Paulo César Barros e outros músicos brasileiros participaram da primeira gravação do cantor americano Luther Vandross.

Este vídeo mostra a primeira gravação do grande cantor americano Luther Vandross (Nova Iorque, 20 de abril de 1951 — Edison, 1 de julho de 2005), e entre os músicos que o acompanharam estão alguns brasileiros, como, Paulo César Barros, Lincoln Olivetti e Robson Jorge (guitarrista), além do produtor Alfie Soares. 😉

Na ocasião desta gravação em 1979, ninguém sabia que seria Luther Vandross quem colocaria a voz na gravação, a não ser o maestro Misha Segal e Alfie Soares.

Georgy Porgy foi o primeiro lançamento oficial de Luther Vandross como artista.

A foto que aparece no vídeo foi feita na sessão de gravação no Estúdio da RCA no Rio de Janeiro em fins de 1979, onde a faixa foi gravada. Nela estão Osmar Zan, Alfie, Misha Segal e o técnico Joe Lopez.
Em pé, usando uma camisa com o número 77 está o baterista Charles Collins. Ele é de New York, trabalhou com Marvin Gaye, de quem era muito amigo. Corriam juntos para manter a forma e esteve com ele na manhã do dia em que foi assassinado.

E nesta outra foto enviada ao Alfie Soares pelo maestro Misha Segal, diretamente de Los Angeles, para ilustrarmos esta publicação, podemos reconhecer nosso querido baixista Paulo César Barros na fila de trás, (é o primeiro da esquerda para a direita), e também nosso querido amigo Alfie Soares, sentado à mesa de som (é o segundo da esquerda para a direita), entre outros músicos brasileiros.

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Nota: Todas as informações (incluindo vídeo e foto) me foram enviadas por Alfie Soares.

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Uma Homenagem a Roberto Correa, “Um dos Meninos de Ouro” do Brasil!

The Golden Boys, (ou Os Meninos de Ouro), perderam neste último sábado, um de seus irmãos, o integrante Roberto Correa, que formava com os irmãos Renato e Ronaldo e o amigo Valdir, o quarteto vocal que iniciou cantando Doo-wop, um estilo de música vocal baseado no rhythm and blues, inspirados no grupo americano The Platters.

Passaram por programas como o Festival da Juventude na TV Excelsior canal 9 e Reino da Juventude na TV Record canal 7, quando finalmente fizeram muito sucesso na Jovem guarda, da TV Record, e há mais de 50 anos vêm brindando o público brasileiro e a música com o seu talento.

Roberto Correa lutava contra um câncer e no dia 26 de novembro de 2016, às 18h, veio a falecer em sua residência no Meier , Rio de Janeiro.

Nesta entrevista concedida a Antonio Aguillar, Roberto Correa conta um pouco sobre a trajetória artística dos golden boys.

“Em 2004, há 12 anos, o quarteto havia perdido Valdir Anunciação, que juntamente com Roberto Corrêa, Ronaldo e Renato formavam The Golden Boys, um grupo da pré jovem guarda, que iniciou a carreira artística por volta de 1958 como a versão brasileira do grupo The Platters.
Esses rapazes tiveram muito destaque no rádio e na televisão brasileira, principalmente com a música “Alguém na Multidão”, uma composição de Rossini Pinto.
Gravaram também versões de musicas dos Beatles, como Michelle, um grande destaque do grupo vocal.
Os irmãos mais jovens formaram na época o Trio Esperança com Regina, Mario e Evinha.
Mais tarde Evinha mudou-se para Paris por outros compromissos fora do Brasil, e foi substituída pela irmã mais nova, Marizinha.
Uma família linda de artistas maravilhosos, que estão na estrada até hoje.
Voltando ao passado, quando da existência do programa Ritmos para a Juventude na Rádio Nacional de S.Paulo (1962), tive o prazer de recebê-los sempre na programação de musica jovem.
Fizeram também em 1963 e 1964 os programas Festival da Juventude na TV Excelsior canal 9 e Reino da Juventude na TV Record canal 7.
Quando surgiu o programa Jovem Guarda com Roberto Carlos, The Golden Boys e o Trio Esperança migraram para a programação que veio consagrar os astros e estrelas que passaram pelas nossas mãos.
Fica registrada essa perda irreparável, de um artista vocalista da melhor qualidade para o nosso movimento musical.”

Antonio Aguillar

Nesta foto, Antonio Aguillar entrevista Roberto Corrêa para o programa Jovens Tardes de Domingo, levado ao ar pela Rádio Capital aos domingos das 12h às 13h.

Nesta foto, Antonio Aguillar entrevista Roberto Corrêa para o programa Jovens Tardes de Domingo, levado ao ar pela Rádio Capital aos domingos das 12h às 13h.

HOMENAGEM DA FAN PAGE “WE LOVE THE BEATLES FOREVER” A GEORGE HARRISON.

Em 29 de novembro de 2001 o mundo perdia George Harrison, o lendário guitarrista que fazia a guitarra chorar, como diz uma de suas famosas canções.

O GUITARRISTA E SUAS PRIMEIRAS GUITARRAS

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É justo dizer que George Harrison não foi o guitarrista líder dos Beatles simplesmente por acaso.
Foi pelo seu talento e tenacidade que conquistou isso.
Harrison tinha uma aparência meio engraçada, era muito magro e Paul McCartney costumava encontrá-lo no ônibus indo para a escola em Liverpool.
Ele tinha um fraco por roupas coloridas e, acima de tudo, um amor por violão, amor esse que ele compartilhava com o amigo McCartney, que era um mais velho que ele.

Em 1958, com nada mais impressionante em seu currículo que um show no Clube da Legião Britânica com seu irmão Peter e um casal de colegas, o jovem de 15 anos começou a sentar-se com o grupo em que McCartney havia acabado de se juntar, chamado “The Quarry Men”, e preenchia o quadro quando um ou outro dos guitarristas não aparecia.
Em pouco tempo, já bem afinado depois de praticar arduamente e dedicar-se com afinco a aprender os sucessos americanos de Rithm & Blue e Country & Western, ele ganhou uma posição permanente como membro da banda.

Durante um período de escassez em 1959 Harrison tocou com o Quarteto “Les Stewart” mas em agosto ele estava de volta com os Beatles para abrir o Casbah Club, e esteve com eles em cada show que tocaram depois.

Em uma carreira solo povoada por ambos os sucessos em todo o mundo e perdas espetaculares, Harrison ganhou o respeito de fãs, músicos e críticos com sua paleta de humor único, devoção, ironia e habilidade. “Eu acredito que eu amo a minha guitarra mais do que os outros amam a deles”, disse uma vez Harrison à Revista Beatles Monthly. “Para John e Paul, escrever canções é muito importante e tocar guitarra é um meio para finalizá-las. Enquanto eles estão compondo novas músicas eu podia me divertir completamente apenas rabiscando (dedilhando) por perto com um violão por uma noite inteira. Sou fascinado por novos sons que eu possa obter de diferentes instrumentos que eu experimentar. Não estou certo de que isso me faça particularmente um músico. Apenas me chame de fanático por uma guitarra e eu estarei satisfeito. ”

As Guitarras

Qual foi a primeira guitarra de Harrison?
De acordo com Paul McCartney em uma entrevista (Bacon Interview) era estritamente um caso de faça você mesmo. “Começamos a conversar no ônibus e ele tinha interesse em guitarras e em música, assim como eu. Resultou que ele ia tentar fazer uma, e faria corpinho sólido estilo havaiano, que era tipo um bom jeito de começar. Você não tinha que entrar no corpo oco nem nada, o que foi muito difícil. E ele fez isso, e nós nos tornamos bons amigos. Ele fez aquela coisa havaiana e não era ruim, uma ação verdadeiramente difícil eu diria.”
Não há registro de que esta guitarra ainda exista.

1956: Egmond steel-strung Spanish style (sunburst, vintage unknown):

Harrison comprou esta “Guitarra de Principiante,” produzida na Holanda por Egmond e distribuída pela Rosetti, do colega de escola Raymond Hughes, por 3 £ (libras) que ele obteve de sua mãe.
O anúncio desta guitarra dizia “o modelo mais barato da nossa série”, por 4 libras, sete shillings e seis pences. Enquanto estava tentando acertar a negociação, o rapaz acidentalmente retirou o pescoço do corpo, mas após algumas semanas no armário, a Egmond foi resgatada pelo colega de guitarra Peter Harrison, que emendou o instrumento de seu irmão. Harrison fez sua estreia no show business com esta guitarra no ano seguinte no Speke British Legion Club, onde “The Rebels”, um grupo de Skiffle formado pelos Harrisons e três companheiros, tocaram em seu primeiro e único show.
A guitarra – menos as cabeças de sua máquina – foi leiloada em Londres durante os anos 80, e graças a seu proprietário britânico anônimo foi emprestada para o Rock and Roll Hall of Fame em Cleveland de 1995 a 2002.
Em 2003, esta pequena Egmond – agora valendo cerca de US $ 800 mil – foi para a exposição no Museu dos Beatles em Liverpool.

1958: Hofner President f-hole acoustic (vintage unknown):

Em um salto quântico de seu primeiro instrumento, e com uma pequena ajuda de sua mãe, Harrison comprou este simpático Hofner, um topo de linha, single-cutaway “estilo cello”, um modelo com um acabamento “sunburst” e um “tailpiece” para compensar, por £ 30. Ele tocou o Hofner President até trocá-lo com um membro da Swinging Blue Jeans no ano seguinte por um Hofner Club 40.

Boas vibrações: Antes de montar um pequeno captador, Harrison obteve volume extra, tocando esta guitarra com a cabeça dela contra um guarda-roupa.

1959: Hofner Club 40 model 244 (vintage unknown).

1959: Resonet Futurama.

Mais detalhes e o texto original neste link.

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“What to do” VERSUS Sabbath Bloody Sabbath: Canção gravada por Vanusa foi plagiada!

Em 1973 Alfie Soares compôs uma música em inglês em parceria com o excelente guitarrista Papi, e a música foi gravada por Vanusa.
O disco de Vanusa foi gravado em Março de 1973, portanto foi lançado oito meses antes do disco do Black Sabbath, que foi lançado em novembro do mesmo ano de 1973.

Reza a lenda que o guitarrista Tony Iommi teria utilizado o riff inicial da canção composta por Alfie e Papi, “What to Do”, gravada por Vanusa, para compor a clássica “Sabbath Bloody Sabbath”, por que durante o processo de composição para o álbum Sabbath Bloody Sabbath, Iommi teria sofrido um bloqueio criativo causado pelo excesso de cocaína que o impediu de conseguir criar qualquer canção para a banda, como ele sempre havia feito até então. Segundo consta na mídia, seu desespero atingiu um grau tão elevado que ele pediu para sua equipe técnica e amigos que lhe trouxessem discos de “outras culturas”, para que ele pudesse ter algum tipo de inspiração. E foi aí que certamente o álbum de Vanusa caiu nas mãos de Iommi, que além de “copiar” o riff criado por Papi, que é quem está na guitarra na gravação de Vanusa, também colocou no arranjo deles uma parte mais lenta, exatamente como na canção original.

Apesar de haver muitas especulações na Internet, o fato real é que Alfie Soares e Papi completaram a música em janeiro de 1973. Ela lhes foi encomendada por Wilson Miranda, o produtor do disco de Vanusa, que queria uma canção em inglês para tentar o mercado internacional.
Eles assinaram o contrato com a editora da RCA e Papi é quem está na guitarra solo.

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Ouçam as duas músicas…

WHAT TO DO
(Alfie Soares/Papi)

Don’t you feel it’s kind of hard living with no fear
Don’t you sometimes wonder why living is no fun
Yes you do, but you just sit and watches the world go ‘round
And it hurts me when I hear you say that you can’t do it
Just keeps on asking
What to do? What to do?

Well, go, out and face the rain
Then the storm won’t hurt so bad
Tell yourself that you are free
Free enough to say I’m free
Be free, be free

Sabbath Bloody Sabbath
(Black Sabbath)

You’ve seen life through distorted eyes
You know you had to learn
The execution of your mind
You really had to turn
The race is run the book is read
The end begins to show
The truth is out, the lies are old
But you don’t want to know
Nobody will ever let you know
When you ask the reasons why
They just tell you that you’re on your own
Fill your head all full of lies
The people who have crippled you
You want to see them burn
The gates of life have closed on you
And now there’s just no return
You’re wishing that the hands of doom
Could take your mind away
And you don’t care if you don’t see again
The light of day
Nobody will ever let you know
When you ask the reasons why
They just tell you that you’re on your own
Fill your head all full of lies
You bastards
Where can…

Aqui um vídeo comparando as duas músicas.

Para quem se admirar pelo fato de um músico brasileiro ser plagiado por um artista internacionalmente famoso, lembre-se que Santana também foi processado e teve que pagar indenização a Edu Lobo, quando lançou seu sucesso mundial Oye Como Va, cujo solo de guitarra de Santana lembrava muito um trecho da linha melódica da musica REZA, de Edu Lobo.
Rod Stewart também plagiou Jorge Ben Jor em Do You Think I’m Sexy.

O Selo “Young” e sua Importância no Cenário da Música Brasileira. (Parte VII – FINAL)

YOUNG: UMA HISTÓRIA. Cap. VII (final)

O selo Young tinha como principal objetivo o de revelar e promover novos intérpretes e compositores brasileiros que tinham total identificação com o movimento musical dirigido ao público jovem que passou a dominar o show business mundial. Porém, não fechou seus ouvidos para o que acontecia no universo paralelo da música e, assim, quando o ano de seu nascimento em 1959 coincidiu com o ano de falecimento do grande músico de jazz Sidney Bechet, a Young lá estava para ser a única a lançar a gravação original do saxofonista norte-americano para sua composição mais famosa. Petite Fleur.

A Young passou a ser também uma porta para o Brasil, aberta aos novos talentos de outros paises cujos discos não tinham representação no nosso território através das companhias multinacionais, como Odeon, RCA, Philips e Columbia, o quarteto de ferro que mandava e desmandava no mercado local.

Em 1959, a Inglaterra começava a colocar suas “manguinhas de fora”, mostrando ao mundo Cliff Richard e The Shadows, e nada mais lógico do que tentar a sorte com outro jovem inglês que surgia. Freddie Davis foi o escolhido.
Freddie, que anos mais tarde, precisamente em 1972, voltaria a ter sucesso no Brasil com a sua gravação So Lucky, foi lançado pela Young através de sua versão para o sucesso do grupo Fireflies, “You Were Mine”.

Freddie Davis – You Were Mine

Apenas como fato curioso: O primeiro compacto simples de Elton John lançado no Brasil pela RGE, no início de 1971, com as músicas Your Song / Take Me To The Pilot, foi com o selo Young, porém em cor cinza e não com o tradicional Vermelho e Branco.

Outro pioneirismo creditado à Young: Foi a primeira etiqueta a lançar seus discos em 45 rotações no Brasil, pois seu público consumidor fazia parte daquele refinado grupo que comprava discos importados. Além do tradicional, para a época, 78 rotações, havia a opção de comprar o compacto em 45 rpm. Ao mesmo tempo, lançava compilações em EP (Extended Play), reunindo sucessos em dose quádrupla.

The Avalons – Baby Talk

Regiane – Willie Boy

Nick Savoia (Bad Boy)

The Beverlys (Yaket Yak)

O ano de 1960 chegou trazendo um sentimento nacionalista, graças à promessa do desenvolvimento de uma indústria automobilística, a construção de Brasília etc. Deste sentimento surgiu a ideia de gravar em ritmo de Rock and Roll a marcha Paris Belfort. Esta composição francesa foi usada como fundo para o noticiário da Rádio Record a respeito dos acontecimentos que faziam a história da Revolução Constitucionalista de 1932. Ficou sendo a marcha oficial da revolução.
A ideia era ligar os jovens de 1960 aos jovens que havia lutado por uma nova constituição 28 anos antes. E a linguagem seria o ritmo jovem, sem deturpação de harmonia ou linha melódica.
O guitarrista dos Jester Tigers, Gato, que já era sucesso como cantor com o seu “Kissing Time”, foi o escolhido para ser o solista.

Gatto – Paris Belfort

YOUNG: UMA HISTÓRIA. Cap. VII

Entusiasmados com a ideia da homenagem dos jovens aos veteranos combatentes, Miguel Vaccaro e Henrique Lebendiger criaram um plano de promoção que seria único, totalmente inédito segundo os padrões brasileiros.

O plano consistia em reunir um número grande de ex-combatentes nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo, perfilados ao som da marcha “Paris Belfort”, executada ao vivo por Gatto (José Provetti) e os músicos que participaram da gravação. O evento teria seu início exatamente às doze horas do dia 9 de Junho, um mês antes da data comemorativa da revolução de 1932. Graças a um trabalho da equipe de divulgação da Young, as principais emissoras de rádio de São Paulo executariam a gravação de Gatto ao soar do meio-dia, coincidindo com o início do espetáculo ao vivo.

Assim, no começo da tarde de uma quinta feira fria iluminada por um sol tímido, soaram os primeiros acordes de Paris Belfort, em ritmo de Rock and Roll.
O Teatro Municipal de São Paulo ficava em frente a um dos mais concorridos corredores da cidade, o Viaduto do Chá. A multidão começou a aglomerar-se ao ouvir aquele som vibrante, dando uma pausa na cidade que não podia parar, e pelos rostos sorridentes, pelos pés acompanhando o ritmo e pelas palmas batidas podia se dizer que o evento era um sucesso. Até que um dos veteranos pracinhas estranhou um pouco a maneira como seu hino estava sendo executado e, saindo de sua formação, começou a gritar contra os músicos. Os outros veteranos se juntaram a eles e, até mesmo parte daquela plateia de transeuntes que estava gostando do que ouvia, passou também a ameaçar os músicos.
A solução foi correr pra bem longe dali, do Viaduto do Chá até a Rua Riachuelo, onde ficavam os estúdios da Rádio Panamericana.
Estava encerrado aquele capítulo.

E o destino resolveu ser irônico ao determinar que uma revolucionária marcha se tornasse a última gravação da revolucionária Young. Não haveria mais gravações da Young, mas ela não terminou. Apenas entrou em processo simbiótico com a tradicional indústria fonográfica. Demetrius assinou com a Continental, onde teve uma sequência de grandes êxitos; Nick Savoia, Antonio Claudio (Danny Dallas), The Avalons e Galli Jr., dos Rebels (Prini Lorez) foram contratados pela RGE, Regiane foi para a Odeon, Hamilton Di Giorgio juntou-se a Wilson Miranda e Sergio Reis como os grandes astros jovens da Chantecler, Dori e Marcos (The Cupids) saíram para sua carreiras solos, Nenê, o garoto prodígio dos Rebels, juntou-se aos grupos que pavimentaram seu caminho em direção a um dos grupos mais vitoriosos do Brasil, Os Incríveis. Gato juntou-se aos Jet Black`s e assim por diante.
A Young não acabou. Tornou-se objeto de colecionadores e caçadores de raridades musicais,adquirindo status de “cult“.

O estúdio da Panamericana, de onde “Disque Disco” era transmitido, foi o primeiro palco destes jovens talentosos. Juntamente com Vaccaro, aqueles futuros astros contaram com a boa vontade e ajuda de outros profissionais, como os técnicos de som Francisco Vieira e Eddy Costa, os locutores Brim Filho, Augusto Tovar, Walkiria e José Magnoli, conhecido depois como Helio Ribeiro, grande nome do rádio brasileiro.

De um sonho realizado com a paixão e a ousadia de Miguel Vaccaro Netto muitas carreiras tiveram seu inicio. Com a vibração e talento dos jovens que formaram a família Young muitas portas se abriram para tantos outros movimentos inspirados por estes pioneiros.
Seria fabuloso se cada um dos que viveram aqueles mágicos momentos dedicasse um pequeno tempo de sua vida para compartilhar sua história…

Young - Discografia

Young – Discografia

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Por Alfie Soares

Quem é Alfie Soares?

É o nome artístico de Afonso Soares de Azevedo, que no período de 1959 a 1962 trabalhou como assistente de Miguel Vaccaro Netto, Rádio Panamericana (Jovem Pan) e programa Disque Disco, época em que foi criada a Young.
Também neste período trabalhou no Teatro Record, nas apresentações de atrações internacionais como Brenda Lee, Neil Sedaka, Paul Anka, Teddy Randazzo, Frankie Lymon, Johnny Restivo, Frankie Avalon e outros tantos.

De 1964 a 1969 trabalhou na Odeon, onde começou como divulgador e depois tornou-se produtor.
Fez trabalhos com Abílio Manoel, Silvio Cezar, Eduardo Araujo, Silvinha e outros.

De 1969 a 1970 foi produzir para a Philips/Polygram. Gravou com Ronnie Von, Coisas de Agora, Tim Maia e outros.

De 1971 a 1979 trabalhou como contratado pela RCA Victor para tomar conta do Departamento Internacional e também produzir. Lá ele voltou a trabalhar com Eduardo Araujo, Silvinha, Demetrius e outros.

De 1980 a 1992, após rápida passagem pela gravadora Continental, parou de trabalhar com discos e foi para uma produtora de shows cujos donos eram Atílio Vanucci Jr. e Chico Anísio. Lá ele teve participação ativa nos shows de Kiss, Peter Frampton e Harlem Globetrotters. Dali foi com Claudio Liza para a Intershow, onde trabalhou novamente com Ronnie Von, Manolo Otero, Sarita Motiel e Fabio Jr.
Passou a trabalhar exclusivamente com Fábio até 1991. Em 1992 mudou-se para Miami, onde vive até hoje.

Vale dizer que em 1962 escreveu suas primeiras músicas com Hamilton Di Giorgio. Depois, teve como parceiros Wagner Benatti, o Bitão dos Pholhas (Clube Atômico c/ Luiz Fabiano), Papi (What To Do c/ Vanusa), Tony Campello (Cada Coisa Em Seu Lugar).
Depois, sozinho, escreveu musicas e versões para Eduardo Araujo, Silvinha, Celly Campello, Suzy Darlen, Joelma, Agnaldo Timóteo, Nelson Ned, Os Incriveis, Os Pholhas, Julio Iglesias, Chris McClayton e alguns outros mais.
Seu último trabalho, antes de mudar-se, foi para Zezé Di Camargo (Faz Eu Perder o Juízo).

Alfie Soares e Brenda Lee

Alfie Soares e Brenda Lee

O Selo “Young” e sua Importância no Cenário da Música Brasileira.

PARTE I

PARTE II

PARTE III

PARTE IV

PARTE V

PARTE VI

PARTE VII (FINAL)

MENSAGEM RECEBIDA:

“Meu pai fez parte dessa gravadora, e desse movimento de música jovem, o nome dele é Vander Loureiro, ele foi integrante do conjunto vocal “The Beverlys”, que contava ainda com minha mãe Amélia, José Pereira, José Mariano e Benedito Guido de Castro. Ele está escrevendo um livro sobre essa época, nesse final de semana ele esteve aqui em casa e eu mostrei as suas reportagens e os clips das músicas pra ele e ele gostou muito.”

Vanderlei Loureiro

Renato Barros expõe sobre a escolha das músicas que são tocadas nos Shows da banda Renato e Seus Blue Caps.

Renato Barros responde às dúvidas de alguns fãs que gostariam de ver outras músicas no repertório dos Shows de sua Banda Renato e Seus Blue Caps, e diz:

“O repertório de um show é muito complexo, talvez seja até mesmo a parte mais complexa. Fazemos a escolha obedecendo a critérios e ao aprendizado que o tempo nos proporcionou no decorrer dos anos e levando-se em conta o tamanho do Brasil e suas diversas regiões completamente distintas. Muitas músicas ficam de fora até contra a nossa vontade, sendo assim, montamos um Show com músicas que foram sucessos nacionais e não regionais. Somamos a isto o entendimento de que vivemos uma época em que o público valoriza demais a dança e a alegria (principalmente os mais jovens), e para atendê-los, colocamos os grandes sucessos do Rock internacional, como Beatles, Rolling Stones, Roy Orbinson etc…. Não é fácil montar um repertório, mas estamos abertos às boas sugestões.
Se não forem atendidos é porque a sugestão não se enquadrou a nossa filosofia.”

Além disso, nesta conversa informal via Messenger, Renato explica detalhadamente a escolha das músicas nos shows…
(me desculpem pelas falhas do sinal da Net…)

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O mesmo vídeo no Youtube:

renato-e-cid-de-costas

Versões e originais de canções de Hamilton Di Giorgio, gravadas por outros cantores.

Os Caçulas: Versão => Estrela Que Cai

A Estrela Que Cai (Good Morning Starshine) [Os Caçulas]

Roberto Carlos: Versão => Lobo Mau

Lobo Mau (The Wanderer) [Roberto Carlos]

Celly Campello: Versão => Só Entre Dois Amores

Só Entre Dois Amores [Celly Campello]

OS VIPS: Versões => Flamenco e Rostinho Triste

Flamenco [Os Vips]

Rostinho Triste (I’ve Got That Feeling) [Os Vips]

Bobby de Carlo: Versão => Brotinho sem ninguém

Brotinho Sem Ninguém (A Boy Without A Girl) [Bobby de Carlo]

Composição Original => Brinquedinho

Brinquedinho [Bobby de Carlo]

Agnaldo Timóteo: Versão => Na noite que que se vai

Na Noite Que se Vai (L’Amore Se Ne Va) [Agnaldo Timóteo]

AS VERSÕES DE HAMILTON DI GIORGIO GRAVADAS POR TONY CAMPELLO.

1. Não toque esta canção
2. Ao balanço do twist
3. O meu bem só quer chorar perto de mim
4. Estrela que cai
5. Lobo Mau

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