HOMENAGEM DA FAN PAGE “WE LOVE THE BEATLES FOREVER” A GEORGE HARRISON.

Em 29 de novembro de 2001 o mundo perdia George Harrison, o lendário guitarrista que fazia a guitarra chorar, como diz uma de suas famosas canções.

O GUITARRISTA E SUAS PRIMEIRAS GUITARRAS

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É justo dizer que George Harrison não foi o guitarrista líder dos Beatles simplesmente por acaso.
Foi pelo seu talento e tenacidade que conquistou isso.
Harrison tinha uma aparência meio engraçada, era muito magro e Paul McCartney costumava encontrá-lo no ônibus indo para a escola em Liverpool.
Ele tinha um fraco por roupas coloridas e, acima de tudo, um amor por violão, amor esse que ele compartilhava com o amigo McCartney, que era um mais velho que ele.

Em 1958, com nada mais impressionante em seu currículo que um show no Clube da Legião Britânica com seu irmão Peter e um casal de colegas, o jovem de 15 anos começou a sentar-se com o grupo em que McCartney havia acabado de se juntar, chamado “The Quarry Men”, e preenchia o quadro quando um ou outro dos guitarristas não aparecia.
Em pouco tempo, já bem afinado depois de praticar arduamente e dedicar-se com afinco a aprender os sucessos americanos de Rithm & Blue e Country & Western, ele ganhou uma posição permanente como membro da banda.

Durante um período de escassez em 1959 Harrison tocou com o Quarteto “Les Stewart” mas em agosto ele estava de volta com os Beatles para abrir o Casbah Club, e esteve com eles em cada show que tocaram depois.

Em uma carreira solo povoada por ambos os sucessos em todo o mundo e perdas espetaculares, Harrison ganhou o respeito de fãs, músicos e críticos com sua paleta de humor único, devoção, ironia e habilidade. “Eu acredito que eu amo a minha guitarra mais do que os outros amam a deles”, disse uma vez Harrison à Revista Beatles Monthly. “Para John e Paul, escrever canções é muito importante e tocar guitarra é um meio para finalizá-las. Enquanto eles estão compondo novas músicas eu podia me divertir completamente apenas rabiscando (dedilhando) por perto com um violão por uma noite inteira. Sou fascinado por novos sons que eu possa obter de diferentes instrumentos que eu experimentar. Não estou certo de que isso me faça particularmente um músico. Apenas me chame de fanático por uma guitarra e eu estarei satisfeito. ”

As Guitarras

Qual foi a primeira guitarra de Harrison?
De acordo com Paul McCartney em uma entrevista (Bacon Interview) era estritamente um caso de faça você mesmo. “Começamos a conversar no ônibus e ele tinha interesse em guitarras e em música, assim como eu. Resultou que ele ia tentar fazer uma, e faria corpinho sólido estilo havaiano, que era tipo um bom jeito de começar. Você não tinha que entrar no corpo oco nem nada, o que foi muito difícil. E ele fez isso, e nós nos tornamos bons amigos. Ele fez aquela coisa havaiana e não era ruim, uma ação verdadeiramente difícil eu diria.”
Não há registro de que esta guitarra ainda exista.

1956: Egmond steel-strung Spanish style (sunburst, vintage unknown):

Harrison comprou esta “Guitarra de Principiante,” produzida na Holanda por Egmond e distribuída pela Rosetti, do colega de escola Raymond Hughes, por 3 £ (libras) que ele obteve de sua mãe.
O anúncio desta guitarra dizia “o modelo mais barato da nossa série”, por 4 libras, sete shillings e seis pences. Enquanto estava tentando acertar a negociação, o rapaz acidentalmente retirou o pescoço do corpo, mas após algumas semanas no armário, a Egmond foi resgatada pelo colega de guitarra Peter Harrison, que emendou o instrumento de seu irmão. Harrison fez sua estreia no show business com esta guitarra no ano seguinte no Speke British Legion Club, onde “The Rebels”, um grupo de Skiffle formado pelos Harrisons e três companheiros, tocaram em seu primeiro e único show.
A guitarra – menos as cabeças de sua máquina – foi leiloada em Londres durante os anos 80, e graças a seu proprietário britânico anônimo foi emprestada para o Rock and Roll Hall of Fame em Cleveland de 1995 a 2002.
Em 2003, esta pequena Egmond – agora valendo cerca de US $ 800 mil – foi para a exposição no Museu dos Beatles em Liverpool.

1958: Hofner President f-hole acoustic (vintage unknown):

Em um salto quântico de seu primeiro instrumento, e com uma pequena ajuda de sua mãe, Harrison comprou este simpático Hofner, um topo de linha, single-cutaway “estilo cello”, um modelo com um acabamento “sunburst” e um “tailpiece” para compensar, por £ 30. Ele tocou o Hofner President até trocá-lo com um membro da Swinging Blue Jeans no ano seguinte por um Hofner Club 40.

Boas vibrações: Antes de montar um pequeno captador, Harrison obteve volume extra, tocando esta guitarra com a cabeça dela contra um guarda-roupa.

1959: Hofner Club 40 model 244 (vintage unknown).

1959: Resonet Futurama.

Mais detalhes e o texto original neste link.

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A Lenda Viva do Rock Brasileiro está aniversariando!

Hoje, 27 de setembro, está aniversariando o músico, cantor e compositor considerado atualmente o maior roqueiro do Brasil, que é Renato Barros, uma lenda viva!

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Tanta homenagem Renato já recebeu, mas eu não poderia deixar de enviar a ele nesta data também a minha, ele que muito antes da Jovem Guarda existir, já fazia sucesso e estava no topo das paradas com a sua versão da canção composta por Lennon & McCartney, “I should have known better”, a famosa “Menina Linda”!

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Idealizador da banda Renato e Seus Blue Caps, fundou, criou e cuida dela como a um filho, um grupo amado e seguido por muita gente de diferentes gerações, que segue em frente com uma agenda de shows pelo Brasil afora…

Profissional do mais alto nível, Renato é proativo e nunca seguiu a maré; usava desde sempre sua inteligência, criatividade e perspicácia para estar sempre um passo à frente da maioria, conseguindo ser diferente de todos, destacando-se dos demais na trajetória de sua banda.

Um exemplo é o sucesso dos shows de Renato e Seus Blue Caps até hoje, sempre lotados e diferenciados, que Renato idealizou e montou dentro de suas convicções, apresentando inovações como o muito elogiado momento Chaplin com a interpretação da canção “Smile”, levando o público muitas vezes às lágrimas de emoção.

Dono de uma simplicidade ímpar, Renato é desprovido de soberba e nunca fez questão de qualquer destaque na mídia, mas tem muito orgulho e defende seu grupo com a maior excelência e capacidade que lhe são peculiares, fazendo de Renato e Seus Blue Caps uma lenda nacional, sendo ela a banda de Rock and Roll mais antiga do mundo em atividade! (Não, não são os Rolling Stones, eles começaram em 1962… rsrs).

Tive o privilégio de ouvir e conhecer Renato e Seus Blue Caps nos primórdios de seu sucesso, sou fã de carteirinha até hoje e se depender de mim, a historia da banda será sempre contada para que as futuras gerações tomem conhecimento do que foi e continua sendo este conjunto criado pelo “Bacaninha da Piedade”.

Então, só me resta lhe dar parabéns Renato, agradecer por você ser meu amigo, pessoa maravilhosa, e dizer que de minha parte quero muito que você continue assim, sempre com muita saúde, tocando sua guitarra elétrica, compondo suas melodias, cantando canções “dor de cotovelo” com o seu violão nas noites Tijucanas, encantando sempre com o seu carisma.

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Receba todo meu carinho e admiração.

Feliz aniversário, um abraço da sua fã,

Lúcia Zanetti

Ídolos não morrem, ídolos não envelhecem! Entram em nossas vidas sem pedir licença e nos acompanham por toda nossa existência. Ídolos não são fabricados para serem consumidos num momento e esquecidos no seguinte… Ídolos são para sempre!

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Da música para a Literatura: a Poesia de Hamilton Di Giorgio!

Hamilton Di Giorgio

Hamilton Di Giorgio

Cantor e Compositor da década de 1960 (1959-1968), Hamilton nasceu em 20 de setembro 1942 e viveu a sua adolescência em Tremembé, São Paulo, onde cantava para os seus amigos músicas que ouvia no Hit Parade que era transmitido toda semana pela Rádio Excelsior.

Um dia participou do programa “A Boite do Minguinho” da Rádio São Paulo, e foi indicado para o então animador de música jovem da Rádio Panamericana (depois Jovem Pan), Miguel Vaccaro Neto, jornalista e radialista que apresentava novos talentos em seus programas de rádio.

Daí para o sucesso foi um passo, e sua primeira gravação, “My Heart is an Open Book”, vendeu perto de 100.000 cópias!
Hamilton iniciou sua carreira no selo Young, que daria origem à Fermata.

Na Young, Hamilton ainda gravou outros sucessos como “Teenage Sonata”, que deu nome a uma coletânea de músicas feita com muito esmero por Tony Campello.

Com ele, na gravadora Young, ainda nasceram vários artistas como Demétrius, The Jet Black’s, Marcos Roberto, Prini Lorez, entre outros.

Quando esse grupo da Young se desfez, Hamilton foi para a Chantecler e fez sucesso com a canção Anjo Triste, uma versão sua de Blue Angel, de Roy Orbison.

Quase nada foi feito de “doo wop” no Brasil, mas uma gravação se destaca com o grande Hamilton Di Giorgio, nesta versão do sucesso de THE DELL VIKINGS, DE 1956, intitulado COME GO WITH ME!

Sua carreira ainda se estendeu para a Fermata, com “Meu Mundo” e RCA Victor, onde lançou seu último disco, O Bolha / O Mar.

“Anjo Triste” Hamilton di Giorgio em reportagem de Josino Teodoro para da revista Melodias, no tempo que lançou o compacto-simples 'O bolha' / 'O mar' pela RCA Victor.

“Anjo Triste”
Hamilton di Giorgio em reportagem de Josino Teodoro para da revista Melodias, no tempo que lançou o compacto-simples ‘O bolha’ / ‘O mar’ pela RCA Victor.

Anúncio na revista do compacto que ele lançou em 1966 (“O bôlha” / “O mar”) e as capas do disco.

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“O Mar” – Um vídeo com a participação de seu filho Renato Di Giorgio

Como Compositor, Hamilton tem mais de 100 obras entre composições e adaptações, algumas gravadas por ele mesmo. Entre elas, encontramos “Lobo Mau”, uma versão de The Wanderer, composição original de Dion Di Mucci & The Del Satins, 1961, gravada por Tony Campello / Renato e Seus Blue Caps / Roberto Carlos, “Chapeuzinho Vermelho” (The Jet Black’s), “Estrela que Cai” (Os Caçulas), “Na Noite que se Vai” (Agnaldo Timóteo) entre outras.

Miguel Vaccaro Neto entrevista em seu programa Hamilton Di Giorgio e Tony Campello.

Hamilton Di Giorgio nos anos 60 Foto do acervo do cantor

Hamilton Di Giorgio nos anos 60
Foto do acervo do cantor

Hamilton participando do Programa Ritmos para a Juventude, com Antonio Aguillar

Hamilton participando do Programa Ritmos para a Juventude, com Antonio Aguillar

Hamilton trabalhou 50 anos com Informática e agora está aposentado. No momento está passando por um tratamento em fase de cura no Hospital do Câncer em São Paulo, e em 2013 perdeu a voz devido a um AVC que lhe deixou com dificuldade para falar.

Hamilton também escreve poesias…

Seguem algumas delas publicadas por ele em uma rede social…

Poesias que eu rasguei

Poesias que eu rasguei
Onde estão?
Agora já não sei
P’rá onde vão
Os sonhos que sonhei,
P’rá onde vão?
Poesias que eu rasguei
Que diziam?
Agora já não sei
Aonde iam
As velas que soltei
Aonde iam?
Poesias que eu rasguei
– Que maldade!
Nem sonhos que sonhei
Nem velas que soltei
– Só saudade!
(28/08/2016)

Rosa de prata

Momento lento
Tarde distante
Errante
No esquecimento…
O último dia claro
Findava
Soerguendo um anteparo
De lava
Por todas as primaveras
Retidas
Em cárceres de quimeras
Há muito desconhecidas
E a última noite escura
Se abria
Nos cálices de frescura
(De que beberei um dia)
Para aclamar-te a chegada,
Rosa de prata!
– Quantia de amor exata
E eternizada!
A folha queimada no passo
Retardado
Das madrugadas de aço
Forjado
Não pôde nublar-te a vida
Rosa de prata
De encontro e de despedida
Sem data
Nem pode tirar-te a luz
Rosa de prata
O mundo que me seduz
E, pouco a pouco, me mata
Porque foste, no instante,
Rosa de jade
Entre o amarelo inconstante
E o frio azul da saudade!
(04/08/2016)

Revelação

Antes que o sol tenha o encosto
Da terra
Eu devo estar no meu posto
De guerra
Porque tenho o dia raro
E a noite infinda
E não sei se sigo ou paro
Se é ida ou vinda!
(Antes do vento soprar
Eu quero estar no horizonte
Laçando nuvens,
Cheio de orvalho na fronte
Laçando nuvens…)
Às vezes ouço ruídos
E passos
Que me transformam os ouvidos
Em braços
A procurar num infinito
De plasmas
O incomensurável rito
De companheiros fantasmas
(Antes da chuva cair
Eu quero ser primavera
Gerando flores
Adormecido na espera
Gerando flores…)
Qualquer mundo a que me leve
É muito pouco
Pago sempre a quem me deve
E nunca recebo troco
Sempre espero o que não vem
Minha chegada
Não pode chegar além
Do nada!
(Antes do sonho acabar
Eu tenho que ser destino
Guiando estrelas
No universo purpurino
Guiando estrelas…)
Depois de tudo passar
Que se apercebam de mim.
Todos têm o endereço
Do começo
E eu, do fim!
(24/07/2016)

Primeiro Esboço
Agora, ainda mesmo que queiramos,
Já não podemos mais nos separar;
Estamos perto quando longe estamos,
Nossos lugares são um só lugar.
Agora, ainda mesmo que escondamos,
Nossos relógios marcam a mesma hora;
E as duas vidas que, antes, só sonhamos,
São uma vida, apenas vida, agora.
São duas mentes – um só pensamento,
Duas pinturas – mas a mesma cor,
Duas sementes num mesmo rebento:
Somos dois caules de uma mesma flor!
(19/06/2016)

O que fui…O que sou
Na sombra do que fui
Repousa o que sou
Só sou o que não fui
Só fui o que não sou
E fui de utopia
E sou de realidade
E fui de calmaria
E sou de tempestade
Cansado do que fui
Passei para o que sou
E agora, do que fui,
Saudade é no que sou
E fui de azul-celeste
E sou de cinza-pardo
E fui de verde agreste
E sou de seco fardo
No tempo do que fui
Brincava do que sou
E fui o que não fui
E sou o que não sou!
(Num elevador vazio)
(19/06/2012)

Aurora eletrônica
Eu vou me lembrar de agora
Por entre os semi-destinos
Que me espreitam nesta aurora
De sinos
Eu vou me lembrar do jogo
E do abismo de espaço
Dos horizontes de fogo
E do palhaço
Eu vou me lembrar do tônico
Espairar, qua nada alcança
Do infinito eletrônico
E da esperança
Eu vou me lembrar do hino
E da surpresa contida
Do tribunal repentino
Da vida
E vou me lembrar, sonhando,
Do céu, do amor, da cidade,
Das silhuetas queimando
E da saudade!
(28/05/2012)

Nuvenzinha
Poesia ao sol
Que, enfim, saiu
E a nuvenzinha
Do céu sumiu
Mas tudo, ainda
Treme de frio
E a nuvenzinha
Do céu sumiu
Cantam os pássaros
Em liberdade
Será que o sol
Sentiu saudade?
E a nuvenzinha
P’rá onde vai?
Deixando a terra
Daqui não sai
Poesia ao sol
Que volta enfim
E a nuvenzinha
Dentro de mim
(23/05/2016)

Revelação
Antes que o sol tenha o encosto
Da terra
Eu devo estar no meu posto
De guerra
Porque tenho o dia raro
E a noite infinda
E não sei se sigo ou paro
Se é ida ou vinda!
(Antes do vento soprar
Eu quero estar no horizonte
Laçando nuvens,
Cheio de orvalho na fronte
Laçando nuvens…)
Às vezes ouço ruídos
E passos
Que me transformam os ouvidos
Em braços
A procurar num infinito
De plasmas
O incomensurável rito
De companheiros fantasmas
(Antes da chuva cair
Eu quero ser primavera
Gerando flores
Adormecido na espera
Gerando flores…)
Qualquer mundo a que me leve
É muito pouco
Pago sempre a quem me deve
E nunca recebo troco
Sempre espero o que não vem
Minha chegada
Não pode chegar além
Do nada!
(Antes do sonho acabar
Eu tenho que ser destino
Guiando estrelas
No universo purpurino
Guiando estrelas…)
Depois de tudo passar
Que se apercebam de mim.
Todos têm o endereço
Do começo
E eu, do fim!
(23/05/2012)

Procura
Procura pura
Água de rosa feita em pendão
Talvez eu durma amanhã
Hoje, não!
Poesia fria
Rocha de aresta dourada
Encontro da madrugada
Com o dia
Talvez que me exista a sorte
Escondida
Por entre as chamas da morte
Em vida
Ou, talvez, me reste o canto
Calado
E um céu tristonho de encanto
Nublado
Porém, procura!
Procura santa
Procura tanta
Qua a rama arcada
Desova a água de rosa
E volta ao nada!
(16/05/2012)

Síntese
O vento tocava liras
Nos ramos de eletricidade
Enquanto gerava espiras
Planejando a tempestade
E a noite extraviada
Do seu rumo rotineiro
Abria-se numa estrada
De flores, sem paradeiro
Quando a musa, adormecida,
Retornou à sua meta
Trazendo nas mãos a vida
E o destino do poeta:
Padecemos todos
De nós mesmos
Porque somos tantos
E, ao mesmo tempo, ninguém
(E nossos mutismos
São nossos versos também)
A palavra escrita
Limita
A nossa explosão estética
E apenas conseguimos
Derramar nas folhas
Uma vaga ideia
Do que transportamos
Nossos amores fundamentais
São tão fugidios
Que mal podem tomar forma
E se esvanecem…
Nossas crenças e descrenças
Andam juntas, justapostas
Num latifúndio de espaço
Onde, entre escamas esparsas,
Vagam os touros bravios
Brincando de primavera!
O mundo físico
Não existe realmente,
Embora nos engane sempre
(Somos cobaias de um deus
Onipotente)
Não nos molhamos na água
Nem nos queimamos no fogo
Vivemos do que está perto
De novo
Os nossos ouvidos ouvem
Aquilo que os outros vêm
(Estamos a um sentido
Além)
E sempre que conseguimos
Expor alguma verdade
Sepultamos um destino
Dando à luz uma saudade!
(14/05/2012)

Nascimento
A noite gira
Na face convexa
Da terra
Que volta molhada
Toda madrugada
E eu:
(Janela de um mundo
De fundo
Complexo
Sem nexo
Nem sexo)
Contando as estrelas
Que formam a corrente
Cadente
Que abre o meu peito
E penetra queimando
Deixando
Em lugar da certeza
O incerto…
Eu falo outra língua
Por isso não me compreendem!:
Gosto das coisas não tidas
E dos dias não passados
Das lembranças esquecidas
E dos sonhos não sonhados
Gira, gira, gira noite
Em volta do meu chapéu
Que numa das tuas voltas
Eu fico preso no céu
Gira, gira, gira noite
E, enquanto tudo for,
Eu também serei a vida
A esperança e o amor
Gira, gira, gira noite
Que nesta volta incompleta
Morrendo a felicidade
Está nascendo um poeta!
(29/04/2016)

Terceiro esboço
Estou chegando
Sem ter partido
Estou voltando
De onde não fui
Por uma estrada
Acidentada
Num céu cortado
Todo de azul
Tudo é poesia
Subitamente
Na atmosfera
Da eternidade
Cantam os átomos
Cheios de cores
Florindo amores
Pela cidade
Estive ausente
Por tanto tempo
Por tanto espaço
Corrido a esmo
Que, reconheço,
Na estranha guerra
Nada buscava
Só a mim mesmo!
Fui o mudado
E me mudou
O que os outros
Têm conservado
(“Somos iguais
nas diferenças
E diferentes
Nas igualdades”)
Estou chegando
Sem ter partido
Na despedida
Nem tive adeus
Estou voltando
Para os teus braços
O amor existe
Graças a Deus!
(07/07/2013)

Nascimento
A noite gira
Na face convexa
Da terra
Que volta molhada
Toda madrugada
E eu:
(Janela de um mundo
De fundo
Complexo
Sem nexo
Nem sexo)
Contando as estrelas
Que formam a corrente
Cadente
Que abre o meu peito
E penetra queimando
Deixando
Em lugar da certeza
O incerto…
Eu falo outra língua
Por isso não me compreendem!:
Gosto das coisas não tidas
E dos dias não passados
Das lembranças esquecidas
E dos sonhos não sonhados
Gira, gira, gira noite
Em volta do meu chapéu
Que numa das tuas voltas
Eu fico preso no céu
Gira, gira, gira noite
E, enquanto tudo for,
Eu também serei a vida
A esperança e o amor
Gira, gira, gira noite
Que nesta volta incompleta
Morrendo a felicidade
Está nascendo um poeta!
(22/07/2012)

Definição de passado
Era passado e, por ser passado,
Era passado para ser presente
Mas é futuro que não é futuro
Pois é futuro para ser passado
Eu era, para ser como não sou
Vivia de viver o que não vivo
Sonhava de sonhar como não sonho
Não via para ver o que hoje vejo
Se eu soubesse que ia ser assim
Não venceria para ter vencido
Se hoje é ter vencido p’rá perder!
Se eu soubesse que ia ser assim
Não viveria para ter saudade
Se hoje é ter saudade p’rá viver!
(22/06/2012)

Tempestade
Sibila o vento
Na grade
Planejamento:
Já é tarde!
Baila nos ares
Poeira aquática
De todos os mares
E a estática
Num rito ardente
E alterno
Planta a semente
Do inferno!
Sibila o vento
Na grade
É amor
É solidão
É tempestade!
(E, por que não,
Saudade?)
(15/07/2012)

A menina da caneca

Já ia mesmo deitar
E tirar uma soneca
Quando me entrou pelo olhar
A menina da caneca

Era cedo, manhãzinha
Nem de sol, nem de garoa
Que aspecto triste ela tinha
Pés descalços, roupa à toa

Vai à venda buscar leite
E pão, talvez, mal desponta
O sol que, só para enfeite,
Não traz calor – traz a conta!

O seu mundo está ocupado
Nele não existe boneca
Nem a bola, nem o dado
Nem, ao menos, a peteca
Nele só existe um cuidado
(A menina ou a caneca?)
(07/09/2016)

Pedido

Rosa muda
Mudada
Quanto tempo nos separa?

Os espinhos vão caindo
No precipício de espaço
E, do tempo, vão surgindo
Inúmeras gotas de orvalho
Que se acercam dos teus pés
Para deixar-te jamais

Rosa mutante
Do instante
A quantos vai tua hora?
És amanhã ou agora?
(Ou nunca mais?)

Em um ponto do infinito
Eu te espero, rosa vária
Apressa-te na corrente
Como uma nave corsária
Entrecortada de vento…

(Que o meu lado
Cansado
Já se perde
Em esquecimento!)

Aurora eletrônica

Eu vou me lembrar de agora
Por entre os semi-destinos
Que me espreitam nesta aurora
De sinos

Eu vou me lembrar do jogo
E do abismo de espaço
Dos horizontes de fogo
E do palhaço

Eu vou me lembrar do tônico
Espairar, que nada alcança
Do infinito eletrônico
E da esperança

Eu vou me lembrar do hino
E da surpresa contida
Do tribunal repentino
Da vida

E vou me lembrar, sonhando,
Do céu, do amor, da cidade,
Das silhuetas queimando
E da saudade

A menina da caneca

Já ia mesmo deitar
E tirar uma soneca
Quando me entrou pelo olhar
A menina da caneca

Era cedo, manhãzinha
Nem de sol, nem de garoa
Que aspecto triste ela tinha
Pés descalços, roupa à toa

Vai à venda buscar leite
E pão, talvez, mal desponta
O sol que, só para enfeite,
Não traz calor – traz a conta!

O seu mundo está ocupado
Nele não existe boneca
Nem a bola, nem o dado
Nem, ao menos, a peteca
Nele só existe um cuidado
(A menina ou a caneca?)

Culpa

A minha sombra da lua
O meu caminho na rua
Será que sou mesmo eu?
Um sorriso de tristeza
Um tamanho sem grandeza
Será que tudo isso é meu?

Onde está a tranquilidade
A segurança e a saudade
Que sempre trago ao chegar?
Onde ficou a esperança
E o meu olhar de criança
E a vontade de sonhar?

Bem melhor seria tudo
Neste cemitério mudo
Que rodeia o meu pesar
Decompor-se e, finda a guerra,
Desaparecer na terra
Para nunca mais voltar!

A minha sombra da lua
O meu caminho na rua
Tudo parece ser meu!
Meu sorriso de tristeza
Meu tamanho sem grandeza
– Hoje o culpado fui eu!

Camélia velha

Camélia velha
Luar de prata
Que se avermelha
Depois se mata
No precipício
Da gravidade
(Que desperdício,
Monstruosidade!)

Por quanto vives?
Talvez um mês
Talvez um ano
Ou mesmo três…
– Perdi, na conta,
A realidade
Camélia tonta
Da eternidade!

O ramo verde
De onde pendeste
Dirá, ao ver-te:
– Pobre coitada!…
E outras camélias
Com desconforto
Verão que ele
É que está morto!

Só tu que vives
Porque és aquela
Que não é branca
Nem amarela
Que não é telha
Nem é vermelha
Que não é verdade
– É só saudade!

Onde está você?(Segundo esboço)

Onde está você?
Meus olhos cansados
Desbravam o cinzeiro:
Três tocos fumados
E um quase inteiro

Onde está você?
Grená de piano
Grená de pijama
E o branco da cama…
(Já fez meio ano!)

Onde está você?
Relógio batendo…
(O trem que passou
Com o solo tremendo
Fantasmas levou)

Onde está você?
Camisa lavada
Em si quase nada
Mas muito p’rá mim
Jamais foi assim

Onde está você?
Um livro mal lido
(Oriente e Grécia)
A um lado esquecido
Nem chega à Lucrécia!

Onde está você?
Já são quase duas
No escuro do céu
Silêncio nas ruas
(Queimei meu papel!)

Onde está você?
O ar ficou morto
O azul fez marrom
Em todo o conforto
Apenas um som:

Onde está você?
Bem triste este fim
É apenas começo…
Achei o endereço:
– Está dentro de mim!

Contraste

(Espaço vazio, alma cheia!)
Meu navio está perdido nesta bruma esvoaçante…
(Espaço vazio, alma cheia!)
Qual é o nome da tristeza que me invade neste instante?
(Espaço vazio, alma cheia!)
Quanto tempo ainda me resta no percurso desta mágoa?
(Espaço vazio, alma cheia!)
O meu sono de saudade está todo dentro d’água!
(Espaço vazio, alma cheia!)
Contrastantes personagens de uma estória repetida,
(Espaço vazio, alma cheia!)
Vou nascendo e vou morrendo tendo apenas uma vida!

Porque não tenho o objeto
Que me extasia.
Só este espaço repleto
E a alma vazia!

Serena pena

Serena pena
Que me acomoda
Na triste cena
De roda

Num longo rito
Entrelaçada
Com o infinito
E o nada!

Quantos passaram
Ficando
(Quantos sorriram
Chorando)

Pelas vertentes
Dos teus contornos
Como presentes
E adornos!…

E agora és minha
(Só minha!)
Serena pena
Rainha

De uma estória
Bruxuleante
Entre a memória
E o instante!

O dia em que Paul McCartney foi apresentado a John Lennon!

Em 06 de Julho de 1957, os Quarrymen se apresentaram no Garden Fete de St. Peter’s Church em Woolton, Liverpool, e foi entre 16h15min. e 17h45min. que Paul McCartney conheceu John Lennon através de Ivan Vaughan, que era colega de escola dele e morava perto da casa de John; fazia 8 meses que Paul tinha perdido sua mãe Mary…

woolton-6-07-57

O Show havia sido marcado para as 09h e começou às 10h da manhã e Julia, mãe de Lennon, foi ver o show com Mimi, que achou aquilo tudo uma indecência!
O modo como o adolescente John tocava e se requebrava com Eric Griffith no palco improvisado, horrorizou tia Mimi. Paul chegou por volta de 11h30min. na quermesse, onde John só cantaria 6 músicas, porque Mimi ficou horrorizada e John teve que deixar o palco envergonhado… 🙂

Bob Spitz descreve este momento em seu livro “Os Beatles – A Biografia”:

“John ficou impressionado por Paul lembrar a letra, que ele sempre esquecia , por isso optava por fazer improvisos vocais para acompanhar o ritmo. A versão de Paul era mais pesada, mais marcante, ele tocava a quinta tônica, que a banda simplesmente ignorava. E Paul cantou a música fazendo todas as pausas, despreocupado como se estivesse em frente ao espelho do quarto sem ninguém à sua volta. O fato de os integrantes de uma banda e uma dúzia de escoteiros estarem por perto não o intimidava nem um pouco. Não obstante, a “platéia” ficou magnetizada.
“Aquilo foi estranho. Ele tocava e cantava de uma forma que nenhum de nós era capaz, nem mesmo John”, lembra Eric Griffiths. “Paul tinha confiança, presença. E com uma naturalidade incrível. Ficamos realmente impressionados.”

(…)Houve uma identificação instantânea, uma conexão química entre os dois rapazes que se percebiam comprometidos com a música com a mesma intensidade, com a mesma paixão cega. Tendo em vista a forma como se estudavam, a postura e os olhares dirigidos de um para o outro, o que realmente acontecia era um amor à primeira vista.”

Pg. 96 e 97

Uma Simples Guinada do Destino (Parte 1)

Em seu livro “Os Beatles – A Biografia“, Bob Spitz escreveu no Capítulo 5:
“A única verdadeira surpresa da festa do jardim da Igreja de São Pedro no ano de 1957 foi a participação dos Quarry Men.
Nos mais de quarenta anos em que os habitantes da vila de Woolton celebraram o evento que eles chamavam costumeiramente de “a Rosa da Rainha”, só bandas marciais haviam tocado. Ainda havia um brilho heróico, uma resposta emocional, a todos aqueles homens rubicundos em uniforme tocando “pop standards” formais arranjadas como se eles estivessem acompanhando a retirada de Dunquerque. (…) Mas algo havia mudado. A canção regular dos homens em azul não mais encantavam os jovens, cujo mundo em expansão via pouco glamour na tradição. Bessie Shotton, a mãe de Pete, convenceu o comitê da festa que uma banda de skiffle atrairia os jovens e propôs os Quarry Men (…)
Os garotos entraram em êxtase. A festa do jardim era “o maior evento social no calendário da vila” (…) Além de tocar, os Quarry Men receberam outra distinção: acompanhar a parada anual dos carros alegóricos (…)
A banda se instalou na carroceria de um caminhão que partiu da igreja pouco depois das duas horas da tarde do dia 6 de julho.

Uma Simples Guinada do Destino (Parte 2)

(…) Um cheiro de circo persistia no ar pesadamente escaldado (…)Os Quarry Men tocaram uma animada seleção de canções – metade skiffle, metade rock’n’roll – que foi recebida entusiasticamente pelos jovens que se aglutinavam em volta do palco (…) John se lembra: “foi o primeiro dia que cantei Be-Bop-A-Lula ao vivo no palco”, e bem se pode imaginar o quanto ele curtiu. Depois improvisou uma versão de “Come Go With Me” de forma hilariante (…)
Um pouco antes de encerrarem, Eric Griffiths e Pete Shotton perceberam Ivan Vaughn logo abaixo do palco, à direita, com outro jovem ao lado (…) sorriram uns para os outros, ficando subentendido que eles se reuniriam depois do show.
Ivan se aproximou afoitamente. Cumprimentou a todos e apresentou seu amigo da escola – Paul McCartney.

Uma Simples Guinada do Destino (Parte 3)

Len Garry relembra: “O clima estava um pouco tenso. Ivan havia dito [antes dessa tarde, NT] a John sobre Paul ser um grande guitarrista, então ele se sentia um pouco ameaçado.” (…)Curiosamente, Paul tinha trazido seu violão. Sentindo a oportunidade, roubou as atenções, tocando habilmente uma versão do “Twenty Flight Rock” de Eddie Cochran, com todas as sibilâncias do fraseado rockabilly e um toque de Elvis na garganta (…)“De cara, pude ver que John estava com toda a atenção no garoto”, diz Pete Shotton. (…) “Pude perceber que John estava muito impressionado.”Paul também deve ter percebido. Ele parecia se concentrar justamente em John, a quem reconhecia como o legítimo líder da banda. Sem querer perder o pique, “mandou ver” em sua própria versão de “Be-Bop-A-Lula”.(…)“Foi fantástico. Ele tocava e cantava de um jeito que nenhum de nós conseguia, inclusive o John”, relembra Eric Griffiths (…)Mas Paul ainda não tinha acabado. Já mesmo então sabendo como “trabalhar” uma audiência, ele atacou com um medley de Little Richard – “Tutti Frutti,” “Good Golly, Miss Molly,” e “Long Tall Sally” (…)“Depois disso,” diz Colin Hanton, “John e Paul passaram a se circundar como gatos.”
Nota: Esta frase do livro, original, diz o seguinte: “Afterwards,” Colin Hanton says, “John and Paul circled each other like cats.”
A tradução foi mais ou menos literal, e acho que o sentido é o seguinte: ficaram estimulados e desafiados um pelo outro.
Na edição brasileira esta frase ficou traduzida assim; “Depois daquilo”, diz Colin Hanton, “John e Paul se rodearam como gatos.”

Na igreja em Woolton existe esta placa em homenagem a este histórico encontro!

woolton-placa-encontro-john-e-paul

Homenagem aos 49 anos do álbum Sgt. Pepper`s Lonely Hearts Club Band

Um texto de Rubens Stone

Sgt. Pepper 2

*

O álbum mais comentado, emulado, copiado, cortejado e elogiado da história do rock. “Sgt. Pepper’s é o divisor de águas, não só na obra dos Beatles, mas em todo o universo da música pop contemporânea.

Gravado entre novembro de 1966 e abril de 1967, o álbum chegou ao mundo em 1º de junho de 1967, primeiro na Inglaterra, e no dia seguinte, nos EUA e no restante do planeta.

De lá para cá, a quantidade de histórias em torno do disco é algo imensurável, que há muito ultrapassou os fatos, entrando para o território das maiores lendas de todos os tempos.

Hoje, quarenta e nove anos depois, ainda dá para se surpreender com essa maravilha musical. Parece incrível, mas ainda há nuances, notas e harmonias a descobrir em “Sgt. Pepper’s”. Você duvida? Ouça o disco numa boa aparelhagem stereo, com fones de ouvido, ou – melhor ainda – ouça a versão em SACD (Super Áudio CD, com o som em 5.1 canais) num aparelho Sorround e sinta o resultado. É de tremer nas bases.

É por essas e outras que jamais se esgotarão as histórias em torno de “Sgt, Pepper’s”. E ao que tudo indica, outras histórias e descobertas surgirão no próximo ano, nas comemorações dos 50 anos da maior obra-prima do rock. Aguardemos com ansiedade. (rstone)

Sgt. Pepper

Os 75 anos de Roberto Carlos, por Antonio Aguillar.

São 75 anos de saúde e vitalidade, muita disposição para o trabalho,comandando uma grande equipe, além de um grande perfeccionista.
Tomei conhecimento do artista, quando procurado pelo Chacrinha em São Paulo, nos anos 60 para alavancar a carreira do futuro ídolo, assim dizia e acreditava o velho guerreiro.
Roberto Carlos está completando hoje 75 anos de idade. Meus desejos de toda a sorte do mundo, para que permaneça no sucesso por muito tempo ainda, a fim de que possamos ter sempre ao nosso convívio, esse “cara” espetacular.
Hoje muita gente pensa ser dono do Roberto Carlos, mas afirmo: – ele cresceu não só pelo seu grande talento. Não foi bem assim.
Roberto Carlos foi contratado pela CBS, antiga gravadora Columbia, onde Sergio Murilo era o ídolo maior e já conhecido internacionalmente com a musica MARCIANITA. Como Sergio Murilo entrou em conflito com a Direção de sua gravadora, alegando problemas de royalties, acabou na geladeira… e em seu lugar contrataram o “Zunga”, apelido familiar de Roberto Carlos. Certamente a Direção da CBS na pessoa do Sr. Evandro, reconhecendo o talento e a grande vontade dele de ser um grande artista no futuro, acreditou e Roberto Carlos passou para o “cast” e a ele deram toda a estrutura. Mandaram Roberto morar em São Paulo, pois era considerada o celeiro dos Artistas. Meus programas de rádio e televisão na Organização Victor Costa, Rádios Nacional, Excelsior e TV Excelsior, comandavam a massa. Os artistas cariocas me consideravam no Rio, uma “Lenda viva do Rock”. Modéstia à parte quando ninguém dava a menor importância ao futuro ídolo, eu o carregava nas costas, atendendo sempre seus pedidos de ajuda na divulgação de suas musicas e quando insistia me pedindo que desejava fazer toda semana os meus programas de TV ao vivo. Naquele tempo nem os conjuntos musicais The Jordans, The Jet Black`s e The Clevers queriam acompanha-lo. Ele cantava com seu violão ou play back. Fui ajudando em tudo o que podia. Levava para shows, Televisão e sempre tocava suas musicas no rádio. Ele sempre me dizia: _ Aguillar preciso muito de você, porque ainda quero ser “alguém na vida”. Minha resposta era essa: milagres eu não faço, porém posso continuar divulgando desde que você renove sempre suas musicas criando um bom repertório. Ele ficava pensativo, mas dava crédito aos meus conselhos, tanto é verdade, e ele pode estar lendo isso, e tenho a convicção de que jamais vai me desmentir, e eu não me cansava de insistir para que ele deixasse de lado o seu repertório antigo e gravasse coisas mais modernas, principalmente Rock pois era a linha dos meus programas e nesse patamar, ficaria mais fácil ajuda-lo em sua carreira profissional..
A CBS contratou a Edy Silva como divulgadora, era uma pessoa tarimbada em termos de divulgação e quando ele gravou SPLISH SPLASH, uma versão do Erasmo Carlos para o sucesso de Bobby Darin, ai todo mundo ficou sabendo dele e começaram a tocar suas musicas em São Paulo e Rio de Janeiro e nas rádios de todo o Brasil. Ele seguiu então nessa linha, com Calhambeque, e outras mais, crescendo sempre como artista. Roberto Carlos deve muito ao Abelardo Barbosa, o “Chacrinha” pois teve a sorte de ser conhecido através do meu programa Reino da Juventude na TV Record, sendo contratado para fazer o “Festa de Arromba” na TV Record no lugar do meu programa. Ele chegou a falar comigo, se não me prejudicaria se aceitasse a proposta. Claro que não, disse-lhe eu, aceite sim e bola pra frente. Ele ficou tão feliz e o programa depois recebeu definitivamente o nome de “JOVEM GUARDA”, que considero um movimento eterno.
Roberto Carlos, hoje sou eu quem agradeço a você por não ter esquecido do amigo aqui, que esteve a seu lado nas horas mais difíceis de sua carreira e sempre o incentivou. Essas coisas não têm preço…são coisas de DEUS.

Antonio Aguillar

RC e Antonio Aguillar

RC e Antonio Aguillar

Em sua homenagem, um vídeo especialmente preparado pelo radialista Francisco Miguel Peres Garcia…

Parabéns, meu eterno ídolo, eterno “Rei da Juventude do Brasil”, que você tenha vida longa e continue a nos brindar com suas canções.

Roberto Carlos 75

“Paul Quits The Beatles”! Esta era a manchete do Daily Mirror em 10 de abril de 1970…

Há exatos 46 anos, no dia 10 de abril de 1970, Paul McCartney anunciava ao mundo a separação oficial dos Beatles através de um comunicado.

Pouco tempo depois, John Lennon confirmava que “o sonho havia acabado”.

Na realidade, o grupo já havia deixado de tocar juntos havia alguns meses, quando terminou a gravação do álbum “Abbey Road”.
Os quatro estavam se dedicando a projetos pessoais, mas ninguém se atrevia a anunciar ao mundo a separação… até que Paul McCartney tomou a iniciativa e o mundo soube oficialmente da separação dos Beatles.

Paul quits the Beatles

Depois de anos de muita burocracia e milhões de dólares gastos, os documentos oficiais da dissolução foram elaborados e assinados, como mostra este vídeo…