Performances solo de Raul de Barros, o Tremendão

1 – O Imigrante

Composição de Raul DE Barros e Eduardo Araújo – Cantando está Márcio, amigo do Raul.
O Nenê (ex-Incríveis) tocou baixo nessa gravação.

2 – Terror dos Namorados

3 – Peace Pipe

4 – Papa Country Mama Soul

5 – Negro Gato

6 – Mulher, Sexo Frágil

7 – Midnight

8 – Blue Starr

9 – Wonderful Land

10 – I Only Want to Be With You

11 – To the greatest love

12 – Theme For Young Lovers

13 – It`s My Party

14 – Travelling Man

15 – There`s a Kind of Rush

16 – Bus Stop

17 – Monalisa

18 – Blueberry Hill

19 – Ten-Vas-Pas

20 – As Tears Go By

21 – It`s My Party

22 – There`s a Kind of Hush

23 – Un`Estate Italiana.

“Essa música é linda, uma das mais bonitas que já ouvi, fiquei essa semana toda gravando. Foi originalmente gravada por Edoardo Bennato e Gianna Nannini para abertura da Copa do Mundo de 1990. Amanhã é Domingo de Páscoa, quero oferecer essa gravação à todos os meus amigos em geral, inclusive aos amigos descendentes de italianos que não são poucos e em especial ao meu saudoso amigo Nenê Benvenuti.” (Raul de Barros)

24 – From Me to You

25 – Breaking up is hard to do

Uma gravação e grande sucesso de Neil Sedaka em 1962. Aqui, Raul Tremendão com arranjo instrumental para o CD Oldies 2013.

Segue uma composição de Oscar Fornari, “Te Amar é…”, um presente do Raul para ele, tocando todos os instrumentos!

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Grande Show da Pré-Jovem Guarda dia 10/05 em São Paulo!

Antonio Aguillar, ” o Timoneiro da Juventude” e a Rádio Capital AM de São Paulo, tem a honra de apresentar e convidar o público para o grande Show da Pré-Jovem Guarda da qual é o precursor com a outorga de Troféus, como homenagem da Rádio Capital através do programa Jovens Tardes de Domingo, aos artistas que completaram mais de meio século de vida na música, entre os quais são presenças confirmadas: Sérgio Reis, Nilton César, Prini Lorez, Leila Silva, Silvana, Silvio Brito entre outros!

Trofeu guitarra 2

O evento acontecerá no dia 10 de maio, a partir das 20h, no Club Homs, localizado na Avenida Paulista, 735, tendo a participação da famosa Banda The Clevers (em sua terceira formação), com a apresentação do comunicador Antonio Aguillar.

Venda de Ingressos:

1 – Secretaria do Club Homs.
Endereço: Av. Paulista, 735 São Paulo
Tel. 11 3289-4088

2 – Loja de Discos B.R.J.
Endereço: Av. Paulista, 657, perto da Av. Brigadeiro Luiz Antonio.
Tel. – (11) 3253-4990 – SãoPaulo

3 – Museu do CD
Endereço: Av Paulista, 1499 Loja 18 (ao lado do MASP)
Tel. (1) 3289-9415 – falar com Tangerino.

Valor do ingresso por pessoa: R$. 100,00, com direito aos “comes e bebes”, além de testemunhar um show com a presença de artistas de renome!

Roberto Carlos já recebeu o dele, pois não poderá estar presente nesta data.

Mas ele será homenageado também na data, como diz Aguillar e o Sr. Ribas, Assessor de Imprensa da Ordem dos Músicos do Brasil:

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Sérgio Reis e Nilton César, Leila Silva, Silvana, Prini Lorez, Silvio Brito estarão lá e confirmam presença!

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Sérgio Reis reforça o convite e fala de sua amizade e consideração por Antonio Aguillar

Não percam este espetáculo que ficará guardado no coração da gente!


Antonio Aguillar

Reportagens exibidas pela CBS NEWS com Henry Grossman falando sobre os Beatles

O fotógrafo Henry Grossman passou quatro anos fotografando os Beatles enquanto eles faziam todo tipo de apresentação em concertos e posavam para capas de revistas, como já vimos no post “Places I Remember: My Time With the Beatles”, por Henry Grossman.

Em 23 de março de 2013, um dia depois dos 50 anos do lançamento do primeiro álbum dos Beatles, o Please Please Me, a CBS NEWS exibiu reportagens sobre o livro “Places I Remember” e as fotos jamais vistas antes, e que foram tiradas por Grossman na época em que ele trabalhava para os Beatles como fotógrafo.

george by henry grossman

Seguem os vídeos das reportagens

1 – Never before seen photos of The Beatles / Fotos dos Beatles nunca antes vistas – Reportagem sobre o livro de Henry Grossman

Photographer Henry Grossman spent so much time with Beatles they considered him a friend. He talks about his experiences with them and taking photos of them.

O Fotógrafo Henry Grossman passou muito tempo com os Beatles que o consideravam um amigo. Ele fala a respeito de suas experiências com eles, ocasião em que tirava fotos deles.

Fala também sobre as estórias por trás de algumas das fotos nunca vistas antes e que ele tirou dos Beatles quando ele trabalhava para eles como fotógrafo.

unseen photos by henry grossman

2 – Henry Grossman talks about some unseen Beatles photos taken by him, including some takes in India (1968)

Neste video Henry Grossman fala sobre algumas fotos tiradas por ele na India durante a estada dos Beatles com o Maharishi.

John Lennon by Henry Grossman

“That’s it. I’m not a Beatle anymore.” (É isso. Agora não sou mais um Beatle.)

Em 29 de agosto de 1966 os Beatles estavam no avião voltando de seu último show ao vivo em Candlestick Park, em São Francisco, quando George Harrison disse esta frase, que ficou na história! Em resposta, John Lennon sugeriu para seu promoter Arthur Howes, que enviasse quatro bonecos de cera dos Beatles sacudindo suas cabeças no momento certo, que as crianças não saberiam a diferença.
Mas pelo menos uma pessoa continuou sentimental nessa época, e foi Paul McCartney, que mantém a lista de músicas daquele dia do último concerto gravada em seu baixo Hofner.
A frase de George Harrison serve de título para esta matéria escrita por Gordon Thompson, que é Professor de Música da Skidmore College e autor do livro Please Please Me: Sixties British Pop, Inside Out.

Livro Please Please Me

Há quarenta e sete anos atrás, em 1966, os Beatles se separaram, não no sentido jurídico, mas no aspecto prático de ser uma banda que tocava ao vivo diante das platéias. Em 29 de agosto de 1966, eles tocaram seu último concerto ao vivo perante uma platéia no Candlestick Park, em San Francisco e, no avião de volta para a Grã-Bretanha, George Harrison virou-se para um repórter e suspirou: “É isso. Eu não sou mais um Beatle.”
Em setembro de 1966, cada um dos Beatles se separaram e tomaram cada um o seu caminho. George Harrison partiu para a Índia para estudar música indiana e a aprender a tocar cítara (sitar) com Ravi Shankar, passando parte do seu tempo flutuando em uma casa-barco no Lago Dal Kashmir.
Paul McCartney tornou-se uma esponja cultural, participando de eventos de artistas tão diferentes como Luciano Berio no Wigmore Hall de Londres e bandas como Brian Auger e a Trindade em clubes antes de embarcar em uma turnê do Vale do Loire (disfarçado) e num safari no Quênia.
Ringo Starr concentrou-se em sua família em Londres. E simbolicamente, em 6 de Setembro, John Lennon cortou o cabelo, adotou a aparência dos metaleiros do Serviço Nacional de Saúde, e quatro dias depois começou uma viagem à Alemanha e Espanha para desempenhar o papel do Mosqueteiro Gripweed no filme de Richard Lester, “Como Ganhei a Guerra”.
Em anos anteriores, o tempo após as turnês de verão os ajudava a rejuvenescer suas mentes e prepará-los para o próximo single de Natal e lançamentos dos álbuns. No outono de 1966, eles tinham uma opção diferente. Particularmente, o contrato deles com a gravadora EMI expirou deixando-os sob nenhuma obrigação legal de ter que lançar alguma coisa até o final de novembro. Após as rancorosas turnês de verão e as respostas positivas que eles receberam pelo álbum “Revolver”, eles aproveitariam o tempo para trabalhar no próximo projeto.
A questão então surgiu para os Beatles: Qual era o próximo? Como eles poderiam ultrapassar “Revolver”?
Parte da imprensa, ao saber que a banda não estaria mais agendando datas de shows e que Brian Epstein ainda não havia negociado nenhum novo contrato de gravação, previu que os Beatles estavam ultrapassados e iriam se dissolver em breve.

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De certa forma, eles estavam certos: a banda que havia balançado estádios e estádios de futebol já não existia. Em seu lugar, um coletivo assumiu a responsabilidade de reimaginar o papel de duas guitarras, baixo e bateria em um ambiente onde os sons eletrônicos, música indiana, e instrumentos de orquestra compartilhavam o “audioscape”.
O mundo estava mudando. As experiências daquele verão de serem perseguidos por repórteres a respeito dos comentários de Lennon de que “somos mais populares do que Jesus”, sendo guardados por policiais japoneses, militantes de direita raivosos por causa da influência da banda sobre a juventude, agredidas pela polícia filipina por terem ignorado Imelda Marcos, e insultados pela Ku Klux Klan nos Estados Unidos, convenceram a banda de que já não podiam continuar como estavam. Como crianças emancipadas das casas de seus pais, eles partiram para se redefinirem a eles próprios como algo além daquelas figuras bidimensionais sorridentes de penteado “mop top” das séries de desenhos animados.
As dramáticas mudanças políticas e sociais do mundo nos anos pós guerra levaram em 1966 a uma ascenção das forças reacionárias conservadoras que encontraram quase tudo, desde a bomba de hidrogênio à ameaça do controle de natalidade. Mas talvez o mais difícil de tudo foi o amadurecimento em massa dos baby boomers, os mais velhos dos quais estavam prestes a completar 21 anos e, portanto, com o potencial de aumentar os direitos políticos. Seus números inteiros significavam que seus experimentos com drogas e música traziam o que teria sido contra-cultural em meios de comunicação e no discurso social. Talvez sem saber, os Beatles tinham estado na linha de frente dessa guerra cultural (portanto, as suas experiências em turnê) e, mesmo que eles não quisessem mais excursionar, eles ainda queriam muito fazer parte deste debate cultural, para lançar sua imagem de “fab four”, e criar experimentos.
Em setembro de 1966, cada um dos Beatles individualmente começou a moldar novas identidades individuais e explorar interesses musicais individuais. Na Espanha, John Lennon escreveria “Strawberry Fields Forever”, uma de suas canções mais imaginativas e uma releitura de sua infância e identidade pessoal. George Harrison retornaria da Índia com a técnica de tocar o instrumento indiano “sitar” melhorada e a auto-confiança para gravar sem seus companheiros de banda. E Paul McCartney teria uma epifania, pois naquele instante ele teve um pensamento único e inspirador, de uma natureza quase sobrenatural dentro do avião de volta de África sobre como os Beatles poderiam reinventar a eles mesmos com “A Banda do Clube dos Corações Solitários do Sgt. Pimenta”, um grupo imaginário com nenhuma das complicações legais e sociais da vida real.

Texto original: “That’s it. I’m not a Beatle anymore.”, by Gordon Thompson

Tradução: Lucinha Zanetti

Posts relacionados:

1 – Candlestick Park será demolido

2 – 1966: Um pesadelo na História dos Beatles

George Freedman é homenageado na Ordem dos Músicos do Brasil

O cantor George Freedman foi convidado por Ribas Martins, Secretário do Presidente da Ordem dos Músicos do Brasil, Professor Roberto Bueno, amigo de George de longa data, a participar de um evento na Sede da OMB em São Paulo, no dia 25 de março de 2013, por ocasião da entrega das carteiras de habilitação para novos músicos, ocasião em que George Freedman foi homenageado juntamente com B.J. Mitchell, baixista do grupo The Platters, que se encontra no Brasil para uma série de apresentações beneficentes em prol da casa dos artistas.

Entrevista com GF

George Freedman foi homenageado pelo Presidente da OMB, que lhe entregou uma pasta contendo um diploma de honra ao mérito em reconhecimento ao seu trabalho realizado, enaltecendo a arte e a cultura brasileira, no período pré e Jovem Guarda. Entre os objetos, um botton com a clave de sol, símbolo da OMB e exemplares da Revista “Músico”.

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Além disso, George foi presenteado com o livro “A Dinastia do Rádio Paulista”, de Thais Matarazzo Cantero e Valdir Comegno, onde na página 313 está registrada a sua participação na Organização Vitor Costa, no seriado “As Aventuras do Capitão Bill”, no papel de Capitão Bill, onde o artista contracenava com Gessy Soares de Lima, a heroína da estória e filha do Xerife, Valentino Guzzo, que fazia o papel do bandido Cicatriz e Abelardo Barbosa, o Chacrinha, no papel do Xerife da cidade.

Seguem fotos de cenas do seriado, gentilmente cedidas pela autora do livro, Thais Matarazzo:

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George Freedman autografa seu primeiro LP, "Multiplication", para o amigo Oscar Fornari. Foto: Oscar Fornari

George Freedman autografa seu primeiro LP, “Multiplication”, para o amigo Oscar Fornari.
Foto: Oscar Fornari

Antonio Aguillar e George Freedman, uma dupla do ROCK!

George e DJ Mitchell

George e DJ Mitchell

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Antonio Aguillar durante seu programa em 24-03-2013

George Freedman esteve participando ontem, dia 24 de março de 2013, do Programa “Jovens Tardes de Domingo”, de Antonio Aguillar pela Rádio Capital, e fala de sua retomada da carreira artística, do lançamento de seu livro, dos amigos do Facebook e encontra B.J. Mitchell, dos Platters.

Os Beatles e a influência da música indiana em suas canções

Os Beatles e a influência da música indiana

Todo fã dos Beatles já ouviu falar da influência da música da Índia em algumas de suas criações. George Harrison foi o que mais se deixou influenciar, tendo criado canções que se baseiam inteiramente na forma indiana de compor e tocar, e essa influência também se apresenta em outras canções, pelo menos no uso de instrumentos típicos.
Tudo começou quando no set de filmagem de Help! George viu um instrumento estranho, com um som estranho, num dos cenários e sentiu-se atraído. Era um Sitar, também conhecido por Cítara. Depois da compra de um exemplar barato e alguma experimentação ele apareceria, com seu som bizarro e estimulante, em Norwegian Wood. A sonoridade agradou a todos e foi utilizada em outras canções.
Já em 1966, na época da gravação do álbum Revolver, e logo após o incidente ocorrido nas Filipinas com Imelda Marcos e Manila, os Beatles passaram pela Índia e acompanharam uma execução de sitar talvez pela primeira vez.
Cesar Labarthe esteve na Índia em 2005 e conta que desde que viu o Concerto para Bangla Desh em 1974, se interessou muito pela cultura e pela música hindu. Em visita à India pela segunda vez, ele decidiu pesquisar tudo que se relacionasse com a estada dos Beatles por lá em 1968, e foi assim que esteve em Rishikesh com Mr Rikhi Ram na sua loja de música. Lá, enquanto tomavam chá, Mr. Rikhi Ram lhe mostrou sua coleção privada de fotos com os Beatles e contou tudo que compartilhou com eles. São relatos pessoais e que não há muita documentação a respeito. Foram feitas várias fotos dos locais importantes e também das fotografias do acervo pessoal de Mr. Rikhi que, segundo Labarthe, eram inéditas.
A loja de música de Mr. Rikhi Ram fica em Connaught Circus, bem no centro de Nova Delhi. É uma loja pequena, e têm lá uns luthiers que pesquisam, projetam e inventam instrumentos musicais. A loja tem muitas fotos dos Beatles, e eles conversaram sobre eles, enquanto que Ram Filho fez um concerto particular de sitar e seu pai contou a Labarthe, ilustrando com fotos, quais foram os instrumentos que os Beatles levaram.

George, que influenciou os Beatles a fazer essa viagem, decidiu comprar instrumentos assim que foram recomendados à loja de Mr. Rikhi. O que realmente não se sabe é se eles foram à loja antes ou não, porque nas fotos parece que estão num hotel.

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Mr. Rikhi foi ao seu encontro levando vários instrumentos e alguns ajudantes, entre eles um Sikh (o que aparece com turbante nas fotos).

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Mr. Rikhi Ram e seus ajudantes fizeram uma pequena demonstração aos quatro de como soavam os instrumentos e Ringo comprou uma tabla, John um sarod, Paul um sitar e uma tambura e George um sitar, um sarod, um surmandal e uma tambura. De todos estes o que mais se escuta em sua música são a tambura e o sitar.

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Depois, conversaram sobre os Beatles em geral. Na foto abaixo podemos ver Mr. Rikhi Ram com o sarod de John, e George com sua tambura.

Sarod Sitar

Sarod Sitar

Conta o beatlemaníaco que não foi uma situação muito fácil estar na loja conversando com eles, já que estavam trabalhando, além da dificuldade de comunicação, ao inglês precário, e havia tanto a perguntar sobre os Beatles e sobre instrumentos e música em geral….
Por sorte, num momento de tranquilidade na loja, eles o convidaram para um chá e puderam conversar com calma.
De tudo que falaram do encontro com os Beatles, o que mais deixou marcas foi a energia que tinham e a inquietude por coisas musicalmente diferentes daquelas que faziam no momento. Com certeza, como já sabemos, George era o que mostrava maior interesse e o único deles que o manteve.

Segundo o relato, ele diz que acredita que Paul também se interessava, mas não o suficiente para seguir com isso por um longo tempo, apesar de que agora, ao ver o título da canção “Riding Into Jaipur” – que é uma cidade da Índia na zona de Rajhastan – ficou a pensar que ele ainda deve ter alguma ligação interior com este país e com aquele tempo. Diz ele que o caminho de Jaipur é impressionante!

Depois desse primeiro encontro, o pai e o filho continuaram a sua amizade com George e com Ravi Shankar, ao qual ainda fornecem instrumentos musicais. Falaram da paz espiritual de George, que mesmo sendo algo sobre o que já lemos mil vezes, é diferente quando quem a conta é um amigo de tantos anos. Outra coisa que falaram foi do amor, devoção e paixão que George tinha pelos instrumentos musicais. Quando se encontrou com o filho de Mr. Rikhi em Londres, George o presenteou com uma edição do livro “I, Me, Mine”, onde lhe mostrou a foto em que aparece com o primeiro sitar que teve. Disse que tinha muitos, já que depois que perceberam que os Beatles tinham comprado instrumentos musicais na Índia, choveram milhares pela Inglaterra. Mas disse que era no primeiro que comprou que sempre tocava, apesar de ter recebido muitos de presente.

Ram (filho) e George Harrison

Ram (filho) e George Harrison

Na foto abaixo podemos ver o músico César Labarthe, autor deste relato, segurando a sua Tambura-Surmandal e acompanhado de Mr. Rikhi Ram e seu filho, 38 anos depois que os Beatles estiveram na loja de instrumentos na India, em 1968.

Tambura Surmandal

Tambura Surmandal

Atualmente o Ashram onde estiveram os Beatles, (o Ashram do Maharishi Mahesh Yogi), que teve alguns anos de apogeu, está em ruínas e fechado desde 2001.

Algumas músicas dos Beatles e os Instrumentos Indianos incluídos nelas

Os Beatles utilizaram quatorze instrumentos indianos em nove canções. Abaixo seguem as canções e qual deles aparecem em cada uma delas:

Norwegian Wood (Lennon/McCartney)
Lançada no Reino Unido em 3 de dezembro de 1965, sexta-feira, no LP “Rubber Soul”

Sitar: George Harrison

Sitar

Sitar

Love You To (Harrison)
Lançada no Reino Unido em 5 de agosto de 1966, sexta-feira, no LP “Revolver”

Sitar: George Harrison

Tabla: Anil Bhagwat

Tabla

Tabla

Lucy In The Sky With Diamonds (Lennon/McCartney)
Lançada no Reino Unido em 1 de junho de 1967, quinta-feira, no LP “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”

Tambura: John Lennon

Getting Better (Lennon/McCartney)
Lançada no Reino Unido em 1 de junho de 1967, quinta-feira, no LP “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”

Tambura: George Harrison

Tambura

Tambura

Within You Without You (Harrison)
Lançada no Reino Unido em 1 de junho de 1967, quinta-feira, no LP “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”

Sitar: George Harrison
Sitar: Brian Jones
Harmonium: George Harrison
Tabla: Natver Soni
Surmandal: P. D. Joshi
Dilruba: Amrat Gajjar
Tambura: Brian Jones
Tambura: George Harrison
Tambura: Neil Aspinall

Harmonium

Harmonium

Harmonium

Surmandal

Surmandal

Surmandal

Dilruba

Dilruba

Dilruba

Tambura

Tambura

Tambura

Strawberry Fields Forever (Lennon/McCartney)
Lançada no Reino Unido em 17 de fevereiro de 1967, sexta-feira, num Single com “Penny Lane”

Surmandal: George Harrison
Tabla: Brian Jones

Your Mother Should Know (Lennon/McCartney)
Lançada no Reino Unido em 8 de dezembro de 1967, sexta-feira, no EP “Magical Mistery Tour”

Tabla: George Harrison

Tabla

Tabla

Tabla

Surmandal

Surmandal

Surmandal

The Inner Light (Harrison)
Lançada no Reino Unido em 15 de março de 1968, sexta-feira, num Single com “Lady Madonna”

Sarod: Ashish Khan
Tabla: Mahapurush Misra
Pakawaj: Mahapurush Misra
Shehnai: Sharad Jadev
Shehnai: Hanuman Jadev
Shehnai: Vinayak Vohra
Sitar: Shankar Ghosh
Surbahar: Chandra Shakher
Santur: Shiv Kumar Sharmar
Bansuri: S. R. Kenkare
Bansuri: Hari Prasad Chaurasia
Dholak: Rijram Desad
Harmonium: Rijram Desad
Tabla: Tarang Rijram Desad

Across The Universe (Wildlife Version) (Lennon/McCartney)
Lançada no Reino Unido em 12 de dezembro de 1969, sexta-feira, no LP “No One’s Gonna Change Our World”

Tambura: George Harrison

As fotos dos instrumentos:

Bansuri

bansuri

Dholaki

Dholak

Dholak

Dilruba

Diruba

Diruba

Harmonium

Harmonium

Harmonium

Pakhawaj

Pakhawaj

Pakhawaj

Santur

Santur

Santur

Sarod

Sarod

Sarod

Shehnai

Shehnai

Shehnai

Sitar

Sitar

Sitar

Surbahar

Surbahar

Surbahar

Surmandal

Surmandal

Surmandal

Tabla

Tabla

Tabla

Tabla Tarang

Tabla Tarang

Tabla Tarang

Tambura

Tambura

Tambura

FONTE DA PESQUISA: Textos de Carlos Assale escritos em 2003

Um esclarecimento:

O Harmonium, um instrumento muito usado na música indiana, na verdade é um instrumento europeu que se espalhou por toda a Índia e hoje em dia é usado praticamente em todo gênero musical lá tocado.

Ele só foi citado em Within You Without You e The Inner Light, canções que têm nítida inspiração indiana, mas também foi usado em We Can Work It Out, The Word, Dr. Robert, Penny Lane, For The Benefit of Mr. Kite, A Day In The Life, Cry Baby Cry e Here Comes The Sun.