The Beatles no Rancho Pigman

Em 1964 os Beatles ficaram no Rancho de Reed Pigman, localizado em Alton, Missouri (EUA), por vários dias, fazendo deste um dos ranchos mais famosos da América.

Reed Pigman, que era o dono do rancho na época, conversou com Brian Epstein e foi assinado um contrato entre eles, onde os Beatles receberiam serviço de fretamento.

Ranch - Os Beatles com Reed Pigman, dono do rancho onde eles icaram hospedados em 1964

Reed Pigman com os Beatles

Os famosos ícones da música eram levados e trazidos de volta dos concertos que fizeram parte da famosa turnê Americana de 1964.
O único intervalo que Paul McCartney, Ringo Starr, George Harrison e John Lennon tiveram durante toda a turnê, foram alguns poucos dias antes do último concerto deles em Washington DC, encerrando a turnê americana.
Reed Pigman convenceu o grupo que um antigo estilo de vida no rancho Americano era a única maneira de relaxarem e passarem alguns preciosos dias de descanso.
Assim, em setembro de 1964, Reed Pigman levou o grupo em seu avião mono motor, aterrissando na pista de grama do rancho, para um curto período de refúgio no país.

1964 - desenbarcando em Melbourne, Australia

1964 NO RANCHO DE REED PIGMAN EM ALTON - MISSOURI - 19 DE SETEMBRO [1]

1964 NO RANCHO DE REED PIGMAN EM ALTON - MISSOURI - 19 DE SETEMBRO [2]

1964 NO RANCHO DE REED PIGMAN EM ALTON - MISSOURI - 19 DE SETEMBRO [3]

Foi então que os Beatles tornaram o rancho famoso no mundo todo como “Rancho de Pigman”!

ranch 1

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O vestido de carne de Lady Gaga foi restaurado por um músico brasileiro!

Sergio Vigilato, que pertenceu ao conjunto musical The Jet Black’s, é o único musico brasileiro que tem seu trabalho exposto no Museu de Rock em Cleveland, Ohio, sem nunca ter tocado uma única nota musical para isso!!!

É que foi ele quem trabalhou para que o vestido de carne usado pela Lady Gaga, pudesse permanecer em exposição no museu, conforme mostrado no Fantástico em reportagem exibida em 07/08/2011.

O vestido feito de carne usado por Lady Gaga na premiação “MTV Vídeo Musica Awards” de 2010 foi “embalsamado”, ou melhor, conservado, pelo músico brasileiro, que ficou conhecido nos anos 60 como Sérgio Canhoto, e que atualmente reside na Califórnia.
O taxidermista brasileiro passou quatro meses restaurando o famoso vestido de carne usado por ela no VMA 2010 e após a restauração o vestido foi exposto em lugar de destaque no Museu do Rock nos Estados Unidos.

Na ocasião, Lady Gaga usou o vestido para protestar contra a política “não pergunte, não conte” imposta para soldados americanos gays.
A cantora explicou que se as pessoas não lutarem pelo que acham certo, elas terão os mesmos direitos de um pedaço de carne.

Sérgio acha graça ao contar que é o único musico que entrou para o museu sem ter tocado nenhuma nota musical, e uma sugestão para o Guinness Book já está sendo encaminhada!

Nas fotos a seguir, Sérgio aparece mostrando o vestido ainda sem ser restaurado e depois ele já pronto.

Esta primeira foto foi feita no estúdio “JetBlack USA, onde podemos ver a bolsa a tiracolo e a coroa de carne (no banquinho do piano, ao lados dos sapatos), que embora tenham sido também despachados juntos por ele para o museu, não há fotos nem comentários de que estejam também colocados lá com o vestido e os sapatos, que seguem expostos no Museu Rock and Roll of Fame, em Cleveland, Ohio – U.S.A.

Sérgio ao lado do vesstido de carne da Lady Gaga 1

Esta segunda foto mostra Sérgio mostrando o vestido ainda não terminado.

Sérgio com o vestido de carne da Lady Gaga 2

Sérgio se destaca no trabalho de Taxidermista e Artes Plásticas, além de ter o seu estúdio JetBlack USA, e nas horas vagas ainda desenha camisetas com o emblema do famoso conjunto brasileiro dos anos 60, The Jet Black’s, como esta que ele me enviou depois de autografar…

Sérgio autografando as minhas camisetas

Um pouco da trajetória artística de Sérgio Roberto Vigilato

Conhecido como Serginho Canhoto, ele criou o seu primeiro conjunto de Rock chamado “Os Corsários”, que era formado por Sergio Canhoto na Guitarra Solo e Vocal, Osvaldo, conhecido como Dicão, na bateria, Brunno Pasqual no Contra Baixo, Luiz Carlos , Guitarra Base e Vocal, Leonato, Sax Tenor.

“Os Corsários”  na década de 60 durante o Programa “ Ritmos Para A Juventude” , na extinta TV Excelsior- SP Foto do acervo de Sergio Roberto Vigilato

“Os Corsários” na década de 60 durante o Programa “ Ritmos Para A Juventude” , na extinta TV Excelsior- SP
Foto do acervo de Sergio Roberto Vigilato

Sérgio e sua primeira guitarra elétrica com alavanca e caixa acústica confeccionada por ele:

Primeira guitarra elétrica com alavanca e caixa acústica

Primeira guitarra elétrica com alavanca e caixa acústica

No meio do ano de 1964, Sérgio deixou Os Corsários para ir tocar no conjunto The Jet Black’s, onde ficou até fins de 1966.

De pé, da esquerda para a direita: Jose Paulo Matrângulo, Baixo-Eletrico e vocal, Jose Provetti, guitarra solo e vocal, Jurandy Trindade, Baterista e Relcções Públicas, sentado está Serginho "Canhoto" (Sergio Vigilato), guitarra-base e vocal.

De pé, da esquerda para a direita: Jose Paulo Matrângulo, Baixo-Eletrico e vocal, Jose Provetti, guitarra solo e vocal, Jurandy Trindade, Baterista e Relcções Públicas, sentado está Serginho “Canhoto” (Sergio Vigilato), guitarra-base e vocal.

Nos Jet Black’s participou dos LPs lançados entre os anos de 1964 e 1966.

Quando saiu, no final de 1966, ele criou “Os Corsos” com os integrantes do grupo “Os Wandecos” (grupo que acompanhava a cantora Wanderléa).

Foto com os Corsos em novembro de 1966, após sua saída do The Jet Black’s.

Formação: Serginho ”Canhoto” de pé, Líder, guitarra solo e relações publicas, Ronny, guitarra-base e vocal, Luiz Marcelo , Guitarra(segunda) e vocal, Jose Adolfo Stern(Ze) Bateria e vocal e o Carlos Geraldo, baixo-Eletrico e vocal.

Os Corsos -  OS CORSOS (novembro 1966)

Esta outra foto é de 1967, na boate La Vie an Rose, Baixada Santista.

1967 - Os Corsos na boite LA VIE EN ROSE

1967 – Os Corsos na boite LA VIE EN ROSE

Sérgio mudou-se para o Alaska onde morou por algum tempo e depois mudou-se para os Estados Unidos, e lá deixou de ser Serginho Canhoto para tornar-se Sérgio 2000, nome que lhe foi dado pela sua agente em 1969, quando cantou pra ela uma canção de Tom Jobim.

Nesta foto de 1974, Sérgio se apresentando em Burbank,Ca U.S.A.

Burbank,Ca U.S.A. - Sérgio 2000

Burbank,Ca U.S.A. – Sérgio 2000

Curiosidades sobre as edições das capas do Álbum Help!

Help!, foi o quinto álbum oficial dos Beatles a ser lançado, tendo saído na Inglaterra em 06-08-65, nos Estados Unidos em 13-08-65 e no Brasil em novembro de 1965, portanto, há 48 anos.
Dias depois do primeiro lançamento na Inglaterra, em 22 de agosto de 1965, aconteceu a estreia do filme com a trilha sonora do disco nos USA, porém no Brasil só se deu no final do ano, ocasião em que a Beatlemania começava a despontar no mundo.
Segundo um livro americano, o título original do filme era “Eight Arms to Hold You”, e pouco antes da première do filme, a gravadora Capitol lançou o single “A Ticket to Ride”, escrevendo no rótulo: “from the United Artists release Eight arms to hold you”. Aqui no Brasil um dos primeiros compactos que saiu pela gravadora Odeon sem a capinha com fotografia, vinha escrito na parte inferior do rótulo, em português, “Da trilha original do filme Oito Braços Para Abraçá-la”, mas o diretor Richard Lester e o produtor Walter Shenson resolveram mudar o nome do filme para Help!

A capa deste LP tem uma história interessante!

A capa do álbum mostra os Beatles com seus braços posicionados para soletrar uma palavra na bandeira do semáforo. De acordo com o fotógrafo da capa, Robert Freeman, “eu tive a ideia de semáforo soletrando as letras “HELP” (socorro). Mas quando viemos fazer as fotos o arranjo dos braços com aquelas letras não ficaram bons. Então decidimos improvisar e finalizamos com o melhor posicionamento gráfico dos braços.

Formação da capa Help

No lançamento no Reino Unido, a Parlophone colocou as letras de forma que os Beatles parecessem formar a palavra “NUJV”, enquanto que a versão ligeiramente rearranjada pela Capitol Records nos Estados Unidos, mostram as letras “NVUJ”, com a mão esquerda de McCartney apontando para o logotipo da Capitol.
A versão de Help! mais procurada pelos colecionadores, é esta em que a Capitol mudou a posição dos fab4 e deixou Paul apontando para o logotipo da gravadora.

trilha sonora help! 1

A versão Russa abaixo segue a mesma capa, diferente das outras no mundo.

LP Help do Edu 1

A capa do LP Help! alemão:

Help! postado pelo Alberto Pavão

Notem que na versão inglesa e nas outras versões, Paul McCartney não é o último, à direita.

LP Help do Edu 2

O Help! nacional tem capa vermelha!

Help! 1965 004

Help! 1965 006

Help! 1965 007

Só por curiosidade, segue abaixo a capa da versão dos argentinos.

LP Help do Edu 3

Escutando a música tema do filme, Help!, como antigamente!

Uma Homenagem a Lizzie Bravo, “across the Ocean”!

Hoje a Lizzie Bravo nos contou que recebeu estas mensagens e o link para o vídeo abaixo de Otto Olsen, e o fato lhe causou grande emoção!

Otto Olsen disse que se inspirou na história dela e de sua amiga Gayleen cantando com os Beatles e a letra fala de um imaginário encontro dela com John Lennon!

A mensagem de Otto Olsen para a Lizzie dizia que eles estavam num local chamado Norwegian Beatleclub acabando de fazer um vídeo de uma canção masterizada no estúdio de Abbey Road. Disse que a letra foi baseada na estoria de como ela e suas amigas foram chamadas pra cantar na música “Across The Universe” e que é um tributo a ela e aos Beatles.
Agradeceu a Lizzie pela inspiração e indicou o canal do Youtube para que ela pudesse ouvir a música e assinou Otto Olsen, de Stavanger, Noruega… onde há uma tempestade de neve e ruas desertas no momento.

**********

Olá Lizzie, vou lhe enviar a letra. É sobre um jovem e uma fã dos Beatles que estava esperando do lado de fora do estúdio em fevereiro de 1968 e talvez ele estivesse apaixonado por você e com ciúmes por que você e sua amiga foram convidadas a entrar e cantar e ele não foi e agora ele está olhando o passado e recordando “os velhos dias e lembrando de Abbey Road”. Algumas linhas melódicas e a atmosfera lembram um pouco Across the Universe… Mas a estoria e pura fantasia, ao mesmo tempo em que a letra é sobre Abbey Road e os Beatles. Estou no trabalho na escola e não tenho acesso à letra… mas enviarei mais tarde. A canção estará disponível no iTunes e Spotify, mas também em um CD single local.

Texto original:

“Hi. We (in our local Norwegian Beatleclub) have just finished a video and mastered a song in Abbey Road studio. The lyrics is based on the story about how you and your friend were asked to sing on Across The Universe and is a tribute to you and the Beatles. If you log into youtube.com and search: “Beatleclub Remember Abbey Road” you will find the song. Thanks a lot for the inspiration. Kind regards from Otto Olsen… from Stavanger, Norway…where there is a snow storm and deserted streets at the moment.”

**************

Hi Lizzy I will send the lyrics. Its about a young boy and Beatlefan who was waitng outside the studio in February 1968 and may be he was in love with you and jealous cause you and your girlfriend were invited in to sing and he wasn’t and now he’s looking back remembering “the old days and remembering Abbey Road”. Some melody lines and some atmosphere are a bit like Across the Universe… But the story is free fantasy, At the same time the lyric is about Abbey Road and the Beatles. I’m at work now at school and I don’t have acess to the lyric…but will send it later. The song is supposed to be available on Itunes and Spotify, but also as a local cd single.

http://tinyurl.com/ppamh89

REMEMBER ABBEY ROAD
(O. Olsen)

Dedicated to Beatle fan Lizzie Bravo, Brazil, singing vocals on “Across the Universe”, 1968.
(Dedicada à fã dos Beatles, Lizzie Bravo, do Brasil, que cantou nos vocais de “Across the Universe” em 1968.

Oh Lizzie I can still hear you sing
“Nothing’s gonna change our world”
The Beatles wanted you to sing along
Since then it’s been my first true love song

Oh Lizzie you said you’d always love me
until you met the heroes of your dreams
You left me – but promised to wait
Got lost that magic spring of ’68

I still remember Abbey Road
Nothing’s gonna change our world
Nothing’s gonna change the way you loved me
We shared a dream – oh Abbey Road

Oh Lizzie – Thank you for the past
We were too young to know it couldn’t last
I was your Romeo – just for a while
You were my Juliet with your Mona Lisa smile

Oh Abbey Road, Oh Abbey Road
I still remember Abbey Road
I still remember Abbey Road…

Lizzie Bravo e John Lennon

Lizzie Bravo e John Lennon

De como Sérgio Reis deixou a Jovem Guarda para cantar músicas Sertanejas.

De uma maneira informal mas bastante elucidativa e divertida, vou colocar aqui uma conversa que presenciei entre o Márcio, da dupla Os Vips, Joe Becerra Jr., Carlos Augusto de Almeida, entre outros membros do grupo do Facebook, “Eterna Jovem Guarda“, onde a conversa fluiu e nos proporcionou conhecermos a história de como o cantor Sérgio Reis enveredou para o Sertanejo…
Sergio_Reis

Eu soube há algum tempo atrás pelo Raul de Barros que Tony Campello foi a pessoa que lançou Sérgio Reis na música Sertaneja, e agora o Márcio explica como tudo aconteceu:

Marcio Augusto Antonucci

Marcio Augusto Antonucci 11 de dezembro de 2013 15:01
Sérgio Reis estourou com a música Coração de Papel. Vendeu muito, além de tocar muito também. O caso dele mudar pro sertanejo era uma ideia antiga que ele tinha, porque seus pais eram bem “sertanejos na cidade” e sua irmã, que foi minha professora no ginásio, o ensinou a fazer 2ª voz. Bem, estávamos fazendo uma turnê, OS VIPS e SÉRGIO REIS pelo interior do Paraná (Jacarezinho, Bandeirantes, Cornélio Procópio, Londrina e Maringá) e em todas as cidades em que nós chegávamos, logo na entrada estavam anunciados os shows da dupla Léo Canhoto & Robertinho nos circos locais, com uma peça teatral dramática no fim. Depois de fazermos todas as cidades com público reduzido e eles lotando com sessões extras seus espetáculos, em Maringá, no quarto do Hotel, após dizer que achava que OS VIPS deveriam gravar O MENINO DA PORTEIRA, Sérgio disse que estava parando com a JOVEM GUARDA. A cena é muito engraçada, porque ele pegou seu pequeno “instrumento” vindo do banho e começou a bate-lo na mesa do quarto dizendo: – não canto mais iê-iê-iê, não canto mais iê-iê-iê… 🙂 Meses depois TONY CAMPELLO o chamou para gravar O MENINO DA GAITA. Com o estouro dessa canção, TONY bolou o Serjão Sertanejo que conhecemos, com um chapéu e um violão grandão como ele e gravando, aí sim, O MENINO DA PORTEIRA. O resto? O resto é história!!! ♥

Marcio Augusto Antonucci

Marcio Augusto Antonucci 11 de dezembro de 2013 15:47
Vejam o que o Osmar Zan me disse:

Marcio concordo. Ele relutou muito pra gravar sertanejo, só depois que viu e soube do sucesso do Edinho Santa Cruz e sua banda, é que resolveu gravar, com minha interferência e do Toni Campello. Isso eu vivi na pele – pois era Diretor Artístico da RCA… E O PRIMEIRO SUCESSO DELE LÁ NA RCA foi com a musica O MENINO DA GAITA, QUE EU TROUXE DA ESPANHA QUANDO LÁ ESTIVE e parte da versão eu a fiz no avião e nem quis parceria, porque nunca foi do meu perfil, misturar as coisas. No livro que estou preparando dos meus 30 anos de RCA, vou esclarecer muitas coisas.

Sobre Eduardo Araújo, Márcio diz:

Marcio Augusto Antonucci

Marcio Augusto Antonucci 11 de dezembro de 2013 16:39
O Eduardo é “country”, não sertanejo. Durante os 30 Anos de Jovem Guarda, todas as vezes que nos encontrávamos ele fazia questão de ficar tentando me convencer de que o “country” era o futuro do iê-iê-iê no Brasil!!!

Joe Becerra Junior

Joe Becerra Junior 11 de dezembro de 2013 16:43
Marcio, mas recordas que o Eduardo, tentou muitos estilos, inclusive o quase desconhecido “boogaloo”, mas eu tiro chapéu prá ele…enveredou pelo caminho certo dentro do que a voz dele se propunha…

Marcio Augusto Antonucci

Marcio Augusto Antonucci 11 de dezembro de 2013 16:51
E se tivéssemos gravado O MENINO DA PORTEIRA, como queriam Luiz Aguiar, The Bells e o Sérjão? 😉
Aí então o Joe responde, à maneira cubana sua de ser! 😉

Joe Becerra Junior

Joe Becerra Junior 11 de dezembro de 2013 17:08
Pois é, hoje vocês seriam MÁRCIO & RONALD…na “crista da onda”!!! Que tal? jajajajajajaja

Márcio e Ronald o melhor do sertão by Joe

Música por Música, uma análise do “Please Please Me” ao “Sgt. Pepper’s”

Uma análise das músicas dos Beatles por ordem cronológica, do álbum “Please Please Me” ao “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, seguindo a discografia inglesa (e brasileira).
Em 2011 o Eduardo (Dado) Linz de Macedo realizou uma análise das músicas dos Beatles por ordem cronológica, seguindo a discografia inglesa (e brasileira), usando como fonte para datas de gravação e créditos das faixas o livro ‘Revolution in the Head’, de Ian Macdonald, pra ele um dos mais interessantes, tecnicamente falando, da bibliografia Beatle! Ian era um dos que mais entendia de Beatles no planeta, mas infelizmente já faleceu!

Revolution in the Head de Ian Macdonald

O álbum “Please Please Me” – 1963

1-I Saw Her Standing There

Música de Paul com ajuda de John. Grande início para uma primeira música de um primeiro álbum de uma banda estreante. Uma pegada fantástica de George na guitarra e Paul no baixo.
Paul: vocal, baixo e palmas. John: backing vocal, guitarra ritmo e palmas. George: guitara solo, palmas. Ringo: bateria, palmas.
Gravado em 11 de fevereiro de 1963.

2-Misery

Outra coisa impressionante é os Beatles já de saída comporem a maioria de suas músicas. Nesse álbum 8 são deles. ‘Misery’ foi composta em janeiro de 63, por John e Paul durante a turnê com Helen Shapiro. Foi a primeira canção beatle a ser gravada por outro artista, no caso, Kenny Lynch.
John:vocal, guitarra ritmo. Paul:vocal, baixo. George:guitarra lider. Ringo: bateria. George Martin: piano.
Gravado em 11de fevereiro e 20 de fevereiro de 1963.

3-Anna (Go to Him)

Composta por Arthur Alexander um cantor negro do Alabama que tinha boa reputação entre os amantes ingleses de Rythm & Blues ( os Stones gravaram ‘You Better Move On’ dele).
É uma boa amostra do potencial vocal de Lennon. Na letra o ‘rapaz’ diz que prefere ver a ‘moça’ feliz, mesmo que ele sofra…. O que não tinha nada a ver com os sentimentos de John na época pelas mulheres…
John: vocal e violão. Paul: bacing vocal, baixo. George: bacing vocal, guitarra líder. Ringo: bateria.
Gravação em 11 de fevereiro.

4-Chains

Música de Gerry Goffin & Carole King, que foi um sucesso modesto em 1962 com ‘The Cookies’. Esta canção fez parte por pouco tempo das apresentações ao vivo dos Beatles. E um exemplo inicial do talento de John na harmônica.
George: vocal, guitarra líder. Paul: harmonia vocal e baixo. John: harmonia vocal, guitara ritmo e gaita de boca. Ringo: bateria.
Também gravado em 11 de fevereiro.

5-Boys

Música de Luther Dixon & Wes Farrell feita para o grupo americano feminino, ‘The Shirelles’, do qual os Beatles eram fãs. ‘Boys’ fez parte dos hows ao vivo da banda entre 61/64, como um veículo para o vocal de Ringo.
Ringo: vocal, bateria. John: backing vocal, guitarra ritmo, George: backing vocal, guitarra lider. Paul: backing vocal, baixo.
Gravação em 11 de fevereiro.

6-Ask Me Why

Música quase que toda de John, inspirada em Smokey Robinson, líder do ‘The Miracles’, outro gurpo da Motown que os Beatles adoravam. Foi gravada na mesma sessão de ‘Please Please Me’ da qual virou lado B em single.
John: vocla, guitarra ritmo. Paul: backing vocal, baixo. George: guitarra solo. Ringo: bateria.
Gravação em 6 de junho e 26 de novembro de 1962.

7-Please Please Me

John escreveu ‘Please Please Me’ na casa de sua tia Mimi, tirando a primeira linha do sucesso de Bing Crosby dos anos 30, ‘Please’. O estilo era parecido com Roy Orbison. George Martin ainda duvidando um pouco do talento de Lennon & McCartney como compositores sugeriu uma alteração no compasso da canção, acelerando-a. Isso a tornou su primeiro sucesso!
John: vocal, guitarra ritmo, gaita de boca. Paul: vocal, baixo. George: harmonia vocal, guitara lider. Ringo: bateria.
Gravado em 11de setembro e 26 de novembro de 62.

8-Love Me Do

Uma das primeiras composições de Paul, feita quando ele tinha 16 anos. Esta canção foi grvada primeiro com Pete Best na bateria, e depois quando este foi chutado da banda, com Ringo (versão do single) e com Andy White ( versão do álbum).
A versão chamada de 2, que está no álbum ‘Please Please Me’ tem:
Paul: vocal, baixo. John: vocal, gaita de boca, guitarra ritmo (?). George: violão, backing vocal. Ringo: pandeiro. Andy White: bateria.
Gravado em 6 de junho, 4 e 11 de setembro de 62.

9- P.S. I Love You

Escrita em Hamburgo em 1961 por Paul, ela se tornou um número oficial das apresentações ao vivo durante 62/63. Era muito popular com as meninas.
Paul:vocal, baixo. John: backing vocal, violão. George: backing vocal, guitarra solo. Ringo: maracas. Andy White: bateria.
Gravado em 11 de setembro de 62.

10-Baby It’s You

Outra canção que o grupo ‘The Shirelles’ cantava e que foi incluída pelos Beatles em seu primeiro álbum. Sem dúvida uma grande homenagem e que deve ter surpreendido as garotas do grupo americano.
John: vocal, guitarra ritmo. Paul: backing vocal, baixo. George: backing vocal, guitarra solo. Ringo: bateria. George Martin: celesta.
Gravado em 11 e 20 de fevereiro de 1963.

11- Do You Want To Know A Secret

Esta foi escrita por John pra dar uma chance pra George nos vocais. Ela foi inspirada numa canção que sua mãe, Julia, cantou pra ele de um filme da Disney (I’m Wishing’ de ‘Snow White and the Seven Dwarfs). A canção não foi levada muito a sério, mas agradou as fãs de George.
George: vocal, guitarra solo. John: backing vocal, guitarra ritmo. Paul: backing vocal, baixo. Ringo: bateria.
Gravado em 11 de fevereiro de 63.

12-A Taste Of Honey

Canção de Scott & Marlow para um filme de 1961, baseado numa peça inglesa chamada ‘A Taste of Honey’. Ela serviu bem de veículo para o sentimentalismo de Paul na época.
Paul: vocal dobrado, baixo. John: backing vocal, guitarra ritmo. George:backing vocal, guitarra solo. Ringo: bateria.
Gravado em 11 de setembro de 62.

13-There’s A Place

Um exemplo da velocidade que os Beatles aprenderam a compor. Mais uma música feita as pressas para encaixar no álbum. É quase uma declaração de independência de John.
John: vocal, gaita de boca, guitarra ritmo. Paul: vocal, baixo. George: backing vocal, guitarra solo. Ringo: bateria.
Gravado em 11 de fevereiro de 63.

14-Twist And Shout

Eram 10 da noite, de 11 de fevereiro e os Beatles tinham gravado por 12 horas,e o tempo estava esgotado. Mas George Martin queria mais um número para encerrar o álbum com estilo!! Eles se retiraram para a cantina de Abbey Road para uma xícara de café (Lennon tomou leite quente para sua garganta). Eles sabiam o que tinham que gravar… O número mais selvagem do set deles: ‘Twist and Shout’.. uma cover do sucesso de 1962 do grupo familiar americano ‘The Isley Brothers’.
Eles só tinham uma ou no máximo duas chances de gravá-la antes que a voz de John sumisse por completo.
E assim foi feito.. algo incomparável – pela intensidade com que foi gravado – a qualquer coisa gravada num estúdio pop inglês.
John: vocal, guitarra ritmo. Paul: backing vocal, baixo. George: backing vocal, guitarra solo. Ringo: bateria.

11 de fevereiro de 1963, uma data histórica para a música! O primeiro álbum Beatle estava terminado!

O Álbum “With the Beatles” – 1963

Segundo álbum da banda lançado tb em 1963.

A capa foi revolucionária pra época, apesar do pessoal de marketing da EMI ter detestado aquela foto sombria, com os 4 muito sérios. Os Beatles quiseram essa foto preto e branco pq sua amiga de Hamburgo Astrid Kircherr assim os tinha fotografado na Alemanha, e Robert Freeman fez um belo trabalho.

É um dos meus álbuns preferidos da banda. Eles mantiveram o mesmo sistema de 8 músicas próprias e 6 de outros compositores que tinha dado certo no primeiro álbum. Só que eles estavam cada vez melhor como compositores.

1-It Won’t Be Long

Canção predominantemente de John, ainda com a influência dos ‘yeahs, yeahs’. É uma faixa bem animada e feita de encomenda pra abrir o disco.
John: vocal dobrado, guitarra ritmo. Paul: backing vocal, baixo. George: backing vocal, guitarra solo. Ringo: bateria.
Gravado em 30 de julho de 63.

2-All I’ve Got to Do

Outra música de John, boa o suficiente para o álbum mas não levada em conta para apresentações ao vivo.
John:vocal, guitarra ritmo. Paul: backing vocal, baixo. George: backing vocal, guitarra lider. Ringo: bateria.
Gravado em 11 de setembro de 63.

3-All My loving

Uma das primeiras grandes músicas dos Beatles! Escrita por McCartney dois meses antes da gravação, durante turnê com Roy Orbison. Ela é rara pq começou com a letra e depois foi colocada a melodia. Lindo solo de guitarra de George.
Paul: vocal dobrado, baixo. John: backing vocal, guitarra ritmo. George: backing vocal, guitarra solo. Ringo: bateria.
Gravado em 30 de julho de 63.

4-Don’t Bother Me

Primeira composição de George Harrison a aparecer num álbum dos Beatles. Ele mesmo não a levou muito a sério, e não a queria no disco. Mas é agradável e ja mostra a necessidade que George tinha de privacidade na letra. Ele melhoraria muito como compositor…
George: vocal dobrado, guitarra solo. John: guitarra ritmo, pandeiro. Paul: baixo, claves. Ringo: bateria, bongos.
Gravado em 11 e 12 de setembro de 63.

5-Little Child

Uma colaboração meio a meio de Lennon & McCartney. Foi gravada mais para completar o álbum e nunca utilizada nos concertos ao vivo.
John: vocal, guitarra ritmo e gaita de boca. Paul: vocal, baixo e piano. George: guitarra solo. Ringo: bateria.
Gravado em 11 e 12 de setembro de 63.

6-Till There Was You

Música de Meredith Wilson que Paul conheceu em 1958 em uma versão de Peggy Lee. Ele a incorporou nos shows da banda em Hamburgo e ainda a tocava ao vivo em 1964. Foi uma tentativa bem sucedida de Paul ter ao menos uma balada por disco, lembrando o sucesso de ‘A Taste of Honey’.
Paul é o único a tocar instrumento elétrico nessa música, o seu baixo.
Paul: vocal, baixo. George: violão solo. John: violão ritmo. Ringo: bongos.
Gravado em 18 e 30 de julho de 63.

7-Please Mister Postman

Cover dos ‘The Marvelettes’ que foi o grupo a dar o primeiro nº 1 a Motown nos EUA. Os Beatles a tocavam frequentemente em 1962, mas quando foram gravá-la já a tinham esquecido e não foi fácil.
John: vocal dobrado, guitarra ritmo. Paul: backing vocal, baixo. George:backing vocal, guitarra solo. Ringo: bateria.
Gravado em 30 de julho de 63.

8-Roll Over Beethoven

Canção de Chuck Berry, cantada por George e um dos melhores momentos do álbum. A guitarra de George dá um efeito contagiante à canção. Além das palmas, que foi uma coisa que os Beatles sempre utilizavam no início.
George: vocal dobrado, guitarra solo, palmas. John: guitarra ritmo, palmas. Paul: baixo, palmas. Ringo: bateria, palmas.
Gravado em 30 de julho de 63.

9-Hold Me Tight

Música de Paul que começou a ser gravada para o primeiro álbum e depois esquecida e mais tarde recuperada para o segundo disco. Era tocada ao vivo entre 61/63, mas os Beatles não davam muita atenção à ela.
Paul: vocal, baixo, palmas. John: backing vocal, guitara ritmo, palmas. George: backing vocal, guitara solo, palmas. Ringo: bateria, palmas.
Gravado em 11 de fevereiro e 12 de setembro de 63.

10- You Really Got a Hold on Me

Fãs de Smokey Robinson & The Miracles, os Beatles mais uma vez os homenagearam com essa canção. Uma rara contribuição entre John e George no vocal solo é o destaque dela. Belo piano tocado por George Martin.
John: vocal, guitarra ritmo. George: vocal, guitarra solo. Paul: harmonia vocal, baixo., Ringo: bateria. George Martin: piano.
Gravado em 18 de julho e 17 de outubro de 63.

11-I Wanna Be Your Man

Canção de Lennon & McCartney que foi oferecida aos Rolling Stones, e seria seu primeiro sucesso na Inglaterra.
Mais tarde quando foram gravar o álbum eles lembraram que faltava uma canção para Ringo, e a utilizaram.
Ringo: vocal dobrado, bateria e maracas. Paul: bacing vocal, baixo. John: backing vocal, guitarra ritmo. George: guitarra solo. George Martin: Hammond organ.
Gravado em 11, 12 e 30 de setembro e 3 e 23 de outubro de 63.

12-Devil in Her Heart

Os Beatles descobriram essa canção de um grupo desconhecido chamado ‘The Donays’, e resolveram utilizá-la pra George cantar. O resultado foi satisfatório.
George: vocal dobrado, guitara lider. Paul: backing vocal, baixo. John: backing vocal, guitarra ritmo. Ringo: bateria, maracas.
Gravado em 18 de julho de 63.

13- Not a Second Time

Terceira canção de John no álbum. A presença de Paul nem é confirmada nessa gravação, mas pode se ouvir seu baixo em um volume bem baixo na mixagem.
John: vocal dobrado, violão. Paul: baixo. George: violão. Ringo: bateria. George martin: piano.
Gravado em 11 de setembro de 63.

14-Money

Para terminar o álbum no mesmo estilo do primeiro os Beatles foram buscar essa música que Barrett Strong interpretou em 1959, e a interpretaram de maneira espetacular. Destaque para o vocal de John, e o backing de Paul e George.
John: vocal, guitarra ritmo. Paul: backing vocal, baixo. George: backing vocal, guitarra lider. Ringo: bateria. George Martin: piano.

Gravado em 18 e 30 de julho de 63.

Termina o ano de 1963 com os Beatles escalando as paradas da Inglaterra. 1964 seria a vez dos EUA e o mundo!!!

O Álbum A Hard Day’s Night – 1964

No início de 1964 os Beatles estouram nos EUA com o single ‘I Want to Hold Your Hand’, contra todos os prognósticos dos executivos do mundo da música americanos.
Surge a oportunidade de uma viagem à América tendo já um nº 1 nas paradas americanas!
Ao mesmo tempo eles assinam um contrato com a ‘United Artists’ para 4 filmes!!! O primeiro viria ainda naquele ano.
O filme, a princípio intitulado “Eight Arms to Hold You’ (trocadilho com ‘Eight Days a Week’, outro single), acaba mudando o nome para ‘A Hard Day’s Night’, após uma tirada de Ringo, que era o mestre em frases de efeito!!
Eles nunca imaginariam o sucesso que fariam, nunca mais igualado nos outros filmes. No disco que saiu logo depois eles acrescentaram mais algumas canções.
É o primeiro álbum com todas as músicas compostas por Lennon & McCartney!!

1-A Hard Day’s Night
Após Ringo sem querer nomear o filme de ‘A Hard Day’s Night’, ele precisava de uma música apropriada! E foi John que, correndo pra casa pra compor antes de Paul, veio com esse rock poderoso!
Nessa época eles estavam em primeiro nas paradas dos dois lados do Atlântico com ‘Can’t Buy Me Love’ de Paul.
John: vocal dobrado, guitarra ritmo e violão. Paul: vocal dobrado e baixo. George: guitarra solo. Ringo: bateria, bongos. George Martin: piano.
Gravado em 16 de abril de 1964.

2- I Should Have Known Better
Embora muitos não concordem, para mim os Beatles já estavam sendo influenciados por Dylan nessa época. George tinha comprado o disco ‘The Freewheelin’ de Dylan em janeiro, e a inspiração é notória ao menos na gaita de boca dessa canção de Lennon. mais tarde eles seriam apresentados a Dylan e John seria ainda mais influenciado por ele na época do ‘Help!’.
John: vocal dobrado, violão e gaita de boca. Paul: baixo. George: guitarra solo. Ringo: bateria.
Gravado em 25 e 26 de fevereiro de 1964.

3-If I Fell
Uma das mais belas baladas de John em sua fase inicial. Esta canção parece ser cantada por apenas uma voz, mas na verdade são duas, a de John e Paul juntos.
John: vocal, violão. Paul: vocal, baixo. George: guitarra solo. Ringo: bateria.
Gravado em 27 de fevereiro de 64.

4-I’m Happy Just to Dance With You
Composta por John para a interpretação de George, mais uma baladinha feita especialmente para o filme.
George: vocal, guitarra solo. John: backing vocal, guitarra ritmo. Paul: backing vocal, baixo. Ringo: bateria e ‘African drums’.
Gravado em 01º de março de 64.

5-And I Love Her
A balada obrigatória de Paul nesse álbum, só que agora composta por ele mesmo e com qualidade. Na época Paul iniciava seu relacionamento com Jane Asher – que duraria 5 anos – e estava apaixonado por ela! Foi uma das muitas inspiradas por Jane!
Paul: vocal, baixo. John: violão. George: violão solo. Ringo: bongos, claves.
Gravado em 25-27 de fevereiro de 64.

6- Tell Me Why
Composição de John para o filme, onde se destaca o baixo de Paul e o swing da canção.
John: vocal, guitarra ritmo. Paul: harmonia vocal e baixo. George: harmonia vocal e guitarra solo. Ringo: bateria.
Gravado em 27 de fevereiro de 64.

7-Can’t Buy Me Love
Esta foi um dos maiores sucessos dos Beatles em sua primeira fase. Música de Paul, composta na França. O interessante – e que deixou Paul muito orgulhoso – foi que assim que a ouviu, Ella Fitzgerald fez uma cover dessa canção. Os Beatles estavam sendo levados a sério mesmo…
Paul: vocal dobrado, baixo. John: violão. George:guitarra solo com efeito dobrado. Ringo: bateria.
Gravado em 29 de janeiro de 64.

8-Any Time at All
Rock animado de John, feito só para o álbum no último dia das gravações. Destaque para o vocal!
John: vocal, violão. Paul: harmonia vocal, baixo e piano. George: guitarra solo. Ringo: bateria.
Gravado em 02 de Junho de 64.

9- I’ll Cry Instead
Música de Lennon, e ele a canta com vocal dobrado, embora alguns erroneamente achem que é um dueto com Paul.
John: vocal dobrado, violão. Paul: baixo. George: guitarra solo. Ringo:bateria, pandeiro.
Gravado em 01º de junho de 64.

10- Things We Said Today
Paul estava em férias com Jane nas Bahamas quando escreveu esta música. Belo trabalho de violão.
Paul: vocal dobrado, baixo. John: violão, piano. George: guitarra solo. Ringo: bateria, pandeiro.
Gravado em 02 de junho de 64.

11-When I Get Home
Lennon estava inspirado nesse período de 64/65 compondo a maior parte das canções da banda.
John: vocal, guitarra ritmo. Paul: harmonia vocal, baixo. George: harmonia vocal, guitarra solo. Ringo: bateria.
Gravado em 02 de junho de 64.

12-You Can’t Do That
Belo rock de John, mas uma daquelas canções que depois ele se arrependeria de ter composto, por ser machista! Talvez na época John se sentisse assim mesmo, ciumento e inseguro.
John: vocal, guitarra solo. Paul: backing vocal, baixo, cowbell. George: backing vocal, guitarra ritmo. Ringo: bateria, conga.
Gravado em 25 de Fevereiro e 22 de maio de 64.

13- I’ll Be Back
Bela canção de encerramento do álbum de John e uma das suas favoritas. Representa um toque de maturidade no som dos Beatles, e anuncia que coisas boas estavam por vir no próximo trabalho!!
John: vocal dobrado, violão. Paul: harmonia vocal, baixo, violão. George: harmonia vocal (?), violão solo. Ringo: bateria.
Gravado em 01º de Junho de 64.

O álbum Beatles For Sale – 1964

Quarto álbum da banda, lançado em 64 após o estouro mundial deles! Acho um álbum mais introspectivo, apesar da presença de covers fantásticas como ‘Rock and Roll Music’!
Os Beatles deviam tb estar cansados de tanto excursionar, isto é visível até nas fotos que acompanham o disco.

1- No Reply
Nota-se um tempero de bossa nova na batida dessa música. Ela foi oferecida para Tommy Quickly, outro amigo dos Beatles.
A letra é inspirada em ‘Silhouettes’, um sucesso americano do grupo ‘The Rays’ em 1957.
John a compôs como ‘uma continuação’ de ‘When I Get Home’ do álbum anterior.

John: vocal dobrado, violão, palmas. Paul: harmonia vocal, baixo, palmas. George: violão, palmas. Ringo: bateria, palmas. George Martin: piano.

Gravado em 30 de setembro de 64.

2- I’m a Loser
Talvez a primeira música em que John começa a falar de si mesmo! Música sincera que geraria outras mais conhecidas como ‘Help!’ e ‘In My Life’.
John considera essa sua primeira influência de Dylan!!
George era fã de Dylan e apresentou sua música a John. Este o absorveu à sua maneira, mais no estilo do que propriamente tornando-se um fã.

John: vocal, violão, gaita de boca. Paul: harmonia vocal, baixo. George: guitarra líder. Ringo: bateria, pandeiro.

Gravado em 14 de agosto de 64.

3-Baby’s in Black
Mal tinham terminado de gravar ‘A Hard Day’s Night’, os Beatles voltaram ao estúdio em agosto de 64 e esta foi a primeira para o novo álbum programado par o Natal.
Mostra os Beatles fazendo experimentações com ritmos de valsa e harmonia country. A guitarra de George levou a noite toda pra ser gravada, tocada propositadamente fora de tom (há quem diga que a guitarra é de Paul)!!

John: vocal, violão. Paul: vocal, baixo, guitarra solo(?). George: guitarra solo. Ringo: bateria.
Gravado em 11 de agosto de 64.

4-Rock and Roll Music
Uma das canções de Berry que os Beatles gravaram e obtiveram um resultado acima do esperado. Eles a cantavam ao vivo desde 1959 e continuaram com ela até o final das turnês em 1966!
John, grande fã de Chuck Berry, capricha no vocal, e não decepciona. Destaque tb para o piano de Martin.

John: vocal, guitarra ritmo. Paul: baixo. George: violão. Ringo: bateria. George Martin: piano.

Gravado em 18 de outubro de 64.

5- I’ll Follow the Sun
Composta por Paul no verão de 1960 em Hamburgo, e depois esquecida. Pete Best lembra que Paul a tocava no piano entre os sets no Kaiserkeller, e anunciava pra todos: “Escrevi esta canção”!! Na verdade ele estava escrevendo dúzias de canções!!!
Recuperada para o ‘Beatles for Sale’ ela seria melhor desenvolvida em ‘She’s a Woman’!!

Paul: vocal, violão solo. John: harmonia vocal, violão. George: guitarra solo. Ringo: percussão(?).
Gravado em 18 de outubro de 64.

6- Mr. Moonlight
Canção cantada por John com múltipla harmonia vocal, que quase foi jogada fora, quando Paul a recuperou acrescentando um solo de Hammond organ.

John: vocal, violão. Paul: harmonia vocal, baixo, Hammomd organ. George: harmonia vocal, guitarra solo, ‘African drum’. Ringo: percussão(?).

Gravado em 14 de agosto e 18 de outubro de 64.

7- Medley: Kansas City/Hey,Hey,Hey,Hey
Paul sempre admirou o estilo de Little Richard!
Nesse medley que Richard apresentava em 1959, Paul resolveu imitar-lhe o estilo! A gravação ficou tão boa, que depois Paul manteria essa ‘pegada’ em músicas como ‘I’m Down’, ‘She’s a Woman’ e até ‘Helter Skelter’!!

Paul: vocal, baixo. John: backing vocal, guitarra ritmo. George: backing vocal, guitarra solo. Ringo: bateria. George Martin: piano.

Gravado em 18 de outubro de 64.

8- Eight Days a Week
Cometi um erro ao dizer que ‘Eigh Arms to Hold You’ era o primeiro título para o ‘A Hard Day’s Night’. Na verdade era o título de trabalho de ‘Help!’
Paul teve a ideia para essa música ao ir visitar John em Weybridge. Ele às vezes ia dirigindo, mas também muitas vezes pegava um táxi. Numa dessa idas de táxi, ele conta que costumava puxar assunto com o motorista.
E perguntou: ‘Você tem trabalhado muito?”
A resposta foi: “Você está brincando? Trabalho OITO dias por semana!!”
É estranho que Paul tenha cedido a John a primeira voz nessa canção, talvez por que combinasse mais com o vocal dele.

John: vocal, violão e palmas. Paul: vocal, baixo, palmas. George: vocal, guitarra solo, palmas. Ringo: bateria, palmas.
Gravado em 6 e 18 de outubro de 64.

9-Words of Love
Outro grande ídolo de Paul é homenageado nessa música: Buddy Holly!! A sua turnê de 1958 pela Inglaterra ficaria marcada na cabeça daqueles garotos aspirantes a roqueiros, e logo depois quando Holly morreu num acidente de avião, eles quase desistiram de tudo! A versão original de Holly apresentava talvez o primeiro vocal dobrado da música pop, com Buddy fazendo harmonia consigo mesmo, no estilo dos Everly Brothers!
Paul e John nunca esqueceriam essa lição, e suas harmonias devem muito a Buddy Holly! É minha opinião (do Dado).

Paul: vocal, baixo. John: vocal, guitarra ritmo. George: guitara solo. Ringo: bateria, ‘suitcase’.
Gravado em 18 de outubro de 64.

10- Honey Don’t
Outro duplamente homenageado nesse disco é Carl Perkins. George, um grande fã dele, adotou seu estilo de dedilhar. E dá um show na guitarra nessa faixa, apesar de ceder o vocal pra Ringo, que não decepciona.

Ringo: vocal, bateria. Paul: baixo. John: violão. George: guitarra solo.
Gravado em 26 de outubro de 64.
A última gravação para o álbum!!

11- Every Little Thing
Escrita por Paul para provavelmente ser o single do 1º filme, mas depois relegada ao lado 2 de ‘Beatles for Sale’. Paul se desinteressou tanto que cedeu o vocal principal a John. Mesmo assim é uma das músicas mais emocionais do álbum.

John: vocal dobrado, violão. Paul: harmonia vocal, baixo e piano. George: guitarra solo dobrada. Ringo: bateria, tímpano.

Gravado em 29 e 30 de setembro de 64.

12- I Don’t Want to Spoil the Party
Outra no estilo deprimido de ‘I’m a Loser’ e que John aprofundaria mais o sentimento em ‘You’ve Got to Hide Your Love Away’!!

John: vocal, violão. George: vocal, guitarra solo. Paul: harmonia vocal, baixo. Ringo, bateria e pandeiro.
Gravado em 29 de setembro de 64.

13- What You’re Doing
Talvez essa canção de 3 acordes tenha sido a primeira a ocasionar atrito entre os integrantes da banda.
Paul queria que Ringo e George tocassem do jeito dele e insistiu tanto que a gravação se prolongou por horas e dias.
Especialistas acham que a bateria soa mais como de Paul e guitarra solo tb!! Oficialmente é…
Paul: vocal, baixo. John: harmonia vocal, violão. George: harmonia vocal, guitarra solo. Ringo: bateria. George Martin: piano.

Gravação em 29 e 30 de setembro e 26 de outubro de 64.

14- Everybody’s Trying to Be My Baby
A segunda de Carl Perkins pra encerrar o álbum! George se ocupa dos vocais dessa vez. Esse rockabilly fez sucesso em 1958 no álbum ‘Teen Beat’ de Perkins.

George: vocal, guitarra solo. John: violão, pandeiro. Paul: baixo. Ringo: bateria.

Gravado em 18 de outubro de 64.

Assim estava terminando o ano de 1964, um dos mais importantes para os Beatles! Muitos duvidavam de que eles poderiam fazer mais, mas isto era apenas o início!!!

O álbum Help! – 1965

Chega o ano de 1965 e os Beatles mesmo cansados de tantas turnês tem que cumprir o contrato com a United Artists e fazer mais um filme!
A expectativa era grande devido ao sucesso do primeiro. O diretor foi o mesmo, Richard Lester.
O que faltou foi a espontaneidade de ‘A Hard Day’s Night’, onde eles interpretaram eles mesmo.
Mesmo assim a música compensou… Mais 10 originais de Lennon & McCartney e dois de Harrison, tentando se firmar como compositor. O ‘lado A’ inteiro fez parte da trilha sonora.

1- Help!
John mais uma vez compondo a canção título, uma de suas mais sinceras composições e uma das que ele mais gosta, justamente por isso!
Como ele diria anos depois, estava inseguro e sem motivação. Era sua fase de ‘Elvis gordo’! Na verdade, ele estava mesmo pedindo socorro!!!
Outro fato importante foi que ao conhecerem Bob Dylan, este lhes apresentou a maconha!!
Era fato normal nas filmagens alguns dos Beatles ‘desaparecerem’ por alguns minutos para darem ‘uns tapinhas’!! Paul, particularmente, foi um dos que mais apreciou a novidade apresentada pelo bardo americano.

John: vocal dobrado, violão. Paul: backing vocal, baixo. George: backing vocal, guitarra solo. Ringo: bateria, pandeiro.
Gravação em 13 de abril de 1965.

2- The Night Before
Canção meio desanimada de Paul, apesar do esforço de John no piano elétrico! Paul não sabia escrever sob encomenda, então provavelmente esse foi o problema! Também pode ter tido influência de alguma discussão com Jane Asher, o que passaria a ser normal dali em diante!
A guitarra apesar de creditada a George é bem mais estilo de Paul, e é o ponto alto da música.
Paul: vocal dobrado, baixo, guitarra solo(?). John: harmonia vocal, piano elétrico. George: harmonia vocal, guitarra solo(?). Ringo: bateria, percussão(?).
Gravação em 17 de fevereiro de 1965.

3-You’ve Got to Hide Your Love Away
Influência total de Dylan nessa canção de John. Aliás os Beatles estavam se tornando mais acústicos nos últimos trabalhos graças ao Mestre! O que foi irônico, pois justamente nessa época, Dylan gravava ‘Bringing It All Back Home’, seu primeiro trabalho efetivamente eletrificado!

John: vocal, violão. Paul: violão. George: violão solo. Ringo: pandeiro, ‘shaker’, maracas. Johnnie Scott: flauta alto e tenor.

Gravado em 18 de fevereiro de 1965.

4- I Need You
Segunda canção de George a aparecer num álbum Beatle, e mostra uma clara evolução de seu primeiro trabalho. Reza a lenda que esta canção foi feita para Pattie Boyd, uma jovem modelo que George conheceu durante as filmagens de ‘A Hard Day’s Night’!
Estando separado dela durante as filmagens de ‘Help!’, esta lenda faz sentido!! Em janeiro de 66 eles já estariam casados.

George: vocal dobrado, guitarra solo. John: harmonia vocal, violão. Paul: harmonia vocal, baixo. Ringo: bateria, cowbell.
Gravação em 15 e 16 de fevereiro de 1965.

5- Another Girl
Paul desta vez é confirmado na guitarra solo, apesar de George ter tido outra ideia para o solo. Paul a tocou na sua Epiphone semi-acústica. É provavelmente mais uma reflexão sobre seu relacionamento com Jane.
Na verdade Paul, apesar de morar na época na Wimpole Street, casa dos pais de Jane, mantinha um flat em Londres para se encontrar com muitas ‘another girls’…

Paul: vocal dobrado, baixo, guitarra solo. John: harmonia vocal, violão. George: harmonia vocal, guitarra ritmo. Ringo: bateria.
Gravação em 15 e 16 de fevereiro de 1965.

6-You’re Going to Lose That Girl
Última canção gravada antes da viagem para as Bahamas para as filmagens – na volta eles gravariam mais algumas – esta música é uma das que sobreviveu ao período. John canta como nunca, há inovações melódicas e Paul e George contribuem respectivamente com um belo piano e uma guitarra esperta.

John: vocal dobrado, violão. Paul: backing vocal, baixo, piano. George: backing vocal, guitarra solo. Ringo: bateria, bongos.

Gravado em 19 de fevereiro de 65.

7- Ticket to Ride
Este clássico Beatle mostra John voltando à guitarra ritmo, que ele sabia tocar tão bem. Inovadora desde a raiz, esta música teve dezenas de covers e ficou eternizada como um passo adiante.. Talvez a primeira porta para a saída da Beatlemania tenha começado aqui!
Paul insistiu muito para que Ringo mudasse sua forma de tocar nessa música, e fosse mais criativo! E parece que deu resultado, o ritmo quebrado é contagiante. Além disso, Paul assume novamente a guitarra solo.

John: vocal dobrado, guitarra ritmo. Paul: harmonia vocal, baixo, guitarra solo. George: harmonia vocal, guitarra ritmo. Ringo: bateria, pandeiro, palmas.
Gravado em 15 de fevereiro de 65.

8- Act Naturally
Pra começar o lado B das músicas que não entraram no filme, nada melhor que uma levada country. Ringo e Paul eram grandes fãs da country-music norte-americana e prestaram uma grande homenagem a Buck Owens com essa gravação.
Buck Owens e sua banda The Buckaroos, eram famosos no final dos anos 50 na cena americana de música country.
Ringo em seu segundo disco solo, ‘Beaucoups of Blues’ de 1970, também regravaria vários standarts da música country!
Paul faz uma bela segunda voz pra segurar a peteca pra Ringo!

Ringo: vocal, bateria, ‘sticks’. Paul: harmonia vocal, baixo. John: violão. George: guitarra solo.
Gravado em 17 de junho de 65.

9- It’s Only Love
Parece que John sempre se envergonhou dessa canção, provavelmente tendo-a composto com algum outro cantor em mente para gravá-la, mas ela acabou ganhando espaço no disco.
Na minha opinião ela também lembra Dylan, e não acho que John tenha feito feio nos vocais…
John deve ter feito uma ‘letra inventada’, talvez para outra pessoa gravar… Ouvi falar que talvez tivesse sido feita para Billy J. Kramer and The Dakotas, grupo também empresariado por Brian Epstein!
Talvez Kramer também não tenha gostado dela…

John: vocal dobrado, violão. George: guitarra solo. Paul: baixo. Ringo: bateria, pandeiro.
Gravado em 15 de junho de 65.

10- You Like Me Too Much
Segunda de George a entrar no álbum, o que por si só, já quer dizer muito…
Embora não tão bem acabada quanto ‘I Need You’, ela não deixa de ser agradável. George sempre foi muito exigente com ele mesmo nas letras, e no arranjo das suas canções em geral!
George: vocal dobrado, guitarra solo. Paul: baixo, piano (com George Martin). John: violão, piano elétrico. Ringo: bateria, pandeiro.
Gravado em 17 de fevereiro de 65.

11- Tell Me What You See
Nesse ponto parecia que os Beatles queriam apenas completar o álbum. Eles tinham tentado com ‘If You’ve Got Trouble’, sem resultado! Devem ter lembrado dessa que pelo estilo é uma das que Paul compôs na adolescência.

Paul: vocal, baixo, piano elétrico. John: harmonia vocal, guitarra ritmo. George: guitarra solo. Ringo: bateria, pandeiro, claves, guiro.
Gravado em 18 de fevereiro de 65.

12- I’ve Just Seen a Face
Paul McCartney estava num dilema nesse período! Após ele ter composto ‘Can’t Buy Me Love’, que foi um tremendo sucesso, todos os outros singles do período foram de Lennon! Isso sem contar a cota cada vez maior de canções de John nos álbuns!!
Paul talvez estivesse absorto em seu relacionamento com Jane. Mas para não perder mais terreno pra John ele teria que compor pra valer nos próximos tempos!
Essa música meio estilo country contribuiu para que Paul ganhasse confiança. Como ele mesmo disse na gravação parece que os versos vão saltando à frente!

Paul: vocal, violão. John: violão. George: violão solo. Ringo: ‘brushed snare’, maracas.
Gravado em 14 de junho de 65.

13- Yesterday
Aqui meio escondida e deslocada nesse álbum, estava a primeira obra-prima de Paul McCartney! Acho que todos já sabem a historinha da composição…. Paul sonhou com a melodia no seu quarto da Wimpole Street, acordou e ficou procurando uma letra, tendo a princípio achado que a música era conhecida!
Ela ficou com o título de trabalho de ‘Scrambled Eggs’, que foi o que Paul comeu no café da manhã, naquele dia!
Meses mais tarde numa viagem de férias com Jane a Portugal, Paul completou a letra! Ela deveria ter saído como single, mas Brian Epstein tremia só de pensar que um Beatle pudesse fazer algo solo!
É a música mais regravada de todos os tempos!! Acho que só isso já chega…

Paul: vocal, violão. Tony Gilbert, Sidney Sax: violinos. Kenneth Essex: viola. Francisco Gabarro: cello.
Gravação em 14 e 17 de junho de 65.

14-Dizzy Miss Lizzy
Afinal os Beatles eram uma banda de rock, e nada melhor do que terminar como nos 2 primeiros álbuns: um rockão pra chacoalhar com a meninada!
Eles gravaram duas canções de Larry Williams, nesse mesmo dia. A outra foi ‘Bad Boy’! Acabaram optando pela primeira, que não emplacou como ‘Twist and Shout’ ou ‘Money’, mas foi um final de disco apropriado.

John: vocal, guitarra ritmo. Paul: baixo, piano elétrico. George: guitarra solo dobrada. Ringo: bateria, cowbells.
Gravado em 10 de maio de 65.

A fase ‘engraçadinha’ dos Beatles terminava aqui!
Da próxima vez eles iriam começar a falar sério com ‘Rubber Soul’!!!


O álbum Rubber Soul – 1965

O ano de 1965 marcou a consolidação dos Beatles no mercado americano e mundial!
Fizeram mais um filme e várias músicas que estouraram nas paradas.
Mas eles queriam mais!!
Pra começar eles precisavam – principalmente John – ser eles mesmos!
Nesse espírito as letras estavam ficando mais elaboradas, e as melodias mais sofisticadas.
‘Yesterday’ talvez tenha feito os Beatles ousarem mais!
Agora nada poderia fazer eles voltarem atrás!!

1- Drive My Car
Paul como sempre tinha chegado no estúdio com o arranjo na cabeça – o que irritava principalmente George – e não aceitava muito sugestões contrárias.
Neste caso ele cedeu ao ouvir a sugestão de George de uma linha de baixo no estilo de ‘Respect’ de Otis Redding, um pequeno sucesso da época.
Ele e George trabalharam juntos com Ringo na sessão rítmica da música a noite toda! o baixo foi dobrado e uma guitarra suave incluída!
Quanto à letra John ajudou Paul ao cortar a frase ‘ you can buy me diamond rings’!

Paul: vocal, baixo, piano, guitarra solo. John: vocal. George: harmonia vocal, guitarra. Ringo: bateria, cowbell, pandeiro.
Gravado em 13 de outubro de 65.

2- Norwegian Wood (This Bird Has Flown)
Paul deu uma declaração na época, que ele e John resolveram compor ‘pequenas peças cômicas’. Na opinião dele, após as canções de protesto, este era um passo adiante. ‘Drive My Car’ tinha sido uma delas.

John comentou que esta canção era sobre ‘um caso’ que ele teve. Provavelmente com a atriz Eleanor Brown de ‘Help!’! Composta de uma maneira para que Cynthia Lennon não soubesse que era sobre um caso de John.

George descobriu a música indiana em 65 durante o ‘Help!’. Foi amor à primeira vista! Ele iria depois viajar até a Índia para estudar sitar com Ravi Shankar. Nesta música John deu a George a dica de como queria a sitar… E perguntou se ele seria capaz de reproduzir aquele som. George aceitou o desafio e o resultado foi que a sitar e a música indiana dali em diante sempre faria parte da obra Beatle!

John: vocal dobrado, violão. Paul: harmonia vocal, baixo. George: sitar dobrada. Ringo: pandeiro, maracas, ‘finger cymbal’.
Gravado em 12 e 21 de outubro de 65.

3- You Won’t See Me
Outra canção relacionada com as briguinhas de Paul com Jane! Jane tinha ido trabalhar temporariamente em Bristol (Jane era atriz de teatro e cinema já reconhecida naquele tempo).
A melodia foi inspirada no sucesso dos ‘The Four Tops’, ‘It’s the Same Old Song’.
A impressão é que faltou algum ‘toque’ nessa canção. Os Beatles provavelmente cansados de ficarem gravando até tarde, apenas repetiram os ‘ooo-la-la-la’ de ‘Nowhere Man’!
Paul cada vez mais assume ser o pianista da banda!! Seu roadie Mal Evans’estréia’ nos álbuns nessa música!

Paul: vocal, baixo, piano. George: backing vocal, guitarra solo. John: backing vocal. Ringo: bateria, pandeiro, hi-hat. Mal Evans: Hammond organ.
Gravado em 11 de novembro de 65.

4- Nowhere Man
John faz outra canção pessoal no estilo de ‘I’m a Loser’ e ‘Help!’.
Ele parece continuar a se sentir deslocado, apesar de todo o sucesso da banda. Provavelmente nesse ponto seu casamento com Cynthia começava já a dar sinais de desgaste.
Uma das melhores do disco!!

John: vocal dobrado, violão. Paul: harmonia vocal, baixo. George: harmonia vocal, guitarra solo. Ringo: bateria.
Gravado em 21 e 22 de outubro de 65.

5- Think for Yourself
Trabalho interessante de George, onde sua guitarra e o baixo com fuzz de Paul se confundem e se completam. Talvez não seja tão melódica quanto a outra contribuição de George, ‘If I Needed Someone’, mas é mais incisiva!

George: vocal, guitarra solo. John: harmonia vocal, piano elétrico(?). Paul: harmonia vocal, baixo. Ringo: bateria, maracas, pandeiro.
Gravado em 8 de novembro de 65.

6- The Word
Os Beatles eram influenciados, como todos sabem, pela música negra americana. Mas era uma influência sutil, nunca se sabia por quem eles estavam se deixando influenciar! Nada era explícito, enada era apenas uma cópia.!
Neste caso parece ser uma canção inspirada em Wilson Pickett e James Brown – a Capitol americana, pasmem, classificou ‘Rubber Soul’ como um álbum ‘folk-rock’!!!
Era um pouco tb como disse Paul, uma tentativa de escrever uma música de uma só nota! E tb um pouco de utopia da contracultura, diga-se de passagem.
Afinal eles estavam no auge da influência da marijuana!!

John: vocal, guitarra ritmo. Paul: vocal, baixo, piano. George: vocal, guitarras solo. Ringo: bateria, maracas. George Martin: harmonium.
Gravado em 10 de novembro de 65.

7- Michelle
Uma das canções mais melódicas que Paul já compôs. A segunda mais regravada de todos os tempos depois de ‘Yesterday’.
John ajudou na parte ‘I love you…I love you…’ ‘roubada’ da canção de Nina Simone, ‘I Put a Spell on You’.
Paul pediu pra mulher de seu amigo Ivan Vaughan pra ajudar na letra em francês.. e mais tarde mandou um cheque em agradecimento!
Acredita-se que Paul tocou todos os instrumentos… John e George podem ter ajudado na harmonia, mas nem isso é confirmado!

Paul: vocal, violões, guitarra solo, baixo, bateria(?). John: backing vocal(?). George: backing vocal(?). Ringo: bateria(?).
Gravado em 3 de novembro de 65.

8- What Goes On
Primeira canção Beatle a ser creditada a Lennon, McCartney & Starkey. Na verdade era uma antiga canção de John que chegou a ser gravada na época de ‘From Me to You’, e abandonada.
No final de 65 Paul fez um complemento para ela e Ringo acrescentou algumas frases. É parecida no estilo com ‘Act Naturally’, mas mais fraquinha.

Ringo: vocal, bateria. John: harmonia vocal,guitarra ritmo. Paul: harmonia vocal, baixo. George: guitarra solo.
Gravado em 4 de novembro de 65.

9- Girl
Última canção gravada para o álbum, ‘Girl’, composta por John, pode ser vista como uma ‘resposta’ para ‘Michelle’ de Paul. Isto se trocarmos a suave francesa de Paul por uma alemã decadente.
John contou que a ‘Girl’ acabou por se tornar Yoko Ono, mas na época ele talvez estivesse mais influenciado por Astrid Kircherr, a artista e fotógrafa alemã que foi namorada de Stuart Sutcliffe.
Destaque além do vocal de John para o corinho travesso ( ‘tit, tit, tit, tit’).

John: vocal, violões. Paul: backing vocal, baixo. George: violão solo. Ringo: bateria.
Gravado em 11 de novembro de 65.

10- I’m Looking Through You
Uma das mais belas canções do disco. Paul se esforçou para que tudo saísse direitinho nessa música. Inclusive a introdução no violão parece ser dele.
É a história de mais um problema no relacionamento com Jane, dessa vez parece que mais sério.
Paul toca praticamente tudo novamente, e ao seu comando Ringo toca organ.

Paul: vocal dobrado, violão, baixo, guitarra solo. John: harmonia vocal, violão. George: guitarra(?). Ringo: bateria, pandeiro, Vox Continental organ.
Gravado em 24 de outubro, 6, 10 e 11 de novembro de 65.

11- In My Life
Uma obra-prima de John.
John e Paul começaram neste disco a escrever algo sobre sua juventude em Liverpool. No caso John imagina um passeio de ônibus da casa de sua infância em Menlove Avenue até o centro da cidade.
Eles desenvolveriam essa idéia até chegar em ‘Strawberry Fields Forever’ e ‘Penny Lane’.

Foi uma das duas músicas (a outra foi ‘Eleanor Rigby’) que os dois, Paul e John, não concordam integralmente quanto a quem compôs o quê.
John na sua famosa entrevista pra ‘Playboy’ em 1980, diz que a música é quase toda dele, salvo a harmonia e o refrão, onde Paul ajudou.
Paul, na sua entrevista pra mesma ‘Playboy’ em 1984, lembra de ter composto toda a melodia no Mellotron, do início ao fim.
Fica difícil acreditar que a inspiração de Paul surgiria assim do nada, e ele completaria a melodia numa sentada…
Em contra-partida vários especialistas acreditam que a melodia apresenta mais acordes no estilo de McCartney do que de Lennon…
De qualquer maneira, um grande trabalho dos dois e de John em especial nos versos. Na época ele também estava publicando seu livro ‘In His Own Write’, e provando que era mesmo um gênio das letras. George Martin dá um show ao piano, apesar de alguns citarem que Paul também tocou!!

John: vocal dobrado, guitarra ritmo. Paul: harmonia vocal, baixo, piano elétrico(?). George: harmonia vocal, guitarra solo. Ringo: bateria, pandeiro, bells(?). George Martin: piano elétrico.
Gravado em 18 e 22 de outubro de 65.

12- Wait
Gravada ainda na época do ‘Help!’, e abandonada para ser recuperada 5 meses depois, esta parceria de Lennon & McCartney era forte o suficiente para ter entrado no disco.
Ela mostra a dupla em fase de transição das músicas mais simples para um estágio mais avançado e experimental que eles ainda não sabiam onde ia dar.

John: vocal dobrado, guitarra ritmo. Paul: vocal dobrado, baixo. George: guitarras. Ringo: bateria, maracas, pandeiro.
Gravado em 17 de junho e 11 de novembro de 65.

13-If I Needed Someone
A melhor canção de Harrison até esse momento e um grande momento do músico George nas guitarras!!
Assim como ‘Norwegian Wood’, tb foi influenciada pela música clássica indiana, e pelas guitarras da canção ‘The Bells of Rhymney’ dos Byrds, que tb eram grandes fãs dos Beatles!
George mostrava-se cada vez mais confiante como compositor.

George: vocal dobrado, guitarra solo. John: harmonia vocal, guitarra ritmo. Paul: harmonia vocal, baixo. Ringo: bateria, pandeiro. George Martin: harmonium.
Gravado em 16 e 18 de outubro de 65.

14- Run for Your Life
Última a aparecer no disco, mas a primeira a ser completada para o disco, esta canção não dava uma idéia do que seria o álbum!
Basicamente de John, era mais uma naquele estilo de ‘You can’t do that’… Canções que depois de conhecer Yoko, John renegaria por seu machismo exacerbado!

John: vocal, violão, guitarra solo(?). Paul: harmonia vocal, baixo. George: harmonia vocal, guitarra solo(?). Ringo: bateria, pandeiro.

Gravado em 12 de outubro de 65.

Termina o ano de 65 com os Beatles em alta. Poucos imaginariam o que estava por vir em 1966!
Pra começar seria o ano das últimas turnês mundiais! Eles não aguentavam mais aquilo, estavam se sentindo pior como músicos pois não podiam ouvir a si mesmo nos palcos!
Nada melhor do que descansar e começar vida nova nos estúdios, onde dali pra frente seria como a casa deles.


O Álbum Revolver – 1966

Para desespero de Brian Epstein, 1966 foi o ano da última excursão mundial dos Beatles. George e John, principalmente, não aguentavam mais as turnês. Na verdade era uma histeria completa e poucos prestavam atenção ao som.
O problema das apresentações ao vivo sofreu mais um agravante quando uma declaração de Lennon numa entrevista a uma jornalista inglesa, foi publicada fora do contexto nos EUA meses depois, com o título: “Somos mais populares que Jesus Cristo”. John estava se referindo à queda da fé na religião católica no mundo ocidental, e como ele disse, poderia ter dito que “a TV era mais popular que Cristo”, e ninguém teria se importado… Mas nos EUA a coisa pegou, pelo menos nos estados do Sul, onde houve fogueiras com discos dos Beatles. A partir dali uma apresentação ao vivo, era sinônimo de risco também!
Mas há males que vêm para o bem, devido o término das turnês eles se aprofundaram mais no estúdio, e 1966 marca o início das experimentações musicais!

1- Taxman

George comentou que nunca esperava que uma música sua fosse iniciar um álbum da banda. Quanta humildade!!
George começava a se preocupar com os impostos, que eram absurdamente altos no Reino Unido!
Ironicamente o solo de guitarra quase ‘indiano’ da música é de Paul McCartney e ele tb faz um belíssimo trabalho no baixo. Paul começara a trabalhar com o Rickenbacker 4001S, desde ‘Paperback Writer’, deixando de lado o Hoffner, o que contribuiu para um som mais pesado no estúdio.

George: vocal, guitarra solo. John: backing vocal. Paul: backing vocal, baixo, guitarra solo. Ringo: bateria, pandeiro, cowbell.

Gravado em 20 e 22 de abril, 16 de maio e 21 de junho de 66.

2- Eleanor Rigby
Outra música que eles discordaram quanto à autoria completa na ‘Playboy’! Um outro passo a frente no som dos Beatles, e idéia toda de Paul!
Ele imaginou uma senhora sofrida ‘Daisy Hawkins’, juntando o arroz na porta de uma Igreja, após um casamento.
Quando foi visitar Jane em Bristol ele achou o nome ‘Rigby’ numa vitrine e depois incorporou ‘Eleanor’ da atriz de ‘Help!’, Eleanor Bron! Ele sempre negou que houvesse uma Eleanor Rigby real!
Interessante é que tempos depois foi encontrado um túmulo de uma certa Eleanor Rigby ao lado de uma Igreja em Liverpool!
Paul encontrou o nome MacKenzie (father MacKenzie) na lista telefônica, antes era ‘father McCartney’!
A melodia apesar dos reclames de Lennon, parece ser toda de Paul, John pode ter ajudado em alguns versos.

Paul: vocal. John: harmonia vocal. George: harmonia vocal. Tony Gilbert, Sidney Sax, John Sharpe, Jurgen Hess: violinos. Stephen Shingles, John Underwood: violas. Derek Simpson, Norman Jones: cellos.
Gravado em 28 e 29 de abril e 6 de junho de 66.

3- I’m Only Sleeping

Esta canção de John lembra um pouco o som dos Kinks, grande grupo londrino da época, e que tb fazia experimentações.
John era ‘bom de cama’ e não gostava de ser acordado cedo. Paul muitas vezes dirigia até Weybridge para compor ou terminar uma música e tinha que ficar esperando John acordar.
John não saí muito, preferia ficar horas em casa divagando e viajando, a TV estava sempre ligada, mas em estática. Seu relacionamento com Cynthia cada vez se deteriorava mais.
Paul era o único Beatle que morava em Londres, e comparecia a ‘happenings’, apresentações de música experimental, concertos de John Cage e levava essas idéias até John que as abraçava.
Interessante a miaor parte das pessoas acharem que John era o ‘experimentalista’ da banda, quando era justamente Paul o aberto à novas idéias.

John: vocal dobrado, violão. Paul: harmonia vocal, baixo. George: harmonia vocal, guitarra solo. Ringo: bateria.
Gravado em 27 e 29 de abril e 5 de maio de 66.

4-Love You To
Um dos primeiros esforços de George no sitar e na música indiana(junto com ‘Norwegian Wood’). Apesar de ser relativamente simples, para George iniciando no instrumento, deve sido um grande desafio.
Entretanto as partes mais difíceis, se não toda a parte do sitar foi tocada por um músico indiano não creditado.
A letra uma parte filosófica e a outra uma declaração de amor para Patti, desenvolve o ceticismo de ‘Think for Yourself’.

George: vocal em vários canais, violão, guitarra, sitar(?). Paul: harmonia vocal(?). Ringo: pandeiro. Anil Bhagwat: tabla. Outros músicos indianos não nominados: sitar e tambura.
Gravado em 11 e 13 de abril de 66.

5-Here, There and Everywhere
Uma das canções pop mais perfeitinhas de Paul – parece que John a adorou! Paul naquele tempo estava muito influenciado pelas harmonias de Brian Wilson dos ‘Beach Boys’!
Entretanto a obra-prima de Wilson – o álbum ‘Pet Sounds’, com a linda ‘God Only Knows’, só foi lançada na Inglaterra em julho, o que descarta qualquer influência nessa música.
Mesmo que Paul conseguisse uma cópia adiantada, não parece similar.
George Martin tb considera uma das melhores canções Beatle.

Paul: vocal dobrado, violão, baixo. John: backing vocal. George: backing vocal, guitarra solo. Ringo: bateria.

Gravado em 14,16 e 17 de junho de 66.

6- Yellow Submarine

Canção infantil feita por Paul para Ringo cantar.
Parece ter sido influenciada por ‘Rainy Day Women #12 & 35’, de Bob Dylan.
Um dia antes da gravação os Beatles estiveram com Dylan e depois Paul ainda foi ao apê de Donovan pedir uma ajuda na letra… Donovan contribuiu com ‘Sky of blue, sea of green’….
George Martin que tinha sido produtor de peças cômicas de Peter Sellers e os ‘Goonies’, ficou à vontade com essa faixa, e pode usar todo seu talento de produtor.

Ringo: vocal, bateria. Paul: backing vocal, gritos, baixo. John: backing vocal, gritos, violão. George: backing vocal, pandeiro. Mal Evans: percussão. Mal Evans, Neil Aspinall, George Martin, Geoff Emerick, Patti Harrison, Brian Jones, Marianne Faithfull, Alf Bicknell: backing vocals.

ESTA, SENHORAS E SENHORES, FOI A PRIMEIRA PARTICIPAÇÃO DE UM ‘ROLLING STONE’ NUM DISCO DOS BEATLES! Além, é claro, de amigos e até do motorista Alf Bickney. 🙂 .

Gravado em 26 de maio e 01º de junho de 66.

7- She Said She Said
Para entendermos esta canção é preciso que voltemos um pouco no tempo…
No início de 1965, durante o auge da Beatlemania, numa festinha na casa de seu dentista particular, John e George foram apresentados ao LSD. Sem serem avisados, o dentista colocou um cubinho de ácido no café deles.
A experiência foi, como podemos imaginar, inesquecível!!
Porém eles só voltariam a usar ácido na folga que tiveram da excursão americana em agosto daquele ano.
Desta vez instalados numa mansão em Bel Air, Los Angeles, John e George, juntamente com Ringo, receberam a visita de Peter Fonda!
Enquanto a troupe toda os rodiava, John e George, tiveram sua segunda viagem com o Ácido Lisérgico, e Ringo a primeira. Peter já era ‘macaco velho’ e Paul não quis experimentar!

Peter, neste meio tempo, começou a contar uma história verídica de como ele tinha sido baleado uma vez. Aproveitando para dizer que ele “sabia como era estar morto” pois ele tinha estado em coma!! John que nesse momento viajava, ficou meio tocado pelas palavras de Peter Fonda, e imediatamente as memorizou! Não sem antes gritar para Fonda… “Quem colocou essa merda na sua cabeça…???”
Uma das duas grandes de John no disco, sem dúvida!! Paul mal participou da gravação, pois tinha brigado no estúdio.

John: vocal, guitarra ritmo, Hammond organ. Paul: baixo. George: backing vocal, guitarra solo. Ringo: bateria, ‘shaker’.

Gravado em 21 de junho de 66.

9- And Your Bird Can Sing
Música de Lennon, com sentido ambíguo, podendo ser interpretada como tendo conotações sexuais.
Destaca-se a parte intrincada da guitarra tocada por George e Paul ( ou possivelmente John).

John: vocal guitarra ritmo, palmas. Paul: harmonia vocal, baixo, guitarra(?), palmas. George: harmonia vocal, guitarra solo, palmas. Ringo: bateria, pandeiro, palmas.

Gravado em 20 e 26 de abril de 1966.

10- For No One

Esta canção escrita por Paul em março de 66, quando em férias com Jane nos alpes suiços é outro grande momento do álbum e compõe – no meu modo de ver – uma trilogia, com ‘Yesterday’ e ‘Eleanor Rigby’!
Originalmente intitulada ‘Why Did It Die?’, pode ser interpretada como o fim de um ‘affair’ ou o reconhecimento de um amor que se acaba como na solidão mortal contada em ‘Eleanor Rigby.’
Grande melodia de Paul, como de hábito quando ele está inspirado.

Paul: vocal, baixo, piano, clavichord. Ringo: bateria, pandeiro. Alan Civil: trumpete.

Gravado em 9 e 16 de maio de 66.

11- Doctor Robert

Sobre um ‘famoso’ médico nova-iorquino que apicava injeções de metedrina com vitaminas para ‘levantar’ seus pacientes!
Não tem nada a ver com o marchand Robert Fraser – embora este fosse viciado em heroína – e que seria importante na capa de ‘Pepper’s’!
Uma das músicas de John mais animadas e conta com um belo trabalho de harmonia de Paul (he’s a man you must believe…’).

John: vocal, guitarra ritmo, harmonium. Paul: harmonia vocal, baixo. George: guitarra solo, maracas. Ringo: bateria.

Gravado em 17 e 19 de abril de 66.

12-I Want to Tell You
Uma das grandes canções de George, subestimada no meu modo de ver.
Pra começar é sua terceira contribuição no álbum, algo sem precedentes.
George ainda visto como um compositor menor, pelos próprios companheiros, dá sinais de amadurecimento, mas continua pregando sua filosofia oriental – e que seria cada vez mais presente em sua música – no caso falando sobre os diferentes níveis da existência (‘it’s only me, it’s not my mind/That is confusing things’).
Sua filosofia oriental iria influenciar muito a banda a partir de 67, e até seria responsável por uma viagem da banda a India.
Notem o piano e o baixo de Paul nessa música….

George: vocal dobrado, guitarra solo, palmas. Paul: harmonia vocal, baixo, piano, palmas. John: harmonia vocal, pandeiro, palmas. Ringo: bateria, maracas, palmas.
Gravado em 2 e 3 de junho de 66.

13- Got to Get You Into My Life

Influenciada provavelmente pelas ‘Supremes’ esta canção foi a primeira a ser gravada por Paul para o álbum, e é bem conservadora musicalmente perto das outras que viriam, apesar do belo naipe de metais (tocado tb por 2 integrantes da banda de Gerogie Fame).
Paul anos depois admitiu que esta canção era sua ‘homenagem secreta à maconha’, ou como ele diria uma ‘ode’!! “Assim como se compõe uma ode ao vinho tinto, eu fiz uma ode à maconha”!! Eu sempre achei que fosse pra Jane…hehehe.

Paul: vocal dobrado, baixo. John: guitarra ritmo(?). George: guitarra solo. Ringo: bateria, pandeiro. George Martin: organ. Eddie Thorton, Ian Hamer, Les Condon: trumpetes. Alan Branscombe, Peter Coe: sax tenor.
Gravado em 8 e 11 de abril e 7 e 18 de maio de 1966.

14- Tomorrow Never Knows
Em 1965 o marchand e artista John Dunbar, juntamente com o jornalista e escritor Barry Miles e o cantor e futuro produtor musical Peter Asher ( cunhado de Paul na época) fundam a Indica Books and Gallery. Uma livraria que no sub-solo era uma galeria de arte.
Paul foi um dos que contribuiu, financeiramente e com trabalho e obras, para a inauguração.
Todos eram artistas e viviam se encontrando na galeria, embaixo da livraria para falar sobre música, dar uns tapinhas num baseado e coisas do tipo.
Um dia Paul levou John à Indica, e este vasculhando as prateleiras achou um livro chamado ‘The Tibetan Book of the Dead’! John ficou impressionado com o que leu e quis transformar isso em música!
Não foi fácil para Martin transcrever os pensamentos e os sons que John ‘ouvia’! Paul teve a idéia de fazer ‘loops’, que eram fitas gravadas ao acaso e depois misturadas pra ver que som iria dar…
Não se pode imaginar o final de ‘Revolver’ sem esta música.

John: vocal, organ, tape-loops. Paul: baixo, tape-loops. George: guitaras, sitars, tambura, tape-loops. Ringo: bateria, pandeiro, tape-loops. George Martin: piano.
Gravado em 6,7 e 22 de abril de 66.

Outro destaque de ‘Revolver’ é a capa desenhada e colada por Klaus Voorman, antigo amigo deles de Hamburgo.
Ao invés da foto dos 4, eles inovaram até nisso, colocando apenas desenhos e colagens.

No final do ano eles já começariam a preparar o terreno para algo ainda muito maior em 1967!

O álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band- 1967

Estamos em plena ‘Swinging London’ no verão de 66, com todas as atenções do mundo voltadas para lá!
Antonioni por exemplo estava filmando ‘Blow Up’ em Londres! Assim, no final desse ano, já com o psicodelismo em alta, começa a nascer o ‘Sgt. Pepper’!
Paul resolvera nesse verão fazer sua primeira viagem de LSD. Ele já vinha sendo gozado pelos parceiros de banda por não querer experimentar o Ácido Lisérgico, e então numa de suas saídas na noite londrina junto com o amigo e herdeiro da Guiness, Tara Browne, ele ‘viajou’ pela primeira vez. Isso para mim mudou o rumo dos Beatles, e da música pop-rock tb!
Paul começou a ter idéias, ousar mais e os outros, principalmente John foram na onda. No final daquele ano eles terminam ‘When I’m 64’ música da infância de Paul, e depois partiriam para ‘Strawberry Fields…’ e ‘Penny Lane’!!
Uma pena que essas duas, pela pressa de Brian Epstein, tenham sido lançadas como single. Imaginem o ‘Pepper’s’ com elas!!!

1- Sgt. Pepper’s…
A idéia central de Paul era que os Beatles perdessem sua identidade e a incorporassem com o nome de outra banda (A Banda dos Corações Solitários do Sgt. Pimenta).
Paul adorou os nomes esquisitos que estavam em voga para as bandas da costa oeste americana em 66.
A partir da idéia de Paul, Peter Blake desenhou a capa, com os Beatles escolhendo seus heróis e ídolos de infância e atuais. Michael Cooper a fotografou!

Houve quem dissesse – e ainda há – “AAHHH, um disco conceitual”!! Na verdade apenas as duas primeiras canções dão uma idéia de estarem inter-ligadas. Depois só no final vem a reprise de Pepper’s pq a música agradou muito.

A música em si é um protótipo do heavy-metal, com bateria e baixo bem pesados e uma guitarra sensacional tocada por Paul.
Jimi Hendrix a tocou ao vivo no Saville Theater 3 dias depois de lançada. Paul assistindo, comentou que foi a maior homenagem que poderia receber!

Paul: vocal, baixo, guitarra lider. John: harmonia vocal. George: harmonia vocal, guitarra. Ringo: bateria. James W. Buck, Neil Sanders, Tony Randall, John /burden: French horns.
Gravado em 01, e 02 de fevereiro e 3 e 6 de março de 67.

2- With a Little Help From My Friends
Ao final da faixa de abertura é anunciado.. Billy Shears, mais conhecido como Ringo Starr!
A música é uma grande sacada de Paul, e perfeita para a voz de Ringo. John ajudou na frase ‘What do you see when you turn out the lights, I can’t tell you but I know it’s mine…’ hehehe.
Essa música acabou virando um hino à amizade, ainda mais depois que Joe Cocker fez uma cover sensacional dela!

Ringo: vocal, bateria, pandeiro. Paul: backing vocal, piano, baixo. John: backing vocal, cowbell, George: guitarra solo. George Martin: Hammond organ.

Gravado em 29 e 30 de março de 67.

3- Lucy in the Sky With Diamonds
John contou que se inspirou num desenho de seu filho Julian, então com 4 anos, feito no colégio, e que consistia de sua coleguinha Lucy, desenhada no céu, com estrelas ao redor.
O clima da música parece ter vindo de um capítulo de ‘Alice no País do Espelho’ de Lewis Carroll.
A maioria pensa que foi mesmo uma referência codificada ao ácido: L— — — S– —- D——-!!! John negou e se mostrou surpreso!
A moda pegou, anos depois Caetano Veloso fez ‘Sem Lenço e Sem Documento’!!

Música praticamente toda de Lennon, Paul ajudou em alguns versos como ‘..Newspaper Taxis…’
Alguns anos depois tb comentaram que os Beatles estavam “mexendo com sintetizadores”, mas era ‘apenas’ o órgão de Paul.

John: vocal dobrado, guitarra solo. Paul: harmonia vocal, Lowry organ, baixo. George: harmonia vocal, guitarra solo, violão e tambura. Ringo: bateria, maracas.

Gravado em 28 de fevereiro, 01 e 2 de março de 67.

4- Getting Better
A idéia para essa música ocorreu a Paul poucos dias antes da gravação, mas o seu inspirador principal foi o baterista Jimmy Nicol, que substituiu Ringo na turnê pela Austrália em 1964!
Ringo ficou doente com amigdalite e perdeu 11 shows. Os Beatles para não cancelarem a tour apelaram para esse baterista conhecido deles.
Sempre que perguntavam a Jimmy como ele estava, a resposta era ‘It’s getting better'(Está melhorando)..hehehe. John, particularmente, achava hilário.

Paul lembrou disso aí e convidou John à sua casa na Cavendish Avenue para comporem a canção… John com seu sarcasmo habitual a cada vez que Paul dizia ‘It’s getting better’, respondia, ‘It can’t get much worse’ (não poderia ficar pior).

Paul: vocal dobrado, baixo. John: backing vocal, guitarra solo. George: harmonia vocal, guitarra solo, tambura. Ringo: bateria, congas. George Martin: piano, pianette.

Gravado em 9,10,21 e 23 de março de 67.

5- Fixing a Hole
Paul tinha comprado recentemente uma fazenda na Escócia e parece que ele mesmo se encarregou de consertar o telhado…
Muita gente achou que fosse sobre a heroína, e o estrago que ela poderia estar fazendo ao ‘telhado do dono da casa’!!!
Esta foi a única música do álbum a não ter um overdub do baixo mais tarde!
Paul estava se tornando – já fazia alguns albuns – um dos maiores se não o maior baixista do mundo, sempre criativo e inovador, mas os estúdios de Abbey Road, mesmo em 67 eram ridiculamente atrasados.
Os Beatles ainda gravavam em 4 canais, qdo ja tinha gente gravando em 18!!!! Um ano depois, pasmem, a EMI resolveu se render aos 18 canais, quando já havia sido lançada a tape machine de 24 canais!!! É dose!!!

Paul: vocal dobrado, guitarra solo, baixo. George: backing vocal, guitarra solo dobrada. John: backing vocal. Ringo: bateria, maracas. Geroge Martin: harpsichord.

Gravado em 9 de fevereiro (Regent Studios)* e 21 de fevereiro.

* Sempre quando não é colocado o estúdio em que foi gravado é por que foi em Abbey Road 1, 2 ou 3.

6- She’s Leaving Home
Uma grande canção de Paul, comparável também a ‘Eleanor Rigby’!
A história chegou a Paul através do jornal. Uma jovem de classe alta tinha abandonado os pais para se aventurar no mundo, tendo deixado, jóias, carro, etc… para trás!!
Paul qdo leu a notícia, compôs a canção em 2 dias (com a ajuda de John no coro), e foi prontamente mostrar a George Martin o que ele queria gravar naquela noite.
Porém, Martin já tinha um compromisso agendado e pediu a Paul para esperar!!
Paul, sempre um workaholic não ia conseguir esperar mais um dia, e convidou Mike Leander, outro arranjador para produzir as cordas da canção.
Martin ficou chateadíssimo, mas perdoou Paul.

Paul: vocal dobrado, backing vocal. John: vocal dobrado, backing vocal. Erich Gruenberg, Derek Jacobs, Trevor Williams, José Luis Garcia: violinos. John Underwood, Stephen Shingles: violas. Dennis Vigay, Alan Dalziel: cellos. Gordon Pearce: baixo dobrado. Sheila Bromberg: harpa.

Gravado em 17 e 20 de março de 67.

7- Being for the Benefit of Mr. Kite
John era um cara muito ligado em imagens e notícias. Quando da filmagem do ‘clip’ – na época ninguém sabia o que era clip – de ‘Strawberry Fields…’ em Kent, ele achou uma loja de antiguidades.
Nessa loja havia um poster antigo de propaganda de um circo de 1843. Tudo foi tirado do poster, ‘Mr. Kite’, ‘Hendersons’, ‘trampoline leaps’, ‘real fire’!!!
Existe uma foto de John em 67 com esse poster em sua casa.
Quem teve muito trabalho foi Geroge Martin nessa produção.

John: vocal dobrado, Hammond organ. Paul: baixo, guitarra. George: gaita de boca. Ringo: bateria, pandeiro, gaita de boca. George Martin: harmonium, Lowry organ, glockenspiel(?), efeito de fitas. Mal Evans, Neil Aspinall: gaitas de boca.

Gravado em 17 e 20 de fevereiro de 67 e 28, 29 e 31 de março de 67.

8- Within You Without You
George no auge de sua crença na filosofia oriental apareceu com esta canção muito séria, após passar a noite na casa do amigo Klaus Voorman discutindo a vida em si!
A primeira canção que George apresentou à banda e a George Martin foi ‘It’s Only a Northern Song’, mas ela foi rejeitada.
Ambas poderiam ter seu lugar no álbum, mas o problema foi a tomada de liderança de Paul no número de músicas gravadas. Sobrava cada vez menos espaço!!

George enfim, fez o que de melhor ele poderia fazer na época, uma música no estilo indiano, que ele tanto amava e escrita com toda a sinceridade que lhe era peculiar.
Ao final ouvem-se risadas… George tb não queria que as pessoas levassem tudo a sério demais!!!

George: vocal, sitar, violão, tambura. Músicos Indianos não creditados: dilrubas, svarmandal, tabla, tambura. Erich guenberg, Alan Loveday, Julien Gaillard, Paul Scherman, Ralph Elman, David Wolisthal, Jack Rothstein, Jack Greene: violinos. Reginald Kilbey, Allen Ford, Peter Beavan: cellos. Neil Aspinall: tambura.

Gravado em 15 e 22 de março e 3 e 4 de abril.

9- When I’m Sixty Four
Foi uma das primeiras a ser gravadas, ainda no final de 66. Era pra ter sido escolhida para single, lado A ou B.
Essa foi uma das primeiras composições instrumentais de Paul, e que eles tb tocavam em Hamburgo, quando faltava luz ou coisa parecida ( a música ainda não tinha letra).
Em julho de 1966 quando o pai de Paul, Jim, completou 64 anos, essa canção renasceu, agora com letra, composta especialmente para a ocasião.
Com ritmo de Vaudeville, é intencional sua presença logo depois de uma canção séria como a de George.

Paul: vocal, backing vocal, piano, baixo. John: backing vocal, guitarra. George: backing vocal, Ringo: bateria, chimes. Robert Burns, Henry MacKenzie, Frank Reidy: clarinetes.

Gravado em 6, 8, 20 e 21 de dezembro de 66.

10- Lovely Rita
Uma daquelas canções que chegavam fácil a Paul, assim como se ele tivesse assistido uma novela e feito a historinha a partir dali.
Parece que ele teve um ‘encontro amigável’ com uma fiscal de trânsito chamada Meta Davis…. A partir daí o enredo se desenrolou, com Paul achando melhor ‘amá-la’ do que ‘odiá-la’!!!
John mais tarde criticaria esse tipo de música afirmando que era lixo e que ele só escreveria sobre ele mesmo!
Paul sempre teve facilidade pra esse tipo de canção, o que era um dom natural dele! Nesse campo, ficava difícil pra John competir.

Paul: vocal, piano, baixo, pente com papel. John: backing vocal, ‘percussão vocal’, violão, pente com papel. George: backing vocal, guitarra com slide, violão e pente com papel. Ringo: bateria, pente com papel celofane.

Gravado em 23 e 24 de fevereiro e 7 e 21 de março de 67.

11- Good Morning Good Morning
John era aquele cara que acordava tarde mas já vendo TV. Numa dessas manhãs meio sonolentas veio o anúncio dos sucrilhos Kellogg, falando em ‘meet the wife’…
Isso bastou para John desenvolver a idéia, um pouco baseada na sua própria vida cotidiana que ele estava achando uma merda…
Ele tb chamaria essa música de ‘lixo’ mais tarde!

John: vocal dobrado, guitarra ritmo. Paul: backing vocal, guitarra líder, baixo. George: backing vocal, guitarra líder. Ringo: bateria, pandeiro. Barrie Cameron, David Glyde, Alan Holmes: saxofones. John Lee e outro não creditado: trombones. Não creditado: french horn.

Gravado em 8, 16 de fevereiro e 13 e 29 de março de 67.

12- Sgt. Pepper’s – Reprise
O último registro a ser gravado para o álbum, exceto pelas cordas que foram acrescentadas depois para ‘Within You Without You’, esta foi um música que surgiu por acaso.
A sugestão foi de Neil Aspinall, que achou que Paul poderia fazer uma introdução para ‘A Day in the Life’, assim como tinha sido feito para ‘With a Little Help…’.
Paul adorou a idéia, John comentou (“Nobody likes a smart-ass”)heheehe.
A banda pega pesado de novo e desta vez George assume a guitarra.

Paul: vocal, organ, baixo. John: vocal, guitarra ritmo. George: vocal, guitarra solo. Ringo: vocal, bateria, pandeiro, maracas.

Gravado em 01º de abril de 67.

13- A Day in the Life
Mais uma obra-prima Beatle pra encerrar o álbum mais revolucionário já feito até então. Uma música sobre um dia normal na vida das pessoas, mas que o talento
Beatle transformou em pura arte.

John, um voraz leitor de jornais, achou algumas notícias interessantes, como o conserto de milhões de buracos em Blackburn e uma outra notícia de um terrível acidente!
Tara Browne, herdeiro da fortuna da cervejaria Guiness e muito amigo de Paul, morreu em 18 de dezembro de 66, ao sair de uma festa, altas horas da manhã, e ignorar um sinal vermelho. Seu carro ficou destruído, sua acompanhante nada sofreu.
John leu tudo isso no jornal!
Paul tinha uma outra música sobre um rapaz que levanta atrasado pro trabalho. Elas foram reunidas.
A atmosfera da canção era propositadamente sob percepção. Havia referências à drogas, ‘I’d Love to Turn You On’, que escapou da censura ( eles foram implicar com ” a thousand holes in Blackburn, Lancashire”, imaginando que eram ‘buracos nos braços dos políticos’). De qualquer maneira a música foi proibida na BBC.

Os Beatles queriam um ‘Grand Finale’ e foi convocada uma grande orquestra para o ‘Abbey Road 1’, onde o clima ficou muito louco, com balões voando e narizes de palhaços sendo distribuídos aos músicos da orquestra.

John: vocal dobrado, violão, piano. Paul: vocal, piano, baixo. George: maracas. Ringo: bateria, bongos.
Fiquei com preguiça de escrever o nome dos 41 integrantes da orquestra…hehehe.

Gravado em 19 e 20 de janeiro, 3, 10 e 22 de fevereiro de 67.

A maior obra-prima Beatle (por enquanto) estava terminada! Eles mal podiam esperar pra mostrá-la aos fãs e aos críticos que estavam pegando no pé deles, mas eles não perdiam por esperar!!
A partir de 01º de junho de 67 o mundo nunca mais seria o mesmo!!

Em agosto de 1967 as coisas começariam a mudar, mas esta é uma outra história!!

Por Dado Macedo

Dado é autor do livro “Alto e Bom Som”
Livro Alto e Bom Som

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