George Harrison 70 (Liverpool, 25 de fevereiro de 1943 — Los Angeles, 29 de novembro de 2001)

“Foram necessários quase dois anos para que Harry conseguisse um emprego estável. Ele começou a trabalhar na Liverpool Corporation como condutor de bonde de linha Speke-Liverpool; então surgiu uma vaga inesperada de motorista de ônibus, que ele agarrou com unhas e dentes. Harry adorou o emprego desde o primeiro dia em que se sentou ao volante, e em nenhum dia durante seus 31 anos de serviço deixou de ver aquela obrigação profissional como algo sagrado. Isso implicava adotar uma postura diferente da habitual: seu rosto alongado, sempre bem-humorado no convívio social, adotava a expressão séria e impávida de uma rocha no trabalho. Paul McCartney, que freqüentemente tomava o ônibus de Harry, lembra-se de ficar “um tanto impressionado com o ar grave dele”, tendo em vista que conhecia todos os passageiros pelo nome, e com a frieza com que os tratava.
Dois anos depois, Louise teve outro filho, Peter, e mais dois anos se passaram até o nascimento de George Harold, em 25 de fevereiro de 1943, que viria completar a família Harrison.
George era uma criança extremamente bonita – de cabelos e olhos pretos, pele alva como leite e queixo estreito que lembrava muito o do pai, que rapidamente desenvolveu o tipo de armadura forte e interiorizada que os caçulas, alvo das provocações que os irmãos mais velhos geralmente adotam.”
(Biografia The Beatles, por Bob Spitz – Pág. 117)
…..
George recebeu o apelido de Geo (pronuncia-se Joe (djô).

Já se vai longe o dia em que, aos 22 anos incompletos, George casa-se com Pattie Boyd, 21, no Cartório de Registro Civil de Epsom.
Casamento de GH e Pattie

Casamento de GH e Pattie 2

Era o dia 21 de janeiro de 1966, e George se casava com Patricia Anne Boyd no cartório Learherhead & Esher em Surrey; Paul e Brian foram os padrinhos.

Pattie e George

Havia sido sua semelhança com Brigitte Bardot que primeiro atraiu os olhares de Harrison para ela no set de filmagens do filme A Hard Day´s Night, no qual Pattie fazia um pequeno papel. Porém, ele teve que ser persistente, pois ela já estava comprometida com outro naquela época.

O casaco vermelho de pele de raposa usado por Pattie, uma criação de Mary Quant, foi um presente de casamento de George; o presente dela pra ele foi um aparelho (wine goblets) estilo George III.

Patttie e o casaco vermelho

Na foto abaixo, o “remanescente Beatle solteiro” beija a noiva.

Paul beijando a noiva

John e Ringo ainda estavam em férias em West Indies e enviaram um telegrama de felicitações.

George beija a noiva

A mãe de George achava que seu filho havia se casado com uma cozinheira perfeita. Quando perguntada sobre se ela sabia cozinhar, Pattie disse:

_ “Eu adoro cozinhar e estou pensando o que vou preparar para a refeição de George no domingo”.

A feliz noiva revelou que iria continuar modelando, mas não tanto quanto fazia antes do casamento.

Na foto abaixo, George e Pattie aparecem de partida para Barbados, duas semanas antes do casamento deles.

George disse: “Será mais um feriado do que uma lua-de-mel” (“More of a holiday than a honeymoon”).

Lua de mel 1

Lua de mel 2

Mas, como tudo na vida passa, passou também o casamento cheio de glamour com Pattie Boyd, mas ele conheceu Olivia Trinidad Arrias…

Olivia e George

… que lhe deu o filho Dhani…

Olivia George e Dhani

Familia GH

“All Things Must Pass”, e George se foi… “Isn’t it a Pity”?

God Bless You George! Hare Krishna!

GH

"Muitos falam do artista e músico que George foi, também destaco a pessoa humanitária que ele era, consciente de seu dever social e político. E não cito isso, apenas por ter partido dele a ideia de fazer um show beneficente em prol dos flagelados de Bangladesh, aliás, considerado o primeiro show destinado à solidariedade, ou seja, sem fins lucrativos. Ao longo da sua vida, George fez muito mais, sem falar que era uma pessoa espiritualista, que buscava sempre uma resposta para as questões que o afligia. Aflições essas que muitas vezes nós também temos, e que em suas músicas descrevem cada momento delas, como em "Just For Today", do ótimo álbum Cloud Nine (1987), por exemplo. Paralelo a isso, tivemos também um George bem humorado, espirituoso até mesmo diante de casos que o denegriam, como no suposto plágio a "My Sweet Lord", que ele brincou ao compôr "This Song", do bom 33 e 1/3, de 1976. Enfim, do início rebelde ao lado do Beatles, ao seu final sensível e belo, como no álbum Brainwashed, George nos presenteou com belos trabalhos e composições. Coloco abaixo um desenho dele feito por mim em 2006 e que representa um pouco tudo o que George sempre passou para mim, um homem íntegro e de grande espiritualidade. Também tento seguir para minha vida o seu exemplo." (Por Jorge Washington, desenho e texto - 2006)

“Muitos falam do artista e músico que George foi, também destaco a pessoa humanitária que ele era, consciente de seu dever social e político. E não cito isso, apenas por ter partido dele a ideia de fazer um show beneficente em prol dos flagelados de Bangladesh, aliás, considerado o primeiro show destinado à solidariedade, ou seja, sem fins lucrativos. Ao longo da sua vida, George fez muito mais, sem falar que era uma pessoa espiritualista, que buscava sempre uma resposta para as questões que o afligia. Aflições essas que muitas vezes nós também temos, e que em suas músicas descrevem cada momento delas, como em “Just For Today”, do ótimo álbum Cloud Nine (1987), por exemplo. Paralelo a isso, tivemos também um George bem humorado, espirituoso até mesmo diante de casos que o denegriam, como no suposto plágio a “My Sweet Lord”, que ele brincou ao compôr “This Song”, do bom 33 e 1/3, de 1976. Enfim, do início rebelde ao lado do Beatles, ao seu final sensível e belo, como no álbum Brainwashed, George nos presenteou com belos trabalhos e composições. Coloco abaixo um desenho dele feito por mim em 2006 e que representa um pouco tudo o que George sempre passou para mim, um homem íntegro e de grande espiritualidade. Também tento seguir para minha vida o seu exemplo.” (Por Jorge Washington, desenho e texto – 2006)

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klaus Voorman conta como foi seu último encontro com George Harrison!

Recebi recentemente um trecho em inglês do livro escrito por Klaus Voorman, intitulado “Warum spielst du Imagine nicht auf dem weissen Klavier, John?” e por enquanto disponível apenas em alemão, onde ele narra a última vez em que esteve com o amigo George Harrison.
(Agradeço a Lizzie Bravo por ter enviado o texto via E.mail)

George Harrison - 25-02

Foto enviada por Anita Sasso

Esta parte do livro é realmente muito triste e de cortar o coração de qualquer pessoa, ainda mais o nosso, que gostamos tanto de George Harrison, que se ainda estivesse entre nós, amanhã, 25 de fevereiro de 2013, estaria fazendo 70 anos!

Klaus refere-se no texto à última foto que ele tirou de George e o quanto fica triste quando olha pra ela…
George e Olivia

“Depois do nosso pequeno passeio pelo jardim nós nos sentamos por ali juntos durante um longo tempo e ele queria saber como estava indo a minha família. Ele sempre perguntava sobre eles, era importante para ele saber se tudo estava bem de verdade.
“Como está Christina, ela ainda tem aquela organização de ajuda com os Sioux”? George sabia dos problemas dos Índios Americanos nos Estados Unidos. O irmão de Olivia trabalhava como professor com os Navajos e ambos sabiam das condições catastróficas nas reservas dos índios.
“Sim, parece ser algo como um destino na vida dela.”
George assentiu. “Sim, isso acontece com algumas pessoas e depois elas não conseguem mais fazer outra coisa.
Na verdade, cada um de nós tem um papel a desempenhar na terra, mas apenas poucas pessoas sabem disso. A maioria acha que só estamos aqui para ganhar muito dinheiro muito rapidamente e caminhar pelo lado ensolarado da rua. O que Christina faz certamente não é fácil mas é admirável. De onde vem o dinheiro para o projeto?”
Eu sempre ficava encantado ao ver como George ia fundo quando o assunto lhe interessava. Eu contei a ele sobre os problemas momentâneos em obter dinheiro suficiente, e que Christina queria ir às reservas dentro de quatro semanas com uma equipe de especialistas em construir outro prédio para os jovens. Eu disse a ele que os índios cresciam rápido.
George riu. “Você não quer dizer a marca que você fuma, quer?”
Ele sabia exatamente o que eu queria dizer. Nós conversamos sobre o quanto cada um poderia fazer com este material ecológico: roupas, materiais de construção, papel. Quando eu contei a ele a estória sobre como o FBI havia ceifado os campos poucos dias antes da colheita no verão anterior, ele não podia acreditar. “Isso é impossível. Eu pensei que as reservas não estivessem ligadas a eles. O DEA e o FBI não deveriam estar roçando em outro lugar?” Coisas desleais, deixavam George louco da vida.
“Sim, e é por isso que ela quer isolar este prédio de jovens do outro, misto. Na Alemanha, perto de Karlsruhe, há uma empresa que faz materiais de acabamento de todo tipo. Eles doariam todo o material, mas falta dinheiro para a organização fazer o transporte.”
“Quanto custa”? perguntou George.
“Nós temos uma oferta de uma empresa de mudança. Por volta de cinco mil dólares. É muito dinheiro, mas tem um valor simbólico para os Indios, mostrar o que seria possível se os campos tivessem sido deixados para eles.”
“Ligue para Christina. Ela deve me passar um fax com a oferta. Eu tenho bons contatos com as empresas inglesas de mudanças. Talvez eu possa ajudá-los e obter uma oferta melhor.”
Liguei imediatamente para Chrstina e ela, claro, ficou exultante. Qualquer oferta mais barata seria mais do que bem vinda.
Quando cheguei em casa, Christina já me saudou com um largo sorriso na face. O que aconteceu? Christina havia, como conversado, passado o fax da oferta para George. Duas horas mais tarde, seu assistente ligou com a solicitação a ser enviada para o número da conta bancária da organização de Christina, a Lakota Village Fund.
“George quer pagar pelos custos do transporte.”
“Mas ele apenas queria encontrar um serviço mais barato pra nós!” Christina estava sem palavras.
“Não estou sabendo de nada. Ele me disse para enviar o dinheiro para o transporte imediato. Boa sorte, Christina.”

Bem, este era George. E não somente ele, mas este era o jeito que todos os quatro membros dos Beatles costumavam ser. Eles ajudavam e davam suporte a coisas as quais o público nunca, jamais soube a respeito.
Algumas poucas semanas mais tarde, George ligou novamente. Ele estava em Going (região montanhosa localizada na Áustria), mas nesta hora não estava em um Hotel, mas sim na casa de seu amigo Gerhard Berger. Eu havia ficado muito preocupado, por que havido saído muitas reportagens na imprensa sobre sua fraca saúde. Eu sabia que ele estava na Suiça, vendo um especialista, mas ninguém sabia contar-me realmente o que estava havendo com o meu amigo. Sua ligação telefônica me confortou, por que era a mesma velha voz, seguida de seus típicos comentários, secos e cheio de humor. Então eu dirigi de volta para a Áustria, mas desta vez com um estranho sentimento no estômago. O que eu poderia esperar? Em Going (região montanhosa na Áustria) havia um trecho relativamente longo de estrada com montanhas de pequeno porte, até se chegar a uma casa típica no estilo pseudo alpino. Fui levado até a casa por um empregado. Olivia estava trabalhando no computador. Quando ela me viu, foi em minha direção. Ela parecia triste e me pediu para seguí-la até lá fora no terraço. Fazia um maravilhoso dia ensolarado, e tínhamos uma bonita vista da montanha chamada “Wilder Kaiser”. Olivia tentou preparar-me para tudo, gentilmente. Esperamos por mais de uma hora por George. Ele entrou na casa, vindo lá de fora, e usava um chapéu na cabeça. Seu rosto e corpo pareciam inchados. Resultado de todas as terapias. Sua risada e olhos brilhantes não deixavam você pensar que havia ali um homem muito doente. Ele sentou-se próximo a mim e eu evitei a pergunta idiota “como vai”. Não era necessário perguntar isso a ele. Ele começou a conversar sobre sua saúde sem nenhum aviso.
“Não é tão ruim assim, Klaus. Estou bem. Os médicos fizeram de tudo e eu vou ficar bom de novo. Acredite-me. Exceto que acho que eu deveria trocar de cabelereiro.”
Rindo, ele tirou seu chapéu e mostrou a cabeça, que estava coberta com alguns fios de cabelo de diferentes comprimentos.
“Que tipo de câmera é aquela que você tem aí, acho que tenho a mesma. Deixe-me ver.”
Como se não tivesse percebido a minha mudez, George continuou conversando e tomou a câmera digital da minha mão, que eu tinha comprado poucas semanas atrás em Londres. Conversamos sobre ela por instantes e George mostrou-me algumas dicas das coisas que se poderia fazer com ela.
George não era apenas um excelente motorista, ele também era dedicado ao automobilismo. Ele tinha uma porção de amigos no cenário automobilístico, porém ele não suportava Michael Schumacher. Ele sempre reclamava na frente da televisão quando Schumacher competia numa corrida. Neste dia também, enquanto assistíamos a um show ao vivo da Corrida de Fórmula 1 na casa de Gerhard Berger.

“Empurre-o pra fora da pista!” ele gritava cada vez que Schumacher ultrapassava um de seus colegas. Eu sempre me divertia com isso. George, que costumava ser sempre quieto e pacifico, com a Fórmula 1 e principalmente com Schumacher, ele ficava furioso. Nada podia tirá-lo da frente da tela da TV. Ele mal olhou quando eu acidentalmente esbarrei em um grande vaso de flor e inundei a sala do Gerhard Berger.
Quanto mais tempo eu passava com George aquela tarde, mais ele me convencia de que estava ficando cada vez melhor. Ele tinha grandes planos, queria fazer algumas mudanças necessárias na Apple.
“Irrita-me ver que o mundo inteiro quer ganhar dinheiro às nossas custas, e nós não podemos administrar pra obtermos juntos, um conceito descente de propaganda (merchandising).”
Eu sabia o que ele queria dizer. O assunto “merchandising” tem sido um problema desde Brian Epstein. Ele subestimou o assunto naquela época.
Depois de poucas horas, nós dois nos sentimos como se estivéssemos fazendo um agradável passeio. Caminhamos pelos campos levemente montanhoso, mas George só podia caminhar bem devagar. Tínhamos que parar várias vezes. Sua respiração tensa demonstrava que ele estava na verdade muito fraco para isso, mas nós queríamos continuar o passeio. Ou será que ele estava só fingindo ser um homem carregado de energia?
Seu convite foi seu secreto adeus a mim. Ele queria ter algumas horas agradáveis comigo, rir, planejar e dar-me conselhos para o futuro.
“Quando você vai finalmente escrever seu próprio livro? Você vivenciou demais. Qualquer idiota que apenas apertou nossas mãos sente a necessidade de escrever um livro sobre nós. Por que não você, Klaus?”
“Por que qualquer idiota faz isso. Pra mim seria como uma traição. Todos iriam dizer: claro, agora aí vem o Voormann também.”
George olhou pra mim sem acreditar. “Não fale asneiras, Klaus. Você não tem que escrever sobre o tamanho do meu pau. De qualquer forma, o que você acha que devemos fazer? Ou todo o pessoal da Apple: Neil por exemplo. Há pessoas demais ganhando dinheiro usando o mito dos Beatles. É por isso que me incomoda que não possamos organizar nosso conceito de “merchandising”.
George estava respirando como uma locomotiva, e tivemos que nos sentar no chão de novo, de forma que ele pudesse se recuperar. Estávamos ambos deitados na grama olhando para o céu.
“Você sabe, a morte na verdade não é nada especial, nem boa nem má. É apenas um veículo que nos leva ao próximo passo ou nível.”
Ele falava sobre a morte da mesma forma que outros falam de comida ou bebida.
“Já estou aqui tempo suficiente. O que mais eu vou querer. Tenho vivido uma vida privilegiada. Já experimentei de tudo que alguém pudesse experimentar. Se eu for chamado pra ir embora agora, então é a hora certa. Acredite-me, não estou com medo.” E enquanto ele falava sobre isso, nós dois olhávamos as nuvens se movendo e passando por nós no céu azul. O humor era cheio de paz e também um pouco feliz. Caminhamos de volta vagarosamente, e ele me contou sobre sua nova casa adquirida na Suiça e o pequeno estúdio onde ele poderia trabalhar. De volta à casa, nós dois esperávamos ansiosos por uma xícara do “velho e bom Inglês”.
“Venha”, disse ele depois de alguns instantes, “vou lhe mostrar minha mais nova produção de vídeo.” Ele colocou uma fita no gravador de vídeo e sorriu descaradamente.
Era inacreditável. George havia filmado ele próprio. Estrábico, careca e faltando um dente, ele cantou diante da câmera.
“Como é a sensação de ser uma das pessoas mais bonitas.” Nós rimos até chorar. Escutamos as canções de George Formby até tarde da noite, e quando ficamos com fome mais tarde naquela noite, fomos até a cozinha, onde ele preparou sanduíches de queijo e uma xícara de Horlix pra cada um de nós.
Se eu soubesse que esta seria a minha última vez com George, eu não teria ido dormir, e teria ficado acordado a noite toda a seu lado.
Mas George não queria que eu soubesse. Ele deixou que eu dirigisse de volta acreditando que ele estava curado e que havia grandes coisas programadas para nós.
Em outubro, um aviso através da mídia dizia que ele havia sido internado em uma clínica, que os médicos não tinham muitas esperanças e tudo o mais. Eu não queria acreditar nisso e dizia a todos que ligavam que George estava passando bem, uma vez que eu havia estado com ele poucas semanas antes e ele estava em boas condições. Falei sobre todas as suas muitas idéias e que ele queria gravar um novo LP. Hoje eu sei que eu dizia isso mais para mim mesmo. Eu queria evitar, com todas as minhas forças, acreditar que o meu querido amigo estava morrendo.
No começo de novembro tentei chegar até Olivia e enviei a ela um E.mail. Sua resposta confirmou que George estava em uma clínica especial. Ele estava muito fraco, mas eles não desistiram de ter esperança. De repente o telefone começou a tocar sem parar. Editores e jornalistas queriam assegurar entrevistas comigo em caso de George falecer. O que todos acreditavam que estava prestes a acontecer. Eu me senti horrível e não podia compreender tal atitude. Meu pequeno George estava morrendo e eles estavam tentando chegar até as pessoas convenientes para fazerem os seus elogios.
Eu não atendia mais ao telefone e me escondi no porão a tocar piano por horas. Christina teve sucesso, e conseguiu manter todos afastados.
Em 29 de novembro, aconteceu. Um editor da ZDF nos ligou após ter recebido a notícia através de telégrafo. Para mim este foi um dos piores momentos de minha vida. A morte de John me bateu muito forte, mas George? A notícia de sua morte me deixou chocado. Eu não queria falar com nenhum jornalista sobre isso, nem por telefone, nem em nenhum programa de TV. Durante dias eu fui bombardeado com ligações telefônicas, mas eu não podia dizer nada. Somente alguns muito poucos é que respeitaram meus sentimentos e compreenderam.
Alguns não tinham nenhum tato, e machucavam os sentimentos. Não por mim, mas por George. Na metade de dezembro, um pacote chegou da Califórnia. O endereço do remetente era do escritório de Olivia. Era o último presente de Natal e o último cartão de Natal de George e Olivia. Aquele que ele havia organizado antes de sua morte. Mostrava um anjo com uma flor de lótus em suas mãos e as palavras “Love and Peace”.
O primeiro verão após a morte de George, Dhani e Olivia convidaram amigos próximos para uma pequena cerimônia para George. Foi um evento muito emocionante, muito positivo e muito delicado, totalmente sem a imprensa e toda a atenção costumeira. Lá se encontraram a pequena “turma”, que notavelmente acompanharam a vida de George: Eric, Paul, George Martin, sua primeira esposa Pattie, Astrid, irmão Harry, Neil Aspinall e o fiel Joan, que já trabalhava em Friar Park antes de George comprá-la. E novamente a fascinação deste parque foi sentida. O tempo permitiu que o evento acontecesse no jardim. Pequenas velas acesas flutuavam no lago, e no final, Dhani tocou uma parte da fita com os últimos sons de guitarra de George, seu planejado novo LP. Era uma peça instrumental, faltava a voz de George e ele ainda estava lá. Enquanto a típica guitarra de George tocava pela quietude do parque, os visitantes andavam ao redor quase em meditação. Todos estavam dizendo adeus, cada um a sua maneira. Ninguém falava e muitos deixaram suas lágrimas se derramarem livremente. Eu também. Oh! George, sinto tanto a sua falta!”

Do livro de Klaus Voorman, ainda lançado apenas em alemão, cujo título é “Warum spielst du Imagine nicht auf dem weissen Klavier, John?”

“Concentrava-me mais em John e Paul porque eram eles que nos davam os primeiros lugares. Mas a gente deixava George gravar uma faixa ou duas mais por pena dele. Mas hoje eu vejo que ele sempre fez grandes canções. Perdão, George”… (George Martin em depoimento sobre a história dos Beatles)

“O espírito dele estava pronto para partir”… (Frase dita por um amigo de escola de George Harrison)

Antonio Aguillar, mais que um artista, um mito na história do Rock no Brasil!

Mais que um artista da TV e do Rádio brasileiros, Antonio Aguillar é um mito. é a lenda viva na história do Rock e do movimento chamado Jovem Guarda no Brasil, pois poucos são os cantores e bandas que não tiveram a mão de Aguillar os impulsionando para o sucesso!

"The Clevers" e Antonio Aguillar

“The Clevers” e Antonio Aguillar

Convidado a figurar nas mais importantes festas, homenagens e tributos sobre a música, TV e Rádio no Brasil, Aguillar sempre foi presença constante nos shows de Roberto Carlos, sempre a convite do Rei…

Aguillar, sua esposa Célia e Roberto Carlos, no recente Cruzeiro Emoções com Roberto Carlos

Aguillar, sua esposa Célia e Roberto Carlos, no recente Cruzeiro Emoções com Roberto Carlos

Sua presença em qualquer evento musical é sempre aguardada com muita alegria e interesse pelos convidados, agora imaginem vocês, ter a honra de recebê-lo em minha casa e ouvir dele próprio as histórias da Jovem Guarda: “priceless”!

Antonio Aguillar, o Timoneiro, o Precursor da Jovem Guarda e da “Juventude Feliz e Sadia”, como Roberto Carlos sempre faz questão de lembrar, quando se encontram, pode ser encontrado aos domingos, no horário das 11h30 às 13h, pela Rádio Capital de São Paulo, onde ele realiza o programa “Jovens Tardes de Domingo”.

http://www.capital1040.com/#

Antonio Aguillar em casa 007

George Harrison e o Álbum Abbey Road

Na época do lançamento do disco, em 26 de setembro de 1969, George Harrison fez uma análise, descrevendo faixa por faixa as canções que compõem o álbum Abbey Road, faltando apenas o comentário sobre “Come Together”.
George H

Lado A

‘Something’ – “É uma música minha. Eu comecei a escrevê-la quando nós estávamos terminando o álbum recente, o Branco, mas nunca a terminava. Nunca conseguia encontrar as palavras certas para ela. Joe Cocker fez uma versão também, e há conversa de que será o próximo compacto dos Beatles. (e foi LADO A)). Quando a gravei, pensei em alguém como Ray Charles fazendo a música, pensando na sensação que ele deveria ter. Mas como não sou Ray Charles, sou muito limitado, nós fizemos o que podíamos. É um bom pensamento e, provavelmente, a melhor melodia que já escrevi.”

‘Maxwell’s Silver Hammer’ – “ É algo só de Paul, passamos um grande tempo gravando. É uma daquelas músicas que se assobia instantaneamente, algumas pessoas vão odiar e outras vão amar. É como ‘Honey Pie’, um tipo de coisa divertida, mas provavelmente vai pegar, porque na estória o camarada mata todo mundo. Usamos meu Sintetizador Moog e eu acho que saiu com grande efeito.”

‘Oh! Darling’ – É outra música de Paul, típica dos anos 50/60. principalmente nos acordes. É uma música típica da época dos grupos Moonglows, Paragons, Shells e tudo o mais. Nós fizemos alguns oh, oohs no vocal e Paul gritando.”

‘Octopus Garden’ – “É de Ringo, a segunda que escreveu. É linda. Ringo fica chateado só tocando bateria. Ele toca piano, em sua casa, mas só conhece três acordes. E ele sabe o mesmo na guitarra. Gosta principalmente da música country, tem um sentimento bem country. É realmente uma grande música. Superficialmente, é uma música boba e infantil, mas acho a letra muito significativa. Ringo escreve suas músicas cósmicas sem saber. Eu encontro significados profundos em suas letras e provavelmente ele nem sabe disso. Linhas como ‘Resting our head on the seabed’ (descansando nossa cabeça no leito do mar) e ‘we’ll be warm beneath the storm’ (nós estaremos aquecidos debaixo da tempestade) fazem com que eu entenda que quando se chega dentro de nossa consciência, tudo é de muita paz.”

‘I Want You (She’s so heavy)’ – “É uma música bem forte. Foi John quem tocou guitarra solo e cantava. Isso é bom porque a frasesolo que ele toca é basicamente blues. Mas é uma música muito original do tipo Lennon, tem algo de espontoso no seu ritmo; ele sempre cruza algo, coisas diferentes no ritmo, por exemplo ‘All You Need Is Love’, da qual o tempo vai de 3-4 para 4-4, mudando o tempo todo. Quando você pergunta para ele sobre isso, ele não sabe como. Faz naturalmente. No instrumento inicial e nos intervalos, ele criou uma exelente següência de acordes.”

Lado B

“Here Comes The Sun’ – “É a primeira faixa do lado 2. É a música que escreve para este álbum. Eu a fiz em um dia ensolarado no jardim de Eric Clapton. Nós tínhamos passado por muitos problemas nos negócios, e tudo era muito pesado. Estar no jargim de Eric Clapton era como fazer bagunça depois da escola. Eu senti um tipo de alívio e a música saiu naturalmente, é um pouco parecida com ‘If I Needed Someone’, com aquele tipo de solo correndo por ela. Mas, realmente, é muito simples.”

“Because’ – “É uma das coisas mais bonitas que fizemos. Tem uma harmonia de três partes – John, Paul e eu. John escreveu a música, e o acompanhamento é um pouco parecido com Beethoven. Assemelha-se com o estilo de Paul escrever, mas só por causa se sua suavidade. Paul geralmente escreve coisa mais suaves e John é mais delirante, mais pirado. Mas, de tempos em tempos, John gosta de escrever uma música simples de 12 compassos. Acho que é faixa de que mais gosto do álbum . É tão simples, especialmente a letra. A harmonia foi muito difícil de ser feita, tivemos que aprendê-la mesmo. Eu acho que vai ser a música que impressionará a maioria das pessoas. Os pirados vão estender e os caretas, pessoas sérias, e críticos, também. Depois vem a seleção de músicas de John e Paul, todas juntas. É difícil descrevê-las sem que se ouça todas juntas. ‘You Never Gove Me Your Money’ parece ser duas músicas, uma completamente diferente da outra. Em seguida vem ‘Sun King’ (Rei Sol) que John escreveu. Oroginalmente, ele a tinha chamado de ‘Los Paranoias’.”

“Mean Mister Mustard e Polytheme Pam’ – “São duas músicas curtas que John escreveu na Índia, há 18 meses.”

‘She Come In Through the Bathroom Window’ – “É uma música muito boa de Paul com uma boa letra.”

‘Golden Slumber’s` – “É outra música muito melódica de Paul que se encadeia.”

‘Carry The Weight’ – “ Fica entrando por todo o tempo (pot pourril).”

‘The End’ – “É o que é: uma pequena seqüência que finaliza tudo. Eu não consigo ter uma visão completa de ‘Abbey Road’. Com ‘Pepper’s’, e até o álbum branco, eu tive uma imagem do começo ao fim do produto, mas nesse disco eu ainda estou perplexo. Acho que é um pouco parecido com ‘Revolver’, não sei diereito. Não consigo realmente ainda vê-lo como uma entidade completa.”

George Harrison / Setembro de 1969
Fonte: Revista Vigu Especial de 1976

George e o álbum Abbey Road

Roberto Carlos foi proibido de cantar na Igreja!

Recebi recentemente do Antonio Aguillar, este arquivo gravado por ele em 1968, quando Roberto Carlos estava compondo músicas sacras e a primeira delas havia sido a hoje tão famosa “Jesus Cristo”.

Essa matéria foi publicada no jornal “O Estado de São Paulo” e na “Gazeta”.
Na época o Cardeal Arcebispo de São Paulo era Agnello Rossi e Roberto Carlos havia pedido para Antonio Aguillar que interferisse por ele junto ao cardeal, pois estava querendo se casar com Cleonice Rossi, uma mulher desquitada, mais velha que ele, com uma filha pequena, e se conquistasse o clero, talvez pudesse se casar na igreja.

Aguillar e Roberto Carlos em 1968

Roberto Carlos e Aguillar 1968
Porém, seu intento não deu certo, conforme a negativa do arcebispo sobre a presença de Roberto no templo cantando, e que pudemos ouvir no áudio acima.

Nas duas fotos a seguir, as páginas dos jornais A Gazeta e o Estadão, onde Roberto Carlos está concedendo entrevista sobre o assunto – eles falam sobre a música sacra.

 Roberto Carlos concedendo entrevista sobre o assunto e os jornais A gazeta e o Estadão que falam sobre a composição sacra


Roberto Carlos concedendo entrevista sobre o assunto e os jornais A gazeta e o Estadão que falam sobre a composição sacra

Recorte do jornal Estadão datado de 17 de março de1968

Recorte do jornal Estadão datado de 17 de março de1968

Roberto Carlos concedendo entrevista sobre o assunto e os jornais A gazeta e o Estadão que falam sobre a composisção sacra 2

Desta forma, Roberto se casou com Nice na Bolívia, em Santa Cruz de La Sierra, por ela ser desquitada e no Brasil não havia divórcio ainda naquela época; só foi assinada a lei do divórcio no Brasil em 1977.

Casamento de RC e Cleonice

Nesta foto, Antonio Aguillar conversa com Dom Agnello Rossi, a pedido de Roberto Carlos, Dom Agnello, que exerceu esta função de 01 de novembro de 1964, quando da sua nomeação pelo Papa Paulo VI para Arcebispo de São Paulo, até 22 de outubro de 1970, quando foi chamado a servir a Igreja na Cúria Romana.

Aguillar com o Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Agnello Rossi

Aguillar com o Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Agnello Rossi

Depois disso Roberto Carlos fez as canções “Jesus Cristo”, “Nossa Senhora” e outras mais neste estilo. Se fosse hoje ele cantaria em qualquer igreja, pois os próprios padres estão cantando e gravando suas músicas, inclusive o Pe. Antonio Maria gravou com ele a musica Jesus Cristo…

E o próprio Roberto cantou para o papa João Paulo II, em 1997…

Na época isso foi muito comentado porque o assunto acabou virando manchetes em dois jornais de grande circulação. Disse-me o Antonio Aguillar que Roberto sempre foi uma pessoa muito religiosa e desejava estar bem com o clero de qualquer forma. Tanto é verdade que no decorrer do tempo, ele acabou ganhando um medalhão de uma irmã de caridade e a ostentou pendurada no pescoço durante muitos anos. Depois fez amizade com padres que estavam na mídia, como os padres Marcelo Rossi, Antonio Maria e outros.

Porém, não conseguiu se casar na igreja porque era uma coisa impossível. Se isto ocorresse criaria um escândalo e o clero ficaria desmoralizado.

“Quando o Roberto conversa comigo no camarim, a gente fala dessas passagens de sua vida. Ele se lembra ate hoje. Quando entro no camarim, a primeira coisa que ele faz é abrir os braços para me abraçar e num largo sorriso grita: ALO JUVENTUDE FELIZ E SADIA… que é a frase que eu usava na abertura dos meus programas de radio e televisão da época.” (Antonio Aguillar)

O Pe. Antonio Maria cantando Jesus Cristo com Roberto Carlos ficou bonito, mas naquele tempo era tabu a participação de um padre cantando esse tipo de musica. Só depois que os evangélicos começaram a cantar em suas igrejas é que os padres também seguiram esse mesmo caminho, porque a musica é uma forma de influenciar as pessoas a seguirem suas religiões.

Hoje o Pe. Antonio Maria acompanha Roberto Carlos no Cruzeiro que realiza nos finais de ano, e neste mais recente, em dezembro de 2012, ele rezou missa na capela para os passageiros, e aproveito para mostrar esta foto dele com o casal Aguillar.

Celia Pe.Ant.Maria - Aguillar

Curiosidades sobre o Início da Carreira do Rei da Juventude, Roberto Carlos!

Geraldo Alves foi o primeiro empresário artístico de Roberto Carlos. Ele é de Limeira, interior de São Paulo, onde era açougueiro e acordeonista. Nos circos tocava acordeom e Roberto com seu violão, cantava para fazer algum dinheirinho para o dia-a-dia de sua vida, isso nos tempo das “vacas magras”…

Geraldo Alves

Geraldo Alves

Roberto Carlos foi uma das atrações do “Quem tem medo da verdade”, programa sensacionalista que foi ao ar entre os anos de 1968 e 1971 pela TV Record.
Apresentado por Carlos Manga, o programa julgava o artista convidado, se ele era culpado ou inocente, após uma bateria de perguntas feita pelo júri do programa (GB , Silvio Luis e Cléssius Ribeiro, entre outros). Cada participante tinha um advogado de defesa e, no caso do Roberto, foi o apresentador Silvio Santos.
Segue um vídeo do programa, que foi reprisado pelo Arquivo Record, e exibido originalmente em 1970.
Entre outras coisas, tivemos a oportunidade de saber que a canção “Namoradinha de um Amigo Meu” ele escreveu para os Beatniks gravarem…

Nesse trecho, Silvio Santos apresenta sua defesa a favor de Roberto Carlos. Este raríssimo vídeo foi exibido no programa “Em nome do amor”, do SBT, em 03-01-1999, quando o Rei foi liberado pela Rede Globo para ir receber seus troféus Imprensa, premio máximo da televisão brasileira.

“HISTÓRIAS DA JOVEM GUARDA, CONTADAS POR ANTONIO AGUILLAR, A LENDA VIVA DO RÁDIO E DA TV BRASILEIRA!”

Antonio Aguillar é Paraninfo de Turma na Ordem dos Músicos do Brasil – OMB/CRESP

Antonio Aguillar foi convidado pelo Sr. Roberto Bueno, Presidente da Ordem dos Musicos do Brasil , para paraninfar uma turma de credenciados e associados dessa entidade, a OMB/CRESP – Ordem dos Musicos do Brasil / Conselho Regional do Estado de S.Paulo, para entregar-lhes o diploma e a carteira funcional que os tornam musicos profissionais a partir de agora. Foi uma solenidade muito importante. Na abertura a palavra do Presidente da entidade, o Hino Nacional e depois a entrega do diploma para cada um dos novos socios.
Antonio Aguilar foi nesta data de 20 de fevereiro de 2013, paraninfo da turma composta de mais de 35 pessoas, e falou aos presentes sobre as atividades de um musico, quer instrumentista ou vocalista, mas esclareceu que é um caminho difícil mas não impossível, pois depende muito do talento de cada um e da sorte daqueles que desejam fazer da profissão um meio de vida. Contou um pouco da história de sua trajetória e a vida dos artistas principalmente daqueles que passaram pelas suas mãos. Comentou a carreira do idolo maior que é o Roberto Carlos, informando que se ele chegou onde esta foi porque além de perfeccionista é disciplinado, persistente e que acreditou no seu talento e soube superar muitas barreiras. Assim os novos musicos que estavam alí, teriam que agir se é que desejam seguir uma carreira dentro do mundo artistico.

Fotos do Evento realizado hoje, 20 de fevereiro de 2013

Aguillar e Bueno pres.OMB

Antonio Aguillar e o Presidente da Ordem dos Músicos do Brasil, Sr. Roberto Bueno

PARANINFO DA OMB - CRESP 2

Aguillar e Sr. Roberto Bueno

PARANINFO DA OMB - CRESP 3

Aguillar e Sr. Roberto Bueno

PARANINFO DA OMB - CRESP 4

Sr. Roberto Bueno exibe o livro “Histórias da Jovem Guarda”, escrito por Antônio Aguillar, sua filha Debora Aguillar e Paulo Cesar Ribeiro

PARANINFO DA OMB - CRESP 5

O Presidente da OMB, o maestro Mestre Dado – Eduardo Claudio Manhães e Antônio Aguillar

PARANINFO DA OMB - CRESP 6

Aguillar e Mestre Dado – Eduardo Claudio Manhães, musico profissional OMB 27.971, maestro, compositor, arranjador, poeta e intérprete.

PARANINFO DA OMB - CRESP 7

PARANINFO DA OMB - CRESP 8

The Flyers

The Flyers foi um grupo criado por Antônio Aguillar e que só gravou um disco, que hoje é uma raridade.

Vejam a capa e contra capa do LP lançado pela RCA Victor, com The Flyers.

contra capa LP The Flyers (1)

contra capa LP The Flyers (2)

Este disco está disponibilizado para download no Blog do meu amigo João Pimentel, que recentemente me disse que em 2008 recebeu de Antônio Aguillar a seguinte informação:

O conjunto “The Flyers” era formado por Patinho (guitarra solo), Riverte de Oliveira Santos [Lumumba] ao saxofone; Walfrido Costa Filho [Pulinho] na bateria; Vicente Ferrer Juan [Fafá] no contrabaixo; Guilherme Dotta [Tico] na guitarra-base e João Fernandes da Silva Borges de Miranda [Patinho] na guitarra-solo.

João Pimentel contou-me que na época deste e-mail, disse-lhe Aguillar que já eram falecidos o Lumumba, o Tico, o Fafá e o Pulinho. Quanto ao Patinho, ele não soube informar nada. Ele tinha sumido. Também contou que o Guilheme Dotta tinha o apelido de TICO e pertenceu ao The Flyers, fazendo guitarra base e voz. Antes disso ele era do conjunto musical “Os Rebeldes”, que tinha o Jerry Adriani como um dos integrantes. Depois foi lançado por Aguillar como dupla sertaneja com o seu irmão OIAPOQUE E CHUI e ele chegou a gravar um compacto simples pela COMEP.
O Guilherme Dotta faleceu e deixou muita saudade. Ele chegou a pertencer ao grupo “The Jet Black’s”.

Um ótimo livro sobre a história deste grupo The Jet Black`s foi escrito pelo fundador do conjunto, Primo Moreschi, cujo nome é “O Protagonista Oculto dos Anos 60”.

Eduardo Reis também lançou um livro sobre as formações do conjunto The Jet Black’s.

“Os Flyers tiveram duas pessoas que tocaram com os Jet Black´s, o Tico (Guilherme Dotta) que depois ficou de posse do nome dos The Jet Black´s por anos (até sua morte) e o Lumumba (grande sax tenor) que chegou a tocar e gravar com os The Jet Black´s.” (Eduardo Reis)

Atualmente quem detém os direitos do nome “The jet Black’s” é o músico Edison Della Monica.

The Flyers - componentes
Foto: Riverte de Oliveira Santos [Lumumba] ao saxofone; Walfrido Costa Filho [Pulinho] na bateria; Vicente Ferrer Juan [Fafá] no contrabaixo; Guilherme Dotta [Tico] na guitarra-base e João Fernandes da Silva Borges de Miranda [Patinho] na guitarra-solo.

O LP “THE FLYERS” ( OS VOADORES ), tem as seguintes faixas:

01 – Happy Birthday To You
02 – Le Ciliege
03 – ( Dance With The ) Guitar Man
04 – Werewolf
05 – Canção Do Amor Perdido
06 – La Spagnola
07 – Sul Cucuzzolo
08 – Honky Tonk Song
09 – Love Goodess Of Venus
10 – Twist And Shout
11 – Il Surf Delle Mattonelle
12 – Flyers Surf

O grupo lançou apenas um único disco, mas acabaram se desmanchando, cada um foi para o seu canto. O LP com The Flyers pertencia a uma gravadora de grande peso, a RCA Victor, mas acabou ficando no meio do caminho, mesmo sendo formado por músicos de grande talento e que tocavam muito.
Na época, agora já tão distante, muita concorrência e desacertos prejudicaram músicos e artistas, mas hoje tudo é passado, e quem tinha valor, permaneceu até os dias de hoje.

Uma Matéria da revista Melodias Nº 89 de Dezembro 1964 sobre o conjunto The Flyers.

The Flyers 1

Fle Flyers 2

Artistas da época falam em depoimento sobre o criador do grupo The Flyers e também do The Clevers, que foi o radialista e comunicador Antonio Aguillar.

1 – Depoimento de Sérgio Reis

2 – Depoimento de Roberto Carlos

3 – Depoimento de Antonio Aguillar sobre o Movimento Jovem Guarda

4 – Depoimento de Neno, ex- Clevers, Incríveis e Jordans

5 – Depoimento de Eduardo Araujo

6 – Depoimento de Manito

7 – Depoimento de Neno

8 – Depoimento de Netinho, baterista dos Incríveis

9 – Depoimento de Norival D`Angelo, baterista do Roberto Carlos

10 – Depoimento de Roberto Carlos

11 – Roberto Carlos agradece o Troféu da Rádio Capital

12 – Depoimento de Nelson Ned

“Um flagrante inesquecível. Pique Riverte de sax em punho, foi um musico maravilhoso. Lançado por nós no grupo musical THE FLYERS, depois foi para o RC 7 do Roberto Carlos, Casa das Maquinas do Netinho além de liderar o grupo Placa luminosa. Nos ultimos tempos foi saxofonisa da bandal de Zezé de Camargo e Luciano. Doente acabou falecendo aos 54 anos de idade de cancer no pâncreas e fígado. Deixa mulher e tres filhas. O outro é Antonio Rosas Sanches MANITO, musico completo que iniciou no Jordans depois passou para os The Clevers, mais tarde Os Incriveis. Manito deixou os Incriveis mudou para Bauru e montou o grupo musical O Pão Nosso de Cada Dia. Depois retornou a São Paulo, ficou doente e tocava em varios grupos, onde era chamado. Manito nasceu em Vigo na Espanha em 1946, e faleceu em 21 de março de 2.000 de cancer na laringe; Deixou 3 filhos do primeiro casamento e 2 do segundo. Uma semana antes de falecer esteve na Casa de portugal em cadeira de rodas para receber o trofeu Jovens Tardes de Domingo das mãos do seu padrinho Antonio Aguillar. na foto Aguillar entrevistando os astros da musica que estão no Céu tocando ao lado de Deus.” (Antonio Aguillar)

Pique Riverte (com o sax), Manito e Antonio Aguillar

Pique Riverte (com o sax), Manito e Antonio Aguillar