquecido as magoas do passado…

A terceira fita é uma entrevista com o Orestes, onde estavam Eduardo Reis, Foguinho e Orestes e este conta sobre a época da Boate Lancaster e quando perguntado sobre o nome do grupo ele fala que, “pelo que sabia” foi uma decisão do Gato e que este havia escolhido o nome em homenagem aos Shadows.

Porém, a verdadeira historia da mudança de nome quem conta é Primo Moreschi, o Joe Primo, legítimo e verdadeiro fundador do conjunto The Vampires, que depois se tornou The Jet Black`s!

“Para início de conversa, conheci o Gato quando o vi mexendo em um piano dentro dos estúdios onde eu (Joe Primo), Bobby De Carlo, Carlão, Zé Paulo e Jurandi, que formávamos “The Vampires”, ensaiávamos alguns cantores, os futuros participantes que iriam se apresentar no Programa Ritmos Para a Juventude, de Antonio Aguillar; Gato era ainda um ilustre desconhecido num canto do estúdio, o qual somente me chamou a atenção em razão de estar tirando alguns acordes do piano. Perguntei se ele sabia tocar piano, ele disse que arranhava um pouco, então o convidei para tocar e ele aceitou. Na semana seguinte, eu tive a ideia de conversar e sugerir a um dos integrantes amadores que testei e aprovei para participar do programa Ritmos para a Juventude (vai dai eu ter a liberdade de sugerir), cujo nome era Jet Blacks, e com as seguintes palavras eu lhe disse: Vem cá Jet Black! Você não quer trocar de nome com a gente?

Ele humildemente, e sorridente, respondeu prontamente que trocava sim. Então eu sugeri a ele que por ele ser magro e pequeno deveria se chamar Little Black, e nós The Jet Black´s.

Portanto é mentira que teve condição imposta pelo Gato para mudar o nome do conjunto, e muito menos consultei alguém além do Bobby De Carlo para mudar o nome The Vampires para The Jet Black`s.
Outra mentira deslavada, sem nenhum cabimento, está relacionada ao início do The Vampires: dizer que Jurandi, Zé Paulo, Orestes, Gato e Ernestico que iniciaram o conjunto, quando em verdade somente o Gato chegou a participar da segunda semana da fundação do The Vampires feita por mim, Joe Primo, Bobby De Carlo, Carlão, e aí sim, o Zé Paulo veio e foi quem convidou o Jurandi, que mal sabia tocar samba em alguma reunião do colégio que os dois estudavam.
O Ernestico só passou a fazer parte do conjunto quando, já como The Jet Black´s, começamos a tocar na Boate Lancaster. E o Orestes sempre foi cogitado, principalmente pelo Zé Paulo, para fazer parte integrante do The Jet Black´s, mas nunca daí dizer que ele iniciou quando ainda era The Vampires. (mentira deslavada, que inclusive cai em contradição até pela fotografia postada na página em questão, (uma tremenda montagem) tendo ao fundo uma bateria dos The Clevers sendo que esse conjunto só passou a existir após o Jurandi, Zé Paulo e o Gato, já se achando muito superior, não aceitavam mais participar do programa Ritmos Para a Juventude, daí Antonio Aguillar ter lançado o conjunto.

Esta é a foto polêmica , onde podemos ver o Joe Primo e o Carlão, porém a bateria tem o nome The Clevers.

Esta é a foto polêmica , onde podemos ver o Joe Primo e o Carlão, porém a bateria tem o nome The Clevers.

Portanto, essa foto é uma mentira, mas também serve para desmentir declarações do Jurandi de que o Orestes e Nestico iniciaram o The Vampires, pois nessa montagem não esta nem Orestes, e muito menos o Nestico. E vou mais além, nem mesmo o Zé Paulo; esse sim deveria estar. Quanto ao Orestes, só passou a integrar os The Jet Black´s, quando eu adoeci por ter dado tudo de mim até a saúde para poder fazer o The Jet Black´s ser sucesso. Passados alguns meses voltei e fui deixado de lado em prol de outro que já havia ocupado meu lugar. Em meu livro “O Protagonista Oculto dos Anos 60″ eu relato o passo a passo de como tudo aconteceu, com provas vivas até hoje, que podem e devem confirmar a veracidade dos fatos por mim relatados em meu livro de memórias.”

E tudo isso já foi revelado aqui mesmo neste Blog e visto nas redes sociais, mas sempre vale a pena mostrarmos de novo, inclusive por que tivemos também o depoimento de Bobby de Carlo sobre a veracidade dos fatos relatados pelo Joe Primo e endossados por Sérgio Vigilato, o Serginho Canhoto.

Bobby de Carlo fala sobre seu amigo e companheiro, Primo Moreschi.

Eu diria que Primo é um artista! Musico, pintor, compositor, poderia ser também um grande ator comediante. Lembro-me de um texto seu que em resumo seria isto:

“…Como você é linda, seu vestido branco, suas mãos tão delicadas, seu rosto tão lindo, sua pele clara, muito clara.
Porque não fala comigo?
Acorda! acorda! ACORRRRDA!!!
Pô!  Não vê que ela tá morta?”

Desculpe o humor negro, mas isso era coisa do Primo…

No meu primeiro LP pela gravadora Mocambo, gravei com os Megatons. Foi certamente um dos momentos de maior prazer na minha vida.
Sem imposição alguma, gravei o que queria da forma mais descontraída possível.
Com o bom humor do grupo, o clima era maravilhoso. Criei arranjos, participei como musico, convidei para participar em algumas faixas o Wanderley pianista, (ex Roberto Carlos), o Nestico sax do Jet´s, e nunca houve por parte dos Megatons, Primo, Bitão, Luiz, Renato e Edgar qualquer tipo de estrelismo.
Nós nos divertimos muito.  Coisa que não aconteceu quando da minha volta ao The Jet Black´s em l964, quando disse ao Jurandir para que criássemos algumas musicas, coisas próprias. Porem ele achava melhor “tirar” musicas de outros conjuntos, ou seja, copiar o original e tocar nos Jet Black´s. Coisas estas que fazíamos em nossa adolescência musical.
O Orestes saiu, e eu, desmotivado, saí também.

Serei sempre amigo do Primo, tenho-o em alta estima.
Tenho certeza que a década de sessenta será marcada positivamente em nossas vidas!”

Um grande abraço
Bobby.

Joe Primo, o Precursor da História dos Jet Black’s!

Joe Primo, nome artístico de Primo Moreschi, é uma dessas pessoas predestinadas e muito especiais, que vieram ao mundo para construir uma vida rica de fatos pitorescos e situações inusitadas, sempre convivendo com venturas e desventuras, desafiando a morte e a vida com muito bom humor e propriedade, tirando dos infortúnios, força para sobrepujar os obstáculos que permearam sua vida, sempre tirando ensinamentos ao longo de sua trajetória, sem jamais esmorecer.
Filho dos italianos Concheta e José Moreschi, Primo foi o caçula de nove irmãos e ainda muito pequeno perdeu a mãe e em seguida o pai, tendo que viver de um lado para outro, sem um lar, primeiro de favor na casa de irmãos, depois tendo que trabalhar desde tenra idade para pagar seu próprio sustento em pensão domiciliar.
Ainda quando tinha de sete para oito anos de idade, Primo teve o primeiro contato com os instrumentos musicais, pois acompanhava seu irmão mais velho nos ensaios de sua banda country chamada Rancheiros da Paulicéia. Eles tocavam na Rádio América e Primo acompanhava os ensaios e assim aprendeu também a tocar violão e guitarra.
Primo nasceu artista e por necessidade aprendeu a profissão de retocador de retratos para ter o seu próprio sustento, e também exerceu a profissão de fotógrafo. Além disso, costumava compor canções e um belo dia a oportunidade de entrar para o meio artístico surgiu em um encontro casual com o compositor Américo de Campos.
Joe Primo gravou seu primeiro disco e tornou-se conhecido em 1961, com as músicas “Ela me fez de limão” e “Água de cheiro” sendo transmitidas pela Rádio Nacional de São Paulo, chegando às paradas de sucesso.
Foi em suas andanças pelas rádios de São Paulo para a divulgação do seu 78rpm que Joe Primo teve oportunidade de voltar à Rádio Nacional para participar de um programa de lançamentos musicais, intitulado “Ritmos para a Juventude”, cujo apresentador era Antonio Aguillar. Foi nessa época que ele teve a ideia de formar um conjunto de Rock para acompanhar os cantores que se apresentavam naquele programa, e juntamente com o amigo Roberto Caldeira dos Santos, o Bobby de Carlo, fundou o conjunto The Vampires, que viria a ser The Jet Black’s, em um tempo em que o Rock’n’Roll começava a marcar presença no Brasil.
Foi assim que o menino órfão, que passou tantas privações na vida, tendo sido até mesmo acometido por grave doença, precisando ser internado no Sanatório Nossa Senhora das Mercês em Campos do Jordão para se tratar da doença que o acometeu devido a ter passado fome e frio em suas peregrinações pelas rádios e gravadoras em busca de divulgação dos discos do conjunto, iniciou os primeiros passos para que o Brasil tivesse uma das mais queridas e famosas bandas de Rock Instrumental, The Jet Black’s, cujo sucesso foi tanto que mesmo tendo já se passado mais de 50 anos do início de tudo, não há quem não tenha ouvido falar nela!
Primo Moreschi ainda formou Os Megatons, um grupo que se destacou pelos sons exóticos e criativos perpetuados na música jovem, antes de se retirar definitivamente do meio artístico para viver em Campo Grande/MS, onde constituiu família e tornou-se reconhecido empresário da indústria de moveis planejados e exclusivos.

“O PROTAGONISTA OCULTO DOS ANOS 60”

“Setlist” dos Shows de Renato e Seus Blue Caps no Brasil.

E para fechar o ano em grande estilo, o que lhes apresento aqui é o esquema de um show de Renato e Seus Blue Caps. Basta clicar no link e assistir este show de Rock and Roll!

Renato Barros já explicou ao seu público nesta gravação que fizemos via Internet, como se deu a escolha das canções que a banda apresenta em seus shows pelo Brasil…

Muitas pessoas que ainda não tiveram oportunidade de estarem presentes em um Show de Renato e Seus Blue Caps gostariam de ter ideia de como é a apresentação da banda.
Desta forma, vou colocar abaixo o roteiro e alguns vídeos filmados por fãs, o que também poderá servir futuramente como documentário para os historiadores do Rock and Roll nacional. 😉

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Abertura: Vinheta / A Primeira Lágrima

Pou pourri de Sucessos gravados pela Banda:

Como num sonho
Se você soubesse

.
Não te esquecerei


.

O meu primeiro amor
Até o Fim


.

Você não soube amar


.

Dona do meu coração


.


.

.

Apresentação da banda


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Gatinha Manhosa


.


.

Hotel California


.
Ana
Playboy
Não volto mais

.

.

Cláudia


.

Garota Malvada


.

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Renato faz homenagem a Charlie Chaplin

Smile

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Momento Autoral (tocam algumas canções compostas por Renato Barros)

Devolva-me

A Pobreza

Não sabia que você existia


.
Você não serve pra mim

.

Homenagem aos colegas da Jovem Guarda

Festa de Arromba
O Pica pau
Pode vir quente
O Bom


.

Internacionais

Pretty Woman


.

Day Tripper

.

.
Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones


.

Satisfaction

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.
Parte Final – Grandes sucessos da banda

Feche os olhos


.

Não me diga adeus jamais

Meu bem não me quer
Menina Linda

Renato Barros e sua “Menina Linda” numa levada Bossa Nova!

Ouçam esta beleza nacional, um registro inédito, muito diferente, pois Renato não costuma interpretar suas músicas nas jam sessions em que participa, proporcionando a todos os fãs de Renato e Seus Blue Caps, este ineditismo!
Renato Barros foi registrado neste vídeo em todo seu talento, carisma e simpatia pelo amigo Henrique Kurtz. 😉

RENATO BARROS canta “Menina Linda” numa levada bossa. A canção é um marco na história da banda Renato E Seus Blue Caps (gravada em 1965, no LP Viva A Juventude).

Quando escreveu a versão para ‘I Should Have Know Better’, de Lennon-McCartney, Renato não esperava que a música fizesse tanto sucesso, como de fato aconteceu, tornando-se um clássico do rock brasileiro.
Aqui, com o acompanhamento de Chico Neto no teclado, Renato esbanja simpatia e carisma fazendo o que mais gosta!

Tijuca. Rio, 06-12-2016.
Vídeo: Henrique Kurtz ©

Opção pelo Youtube

Ou pelo Facebook:

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O cantor e compositor RENATO BARROS é um desbravador, um pioneiro do Rock numa época de grandes dificuldades, e com a banda que leva seu nome, abriu caminho a canivete para que outros passassem de Rolls-Royce.
É dele a primeira boa representação de como o rock deveria ser feito no Brasil. Foi com ele que aconteceu a tal pegada rocker. Guitarras com efeitos, sem ternura e academicismos (guitarra ‘quadrada’).
Bons vocais.
Baixo e bateria.
Virou referência.
E influência.

“Eu quero esse som dos Blue Caps” passou a ser ouvido nos estúdios e escritórios das gravadoras.
A partir daí, a explosão de sucesso nos anos 60 e os clássicos perpetuados ao longo dos tempos continuam até hoje.
A música do conjunto atinge todas as idades, e já somam 56 anos de história.

É a verdadeira majestade do rock’n’roll Brasilis… “Blue Jean Bop”!

Tenho a sorte de conhecer Renato Barros. Admiro o profissional. Gosto infinitamente mais da pessoa.

Por Henrique Kurtz
(e eu assino embaixo!) 😉

Renato Barros e Henrique Kurtz

Renato Barros e Henrique Kurtz

PAULO SÉRGIO IMITAVA OU NÃO ROBERTO CARLOS? DESCUBRA AQUI!

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Esta entrevista foi feita por Antonio Aguillar com Paulo Sergio à época em que estava havendo uma grande polêmica sobre ele e Roberto Carlos.
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Paulo Sergio foi lançado por uma gravadora pequena chamada Caravelle. Ele era alfaiate e pretendia ser cantor profissional. Paulo na ocasião em que pretendia cantar procurou Chacrinha e cantou no programa de calouros que ele fazia no Rio de Janeiro, dublando o cantor Altemar Dutra como se fosse um cantor que tinha a voz parecida com a dele.
Claro que foi uma artimanha de Chacrinha para lançar Paulo Sérgio em disco mais tarde.
O Diretor da gravadora Caravelle era o Sr. Guimarães, que acreditava muito nesse lançamento. Depois de tudo isso, disseram a ele (Paulo Sergio) para cantar na linha do Roberto Carlos, que já estava fazendo sucesso. Foi uma época muito interessante.
Chacrinha, que também lançou o Roberto Carlos no Rio, através do programa de Rock do Carlos Imperial, costumava colocar um cantor contra o outro, criando um ambiente instável entre as fãs e com isso o seu programa conseguia alcançar grande sucesso.
Ele fez assim também com o Antonio Aguillar.
Foi combinado que ele falaria mal do programa do Aguillar nos programas dele, quando ele estava ainda na Radio Nacional de S.Paulo e o Antonio Aguillar rebatia falando que o programa do Chacrinha era ultrapassado e assim por diante. Isso gerou uma confusão entre os ouvintes proporcionando grande audiência para os dois.
Chacrinha havia discordado de Roberto Carlos em certa ocasião por causa de cachê e acabou promovendo Paulo Sergio, dizendo que o Roberto Carlos já era, e que agora era a vez do Paulo Sergio e acrescentava mil coisas para criar muita confusão.
Era assim que as coisas funcionavam e os dois artistas conseguiram sucesso.
Paulo Sergio foi um lançamento da Caravelle, uma gravadora pequena diante da CBS, gravadora de Roberto Carlos.
Como Roberto Carlos sempre usou de bom senso, tocou sua vida pra frente gravando na ocasião, quando surgia o sucesso “Ultima Canção”, a musica “Te amo Te amo Te amo” e assim os dois foram para as paradas de sucesso e a vida continuou até a morte de Paulo Sergio.
Antonio Aguillar tem essa história com Chacrinha gravada, e a revista O Cruzeiro, na época, pediu-lhe essa gravação completa e fez uma matéria de capa com duas paginas, a qual repercutiu no Brasil inteiro.
Isso gerou muita confusão, pois Chacrinha acabou se tornando inimigo pessoal do Aguillar, porque não admitiu essa matéria na revista, alegando que falou para o programa dele mas não queria que fosse cedida para a revista.
Enfim, este é um resumo de tudo, contado a mim por Antonio Aguillar, pra gente ter uma ideia do porquê Paulo Sérgio falou aqui neste áudio “…quem não tem defeito que atire a primeira pedra”.