O álbum London Town da banda Wings. (Resgatando tópico do Orkut)

Lançado em 1978, é composto das seguintes faixas:

1. London Town
2. Cafe on the left bank
3. I´m carrying
4. Backwards traveller
5. Cuff link
6. Children children
7. Girlfriend
8. I´ve had enough
9. With a little luck
10. Famous groupies
11. Deliver your children
12. Name and address
13. Don´t let it bring you down
14. Morse moose and the grey goose
15. Girl´s school

Segue um texto escrito por Dado Macedo para a comunidade Paul McCartney no Orkut.

Nem ‘Mull of Kintyre’ nem tampouco ‘Girl’s School’ faziam parte do álbum original em vinil.
Quando saiu em CD nos EUA, ‘Girl’s School’ entrou como bônus, e mais recentemente, ‘Mull of Kintyre’ também!
Para quem gosta de uma certa ‘unidade’ de álbum (não estou falando de conceito, ou álbum conceitual), estas duas não deveriam fazer parte. Elas fogem, no meu modo de ver, da idéia geral do álbum, mas claro, como singles que não tinham onde mais se encaixar, teria que ser neste disco mesmo!

Na minha ótica este álbum ficou devendo. Após o auge do ‘Wings Over America’, Paul resolveu dar uma guinada e ir gravar nas Ilhas Virgens.
Tudo bem, ares novos, mas isto não se transformou em música mais bem trabalhada! A banda na verdade estava novamente se desfazendo. Jimmy saiu logo após a volta das Ilhas, e Joe English, ainda terminaria o álbum, mas depois se afastou.
Penso que se o projeto original era gravar a bordo de iates, num verão tropical, por que no final colocar uma capa do inverno londrino e da própria Londres???!!!

O ‘clima’ do álbum passa por mudanças drásticas, das músicas que foram gravadas no verão para as do inverno em Londres! Metade foi gravado em péssimas condições, enjôos, turbulências internas, Linda grávida de sete meses, etc..
A outra metade, tudo certinho, em Londres!
Havia boas canções ali, como ‘Don’t Let It Bring you down’, ‘Famous Groupies’ e ‘I’m Carrying’, mas não é apenas de boas canções que se faz um grande álbum!
Foi o começo do fim do Wings pra mim!

Informacoes sobre Kintyre
http://www.kintyre.org/

‘Girlfriend’ fez parte do álbum ‘Off the Wall’ de Michael Jackson lançado em 79! Acho que foi o início do processo de colaboração que iria dar em.. ‘The Girl Is Mine’, ‘Say Say Say’ e ‘The Man’.
Aliás sobre esta música ( Girlfriend), tinha gente que achava que o vocal era da Linda no ‘London Town’ hehehe. Paul conseguia fazer vocais de tudo que era tipo..
Segundo Paul, Michael ligou pra ele e falou: “Vamos fazer alguns sucessos juntos?”

Então no ‘London Town’, algumas pessoas acharam que era a Linda cantando ‘Girlfriend’, mas claro que era o Paul!
Depois, Michael em seu ábum ‘Off the Wall’ também fez uma versão de Girlfriend!!

Cafe on the left bank – “Composta em Campbeltown, Escócia, e nas ilhas virgens.
Cafe on the left bank foi a primeira canção gravada no iate Fair Carol. A letra desta faixa foi inspirada pelas viagens de Paul à França, principalmente em uma viagem em que visitou Paris, juntamente com John Lennon, em 1961.
Instrumentos tocados por Paul McCartney: contra-baixo, sintetizador e guitarra elétrica.
Tamborim e moog, por Linda McCartney. Bateria por Joe English. Guitarra solo, por Jimmy McCulloch. Guitarra elétrica rítmica, por Denny Laine.
Gravada no iate Fair Carol, nas Ilhas Virgens.” (DIRANI, Claudio D. Paul McCartney: Todos os Segredos da Carreira Solo. p. 64)

A letra
“Cafe On The Left Bank”
(Paul Mccartney)
.
Cafe on the left bank, ordinary wine
Touching all the girls with your eyes
Tiny crowd of Frenchmen round a TV shop
Watching Charles deGaulle make a speech
.
Dancing after midnight, sprawling to the car
Continental breakfast in the bar
English-speaking people drinking German beer
Talking far too loud for their ears
.
Cafe on the left bank, ordinary wine
Touching all the girls with your eyes
.
Dancing after midnight, crawling to the car
Cocktail waitress waiting in the bar
English-speaking people drinking German beer
Talking way too loud for their ears

A foto clássica do encarte/poster do vinil ‘London Town’

London Town Poster

London Town Poster

Outra foto do encarte:
London Town poster 2

Mais algumas curiosidades sobre o Álbum London Town

London Town, a música, foi originalmente criada qdo Paul estava em Perth, na Austrália, e ela ainda não se referia a Londres, pois Paul só tinha a primeira frase.
Ele depois desenvolveu a idéia na Escócia e a completou quando em férias no México. Ele então trabalhou com Denny Laine para os ajustes finais.
Ela foi lançada em single em agosto de 78 com ‘I’m Carrying’ no lado B, mas só chegou ao nº 60 na Inglaterra e nº39 na América.

Cafe on the Left Bank
A primeira canção gravada pelos WINGS nas Ilhas Virgens para o que viria a ser o ‘London Town’!
Foi gravada em 2 de maio de 77 no iate ‘Fair Carol’, e foi inspirada nas viagens de Paul a Paris, incluindo sua primeira visita acompanhado de John Lennon em 1961.

I’m Carrying
Foi lado B em single da ‘London Town’.
Inspirada por uma antiga namorada de Paul – não me perguntem qual – ela foi gravada em 05 de maio de 77 nas Ilhas Virgens.
George Harrison considerou a melhor música do álbum. Um instrumento diferente chamado ‘gizmo’ foi utilizado nela, é uma espécie de sintetizador. Este instrumento foi criado por Kevin Godley e Lol Creme da banda 10cc.

Backwards Traveller e Cuff Link
Aqui ja parece ser Paul preparando o ‘McCartney II’, são pequenos esquetes musicais embora a ‘Backwards Traveller’ tenha um ritmo interessante.

Children Children
Paul ajudou Denny a compor esta, e deu a ele a chance de cantar.
Ela foi inspirada durante uma conversa entre os dois nos jardins da casa de Paul onde havia uma cachoeira (Denny comentou que a inspiração foi a ‘waterfall’, quem sabe esta tb não inspirou Paul a compor a sua ‘Waterfalls’)!!
Ela foi gravada em Abbey Road.

Girlfriend
Não foi acidente – Paul escreveu esta canção pensando em Michael Jackson e ela parece uma faixa do Jackson Five.
No ano seguinte Michael a gravou no ‘Off the Wall’ e a lançou em single em 1980, chegando ao nº 30 nas paradas.

I’ve Had Enough
Gravada nas Ilhas Virgens a bordo daqueles iates, ‘Fair Carol’ e ‘Wanderlust’ em 1977.
Ela foi lançada em single em junho de 78, junto com ‘Deliver Your Children’ de Denny. Chegou ao nº 42 no Reino Unido e nº 25 na América.
A idéia para esta música me pareceu boa, mas sem conclusão, faltou um desenvolvimento maior do tema, e talvez como comentou o Luiz, tenha havido uma fallha na produção devido ao problema de gravar nos iates.
Dizem que as condições de gravação eram precárias, devido ao constante movimento da maré.
Nada que não pudesse ter sido consertado depois em Abbey Road! Então a produção de Paul McCartney falhou mesmo!

With a Little Luck
A mais comercial do disco, sua gravação começou nos iates e terminou em Londres.
Foi lançada em single nos EUA em março de 78 e chegou ao nº 01, na Inglaterra ela foi apenas nº 07. O lado B foi Backwards Traveller/Cuff Link. Esqueci de dizer que nessas duas Paul tocou bateria.
Foi feito um clip desta canção que eu acho um dos mais chatos ja gravados por Paul, com ele Linda e Denny numa espécie de ‘salão de baile’ com jovens dançando.
Como curiosidade, ‘With a Little Luck’ toca ao final do filme ‘Sunburn’ com Farrah Fawcett!

Famous Groupies
Esta foi escrita por Paul na Escócia e gravada nas Ilhas Virgens. Sem duvida um dos melhores momentos do álbum, ela apresenta um Paul muito solto nos vocais e mudanças ritmicas bem tipicas do ‘Ram’.

Deliver Your Children
Outra colaborção de Paul e Denny, em que este assume os vocais novamente. É um belo rock-rural, que foi lado B de ‘I’ve Had Enough’ em single. A música foi feita sob medida para o pouco alcance vocal de Denny.

Name and Address
Esta foi a homenagem de Paul ao rei do rock Elvis Presley que tinha acabado de morrer. Foi gravada em Abbey Road, e Paul está na guitarra solo. Jimmy McCulloch e Joe English ja tinham deixado a banda.
Hank B. Marvin guitarrista dos ‘Shadows’ apareceu nesta sessão, mas apesar de alguns comentários discordantes ele NÃO tocou guitarra nesta música!

Don’t Let It Bring You Down
Pra mim a melhor do álbum. Ela tb foi gravada nas Ilhas Virgens e foi outra colaboração de Paul e Denny.
Eles tocam uma espécie de flauta irlandesa nesta canção. Se tivesse sido lançada em single talvez tivesse uma trajetória melhor.

Morse Moose and the Grey Goose
Outra composta nas Ilhas Virgens para o “London Town”, onde Paul e Denny Laine estavam brincando nos teclados.
Paul estava no piano elétrico e Denny dando pancadas num piano acústico, e eles gostaram tanto do som estranho – Paul comparou ao código Morse – que começaram a compor uma canção a partir daí, e que depois foi completada em Londres.
Talvez tenha sido o final apropriado pra aventura de Paul nas Ilhas Virgens!

‘London Town’ recording session 1977

Ficha técnica do Álbum:
Capa: Aubrey Powell e Geroge Hardie
Arte: Paul e Linda McCartney, Denny Laine, Henry Diltz e Graham Hughes
Nome de trabalho: Water Wings
Gravado entre: 2/1977 e 1/1978
Equipe Técnica: Geoff Emerick
Lançado em: 30/03/1978 e 27/3/1978
Paradas: #4 e #2 (Reino Unido/EUA)

Lançado em 31 de março de 1978, o álbum London Town da banda Wings completou 36 anos em 2014, tendo sido o sexto álbum de estúdio de Paul McCartney & Wings.

Paul McCartney diz que sua mulher Linda o salvou de um colapso nervoso, quando os Beatles estavam se separando.

McCartney sofreu uma intensa crise de identidade quando a banda estava se separando, diz uma nova biografia sobre ele, onde o músico revela que sua esposa Linda o “salvou” de um colapso nervoso durante o fim dos Beatles, em 1969.

A revelação vem publicada em uma biografia intitulada “Man On The Run: Paul McCartney na década de 1970” (Man On The Run: Paul McCartney In The 1970s), que será publicada sexta-feira, dia 06 de setembro (2013). No livro, o autor Tom Doyle escreve que McCartney sofreu uma enorme crise de auto confiança quando a banda estava se separando e que ele se refugiou em sua fazenda na Escócia.

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Um trecho do livro, conforme publicado pelo The Sunday Times, diz assim: “Dia após dia, a sua condição (McCartney) ia piorando. As frequentes noites sem dormir ele passava tremendo de ansiedade, enquanto seus dias se caracterizavam pelo consumo excessivo de álcool e sedação a si próprio com maconha. Pela primeira vez em sua vida, ele sentiu-se completamente inútil. Esta foi uma crise de identidade ao extremo … quando ele se levantava da cama, ele ia direto alcançar o Whisky e por volta das três horas da tarde já estava completamente fora de si.”

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Doyle entrevistou McCartney para escrever a biografia e o cantor falou sobre sua recuperação: “Foi Linda quem me salvou e tudo foi feito de maneira particular, com coisas de uso doméstico mesmo.”
McCartney, já em recuperação, anunciaria sua saída dos Beatles em abril de 1970.
Paul McCartney casou-se com Linda Eastman, uma fotógrafa de Nova York, em uma cerimônia em Londres em Março 1969 e eles permaneceram casados até 1998, quando Linda morreu de câncer de mama.
McCartney se casou com sua terceira esposa Nancy Shevell em Londres, em outubro de 2011.

Fonte: NME

Fotos: Pa Photos

Martha, a cadela “Old English Sheepdog” de Paul McCartney.

Todos nós sabemos que a canção Martha, My dear que está no Álbum Branco, leva o nome de um cão que pertencia a Paul McCartney nos anos 60.

Martha 1

Martha 4

Embora Paul tenha usado para essa canção o nome de sua cadela da raça “Old English Sheepdog” chamada Martha, a música não é, ao contrário do que muitos pensam, sobre um cachorro, e sim uma canção de amor inspirada numa mulher.

Paul comentou que a música serviu também como um exercício de piano, já que essas partes que ele criou são um pouco mais complexas que o normal.

A letra com tradução em Português

Martha my dear
Minha querida Marta
Though I spend my days in conversation, please
Embora eu não faça outra coisa a não ser ‘jogar conversa fora’, por favor
Remember me, Martha my love
Lembre-se de mim, Marta meu amor
Don’t forget me, Martha my dear
Não se esqueça de mim, Marta minha querida

Hold your head up, you silly girl
Levante a cabeça sua menina tola
Look what you’ve done
Veja a situação em que vc se colocou
When you find yourself in the thick of it
Quando você estiver em meio ao fogo cruzado
Help yourself to a bit of what is all around you, silly girl
Recorra, um bocadinho, ao que estiver à sua volta, menina tola

Take a good look around you
Preste bem atenção ao que existe à sua volta
Take a good look and you’re bound to see
Preste bastante atenção e você certamente perceberá
That you and me were meant to be for each other, silly girl
que fomos feitos um para o outro, menina tola

Hold your hand out, you silly girl
Estenda a sua mão, sua menina tola
See what you’ve done
Veja a situação em que vc se colocou
When you find yourself in the thick of it,
Quando você estiver em meio ao fogo cruzado
Help yourself to bit of what is all around you, silly girl
Recorra, um bocadinho, ao que estiver à sua volta, menina tola

Martha my dear, you have always been my inspiration, please
Marta minha querida você sempre foi minha inspiração, por favor
Be good to me, Martha my love
seja boazinha pra mim, Marta meu amor
Don’t forget me, Martha my dear
Não se esqueça de mim, Marta minha querida.

Martha 2

Martha 3

Martha 5

Paul McCartney fala em entrevista sobre a Canção que fez para Mary!

Esse vídeo é parte de uma entrevista que ele deu num programa de TV, onde conta de como compôs a canção para Mary.

Transcrição do Texto, por Debora Dumphreys:

Mary’s Song
“Yeah, once I remember when, uh, Linda and I Just had our first baby, which was Mary, we already had Heather, but our first baby together was Mary and, Mary was born and I was at the hospital, basically the whole week, you know, just while Linda recovered, took it easy, and we liked the chips in this place. So sitting around all week and just enjoying just having had this lovely baby and there was this Picasso print on the wall, of an old man playing the guitar. And I looked at it all week and towards the end of the week I thought, “what cords he playing?” you know, on the guitar, “what is he playing?” and I noticed he just had two fingers here, you get that cord and go on, just two fingers there and so I thought I would try and see, you know, what the cords would sound any good, so (barulho de acordes no violão) “Oh, that’s nice!”, you know, so then I tried to use that as the inspiration and tried to write a song that only had to use two fingers, so I’ll play a bit of that.
Note carefully, two fingers, all the time. My hand never leaves my wrist!”
Paul McCartney

Tradução do Texto por mim:

“Sim, me lembro certa vez quando, uh, Linda e eu tínhamos acabado de ter nosso primeiro bebê, que foi Mary, nós já tínhamos Heather, mas nosso primeiro bebê juntos foi Mary e, Mary nasceu e eu estava no hospital, basicamente a semana inteira, você sabe, até enquanto Linda se recuperava, tive paciência, e a gente gostava das batatas fritas palito lá do hospital. Portanto, ficava sentado lá a semana toda e só curtindo o lindo bebê que acabara de chegar e havia este quadro de Picasso na parede, de um velho homem tocando guitarra. E eu olhei para isso a semana inteira e quando chegou o final da semana pensei: “ quais as cordas que ele está tocando”? Você sabe, na guitarra, “o que ele está tocando?” E eu percebi que ele tinha somente dois dedos aqui, você toma aquela corda e vai em frente, somente dois dedos lá e então eu pensei que eu poderia tentar e ver, você sabe, quais as cordas que soariam bem, então (barulho de acordes ao violão) “Oh, que legal!”, você sabe, então depois eu tentei usar aquilo como inspiração e tentei escrever uma canção onde tivesse somente que usar dois dedos, então agora tocarei um pedacinho dela…
Note com muito cuidado, dois dedos, o tempo todo. Minha mão nunca deixa meu pulso!”

Linda e Mary McCartney

Linda McCartney

Hoje faz 15 anos que Linda McCartney perdeu sua luta contra o câncer, e nós os fãs dos Beatles e de Paul McCartney, desejamos muita paz para ela!
Paul e Linda

“Linda era uma mulher muito natural, muito especial”, sempre muito
bela por dentro e por fora!”
“Paul disse também que se lembra como se fosse hoje de como conheceu
Linda em uma discoteca do Soho londrino, em 1967.
Paul contou que quando a viu no clube Bag O’Nails, ao som de “A Whiter
Shade of Pale”, onde ela, que era fotógrafa, estava com o grupo The
Animals, aconteceu uma “atração instantânea”.
Paul, que na época já era uma estrela de fama mundial, disse: “Me
chamo Paul. E você?”.
Paul também lembrou os últimos dias de Linda, quando afirmou que ela
“sabia que estava doente, mas já havia encerrado a quimioterapia e seu
cabelo estava voltando a crescer”.
“Não sabia que ela estava morrendo. Nem sequer pensava nesta hipótese,
eu não aceitava”.
“Como se algo dentro de mim se negasse a aceitar o óbvio (depois os
médicos me disseram que esta reação é comum); se eu fosse descrever,
seria como dizer que uma parte de mim foi arrancada… e foi!”
“Mesmo depois que ela partiu eu sentia sua presença e até hoje eu
ainda converso com ela”. (Paul McCartney)

Linda é muito querida por todos os fãs de Paul, e não é para menos… Era uma pessoa iluminada, límpida e transparente, que esteve sempre ao lado de Paul quando ele mais precisou, sabemos, depois do fim dos Beatles.
Como escrevi acima, Paul conta que quando a conheceu, estavam em uma discoteca no Clube chamado Bag O´Nails, em Londres, em 1967. Disse que foi amor à primeira vista, e a música que ouviram juntos daquela vez, seria a música que escolheram para ser deles: “A Whiter Shade of Pale”, de Procol Harum.

Paul revela a história particular de coragem, lágrimas e raiva por trás da produção do álbum “Wide Prairie”, de sua falecida mulher Linda, em uma entrevista publicada no “USA Weekend”, conduzida por Chrissie Hynde, dos Pretenders, amiga particular de Linda McCartney.

Paul diz a Chrissie como Linda demonstrava ter grande coragem, apesar da luta contra o câncer de mama que durou dois anos e meio, durante o trabalho final no álbum nas semanas derradeiras de sua vida. Obviamente muito emocionada pela entrevista, Chrissie disse que “O legado da música de Paul e dos Beatles é uma coisa à parte, mas acho que seu legado mais importante é a história de amor que ele viveu ao lado de Linda”.

Embora as primeiras canções compostas por Linda para seu álbum de 16 faixas sejam dos anos 70, não foi até março de 1998 que Linda, morta em abril, pôde completar as gravações de “Wide Prairie”.

Paul fala: “Antes de irmos ao Arizona, um mês antes de ela morrer, nós estávamos finalizando o álbum. E iríamos trabalhar na promoção dele agora, nessa época do ano, e ao invés de eu estar agora dando essa entrevista, era ela que estaria no meu lugar. Este álbum é algo que ela estaria muito orgulhosa de ter feito. Mas quando ela morreu, pensei que eu deveria concretizar o seu plano”. Paul também revelou seu trauma de ter que ir ao estúdio produzir o álbum, mesmo depois da morte dela. Foi durante essas sessões que a história publicada em “USA Weekend” se originou.

Paul explica: “Dois meses antes de ela morrer eu mesmo dei um jeito de ir ao estúdio e terminar o disco, porque era isso que ela queria muito. Liguei para meu velho amigo Geoff Emerick, o engenheiro dos Beatles, e ele veio pra cá. Geoff também havia perdido sua mulher para o câncer, então nós acabamos chorando os dois deversas vezes no console de mixagem. Mas daí quando ouvíamos o espírito de Linda aparecer pelas músicas nós ríamos ao lembrar de como ela era divertida. Nós chamamos essas sessões de mixagem de “Lágrimas e risos”, porque às vezes era muito emocionante fazer isso…e era também muito motivador”.

(Tradução de Claudio Dirani, sobre a reportagem na época).

Linda, a você, onde estiver, receba nossa homeanagem e nossa saudade eterna!
* 24 de setembro de 1941
+ 17 de abril de 1998

RAM, o Segundo álbum de Paul McCartney.

Paul McCartney lançou seu primeiro álbum em carreira solo, ainda no ano de 1970, mesmo ano em que os Beatles chegaram ao fim enquanto um conjunto.

Em seguida, em 1971, veio o excelente álbum RAM, creditado a Paul e Linda McCartney, tema desta postagem de hoje.

‘Ram’ teve o cuidado de produção que o ‘McCartney’ não teve. Foi gravado em NYC, com músicos ‘top’ de estúdio, como Hugh McKraken e David Spinozza. No entanto, apesar de várias harmonias muito bonitas, é um álbum bastante heterogêneo, podendo se dizer que contém  ‘Too much information’…

RAM – Um aquecimento para o Wings!

 No final de 1970, Paul McCartney estava pronto para retornar ao estúdio. Seu álbum “McCartney” tinha sido gravado em condições precárias e era basicamente um produto caseiro, mas para o próximo, Paul tinha grandes aspirações. O novo álbum teria músicos de estúdio, a Orquestra Filarmônica de Nova Iorque, e a expectativa de ser o melhor trabalho de Paul até então.

Os McCartney foram para NYC em janeiro de 1971. Após visitarem a família de Linda, foram à Manhattan fazer audições com músicos locais. “Eu estava usando uma barba enorme, parecendo como qualquer pessoa, ninguém me reconhecia”, disse Paul. “Eu também estava com uma jaqueta do exército e jeans, completamente anônimo.”
“Fomos ao Apollo uma noite, chegamos atrasados, mas Linda persuadiu o porteiro a nos deixar entrar, e descobrimos que devíamos ser os dois únicos brancos no recinto. Era a época dos Panteras Negras, mas achamos que tudo ia dar certo… Foi com esse espírito que começamos a trabalhar no RAM.”

Vários músicos compareceram as audições, mas não sabiam que era para Paul McCartney. Denny Seiwell foi um dos bateristas a comparecer. Ele tinha mais de 1,90, era de Leighton, Pennsylvania e tinha sido percussionista no Exército antes de se mudar para NYC, lá trabalhou como músico de estúdio e em clubes de jazz.

Seiwell chegou ao local da audição, que era um prédio ‘caindo aos pedaços’, num porão, onde não havia estúdio, apenas um kit velho de bateria, “o pior que já tinha visto”. “Paul me pediu para tocar, ele não estava com a guitarra, então só sentei e comecei a tocar. Ele estava com um olhar esquisito…”
Muito músicos passaram pelo teste, mas Seiwell sentiu que Paul estava procurando por “uma certa atitude. Eu apenas toquei…Se eu não conseguisse fazer isso ali por minha conta, com certeza não conseguiria de nenhum outro jeito.”

Oito bateristas foram testados, e Seiwell escolhido ao final. O que decidiu a favor de Seiwell foram os seus “tom toms” disse Paul. “Isto pode não significar muito para quem não é músico… Mas se a gente presta atenção num baterista tocando tom toms,  aprende-se muito sobre ele.”

McCartney selecionou também Ron Carter e Richard Davis para tocar baixo em várias faixas, e David Spinoza foi escolhido para as guitarras. Spinoza era um músico de estúdio top; ele começou cobrando 15 dólares uma sessão de 3 horas, quando foi contratado por Paul em 1971, já cobrava 90 dólares.
Foi Linda quem ligou para Spinoza e se apresentou como Sra. McCartney. “Quem?” Spinoza respondeu. Linda argumentou que seu marido gostaria de vê-lo. Spinoza ainda não sabia quem era ela ou seu marido. Finalmente, Linda disse que seu marido era Paul McCartney. “Como eu iria imaginar que Paul McCartney ligaria prá mim,” David pensou.
Spinoza se surpreendeu ao ver que não fora apenas ele convidado para a audição, havia muitos outros que já estavam tocando a três dias.
David tocou sua parte, deu tchau e foi prá casa. Não demorou muito, recebeu outro telefonema de Linda informando que ele tinha sido escolhido e pedindo prá ele comparecer nas sessões da próxima semana. Ele, no entanto, estava com a agenda não totalmente disponível e disse à Linda, que não poderia comparecer toda a semana. Linda pediu 5 dias. David disse que poderia conseguir só 2. Ela pediu prá ele reconsiderar. “Ela realmente falava por Paul e cuidava dos negócios”, Spinoza lembra.

A maioria das gravações foram feitas no estúdio A&R de Phil Ramone. Paul ensaiou 2 dúzias de canções, das quais 12 chegaram ao álbum. O álbum foi construído com Paul cantando enquanto os músicos o acompanhavam, desenvolvendo a música aos poucos. “Foi simples”, lembra Seiwell. “Foi um procedimento legal, porque eram apenas 3 pessoas (não incluindo Linda).”

Para David Spinoza, entretanto, estava difícil, ele se sentiu relegado a um papel secundário e não criativo. Não havia nenhuma dificuldade ou desafio. Ele simplesmente tocava o que lhe pediam. David também notou que Paul era muito profissional, começando ás 9 da manhã, escutando tudo o que tinha sido gravado no dia anterior e isto era seguido de 8 horas de ensaios e gravações. Não havia “fumo, nem drinks ou embromação, nada,” ele lembra. “Só trabalho direto.”

Outra situação difícil para Spinoza lidar era com a constante presença de Linda no estúdio – e seus filhos. Até ás 4 da manhã as crianças estavam por lá, caindo de tão cansadas – segundo suas lembranças – o que Spinoza e os outros não achavam certo.
Paul ainda insistia para Linda se envolver nas gravações.
“Eu forcei ela um monte em NYC porque pensei que seria uma boa ter ela nas harmonias,” Paul lembra. “Mas eu queria harmonias legais, então trabalhei com ela prá valer, pois ela nunca tinha feito isso.”
“Se você escutar o RAM, todas aquelas harmonias lá são apenas eu e Linda. Legais muitas delas, mas foi trabalho duro.”

Spinoza lembra da contribuição de Linda para o álbum como apenas “comentários do que ela achava bom ou ruim.” Ele também sentia que Linda cantava… “bem – como qualquer garota iniciante.” Mesmo assim, ele imaginava, “O que ela está fazendo cantando com Paul McCartney?”
Após Spinoza completar seu trabalho em algumas faixas, Linda ligou e lhe disse educadamente que ele não precisava mais aparecer na próxima sessão, que eles fariam no dia seguinte. Ele esperava ser chamado nos próximos dias, mas não o foi. Possivelmente a sua desaprovação íntima à Linda, não fora tão íntima assim. Denny Seiwell recomendou o guitarrista Hugh McCraken, que foi contratado e completou o trabalho no álbum.

RAM foi lançado em maio de 1971 e foi creditado à ‘Paul and Linda McCartney’. Na foto da capa, Paul segura uma ovelha pelos chifres, junto com desenhos de Paul e Linda. As iniciais “L.I.L.Y” escritas num canto da capa, significavam “Linda, I Love You.” A contra-capa mostrava um casal de besouros trepando, uma referência óbvia de Paul sobre como ele se sentia a respeito de seus ex-companheiros de banda.

Paul ficou chocado com as críticas negativas ao álbum. Embora muitos críticos apenas discutissem o disco, alguns atacaram Paul e Linda pessoalmente. Em retrospecto, o álbum não era tão ruim quanto os críticos achavam, e era notório que as críticas eram uma ‘vingança’ por Paul ter ‘acabado’ com os Beatles. 

John Lennon não gostou de RAM, e descobriu ofensas pessoais em “Dear Boy” e “Too Many People”, que descreve hipócritas que dão uma opinião em público e seguem outra direção na vida privada. Lennon iria retaliar com “How Do You Sleep?”.
Ringo também não gostou, comentando que Paul era um artista brilhante, mas que o disco era apenas uma sombra do que ele era.
O produtor George Martin disse simplesmente que: “Eu não acho que Linda seja substituta para John Lennon.”

Pelo lado positivo, “Record Mirror”, viu que Paul e Linda soavam tão bem como os “Everly Brothers”. E o público gostou de RAM. Ele foi bem nas paradas nos EUA e Europa. Na Inglaterra chegou ao nº1, e nos EUA ao nº2, atrás apenas de “Tapestry” de Carole King.

Enfim, um aquecimento para os WINGS!

Documentário sobre o “making of” RAM

John Lennon e Ringo Starr não gostaram deste álbum do ex-companheiro de banda…

Neste álbum está a faixa “Too Many People”, um clássico e que tem aquela famosa frase dirigida a John e Yoko: “Too many people preaching practices, don’t let them tell you what you wanna be…”

John Lennon provavelmente não gostou de ouvir o disco, por entender que algumas ofensas eram dirigidas a ele; John achava que todo o álbum tinha algo falando mal dele, mas Paul disse mais tarde que somente dois versos em “Too Many People” eram dirigidos a Lennon.

Paul disse: “In one song, I wrote, ‘Too many people preaching practices,’ I think is the line. I mean, that was a little dig at John and Yoko. There wasn’t anything else on Ram that was about them. Oh, there was ‘You took your lucky break and broke it in two.'”

Outra coisa interessante, ‘piece of cake’, para quem ouve, também pode ser ‘piss off, cake’!! Aliás, é assim que começa a música, e quem sabe já não é recado de Paul para John? rsrs
Quanto ao Ringo não ter gostado, talvez seja por que ele estava acostumado com o Paul dos Beatles, e esperava algo no mesmo estilo, mas isso nunca mais tivemos!

Too Many People – Letra e tradução:

TOO MANY PEOPLE GOING UNDERGROUND,
Muitas pessoas chegam no fundo do poço
TOO MANY REACHING FOR A PIECE OF CAKE.
Muitas tentando alcançar um pedaço de bolo.
TOO MANY PEOPLE PULLED AND PUSHED AROUND,
Muitas pessoas são puxadas e empurradas aqui e ali,
TOO MANY WAITING FOR THAT LUCKY BREAK.
Muitas esperando por um momento de sorte.

THAT WAS YOUR FIRST MISTAKE,
Aquele foi seu primeiro erro,
YOU TOOK YOUR LUCKY BREAK AND BROKE IT IN TWO.
Você pegou seu momento de sorte e separou-o em dois.
NOW WHAT CAN BE DONE FOR YOU?
Agora o que pode ser feito por você?
YOU BROKE IT IN TWO.
Você se partiu em dois.

TOO MANY PEOPLE SHARING PARTY LINES,
Muitas pessoas compartilhando festas,
TOO MANY PEOPLE EVER SLEEPING LATE.
Muitas pessoas sempre dormindo tarde.
TOO MANY PEOPLE PAYING PARKING FINES,
Muitas pessoas pagando por estacionamentos caros,
TOO MANY HUNDRED PEOPLE LOSING WEIGHT.
Muitas centenas de pessoas perdendo peso.

THAT WAS YOUR FIRST MISTAKE,
Aquele foi seu primeiro erro,
YOU TOOK YOUR LUCKY BREAK AND BROKE IT IN TWO.
Você teve seu momento de sorte e separou-o em dois
NOW WHAT CAN BE DONE FOR YOU?
Agora o que pode ser feito por você?
YOU BROKE IT IN TWO.
Você separou-o em dois.

MM-MM-UH-UH.

UH!

TOO MANY PEOPLE PREACHING PRACTICES,
Muitas pessoas pregando certas práticas,
DON’T LET ‘EM TELL YOU WHAT YOU WANNA BE.
Não as deixe dizer-lhe o que você deve fazer

TOO MANY PEOPLE HOLDING BACK,
Muitas pessoas empurrando para trás,
THIS IS CRAZY, AND BABY, IT’S NOT LIKE ME.
Isto é loucura, e meu bem, este não é como eu.

THAT WAS YOUR LAST MISTAKE,
Aquele foi seu último erro,
I FIND MY LOVE AWAKE AND WAITING TO BE.
Quando encontrei meu amor ela estava acordada e esperando para ser alguém.
NOW WHAT CAN BE DONE FOR YOU?
Agora o que pode ser feito por você?
SHE’S WAITING FOR ME – YEAH.
Ela está esperando por mim – Sim.

As músicas que compõem o álbum RAM de 1971

“Too Many People” (P. McCartney)

A faixa de abertura é um rock direto que tem algumas citações ao ex-parceiro John Lennon. Ela começa com Paul no violão cantando o que parece ser “A piece of cake”(um pedaço de bolo), que é uma frase da canção. McCartney mais tarde admitiu que ele cantou algo ‘menos inocente’. “Piece of cake” virou “Piss off cake”(vá se f….).
Outras pistas eram mais óbvias, Paul explica, “John vinha fazendo muito discurso. Eu escrevi, ‘Too many people preaching practices'(Tem gente demais fazendo discurso)…foi um pequeno toque em John e Yoko.”
A frase “You took your lucky break and broke it in two”, era originalmente, “Yoko took your lucky break and broke it in two.” Felizmente, Paul resolveu mudar esta parte.

A canção tem mudanças grandes de ritmo e tem Paul nos vocais, violão, guitarra elétrica e baixo, Linda no backing, Hugh McCraken na guitarra e Denny Seiwell na bateria.
“3 Legs” (P. McCartney)

“3 Legs” é um rock blueseiro com uma letra bobinha. Apresenta Paul no vocal, violão, guitarra e baixo, Linda no backing, Dave Spinoza na guitarra e Denny na bateria e pandeiro.
Spinoza adorou tocar nessa canção, descrevendo ela como “uma coisa bonitinha, uma melodia de blues, eu acho que ela tem um som único.”
“Ram On” (P. McCartney)

“Ram On” começa com uma guinada de uma ‘tape recorder’ enquanto Paul ‘brincava’ no piano. Depois do engenheiro de som anunciar, “Take One”, Paul responde, “OK”, e começa a música. McCartney canta, toca ukelele, teclados e baixo, além de uma imitação de bateria e tom toms. Linda canta backing, e a faixa termina com Paul assoviando.
“Dear Boy”

“Dear Boy” é uma linda canção mid-tempo. É a primeira de seis canções em que Linda ganha crédito de co-autora. Apesar de alguns acharem que a música se referia à John, Paul nega. “Dear Boy foi na verdade uma canção para o ex-marido de Linda.” ‘Eu acho que vc não sabe o que perdeu’, Paul canta.
A canção foi gravada em Los Angeles, com Denny Seiwell presente nas sessões, em 9, 10 e 12 de março de 1971. Além da bateria de Seiwell dobrada, a faixa tem Paul no vocal, piano, guitarra e baixo, Linda no backing, e Paul Beaver no sintetizador(adicionado em 7 de abril). O piano de Paul é o instrumento dominante, acompanhado pelo backing vocal estilo Beach Boys.
“Uncle Albert/Admiral Halsey”

Esta é a canção mais interessante e popular do disco. É cheia de melodia e de mudanças de tempo, ela parece juntar pedaços de canções como no lado B de “Abbey Road”. O segmento de abertura foi inspirado pelo tio de Paul, Albert, “que costumava citar a Bíblia para todo mundo qdo estava de porre”. E Admiral Halsey era um herói de guerra que Paul gostava do nome(William Frederic Halsey Jr,. era o Comandante-em-Chefe da Terceira Frota da Marinha Naval Americana durante a 2ª Guerra Mundial).

Durante a parte inicial da música, Spinoza tocou guitarra. Enquanto o trabalho se desenvolvia ele foi substituído por Hugh McKraken. Paul tocou piano, guitarras e baixo além de cantar, Linda tb cantou e Denny tocou bateria. Foram incluídos ‘overdubs’de vocais, efeitos de som(chuva) e orquestração por membros da Filarmônica de NY. George Martin fez o arranjo das cordas e metais. Linda foi creditada co-autora.
O segmento final leva a introdução de guitarra da última canção do lado A.
“Smile Away” (P. McCartney)

“Smile Away” é um rock rascante que tem Paul nos vocais, baixo e guitarra, Linda no backing, McCraken na guitarra e Seiwell na bateria.

“Heart of the Country”

Prá começar o lado ‘B’, esta é uma canção com sabor ‘country’, parecida no tema com “Mother Nature’s Son”. A faixa tem Paul nos vocais, violão e baixo, McCraken na guitarra e Denny na bateria. Um take anterior tinha Spinoza na guitarra. Linda tb foi co-autora.
“Monkberry Moon Delight”

Uma das canções mais esquisitas do álbum. Paul explicou que a inspiração para a letra veio de ouvir suas filhas, que no vocabulário infantil criaram a palavra ‘monk’ para milk(leite). Então monkberry moon delight não deixava de ser um ‘milk shake de brinquedo’.
A canção é uma das mais longas do disco, mais de 5 mns. e meio, e tem Paul nos vocais, piano, guitarra e baixo, Linda no backing, McCraken na guitarra e Denny na bateria. Paul ‘grita’ a maior parte da canção e no final os vocais lembram alguma coisa daquele final de “Hey Bulldog” entre John e Paul. Linda foi co-autora de novo, mas nenhuma de suas filhas recebeu créditos pela descoberta de ‘monk’!!! hehehe.
“Eat at Home”

“Eat at Home” é um rock agradável com toques de Buddy Holly e insinuações sexuais. Paul depois admitiu que ele estava querendo dizer muito mais do que uma ‘boa refeição em casa’.
“[É uma] desculpa para cozinhar em casa, é bem safadinha.” Linda recebeu crédito na canção que tem Paul nos vocais, guitarra e baixo, Linda tb nos vocais, Spinoza na guitarra e Denny na bateria.
“Long Haired Lady”

É a combinação de duas músicas. “Long Haired Lady” e a melodia de “Love is Long”. O resultado é que a canção ficou longa, com mais de 6 minutos. Apesar de ser escrita por Paul como uma homenagem à Linda, ela ganhou créditos na composição. A faixa tem Paul nos vocais, guitarras, teclados e baixo, Linda nos vocais, McCraken na guitarra e Denny na bateria, junto com orquestrações e metais.
A parte final da música mais longa do álbum leva ao início da reprise de “Ram on”.
“Ram On” (P. McCartney)

“Ram On – Reprise”, tem o arranjo e a instrumentação similares a primeira versão, com o ukelele de Paul se sobressaindo. Enquanto a canção se encaminha para o final, Paul canta:”Who’s that coming ‘round that corner, who’s that coming ‘round that bend.” Esta seria mais tarde a abertura de outra canção, “Big Barn Bed” que apareceria no “Red Rose Speedway”.
“The Back Seat of My Car” (P. McCartney)

Última canção do álbum, “Back seat…”foi tocada ao piano durante as sessões de “Get Back” na manhã de 14 de Janeiro de 1969. Foi uma performance solo, pois George tinha deixado a banda temporariamente, John e Yoko não haviam chegado ao estúdio e Ringo, embora presente, não participou. A letra não tinha sido finalizada, mas a melodia já estava toda no lugar certo, e Paul já imaginava como a canção soaria pela vocalização das partes da bateria.
Aparentemente, Linda ajudou a terminar a letra, pois foi co-creditada como autora.
Paul descreve “Back..” como a “canção adolescente definitiva”, combinando, “uma boa música de estrada” com elementos como “encarar-os-pais” e fazer amor no banco de trás do carro.
A faixa tem Paul nos vocais, piano, guitarra e baixo, Linda no backing, McCraken na guitarra, Denny na bateria, e orquestrações.
A canção dá uma pausa no final,e há uma mudança para um pedacinho reminiscente do grande final que encerrava a música “Hello Goodbye.”

“Another Day” (P. McCartney)
“Oh Woman, Oh Why”

Essas duas canções tb foram gravadas nas sessões de RAM. Ambas apresentam Paul nas guitarra e baixo adicionado depois, Dave Spinozza na guitarra e Denny Seiwell na bateria e percussão (incluindo um batucar na lista telefônica de Manhattan em “Another Day”). Paul e Linda depois colocaram os vocais.

Paul deve ter começado a escrever “Another Day” no final de 1968, pois em 9 de Janeiro de 1969, nos estúdios Twickenham durante as filmagens do projeto, “Get Back/Let It Be”, ele tocou um pedaço da canção durante seu aquecimento no piano. Até então, Paul tinha mais de dois versos, mas faltava escrever o ‘middle eight’. Ele voltou à música em 25 de Janeiro, desta vez no violão, antes dos ensaios de “Two of Us”.

O produto final foi uma melodia pop bonitinha, que foi ridicularizada por muito tempo. Um crítico chegou a dizer que era um bom comercial para algum desodorante. John imortalizou a canção na sua resposta à Paul em “How Do You Sleep?” com a frase, “The only thing you done was ‘yesterday’, and since you’ve gone you’re just ‘another day’.”
Uma pena que a maioria das pessoas não entendeu nada, achando a letra banal. A personalidade feminina em “Another Day” é uma versão ‘operária’ de “Eleanor Rigby”, no caso, uma batalhadora, enfim uma personagem do cotidiano, mas nem por isso menos bela. 
“Oh Woman, Oh Why” é o oposto de “Another Day”. Enquanto “Another..” foi uma canção cuidadosamente trabalhada por dois anos, antes de ser gravada, a outra nasceu de uma ‘jam’ no estúdio.
A letra feita de improviso, fala de um cara perguntando o que ele tinha feito para ser ameaçado de morte por sua amante.
O tema lembra a canção “Hey Joe”, mas em situação inversa. “Hey Joe” apareceu no primeiro álbum de Jimi Hendrix, e fala de um cara[Joe] armado, indo atirar em sua amante por ela andar com outra pessoa, mas Paul neste caso, estava na defensiva, sendo ‘baleado’ sete vezes durante a música.
“Oh Woman, Oh Why” estaria deslocada em RAM, mas foi boa o suficiente para ser o lado 2 de “Another Day”.

Pesquisa realizada por Dado Macedo no livro ‘The Beatles Solo on Apple Records’ compilado por Bruce Spizer, 2005, e publicada na comunidade do Orkut, PAUL MCCARTNEY ★♪♪

Recentemente, o álbum de Paul e Linda McCartney foi relançado (21 de maio de 2012 no Reino Unido e em 22 de maio nos Estados Unidos e no resto do mundo) em uma grande variedade de formatos, com embalagem nova e exclusiva, incluindo um lindo pacote em uma caixa em edição de luxo.

Este pacote foi adquirido pelo nosso amigo Beatlemaníaco Aldo Angelim, do grupo no Facebook, Beatles Memorabilia, como podemos ver na foto postada por ele:

Tópico relacionado: http://wp.me/p28OqV-jp

Há 43 anos, acontecia o Casamento de Paul & Linda McCartney!

É certo que Paul McCartney tenha se casado recentemente com Nancy Shevell, mas foi Linda McCartney a esposa “Beatle”, a que conviveu com os Fab Four e os fãs de Paul, e portanto vale lembrar que há 43 anos, em 12 de março de 1969, aconteceu o casamento de Paul e Linda, a mulher que lhe deu três filhos e uma enteada, e ainda o ajudou a sair da depressão depois do fim da banda The Beatles. No dia de hoje eles estariam fazendo 43 anos de casados.

A história de Linda e Paul está ilustrada no DVD Wingspan, é uma linda história de amor e companheirismo, e em homenagem a eles, vou postar aqui um texto que saiu no “Times Online” de 06 de abril de 2009, foi uma entrevista com Paul na época, quando o casal faria 30 anos de casados (Bodas de Rubi), caso Linda não tivesse partido tão cedo…

Palavras de Paul McCartney sobre sua Linda McCartney

“Linda tinha muito os pés no chão. Ela ensinou-me a relaxar. Suas prioridades eram de natureza privada e não pública. Ela não passou pela televisão no intuito de tirar proveito para si mesma. Ela era apenas muito engraçada, muito inteligente e muito talentosa.

Muito de minha vida com Linda e nossa família foi passando tempo em casa ou fora dela ou em férias. A foto desta página é apenas um simples instantâneo de férias. Foi apenas uma dessas cenas, uma fotografia minha relaxando na Jamaica à tarde. Como uma fotógrafa, Linda teve a liberdade de tirar alguns instantâneos formidáveis da família. Ela possuía aquele talento: quando ela tirava fotos, ela conseguia fazer com que nós todos a ignorássemos totalmente.
Ela conseguia tirar fotos de praticamente tudo, e nós sabíamos que podíamos confiar nela. Sabíamos que ela desejava apenas tirar fotos de coisas que ela julgava que valessem a pena e não coisas muito particulares.

Fomos sempre muito caseiros. Eu suponho que fomos, afinal de contas. Logo que a conheci, eu percebi que, como uma fotógrafa, ela foi muito simpática. Faz agora 10 anos desde que ela morreu e, provavelmente 40 anos desde que nos conhecemos. Posso ainda recordar o nosso primeiro encontro. Foi em um Clube de Londres, o Bag O ‘Nails, numa noite em que Georgie Fame e os Blue Flames estavam tocando. Através de uma sala lotada, como se costuma dizer, os nossos olhos se encontraram e começaram a tocar violinos – mas eles foram sufocados por tantas pessoas presentes…

Houve uma atração imediata entre nós. No momento em que ela estava indo embora – ela estava com o grupo The Animals –  ela estava fotografando eles – Eu vi uma oportunidade e disse: “Meu nome é Paul. Qual é o seu? “Acho que ela provavelmente me reconheceu.

Foi uma coisa tão antiquada, mas mais tarde eu disse aos nossos filhos, que se não tivesse acontecido aquele momento, nenhum deles estaria aqui. Mais tarde, naquela noite, nós fomos juntos para outro clube, o Speakeasy. Foi o nosso primeiro encontro para sairmos juntos, e eu lembro que ouvi A Whiter Shade of Pale do Procol Harum pela primeira vez. A partir daí, esta tornou-se a nossa canção…

Embora Linda conhecesse muitos músicos de primeira linha – ela tinha trabalhado como fotógrafa na primeira edição da Rolling Stone – ela era uma pessoa sempre muito pé no chão. Na década de 1960, muitas vezes viajávamos de metrô. Eu tirei uma foto dela em início de tarde. O vagão estava completamente vazio e ela queria tirar fotos de mim.

Ela sempre foi muito bonita. Aquela imagem de Linda no metrô a mostra perfeitamente: belas mãos, absolutamente nenhuma maquiagem, apenas a estrutura do rosto. As meias Argyle (meias no padrão escocês) que todos costumavam caçoar. Ela tinha dois pares e costumava usar uma vermelha e uma verde. Ela era uma garota muito natural, naturalmente loira. Tinha um visual muito casual.

Essa foi a forma como nós dois passamos por aqueles dias – dentro do metro, eu tirando algumas fotos dela e ela tirando algumas de mim. Logo após as fotos no metrô terem sido tiradas, eu rompi com os Beatles, que foi para mim uma coisa terrível. Linda foi muito calma, muito pé no chão – dois dos atributos que eu realmente precisava naquele momento. E também ela era verdadeiramente uma mulher. Até então, eu sentia que eu havia namorado garotas – bem, exceto talvez uma ou duas. Linda era genuinamente uma mulher.

Ela tinha uma filha de cinco anos de idade, e eu estava realmente impressionado com a maneira como ela conduzia sua vida. Ela simplesmente sabia como fazer as coisas. Achei aquilo muito impressionante.

É engraçado, mas muitos cantores e bandas hoje em dia estão mais com os pés no chão do que você possa imaginar. Outro dia fui jantar com minha filha Stella e com Madonna, que apareceu desacompanhada. Oferecemos-lhe uma carona e ela disse: “Não, gostaria de ir para casa a pé”. Você pensa que as pessoas não gostariam de fazer isso, mas elas gostam. Eu faço compras, vou ao cinema, eu faço várias coisas assim, porque para mim, é um bom equilíbrio entre isso e o lance do glamour.

Linda não tirou uma série de fotos dos Beatles, mas ela aproveitou mais a oportunidade, quando ela estava no estúdio, geralmente em Abbey Road. Ela era muito perseptiva em não interromper quando estávamos trabalhando.

Ela tinha esse talento de não ficar no meio do caminho. Ela tinha um bom estilo onde ela sentava-se num canto e só retirava a sua câmera e tirava algumas fotos e guardava a câmera novamente. O que eu adoro sobre as fotos que ela fez de John e eu é que ela mostra a grande relação de trabalho que tínhamos. Foi uma alegria trabalhar com John, sobretudo quando escrevíamos e nos organizávamos.

Eu não consigo recordar exatamente o que estávamos fazendo nesta foto – talvez uma letra, talvez ordenando, talvez a bagunça em Abbey Road. Chegava uma hora que tínhamos de organizar, qual música iria para onde. Eu simplesmente adoro a alegria dessa foto – é uma composição muito bonita. Havia também as dificuldades do período – que aparecem no filme Let It Be – que penso ter encoberto a verdade. Foi um período muito pesado. Mas esta imagem mostra que nem tudo foi assim. Houve alguma luz. E é como eu me lembro de nossa relação de trabalho. Mesmo que houvesse alguns momentos difíceis, esta foi uma grande amizade.

Confrontada com a pressão de ser casada com um Beatle, Linda freqüentemente queria sair da cidade. Costumávamos visitar lugares como Cliveden, onde Linda me fotografou com Heather, sua filha, que se tornou a nossa filha. Ela sempre me chamou de pai. É uma foto interessante.

Eu conhecia Cliveden por termos feito o filme Help! – tiramos uma seqüência de fotos em que usamos a casa, fingindo que era o Palácio de Buckingham. Não estou certo de que a rainha teria permitido isso. Eu tinha estado por lá com os Beatles e encontramos *Lord Astor (um político inglês), ele estava bem cansado.

Eu me lembro que ele nos ofereceu todo o oxigênio. Ele dizia: “Vocês querem um pouquinho?” Eu acho que demos uma rápida inalada.

Eu sabia que Cliveden seria um belo passeio para Linda, Heather e eu. Quando passeávamos de carro, Linda sempre queria ficar perdida. Eu tinha um pânico nato com relação a estar perdido. Eu sempre quero saber onde Londres está. Eu não quero chegar em, digamos, Staines e não saber o meu caminho de volta.

Costumávamos ir para os lugares mais obscuros, nos divertíamos , encontrávamos uma pequena casa de chá, ou a beira de um rio. Ela ensinou-me pequenas coisas como estas, relaxar e ter os pés no chão. Foi muito valioso para mim naquela época, uma grande parte do processo de cicatrização após a separação dos Beatles. Ela adorava o campo e adorava nele tirar fotografias. A foto de abertura foi tirada na Escócia, em nossa fazenda, em 1982, quando estávamos passando muito tempo lá. Esta é a minha roupa escocesa – ela dava coceiras na pele, mas é a que eu usei.

Minha função era a de andar de uma ponta da cerca até a outra e voltar, o que eu fiz até que fiquei um pouco fraco e tornou-se um pouco perigoso para a saúde. O que acho fabuloso nesta foto é que é um daqueles momentos no qual alguém como Cartier-Bresson se especializou. Existem fotos famosas que Cartier-Bresson tirou que mostravam alguém saltando sobre um lamaçal na estrada – é aquela impressão de que “você está lá!” Então temos essa adorável foto de Stella agachada no primeiro plano. E então você tem o cão perfeitamente apontando, um pequeno labrador chamado Poppy e, em seguida, temos eu me equilibrando. É muito surpreendente.

Linda era uma mulher muito natural. Ela adorava o ar fresco e a liberdade a privacidade das zonas rurais. Durante a dissolução dos Beatles passamos bastante tempo na Escócia – três a quatro meses. Normalmente seriam apenas umas férias de duas semanas, mas adoramos a Escócia. Era o fim de lugar nenhum.

Nossa fazenda é em Campbeltown e eu continuo a ir para lá com a família. Os homens na foto eram chamados por mim e Linda de os velhinhos tagarelas (Old Biddies). Eles eram aposentados. Usavam suas capas de chuva Mackintosh para sair, seus bonés tipo Andy Capp e sentavam-se em círculo para bate-papo. Mais tarde eu acho que alguém colocou um banco de jardim ali para eles. Nós costumávamos vê-los quando íamos à cidade para fazer algumas compras de mantimentos. Ela gostava tanto de fotografá-los que várias fotografias acabaram se tornando históricas. Em 30 anos, os lugares mudam. Nós temos as imagens de bebês, lindas crianças pequenas que hoje são grandes fazendeiros adultos..

E o museu de Campbeltown possui algumas fotos de Linda por esse mesmo motivo – elas se tornaram históricas. Eu adoro as capas de chuva. Aqueles velhinhos eram todos simplesmente gente do interior, aposentados, com suas bengalas. Há um grande clima naquela fotografia. Linda era uma grande apreciadora dos Old Biddies.

Uma grande coisa sobre Linda era que ela era capaz de sociabilizar-se com qualquer um. Seu pai era um conhecido advogado. Ele havia estudado em Harvard e teve um escritório de muito sucesso e morava num apartamento na Park Avenue, um endereço muito elegante, com uma impressionante coleção de arte.

Ela conseguiu conviver nesse mundo e ficava muito à vontade nele. Ela também conseguia comunicar-se muito facilmente com as pessoas na rua. Ela tinha maneiras muito simples. Nos anos de 1960 e 70 a imprensa não entendeu – simplesmente porque ela tinha se tornado minha namorada e, em seguida, minha esposa.

Ela não foi à TV pra dizer “Esta aqui sou eu – Olá” e tentar agradar e chamar a atenção para si mesma. Nós não precisávamos fazer isso – era a nossa vida, não a deles. Estávamos muito ocupados vivendo a nossa vida. Quando alguém vinha em casa para jantar e a conhecia, eles a achavam fantástica. Ela era uma grande pessoa para se ter ao lado: muito engraçada, muito inteligente e muito talentosa. Ela conseguia falar tanto com um carteiro local como com um negociante de artes de Nova York, com a mesma facilidade.

Leva tempo para que as pessoas conheçam alguém, principalmente se você não se empenhar para tal – e ela não se empenhou nisso. O tempo é o fator essencial. As pessoas vinham jantar conosco, gente como Twiggy e Joanna Lumley.

Linda ocasionalmente fazia entrevistas e as pessoas gradualmente iam lhe conhecendo. Espalhou-se que ela era simplesmente uma mulher muito legal. As pessoas diziam que: “Ela em nada se parece com a imagem que transmite”. Suas prioridades eram de natureza privada e não pública e é por isso que demorou um pouco de tempo para todos aceitarem a ela.

Para mim, provavelmente, a fotografia mais triste e mais assombrosa nesta coleção é o auto-retrato que ela tirou, em 1997 no estúdio de Francis Bacon em South Kensington, pouco tempo antes até que ela falecesse em 1998. Linda era uma grande amante da arte. Ela tinha estudado arte na faculdade do Arizona e seu pai tinha uma coleção fenomenal. Sendo assim ela tinha crescido em meio a muita arte. Ela admirava muito Francis Bacon teve uma oportunidade através de um amigo, de fotografar em seu estúdio após seu falecimento. Conhecíamos as pessoas que cuidavam de seu estúdio. O estúdio estava se mudando para Dublin – com todo o seu acervo. Ela foi até lá e tirou algumas fotos. Esta é um clássico. Com o espelho rachado é particularmente estranha. É uma imagem poderosa, mas muito estranha. Não tenho certeza, mas que parece a máscara mortuária de alguém, à direita da foto.

Na época, ela sabia que ela estava doente, mas ela tinha feito quimioterapia e seu cabelo estava crescendo novamente. Era um visual muito elegante. Ela não sabia que estava morrendo…

Eu não tenho a muita certeza de que ela realmente soubesse que ela estava morrendo. Você tem de tomar uma decisão como uma família com relação a se alguém vai fazer o anúncio e os médicos e deixam com você, os familiares mais próximos.

Falei sobre isso com o médico e ele disse: “Eu não acho que ela iria querer saber. Ela é tão forte, uma mulher de pensamento moderno uma moça de pensamento tão positivo que eu não creio que faria bem algum”. Ela estava lutando até o fim.
Mesmo um dia antes de seu falecimento, ela tinha saído a cavalo. Ela adorava muito isso. Às vezes ela ficava de pé sobre um cavalo e eu dizia: ´Você não quer cair, quer?` Mas ela preferia estar em cima do cavalo do que no chão.”

Uma exposição de fotografias de Linda McCartney foi inaugurada na James Hyman Gallery, em Savile Row número 5, Londres W1, em 25 de abril de 2009. A exposição foi o resultado de três anos de colaboração entre Sir Paul, Mary McCartney e James Hyman.

Nota: As fotos citadas no artigo poderão ser vistas aqui.

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