GETÚLIO CÔRTES no Clube Ginástico, Rio – Projeto Jovens Tardes FUNJOR.

GETÚLIO CÔRTES ficou conhecido como “Negro Gato” devido ao sucesso de sua composição gravada por Renato e Seus Blue Caps e posteriormente por Roberto Carlos.

Também é famoso por ser o compositor que mais teve músicas gravadas por Roberto Carlos, um total de 14 canções, incluindo “O Feio”, “Noite de Terror”, “Negro Gato”, “O Tempo vai Apagar”, “Nada Tenho a Perder”, entre outras.

Este Show faz parte do Projeto Jovens Tardes FUNJOR, que presta homenagem aos compositores dos anos 60 e é organizado pelo Instituto FUNJOR no Clube Ginástico Português.

Seguem alguns vídeos filmados por Henrique Kurtz na noite de 12 de maio de 2017.

GETÚLIO canta o rock “Noite de Terror”, de sua autoria e gravado por Roberto Carlos em 1965 (LP Canta Para A Juventude).

“Noite de Terror” possui ares de roteiro de cinema, a letra é baseada num filme que Getúlio realmente assistiu, acrescentando apenas uma garota que não constava na fita.
A 7ª arte sempre foi uma grande fonte de inspiração para o Negro Gato, exercendo muita influência em sua obra.

GETÚLIO canta o sucesso “Pega Ladrão”, de sua autoria e gravado por Roberto Carlos em 1965 (LP Jovem Guarda).

Músicos que acompanham Getúlio Côrtes:

Chico Neto – teclados
Jimmy Santa Cruz – contrabaixo
Evandro Jesus – bateria

Rio, 12-05-2017.
Vídeo: Henrique Kurtz ©

Participação de RENATO BARROS no Show.

Renato Barros interpreta “SMILE”, uma canção baseada em um tema instrumental utilizado na trilha sonora do filme “Tempos Modernos”, de Charlie Chaplin, em 1936, letra e título adicionados em 1954 por John Turner e Geoffrey Parsons.

Acompanhamento:
CHICO NETO – teclados
JIMMY SANTA CRUZ – contrabaixo
EVANDRO JESUS – bateria

Rio, 12-05-2017.
Vídeo: Henrique Kurtz ©

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” Você Não Serve Pra mim” (Renato Barros)
“Devolva-me” (Renato Barros / Lílian Knapp)

Acompanhamento:
CHICO NETO – teclados
JIMMY SANTA CRUZ – contrabaixo
EVANDRO JESUS – bateria

Rio, 12-05-2017.
Vídeo: Henrique Kurtz ©

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Renato Barros e Getúlio Côrtes contando suas memórias.

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Canta… Renato e Seus Blue Caps!

Sobre a distribuição dos vocais nas canções gravadas pela banda Renato e seus Blue Caps em seus discos, Renato Barros me explicou que como ele era o produtor, juntamente com Sr. Evandro, já naquela época ele se preocupava com a saída de algum membro e que viesse a deixar a banda fragilizada. Então eles preparavam a todos e como hoje podemos constatar, todas as músicas ficaram ótimas e o grupo não ficou refém de uma voz só, como aconteceu com uma banda contemporânea deles.

As vozes eram distribuídas de acordo com o timbre característico de cada um e que se encaixasse melhor na melodia. Mesmo sendo o Renato e o Sr. Evandro nos anos 60 os produtores, Renato fazia questão de pedir as opiniões de todos os integrantes na hora da distribuição dos vocais. Ele considera seu trabalho dentro do estúdio muito mais eficaz e importante do que simplesmente cantar uma música. O importante pra ele era sempre o resultado final e graças a Deus, como ele diz, sempre acertava e isso permanece até hoje com a sua direção musical nos Shows da banda Renato e Seus Blue Caps.

Para melhor explicar aos fãs e interessados sempre em saber quem cantou em cada canção, fizemos este vídeo gravado em 19 de abril de 2017, onde Renato Barros expõe sobre o assunto e esclarece como eram escolhidos os vocais.

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Renato diz que não é relevante saber quem cantou, mas nós os fãs gostamos de saber todas as particularidades das gravações e principalmente quem foi o autor da letra, da melodia e lógico, quem cantou, e é por isso que vou colocar aqui algumas informações já publicadas na página Renato e Seus Blue Caps Original, a página oficial da banda, as quais foram dadas por Paulo César Barros aqui.

As músicas do LP Viva a Juventude, de 1964, foram praticamente cantadas por todos os integrantes de Renato e Seus Blue Caps na época e até por quem não era banda…
Na musica TREMEDEIRA, por exemplo, até Getúlio Cortes participou em algumas intervenções, como por exemplo, quando se escuta “AH, AH”; e quando se escuta “OH”, aí é Paulo César.

Na musica “SOU FELIZ DANÇANDO COM VOCÊ”, Renato e Paulo César cantam em uníssono, mas na parte onde diz “ATÉ O FIM DA NOITE…”, o solo vocal é do Renato.

Na canção “GAROTA MALVADA”, Renato e Paulo César cantam em uníssono.

Na música “Loop the loop” as vozes são de todos com destaque na voz do Erasmo.

Na musica “GATINHA MANHOSA” cantam Paulo César e Erasmo; no solo vocal da segunda parte é Paulo César, ainda com timbre de garoto, na parte que diz: “QUANDO AUMENTO A VOZ……”

Na musica “MENINA FEIA” (ela existiu mesmo…) o solo vocal foi feito por Paulo César.

A música “IRMÃ DO MEU MELHOR AMIGO” foi cantada por Renato e Paulo César.

A canção “SEXO FRÁGIL”, do disco de 1983, é uma composição de Renato Barros e Nani.
Nesta gravação Renato faz o vocal solo e todas as outras vozes duplicadas ou “vocal aberto” são dele.

Em “SONHOS DE AMOR” Paulo César fez os arranjos da base (banda) e distribuiu as vozes do backing.
É ele também quem faz o solo vocal da melodia.

No disco “Batom Vermelho” Paulo César fez os arranjos e os solos vocais das musicas PAULA (Homenagem a sua filha ), FEITO SONHO e RELÓGIO, estas duas últimas em parceria com o saudoso e grande cantor, ex cunhado dele, o PRÊNTICE; Paulo César também colocou na sua 1ª gravação, na época ainda um garoto, o músico RENATO NETO, que era o líder da banda do saudoso cantor PRINCE.

A música “Um é pouco, dois é bom, três é demais”, do LP de 1967 foi composta por Renato Barros e Paulo César Barros fez o arranjo da música.
Uma curiosidade nesta canção é que a versão mono é um pouco mais longa do que a estéreo, que saiu em CD.
O vocal tem Paulo César e Renato Barros cantando em uníssono a musica quase toda e somente no verso que diz “O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO NÃO SE FAZ”, Paulo César faz vocal solo, e depois voltam novamente em uníssono.

Versão mono:


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Versão Esteril

Na canção “Sou tão Feliz”, que é uma versão de “Love me Do”, de Lennon & McCartney, o vocal é de Renato Barros e Paulo César Barros, que cantam juntos a 1ª parte.
No refrão onde diz: “SÓ PRA MIM………”, Paulo César faz o solo vocal.

Na canção “Vivo Só”, uma versão feita por Paulo Cesar Barros para o sucesso “For Your Love”, dos ingleses The Yardbirds, o vocal é do próprio Paulo César Barros.

A música “Amanheci Chorando” foi composta por Renato Barros e tem o vocal de Paulo Cesar Barros.
Foi gravada originalmente no LP As 14 Mais Vol. XX da CBS.

Vera Lúcia é uma composição de Renato Barros em parceria com seu irmão Paulo César Barros.
Saiu tanto em compacto como no LP “VIVA A JUVENTUDE”, portanto não há dúvida quanto a minha participação.

A música “Tão Má pra Mim” é uma versão de “Bad to me”, de Lennon e McCartney.
Foi lançada em 1965, ano em que saiu o LP “Isto é Renato e seus Blue Caps”, e foi gravada entre agosto e setembro, mas não fez parte do LP.

“Essa musica não saiu em nenhum dos LPs de carreira, provavelmente tenha saído em algum compacto. Fiz o solo vocal na parte “GOSTO DE VC, MEU BEM, MAIS QUE TUDO ENFIM…………..” mas não lembro quem é o autor dela, pode até ser que seja eu o versionista, mas não lembro.” (Paulo César Barros)

Em “Vou subir bem mais alto que você”, do LP de 1967, quem faz o vocal é Paulo César Barros.

Na música “Recordações”, lançada em 1974, quem fez o vocal solo foi Michael Sullivan , o Ivanilton, apelidado de Porquinho.

Em “Posso até lhe abandonar”, do álbum de 1976, uma composição de Paulo César Barros, que não estava na banda nessa época, não tem o seu vocal, embora tenha sido ele quem tocou o baixo e fez o arranjo, tanto de base como dos sopros, mas não cantou.
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Na música “Sem Suzana” de 1968 o solo vocal é de Paulo César.

“Esta Noite não Sonhei com você” é uma composição de Renato Barros que saiu no LP de outubro de 1971.
Ele se inspirou na balada “Oh! Darling”, de Lennon & McCartney, pra compor a melodia desta belíssima canção. 😉
Vocal de Paulo César Barros.

“Amanheci Chorando” tem vocal de Paulo César Barros.

“Vou subir bem mais alto que você” tem vocal de Paulo César Barros.

NOTAS:
1 – Richard Brown and his Orchestra era o Renato Barros solando com acompanhamento da orquestra da gravadora. LP de 1972, CBS/Entré, n° 104219.

2 – Paulo César entrou no RC7 exatamente quando o Gato e o Bruno saíram, mas tocou não só com o Gato, como também com o Wanderley ( teclado ), na gravação do Roberto “EU TE DAREI O CÉU”. No Kriga-ha tocou o LP todo.

Os Bons Tempos da Beatlemania de volta com Renato e seus Blue Caps!

Lembram da chegada dos Beatles à América?

Algo semelhante aconteceu na última sexta-feira quando a banda Renato e Seus Blue Caps retornaram a Porto Alegre para um Show em importante teatro na cidade, o Bourbon do Country!

Não apenas autoridades, músicos e jornalistas aguardavam a chegada dos músicos no Aeroporto Salgado Filho, mas também uma legião de fãs liderados por Nice Carpin, Tarcísio CasaNova, Henrique David, Luciano Oliveira Goulart, entre outros que empunhavam faixas e cartazes saudando seus ídolos!

Após a festiva recepção no Aeroporto, Renato e sua trupe recebeu mais homenagens em um cocktail de boas vindas organizado por Nice Carpin…

O show realizado no Teatro foi impecável e um dos mais aplaudidos de toda a temporada durante o mês de março!

MAIS FOTOS DO SHOW

Show de Renato e Seus Blue Caps no Teatro Bourbon Country em Porto Alegre, realizado em 31 de março de 2017.

Posted by Renato e Seus Blue Caps Original on Saturday, April 1, 2017

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Durante o Show, quando entra a parte autoral, Renato Barros fez belíssima homenagem ao músico gaúcho Lupicínio Rodrigues, uma filmagem feita pelo músico Tarcísio CasaNova!

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Alguns fãs que estiveram presentes também enviaram vídeos, como este onde o fã Henrique David canta emocionado juntamente com Renato e Cid…

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No mês de abril a banda deverá voltar a se apresentar em Belo Horizonte, Curitiba, Maceió, Aracajú, Niterói, etc…

A agenda de Shows é sempre atualizada na Página Oficial da Banda e também na Página Oficial do músico Renato Barros.

Para fazer parte do Fã Clube, venha para o grupo RENATO E SEUS BLUE CAPS BRASIL (FÃ CLUBE) e fique por dentro de tudo sobre a banda mais carismática do Brasil, RENATO E SEUS BLUE CAPS! 😉

FOTOS ENVIADAS POR LUCIANO OLIVEIRA GOULART

VÍDEOS ENVIADOS POR TARCÍSIO CASANOVA E HENRIQUE DAVID

SHOW DE RENATO E SEUS BLUE CAPS NO TEATRO BRADESCO EM SÃO PAULO (EU FUI!)

Amadeu Signorelli, Renato Barros, Lucinha Zanetti, Darcy Velasco, Gelsinho Moraes e Cid Chaves

Um fã faz tudo pelos seus ídolos, e eu não sou diferente.

Fui ao Show e queria registrar tudo, cada segundo, mas foi praticamente impossível, e apesar de ter feito três diferentes gravações, nenhuma ficou boa, e por este motivo peço desculpas aos artistas pela filmagem amadora, os vídeos estão bastante tremidos, mas ninguém pode imaginar o quanto eu me empenhei em registrar tudo pra compartilhar com meus amigos e fãs de Renato e Seus Blue Caps.
Foi a minha primeira vez no Teatro Bradesco em São Paulo, se eu soubesse teria me sentado na primeira fileira com uma cadeira de suporte para as minhas duas câmeras, o celular e um iPad (este ficou no meu colo…), além das baterias que comprei pra não deixar de filmar por falta delas… rsrs
Me desculpem pelas imagens, fiz o que pude, mas não sou profissional, sou apenas uma fã ardorosa da banda.

Renato e Seus Blue Caps – Show no Teatro Bradesco em São Paulo, realizado em 22 de março de 2017 – Parte 1

Camarim
Afinando os instrumentos
Entrada no palco
Começa o Show

.NO YOUTUBE

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Renato e Seus Blue Caps – Show no Teatro Bradesco em São Paulo, realizado em 22 de março de 2017 – PARTE 2

Dona do meu coração (trecho)
Apresentação da Banda
Renato conta a historia do Blazer que está usando no Show
Eu não aceito o teu adeus
Eu sou apenas alguém
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No Youtube

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Renato e Seus Blue Caps – Show no Teatro Bradesco em São Paulo, realizado em 22 de março de 2017 – PARTE 3

Hotel California
Renato e Cid conversam
Ana
Playboy
Não volto não
Cláudia
Garota Malvada
Show de guitarra do maior guitarrista do Brasil, que fez a guitarra até gemer => Renato Barros!!!

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NO YOUTUBE

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Garota Malvada e o Show do maior guitarrista do Brasil, Renato Barros!

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Renato e Seus Blue Caps – Show no Teatro Bradesco em São Paulo, realizado em 22 de março de 2017 – PARTE 4

Smile
Corcovado
Eu sei que vou te amar

Devolva-me
A Pobreza
Eu não sabia que você existia
Você não serve pra mim

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NO YOUTUBE

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E ainda tivemos o Show de Rock and Roll anunciado pelo Cid Chaves.
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FOTOS

Posted by Lucinha Zanetti on Wednesday, March 22, 2017

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RENATO BARROS E CID CHAVES ENTREVISTADOS POR ANTONIO AGUILLAR NO CAMARIM DO TEATRO BRADESCO EM SÃO PAULO

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TIETAGEM NO HOTEL ANTES DO SHOW

Chegada de Renato e Seus Blue Caps no Hotel Blue Tree Towers Paulista Premium em São Paulo para o Show no Teatro Bradesco, em 22 de março de 2017.

Posted by Lucinha Zanetti on Wednesday, April 5, 2017

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MAIS FOTOS

Posted by Lucinha Zanetti on Wednesday, March 22, 2017

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“Surgem os Blue Caps de Renato” (Almanaque da Jovem Guarda, de Ricardo Pugialli)

RENATO BARROS volta ao programa de Jair de Taumaturgo. O grupo quer concorrer à categoria “rock ao vivo”, mas as vaias do ano passado ainda não tinham sido esquecidas. Meio receoso, Jair pergunta a Renato qual é o nome do grupo, pois Bacaninhas era muito ruim. Como Renato não tinha nada em mente, o apresentador perguntou seu nome e sugeriu Renato e Seus Blue Caps, em alusão ao Blue Caps, grupo que acompanhava o astro do Rock americano Gene Vincent. Todos concordaram com o nome, pois não acreditavam que poderiam vencer.
Ensaiaram Be-Bop-A-Lula, de Gene Vincent, mas com o arranjo dos Everly Brothers, com duas vozes.
Foi a “maior” novidade, pois nenhum grupo cantava assim no Brasil. Um sucesso. Na segunda-feira sai o resultado e eles são os vencedores da semana. Concorrem então com os campeões semanais e o impossível acontece: eles são os vencedores do mês. Como prêmio, vão ao Programa do Chacrinha, na TV Tupi, Rio.”

Por Ricardo Pugialli

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“RENATO COM A DEL VECCHIO, EUCLÍDES COM VIOLÃO ELÉTRICO E EU AOS 13 ANOS DE IDADE COM O MEU PRIMEIRO BAIXO ACÚSTICO. OBS: DE ÓCULOS ” RONALDO ” MODA LANÇADA POR UM DOS ASSASSINOS DE AIDA CURI, EM 1958.” (Informação de Paulo César Barros)

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FOTOS DO ALMANAQUE DA JOVEM GUARDA, PERTENCENTE AO FÃ DE RENATO E SEUS BLUE CAPS, FÁBIO LIMA

História da Banda de Rock Renato e Seus Blue Caps

Fundada em 1959, a banda de Renato começou com o nome de “Bacaninhas do Rock da Piedade” a partir de uma inscrição para o programa Hoje é Dia de Rock, fazendo mímica.
Quando o Rock chegou ao Brasil ele aconteceu primeiro na zona norte do Rio e começaram a surgir em toda esquina uma banda de rock…
Havia na Rádio Mayrink Veiga um programa chamado “Hoje é dia de Rock” e lá foi Renato se inscrever para fazer mímica com seu grupo.
Levaram uma vaia muito grande, mas não desistiram e segundo Renato, foi até bom, pois tornou-se um incentivo para darem a volta por cima e dois meses depois ele voltou a falar com Jair de Taumaturgo e se inscreveu novamente, agora para fazer apresentação ao vivo, não mais para fazer mímica.
A apresentação foi um sucesso e a mesma intensidade das vaias foi agora em aplausos. O único senão foi que Jair de Taumaturgo pediu para que trocassem o nome de Bacaninhas do Rock da Piedade para Renato… alguma coisa, citando algumas opções, até que Renato acabou gostando de “Renato e Seus Blue Caps” (inspirados em Gene Vincent and His Blue Caps).

Os Beatles chegaram ao conhecimento de Renato através de um amigo dele chamado Aurélio, que tinha acesso às músicas antes que elas chegassem ao Brasil.
Os Beatles tiveram origem no Rock e inovaram, faziam o gênero pop rock, pois todos do conjunto cantavam, além de tocarem. Renato e Seus Blue Caps então descobriram que poderiam fazer isso também e começaram a dividir os vocais.
Certo dia Carlos Imperial mostrou um disco para Renato com uma música nova que ele não conhecia, de uma banda que ele nunca tinha ouvido falar, e pediu que ele aprendesse a letra para tocar e cantar no dia seguinte, abrindo seu programa.
Renato então pensou como iria fazer aquilo e teve a ideia de escrever uma letra em português, e deu certo.
No final do programa Imperial foi se encontrar com Renato que estava em um barzinho próximo à Rádio, chegou com uma pilha de papel dizendo ao Renato que tudo aquilo era pedido para que eles tocassem de novo a música.
Mas é o próprio Renato Barros quem conta esta historia, ouçam…

Portanto, a banda Renato e Seus Blue Caps é oriunda do Rock e a Jovem Guarda veio depois, quando os Beatles chegaram, transformando aquele Rock and Roll em Pop Rock. Descobriram que poderiam se juntar a este estilo musical que os Beatles estavam trazendo para o Brasil e que transformava aquele rock and roll de 3 acordes.
Embarcaram no Rock e na Jovem Guarda, mas as origens de Renato vêm dos anos 50, pois ele ouvia sua mãe, que era cantora, escutava Billy Hallyday, Nat King Cole, Frank Sinatra, João Gilberto, Lupicínio Rodrigues, Dolores Duran, e esta foi a formação musical que Renato e seus irmãos receberam.
Renato tem total consciência da competência musical e artística da sua criação, embora escondida pela Jovem Guarda, pois o Renato e Seus Blue Caps não é oriundo dela e sim do Rock. Quando o programa Jovem Guarda nasceu, a banda já existia há mais de cinco anos; foi primordial para os artistas da Jovem Guarda, embora Renato e seus Blue Caps dificilmente seja citado por eles e pelo jornalismo musical do país, como tendo sido um artista importante e participativo.
Na mídia, todos parecem deixar claro que a Jovem Guarda era um trio: Roberto, Erasmo e Wanderléa, mas enganam-se as pessoas que pensam desta forma.
Renato e Seus Blue Caps foram preponderantes nas carreiras dos três artistas citados, mas se acostumaram com a omissão, e as pessoas acreditam no que a mídia desinformada escreve e publica.
Renato e seus Blue Caps chegaram ao programa Jovem Guarda pelas mãos de Marcos Lázaro, pelo simples motivo de que a música “MENINA LINDA” estava em segundo lugar em São Paulo, e isso lhe causou estranheza: “como não levaram ainda este conjunto para o programa?” Não fosse isso, talvez Renato e Seus Blue Caps não tivessem participado do Jovem Guarda!
Naquela época, Roberto Carlos só levou com ele lá do Rio de Janeiro para o programa em São Paulo, os seguintes artistas: ERASMO CARLOS (recém EX- Renato e seus Blue Caps ), “WANDERLÉA”, “GOLDEN BOYS” e “TRIO ESPERANÇA”.
Renato e seus Blue Caps não assistiram ao final melancólico do programa Jovem Guarda, pois muito antes, já haviam pedido rescisão de contrato à TV RECORD Canal 7 de São Paulo. Os motivos foram vários, incluindo um pessoal, que era o fato de Renato adorar a praia e o Maracanã aos domingos, embora cada componente da banda tivesse tido o seu.
Mas o reconhecimento veio e continua vindo por parte de quem é mais importante, que é o reconhecimento popular, tanto é verdade que a banda RSBC é o artista deste seguimento que mais faz shows pelo Brasil até os dias de hoje.

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HISTÓRICO

Renato Barros teve a ideia de criar o conjunto Renato e Seus Blue Caps e chamou os três irmãos da família Barros: Renato, Paulo Cezar e Edson (Ed Wilson) para se juntarem a ele.

No final dos anos 50, influenciados pelo gosto musical da família e pelo Rock and Roll de Elvis, Little Richard e Bill Halley, os rapazes começaram a imaginar que poderiam participar de programas de rádio, fazendo mímica das músicas de sucesso, algo que era bastante comum naquela época. Após uma apresentação desastrosa na rádio Mayrink Veiga, no programa “Hoje é dia de Rock”, de Jair de Taumartugo, passaram a se dedicar à música ao vivo.
Passavam horas trancados, aperfeiçoando a técnica em seus instrumentos. Paulo Cezar, por exemplo, começou tocando piano com dois dedos, e posteriormente, percebeu que seu negócio era o contrabaixo.
Até aí não havia sido formado um conjunto, e haviam adotado o nome de “Bacaninhas do Rock da Piedade”, numa alusão ao bairro em que foram criados no Rio de Janeiro. Logo se juntaram aos irmãos Barros os amigos Euclides (guitarrista) Gélson (baterista) e o saxofonista Roberto Simonal (irmão do cantor Wilson Simonal).

Já com o nome de Renato e Seus Blue Caps, inspirado em Gene Vincent, o grupo se apresentou no mesmo programa, tocando e cantando “Be-bop-a-lula”, e obteve o primeiro lugar da semana, e posteriormente, o prêmio de melhor do mês. Ainda em 1960, gravaram o primeiro disco de 78 rotações, pela gravadora Ciclone, em que acompanhavam o grupo vocal “Os Adolescentes”. No ano seguinte, gravaram com Tony Billy, pela mesma etiqueta. Nesse período, Gelson deixa o conjunto e Claudio entra para ser o baterista do grupo. Após uma participação no programa do Chacrinha, na TV Tupi, foram contratados pela Copacabana, onde lançaram dois 78 rotações e dois LPs: em 1962 (Twist) e 1963, sendo que o estreante Toni foi o baterista neste segundo LP.

Em 62, Ed Wilson parte para a carreira solo, e Erasmo Carlos, então secretário de Carlos Imperial, assume o posto de crooner do conjunto. Foi em 1963 que Renato e Seus Blue Caps teve o primeiro vínculo com a CBS. O grupo acompanhou Roberto Carlos nas gravações de Splish Splash e Parei na contramão.

Em 64, graças à insistência de Roberto Carlos e Rossini Pinto, o grupo é contratado pela CBS, lançando um compacto duplo. A banda, a essa altura, tinha Renato (guitarra solo), Paulo Cezar (baixo), Cláudio (que voltara ao conjunto nas gravações desse compacto), Cid (sax) e Carlinhos, primo de Renato (guitarra base). Após esse compacto, Toni retorna mais uma vez ao posto de baterista, e o conjunto fica, então, com a formação que faria grande sucesso nos anos seguintes.
A essa altura, Renato e Seus Blue Caps já era bastante conhecido no Rio de Janeiro, devido às frequentes aparições em programas de TV e apresentações em rádio.
No começo de 1965, a gravadora CBS resolve, finalmente, lançar mais um LP do conjunto. Durante as gravações, em janeiro daquele ano, Renato Barros fez, sem muitas pretensões, a versão em português para a música “I should Have known better”, dos Beatles, que recebeu o nome de “Menina Linda”. Apresentada no programa de Carlos Imperial, na TV Rio, a música causou tão boa repercussão, que foi incluída no LP, que se chamaria “Viva a Juventude!”. Logo a música entra nas paradas de sucesso, e projeta Renato e Seus Blue Caps em todo o país.

O ano de 1965 seria um marco para a carreira da banda. O sucesso – inesperado – aumenta cada vez mais, e próximo do final do ano, com o programa “Jovem Guarda”, na Record, Renato e Seus Blue Caps conquista definitivamente seu espaço no cenário da música jovem. O LP “Isto é Renato e Seus Blue Caps” alcança excelente vendagem e dá um impulso maior à popularidade do grupo.
A banda se especializa em versões das músicas dos Beatles e de outros artistas internacionais, mas desenvolve também um estilo próprio de interpretação e composição. Muitas das versões de Renato faziam mais sucesso aqui no Brasil do que as originais em inglês. Surgem também as excursões para o exterior, e a banda atinge o ápice de sua popularidade no final de 66, com o lançamento do LP “Um embalo com Renato e Seus Blue Caps”, o disco de maior sucesso e vendagem na carreira do conjunto.
O grupo também seria o responsável pelo acompanhamento de grandes nomes da Jovem Guarda, emprestando sua sonoridade a diversos lançamentos fonográficos. O excelente LP “Roberto Carlos em Ritmo de Aventura” é apenas um exemplo.

Entre 1965 e 1969, foram lançados 6 LPs, todos atingindo altos índices de vendagem e execução nas rádios. Em 68, o tecladista Mauro Motta passa a integrar a banda. No ano seguinte, o grupo passa por algumas alterações. Paulo Cezar grava um compacto simples, tentando se firmar em carreira solo. Em seu lugar entra Pedrinho. Carlinhos também deixa o conjunto, e Mauro Motta dá lugar a Scarambone.

Em 71, Paulo Cezar retorna ao conjunto, mas sai do grupo novamente em 73. Enquanto isso, o ano de 1972 ficou marcado pela saída de Toni, sendo substituído pelo baterista Gelson, que faleceu recentemente, dando lugar a seu filho na bateria. Dois anos mais tarde, a banda passa a contar também com os vocais de Ivanílton, que mais tarde seria conhecido nacionalmente como Michael Sullivan. É possível constatar a passagem marcante de Michael Sullivan pelo grupo, ouvindo os LPs de 1974 e 1976 (10 anos de Renato…)
O grupo passa por mais modificações em sua formação já em 1977. Saem do conjunto Michael Sullivan e Scarambone. No ano seguinte, é a vez do baixista Pedrinho deixar a banda, para a volta do vocalista e também baixista Paulo Cezar Barros, que um ano antes lançara pela Emi-Odeon um bom disco com versões dos Beatles.
O ano era 1978, e além da entrada do novo tecladista Marquinho, o conjunto lança um compacto simples com as músicas “Minha Vida” e “Nega, Neguinha”. Esta última, seria um prenúncio do que viria pela frente. A grande onda era a Disco Music, e o LP anual do grupo, em 79, foi fortemente influenciado pelo ritmo das discotecas.

O primeiro ano da década de 80 trouxe como lançamento mais um compacto simples pela CBS, e no ano seguinte, o novo LP da banda, que tinha, entre as novidades, uma faixa com a participação de Zé Ramalho. A música, “Mr. Tambourine Man”, versão para o clássico dos anos 60, foi a musica de trabalho, e teve até direito a clip exibido no Fantástico, da Rede Globo.

Depois de 28 anos na mesma gravadora, a banda se transfere, em 1982, para a RCA, lançando inicialmente um compacto simples, e no ano seguinte, o excelente LP “Pra Sempre”.
Porém, após esse disco, o conjunto ficou 4 anos (1983-1987) sem gravar, até que a volta aos lançamentos fonográficos se deu na Continental, com o LP “Baton Vermelho”, um sucesso de vendas e de execução, que trouxe o grupo novamente à mídia.

Em 1989, porém, Paulo Cezar novamente deixaria o grupo, que teria Luiz Claudio em seu lugar, além de contratar o tecladista Darci. Luiz Claudio ficaria no grupo até 1994, quando seria substituído por Amadeu. A volta ao disco ocorreu em 95, quando a banda participou da coletânea 30 anos da Jovem Guarda, produzida por Márcio Augusto Antonucci, dos Vips. Em 96, foi a vez do disco Renato e Seus Blue Caps – 1996, lançado pela Globo Columbia.

Já em 2000, os Blue Caps participam de 3 Cds promocionais em homenagem a Roberto Carlos e no final de 2001, o esperado disco Ao Vivo é lançado pela Warner, junto com mais 5 faixas inéditas, incluindo a belíssima composição de Renato Barros intitulada “Atriz”.

Vale destacar que Renato e Seus Blue Caps jamais deixou de excursionar pelo país e realizar shows e apresentações.
Atualmente, com mais de 50 anos de carreira ininterruptos, o conjunto poderia entrar para o Guiness Book como sendo o mais antigo do mundo em atividade.
E uma prova da importância de Renato e Seus Blue Caps nesta “Era Digital”, é o constante lançamento de seus discos e coletâneas em CD, mostrando que a música de Renato e Seus Blue Caps sobreviveu ao tempo, atravessou gerações, e se mantém viva, alegre e espontânea.

AS FORMAÇÕES

(1959) Renato Barros, Paulo César Barros, Euclides de Paula (ficou até 1961) Edinho (Ed Wilson), Ivan Botticcelli (entrou em 1960)

(1962) Renato Barros, Paulo César Barros, Edinho (Ed Wilson), Roberto Simonal, Cláudio Caribé, Ivan Botticcelli

(1963) Renato Barros, Paulo César Barros, Erasmo Carlos, Roberto Simonal, Toni

(1965 a 1967) Renato Barros, Paulo César Barros, Cid, Carlinhos Carlos Alberto Da Costa Vieira, Toni

(1968) Renato Barros, Paulo César Barros, Cid, Carlinhos, Toni, Mauro Motta

(1969 a 1970) Renato Barros, Cid, Toni, Pedrinho, Scarambone

(1971) Renato Barros, Paulo César Barros, Cid, Scarambone, Toni, Pedrinho

(1972 a 1973) Renato Barros, Paulo César Barros, Cid, Scarambone, Pedrinho, Gelson

(1973 a 1976) Renato Barros, Cid, Scarambone, Pedrinho, Ivanilton (Michael Sullivan), Gelson

(1977) Renato Barros, Cid, Pedrinho, Gelson

(1979 a 1983) Renato Barros, Paulo César Barros, Cid, Marquinho, Gelson

(1987) Renato Barros, Paulo César Barros, Cid, Gelson

(1996 a 2001) Renato Barros, Cid Chaves, Gelson Moraes, Darci Velasco, Amadeu Signorelli.

(2014 até a atualidade) Renato Barros, Darci Velasco, Amadeu Signorelli, Gelsinho Moraes e Cid Chaves.

Cid Chaves tem permanência ininterrupta na banda desde 1964, tendo passado por várias fases distintas ao longo de sua historia na banda.
Chegou como saxofonista, substituindo a Roberto Simonal, e vários outros componentes também foram saindo, outros chegando, e por diversos motivos transparecendo talvez certa falta de comprometimento e Renato muitas vezes se sentindo isolado por ser o único que sabia o que estava fazendo e o único que tinha uma meta a ser atingida, e conseguiu atingi-la. (Disse-me ele certa vez em que conversamos).
Temos que enaltecer a carreira de Cid Chaves, pois nunca pulou do barco, nem nas mais bravias tempestades, segundo palavras do próprio Renato.
Não deve ser fácil trabalhar com várias cabeças pensantes, várias personalidades e portanto não deve ser fácil manter uma banda, e é por isso que temos que louvar e enaltecer Renato Barros, por manter há tanto tempo a sua Renato e Seus Blue Caps nessa estrada sinuosa mas de muito sucesso.

DISCOGRAFIA

A Discografia de 1962 a 2001.

RENATO E SEUS BLUE CAPS – 1962 – TWIST

Primeiro LP de Renato e seus Blue Caps, gravado em 1961 e lançado no ano seguinte pela Copacabana. A estratégia era lançar no mercado novos talentos, aproveitando o Twist, o rítmo do momento. Para os vocais, foram escolhidos Reynaldo Rayol e Cleide Alves. O cantor Reynaldo Rayol se recorda de muitas histórias a respeito desse disco. Na musica “Peppermint Twist”, Roberto Carlos e Wilson Simonal fizera o “coro”, nos revelou Rayol. Ele ainda se recorda que na gravação de “Sinal Ocupado”, Ed Wilson assumiu o contra-baixo, enquanto Paulo Cezar tocou guitarra. As gravações ocorriam à tarde, e além da participação também não creditada de Erasmo Carlos, “Os Cariocas” fizeram o backing vocal em “Cuide Certinho do Meu Bem” e “Bonequinha”.

Formação:
Renato Barros: Guitarra Solo
Paulo Cesar Barros: Baixo
Edson Barros (Ed Wilson): Guitarra Rítmica
Roberto Simonal: Sax
Claudio: Bateria
Ivan Botticelli: Piano
Reinaldo Rayol: Vocal
Cleide Alves: Vocal

Músicas:
01 Peppermint Twist
02 Chega (Makin Love)
03 I Like Twist With My Baby
04 Sinal Ocupado (Busy Signal)
05 Meu Anjo da Guarda
06 Summer Comes Again
07 Blue Caps Twist
08 Eu Quero Twist
09 Hey, Brotinho
10 Cuide Certinho do Meu Bem (Take Good Care of My Baby)
11 Namorando
12 Bonequinha

RENATO E SEUS BLUE CAPS – 1963 – Renato e Seus Blue Caps.

Um disco com grande melhora tanto em qualidade de som como artística em relação ao primeiro lançado em 1962, o Twist.
Com apenas 10 faixas, é um disco gravado com garra e inspiração.
O vocal de Erasmo em “What I’d say” é o retrato fiel dos jovens do subúrbio que curtiam Rock. Inglês enrolado na hora de cantar, espontaneidade e vontade de ganhar algumas garotas. Com este LP, Renato e Seus Blue Caps começava a despertar a atenção dentro do cenário musical.
Formação:
Erasmo Carlos: Guitarra Rítmica e Vocal;
Renato Barros: Guitarra Solo;
Paulo Cezar Barros: Contrabaixo;
Roberto Simonal: Sax;
Tony: Bateria
Faixas =>
01 Limbo Rock
02 Walking My Baby Back Home
03 Estrelinha (Little Star)
04 O Lobo Mau (The Wanderer)
05 Comanche
06 Boogie do Bebê (Baby sittin’ Boogie)
07 Ford de Bigode
08 What’d I Say
09 Relax
10 Stand Up

Compacto 1964
Primeiro compacto dos Blue Caps lançado pela gravadora CBS, incluindo 4 faixas e com nova formação
Formação:

Renato Barros: Guitarra Solo
Paulo Cezar Barros: Contrabaixo
Carlinhos: Guitarra Rítmica
Cid Chaves: Sax
Tony: Bateria

01 – Vera Lucia

02 – We Like Birland

03 – Bigorrilho

04 – Noturno em Mi Bemol

RENATO & SEUS BLUE CAPS 1964 – VIVA A JUVENTUDE!

Primeiro LP pela CBS, “Viva a Juventude!” foi também o primeiro trabalho de repercussão de Renato e Seus Blue Caps. A música “Menina Linda” foi o grande destaque do disco. O ex-integrante Carlinhos tem uma lembrança curiosa das gravações de “Viva a Juventude!”: “Era uma festa, quando abria o microfone, todo mundo cantava junto, como se fosse um bloco de carnaval”.
O LP traz também as primeiras versões dos Beatles em português, feitas por Renato Barros.
É possível também identificar a voz de Erasmo Carlos em algumas faixas; embora o Tremendão já tivesse deixado o conjunto para seguir carreira solo.

[01] Negro Gato (Getúlio Cortes)
[02] Menina Linda (I should have Know Better) ( Lennon-MacCartney Vers: Renato Barros)
[03] Tremedeira (Tremarella) (Rossi-Alicata-Vianello Vers: Neusa de Souza)
[04] Querida Gina (Renato Barros)
[05] Sou Feliz Dançando com Você (I’m so happy just to dance with you) (Lennon-MacCartney Vers: Lilian Knapp)
[06] Gatinha Manhosa (Erasmo Carlos-Roberto Carlos)
[07] Canto pra Fingir (My whole world in falling down) (Jerry Crutchfield-Bill Anderson Vers: Rossini Pinto)
[08] Garota Malvada (I call your name) (Lennon-MacCartney Vers: Renato Barros)
[09] Os Costeletas (Renato Barros-Getúlio Cortes-Carlinhos)
[10] Fruit Cake (B. Tucker)
[11] Loop the Loop (Teddy Vann-Joe Dong Vers: Rossini Pinto)
[12] Vera Lucia (Renato Barros-Paulinho)

RENATO & SEUS BLUE CAPS – 1965 – “Isto é Renato e Seus Blue Caps”.

[01] Você não Soube Amar (It’s gonna be all right) (Jorge Marsden Versão: Roberval-Arthur Emílio)
[02] Feche os Olhos (All my loving) (Lennon-MacCartney Versão: Renato Barros)
[03] O Escândalo (Shame and scandal in the family) (Huon Donaldson-S. H. Brown Versão: Renato Barros)
[04] O Fugitivo (Luiz Ayrão-Ercio Roberto)
[05] Preciso Ser Feliz (Renato Barros-Paulinho-Lilian Knapp)
[06] Eu Sei (I’ll be back) (Lennon-MacCartney Vers: Renato Barros)
[07] Meu Primeiro Amor (You’re going to lose that girl (Lennon-MacCartney Versão: Lilian Knapp)
[08] Aprenda a me Conquistar (Carlinhos-Renato Barros-Lilian Knapp)
[09] Espero Sentado (Keep Searchin’) (Del Shannon Versão: Lilian Knapp)
[10] Sou tão Feliz (Love me do) (Lennon-MacCartney Versão: Renato Barros)
[11] Esqueça e Perdoe (Getúlio Cortes)
[12] Orgulho de Menina (I need your love) (Clark-Smith Versão: Renato Barros)

RENATO & SEUS BLUE CAPS – 1965

RENATO & SEUS BLUE CAPS – 1966 – Um Embalo Com Renato e Seus Blue Caps

[01] Meu Bem Não me Quer (My bay don’t care) (Sid Herring Vers: Renato Barros)
[02] Pra Você Não Sou Ninguém (Look thru any window) (Goldman-Silverman Versão: Paulo Cezar Barros)
[03] Até o Fim (You won’t see me) (Lennon-MacCartney Versão: Lilian Knapp)
[04] Sim, Sou Feliz (Renato Barros-Paulo Cezar Barros)
[05] Gosto de Você (Tell me what you see) (Lennon-MacCartney Versão: Paulo Cezar Barros)
[06] Perdi a Esperança (Paulo Cezar Barros-Marcus Fabiani)
[07] Primeira Lágrima (Renato Barros)
[08] Dona do Meu Coração (Run for your love) (Lennon-MacCartney Versão: Renato Barros)
[09] Não Te Esquecerei (California dreamin’) (J. & M. Phillips Versão: Lilian Knapp)
[10] Vivo Só (For your love) (G. Gouldman Vers: Paulo Cezar Barros)
[11] Não Quero Você Chorar (Paulo Cezar Barros)
[12] A Garota que Eu Gosto (Adaptação: Renato Barros)

RENATO & SEUS BLUE CAPS – 1966

01-00:00 A Garota Que Eu Gosto
02-01:37 Até o Fim
03-04:58 Dona do Meu Coração
04-07:01 Gosto de Você
05-09:42 Meu Bem Não Me Quer
06-11:48 Não Quero Ver Você Chorar
07-14:25 Não Te Esquecerei
08-16:58 Perdi a Esperança
09-20:11 Pra Você Não Sou Ninguém
10-22:52 Primeira Lágrima
11-26:01 Vivo Só
12-28:28 Sim Sou Feliz

RENATO & SEUS BLUE CAPS – 1967 – Renato e Seus Blue Caps

[01] Este Amor Me Faz Sofrer (SemiDetached Suburban-Mr.James) (G. Stephens-J. Carter Vers: Luiz Keller)
[02] No Dia Em Que Jesus Voltar (Paulo Cezar Barros)
03 Não Posso Me Controlar (I can’t control myself) (Reg Presley Vers: Luiz Keller)
[04] A Saudade que Ficou (Renato Barros-Ed Wilson)
[05] Menina Feia (Renato Barros)
[06] Não Me Diga Adeus (Carlinhos-Paulo Cezar Barros)
[07] Vou Subir Bem Mais Alto Que Você (Reach out I’ll be there) (B. Holland-E. Holland-L. Dozier Vers: Luiz Keller)
[08] A Irmã do Meu Melhor Amigo (Gileno)
[09] Tem que Ser Você (With a girl like you) (Reg Presley Vers: Luiz Keller)
[10] Ana (Anna) (Go to him) (Arthur Alexander Vers: Lisna Dantas)
[11] Um É Pouco, Dois É Bom, Três É Demais (Renato Barros)
[12] Lar Doce Lar (Renato Barros-Carlinhos)

RENATO & SEUS BLUE CAPS – 1968 – Renato e Seus Blue Caps – Especial

[01] Para me Abandonar (Puruca)
[02] Ela É Um Mistério Para Mim (She is still a mistery) (Sebastian Vers: Gileno)
[03] Porque Eu Te Amo (Paulo Cezar Barros-Gileno)
[04] Escreva Logo (Please Mr. Postman) (B. Holland-F.C. Gorman Vers: Renato Barros)
[05] Não Vou Me Humilhar Por Você (Gileno)
[06] Te Adoro (No fuimos) (Hugo-Osvaldo Vers: Sergio Becker)
[07] Ela É Tão Linda (Cléo Galanth)
[08] A Esperança É a Última Que Morre (Ed Wilson)
[09 Não Demore Mais (It’s good to see you) (Peter Shelley Vers: Renato Barros)
[10] Já Não Precisas Mais Chorar (D’avila Filho)
[11] Bem Feliz Serei (Sunshine girl) (Carter-Stephens Vers: Robert Livi)
[12] Sem Suzana (Renato Barros)

RENATO & SEUS BLUE CAPS – 1969 – Renato e Seus Blue Caps

[01] Obrigado Pela Atenção (Raulzito)
[02] Meu Bom Amigo (Maria Vasquez-Pelin)
[03] Foi Mentira (Rossini Pinto)
[04] No Dia em Que Você Me Disse Adeus (Pedro Paulo)
[05] Eu Vivia Enganado (Hooked on a feeling) (Mark James Vers: Rossini Pinto)
[06] Disse Me Disse (Rossini Pinto)
[07] Não Vá Embora Sem Me Dizer (Renato Barros)
[08 Tão Sozinho (Cuore stanco) (Migliacci-Luisini-Pintucci Vers: Rossini Pinto)
[09] Não Volto Mais (Paperback writer) (Lennon-MacCartney Vers: Renato Barros)
[10] Despedida (Ed Wilson)
[11] Claudia (Lodi) (J. C. Forgety Vers: Renato Barros)
[12] Quando A Cidade Dorme (Leno)

RENATO E SEUS BLUE CAPS – 1970 – Renato e Seus Blue Caps

[01] Faça O que Eu Digo, Mas Não Faça O que Eu Faço (Gil-Jean)
[02] Coitadinha de Você (Marcos Torraca)
[03] Playboy (Pedro Paulo-Raulzito)
[04] Todo Meu Amor Você Levou (Átila-Paulinho Soares)
[05] Escreva (César Sampaio)
[06] Cha-La-La Marisa (Cha-la-la, I need you) (Hank Hillman-Brian Goldwyn Vers: Roberto Bernardes)
[07] Tudo Tem Seu Preço (Getulio Côrtes)
[08] Vontade de Viver (Ed Wilson)
[09] Só Faço Com Você (Leno)
[10] Não Quero Chorar (Marcos Torraca)
[11] Meu Amigo do Peito (Renato Barros)
[12] Se Eu Sou Feliz, Por Que Estou Chorando? (Raulzito-Leno)

RENATO E SEUS BLUE CAPS – 1971 – Renato e Seus Blue Caps

Primeiro álbum de Renato e Seus Blue Caps a não incluir versões de músicas internacionais. Neste disco, está evidente a influência do guitarrista Santana sobre Renato Barros, o que deu ao LP uma sonoridade bem característica do início da década de 70.
Como curiosidade, vale destacar que este é o disco preferido de Renato, entre todos que a banda lançou. A faixa que abre o disco, “46-77-23”, do excelente compositor Getúlio Côrtes, causou alguns “inconvenientes” ao dono do telefone cujo número era cantado no refrão desta música.
O álbum marca também o retorno de Paulo Cezar Barros ao conjunto.

Formação:
Renato Barros: Guitarra e Vocal
Paulo Cezar Barros: Baixo e Vocal
Cid Chaves: Vocal e Percussão
Scarambone: Teclados
Pedrinho: Guitarra
Tony: Bateria

[01] 46-77-23 (Getúlio Côrtes)
[02] Esta Noite Não Sonhei com Você (Renato Barros)
[03] Sheila (Mauro Motta-Raulzito)
[04] Sou Louco Por Você (Renato Barros-Ed Wilson)
[05] Você Vai me Ouvir (Renato Barros)
[06] Tania (J. C. Scarambone-O. C. Shultz)
[07] Não É Nada Disso (Renato Barros)
[08] Nós Dois (Renato Barros)
[09] Agora É Tarde (Ed Wilson)
[10] O Brinquedo se Quebrou (Renato Barros)
[11] Sou Amor Pra Te Entregar (Renato Barros-Massom)
[12] Ainda É Hora de Chorar (Átila-Raulzito)

RENATO E SEUS BLUE CAPS – 1972 – Renato e Seus Blue Caps

[01] Darling, Darling (Darling, Darling) (Penny Vers: Rossini Pinto)
[02] Eu Sou o Que Eu Sou (I am that I am) (English-Kerr Vers: Rossini Pinto)
[03] Não Foi o Que Eu Fiz (Pedrinho-Renato Barros)
[04] Vou Mudar De Vida (Don’t want to say goodbye) (Carmem-Bryson Vers: Rossini Pinto)
[05] Domingo Feliz (Beautiful Sunday) (Boone-R. McQueen Vers: Rossini Pinto)
[06] Você Vive (Ed Wilson)
[07] Por Você (Little girl) (Rainer-Ehrhardt Vers: Rossini Pinto)
[08] Mas Não Faz Mal (It’s alright “I don’t mind”) (A. Fronte Vers: Pedrinho)
[09] Por Amar (I’ve been down) (Harold Thoy Vers: Rossini Pinto)
[10] Eu Te Adoro (I need you) (G. Beckley Vers: Rossini Pinto)
[11] Baby, Baby (Mauro Motta-Raulzito)
[12] Vou-me Embora (Michoacan) (A. Allen-K. Fowley Vers: Rossini Pinto)

RENATO E SEUS BLUE CAPS – 1973 – Renato e Seus Blue Caps

Neste álbum, a novidade ficou por conta da estreia de Ivanilton, que mais tarde seria muito conhecido como “Michael Sullivan”.

Participação especial de Paulo César Barros no vocal de “Se você Soubesse”.

[01] Vamos Viver Cantando (Let’s hang the moon in the front room mama) (Terry Tassemberg Vers: Rossini Pinto)
[02] Eva Maria (Eva Maria) (J. L. Armenteros-P. Herrero Vers: Rossini Pinto)
[03] Mentira (Amaury-Altanir)
[04] Não Penso Nela (Non penso più a lei) (Manuel de Sica Vers: Rossini Pinto)
[05] Porque Os Sonhos Se Vão (Porque los sueños se van) (L. Pacheco-J. Simonetti Vers: Rossini Pinto)
[06] Não Me Interessa (Lilian Knapp-Marcio Augusto)
[07] Se Você Soubesse (Renato Barros-Rossini Pinto)
[08] Um Homem Apaixonado (Un hombre enamorado) (Rabito Vers: Rossini Pinto)
[09] Guarde O Seu Amor Pra Mim (Save the last dance for me) (Doc Pomus-Mort Shuman Vers: Pedro Paulo)
[10] Estranho (Strange one) (Carl Groszmann Vers: Rossini Pinto)
[11] Um Cantinho No Seu Coração (L. Barrie)
[12] Jurei Nunca Mais Lhe Aceitar (So what if it rains) (Austin Roberts-John Reese Vers: Rossini Pinto)

RENATO E SEUS BLUE CAPS – 1974

Álbum importante da discografia de Renato e Seus Blue Caps, pois dele surgiram alguns hits do grupo, na metade da década de 70.
“Eu Não Aceito o Teu Adeus” foi um grande sucesso, mantendo o nome da banda nas paradas das rádios em todo o Brasil.
O vocal de Ivanilton (Michael Sullivan) em “Recordações” é marcante e se constitui em um dos pontos altos do LP.

Formação:
Renato Barros: Guitarra e Vocal;
Cid Chaves: Vocal e Percussão;
Ivanilton: Vocal;
Scarambone: Teclados;
Pedrinho: Baixo;
Gelson: Bateria

[01] Você Não Merecia (Eugenio Pinto-Rossini Pinto)
[02] Ana (Mona) (J. Spampinato Vers: Rossini Pinto)
[03] Eu Não Aceito o Teu Adeus (Mauro Motta-Renato Barros)
[04] Como Num Sonho (Alessandro – Cury)
[05] Sempre a Te Esperar (Quedate en mis sueños) (J. de la Fuente-M. Santander Vers: Rossini Pinto)
[06] Eu Quero Dançar Contigo (Dancing on a saturday night) (B. Blue-L. de Paul Vers: Rossini Pinto)
[07] Não Quero Mais Saber de Você (M. Miranda)
[08] Só Por Causa de Você (Renato Barros-Gileno)
[09] Pra Quem Você Olha (Altanir Freitas-Amaury Freitas)
[10] Agora É Tarde (Mauro Motta)
[11] Recordações (Ed Wilson)
[12] Vou Curtir Minha Dor (Alessandro)

RENATO E SEUS BLUE CAPS – 1976 – 10 anos de Renato e Seus Blue Caps

Em 1976, quando o grupo já tinha 16 anos de carreira, eis que surge o curioso título de “10 anos de Renato e Seus Blue Caps” para este excelente LP.
Basicamente composto por belas baladas românticas, este décimo quarto álbum de Renato e Seus Blue Caps foi um dos melhores dentre os lançados na década de 70.
Com a canção “Como há dez anos atrás”, Renato conseguiu, de maneira simples e singela, expressar o sentimento de muitos, que já na faixa dos 30, sentiam saudade da adolescência vivida na década anterior.

Formação:

Renato Barros: Guitarra e Vocal;
Cid Chaves: Vocal e Percussão;
Ivanilton: Vocal;
Scarambone: Teclados;
Pedrinho: Baixo;
Gelson: Bateria

[01] Como Há Dez Anos Atrás (Renato Barros)
[02] Eu Te Amei Demais (Renato Barros)
[03] Essa Mágoa que Ficou (L. Ribeiro-Dennis)
[04] Tire Os Grilos da Cabeça (Alessandro)
[05] Me Esqueça (Marcos Wagner-Gil)
[06] Quero Conquistar Você (José Paulo de Souza)
[07] Eu Preciso Tanto de Você (L. Ribeiro-Dennis)
[08] Não Consigo Parar de Chorar (Marcos Wagner-Gil)
[09] Tudo Se Perdeu (L. Ribeiro-Dennis)
[10] Não Sei Dizer (Amaury-Altanir Freitas)
[11] Possso Até Lhe Abandonar (Paulo Cesar)
[12] Não Me Deixe Agora (Edson Ribeiro-Hélio Justo)

RENATO E SEUS BLUE CAPS – 1977 – Renato e Seus Blue Caps
Este álbum de 1977 segue a mesma linha “popular” adotada pelo conjunto há alguns anos. Trouxe o sucesso “365 Dias”, além de “Nem Tudo Se Perdeu”, outra canção do disco que tocou bem nas rádios brasileiras.
Como fato curioso, a gravação de duas versões dos Beatles, o que não ocorria desde o LP de 1969.
Neste álbum, já não faziam mais parte do grupo o tecladista Scarambone e o vocalista Ivanilton. Lincoln Olivetti, arranjador do disco, tocou teclados nas gravações como música extra.

Formação:
Renato Barros: Guitarra e Vocal;
Cid Chaves: Vocal e Percussão;
Pedrinho: Baixo;
Gelson: Bateria

[01] Nem Tudo Se Perdeu (A. Ramos-B. Cardoso)
[02] 365 Dias (Gil-Jean Marcel)
[03] Não Devo Te Aceitar (Léo Soares)
[04] O Que Eu Posso Fazer (Baby’s in black) (Lennon-MacCartney Vers: Fernando Adour)
[05] Sem Você (Renato Barros)
[06] Adorada (Alessandro)
[07] Você É Um Pedaço de Mim (Renato Barros)
[08] Tudo O Que Eu Sonhei (If I fell) (Lennon-MaCartney Vers: Fernando Adour)
[09] Não Quero Nada Da Vida (Cid Chaves)
[10] Não Maltrate Um Coração (Renato Barros)
[11] O Brinquedo Se Quebrou (Renato Barros)
[12] Estou Voltando Pra Você (Ivan Cardoso-Ignacio Guillon)

RENATO E SEUS BLUE CAPS – 1979 – Suco de Laranja

Lançado em meio à febre da Disco Music, “Suco de Laranja” mostra uma curiosa incursão de Renato e Seus Blue Caps por este ritmo. Estratégia para vender discos ou influência musical? A verdade é que o disco tem ótimos momentos, que retratam com fidelidade um pouco da atmosfera musical do final dos anos 70.
Com a volta de Paulo Cezar ao grupo, e a entrada do tecladista Marquinho, o conjunto ganhou um novo fôlego, e gravou uma competente versão do hit internacional de Billy Joel, “My Life”, com vocal característico de Cezar.

Formação:
Renato Barros: Guitarra e Vocal;
Paulo Cezar Barros: Baixo e Vocal;
Cid Chaves: Vocal e Sax;
Gelson: Bateria;
Marquinhos: Teclados

[01] Pense (Boogie wonderland) (Allee Willis-John Lind Vers: Ivan Cardoso)
[02] Eu Te Amo (Renato Barros)
[03] Minha Vida (My Life) (Billy Joel Vers: José Carlos)
[04] Triste Fim de Tarde (Cury-Alessandro)
[05] Tudo Em Vão (Alessandro-Gibran)
[06] Suco De Laranja (Renato Barros-Pantera-Ernani Cardoso)
[07] Mundo Novo (Edson Carlos-A. Santos-Sebastião Rodrigues)
[08] Aperta (Ernani Cardoso-Maurício Mello)
[09] Vou Ao Teu Encontro (Renato Barros-Ernani Cardoso)
[10] Pensando Em Você (C. Rodrigues-Marcelo)
[11] Não Consegui Te Esquecer (Marcos Wagner)

RENATO E SEUS BLUE CAPS – 1981 – Renato e Seus Blue Caps
Último trabalho de Renato e Seus Blue Caps pela CBS, um ano antes da transferência para a RCA.
O disco não atingiu o resultado esperado, e praticamente passou despercebido por parte da mídia, mas não do público fiel, que encontrou neste disco uma ótima versão para “Woman In Love”, e uma releitura do clássico de Bob Dylan “Mr. Tambourine Man”, aqui com a participação e o talento de Zé Ramalho.

Formação:
Renato Barros: Guitarra e Vocal;
Paulo Cezar Barros: Baixo e Vocal;
Cid Chaves: Vocal e Sax;
Gelson: Bateria;
Marquinhos: Teclados

[01] Coração Faminto (Gileno-Renato Barros)
[02] Mr. Tambourine Man (Mr. Tambourine Man) (Bob Dylan Vers: Leno)
[03] Tim-Tim (Fatha-Cury)
[04] Sentimento Estranho (Gileno)
[05] Sem Você Não Vivo (Armando Baltar-Nilton Baltar)
[06] Saudades de Maria Helena (Manoel Cruz)
[07] Você Foi Longe Demais (Fatha-Cury)
[08] Sonho Colorido (Carlinhos-Fatha)
[09] Velhos Tempos (Cury-Fatha)
[10] Sou Apenas Alguém (Woman in love) (Barry Gibb-Robin Gibb Vers: Sanry)

RENATO E SEUS BLUE CAPS – 1983 – Pra Sempre

Depois de gravar durante 19 anos na CBS, Renato e Seus Blue Caps lança pela RCA este ótimo álbum, cercado de muita expectativa.
É um dos discos mais importantes da carrreira da banda, pois além de reunir boas músicas, mostra o grupo, em plena década de 80, totalmente integrado, assimilando novas tendências e produzindo um disco que até os dias atuais soa moderno e inspirador. À época do lançamento, a TVE do Rio de Janeiro produziu um especial sobre o grupo, em que as músicas deste novo álbum eram apresentadas.

Formação:
Renato Barros: Guitarra e Vocal;
Paulo Cezar Barros: Baixo e Vocal;
Cid Chaves: Vocal e Sax;
Gelson: Bateria;
Marquinhos: Teclados

[01] Renato Collection (Renato Barros-Nanni)
[02] Pra Sempre (Renato Barros-Nanni)
[03] Guerrilheiro do Amor (Rock do flipper) (Renato Barros-Hugo Belardi-Nanni)
[04] Será? (Cury-Ed Wilson)
[05] O Fogo Ainda Não Apagou (Hugo Belardi)
[06] Sexo Frágil (Renato Barros-Nanni)
[07] Vamos Fundo (Renato Barros-Nanni)
[08] Sonhos de Amor (Paulo Cesar-Ney)
[09] Memórias (Renato Barros-Nanni)

RENATO E SEUS BLUE CAPS – 1987 – Batom Vermelho

Após quatro anos da passagem pela RCA, Renato e Seus Blue Caps volta ao disco, neste lançamento pela Continental.
“Batom Vermelho” é um ótimo disco, bem produzido, repertório eficiente com músicas que caíram no gosto popular. “Batom Vermelho” tocou bem nas rádios, e trouxe o grupo de volta à mídia.
Destaque para “Feito Sonho”, que com vocal inspirado de Paulo Cezar, foi um dos grandes êxitos do álbum.

Formação:
Renato Barros: Guitarra e Vocal;
Paulo Cezar Barros: Baixo e Vocal;
Cid Chaves: Vocal;
Gelson: Bateria

[01] Batom Vermelho (Renato Barros-Nanni de Souza-Gelson Moraes)
[02] Julia (Ed Wilson-Gilson)
[03] Pode Me Procurar (Renato Barros-Nanni de Souza)
[04] Monaliza da TV (Renato Barros-Nanni de Souza)
[05] Relógio (Prêntice-Paulo Cesar Barros)
[06] Paula (Paulo Cesar Barros)
[07] Unissex Total (Gelson Moraes-Nanni de Souza)
[08] Feito Sonho (Prêntice-Paulo Cesar Barros)
[09] Com Você No Coração (Renato Barros-Nanni de Souza)
[10] Nos Braços, Nos Olhos e No Coração (Renato Barros-Nanni de Souza)
[11] Anjo Rebelde (Renato Barros-Nanni de Souza-Cid Chaves)
[12] Gaivotas Livres (Gene Araújo-Antonio Amorim).

Renato e seus Blue Caps – 1996
Da onda de regravações de sucessos antigos que prevaleceu na década de 90, o grupo Renato e Seus Blue Caps não saiu ileso.
Primeiro álbum a ter lançamento simultâneo em CD e LP, sendo que este último teve tiragem limitada, “Renato e Seus Blue Caps – 1996” traz regravações de músicas que marcaram a carreira da banda, em alguns casos, dispostas em pout-pourris.
O ponto alto, sem dúvida, foram as inéditas, entre as quais a belíssima “Amor Sem Fim”.

Formação:
Renato Barros: Guitarra e Vocal;
Cid Chaves: Vocal;
Gelson: Bateria;
Darcy Velasco: Teclado;
Amadeu Signorelli: Baixo

01 – Até o Fim
02 – Meu Bem Não Me Quer / Meu Primeiro Amor / Menina Linda
03 – Amar Você
04 – Dona Do Meu Coração
05 – O Escândalo / Não Me Diga Adeus / Feche os Olhos
06 – Palavra de Rapaz
07 – Ana
08 – Primeira Lágrima
09 – Se Você Soubesse
10 – Não Te Esquecerei
11 – Amor Sem Fim
12 – Playboy
13 – Eu Não Aceito o Teu Adeus
14 – Eva

Curiosidade:
O tecladista Renato Neto, que foi convidado por Paulo César Barros para gravar os teclados neste disco Batom Vermelho, depois foi para a banda de Prince e ficou com ele até sua morte em 2016.
Paulo César foi o responsável pela primeira gravação profissional de Renato Neto e as músicas que ele tocou foram: Paula, Feito Sonho e Relógio.

RENATO E SEUS BLUE CAPS AO VIVO – 2001

Com 11 faixas ao vivo e mais 05 inéditas, o CD foi lançado durante as comemorações dos mais de 40 anos de existência do grupo fundado por Renato e seus dois irmãos: Paulo Cezar e Edson (Ed Wilson).
No final de 2001, este tão esperado disco ao vivo foi lançado pela Warner, juntamente com mais 5 faixas inéditas.
Já faziam parte da banda os seguintes componentes: Renato Barros, Darci Velasco, Amadeu Signorelli, Gelsinho Moraes e Cid Chaves, que permanecem até os dias de hoje.
Nas 11 faixas “ao vivo” temos a oportunidade de reviver alguns dos maiores sucessos conquistados nesta bela trajetória iniciada com o sucesso de “Menina Linda”, versão de Renato Barros para a composição de Lennon & McCartney, “I should have known better”.
As faixas bônus do disco, as 05 canções inéditas gravadas em estúdio, são de uma beleza e excelência ímpar, revelando mais uma vez o grande talento e potencial de criação de Renato e Seus Blue Caps, permitindo a esta famosa banda sua permanência no cenário musical até os dias de hoje.

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Discografia completa neste site:
http://www.jovemguarda.com.br/discografia-renato.php

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A banda atualmente vive o seu melhor momento profissional, fazendo shows pelo Brasil que são um sucesso, teatros sempre lotados, recebendo o carinho de todas as faixas etárias, notadamente o carinho de jovens também.

Teatro Municipal da Tijuca em 21/09/2016

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Smile – Show no Teatro Ópera de Arame em Curitiba – 24/09/2016

Foi tudo construído com muita seriedade, trabalho, organização, verdades, dignidade e um grande amor pela música.
Renato Barros é profissional competente, homem da noite, aprecia a boa música, é fã de Jazz, Sinatra, Nat King Cole e assim como existem vários outros profissionais em diferentes áreas, como ele, aproveitam seu tempo extra com coisas produtivas e proveitosas que acabam beneficiando não só a si próprio mas também à banda como um todo e a muitas pessoas a sua volta.
Como exemplo, podemos citar a própria banda Renato e Seus Blue Caps nos idos de 1959, criada, amamentada, alimentada por ele. Como contamos acima, Renato teve a ideia de se inscrever no programa “Hoje é dia de Rock” primeiro e só depois foi perguntar aos amigos, entre eles seus dois irmãos, se estavam interessados em participar. Alguns toparam e já em 1961 conseguiu a primeira gravação na Copacabana Discos, que foi o LP chamado TWIST com RSBC e mais dois artistas: Reynaldo Rayol e Cleide Alves. Interessante destacar que não tinham um baterista oficial, e o cargo ficava alternando entre Claudio Caribé e Gelson Morais. As datas das gravações foram marcadas porém o baterista com o qual contavam, sumiu, simplesmente preferiu tocar com o cantor Eduardo Araújo no interior de Minas e por lá ficou durante um longo tempo. Tanto que quando voltou, já encontrou o baterista Tony Pinheiro em seu lugar.
Renato recorda o desespero de seu pai e de todos à procura de um baterista, até que uma amiga, a cantora Célia Vilela, que tinha uma irmã, Marlene Vilela, que era namorada do irmão do Tony, resolveu o problema trazendo o Tony para tocar na banda e assim ele se tornou o baterista que mais participou das gravações na CBS no período da Jovem Guarda.
Cid Chaves foi apresentado a Renato pelo seu irmão Paulo Cezar. Houve muito olho grande e muita ausência de talento no decorrer dos tempos, e os únicos integrantes da banda que entraram pelas mãos de Renato foram respectivamente: Erasmo Carlos em 1962 e Michael Sullivan em 1974.
Disse Renato Barros:
_ “Um equivoco que já está se tornando verdade é a tal da “voz principal” da banda. A partir de 1964, Renato e Seus Blue Caps adquiriu o esquema Beatles, onde todos cantavam individualmente ou em vocais, ora Paul, ora John, ora George e até o Ringo. Assim era com eles, ora Paulo César, ora Renato, ora Cid ou em uníssono. Dependíamos muito do timbre que se encaixava melhor nas melodias escolhidas. Eu era o produtor, em comum acordo com o Evandro Ribeiro. Eu cansei de escolher o Paulo Cezar na grande maioria dos solos vocais inclusive nas minhas composições. Eu também cantei alguns dos grandes sucessos, mas reconheço que o Paulo Cezar em maior número. O Cid teve uma participação mais efetiva a partir de Play Boy, já nos anos 70.”
Aos fãs de Renato e Seus Blue Caps,
Não permitam que a história dessa banda tão importante e de tanto sucesso em todo o país até os dias de hoje, seja contada por qualquer um, na maioria das vezes objetivando os seus próprios interesses e frustrações. Muitos podem contar esta historia da forma que quiserem, porém lembrem-se de que Renato Barros ainda está aqui para preservar a verdade. Qual é seu interesse? A resposta é: AMOR PELO QUE FEZ, PELO QUE FAZ E PELO QUE AINDA PRETENDE FAZER.

Na entrevista a seguir, Renato expõe sobre seu gosto musical, que não se restringe apenas ao Rock and Roll, como muitos podem pensar.

“NÃO GOSTARIA DE SER LEMBRADO COMO ROQUEIRO OU COMO UM SIMPLES ARTISTA DA JOVEM GUARDA… FORAM APENAS PORTAS QUE SE ABRIRAM… FORAM IMPORTANTES, POREM NÃO REFLETEM A MINHA VERDADE… GOSTARIA DE SER LEMBRADO COMO “HOMEM DA MÚSICA. INDEPENDENTEMENTE DE GÊNEROS.” (RENATO BARROS)

Nesta outra entrevista, ele fala sobre algumas de suas composições:

Quem duvidar, aqui está ele interpretando Dolores Duran! 😉

E “De volta pro Aconchego” (Dominguinhos e Nando Cordel)

“Quem há de Dizer”, de Lupicínio Rodrigues…

Aqui um pout pourri deste artista completo…

Uma releitura de “A Primeira Lágrima”…

Renato envia Show  POA 3

Qual o astro do Rock que será lembrado pelos Historiadores do Futuro? Neste artigo está a resposta!

Qual o Rock Star que será lembrado pelos Historiadores do Futuro?

O mais importante estilo musical do século 20 será esquecido algum dia e as pessoas provavelmente aprenderão sobre o gênero através de uma figura – mas quem poderia ser esta pessoa?

Por Chuck Klosterman, escritor e jornalista.
23 de maio de 2016
(Um artigo adaptado do livro “But What if We’re Wrong?” a ser publicado em Junho pela Blue Rider Press.

Foto ilustrativo por Sagmeister & Walsh

Foto ilustrativo por Sagmeister & Walsh

Classificar alguém como sendo o “maior sucesso” em qualquer coisa tende a refletir mais a fonte do que o assunto. Portanto, mantenha isso em mente quando eu fizer a seguinte declaração: John Philip Sousa é o músico norte-americano mais bem sucedido de todos os tempos.

A Marcha (***Marching music) é um gênero incontestavelmente duradouro, reconhecível por quase todo mundo que viveu nos Estados Unidos em qualquer época. Ele funciona como um atalho sonoro para qualquer cineasta que espera evocar o final do século 19 e serve como pano de fundo auditivo durante os feriados nacionais, no circo e no futebol americano universitário. Não é música “popular”, mas está enraizada na experiência popular. Não estará menos na moda amanhã do que está hoje.
*** marching music – é um gênero musical escrito para marchar, como no exército; Sousa escreveu as melhores marchas.

E toda essa linguagem musical está agora encapsulada em uma única pessoa: John Philip Sousa. Mesmo a descrição de duas frases mais superficiais da “marching music” inevitavelmente cita-o pelo nome. Não tenho dados sobre isso, mas eu afirmaria que, se fôssemos pedir a toda a população dos Estados Unidos para nomear cada compositor de “marching music” eles poderiam achar que 98 por cento da população nomearia tanto uma única pessoa (Sousa) como absolutamente ninguém. Simplesmente não há separação entre a consciência desta pessoa e a consciência desta música, e é difícil acreditar que isso vá mudar.

Agora, a razão por que isso aconteceu, ou pelo menos a explicação que decidimos aceitar, é que Sousa foi simplesmente o melhor nesta arte. Ele compôs 136 marchas durante um período de seis décadas e é regularmente descrito como o mais famoso músico de sua época. A história de sua vida e carreira está introduzida no currículo educacional dos Estados Unidos no nível fundamental. (Eu aprendi sobre Sousa pela primeira vez na quarta série, um ano antes de memorizarmos as capitais dos estados.) E isso, ao que parece, é como funciona o fluxo da memória musical. Como a linha do tempo avança, artistas tangenciais de toda e qualquer área tendem a desaparecer do radar coletivo até que apenas uma pessoa permaneça; o significado daquele indivíduo é então exagerado, até que o gênero e a pessoa se tornam intercambiáveis. Às vezes isso é fácil de prever: Eu não tenho absolutamente nenhuma dúvida de que a memória que o mundo inteiro tem de Bob Marley terá eventualmente a mesma força e familiaridade que a memória do próprio Reggae em si tem no mundo.

Mas visualizando este processo com o Rock é mais difícil. Quase tudo pode ser rotulado como “rock”: Metallica, ABBA, Mannheim Steamroller, um corte de cabelo, um amortecedor. Se você é um advogado tributarista bem sucedido que possui uma banheira de hidromassagem, os clientes vão se referir a você como sendo um “rock-star C.P.A.” ao descrever o seu negócio para seus vizinhos menos afortunados. A música que define a primeira metade do século 20 é o jazz; a música que define a segunda metade do século 20 é o rock, mas com uma ideologia e saturação muito mais difundida. Somente a televisão supera sua influência.

E praticamente a partir do momento em que ele surgiu, as pessoas que gostavam de rock insistiam em dizer que ele estava morrendo. O crítico Richard Meltzer supostamente alegou que o rock já estava morto em 1968. E ele estava errado na mesma proporção de que estava certo. O engano de Meltzer é óbvio e não requer explicação, a menos que você honestamente ache que “Purple Rain” é horrível. Mas sua retidão é mais complicada: O Rock está morto, no sentido de que a sua “vitalidade” é uma afirmação subjetiva baseada em qualquer critério que o ouvinte se preocupe em ter.
É por isso que o significado essencial do rock permanece sendo uma coisa plausível para o debate, assim como o valor relativo das grandes figuras dentro desse sistema (The Doors, R.E.M., Radiohead). Ele ainda projeta a ilusão de um universo contendo multidões. Mas isso não vai parecer assim daqui a 300 anos.

O valor simbólico do Rock está baseado em conflitos: Ele surgiu como sendo um subproduto da invenção dos adolescentes do pós Segunda Guerra Mundial, sonorizando um período de 25 anos quando o espaço entre gerações era totalmente real e comumente muito grande. Essa dissonância deu ao Rock um distintivo, o de não ter importância musical, durante um longo tempo.
Mas aquele tempo passou.
O Rock, ou pelo menos a ante temática, a metafórica versão do grande Rock, o Hard Rock Cafe, tornou-se socialmente mais acessível, porém socialmente menos essencial, sincronicamente acorrentado pelas suas próprias limitações formais. Sua recessão cultural está entrelaçada com a sua absorção cultural. Como resultado, o que fica pra nós é um gênero musical orientado para os jovens que:
a) não é simbolicamente importante;
b) falta potencial criativo;
c) não tem qualquer laço específico para os jovens. Ele concluiu sua trajetória histórica.
O que significa que, eventualmente, vai existir principalmente como um exercício acadêmico. Vai existir como sendo algo que as pessoas terão que receber ensinamentos para sentir e compreender.

Fico imaginando uma sala de aula de faculdade daqui a 300 anos, em que um professor de “hip” está liderando um tutorial repleto de estudantes. Esses alunos se relacionam com o Rock com tanta frequência quanto o fazem com a música da Mesopotamia: É um estilo que eles aprenderam a reconhecer, mas apenas um pouco (e somente porque eles tiveram essa aula específica). Ninguém na sala consegue nomear mais do que duas canções de rock, exceto o professor. Ele explica a estrutura sonora de rock, suas origens, a maneira como serviu de momento cultural e como ele deu forma e definiu três gerações de uma superpotência global. Ele mostra para a classe uma foto, ou talvez um holograma, de um artista que tenha sido selecionado intencionalmente a resumir todo o conceito. Para esses alunos do futuro, essa simples imagem define o que foi o Rock.

Então, qual seria esta imagem?

Certamente, há uma resposta para esta hipótese e sentimos que ela é imediata e sensível: The Beatles.

Há uma lógica em todos os pontos para o domínio deles. Eram a banda mais popular do mundo durante o período em que estavam ativos e hoje são apenas um pouco menos populares, cinco décadas depois. Os Beatles definiram o conceito do que um “grupo de rock” era suposto ser, e todos os grupos de rock subsequentes são (consciente ou inconscientemente) moldados de acordo com o modelo que eles naturalmente incorporaram. A aparição deles em 1964 no programa “The Ed Sullivan Show” é regularmente citada como sendo a gênese para outras bandas que eles indiscutivelmente inventaram na cultura da década de 1970, uma década quando eles não estavam mais juntos. Os Beatles sem dúvida inventaram tudo, inclusive a própria noção do fim de uma banda. Ainda há coisas sobre os Beatles que não podem ser explicadas, e chega quase ao ponto do sobrenatural: a forma como a sua música ressoa para as crianças, por exemplo, ou a maneira como ressoou para Charles Manson. É impossível imaginar um outro grupo de rock onde metade dos seus membros enfrentaram tentativas de assassinato não relacionadas entre si.

Em qualquer mundo razoável, os Beatles seriam a resposta para a questão: “Quem será o Sousa do rock?”
Mas o nosso mundo não é razoável. E a forma como esta pergunta será feita amanhã não será (provavelmente) da mesma maneira que gostaríamos de perguntar hoje.

Na cultura Ocidental, praticamente tudo é compreendido através do processo de contar histórias, muitas vezes em detrimento da realidade. Quando nós recontamos uma história, a tendência é usarmos a experiência de vida de uma pessoa – a “viagem” de um “herói” em particular, no jargão do mitólogo Joseph Campbell, como sendo um prisma para a compreensão de todo o resto. Essa inclinação trabalha em detrimento comum para a escolha dos Beatles. Mas isso faz surgir duas outras figuras: Elvis Presley e Bob Dylan.
Os Beatles são o grupo mais significativo, mas Elvis e Dylan individualmente são as pessoas mais em alta, tão eminentes que eu não precisaria necessariamente citar o sobrenome de Elvis ou o primeiro nome de Dylan.
Ainda assim, nenhum deles é uma manifestação ideal do rock enquanto um conceito.

Vem sendo dito que Presley inventou o rock and roll, mas ele na verdade encenou uma forma de “pre-rock” primordial que muito mal se assemelha à estética do pós “Rubber Soul” que veio a definir o que essa música é. Além disso, ele saiu da cultura do rock relativamente cedo; ele estava praticamente fora do jogo por volta de 1973. Por outro lado, a carreira de Dylan abrange a totalidade do rock. No entanto, ele nunca fez um álbum que “balançasse” em nenhum dos campos convencionais (o álbum ao vivo “Hard Rain” provavelmente foi o que chegou mais perto). Mesmo assim, essas pessoas são pessoas do Rock. Ambos são parte integrante do núcleo da empresa e influenciaram tudo o que temos visto para entender sobre a forma (incluindo os próprios Beatles, um grupo que não teria existido sem Elvis e não teria perseguido a introspecção, sem Dylan).

Em 300 anos, a ideia de “rock music” sendo representada por uma dupla combinação de Elvis e Dylan seria equitativa e estranhamente precisa. Mas a passagem do tempo torna esta ideia progressivamente mais difícil. É sempre mais fácil para uma cultura manter uma história em vez de duas, e as histórias de Presley e Dylan quase não se cruzam (eles supostamente se encontraram apenas uma vez, em um quarto de hotel de Las Vegas). Enquanto escrevo esta frase, a estatura social de Elvis e Dylan parece semelhante, talvez até mesmo idêntica. Mas é inteiramente possível que um deles será descartado com o passar do tempo. E se isso acontecer, a consequência será enorme. Se admitirmos que a “trajetória do herói” é a história “de facto” através da qual nós entendemos como história, as diferenças entre estes dois heróis iria alterar profundamente a descrição do que “rock music” supostamente significa.

Se Elvis (menos Dylan) fosse a definição de Rock, então o Rock seria lembrado como showbiz.
Assim como Frank Sinatra, Elvis não escrevia canções; ele interpretava canções que foram escritas por outras pessoas (e como Sinatra, ele fazia isso brilhantemente). Mas se removermos do Rock a centralidade da composição, a equação altera radicalmente o resultado. O Roch torna-se uma arte da apresentação (performance), onde o significado de uma canção importa menos do que a pessoa que está cantando ela. Torna-se uma personalidade musical, e as qualidades dominantes da personalidade de Presley – sua sexualidade, sua masculinidade, seu carisma maior-que-sua-vida, tornam-se os significados dominantes do que era Rock. Seu declínio físico e a morte reclusa tornam-se uma alegoria para a cultura como um todo. A reminiscência do gênero Rock adota um tom trágico, pontuado por gula, drogas e o roubo consciente da cultura negra por oportunistas brancos.

Mas se Dylan (menos Elvis) tornar-se a definição de Rock, tudo se inverte. Nesta contingência, a autenticidade lírica torna-se tudo; O Rock estaria de alguma forma calcificado como um ofício intelectual, interligado com a tradição do folclore popular. Seria lembrado muito mais como algo político do que realmente era, e significativamente mais político do que o próprio Dylan.
O fato de que Dylan não tem uma forma convencional do que se chama “boa” voz pra cantar, torna-se prova retrospectiva que o público do Rock priorizava a substância acima do estilo, e o retrato de sua trajetória de sete décadas iria alinhar com a versão mais romântica de como uma coleção eclética de estados autônomos, eventualmente, tornou-se um lugar chamado “América”.

Estas são as duas melhores versões deste processo em potencial. E ambas são falhas.
Há, naturalmente, uma outra maneira de considerarmos como essas coisas poderão se desenrolar, e poderia se aproximar mais à forma como as histórias são verdadeiramente construídas. Estou criando uma realidade binária onde Elvis e Dylan começam a corrida para a posteridade como iguais, só que um dos corredores sofrerá uma queda e vai desaparecer. Aquele que permanecer “vence” de acordo com o padrão (e talvez isso aconteça). Mas também pode funcionar em sentido inverso. Uma situação mais plausível é a de que as pessoas do futuro vão decidir ao acaso como querem lembrar o Rock, e o que quer que eles decidam vai determinar quem será declarado o arquiteto do Rock. Se a memória construída for uma caricatura de um cabeludo em uma arena de rock, a resposta é provavelmente Elvis; se for uma aparição flutuante e irreal de uma radiografia (hagiography) punk, a resposta provavelmente será Dylan. Mas ambas as conclusões nos direcionam de volta à mesma recalcitrante pergunta: O que nos faz lembrar as coisas que lembramos?

Em 2014, o historiador do Jazz Ted Gioia publicou um breve ensaio sobre crítica de música que ultrajou uma classe de críticos de música perpetuamente indignados. A afirmação de Gioia foi que escrever música no século 21se transformou em um formulário jornalístico de estilo de vida que ignora deliberadamente os detalhes técnicos da música em si. Muitos críticos levaram para o lado pessoal este ataque e acusaram Gioia de desvalorizar a vocação deles. O que é estranho, considerando o grau colossal de poder que Gioia atribui aos revisores de gravação: Ele acredita que os especialistas são as pessoas que galvanizam a história. Críticos não têm quase nenhum impacto sobre qual música será popular em qualquer dado momento, mas eles estão extraordinariamente bem posicionados para ditar qual música será reintroduzida após a sua popularidade ter diminuído.

“Com o tempo, os críticos e historiadores irão desempenhar um papel maior em decidir qual a fama que perdura”, escreveu-me Gioia em um email. “Fatores comerciais terão menos impacto. Eu não vejo por que Rock e Pop seguirão qualquer trajetória diferente da do Jazz e do Blues.”
Ele acertou vários exemplos ilustrativos: Ben Selvin superou Louis Armstrong nos anos 1920.
Em 1956, Nelson Riddle e Les Baxter superaram “quase todo rock ‘n’roll star que não fosse chamado Elvis,” mas eles foram praticamente apagados do registro público. Um ano depois disso, o cantor gay enrustido Tab Hunter era maior que Jerry Lee Lewis e Fats Domino, “mas os críticos e historiadores da música odeiam canções sentimentais de amor. Eles construíram uma perspectiva que enfatiza a ascensão do rock e empurra tudo o mais para o fundo do quintal. Roqueiros transgressivos, em contraste, desfrutam de fama duradoura.” Ele aponta para uma versão contemporânea desse fenômeno: “Neste momento, a música de dança eletrônica provavelmente supera o hip hop. Isso é idêntico ao do punk contra o comércio do disco na década de 1970. Minha previsão: a irritante música hip hop vai ganhar o jogo da fama a longo prazo, enquanto E.D.M. será vista como outra mania estúpida de dança.”

Gioia toca em uma variedade de ideias voláteis aqui, particularmente a memória desmedida da arte transgressora. Seu exemplo é a divisão contraditória entre punk e disco: Em 1977, a trilha sonora para o disco “Saturday Night Fever” e dos Sex Pistols “Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols”, foram ambas lançadas. A trilha sonora de “Saturday Night Fever” já vendeu mais de 15 milhões de cópias; para “Never Mind the Bollocks” demorou 15 anos para receber platina. No entanto, praticamente todos os historiadores pop elevaram a importância dos Pistols acima daquela dos Bee Gees. No mesmo ano os Sex Pistols finalmente venderam a cópia milionésima de sua estreia, a revista SPIN colocou-os em uma lista das sete maiores bandas de todos os tempos. “Never Mind the Bollocks” faz parte da biblioteca de gravações da Casa Branca, supostamente levado por Amy Carter pouco antes de seu pai perder para Ronald Reagan. A reputação do álbum melhora pelo simples fato de existir: Em 1985, a publicação Britânica NME classificou-o como o 13º maior álbum de todos os tempos; em 1993, a NME fez uma nova lista e decidiu que agora ele merecia ser classificado em terceiro lugar. Isto tem tanto a ver com sua identidade transgressora quanto com a sua integridade musical. O álbum é abertamente transgressivo (e, portanto, memorável), enquanto o “Saturday Night Fever” foi enquadrado como um totem pré-fabricado de uma cultura fácil (e, portanto, esquecível).
Por mais de três décadas, isso tem sido o consenso esmagador.

Mas tenho notado – apenas nos últimos quatro ou cinco anos – que este consenso está mudando. Por quê? Porque a definição de “transgressivo” está mudando. Não é mais apropriado para descartar disco como superficial. Cada vez mais, reconhecemos como o disco de forma latente empurrou gay, cultura urbana em suburbia branca, que é uma transgressão mais significativa do que ir a um talk show da TV Britânica e xingar o anfitrião. Assim, é possível que a polaridade punk-disco acabará por virar? Sim. É possível que todos pudessem decidir inverter de como nos recordamos do ano de 1977. Mas há ainda uma outra etapa aqui, além daquela inversão hipotética: a fase em que todo mundo que era favorável ao punk e disco estará morto e enterrado, e ninguém estiver presente para contradizer como aquele momento era sentido. Quando isso acontece, o debate sobre transgressões congela e tudo o que resta é a música. O que significa que o Sex Pistols poderia ganhar de novo ou talvez eles sofram perda maior, dependendo do juiz.

“Há uma parte do meu cérebro impulsionada pela justiça que acredita – ou precisa acreditar – que o creme sobe ao topo, e que o melhor trabalho perdura em virtude de sua bondade”, argumenta a compositora Amanda Petrusich, autora de “Do Not Sell at Any Price – Não Venda por qualquer preço”, um mergulho no mundo obsessivo dos colecionadores de discos de 78 rpm. “Essa música torna-se emblemática porque é a mais eficaz. Quando penso no Rock e quem possa sobreviver, imediatamente penso nos Rolling Stones. Eles são uma banda que soa como o que nós todos decidimos que seja o som que o rock ‘n’roll deve soar, ou seja, solto e selvagem. A história deles reflete aquele efeito e som: solto e selvagem. Além disso, eles são bons.”

Isso é verdade. Os Rolling Stones são bons, mesmo quando eles lançam discos como “Bridges to Babylon.” Eles sobrevivem a todas as bandas que já competiram com eles, com vendas de álbuns da carreira superiores à população atual do Brasil. Do ponto de vista de credibilidade, os Rolling Stones são irrepreensíveis, independentemente de como eles escolhem a forma de se promoverem: Eles se apresentaram no Super Bowl em um comercial da Kellogg e em um episódio de “Beverly Hills, 90210.”
O nome da maior revista de música sobre Rock foi inspirado em parte pela mera existência da banda. Os membros do grupo têm enfrentado prisões em vários continentes, encabeçaram o concerto mais desastroso na história da Califórnia e classificaram-se (com surpreendentemente poucos argumentos) como “a maior banda de rock and roll do mundo” desde 1969.
Trabalhando sob a premissa de que a memória coletiva do Rock deve se encaixar com o artista que mais precisamente representa o que o Rock realmente foi, os Rolling Stones são uma forte resposta.

Mas não é a resposta final.

A NASA enviou a nave Voyager I para o espaço em 1977. Ela ainda está lá, para sempre fugindo da tração da Terra. Nenhum objeto feito pelo homem jamais viajou mais longe; ela cruzou a órbita de Plutão em 1989 e atualmente está em órbita no deserto interestelar. A esperança era que este navio acabaria por ser descoberto por extraterrestres inteligentes, por isso a NASA incluiu uma compilação do álbum feita de ouro, juntamente com um esboço rudimentar de como tocá-lo com um estilete. Uma equipe liderada por Carl Sagan fez a curadoria do conteúdo do álbum.
A gravação, se tocada pelos alienígenas, é suposto refletir a diversidade e o brilho da vida terrena. Isto, obviamente, pressupõe um monte de esperanças insanas: que a nave de alguma forma seja encontrada, que a nave de alguma forma ficará intacta, que os alienígenas que acham que será remotamente humano, que esses alienígenas remotamente humanos absorverão estímulos tanto visualmente como sonoramente e que estes alienígenas ainda não estarão escutando as oito faixas.

Mas isso não é garantia de que uma canção de rock irá existir mesmo se a terra for espontaneamente engolida pelo sol: “Johnny B. Goode”, de Chuck Berry. A canção foi defendida por Ann Druyan (que mais tarde se tornaria a esposa de Sagan) e Timothy Ferris, um cientista escritor e amigo de Sagan que contribuiu para a revista Rolling Stone. De acordo com Ferris, que de fato foi o produtor do álbum, o folclorista Alan Lomax era contra a seleção de Berry, baseado no argumento de que o Rock era muito infantil para representar as maiores conquistas do planeta. (Estou assumindo que Lomax não estava também fortemente envolvido tanto com o debate sobre o Sex Pistols quanto com “Saturday Night Fever”).
“Johnny B. Goode” é a única canção de rock no disco da Voyager, embora algumas poucas outras músicas também tenham sido consideradas. “Here Comes the Sun” foi uma candidata, e todos os quatro Beatles queriam que ela fosse incluída, mas nenhum deles possuía os direitos autorais da canção, por isso ela foi removida por razões legais.

O fato de isso ter acontecido em 1977, também foi relevante para a seleção da canção. “Johnny B. Goode” tinha 19 anos naquele ano, o que a fez parecer distinta, quase pré-histórica, na época. Eu suspeito que a razão principal de “Johnny B. Goode” ter sido escolhida é que ela parecia ser uma faixa razoável para a seleção. Mas era mais do que razoável. Ela foi, tanto deliberada ou acidentalmente, o melhor artista possível para a NASA selecionar. Chuck Berry pode muito bem tornar-se o artista que a sociedade vai selecionar quando o Rock for retroativamente reconsiderado pelos netos dos seus netos.

Vamos supor que todos os componentes individuais do Rock se quebrem e se dissolvam, deixando para trás um resíduo nebuloso que categorize o rock ‘n’ roll como sendo uma coleção de tropos memoráveis. Se isso transparecer, os historiadores irão reconstituir o gênero como um quebra-cabeça. Eles vão olhar para aqueles tropos como se olha um terno e tentar decidir quem se encaixa melhor nele. E que teoricamente o terno foi adaptado para o corpo de Chuck Berry.

O rock é música simples, direta, baseada no ritmo. Berry fez música simples, direta, baseada no ritmo.

O Rock é música negra integrada por músicos brancos, particularmente músicos brancos da Inglaterra. Berry é um homem negro que diretamente influenciou Keith Richards e Jimmy Page.

O Rock está preocupado com o sexo. Berry era um viciado em sexo cujo único single No. 1 Americano era sobre tocar com seu pênis.
O Rock é sem lei. Berry foi preso duas vezes antes de completar 40 anos.

O Rock está ligado ao mito e lenda (tanto assim que o declínio da proeminência do Rock coincide com o surgimento da Internet e a destruição do contador de anedotas). Berry é objeto de várias lendas urbanas, várias das quais podem realmente ser verdadeiras e que muitas vezes parecem envolver baixaria, violência e defecação sexual.

“Se você quiser dar ao Rock and Roll outro nome”, diz a famosa frase de John Lennon, “você pode chamá-lo de Chuck Berry.”

Essa citação é o mais próximo que chegamos a um completo cenário de Sousa, onde a pessoa e a coisa são ideologicamente permutáveis. A personalidade de Chuck Berry é a destilação mais pura do que entendemos ser o Rock. As músicas que ele fez são essenciais, porém secundárias a quem ele foi e por que ele as fez.
Ele é a própria ideia.

Chuck Klosterman, escritor e jornalista
Traduzido por: Lucinha Zanetti

Fonte: The New York Times Magazine, 23 de maio de 2016