O Álbum “Abbey Road” dos Beatles Aniversaria!

Há exatos 43 anos atrás os Beatles lançavam seu maior e também o último sucesso, o disco Abbey Road, e uma prova de que é mesmo uma obra prima do Rock, Abbey Road faz 43 anos e continua sendo celebrado até mesmo por quem nasceu muito depois do seu lançamento.

Nesta reportagem exibida pelo Jornal da Globo, na ocasião dos 40 anos do álbum em 2009, Ricardo Pugialli e Heitor Pitombo, vocalista da banda Bulldog, dão depoimento sobre esta fantástica  Beatle obra.

O Álbum “Abbey Road” dos Beatles Aniversaria from Lucinha Zanetti on Vimeo.

Considerado um dos maiores discos de todos os tempos, além de ter sido o pretérito mais que perfeito da história do Rock´n´Roll, no livro intitulado “1001 Discos para se ouvir antes de morrer”, Abbey Road é um dos 7 discos dos Beatles escolhidos pelos 90 críticos do mundo todo, e eles dizem o seguinte:

“Geralmente negligenciado nas enquetes de melhor disco dos Beatles em favor do estilo mais technicolor de ‘Sgt. Pepper Lonely Heart Club Band’ e do mais obscuro e menos ortodoxo ‘Revolver’, o último álbum gravado pelo grupo (‘Let It Be’ foi apenas o último a ser lançado) é uma coleção imprevisível de músicas e fragmentos de músicas. É tão inovador como tudo o que os Beatles sempre fizeram e recheado de reviravoltas emocionais, graças ao caos de seus anos finais como banda.

Apesar das diferenças fundamentais entre eles, naquela altura, McCartney e Lennon eram ainda capazes de compor um material combustível. George Harrison, por muito tempo considerado junto com Ringo Starr, um Beatle menor, havia se tornado um compositor para ser levado a sério, contribuindo com a super inspirada ‘Something’ e com ‘Here Comes the Sun’, muito mais doce que qualquer canção de John e Paul.

Mas é a crônica social ácida de Lennon e McCartney que torna ‘Abbey Road’ essencial, um álbum com um quê de vingança. Há o rock sexual de ‘Come Together’, o monstro psicodélico ‘I Want You’ – marcado pelo baixo ágil de McCartney – e a suíte que ocupa o lado B, amada e odiada pelos fãs dos Beatles na mesma medida. ‘Sun King’ é uma dose musical de LSD; ‘Golden Slumbers’ é um épico sob a forma de uma cantiga de ninar; e ‘The End’ é uma profética mostra de virtuosismo na qual todos fazem um solo – até Ringo”.

Em 1969, ano de lançamento do álbum, George Harrison fez uma análise, descrevendo faixa por faixa, o que foi matéria da revista Vigu Especial de 1976:

LADO A

‘Something’

– “É uma música minha. Eu a escrevi quando nós estávamos terminando o último álbum, o branco. Mas nunca a terminava. Nunca conseguia encontrar as palavras certas para ela. Joe Cocker fez uma versão também, e há uma conversa de que será o próximo compacto dos Beatles. (e foi lado A) Quando a gravei, pensei em alguém como Ray Charles fazendo a música, pensando na sensação que ele deveria ter. Mas como não sou Ray Charles, sou muito limitado, nós fizemos o que podíamos. É um bom tema e, provavelmente, a melhor melodia que já escrevi.”

‘Maxwell’s Silver Hammer’

– “ É algo só de Paul, passamos um bocado de tempo gravando. É uma daquelas músicas que se assobia instantaneamente, algumas pessoas vão odiar e outras vão amar. É como ‘ Honey Pie’, um tipo de coisa divertida, mas provavelmente vai pegar, porque na estória o camarada mata todo mundo. Usamos meu sintetizador moog e eu acho que saiu com grande efeito.”

‘Oh! Darling’

– É outra música de Paul, típica dos anos 50/60, principalmente nos acordes. É uma música típica da época dos grupos Moonglows, Paragons, Shells e tudo o mais. Nós fizemos alguns oh, oohs no vocal e Paul gritando.”

‘Octopus Garden’

– “É de Ringo, a segunda que escreveu. É linda. Ringo fica chateado só tocando bateria. Ele toca piano, em sua casa, mas só conhece três acordes. E ele sabe o mesmo na guitarra. Gosta principalmente da música country, tem um sentimento bem country. É realmente uma grande música. Superficialmente, é uma música boba e infantil, mas acho a letra muito significativa. Ringo escreve suas músicas cósmicas sem saber. Eu encontro significados profundos em suas letras e provavelmente ele nem sabe disso. Versos como ‘Resting our head on the seabed’ (descansando nossa cabeça no leito do mar) e ‘we’ll be warm beneath the storm’ (nós estaremos aquecidos debaixo da tempestade) fazem com que eu entenda que quando se chega dentro de nossa consciência, tudo é de muita paz.”

‘I Want You (She’s so heavy)’

– “É uma música bem forte. Foi John quem tocou guitarra solo e cantava. Isso é bom porque a frase solo que ele toca é basicamente blues. Mas é uma música muito original do tipo Lennon, tem algo de espantoso no seu ritmo; ele sempre cruza algo, coisas diferentes no ritmo, por exemplo ‘All You Need Is Love’, da qual o tempo vai de 3-4 para 4-4, mudando o tempo todo. Quando você pergunta para ele sobre isso, ele não sabe como. Faz naturalmente. No instrumento inicial e nos intervalos, ele criou uma excelente següência de acordes.”

LADO B

“Here Comes The Sun’

– “É a primeira faixa do lado 2. É a música que escrevi para este álbum. Eu a fiz em um dia ensolarado no jardim de Eric Clapton. Nós tínhamos passado por muitos problemas nos negócios, e tudo era muito pesado. Estar no jardim de Eric Clapton era como fazer bagunça depois da escola. Eu senti um tipo de alívio e a música saiu naturalmente, é um pouco parecida com ‘If I Needed Someone’, com aquele tipo de solo correndo por ela. Mas, realmente, é muito simples.”

“Because’

– “É uma das coisas mais bonitas que fizemos. Tem uma harmonia de três partes – John, Paul e eu. John escreveu a música, e o acompanhamento é um pouco parecido com Beethoven. Assemelha-se com o estilo de Paul escrever, mas só por causa se sua suavidade. Paul geralmente escreve coisas mais suaves e John é mais delirante, mais pirado. Mas, de tempos em tempos, John gosta de escrever uma música simples de 12 compassos. Acho que é a faixa de que mais gosto no álbum . É tão simples, especialmente a letra. A harmonia foi muito difícil de ser feita, tivemos que aprendê-la mesmo. Eu acho que vai ser a música que impressionará a maioria das pessoas. Os pirados vão entender e os caretas, pessoas sérias, e críticos, também. Depois vem a seleção de músicas de John e Paul, todas juntas. É difícil descrevê-las sem que se ouça todas juntas.

‘You Never Gove Me Your Money’ parece ser duas músicas, uma completamente diferente da outra.

Em seguida vem ‘Sun King’ (Rei Sol) que John escreveu. Originalmente, ele a tinha chamado de ‘Los Paranoias’.”

“Mean Mister Mustard e Polytheme Pam’

– “São duas músicas pequenas que John escreveu na Índia, há 18 meses.”

‘She Come In Through the Bathroom Window’

– “É uma música muito boa de Paul com uma boa letra.”

‘Golden Slumber’s

– “É outra música muito melódica de Paul que se encadeia.”

‘Carry That Weight’

– “ Fica entrando por todo o tempo (pot pourril).”

‘The End’

– “É o que é: uma pequena seqüência que finaliza tudo. Eu não consigo ter uma visão completa de ‘Abbey Road’. Com ‘Pepper’s’, e até o Álbum Branco, eu tive uma imagem do começo ao fim do produto, mas nesse disco eu ainda estou perplexo. Acho que é um pouco parecido com ‘Revolver’, não sei diereito. Não consigo realmente ainda vê-lo como uma entidade completa.”

George Harrison, setembro de 1969
Fonte: revista Vigu Especial de 1976

Foto da página da revista com os comentários de George Harrison

O Álbum completa 43 anos e continua sendo o mais vendido dos Beatles até hoje.

‘The end’ tem único solo de bateria de Ringo. É o último registro dos Beatles em estúdio, o mais vendido e, para muitos, o melhor álbum já gravado pela banda em seus oito anos de duração, considerando-se de 1962 a 1970.

Foi o primeiro disco lançado exclusivamente em estéreo — todos os outros álbuns da banda têm versões também em mono.

É também em “Abbey Road” que estão registradas algumas das mais complexas harmonizações vocais criadas pelo grupo que, pela primeira vez, pôde contar com uma mesa de oito canais. Uma novidade tecnológica na época, o equipamento permitiu uma qualidade técnica nunca antes alcançada pelos Fab Four nas gravações.

A capa do álbum iria eternizar ainda a rua londrina e o estúdio homônimos, onde foi gravada a maior parte da produção do grupo.

Derivadas do desastroso projeto “Get back” — que serviu para acirrar ainda mais os ânimos entre John, Paul, George e Ringo — as sessões de gravação de “Abbey Road”, iniciadas em fevereiro de 1969, levariam quase seis meses para serem concluídas.

A estratégia era colocar as diferenças musicais e pessoais dos músicos brevemente de lado para que o projeto, desta vez, pudesse ser concluído.
“Havia um sentimento não explicitado de ‘vamos fazer o melhor que pudermos’. Todos nós sabíamos que aquilo era o fim'”, revela o produtor George Martin, em depoimento registrado na biografia “John Lennon – A vida”, de Philip Norman.

É o último legado dos Beatles na face da terra, o que o torna mais que especial para nós, os fãs dos Beatles!

Letras das Canções Traduzidas

Paul McCartney, um Músico multi-instrumentista.

Paul foi o baixista dos Beatles, mas o que nem todos sabem é que ele também toca muitos outros instrumentos, além do seu famoso baixo Hofner!

Paul toca piano, violão, guitarra, ukelelê, bateria e vários outros. Algumas demonstrações dessa habilidade ds Sir Paul “Ed” McCartney estão registradas em canções famosas dos Beatles, como “Taxman”, “Paperback Writer” e “Helter Skelter”, em que ele toca guitarra, “Back In The USSR” e “The Ballad Of John And Yoko”, em que toca bateria.

Houve até uma situação, já na época de sua banda de apoio, os Wings, em que ele e banda foram gravar o álbum Band On The Run na Nigéria, só que dois membros debandaram um pouco antes do vôo sair. No estúdio, Paul assumiu guitarras, baixo e bateria com ajuda apenas de Denny Laine e de Linda.

Paul e Denny Laine na edição de 25 anos do álbum “Band on the Run” – Eles não se falavam desde 1981!

Outra mostra de seu talento é o instrumental de “Say, Say, Say”, em parceria com o cantor Michael Jackson, que é praticamente inteiro do eterno Beatle!

Fonte: UOL

Cliff Richard, os Shadows e os Beatles: Quem teria influenciado quem?

Cliff Richard & The Beatles: A Influência

Sir Harry Rodger Webb, OBE, mais conhecido como Cliff Richard, nasceu em Lucknow, Índia, no dia 14 de outubro de 1940 e tornou-se um dos cantores britânicos mais populares daquele país.

Com sua banda de apoio, The Shadows, ele dominou o cenário musical popular britânico no final dos anos 50 e começo dos 60, antes do surgimento dos Beatles.
Durante as últimas seis décadas Richard emplacou mais de 100 compactos de sucesso e detém o recorde (juntamente com Elvis Presley) de ser o único artista a estar na lista dos mais vendidos por toda a sua carreira (dos anos 50 até hoje), isso de acordo com seu website, que informa que Richard vendeu mais de 250 milhões de discos.

Sabemos que os Beatles surgiram também em final dos anos 50, início dos 60, e ouviam a música de Tony Sheridan e também dos Shadows, então poderíamos perguntar, quem influenciou quem?

Paul McCartney diz que no início dos anos 1960, época em que eram totalmente desconhecidos, The Beatles costumavam ir assistir as apresentações de Cliff e os Shadows para centenas de fãs ensandecidos.

The Beatles, muito inteligentemente, atuavam no palco representando Cliff e os Shadows (as maiores estrelas pop da Grã Bretanha) e seus “atos”. John Lennon tomou o papel de Hank Marvin no grupo (óculos de armação preta e “agindo como um tolo”). Paul McCartney era o bonitão (ficando no palco onde Bruce Welch ficava).

Rejeitados na Inglaterra, os Beatles tiveram que ir a Hamburgo para “aperfeiçoar” suas apresentações diante de uma platéia ao vivo.

Quando Cliff ocupava o espaço de tempo entre uma canção e outra durante sua apresentação para “conversar” com o seu público (entre gritos da platéia), os Beatles mantiveram e suportaram os gritos histéricos da platéia, passando constantemente de uma canção para a outra, sem dizer nada.

Eles basicamente “subiram na parada”, copiaram as apresentações ao vivo de Cliff e os Shadows, cortaram a conversa e mantiveram os gritos histéricos.

Resultado: funcionou!

In fact, George Harrison and John Lennon even wrote a little-known but fantastic Beatles song in tribute to them called “Cry for a Shadow” …

Na verdade, George Harrison e John Lennon até escreveram uma canção Beatle que ficou pouco conhecida mas que é fantástica, em tributo a eles, chamada “Cry for a Shadow”.

A canção Cry For a Shadow parece ter sido a primeira canção composta por George Harrison e John Lennon, inspirada pelo estilo dos Shadows, que eles curtiam fizeram esta canção como uma homenagem a Hank Marvin, e que foi relançada no Anthology 1. A citação é evidente já no título, ainda mais pela expressão “cry”, que era como o grupo de Cliff Richard solava as canções, fazendo a guitarra estrilar, sustentando as notas, como se ela cantasse.
Foi gravada em 22 de junho de 1961, na Friedrich-Ebert-Halle, Hamburg-Harbur, Alemanha e lançada pela Polydor em 1962.

The Beatles Cry For a Shadow – Video com fotos raras de 1956 a 1962, com John, Paul, George, Ringo e Pete Best!

Enquanto isso os Shadows atingiam o primeiro lugar nas paradas de sucesso em julho de 1960, com a canção Apache.

Neste vídeo os Shadows tocam Apache em  uma apresentação datada de1964

Outro som classic deles é “Man of Mystery” (1960)

E também F.B.I. – “Crackerjack” Show (1961)

The Shadows mostrava ótimos timbres de guitarra, já como que antecipando alguns modos de utilização do instrumento que iria se consolidar nos anos seguintes. E além de tudo esses  vídeos dão uma pequena idéia do cenário que os Beatles encontraram na música pop. Olhando agora é fácil supor, mas é como se tudo estivesse preparado para os Beatles acontecerem. Fica bem claro como a combinação músicas/comportamento deles encontrou um ambiente receptivo.

E Brian Epstein sabia disso e hoje, como sabemos, deu tudo certo!

Texto original:

Paul McCartney says that in the early 1960’s (then totally unknown), The Beatles used to go and see Cliff and the Shadows perform on stage to hundreds of screaming fans.

The Beatles very cleverly ‘homed in’ on Cliff Richard and the Shadows (the biggest pop stars in Britain) and their ‘act’. John Lennon took the Hank Marvin role in the group (black-framed glasses and ‘acting the fool’). Paul McCartney was the handsome one (standing where Bruce Welch did on stage).

Rejected in England, they had to go to Hamburg to ‘perfect’ their act in front of a live audience. Where Cliff took time in between the songs to ‘chat’ to his audience (between the screams), the Beatles kept the screams going constantly by going from one song to the other.

They basically ‘upped the ante’, copied Cliff and the Shads’ live act, cut the chat and kept the screams coming.

Result… it worked!!!

Cry For a Shadow – This seems to be the first song composed by George and John surely inspired by the Shadows style. . It was recorded on 22 June 1961 at the Friedrich-Ebert-Halle, Hamburg-Harbur.

Fonte: Clique Aqui

Entrevistando Leno

1) Qual o balanço que você faz de sua vasta carreira até aqui?

Atualmente bem satisfeito com o resultado musical do novo CD “Canções com Raulzito” , que acaba de sair, assim como meu primeiro DVD solo que acabo de gravar ao vivo aqui em Natal, onde estou residindo. Este teve realmente um balanço de minha carreira desde a dupla Leno e Lilian até as minhas parcerias, algumas inéditas, com o ainda desconhecido Raul Seixas, quando ele tocava em minha banda, e também meus grandes sucessos solo. De um modo geral acho que fiz durante a minha carreira o que queria e gostava e se em alguns momentos certos discos não viraram hits comerciais com toda a jabazelandia em que se transformaram as rádios pelo país dos anos 90 pra cá , pelo menos o saldo musical deste balanço me parece positivo.

2) No Brasil é muito difícil falar de Leno sem dar uma referência a dupla Leno e Lilian. O que simbolizou essa história em sua vida?

Vejo isso com naturalidade e fico feliz que a dupla tenha se tornado um ícone da Jovem Guarda. Foi algo importante na minha vida e tenho o maior carinho por isso. E se até hoje o Paul McCartney ainda é associado aos Beatles, quanto mais eu à Lilian e vice-versa. That’s all right mama.

3) A dupla Leno e Lilian teve muitas idas e vindas ao longo da carreira. Qual a relação de vocês hoje em dia?

Atualmente temos tido pouco contato, com ela morando em São Paulo e eu aqui no Nordeste. Mas não posso dizer que tenha sido um relacionamento muito fácil, desde a Jovem Guarda e durante as idas e vindas. Apenas cabeças diferentes, que o passar do tempo apenas acentuou. Mas a Lilian é uma referencia que, assim como eu para com ela, influiu em nossos destinos e respeito isso.

4) A Jovem Guarda não tem mais o mesmo espaço nas grandes emissoras como era antigamente. Em sua opinião, porque o gênero não está mais no seu auge?

O Brasileiro é modista… mas na verdade a chamada “Jovem Guarda’ é o Pop Rock tupiniquim, que ainda influi em muita coisa que rola por aí…o que mudou foi a tecnologia e o visual.

5) Qual seu último trabalho solo que lhe rendeu mais notoriedade à frente do mercado?

Bem , teve “Flores Mortas”, a primeira música abordando o tema do meio ambiente, pra você ver que não é tão recente…igualmente “Rosa de Maio”, trilha da novela Livre para Voar, mas as minhas regravações de “A Pobreza e Ritmo da chuva”, nos anos 90, chegaram ao disco de platina com um milhão de CDs vendidos no aniversário dos 30 anos da Jovem Guarda.

6) Como você está vendo a música produzida atualmente?

Muita tecnologia facilitando a vida de cantores ruins, com seus afinadores automáticos, bons músicos tecnicamente e poucas composições interessantes. Aos meus ouvidos isso vale também lá pra fora. Coincidência que isso tenha começado com o Jabá aqui no Brasil e o desestímulo aos compositores que não sejam também intérpretes e possam fazer shows. Então continuo ouvindo com prazer os clássicos do pop rock e muito Mozart, Bach e Beethoven. Roll over!

7) Quais outros cantores você poderia destacar pra gente como grandes parceiros seus ao longo da carreira?

Bem, eu destacaria o Renato Barros e o Ed Wilson, com quem fiz algumas parcerias, mas de um modo geral costumo compor sozinho.

8) Você ficou um tempo fora antes de retornar ao Brasil a fim de produzir outros trabalhos. O que você aprendeu durante esse tempo ausente dos palcos brasileiros?

O profissionalismo e perfeccionismo que os artistas lá fora tinham em relação ao show-bizz nacional. Mas isso vem mudando por aqui, principalmente no profissionalismo dos grandes shows. Mas o cara tem que estar estourando nas paradas pra conseguir uma infra-estrutura de palco realmente boa, pois hoje parece que a música é só um detalhe no meio dos efeitos especiais. Vê lá se os Beatles dependiam disso pra fazer o que fizeram!

9) Quais seus próximos planos dentro da música?

O lançamento do CD “Canções com Raulzito “, que poderá ser encontrado através de meu site,  assim como nos shows e o DVD “Leno ao vivo”, a sair no final do ano, ao qual estou me dedicando no estúdio para a finalização da mixagem e autoração.

10) Deixe um recado final pra legião de fãs do Leno espalhados pelo país afora.

Obrigado pelo carinho e atenção em todos estes anos, incluindo aqueles em que eu não estava aparecendo direto na mídia. Sempre digo que o verdadeiro fã é o melhor amigo do artista. E comprovo isso a cada dia..

Abração a todos!

Entrevista publicada no dia 25/11/2010 por Marcus Vinicius Jacobson

As Muitas Voltas de Leno, o potiguar Johnny McCartney!

Leno (Gileno) ou Johnny McCartney, para as suas fãs como eu, marcou toda uma geração e continua sendo um dos ícones da Jovem Guarda.

Ainda quando formava a dupla Leno e Lilian fazia sucesso e arrasava corações apaixonados daquela época áurea, cantando e encantando multidões com sucessos como Pobre Menina, Devolva-me, Eu Não Sabia que Você Existia e tantos outros, os quais ficavam durante muito tempo nas paradas de sucesso.

Estréia da dupla no Programa Jovem Guarda

Atualmente Leno continua encantando por onde se apresenta, e mostra seu profissionalismo no campo da música, apresentando ao longo dos anos trabalhos excelentes, maravilhosos, como por exemplo o trabalho intitulado “Canções com Raulzito”.
O CD é um lançamento independente, possui 14 faixas sendo duas inéditas. Gravado e mixado entre outubro de 2009 e janeiro de 2010 em Natal/RN, o disco apresenta regravações de canções compostas por Leno e Raul Seixas no final da década de 1960 e início da década de 1970. Com produção e arranjos do próprio Leno e um time de músicos afinadíssimos, o disco, com produção gráfica bem cuidada, é um trabalho que encantou nós, os fãs, e também colecionadores e seguidores tanto de Leno como de Raul Seixas.

Faixas do CD:

01 – Uma Pedra No Seu Caminho (Raulzito-Leno)
02 – Johnny McCartney (Leno Azevedo-Raulzito Seixas)
03 – O Mundo da Muitas Voltas (Raulzito-Leno)
04 – Bis (Leno Azevedo-Raulzito Seixas)
05 – Lady Baby (Carlos Augusto-Raulzito Seixas)
06 – Sentado no Arco-íris (Leno Azevedo-Raulzito Seixas)
07 – Quatro Paredes (Raulzito Seixas-Leno Azevedo)
08 – Um Drink Ou Dois (Raulzito-Mauro Motta)
09 – Deus é Quem Sabe (Raulzito)
10 – Objeto Voador (Raulzito)
11 – Convite Para Ângela (Raulzito Seixas-Leno Azevedo)
12 – Se Sou Feliz, Por Que Estou Chorando? (Raulzito-Leno)
13 – Sha La La (Quanto Eu Te Adoro) (Raulzito)
14 – Sr. Imposto de Renda (Leno Azevedo-Raulzito Seixas)

As faixas inéditas são a 1 e 7:

01 – Uma Pedra No Seu Caminho (Raulzito-Leno)

07 – Quatro Paredes (Raulzito Seixas-Leno Azevedo)

Leno e Raulzito foi uma parceria que o tempo não apagou…
Numa noite clara, Raul Seixas (ainda Raulzito) vê alguma coisa no céu, parecendo se mover no meio das estrelas e diz: “eu desejo ir com você. Aqui na terra não há tempo para o amor”. O apelo está na música “Objeto Voador”, composta pelo roqueiro na década de 1960. Foi então atendido, não pelos marcianos, mas pelo músico potiguar, Leno, que ao lançar o CD “Canções com Raulzito”, garantiu o tempo que fosse preciso na terra para os homens se dedicarem ao amor.

Essas canções com Raulzito resgataram não apenas uma parceria e uma amizade de décadas passadas: elas são o registro vivo de um tempo e ajudaram não apenas a transformar o que era lenda em realidade, mas também a revelar os primórdios de dois músicos que, numa dessas voltas que o mundo dá, estiveram muito perto e conquistaram muitos fãs.

Neste resgate da parceria entre os músicos, não poderia deixar de ter o iê-iê-iê e as letras que revelam o cenário da época, como “Um Drink ou Dois”, quando Raulzito diz: “Não leve a mal se eu me retirar / sua festinha até que está legal / mas é que quando eu tomo um drink ou dois / eu sei que vem depois / uma tristeza anormal…”.

Mas aquela história de pausar o tempo do mundo, para que os homens pudessem voltar a amar acontece logo na primeira faixa do disco. A música composta por Leno e Raulzito, “Uma Pedra no seu caminho”, ganhou uma balada rock, romântica, realçando a letra que diz: “Sei que sou uma pedra no seu caminho / Mas eu posso aprender a rolar sozinho / basta você me dizer / se pretende seguir pela vida sem mim / não tem problema meu bem porque / eu sigo também / e boa sorte no fim / assim não é fácil dizer / mas é melhor saber / o que é melhor para mim…”
As canções “Uma Pedra no seu caminho” e “Quatro Paredes” são inéditas no Brasil. Leno conta que a letra de “Quatro Paredes” havia sido elaborada por Raul há quarenta anos, mas só então foi musicada. “Preferi usar só voz e violão, tenho certeza que Raul iria gostar”, disse Leno.

O encontro entre Leno e Raulzito aconteceu logo depois que o nosso querido potiguar resolveu seguir carreira solo, deixando para trás uma parceria de sucesso travada ao lado de sua antiga amiga de infância, Lílian. Foi quando encontrou um cara que desejava ser “uma metamorfose ambulante”. Nesta época Leno estava com dois CDs nas paradas de sucesso, enquanto Raul Seixas buscava encontrar seu lugar ao sol, na Cidade Maravilhosa, o Rio de Janeiro.

Leno foi o primeiro a descobrir o compositor e gravou duas músicas que renderam reconhecimento ao baiano Raul e pedidos de composição por outros artistas. No início dos anos 70, Raul passou a participar da banda de Leno e atuar como produtor da CBS.
Para Leno, “Raul era um cúmplice filosófico e intelectual”.

E a história de Leno é intensa!

Natalense de berço, radicou-se com sua família no Rio de Janeiro aos cinco anos de idade. Aos 14 voltou a Natal e formou a banda The Shouters, uma das primeiras de rock do Nordeste. De volta ao Rio em março de 1965, reencontrou a ex-vizinha de infância, Lilian. Nesta mesma época, duas de suas primeiras composições, O disco voador e S.O.S. são gravadas no LP “Você me Acende”, por Erasmo Carlos, que estava em pleno sucesso.
Este reencontro com Lilian fez com que fosse formada a dupla Leno e Lilian e ambos começaram a se apresentar em programas da Jovem Guarda, até que em janeiro de 1966 é lançado o primeiro compacto simples com as canções “Pobre Menina” e “Devolva-me”.
O primeiro LP, gravado logo em seguida, incluía essas duas primeiras músicas e ainda “Eu Não Sabia Que Você Existia”, que foi outro sucesso.
Porém, por motivos de incompatibilidade, a dupla teve que se separar no final de 1967, pouco antes do lançamento do segundo LP, intitulado “Não Acredito”.

Vale lembrar que em 1972 eles retomaram a parceria, que durou 2 anos e culminou com a gravação de mais dois LPs. No primeiro, com produção do próprio Leno, houve a participação do já “maluco beleza” Raulzito nos vocais e na guitarra em algumas faixas de sua autoria tais como: Deus é Quem Sabe, Objeto Voador, Um Drink ou Dois. No segundo, lançado em 1973, houve destaque para “Amantes de Verão” e “A tarde em que te amei”.
A separação acabou sendo benéfica para Leno, que começou a compor para os amigos e logo o conjunto Renato e Seus Blue Caps gravaria sua música “A Irmã do Meu Melhor Amigo”. Em 1968 Leno iniciou sua carreira solo com a música “A Pobreza”. Ele alcançou o primeiro lugar em todo o Brasil e a lançou também em espanhol e italiano. Seu primeiro LP solo, intitulado simplesmente de “Leno”, foi sua consagração e trouxe as belíssimas “Eu Não Existo Sem Você” e “Papel Picado”. No ano seguinte ele retornou às paradas de sucesso com seu segundo disco solo, “A Festa dos Seus 15 Anos”, que também emplacou o primeiro lugar nas paradas e foi, por muitos anos, um dos mais vendidos do catálogo da gravadora.
A produção musical de Leno continuou a todo vapor. Em 1968, Renato e seu grupo gravaram “Não Vou Me Humilhar Por Você” e “Porque Te Amo”, esta em parceria com o irmão de Renato, Paulo Cesar Barros. Em seguida vieram “Quando a Cidade Dorme”, em 1969, “Só Faço Com Você” e “Se Eu Sou Feliz, Por Que Estou Chorando”, parceria com Raul Seixas, em 1970. Suas músicas também foram gravadas por artistas como Golden Boys, Amelinha, Jerry Adriani, Vanusa, Antônio Marcos, Márcio Greyck, Nando Cordel , The Fevers, entre outros.
Depois do término de sua parceria com Lilian em 1972, Leno retomou sua carreira solo em 1974, fazendo parceria com Renato e seus Blue Caps, quando o grupo gravou “Só Por Causa de Você”. No mesmo ano de 1974 Leno compôs e gravou a música “Flores Mortas”, primeiro lugar nas paradas de sucessos e primeira composição denunciando a especulação imobiliária e perda da qualidade de vida nas grandes cidades.
Em 1978 lançou um compacto duplo com destaque para a música “Mudanças e Feitiço” (composição inédita de Roberto e Erasmo Carlos).
No final dos anos 70 o cantor decidiu morar em Los Angeles, onde tocou com o baterista Jim Keltner, Moacir Santos e outras feras, chegando a gravar, inclusive, um compacto com Ruby Tuesday (Jagger-Richards), em gravação precursora do soft- rock com a bossa-nova, bem executada nas FMs de Los Angeles.
Mas a música brasileira precisava de Leno. Sendo assim, em 1981 ele retorna ao país para lançar em seguida o LP “Encontros no Tempo”, inicialmente gravado em Los Angeles e finalizado no Rio de Janeiro, onde o cantor faz uma junção de bossa-nova com os ritmos nordestinos. O trabalho tem as participações de Sérgio Dias, Jackson do Pandeiro, Robertinho do Recife e Antonio Adolfo.
Em 1984 compôs a música “Rosa de Maio”, tema do personagem vivido por Carla Camurati na novela global “Livre Para Voar” e lança mais um LP, “Coração Adolescente”, agora pela gravadora Polydisc.

Rosa de Maio

Em 1994, o cantor chegou a participar do projeto Academia Brasileira de Música, da Columbia/Sony Music, com o disco “Brasil Jovem Guarda”, registrando somente grandes sucessos de autores brasileiros daquele movimento musical.
Atualmente morando em Natal, Leno está de volta aos palcos com uma nova banda, fazendo shows por todo o Brasil.

Mesmo depois de separados, Leno e Lilian voltaram a se reencontrar nos anos 90, quando participaram juntos ou separadamente, de shows comemorativos dos 30 anos de Jovem Guarda.

Atualmente os dois estão definitivamente em carreira solo, Leno fazendo shows, lançando seus trabalhos, participando de eventos e Lílian, que agora cultiva o nome artístico de Lilian Knapp, fazendo também seus shows pelo país a fora.

Vale lembrar que o mais recente trabalho de Leno é o CD “Idade Mídia”, apresentando canções inéditas e atestando a qualidade desse excelente artista. Ele também lançou seu 1º DVD Solo, gravado na cidade de Natal, e este vídeo faz parte do DVD:

“JOVEM GUARDA”

Quem viveu a Jovem Guarda vai poder matar as saudades das canções que marcaram época, pois o cantor revive os grandes sucessos dos anos 60 e 70 que ficaram para a história da música brasileira, além das inéditas que compôs com Raul Seixas.

Os CDs raros e também o DVD gravado ao vivo podem ainda ser adquiridos diretamente com Leno; basta enviar um E.mail para lenoazevedo@hotmail.com e solicitar diretamente com o artista.

Fonte:

– Matéria do Jornal Tribuna do Norte, publicada em 20 de novembro de 2010
– Reportagem de Marcus Vinicius Jacobson

A apresentação que causou o A.V.C. em George Freedman

George Freedman sofreu um A.V.C. no dia 30 de junho de 2012, enquanto cantava no palco do Restaurante “Botica do Quintana”, em São Paulo, durante apresentação com o grupo Rebaca Neife.
Até hoje George ainda está se tratando e em recuperação, pois ficaram alguns problemas como a perda fácil do equilíbrio, cansaço e falta de ar, nada grave, mas ainda uma seqüela do A.V.C.
Como ele mesmo disse, “tem que andar …, andar e …, andar para corrigir isso”.

Hoje vou compartilhar aqui dois videos filmados durante a apresentação responsável pelo A.V.C. de George.

Neste primeiro vídeo ele dá um show de interpretação cantando Tutti Frutti, sucesso de Elvis Presley em 1956.

No segundo vídeo, George pede o TOM ao conjunto que vai lhe acompanhar e diz: “me acompanhem em MI maior”!
Mas o grupo não sabia tocar em MI, eles só tocavam em RÉ. George pede então a guitarra, mas o instrumento era pequeno demais para o grande George Freedman!

Conclusão: durante a apresentação, ele entra em processo de A.V.C., mas não parou de cantar, para preservar sua imagem profissional perante os espectadores presentes ao jantar. Sua filha Viviane é quem canta a seu lado.