Renato e Seus Blue Caps faz nostalgia virar realidade durante show em Arapiraca, Alagoas.

A Música tem um poder invisível – daqueles que só se pode sentir. Foi o que se viu logo após a Segunda Guerra Mundial. O mundo estava tomado pelo terror do genocídio de milhares de inocentes, além dos reveses de soldados que lutavam contra um poder totalitário e fascista, coisa que a gente não quer tornar visível nunca mais.

Foi nesse campo de batalha que a geração pós-guerra se viu diante de um vazio existencial tremendo. Surgiram os poetas beats e uma música dançante chamada Rock N’ Roll, ali em meados de 1950.

No fim daquela década, alguns irmãos se juntaram para formar uma banda com sotaque tupiniquim e expressar o que sentiam aquela altura. Eram Renato Barros, Ed Wilson e Paulo César Barros. Os “Bacaninhas do Rock da Piedade”, nome de um bloco de carnaval no bairro da Piedade no Rio de Janeiro, onde cresceram, e logo se tornaram sucesso local após a gravação de seu primeiro long play (LP) “Twist”, em 1962, tocando na rádio e no programa Os Brotos Comandam, de Carlos Imperial.

Mas a influência de outros garotos igualmente sonhadores do outro lado do oceano atlântico, os Beatles, invadiu o gosto musical daqueles jovens brasileiros de tal modo que a banda Renato e Seus Blue Caps não seria mais a mesma. E eles explodiram no país inteiro.

Vários hits deles são versões do quarteto de Liverpool, que dominaram as paradas mundiais com seus hits por muito tempo. A mensagem era clara: diversão, amor e envolvimento verdadeiro em um cenário onde se vislumbrava a paz, depois de uma guerra insensata em escala global.

Renato e Seus Blue Caps botaram mais de 2 mil pessoas para dançar (Foto: Genival Silva)

Esse foi o pavimento para o que veio a se chamar depois de “Verão do Amor”, a partir de 1967, embalado pela psicodelia e o desejo harmônico de uma sociedade igual e vívida.

Jovem Guarda

Na esteira dessas movimentações culturais, o Brasil viu toda uma geração emergir com um som denominado “Jovem Guarda”, ou iê-iê-iê (termo originário da canção She Loves You, dos Beatles).

As bases dos Beatles abriram as porteiras para as canções autorais e elas já estavam na boca do povo – e na sola dos pés. Ninguém ficava parado.

E esse revival se deu neste sábado (28/10/2017) com a apresentação de Renato e Seus Blue Caps em show gratuito no Bosque das Arapiracas, dentro da Semana do Servidor 2017, em Arapiraca, Alagoas.

Quem estava na plateia não conseguia não dançar com músicas como “Não Te Esquecerei”, “Feche os Olhos”, “Menina Linda”, “Até o Fim”, “Tudo o Que Eu Sonhei” e até surpresas como “Corcovado”, de Tom Jobim”, e “Smile”, do gênio Charlie Chaplin.

“Estamos levando a cultura musical para o nosso país, coisa que estamos precisando bastante ultimamente. Nossas músicas não carregam apenas nostalgia, mas, sim, a identidade de toda a nossa geração sonhadora. Obrigado, Arapiraca, por essa receptividade calorosa e, ao mesmo tempo, parabéns pelos seus 93 anos de liberdade”, diz o cantor e guitarrista Renato Barros, no alto de seus 74 anos de idade e ainda na linha de frente da banda.

O momento foi também para prestar um tributo ao comunicador Jarbas Lúcio (Foto: Genival Silva)

Direto de Fortaleza, quem estava curtindo por lá era o engenheiro mecânico José Ailton Leão Barbosa, de 62 anos. Ele nasceu em Arapiraca e foi embora para o Ceará em 1975, mas firmou amizades em Arapiraca. “Está sendo um momento bem bacana porque estou revendo vários amigos de infância e ainda aproveitando para reviver aqueles dias com essas músicas. Esse ambiente é muito bom e saudável”, conta.

E quem cantava todas as músicas era a servidora pública e administradora Mary Selma Brito, que atua na assistência de contabilidade da Secretaria Municipal de Finanças. “Não tem tempo ruim com essas canções! O prefeito Rogério está de parabéns por ter trazido o Renato, valorizando ainda mais o nosso trabalho como servidores do povo. Isso é um estímulo e tanto”, pontua ela, que trabalha na Prefeitura há cinco anos.

Na oportunidade, diversos artistas da terra se apresentaram no show de abertura, homenageando os servidores públicos de Arapiraca, com a banda Dija e Pé de Balcão dando todo o apoio instrumental aos cantores Beto Borges, Ginaldo, dr. Walberto, Jorginho, César Soares, Gorete, Adailton Reis, Olga Soares, Os Diamantes e Maurício Fernandes.

O momento também foi de tributo a um dos maiores comunicadores do Brasil, o eterno Jarbas Lúcio. Sua família recebeu uma placa, reverenciando seu trabalho, das próprias mãos do prefeito Rogério Teófilo.

De lá, ele desceu e ficou no meio do povo, curtindo os shows como todo bom jovem da Jovem Guarda. Dentro da megaestrutura montada – parte dela permanecerá para os festejos de Emancipação Política nesta segunda-feira (30) –, segundo a organização, havia mais de 2 mil pessoas dançando, cantando e sonhando junto mais uma vez.


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Por Prefeitura de Arapiraca

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Depoimentos de Músicos Brasileiros sobre a Influência dos Beatles.

Uma Série publicada pelo site UOL e a banda cover Zoom Beatles celebraram os 50 anos da Beatlemania e do lançamento do álbum “Please, Please Me”, dos Beatles, ocasião em que alguns músicos brasileiros foram entrevistados e deram seus depoimentos.
Para comemorar os 50 anos de “Please, Please Me” em 22 de março de 2013, 1º disco da banda que revolucionou e mudou os rumos da história da música, o UOL preparou um grande especial em vídeo, dividido em quatro capítulos.
Com depoimentos de nomes consagrados da música brasileira como Caetano Veloso, Cauby Peixoto, Ronnie Von, Ritchie, Odair José, Renato Barros (Renato e Seus Blue Caps) e Lilian Knapp (Leno e Lilian), a homenagem também conta com a participação da banda Zoom Beatles, que regravou nos mínimos detalhes o álbum para o especial. Cada faixa tem seu respectivo clipe, gravado no heliponto do prédio do UOL, em São Paulo.

Zoom Beatles

“Quem acha que não foram influência, não sabe apreciar”

“A gente fazia mais um arranjo para o Brasil, para a América do Sul, por que se tiverem que escolher entre a música gravada por vocês e a música gravada pelos Beatles, vocês vão ficar na rabeira…” disse Renato Barros

“Eles fizeram muito mais do que seria necessário. Depois, eu vi como as músicas deles eram bonitas!”, relembra Caetano Veloso. Tanto na performance nos palcos quanto no estúdio, o quarteto inglês mostrou sua genialidade ao longo de sua trajetória e continua sendo reconhecido por todas as gerações de músicos. “A ideia do pop song vem das mãos deles. Eles escreveram o manual para nós”, ressalta Ritchie.

Além dos depoimentos de Renato Barros (Renato e Seus Blue Caps), Caetano Veloso, Cauby Peixoto, Ronnie Von, Ritchie, Odair José, Lilian Knapp (Leno e Lilian), e do Radialista Roberto Maia, podemos assistir no episódio trechos dos clipes de “Do You Want To Know a Secret?”, “A Taste of Honey”, “There’s a Place” e “Twist and Shout”.

PARTE 1 – “Quando eles apareceram, era como ouvir Justin Bieber”, diz Caetano Veloso.

PARTE 2 – “A gente fazia mais um arranjo para o Brasil, para a América do Sul, por que se tiverem que escolher entre a música gravada por vocês e a música gravada pelos Beatles, vocês vão ficar na rabeira…” disse Renato Barros
“Depois dos Beatles, o ‘tio Ronnie’ virou Ronnie Von”, afirma o cantor.

PARTE 3 – “Em Goiás, acharam que John e Paul eram uma dupla sertaneja”, recorda Odair José.
Lílian Knapp menciona a amiga que cantou com os Beatles, que foi nossa querida Lizzie Bravo.

PARTE 4 – O 4º e último capítulo do “Especial Beatles – 50 anos de Beatlemania” traz detalhes do legado que a banda de Liverpool deixou e mostra como a indústria musical, desde então, tem seguido e copiado tudo que foi descoberto e aprimorado pela banda que mudou os rumos da música mundial.

O VÍDEO COMPLETO NO FACEBOOK
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DEPOIMENTO DE RENATO BARROS
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Há 50 anos ” Em Ritmo de Aventura”!

O álbum “Roberto Carlos em Ritmo de Aventura”, foi gravado em agosto de 1967, entre os dias 16 e 18, com exceção da faixa “Eu Sou Terrível”, gravada em outubro, e teve seu lançamento originalmente em novembro de 1967, como trilha sonora do filme de mesmo nome, “Em Ritmo de Aventura”; é o mais perfeito e o mais bem-sucedido álbum de RC, da sua fase Iê-iê-Iê, cuja moldura sonora era mais uma vez guiada e ampliada pelos sons de órgão Hammond do tecladista Lafayette e pelo maravilhoso acompanhamento dos BLUE CAPS e do RC-7. A interferência do grande Lafayette é tão importante que não se sabe como ele não requereu coautoria em algumas das faixas desse disco fantástico.

“Em Ritmo de Aventura” é um primor, do início ao fim, Roberto estava inspiradíssimo e abriu o leque para várias influências, que iam além do iê-iê-iê, sinalizando o início de uma mudança de estilo em seu repertório.

Em termos musicais, Roberto flertava com a Black music, o country e o rock mainstream dos anos 60. Clássicos como “Eu sou terrível”, “Por isso corro demais”, “Quando”, “Você não Serve pra mim” e “Só vou gostar de quem gosta de mim”, e a ultra romântica “Como é grande o meu amor por você”, ajudaram a eternizar o álbum no inconsciente coletivo da juventude da época, por isso, “Em Ritmo de Aventura” seja talvez o álbum mais cultuado de Roberto até os dias atuais. (por Rubens Stone)

A faixa “VOCÊ NÃO SERVE PRA MIM”, uma belíssima composição de RENATO BARROS se destaca também pela performance do guitarrista com sua guitarra distorcida, o chamado efeito FUZZ.

RENATO BARROS CONTA COMO FOI QUE ROBERTO CARLOS GRAVOU SUA COMPOSIÇÃO “VOCÊ NÃO SERVE PRA MIM”.

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Considerado pela Revista Rolling Stone brasileira como o 24º melhor disco brasileiro de todos os tempos, o disco teve a participação de músicos de estúdio, incluindo metais, quarteto de cordas, flauta, gaita, alguns músicos do RC-5 e da banda de Lafayette, onde o tecladista teve contribuição decisiva em quase todas as faixas, substituindo eventualmente o órgão Hammond por um piano ou cravo. Porém a base de tudo foi feita por RENATO E SEUS BLUE CAPS, destaque para Renato na guitarra e Paulo César Barros no contrabaixo.

O FILME COMPLETO

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LADO A
“Eu Sou Terrível” (Roberto Carlos – Erasmo Carlos)
“Como É Grande o Meu Amor por Você” (Roberto Carlos)
“Por Isso Corro Demais” (Roberto Carlos)
“Você Deixou Alguém A Esperar” (Édson Ribeiro)
“De Que Vale Tudo Isso” (Roberto Carlos)
“Folhas De Outono” (Francisco Lara – Jovenil Santos)

LADO B
“Quando” (Roberto Carlos)
“É Tempo De Amar” (Pedro Camargo – José Ari)
“Você Não Serve Pra Mim” (Renato Barros)
“E Por Isso Estou Aqui” (Roberto Carlos)
“O Sósia” (Getúlio Côrtes)
“Só Vou Gostar De Quem Gosta De Mim” (Rossini Pinto)

Historiadores dizem que a visita dos Beatles a Bangor em 1967 foi um ponto de partida para mudanças.

Há cinquenta anos atrás os Beatles chegaram a Bangor, no Norte do País de Gales, para participarem de uma Conferência de 10 dias sobre Meditação Transcendental liderada pelo Maharishi Mahesh Yogi, mas sua visita causou uma agitação não apenas entre os fãs, como também na mídia.

Foi lá que descobriram que seu empresário havia morrido, um fato que alguns dizem que marcou o começo do fim para o grupo.

Era 25 de agosto de 1967 e acabavam de lançar seu oitavo álbum de estúdio, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band.
Eles estavam em um ponto alto da carreira e decidiram visitar Bangor, porém não para tocarem em um Show.

O professor Chris Collins, chefe de música da Universidade de Bangor, disse que a visita da banda ao norte de Gales foi incomum desde o início.
George Harrison, o guitarrista dos Beatles, conheceu Maharishi Yogi, um guru da Meditação Transcendental – uma forma de meditação silenciosa – que os convidou para a sua conferência na cidade de Gwynedd.

“George Harrison ficou muito interessado no que o Maharishi estava ensinando e levou John e Paul a uma sessão em Londres, seguida imediatamente no retiro em Bangor, no local onde funcionava o Normal College, e agora parte da Universidade de Bangor,” disse o Prof Collins.
“Eles simplesmente pularam em um trem e estavam aqui algumas horas depois de decidirem fazer isso.”

“A imprensa certamente estava muito atenta ao que estava acontecendo. Havia um grande interesse pelo fato de que os Beatles pareciam ter descoberto o misticismo oriental e havia suspeitas sobre o fato em torno da imprensa na época.
“Aquilo realmente levou todos a Bangor para segui-los, além de criar um grande interesse na localidade”.

John Lennon pouco antes da partida do trem da Estação de Euston para Bangor.
GETTY IMAGES

Não foi apenas a imprensa que veio – os fãs também se reuniram.
Os Beatles ficaram no Normal College, agora o Centro de Gerenciamento da universidade.
Len Jones era um dos jardineiros da época e disse que eles causaram bastante reviravolta.
“Eu vim aqui às oito da manhã para começar a trabalhar e havia centenas de pessoas aqui. Eles estavam cantando e estavam meditando”, disse ele anteriormente.
“Os Beatles vieram então, e ninguém conseguia se mover com aquelas centenas de pessoas, especialmente as meninas. E todos estavam gritando ‘Beeeeatles, onde estão vocêsssss’?
“Toda a Universidade, todos pararam de trabalhar por um dia ou dois. Era o paraíso e realmente colocava Bangor no mapa”.
Mas The Beatles não estaria em Bangor por muito tempo. Eles chegaram na sexta-feira – e no domingo, o telefone público tocou no corredor dos salões da universidade onde ficavam.
Eventualmente, alguém respondeu o telefone e Paul McCartney recebeu a notícia de que seu Empresário Brian Epstein havia sido encontrado morto.

Ao tomarem conhecimento sobre a morte de Brian Epstein, The Beatles decidiram voltar para Londres.
Imagem: GETTY IMAGES

O jornalista Freelance Derek Bellis foi convocado para Bangor para entrevistar os Beatles sobre a notícia.
“Foi uma ocasião estranha, suponho que surreal seja a palavra que resume”, lembrou o senhor deputado Bellis.

“John foi quem mais falou nas entrevistas e ele disse que o Maharishi havia dito que eles deveriam lembrar as coisas felizes e as coisas construtivas.
“Parecia como se o Maharishi fizesse algumas observações bastante neutras, e agora você pudesse descrevê-las”.
Historiadores disseram que foi um ponto de virada para os Beatles. Sem Epstein para manter o grupo em conjunto, eles passaram mais e mais tempo em seus próprios projetos antes de se separarem definitivamente em 1970.

“Vir a Bangor foi coisa de George Harrison, mas John Lennon, Paul McCartney e Ringo Starr foram junto. Depois da morte de Brian Epstein, isso não aconteceu tanto, e os Beatles começaram a seguir suas próprias rotinas individuais,” disse o Prof Collins.
No entanto, as pessoas em Bangor ainda sentem orgulho de sua conexão com a banda. “Há todas as histórias que todos que moram em Bangor conhecem”, acrescentou o Prof Collins.
“Como a visita dos Beatles ao restaurante chinês, onde George tinha um bilhete de banco na sola do seu sapato e essa era a única maneira deles garantirem o pagamento, porque eles não carregavam dinheiro com eles.

“Há fotos de Paul McCartney em lugares estranhos ao lado da Estrada da Universidade, que são parte da conscientização local das pessoas sobre a estada dos Beatles.
“Se você mora em Bangor e aparece um novo livro sobre os Beatles, a primeira coisa que você faz é ir no índice e procurar Bangor!
“Está sempre constando lá e você pode ler o pouco da historia de quando os Beatles fizeram parte do seu mundo brevemente”.
Essa conexão ainda está marcada até hoje – há uma placa na universidade e uma laje de ardósia na rua principal lembrando esses três dias em 1967, quando os Beatles chamaram a atenção do mundo para Bangor.

Por Chris Dearden
BBC News

Tradução: Lucinha Zanetti

MAIS SOBRE OS BEATLES EM BANGOR

PEACE & LOVE, PEACE & LOVE

RINGO STARR está aniversariando e deixou uma mensagem em sua página para que todos nós deixássemos a mensagem “PEACE & LOVE” (PAZ E AMOR) no mesmo horário, ao meio dia, no mundo inteiro, e é o que estamos fazendo, na esperança de contribuirmos para um pouco mais de amor e paz entre os povos.

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MEIO-DIA DE HOJE NO JAPÃO

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RICHARD STARKEY nasceu em 07 de julho de 1940 e disse:

“I mean, I was born the day war broke out, but I don’t remember all the bombs though they did actually break up Liverpool, you know. I remember when I was a little older, there was big gaps in all the streets where houses used to be. We used to play over them.”

Em fins de junho de 2011 soube que Ringo Starr e sua All Starr Band viriam ao Brasil pela primeira vez para uma série de shows em diversas capitais do país e em 12 de novembro de 2011 tive a felicidade de poder estar presente no Show do Beatle em São Paulo…

HOMENAGEM DA FAN PAGE “WE LOVE THE BEATLES FOREVER” A GEORGE HARRISON.

Em 29 de novembro de 2001 o mundo perdia George Harrison, o lendário guitarrista que fazia a guitarra chorar, como diz uma de suas famosas canções.

O GUITARRISTA E SUAS PRIMEIRAS GUITARRAS

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É justo dizer que George Harrison não foi o guitarrista líder dos Beatles simplesmente por acaso.
Foi pelo seu talento e tenacidade que conquistou isso.
Harrison tinha uma aparência meio engraçada, era muito magro e Paul McCartney costumava encontrá-lo no ônibus indo para a escola em Liverpool.
Ele tinha um fraco por roupas coloridas e, acima de tudo, um amor por violão, amor esse que ele compartilhava com o amigo McCartney, que era um mais velho que ele.

Em 1958, com nada mais impressionante em seu currículo que um show no Clube da Legião Britânica com seu irmão Peter e um casal de colegas, o jovem de 15 anos começou a sentar-se com o grupo em que McCartney havia acabado de se juntar, chamado “The Quarry Men”, e preenchia o quadro quando um ou outro dos guitarristas não aparecia.
Em pouco tempo, já bem afinado depois de praticar arduamente e dedicar-se com afinco a aprender os sucessos americanos de Rithm & Blue e Country & Western, ele ganhou uma posição permanente como membro da banda.

Durante um período de escassez em 1959 Harrison tocou com o Quarteto “Les Stewart” mas em agosto ele estava de volta com os Beatles para abrir o Casbah Club, e esteve com eles em cada show que tocaram depois.

Em uma carreira solo povoada por ambos os sucessos em todo o mundo e perdas espetaculares, Harrison ganhou o respeito de fãs, músicos e críticos com sua paleta de humor único, devoção, ironia e habilidade. “Eu acredito que eu amo a minha guitarra mais do que os outros amam a deles”, disse uma vez Harrison à Revista Beatles Monthly. “Para John e Paul, escrever canções é muito importante e tocar guitarra é um meio para finalizá-las. Enquanto eles estão compondo novas músicas eu podia me divertir completamente apenas rabiscando (dedilhando) por perto com um violão por uma noite inteira. Sou fascinado por novos sons que eu possa obter de diferentes instrumentos que eu experimentar. Não estou certo de que isso me faça particularmente um músico. Apenas me chame de fanático por uma guitarra e eu estarei satisfeito. ”

As Guitarras

Qual foi a primeira guitarra de Harrison?
De acordo com Paul McCartney em uma entrevista (Bacon Interview) era estritamente um caso de faça você mesmo. “Começamos a conversar no ônibus e ele tinha interesse em guitarras e em música, assim como eu. Resultou que ele ia tentar fazer uma, e faria corpinho sólido estilo havaiano, que era tipo um bom jeito de começar. Você não tinha que entrar no corpo oco nem nada, o que foi muito difícil. E ele fez isso, e nós nos tornamos bons amigos. Ele fez aquela coisa havaiana e não era ruim, uma ação verdadeiramente difícil eu diria.”
Não há registro de que esta guitarra ainda exista.

1956: Egmond steel-strung Spanish style (sunburst, vintage unknown):

Harrison comprou esta “Guitarra de Principiante,” produzida na Holanda por Egmond e distribuída pela Rosetti, do colega de escola Raymond Hughes, por 3 £ (libras) que ele obteve de sua mãe.
O anúncio desta guitarra dizia “o modelo mais barato da nossa série”, por 4 libras, sete shillings e seis pences. Enquanto estava tentando acertar a negociação, o rapaz acidentalmente retirou o pescoço do corpo, mas após algumas semanas no armário, a Egmond foi resgatada pelo colega de guitarra Peter Harrison, que emendou o instrumento de seu irmão. Harrison fez sua estreia no show business com esta guitarra no ano seguinte no Speke British Legion Club, onde “The Rebels”, um grupo de Skiffle formado pelos Harrisons e três companheiros, tocaram em seu primeiro e único show.
A guitarra – menos as cabeças de sua máquina – foi leiloada em Londres durante os anos 80, e graças a seu proprietário britânico anônimo foi emprestada para o Rock and Roll Hall of Fame em Cleveland de 1995 a 2002.
Em 2003, esta pequena Egmond – agora valendo cerca de US $ 800 mil – foi para a exposição no Museu dos Beatles em Liverpool.

1958: Hofner President f-hole acoustic (vintage unknown):

Em um salto quântico de seu primeiro instrumento, e com uma pequena ajuda de sua mãe, Harrison comprou este simpático Hofner, um topo de linha, single-cutaway “estilo cello”, um modelo com um acabamento “sunburst” e um “tailpiece” para compensar, por £ 30. Ele tocou o Hofner President até trocá-lo com um membro da Swinging Blue Jeans no ano seguinte por um Hofner Club 40.

Boas vibrações: Antes de montar um pequeno captador, Harrison obteve volume extra, tocando esta guitarra com a cabeça dela contra um guarda-roupa.

1959: Hofner Club 40 model 244 (vintage unknown).

1959: Resonet Futurama.

Mais detalhes e o texto original neste link.

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A Lenda Viva do Rock Brasileiro está aniversariando!

Hoje, 27 de setembro, está aniversariando o músico, cantor e compositor considerado atualmente o maior roqueiro do Brasil, que é Renato Barros, uma lenda viva!

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Tanta homenagem Renato já recebeu, mas eu não poderia deixar de enviar a ele nesta data também a minha, ele que muito antes da Jovem Guarda existir, já fazia sucesso e estava no topo das paradas com a sua versão da canção composta por Lennon & McCartney, “I should have known better”, a famosa “Menina Linda”!

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Idealizador da banda Renato e Seus Blue Caps, fundou, criou e cuida dela como a um filho, um grupo amado e seguido por muita gente de diferentes gerações, que segue em frente com uma agenda de shows pelo Brasil afora…

Profissional do mais alto nível, Renato Barros nunca seguiu a maré; usava desde sempre sua inteligência, criatividade e perspicácia para estar sempre um passo à frente da maioria, conseguindo ser diferente de todos, destacando-se dos demais na trajetória de sua banda.

Um exemplo é o sucesso dos shows de Renato e Seus Blue Caps até hoje, sempre lotados e diferenciados, que Renato idealizou e montou dentro de suas convicções, apresentando inovações como o muito elogiado momento Chaplin com a interpretação da canção “Smile”, levando o público muitas vezes às lágrimas de emoção.

Dono de uma simplicidade ímpar, Renato é desprovido de soberba e nunca fez questão de qualquer destaque na mídia, mas tem muito orgulho e defende seu grupo com a maior excelência e capacidade que lhe são peculiares, fazendo de Renato e Seus Blue Caps uma lenda nacional, sendo ela a banda de Rock and Roll mais antiga do mundo em atividade! (Não, não são os Rolling Stones, eles começaram em 1962… rsrs).

Tive o privilégio de ouvir e conhecer Renato e Seus Blue Caps nos primórdios de seu sucesso, sou fã de carteirinha até hoje e se depender de mim, a historia da banda será sempre contada para que as futuras gerações tomem conhecimento do que foi e continua sendo este conjunto criado pelo “Bacaninha da Piedade”.

Então, só me resta lhe dar parabéns Renato, agradecer por você ser meu amigo, pessoa maravilhosa, e dizer que de minha parte quero muito que você continue assim, sempre com muita saúde, tocando sua guitarra elétrica, compondo suas melodias, cantando canções “dor de cotovelo” com o seu violão nas noites Tijucanas, encantando sempre com o seu carisma.

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Receba todo meu carinho e admiração.

Feliz aniversário, um abraço da sua fã,

Lúcia Zanetti

Ídolos não morrem, ídolos não envelhecem! Entram em nossas vidas sem pedir licença e nos acompanham por toda nossa existência. Ídolos não são fabricados para serem consumidos num momento e esquecidos no seguinte… Ídolos são para sempre!

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