Há 48 anos um encontro mudava a história da música pop internacional!

Foi o encontro entre Bob Dylan e os Beatles, que aconteceu há exatos 48 anos, em 28 de agosto de 1964!

Bob Dylan se aproximou dos Beatles por causa da música “I want to hold your hand”…
Parece que Dylan ficou perplexo com a maneira pela qual os Beatles tinham reinventado o Rock and Roll, dando um “up” e rejuvenescendo aquele ritmo de música que ele ouvia quando adolescente.
A frase “I CAN´T HIDE, I CAN´T HIDE” ele entendia “I GET HIGH” e isso fez com que ficasse curioso para conhecer os autores daquele hit; o encontro aconteceu na noite de 28-08-1964, quando Al Aronowitz apresentou os Beatles a Bob Dylan!

“Olhando em retrospecto, eu ainda vejo aquela noite como um dos grandes momentos da minha vida. Na verdade, eu tinha a consciência de que estava dando início ao encontro mais frutífero na história da música pop, pelo menos até então. Meu objetivo foi fazer acontecer o que se deu, que foi a melhor música de nossa época. Eu fico feliz com a idéia de que eu fui o arquiteto, um participante e o cronista de um momento-chave da história.”

Assim o jornalista norte-americano Al Aronowitz se refere ao clássico encontro que, exatamente há 48 anos, mudou a cara da música pop e da cultura popular, quando no dia 28 de agosto de 1964, os Beatles foram apresentados a Bob Dylan e este os apresentou à maconha.

O encontro, ocorrido no Delmonico Hotel, em Nova York, fez com que ambos os artistas começassem a se enxergar como partes de um mesmo universo, cedendo atrativos musicais entre si. Não havia mais consumismo infanto-juvenil de um lado e cabeça feita do outro, tudo era a mesma coisa. Nascia então a música pop moderna.

O que a princípio parecia se tornar um breve alô entre jovens ícones, tornou-se um acelerador para novas certezas que ambas as carreiras vinham desenvolvendo. Fenômeno de mercado, os Beatles eram uma banda elétrica adolescente, cantando baladas de amor e petardos dançantes com maestria inigualável. Já o acústico Dylan nascera na mesma cena “folk” pacifista que habitava o bairro boêmio do Village e glorificava autores “beat” e músicos do povo.

Mas logo a seguir as coisas mudariam de figura. Dylan abraçaria a guitarra como um violão de maior alcance, ferindo seus próprios fãs puristas com decibéis de eletricidade distorcida, ao mesmo tempo em que deformava a própria lírica das canções de protesto para um panteão bíblico-pop que buscava a pureza da alma americana, ao mesmo tempo em que se perdia em seus próprios pecados.

Já os Beatles deixariam de lado o iê-iê-iê para mergulhar fundo em si mesmos, emergindo de seu experimentalismo intuitivo – parte nostálgico, parte ingênuo – atingindo o melhor legado que o formato canção conheceu.

Aronowitz havia entrevistado John Lennon e descobriu que ele considerava Bob Dylan um “ego igual” e, amigo de Dylan, passou a pensar em como aproximar os dois artistas. Até que, naquele 28 de agosto, Al recebe um telefonema de Lennon, que estava de passagem com os Beatles por Nova York:

“Cadê ele?”

“Quem?”

“Dylan!”

“Ah, ele está em Woodstock, mas eu posso trazê-lo!”

“Do it!” (Faça isso!), mandou John do outro lado da linha, e o jornalista percebeu que podia dar ignição na própria história. Aronowitz combinou com Dylan, que veio acompanhado do roadie Victor Maimudes ao volante. Com Al no carro, foram em direção a Manhattan, chegando logo ao hotel localizado na Park Avenue. Lá os três alcançaram o andar em que os Beatles estavam, sendo recebidos por um amontoado de artistas, radialistas, policiais e jornalistas, bebendo cerveja e conversando, que esperavam a vez de entrar na suíte para conversar com os Beatles, que estavam na capa da revista “Life” daquela semana.

Dylan entrou rapidamente e a recepção foi feita pelo empresário do grupo, Brian Epstein, que, ao perguntar, entre champanhe e vinhos franceses, o que Dylan gostaria de beber, ouviu o pedido por “vinho barato”, na intenção de despachar o roadie dos Beatles, Mal Evans, que saiu em busca de tal garrafa.

O encontro caminhava frio e os Beatles ofereceram pílulas para Bob, que sugeriu que eles fumassem maconha. Os ingleses responderam que nunca haviam fumado e que consideravam a maconha uma droga pesada como a heroína, restrita a músicos de jazz e escritores malditos.

Pasmo, Dylan perguntou sobre aquela música que eles compuseram sobre estar chapado. Sem entender o que ele queria dizer, o cantor “folk” citou uma passagem em que os Beatles cantavam “I get high! I get high! I get high!” (“Eu fico chapado”), e Lennon esclareceu que era “I Want to Hold Your Hand”, cuja letra, na verdade, dizia “I can’t hide! I can’t hide! I can’t hide!” (“Eu não posso esconder!”). Desfeito o mal-entendido, Dylan sugeriu que todos fumassem um baseado.

Os Beatles, Dylan, Mal, Victor, Brian, Al e o assessor de imprensa Derek Taylor se dirigiram ao fundo da suíte do hotel, onde se trancaram e fecharam as cortinas. Bob Dylan começou a enrolar o cigarro, mas deixou o fumo cair por duas vezes, deixando que seu roadie terminasse o serviço. Aceso, o cigarro foi passado para Lennon, que passou a vez para o baterista Ringo Starr, que, por desconhecer os rituais canábicos, fumou-o inteiro, sem passá-lo adiante. Isso fez com que Al incentivasse a produção de mais cigarros, e logo cada um tinha o seu.

“Foi muito engraçado!”, lembra Paul McCartney em suas memórias, “Many Years from Now”, “o negócio dos Beatles eram humor, tínhamos muito humor. Havia um lado do humor que usávamos como proteção e, com aquilo ainda por cima, as coisas ficaram mesmo hilárias”.

“Virou uma espécie de festinha”, continua Paul, “voltamos todos para a sala, bebemos e coisa e tal, mas não acho que alguém precisasse de mais fumo depois daquilo. Passei a noite toda correndo para lá e para cá, tentando achar papel e caneta porque, quando voltei para o quarto, descobri o sentido da vida. Queria contar ao meu pessoal como era aquilo. Eu era o grande descobridor, naquele mar de maconha, em Nova York”.

“Até a vinda do Rap, a música pop era largamente derivada daquela noite no Delmonico. Aquele encontro não mudou apenas a música pop, mudou nosso tempo”, lembra Al Aronowitz, em sua coluna on-line “The Blacklisted Journalist”. Logo depois, Dylan lançaria, em seqüência, os discos “Bringing It All Back Home”, “Highway 61 Revisited” e “Blonde on Blonde”, enquanto os Beatles trariam “Rubber Soul”, “Revolver” e “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”.

Isso é pura história! O vídeo “Bob Meets The Beatles” (Bob encontra os Beatles) é o Episódio 22 da série de cartoons “The Meth Minute”, e nos leva de volta a este momento da história do Rock, que foi o dia em que Bob Dylan pela primeira vez levou os Beatles a fumarem maconha. A coisa ficou estranha naquela sala…

Fonte: – Folha on Line (UOL)

– We Love the Beatles Forever no Orkut

– Many Years From Now, a Biografia de Paul McCartney

Anúncios

Os Beatles e Elvis Presley

Dia 27 de agosto de 1965 ficou marcado na história por ser a data em que os Beatles se encontraram com Elvis Presley!

O Encontro

Em 27 de Agosto de 1965, os Beatles se encontraram com Elvis Presley na residência deste, em Bel Air, Los Angeles, na Califórnia. Foi numa sexta-feira, durante a segunda excursão americana dos Beatles, sob apertadas medidas de segurança. Para os jovens Beatles foi um sonho tornado realidade. No livro “The Beatles Anthology” John Lennon recorda o impacto que a música de Elvis teve na sua vida: “Quando ouvi pela primeira vez “Heartbreak Hotel”, mal conseguia perceber o que ele dizia. O que contava era a experiência de ouvi-lo e sentir os meus cabelos em pé no final. Paul McCartney recorda o encontro como um dos mais importantes da sua vida. “Acho que ele gostou de nós. Penso que, naquela altura, ele pode ter se sentido um pouco ameaçado, mas não disse nada”.

No encontro, os quatro Beatles e Elvis fizeram uma sessão musical informal recorrendo a um piano e a guitarras. Na biografia de Peter Guralnick, “Elvis Day by Day: The Definitive Record of His Life and Music” (1999), Marty Lacker, um dos guarda-costas de Elvis, lembra o episódio: “Começaram a cantar canções do Elvis, dos Beatles, de Chuck Berry. O Elvis tocou a parte do baixo do Paul McCartney da canção dos Beatles “I Feel Fine” e o Paul disse algo como “É um baixista promissor, Elvis”. O encontro durou cerca de quatro horas. Segundo algumas fontes, de início o encontro foi constrangedor. O espanto dos Fab Four foi tão grande que eles mal conseguiam falar e em virtude do constrangedor silêncio o Rei do Rock se viu obrigado a dizer: “Se vocês vão ficar só me olhando, eu vou dormir.”

Imperdoável que este histórico encontro entre Elvis e Beatles em 1965 não tenha tido nenhum registro fotográfico, porém a retratação abaixo cobre perfeitamente esta lacuna.

Encontro entre The Beatles e Elvis Presley – 27 de agosto de 1965

Alguém poderia pensar que se os Beatles fossem mesmo fãs de Elvis Presley, então por que  nunca gravaram um sucesso dele, como fizeram com músicas de Little Richards e Chuck Berry?
Ao contrário, Elvis sim, gravou sucessos dos Beatles, como Yesterday, Hey Jude e Something.

Mas, se pensarmos que Elvis nunca compôs uma canção, talvez esteja neste fato a explicação…

Porém, os Beatles usavam bottoms de Elvis nos anos 60 e há esta foto de John Lennon fantasiado de Elvis:

Portanto, embora não tivessem feito nenhum cover de Elvis, a presença do “Rei  do Rock” influenciando os Beatles pode ser captada em todas as fazes da banda.

The Beatles também se tornaram fãs de Bob Dylan e nem por isso gravaram alguma canção dele.

As bandas inglesas, no geral, naquela época andavam buscando músicas pouco conhecidas para fazer covers, e não havia nada de Elvis que fosse pouco conhecido, pois tudo que ele cantava era sucesso!

“Espero que não nos confundam com uma banda de rock´n´roll”. Com esta frase, Mick Jagger apresentou seu recém-formado grupo de rhythm’n’blues, The Rollin´ Stones.

Uma curiosidade: O termo “Rhythm and Blues” foi usado pela primeira vez pela Revista Billboard, em 1949.

Os blues ritmados eram uma realidade e faziam sucesso entre o público negro através de gravadoras  exclusivas como a Ebony, Sépia e Modern. Foi então que em 1949 a Revista Billboard cunhou a expressão “rhythm and blues”.

“Há três motivos pelos quais os astros americanos de R&B não fazem sucesso com os adolescentes britânicos: primeiro eles são velhos; segundo, são negros e, terceiro, são feios”, disse Keith Richards em 1964.

Estas frases espelham a situação de decadência do rock`n roll no inicio dos anos 60, quando os jovens da época estavam buscando algo de original e diferente. E para os ingleses, a descoberta do blues foi a como a redescoberta da roda.

No inicio dos anos 60, os USA também começam a onda da Surf Music, e o rock´n´roll é substituído por um derivado, o Twist. E em matéria de sucesso, o Twist fez mais pelos Beatles do que o que eles gravaram de Chuck Berry e outros.

Enfim, pode-se dizer que só é possível uma comparação entre Elvis e Beatles em termos de popularidade, e isso nos anos 60.

As bandas da British Invasion foram beneficiadas com a expansão do mercado de música para adolescentes, via presença no palco, sendo as turnês americanas vitais para a sobrevivência delas. Uma turnê americana garantia a venda dos discos conhecidos e criavam a expectativa para o próximo.

The Beatles puderam dar-se ao luxo de fazer o que Elvis já estava fazendo há tempos, ou seja, investir na TV e no cinema, amparados pela grande popularidade conseguida em suas turnês pela América.

Se Elvis cantava para a burguesia de plantão, os Beatles se tornaram VIPs da
“Swinguin London”, dos empresários e por aí afora…

E como seria Elvis e The Beatles se apresentando juntos?

Segue um vídeo onde Paul McCartney fala do baixo (bass) de Elvis Presley

Depoimento de Jerry Adriani sobre o dia em que Elvis Presley se foi…

Naquele dia, há 35 anos atrás, não havia internet ou celular e as notícias demoravam mais para chegar, e vinham através do rádio ou da televisão.

Em 16 de agosto de 1977, morria o astro do rock, que ficou conhecido como “O Rei do Rock” e nascia a lenda!

Elvis inspirou artistas de toda parte do universo, incluindo os Beatles na Inglaterra.

John Lennon chegou a dizer que “Sem Elvis, não haveria Beatles”!

No Brasil, cantores como George Freedman começavam a carreira cantando Rock, inspirados em Elvis. George Freedman inclusive, no dia seguinte ao falecimento de Elvis, foi convidado pelo SBT a dar um depoimento ao vivo… Segundo suas próprias palavras,  “foi um dia triste para fãs desse que foi o maior intérprete do rock no planeta. Foi uma grande perda para os jovens dos anos 50.!!! E para as gerações posteriores!!!”

Em seu LP Multiplication, cantou o sucesso “Good Luck Charm”:

Segue o depoimento de um grande cantor brasileiro, que também seguiu os passos do “Rei do Rock” em sua carreira, que é Jerry Adriani:

LEMBRO-ME QUE HÁ TRINTA E CINCO ANOS ATRÁS, EU IA FAZER UM PROGRAMA NA TV GAZETA, NA AVENIDA PAULISTA, LÁ EM SÃO PAULO…JÁ HAVIAM ME FALADO QUE O NOSSO MAIOR ÍDOLO , ELVIS PRESLEY, HAVIA FALECIDO…FOI DIFÍCIL ACREDITAR…AQUILO PARECIA MENTIRA…DIFÍCIL ACREDITAR QUE O NOSSO SUPER ELVIS HAVIA NOS DEIXADO…EM PRIMEIRA INSTÂNCIA, COM ELE SE FORAM AS RECORDAÇÕES DOS PRIMEIROS ANOS DA MINHA ADOLESCENCIA, QUE FICARAM INCRUSTADOS EM ALGUMA ESQUINA DO TEMPO…MAS, POSTERIORMENTE, VERÍAMOS QUE ESSAS RECORDAÇÕES SÃO AQUELAS QUE AINDA NOS IMPULSIONAM A SEGUIR PERSEGUINDO OS SONHOS…SONHOS ESSES, QUE ME PARECIAM DISTANTES…ATO CONTÍNUO, ENCONTRO UM GRANDE AMIGO, QUE TAMBÉM NÃO MAIS ESTÁ NESTA DIMENSÃO, MAS SIM DO OUTRO LADO, COM SUAS IDÉIAS MARAVILHOSAS, O CORAÇÃO DE SUA ALMA, SENSÍVEL COMO POUCOS, AQUELE IRRESISTÍVEL CARISMA…MEU QUERIDO, INESQUECÍVEL “ANTONIO MARCOS”, E NOS ABRAÇAMOS E CHORAMOS A PERDA DE UM IRMÃO…É ISSO MESMO…PRÁ NÓS, ERA COMOSE TIVÉSSEMOS PERDIDO UM IRMÃO…E ELE ERA REALMENTE…CHORAMOS MUITO TEMPO ALÍ, NA AV. PAULISTA, TV GAZETA…E O TEMPO PASSOU…35 ANOS…MUITA COISA MUDOU…O PLANETA GIROU MUITAS VEZES, NOVOS, CONCEITOS, MUITA COISA ACONTECEU E ACONTECERÁ..NOSSO TONINHO, COMO ELVIS, COMO JOHN, COMO MICHAEL JACKSON, COMO RAUL, COMO RENATO RUSSO, COMO CAZUZA, COMO WANDO, COMO WALDICK SORIANO, TODOS GRANDES ÍDOLOS E LIGADOS À ALMA À ESSÊNCIA DE MILHÕES APESAR DOS PRECONCEITOS, DOS ESQUEMAS, DOS LISTÕES, DOS JABACULÊS DE RÁDIO E AFINS, DAS DISCREPÂNCIAS, DAS DIFERENÇAS ABISMAIS DE CERTOS SETORES DA IMPRENSA QUE PRIVILEGIAM UNS E ESQUECEM OUTROS EM NOME DO LEGADO…(SEGUNDO SUAS PRÓPRIAS VERDADES) CHACRINHA, FLÁVIO CAVALCANTI, J. SILVESTRE, TODOS MESTRES DE UMA COMUNICAÇÃO QUE HOJE EM DIA É MUITO DIFERENTE DO QUE FOI…PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR…HAVERIA ESPAÇO PARA NOMES IGUAIS AOS CITADOS??? E JK? TUDO ISSO ME VEIO À CABEÇA, DIANTE DA RECORDAÇÃO DA MORTE FÍSICA DE UM GRANDE ÍDOLO…ELVIS…

EM TEMPO: ESQUECÍ DE FALAR UM NOME OBRIGATÓRIO…GEORGE HARRISON…QUE TEVE A GENTILEZA DE ME CHAMAR PARA UMA FOTO, QUANDO SENTIU-ME DESLOCADO EM UMA ENTREVISTA…

QUANTO AO ELVIS E AOS OUTROS E AOS QUE EU NÃO CITEI POR FALTA DE TEMPO, SHALOM!!!! PAZ…DESCANSO ETERNO!

16 DE AGOSTO DE 2012

Reportagem exibida pelo Jornal da Globo nesta data

Meu Encontro com o Cantor George Freedman!

Na noite do dia 14 de agosto de 2012, tive a felicidade de receber em meu apartamento em São Paulo, o cantor George Freedman, meu ídolo desde os tempos da Jovem Guarda, e sua esposa Zuleika, pessoa de uma simpatia contagiante!

George, sua esposa Zuleika e eu

George autografou meu LP Multiplication, de 1962, e também o compacto “Coisinha Estúpida”, de 1967.

As canetas usadas para o autógrafo

Seguem as fotos e imagens deste memorável encontro!

George autografando a contra-capa do LP

George Freedman com a caneta e o disco nas mãos, após autografá-lo.

George e sua obra!

George autografando o compacto simples “Coisinha Estúpida / Nossa Infância”

 

O Jingle de Campanha Eleitoral Mais Famoso do Mundo!

Em tempos de campanha eleitoral, o “We Love the Beatles Forever” menciona um Beatle Jingle que alcançou fama mundial!

Rosemary Leary, Thimothy Leary, Yoko Ono e Lennon.

O inventário dos anos sessenta deu ao mundo um acervo quase infindável de crônicas surrealistas. Movido a hedonismo, experiências místicas e um receituário químico cheio de novidades, a década contém capítulos que recheiam o já “cabuloso” compêndio de bizarrices da história do rock n´ roll. Em meio a uma plêiade de pérolas, uma das mais famosas canções dos Beatles aparece na mais inusitada das situações.

Em 1969, a campanha para governador da Califórnia pegou fogo com a inserção de um candidato, à epoca em disputa direta com o futuro presidente RONALD REAGAN, que só poderia ser obra daqueles insanos tempos: TIMOTHY LEARY. Se você acha estranho que um ator austríaco seja o chefe por lá hoje, imagine JERRY GARCIA como senador ou SYD BARRET como chefe da Casa Civil.

Expulso de Harvard por ter feito uma experiências com LSD com uma turma inteira de psicologia, preso pelo governo NIXON por apologia às drogas e amigo de JOHN LENNON, o psicólogo americano era detentor de uma inteligência proporcional à sua peculiar visão de mundo, elegendo o uso de psicotrópicos como “expansores” de mente e que, segundo sua interpretação, seria esse o caminho para o progresso da humanidade (!)

LENNON ficou empolgado com a candidatura e se propôs a fazer um jingle da campanha. O slogan de LEARY – “Come Together, Join the Party”, retirado do IChing seria uma celebração à vida, na qual todos seriam convidados a participar. LENNON criou uma versão “bruta” da canção e repassou a LEARY que a colocou nas rádios alternativas. Percebendo o potencial da faixa, JOHN a gravou para o compacto britânico que tinha “Something” no lado B.

Em dezembro daquele ano, a candidatura de LEARY sofreu um grande choque, quando o mesmo foi preso por porte de maconha. Na cadeia ouviu a versão definitiva na rádio, do então recém lançado álbum “Abbey Road”. Segundo declarou, anos depois para a revista Rolling Stone, LEARY ficou aborrecido e mandou uma carta para JOHN, expressando seu desagrado. De acordo com ele, LENNON respondeu: ”Que ele era um alfaiate, e eu era um cliente que pediu um terno e nunca voltou. Então ele o havia vendido para outra pessoa”.

Só nos resta imaginar como seria o horário político naqueles tempos… 

Fonte: Whiplash

George Freedman, meu ídolo da Jovem Guarda, aniversaria!

George,

Eu já tive a grata oportunidade de lhe dizer isso, mas vou repetir agora, que… Os ídolos não morrem, os ídolos não envelhecem, apenas continuam os mesmos que eram quando entraram em nossas vidas sem pedir licença, e permaneceram com a gente, nos acompanharam pela estrada que percorremos, fizeram parte da trilha sonora que embalaram nossas emoções, e ficam conosco durante nossa existência.
Um verdadeiro ídolo não é fabricado para ser consumido num determinado momento e esquecido no outro… por que um verdadeiro ídolo é para sempre! Você é meu ídolo desde os tempos da Jovem Guarda, e por obra do destino, de Deus ou dos deuses, eu pude lhe dizer isso, agora que te reencontrei, mais de 40 anos depois!

Hoje é dia especial, é seu aniversário, querido George, esta é a minha homenagem a ti!

Você aniversaria, mas sou eu quem ganhei o presente, que espero em breve receberá o seu autógrafo!

É o LP Multiplication, seu grande sucesso de 1962, início do Rock and Roll no Brasil, e na contracapa, uma profecia escrita por Antonio Aguillar: “Atentem para esse detalhe: este LP vai entrar para a história!!

“George Freedman, este autêntico ídolo dos brotos no Brasil está tão somente começando sua fulgurante carreira em nossa terra.
Este LP, que leva o nome de “Multiplication”, diz bem, em seu íntimo, do muito que irá obter, de sucessos indiscutíveis, este jovem alemão de nascimento e brasileiro de coração. Muitas vezes irá se multiplicar a popularidade deste “astro” _ galã de nossa juventude sadia e feliz, que sonha ser um dos melhores atores do cinema pátrio, agora, em tamanha ascenção internacional. O seu contrato com a RGE, é exatamente a tecla que irá bater no coração de suas fans. O ex-estudante de química industrial, que abandonou a sala de aula para vir a ser o expoente de nossa música popular juvenil, dá assim o passo definitivo para a maturidade artística. O adolescente que chegou ao Brasil com tantas ambições recebe assim o seu diploma de consagração.A sua Berlim natal, tão sofrida e maltratada, ficou para trás; e hoje, São Paulo é quem detém todos os momentos do extraordinário cantor. Aqui, é que se vai amoldar a personalidade definitiva deste cartaz fabuloso, que os paulistas admiram e o Brasil inteiro quer bem.Atentem para esse detalhe: este LP vai entrar para a história!Sim, para a história da música, por que aqui está reunido um repertório bem variado e bem a gosto do público jovem.E… então, comecemos pela primeira faixa do Lado A, você vai ver que não me enganei… tá?”

Antonio Aguillar

Ouvindo as suas canções à moda antiga

O uso de Sintetizadores pelos Beatles e George Harrison

Tudo começou com George Harrison, que costumava testar e tirar vários sons do seu instrumento, e um dia, quando estavam no estúdio pra gravar o álbum “Abbey Road”, havia lá um sintetizador paradinho em um canto do estúdio… 

George nem sabia ligá-lo, mas como era perfeccionista, tentava… tentava… porque queria encontrar a nota perfeita. George não fazia música para vender, ele gostava de ficar  criando notas, inventando, até encontrar a nota perfeita, e o uso do sintetizador realçava o som das notas.

Um dia Klaus Voorman disse que George fazia 100, 200 vezes a mesma nota, e que era preciso ter paciência com ele, de tanto que ele buscava a perfeição; este foi até um dos motivos que levou Harrison a querer parar com os shows ao vivo, ainda quando os Beatles estavam juntos.

Here Comes the Sun e Something foram regravadas incessantemente ao longo dos anos, sendo que “Something” chegou a ser apontada como a segunda música mais
interpretada no mundo, atrás somente de Yesterday. Este disco foi marcado pelo uso de novos recursos tecnológicos que estavam surgindo na época. Um deles foi o sintetizador Moog, que começava a ser utilizado em maior escala dentro do rock. Ele possibilitava que virtualmente qualquer som fosse gerado eletronicamente. O sintetizador Moog pode ser notado claramente em músicas como “Here Comes the Sun” e “Because”.

George usou um sintetizador Moog, que havia sido feito especialmente para ele, e lembra: “Era enorme, com dois teclados e centenas de jackplugs (um tipo de conector de áudio), não havia manual de instrução, e se por acaso existisse um, haveria de ter milhares de páginas.”

Por seu trabalho em Abbey Road, os engenheiros de som Geoff Emerick e Phillip McDonald ganharam o Grammy Award.

George também estreou um sintetizador Moog que havia acabado de adquirir, na gravação do seu disco Electronic Sound, onde praticamente “brinca” com o instrumento, sem levar muito a sério as músicas.

“Eletronic Sound” foi um dos primeiros discos eletrônicos da história da música. O sintetizador então virou uma febre na época.

“Electronic Sound” foi o segundo álbum em sua carreira solo e veio depois de “Wonderwall Music” (trilha do filme de mesmo nome); “Eletronic Sounds” é considerado um dos primeiros discos eletrônicos, mas eram obras meio “experimentais”, e tiveram pouco destaque, apesar de instigantes, principalmente o “Wonderwall Music”, pois misturava o ritmo do rock e das guitarras com elementos e instrumentos indianos!
Considerado um dos primeiros discos eletrônicos da história da música, foi lançado em 1969.
Pode-se dizer que este disco é “uma brincadeira” que George fez com seu recém adquirido sintetizador Moog do qual ele tirava diversos sons sem muito sentido.
Uma curiosidade: o desenho da capa do disco foi feito pelo próprio George e este gesto se repetiria em trabalhos futuros, como no encarte do “Dark Horse”, de 1974, e também no seu último disco, “Brainwashed”, de 2001.

Citações do próprio George Harrison:

“Este disco poderia ser chamado de “Avant guard”.

“Há uma porção de gente por aqui fazendo um monte de barulho, eis aqui mais um pouco”. (Arthur Wax)

Os sintetizadores já eram usados pelos americanos no Jazz e  Peter Frampton, conhecido nos anos 70 como roqueiro de arena, também usou em sua  guitarra, fazendo uma adaptação, e ficou famoso por ser o primeiro guitarrista a utilizar do recurso da guitarra falada.

Como bem disse meu amigo Francisco Castro, quando se tem a verve e encontra-se algo instigante, chega-se ao sucesso, que é o momento em que a competência encontra a oportunidade.

Os Beatles todos eram dotados de instigância, curiosidade, persistência, busca sistemática. Aí, chegam ao estúdio em Abbey Road, um lugar que oferecia todas essas possibilidades, incluindo Sintetizador, Melotron, Piano, um espaço para sonhos, um produtor chamado George Martin, um espaço para colocar uma orquestra inteira, uma acústica perfeita e compressores de voz.

Além de todas as “sacadas” de George, o Melotron que Paul McCartney colocou na introdução de Strawberry Fields Forever é uma coisa inimaginável para a época e que até hoje arrepia desde o mais leigo apreciador, até o mais estudioso maestro.

“Coloquem-lhe (permitam, incentivem) as asas dos sonhos, e seus vôos o levarão across the universe!” (Francisco Castro)

Fonte: Comunidade do Orkut, We Love the Beatles Forever e George Harrison, the Best