JOVEM AOS 50 – A HISTORIA DE MEIO SÉCULO DA JOVEM GUARDA

O filme teve estreia em março de 2017 e depois de ter passado nos cinemas de São Paulo, foi exibido também em Porto Alegre e agora vai começar a passar também no Rio de Janeiro.

Ainda não há uma data para que entre em cartaz no Rio, mas provavelmente haverá um lançamento em pré-estreia na cidade, contando com as ilustres presenças de Renato e Seus Blue Caps, The Fevers, Paulo Silvino, Albert Pavão, The Golden Boys entre outros artistas.

Os canais Globosat disponibilizarão o filme a partir de 04 de julho, (terça-feira que vem) em pay-per-view nos canais NOW, Vivo Play e Oi Locadora.

FICHA TÉCNICA

Narração: MILTON GONÇALVES
Roteiro, Fotografia, Montagem,
Produção e Direção: SÉRGIO BALDASSARINI JUNIOR
Arranjos Instrumentais: BOBBY DE CARLO
Artistas entrevistados: Erasmo Carlos, Wanderléa, Renato e Seus Blue Caps, Sérgio Reis, Caetano Veloso, Ronnie Von, Martinha, Eduardo Araújo, Jerry Adriani, Wanderley Cardoso, Nilton Travesso, Paulo Silvino, Agnaldo Rayol, Carlos Gonzaga, George Freedman, Bobby de Carlo, Cyro Aguiar, Demetrius, Ed Carlos, Deny (da dupla Deny e Dino), Prini Lorez, Antonio Aguillar, Nilton Cesar, Aladdim (do grupo The Jordans), Ary Sanches, Miguel Vaccaro Netto, Lilian (da dupla Leno e Lilian), Dick Danello, Ronald (da dupla Os Vips), Trio Esperança, Moacir Franco, Netinho (dos Incríveis), Waldireni, Golden Boys, The Fevers, Paulo Silvino, Albert Pavão, Leno (da dupla Leno e Lilian), Ricardo Pugialli, Foguinho (baterista dos The Jordans), J.C. Marinho,
B.J. Mitchell (do grupo americano “The Platters”).

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Barros de Alencar, cantor, compositor e radialista, morre aos 84 anos em São Paulo.

BARROS DE ALENCAR morreu hoje, dia 05 de junho de 2017, aos 84 anos de idade, depois de ficar alguns anos fora do ar – ele realizava programas de rádio e estava em tratamento de uma doença nas cordas vocais, o que o deixou afastado até dos amigos mais chegados.
Segundo sua irmã Virginia Barros, o enterro aconteceu hoje às 13h30min. no Cemitério Primavera de Guarulhos na Grande São Paulo.

BARROS DE ALENCAR foi comunicador, cantor, compositor, cumpriu sua missão aqui na terra e agora viajou para um plano superior.

Cristóvão Barros de Alencar nasceu na Paraíba e iniciou sua carreira profissional como radialista em Campina Grande, na Rádio Borborema.

Na década de 60 veio para São Paulo, onde nos conhecemos. Eu já estava com a minha carreira artística em franca velocidade, e ele sempre demonstrava a vontade de fazer grande sucesso na comunicação nesta grande metrópole.
Passou pelas rádios Record, América, Tupi.
Em 1966 conseguiu gravar o seu primeiro disco como cantor.
Em 1975 gravou Emanuelle,trilha sonora do filme homônimo da época.

Barros ajudou muitos cantores que desejavam um lugarzinho ao sol. Uma pena sua longa enfermidade, levando ao coma, com seu falecimento aos 84 anos de idade.
O rádio brasileiro perdeu sem dúvida um dos mais valorosos comunicadores.

Que o colega e amigo descanse em Paz.”

Antonio Aguillar

Neste vídeo a seguir BARROS DE ALENCAR canta a canção de autoria de CLÁUDIO FONTANA e que foi sucesso na voz dele e depois foi gravada também por JULIO IGLESIAS.

Nossas condolências à família, que ele descanse em paz.

A ENTREVISTA DE JERRY ADRIANI PARA O FILME JOVEM AOS 50 NA ÍNTEGRA!

Já publicamos aqui sobre o filme “Jovem aos 50 – A História de Meio Século da Jovem Guarda”, que teve sua estreia no Cine Belas Artes em 23 de março de 2017.

Pois bem, as entrevistas com os artistas foram editadas e tiveram cortes, e agora o cineasta Sérgio Baldassarini está disponibilizando na íntegra a entrevista que fez com Jerry Adriani para o documentário, para que as pessoas possam ter uma noção mais clara de quem na verdade era esse homem de nome artístico Jerry Adriani.

Os vídeos estão divididos nos seguintes temas:

– O INÍCIO DA CARREIRA COMO CANTOR DE MÚSICAS ITALIANAS

– AS PARTICIPAÇÕES NO PROGRAMA “JOVEM GUARDA” E DEMAIS PROGRAMAS DA ÉPOCA

– O ENCONTRO E PARCERIA PROFISSIONAL COM RAUL SEIXAS

– AS SEMELHANÇAS NAS VOZES DELE E DE RENATO RUSSO, DA LEGIÃO URBANA

– A SUA EXPERIÊNCIA COMO GALÃ DE CINEMA

– UMA MENSAGEM DOS SEUS 50 ANOS DE CARREIRA

O cantor Nilton César ajuda Jerry Adriani a tirar o casaco para entrar no palco em 22 de agosto de 2015, durante o Show dos 50 anos da Jovem Guarda no Clube Homs em São Paulo.

JERRY ADRIANI – Entrevista para o documentário JOVEM AOS 50

PARTE 1

O INÍCIO DA CARREIRA COMO CANTOR DE MÚSICAS ITALIANAS

PARTE 2

AS PARTICIPAÇÕES NO PROGRAMA “JOVEM GUARDA” E DEMAIS PROGRAMAS DA ÉPOCA

PARTE 3

O ENCONTRO E PARCERIA PROFISSIONAL COM RAUL SEIXAS

PARTE 4

AS SEMELHANÇAS NAS VOZES DELE E DE RENATO RUSSO, DA LEGIÃO URBANA

PARTE 5

A SUA EXPERIÊNCIA COMO GALÃ DE CINEMA

PARTE 6

UMA MENSAGEM DOS SEUS 50 ANOS DE CARREIRA

“Estas são passagens bem legais, que mostram o quanto esse cara era especial e carismático! Pena que não deu pra colocar tudo no filme. Mas acredito que com esses vídeos as pessoas poderão ter uma boa ideia do tamanho do coração desse grande artista chamado Jerry Adriani!”

Sergio Baldassarini Junior
Diretor de Produção
S.B.J. PRODUÇÕES

E Jerry Adriani foi cantar no salão do grande baile!

Recebi a notícia pela amiga Daisymar Tocafundo ontem à tarde, quando voltava pra casa, e por mais que a gente já soubesse da gravidade do estado de saúde de Jerry Adriani, foi um choque.

Sou do tempo em que havia aquela rivalidade entre ele e Wanderley Cardoso, e quando conheci o Jerry no Facebook e ficamos amigos, até contei pra ele que eu era uma daquelas que preferia o Wanderley Cardoso, e demos muitas risadas. Naquela época tudo era combinado pra promover os artistas, e esta rivalidade foi uma delas.

Jerry subiu muito no conceito de todos quando com muita simplicidade contou a verdadeira historia de seu encontro com o Beatle George Harrison, quando em 21 de julho de 2012 ele me escreveu:

“DE FORMA MAIS PRIVADA, ESTOU LHE ENVIANDO UMA MENSAGEM DE CARINHO E ADMIRAÇÃO. EU TBÉM SOU FAN DOS BEATLES E ESTIVE LÁ NO CAVERN CANTANDO, EXATAMENTE NO ANO DE 2001,QUANDO HOUVE O ATENTADO NOS EUA. GRAVEI ATÉ UM TIPO DE REPÓRTER POR UM DIA, QUE ESTÁ NO YOUTUBE…NÃO SEI SE VC. JÁ VIU…AGORA, SOBRE O GEORGE HARRISON DIZER QUE A MINHA VOZ É BONITA, NÃO É VERDADE. A VERDADE É QUE ELE GEORGE, DEU UMA ENTREVISTA NO ESCRITÓRIO DA GRAVADORA WARNER E EU FUI CONVIDADO PARA IR ASSISTIR…FIQUEI NO MEU CANTO SENTADO QUIETINHO E AO FINAL, DEPOIS DE DAR A ENTREVISTA, COM MUITA SIMPATIA, ELE PEDIU AO PESSOAL DA WARNER DEIXAR ENTRAREM UMAS TRINTA GAROTAS QUE ESTAVAM NA RUA QUERENDO VÊ-LO, JÁ QUE ERAM TRINTA E NO AUGE DOS BEATLES SERIAM 30.000. CLARO QUE O PESSOAL DA WARNER NÃO DEU PERMISSÃO PARA AS MENINAS SUBIREM, O QUE ABORRECEU AO GEORGE, QUE ERA UM CARA DE UMA SIMPLICIDADE ENORME.ELE, ME VENDO LÁ NO CANTO, ME CHAMOU PARA TIRAR UMA FOTO, PORQUE ALGUÉM DO LADO DEVE TER DITO PRÁ ELE QUE EU ERA UM CANTOR, ETC…EU CHEGUEI A OLHAR PRÁ TRÁS QUANDO ELE ME CHAMOU, PRÁ VER SE HAVIA ALGUÉM LÁ, MAS ERA COMIGO MESMO…AÍ A REVISTA CONTIGO FEZ A ONDA, PUBLICOU A FOTO E AQUELES COMENTÁRIOS QUE ESTÃO MUITO DISTANTES DA REALIDADE. FICOU DESSE EPISÓDIO PARA MIM, UMA IMAGEM DELE QUE JAMAIS SE APAGARÁ NA MINHA MEMÓRIA, DE UM SER SENSÍVEL, EDUCADO E HUMANO. TROQUEI MEIA DÚZIA DE PALAVRAS COM ELE, ENALTECENDO A ATITUDE DELE PARA COM OS FANS. FOI AQUILO QUE EU DISSE,. O ARTISTA, TEM QUE RESPEITAR O SEU PÚBLICO OU A LUZ DELE SE APAGARÁ COM CERTEZA…ACEITE UM ENORME E AFETUOSO ABRAÇO… ESPERO QUE NOS TORNEMOS AMIGOS…TEREI MUITO PRAZER EM CONVERSAR COM VC. SE ALGUM DIA FOR FAZER UM SHOW POR AÍ E VC. APARECER… MUITO OBRIGADO PELA FORMA CARINHOSA COM QUE SEMPRE ME TRATOU. BOA NOITE, UM BEIJO…VOU DORMIR QUE DAQUÍ A TRÊS HORAS TENHO QUE ESTAR DE PÉ… JERRY ADRIANI”

Jerry Adriani era muito fã dos Beatles e me contou sobre sua viagem a Liverpool juntamente com seu amigo Edu Henning, como podemos ver neste vídeo:

Ele costumava participar dos Shows da banda Big Beatles e foi atendendo a um pedido meu que enviou através de Carleba Castro, seu grande amigo e ex baterista de Raul Seixas, a foto dele com Pete Best, ex baterista dos Beatles, quando em 24 de setembro de 2015 a Banda Clube Big Beatles comemorou 25 anos com um Show em Vitória/ES.

Jerry Adriani e Pete Best, ex baterista dos Beatles.

DEPOIMENTO DE WANDERLÉA
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DEPOIMENTO DE ANTONIO AGUILLAR

“Jerry Adriani foi embora para sempre, mas deixou uma passagem maravilhosa aqui na terra. Gravou muitas musicas, fez grandes sucessos e nunca saiu da mídia. Sempre que nos encontrávamos, batíamos aquele papo e voltávamos ao passado e vinha as primeiras lembranças de suas entrada para a vida artística. Como ele mesmo dizia, o Guilherme Dotta seu amigo residente em São Caetano do Sul que também ja esta num plano superior dizia que ele tinha que cantar rock para poder participar dos nossos programas anos 60. Foi o que aconteceu. Sempre esteve nos programas de radio e televisão que eu apresentava antes da jovem guarda. Depois foi contratado pela CBS a mesma gravadora do Roberto Carlos e fez um LP ITALIANÍSSIMO e mudou para o Rio, onde faleceu hoje as 15 hs. da terrível doença que não poupa ninguém. Fique com Deus Jerry, continuamos tocando suas musicas e sempre falando da sua trajetória artística. Obrigado amigo por tudo de bom que fez m vida a todos nós.”

DEPOIMENTO DE CARLEBA CASTRO

“Hoje Jerry se foi, deixando uma lacuna que, com certeza, não tem substituto. Nossa amizade, nossa convivência, nossa afinidade e cumplicidade é antiga, mais de 50 anos, desde um show no Baiano de Tênis, nos longínquos anos 60, quando Os Panteras foram chamados às pressas para acompanhar o ídolo da jovem guarda. Dai , em diante muita água rolou, muita estrada foi percorrida, muitas cidade, tanto no Brasil quanto no exterior foram visitadas; muitas risadas foram dadas, muitas histórias foram vividas, muitas gozações, muitos erros e acertos foram vividos por nós nesses 50 anos de convivência.
Durante todos esses anos, nenhuma briga séria, apenas detalhes divergentes, sobre ritmo e harmonia, quase sempre chegando a um consenso .
Durante todos esses anos, a nossa amizade se solidificou a ponto de virar irmão, independente da distancia. Lembro de cada momento, do cuidado que ele tinha comigo, sempre que eu não estava bem..era um cuidado, uma amizade rara hoje em dia.
Se foi um grande cara, puro, correto e as vezes até inocente, que gerou algumas puxadas de orelha de minha parte, que as vezes me irritava com a maneira pura e despretensiosa que ele lidava com certos assuntos.
Enfim tivemos uma história juntos, tocando, viajando, ou apenas nos divertindo….Jerry Adriani uma das vozes mais poderosas que o Brasil já produziu calou-se para sempre…Vou sentir muito sua falta, meu amigo…Estou muito triste, que vc esteja num lugar compatível com o excelente cara que sempre foi. Te amo!!!!!!!”

DEPOIMENTO DE ALBERT PAVÃO

“Conheci o Jerry Adriani, quando ele ainda NÃO era o Jerry Adriani. Foi no segundo semestre de 1963 na TV Cultura de São Paulo, no programa do Julio Rosemberg. Ele cantava com seu grupo e eu fui nesse programa para divulgar “Vigésimo andar”. No ano seguinte ele apareceu com o LP Italianíssimo pela CBS. A música italiana bombava nessa época e Jerry agradou muito. Lembro, ainda em 64, de uma viagem que fizemos a Jaboticabal, levados pelo Luiz Aguiar e que contou com o Jerry, eu, os Vips (lembra Ronald ?) e até o Rinaldo Calheiros, entre outros. Depois ele começou a atuar no Rio de Janeiro e chegou a apresentar o programa “A Grande Parada” na TV Tupi do Rio. Em 67, ele apresentou dois desses programas ao lado da Meire Pavão. Um ano antes ele e a Meire receberam os troféus de Rei e Rainha do Twist, numa iniciativa da Revista do Rock. Depois de 1968, eu me afastei do meio artístico, mas voltei a encontrar o Jerry em julho de 1982 na ponte aérea Rio-S.Paulo. Foi quando ele contou que era pai e eu lhe disse que eu também era, pois minha filha mais velha havia nascido no final de junho de 82. Dois anos depois liguei para ele e nos encontramos no Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, onde ele deu o depoimento de sua carreira para o projeto Memória do Rock Brasileiro. Daí para a frente sempre nos falávamos, até pelo Facebook. Gente fina igual ao Jerry sempre faz falta para todos nós !”

DEPOIMENTO DE NILTON CÉSAR

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A família informou esta manhã que seu velório ocorrerá a partir das 10h de hoje, 24 de abril, na capela C do Cemitério de São Francisco Xavier no Rio de Janeiro.
Seu sepultamento será às 16:30h.

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Jerry Adriani agora é uma estrela no céu… Rest in Peace (descanse em paz)

UMA VERDADE QUE NÃO QUER CALAR! (NA MÚSICA BRASILEIRA)

Vejam esta comparação: Hotel California com Eagles e com Renato e Seus Blue Caps.

Hotel California – Eagles

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Hotel California – Renato e Seus Blue Caps

Recentemente a banda Eagles publicou este vídeo introduzindo um solo de Trompete no início, remetendo a uma influência da música Flamenca na canção, coisa que Renato e Seus Blue Caps em seus shows já havia introduzido nesta música o clássico “Arranjuez Mon Amour”, um arranjo elaborado por Renato Barros, que apesar de francês, nos remete às canções espanholas (Flamencas). (no vídeo acima, a partir de 2min.17’)
Uma feliz coincidência!?! 😉

Neste vídeo a seguir, em entrevista, o músico Renato Barros fala sobre este arranjo que fez na música Hotel California:

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Vejam agora estes outros vídeos e tirem suas conclusões…

ISTO É ROCK AND ROLL! =>>> Quem sabe, sabe! 😉

Garota Malvada – Renato e Seus Blue Caps

Menina Linda – Tequila Baby Ao vivo no Festival Planeta Atlântida.

ISTO É BOSSA NOVA! =>>> Na MPB, quem sabe, sabe, e se tem competência, realiza! 😉

Renato e Seus Blue Caps homenageando a Bossa Nova…

… E também homenageando Lupicínio Rodrigues!

Isso é o que chamamos de genialidade, isso é ter a música nas veias, no sangue, no coração.

Coincidências à parte, outro dia num programa do Canal Bis chamado “Vamos tocar com Léo Gandelman”, ouvi um roqueiro dizer que fazia bossa nova…
Bastou Renato e Seus Blue Caps ter tido a ideia e ter tomado a iniciativa de cantar e tocar BOSSA NOVA para homenagear Tom Jobim em seus shows, para que um roqueiro confesso dissesse que gostava de bossa nova, mas que com a onda da Jovem Guarda passou a tocar Rock. O que seria isso? Uma inversão da historia?

Ocorre que muitos jornalistas, críticos musicais e escritores (não vou citar nomes por questão de ética), teimam em esconder do grande público a verdade dos fatos, cometendo assim a corrupção cultural, tentando incutir falsas verdades, talvez por interesses escusos.
Por isso… “lava jato” neles!

 

PARABÉNS RENATO E SEUS BLUE CAPS, A MELHOR BANDA DE ROCK DO BRASIL, APESAR DA MÍDIA! SALVE SALVE!!!

Geraldo Alves, primeiro Empresário Artístico de Roberto Carlos lança livro de memórias.

Estas duas imagens a seguir são do grupo The Clevers em sua segunda formação…

O ano era 1965 e nessa ocasião Roberto Carlos iniciava à frente do recém lançado programa, o Jovem Guarda da TV Record, e prometia colocar a banda no Jovem Guarda para promover a nova versão dos Clevers, porque os anteriores tinham migrado para “Os Incríveis”, cujo nome era o título dos LPs dos Clevers.

Foi um sufoco, muita confusão na época, mas Antonio Aguillar conta que conseguiu ultrapassar todos os obstáculos e fazer sucesso com a versão da música “No Reply” dos Beatles, título “SEM RESPOSTA”, versão escrita por Norberto de Freitas, um discotecário da Radio Nacional de São Paulo.
Essa banda chegou a tocar no Reino da Juventude da TV Record e fez outros programas de televisão em São Paulo além de ampla divulgação do sucesso “Sem Resposta”.

Em vista de se vestirem como os Beatles e lembrarem os músicos ingleses com suas roupas e cabeleiras, acabaram sendo contratados para tocar no Beco, uma casa promovida pelo famoso Abelardo Figueiredo.

Em 1968 acabou o programa Jovem Guarda e eles também se debandaram, cada um seguindo seu caminho solo, o nome ficou fora da mídia até que Aguillar voltou ao radio em 2005, com o programa Jovens Tardes de Domingo pela Radio Capital, quando formou um novo grupo com a patente The Clevers, chegando a gravar dois CDs e um DVD e continua até hoje tocando em shows e bailes.

Estou contando esta historia por que no próximo dia 9 de abril ocorrerá o lançamento do livro de Geraldo Alves, o primeiro empresário artístico de Roberto Carlos e de muitos outros artistas da Jovem Guarda, e a banda The Clevers em sua formação atual estará presente no Bar Brahma acompanhando a apresentação dos artistas convidados para o lançamento do livro.

Um detalhe: Roberto Carlos autorizou o livro de Geraldo Alves.

Hoje a formação dos Clevers tem Rod Spencer na guitarra solo, Luiz Monteiro na guitarra base e vocalista, Satoru no contra baixo, João Kramer no teclado e Evaldo Correa na batera.

Segue uma entrevista levada ao ar pela Rádio Capital em 26/03/2017, ocasião em que Antonio Aguillar conversou com Geraldo Alves. Ele contou alguns detalhes do início de carreira de Roberto Carlos, convidou para o lançamento de seu livro no dia 09 de abril, às 16h30 no Bar Brahma em São Paulo, e citou alguns cantores lançados por ele como Paulo Sérgio, Altemar Dutra, entre outros.

Ao final temos a oportunidade de ouvir um depoimento do saudoso Sérgio Murilo a Antonio Aguillar, contando por que cantava com as mãos…

Ouçam!

Geraldo Alves foi o primeiro empresário artístico de Roberto Carlos. Ele era açougueiro em Limeira, interior de São Paulo, e também acordeonista. Quando trabalhava com Roberto Carlos no inicio de carreira, Geraldo Alves levava Roberto a fazer shows em circos (era moda na época) e acompanhava o cantor com o seu acordeom ou sanfona, como era chamada na época, enquanto Roberto tocava seu violão.

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Faleceu hoje Pete Shotton, o melhor amigo de John Lennon na Quarry Bank High School.

Morreu hoje aos 75 anos Pete Shotton, o melhor amigo de John Lennon na Quarry Bank High School.

Pete Shotton à esquerda, com John Lennon, na Quarry Bank High School em Liverpool.

Homenagens estão sendo preparadas e sabe-se que ele morreu de ataque cardíaco em sua casa em Knutsford, Cheshire.
No momento está sendo providenciado seu funeral.

Informações aqui.

Pete Shotton fazia parte da banda formada por Lennon, The Quarrymen, que tinha a seguinte formação:

Colin Hanton – bateria, Eric Griffiths – guitarra, John Lennon – vocal, guitarra, Ivan Vaughan – baixo (tea-chest), Pete Shotton – esfregão (washboard) e Rod Davis – banjo.

No ano de 1956 John Lennon era um aluno da escola chamada Quarry Bank School em Liverpool, e adorava tocar Skiffle com seus companheiros.

Nesta época Paul McCartney chorava a morte de sua mãe Mary e estudava em outro colégio de Liverpool, onde também estudava seu colega George Harrison, 9 meses mais novo que ele.

Em 1957 John Lennon decidiu formar um grupo de Skiffle e formou o grupo “The Blackjacks”, porém, este nome durou apenas uma semana e John usou o nome da escola como inspiração para criar “The Quarry Men” em março de 1957.

The Black Jacks

Não é surpresa portanto Pete Shotton ser o primeiro musico que o jovem Winston intimidaria a aprender a tocar um instrumento para entrar em “sua” banda. O duo consistia de John Lennon num violão com quatro cordas e Pete Shotton tocando esfregão com dedal, instrumento tão na moda no skiffle. Nascia assim, perto do final de 1956, The Black Jacks Skiffle Group. O nome veio graças ao fato que os dois sempre tocavam de jeans negro. Inicialmente muito satisfeito com sua realização musical, aprendendo números de Lonnie Donnegan e alguns outros sucesso da época, Lennon rapidamente percebia a necessidade de ter mais componentes. Com mais gente na banda, trazendo um maior número de instrumentos e assim aumentando a carga sonora do grupo (em outras palavras, fazendo mais barulho), poderiam, quem sabe, atrair mais a atenção de um público hipotético.

Com duas semanas de existência, the Black Jacks teria o acréscimo de Eric Griffths, que ganhara um violão novo de presente do seus pais, e Bill Smith tocando um baixo improvisado, feito de cabo de vassoura, corda e um caixote de chá pintado de preto. Os dois são amigos de Lennon da escola. Griffths e Lennon foram juntos ter aulas de violão com um tutor mas abandonaram na segunda aula. Acabaram tendo suas aulas de Julia Lennon mãe de John, que afinava os instrumentos para os dois e lhes ensinaou acordes de banjo. Este núcleo inicial da banda tocava geralmente em festas. Outros meninos se juntavam aos quatro, esporadicamente participando da formação, mesmo que, em alguns casos, durando apenas um ensaio.

Com a moda do skiffle se alastrando e crianças em todos os cantos buscando instrumentos para montarem suas bandas, o Natal de 1956 foi marcado pela quantidade de instrumentos musicais que foram presenteados pelos pais. É o caso de Colin Hanton e Rod Davis, respectivamente ganhando uma pequena bateria, e um banjo. Hanton e Griffths se conheciam de jogar futebol de rua na vizinhança. Quando soube que Hanton tinha ganho uma bateria, foi convidado para entrar na banda.

Rod Davis, o bom aluno entre eles, depois de tentar tocar o violino e o ukulele, acabou se acertando com o banjo. Mal começou a se gabar do presente que seria rapidamente convidado por Griffths a entrar para o grupo. Portanto o ano de 1957 começa com este grupo de skiffle na sua formação completa: John cantava e tocava guitarra, Colin Hanton tocava bateria, Eric Griffiths tocava guitarra, Pete Shotton tocava no “washboard”, Rod Davis no banjo e Bill Smith no baixo (bass). Bill logo foi substituído por Ivan Vaughan.

The Quarry Men – 06 de Julho de 1957 – St. Peter’s Woolton Garden – John Lennon e Eric Griffths nos violões, Pete Shotton no esfregão e dedal, Rod Davis no banjo, Len Garry no baixo improvisado e Colin Hanton na bateria.

The Quarry Men – 6 de Julho de 1957 – St. Peter’s Woolton Garden – John Lennon e Eric Griffths nos violões, Pete Shotton no esfregão e dedal, Len Garry no baixo improvisado e Colin Hanton na bateria.