Há 66 anos George Freedman chegava ao Brasil!

Há 66 anos, George Freedman chegava ao Brasil para deixar seu nome escrito na história da música brasileira, como um dos precursores do Rock e também um dos mais queridos cantores da Jovem Guarda!

George chegou ao Brasil juntamente com sua mãe, sua tia, seu primo e a avó materna, vindos da Alemanha, no dia 01 de setembro de 1947 e tiveram que esperar no local do desembarque durante 06 dias para terem a entrada deles liberada no Brasil, o que só se deu no dia 07 de setembro 1947, seis dias depois de sua chegada.

Desembarcaram na Ilha da Flores, no Rio de Janeiro, e George, uma criança de apenas 07 anos de idade, ao ver o desfile e banda tocando nas ruas, pensou que fosse pela chegada deles… Era o desfile de 07 de setembro, comemorando o Dia da Independência do Brasil, e para a família Friedemann era a independência das privações sofridas pela família com a guerra.

Ilha das flores - RJ

“Viemos…, minha mãe, minha tia, meu primo e minha avó materna.” (George Freedman)

A liberação só foi concedida porque sua avó (*) e bisavó eram brasileiras e moravam no Brasil.
Sua mãe quando chegou viu um cacho de bananas, mas não tinha todo o dinheiro para comprá-lo, então sua tia e avó juntaram o que tinham e dona Marion pode comprar meia-dúzia de bananas. Sua fome era tanta que ela se fechou em um quarto e comeu a penca toda sozinha…

O pai de George, Kurt Paul Willy Friedemann, foi feito prisioneiro de guerra e levado para os Estados Unidos, tendo sido dado como desaparecido de guerra, e se perdeu da família, pois quando a Cruz Vermelha o ajudou a retornar para a Alemanha, não encontrou mais sua esposa e filho, e com a guerra a família toda havia se espalhado pelos países vizinhos.
Até o fim de sua vida ele fez donativos para a Cruz Vermelha, em agradecimento pela ajuda que obteve num país estranho para poder voltar para sua pátria.

Em 1962, já fazendo sucesso no Brasil, pois acabara de lançar seu LP Multiplication em dezembro, George foi reencontrar seu pai na Alemanha, porém já havia perdido sua mãe, que faleceu ainda muito jovem.

Era final de ano e George levou de presente para seu pai uma caixa de charutos da Bahia e 03 abacaxis, coisa rara na Alemanha, e também uma garrafa de pinga e seu LP Multiplication, recém lançado.
Seu pai tinha um Bar e Restaurante e havia uma pista de boliche nele. George, que ficou 06 meses morando com seu pai, trabalhava levantando as peças na pista, e recebia um salário.
As irmãs de seu pai estavam morando na Noruega e vieram a Berlim para conhecer o sobrinho músico, e até um maestro que costumava frequentar a casa de seu pai ouviu seu disco e prometeu gravar com ele, porém o tempo foi passando e isso não aconteceu, então George retornou ao Brasil em 1963.

Quando chegou de volta ao Brasil encontrou Antonio Aguillar e recomeçou sua carreira artística.
Gravou mais um disco na RGE e foi para a Continental. Depois parou de gravar porque o mercado havia mudado, e foi então que Carlos Imperial o chamou para trabalhar com ele como Secretário na TV Excelsior Canal 9.
Eduardo Araújo, quando soube disso, aconselhou-o a desistir do cargo, pois aquela função não era apropriada pra ele, incentivando-o a procurar outra gravadora. Foi então que George foi para a RCA Victor e conheceu Ramalho Neto, uma grande pessoa que ocupava o cargo de Diretor Artístico.
Ramalho Neto gostou de George desde o início e disse-lhe que haviam duas músicas que ele gostaria que George escolhesse uma para gravar: uma delas era uma composição de Deny e Dino e a outra era uma gravação que estava chegando ao Brasil, mas teria que ser feita uma versão e era preciso gravar em curto prazo… A música era “Something Stupid”, e Leno fez a versão, e em outubro de 1966 George Freedman lançou o compacto “Coisinha Estúpida”, que em menos de duas semanas vendeu 80 mil discos.

George Freedman - Coisinha Estupida (EP 1967) [1]

O tempo passou e George teve que ir para o Nordeste, viajando na companhia do cantor Nerino Silva. Lá ele ficou doente, pegou malária e quase morreu.

Quando voltou para São Paulo, Ramalho Neto havia deixado a RCA e mudado para o Rio de Janeiro. O novo Diretor Artístico, Alfredo Corletto, tinha certa implicância com George, gratuitamente, e não queria mais que ele gravasse nada. Mas havia um contrato assinado, e George ameaçou entrar na justiça pelos seus direitos.

A gravadora queria que a cantora Waldireni gravasse em dupla com um cantor; todos achavam que este cantor deveria ser o George, menos Corletto, que ficou sem saída, e teve que concordar.
Foi então que os dois gravaram juntos em março de 1970, um compacto que fez muito sucesso! De um lado, “Eu te amo, tu me amas”, e do outro a canção “Quem espera sempre alcança”.

O sucesso foi tanto que naquele mesmo ano, em novembro, foi lançado novo compacto com a dupla, tendo de um lado “Você… e eu”, e do outro, “O Nosso Amor”.

compacto Waldirene e GFreedman

George Freedman conta que deve muito ao comunicador Abelardo Barbosa, o Chacrinha. Logo da primeira vez que ele foi em seu programa de rádio, Chacrinha disse-lhe que ele seria sucesso com aquela música (na ocasião, Coisinha Estúpida), e pediu pra deixar o disco com ele. George até se emocionou neste dia, que ele nunca esqueceu. Chacrinha passou a levá-lo toda semana em seu programa.

Em 1968 George Freedman participou de uma fotonovela ao lado de Waldireni, e a estoria se chamou “A Ilha Maldita”, com participação de Carlos Imperial no papel de bandido .

Revista - Fotonovela com Waldireni A Ilha Maldita

Em outra ocasião também participou de uma fotonovela ao lado da cantora Vanusa.
Vanusa e George Freedman

Em 1972 George Freedman saiu do cenário artístico profissional, mas continuou promovendo shows e cantando, tanto em público como para os amigos.

Em 2013 lançou a música Século XXI, uma mensagem atual e de alerta ao planeta!

(*) Sua avó morava em São Paulo e conheceu seu avô, que era alemão e estava morando no Brasil; depois se mudaram para a Alemanha, onde nasceu a mãe de George.

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THE BEATLES ‘76

Álbum ROCK’ N ‘ROLL MUSIC

O ano de 1976 ficou marcado para os fãs do quarteto de Liverpool como “o ano da (quase) volta dos Beatles”. O empresário Sid Bernstein fez uma proposta milionária para que eles se reunissem de novo, e a EMI lançou todos os LPs e compactos do grupo, além de uma série de coletâneas, como Love Songs, Ballads, Reel Music etc., porém, de todas as compilações lançadas naquele ano, o álbum duplo ROCK AND ROLL MUSIC se destaca das demais, pelo repertório selecionado e pela inovadora remasterização das faixas, feita pelo produtor George Martin.

Lançado nos estados Unidos pela Capitol Records em 7 de junho de 1976, e na Inglaterra, pelo selo Parlophone, três dias depois, em 10/06/1976.

Considerado na época por muitos, como a “quintessência do rock’n’roll”, a começar pelo título, extraído da regravação do clássico de Chuck Berry , o álbum mesclava versões gravadas pelos Beatles de astros do rock’n’roll dos anos 50, como o já citado Chuck Berry, Little Richard, Larry Willians, Buddy Holly, Carl Perkins etc, com notáveis composições originais da dupla Lennon e McCartney, como “Drive My Car”, “Revolution”, “Back in the U.S.S.R.”, “Get Back”, entre outras.

Rock ‘n’ Roll Music foi o primeiro álbum dos Beatles a incluir a faixa “I’m Down”, que até então, só havia saído como lado B do compacto Help, de 1965.

As controvérsias da capa

A arte gráfica utilizada em Rock and Roll Music gerou algumas controvérsias, na época. A capa mostrava dois polegares de algum provável fã do grupo segurando o álbum que estampava uma foto dos Beatles sobre um fundo prata brilhante, com o título Rock And Roll Music espelhado no que se presumia ser luzes de neon.

A contracapa mostrava os Beatles na mesma foto, porém, de costas. Na parte interna eram mostrados alguns símbolos de consumo juvenil, como uma taça com Coca-Cola, um drive-in cuja tela mostrava uma imagem de Marilyn Monroe, um automóvel Chevrolet modelo 1957, um cheesburger e uma jukebox, todos símbolos dos anos 50, um contraste, já que os Beatles despontaram para o sucesso nos anos 60.

Numa entrevista à revista Rolling Stone, Ringo Starr criticou a simbologia interna da capa; John Lennon escreveu uma carta para a Capitol Records reclamado da arte gráfica da capa que, segundo ele, parecia mais um disco dos Monkees.

Lennon reclamou a falta de ideias na concepção da capa, indicando que a gravadora teria sido mais feliz se tivesse utilizado, por exemplo, fotos mais ao estilo rock’n’roll, como as de Hamburgo, tiradas por Astrid Kirchner ou Jürgen Vollmer. Ele também se ofereceu para desenhar a capa, depois desistiu da ideia. De qualquer forma, Rock’n’Roll Music vendeu milhões em todo o planeta, e apesar das críticas de John e Ringo quanto à capa, hoje é considerada uma das mais belas capas de coletâneas dos Beatles.

Por Rubens Stone
Comunidade no Orkut, MC & JG

THE BEATLES 76 Coletânea

“Scrambled Eggs”, a primeira versão de “Yesterday”

Scrambled Eggs (Paul McCartney and Jimmy Fallon)

Paul e Jimmy Fallon

While Paul McCartney was on the show tonight, he told Jimmy about when he was first working on the song “Yesterday”. To help him remember the song, he used the phrase “scrambled eggs” – but he has never performed it live with those original lyrics. That is, until tonight. Ladies and gentleman, we present to you: Paul McCartney and Jimmy Fallon singing the new classic, “Scrambled Eggs”.
Dec 9th, 2010

Enquanto Paul McCartney estava no show esta noite, ele contou ao Jimmy sobre quando ele estava trabalhando pela primeira vez na canção “Yesterday”. Para ajudá-lo a se lembrar da canção, ele usou a frase “Scrambled eggs” (ovos mexidos) – mas ele nunca tinha cantado com a letra original antes. Isto é, até esta noite. Senhoras e senhores, apresentamos a vocês: Paul McCartney e Jimmy Fallon cantando o novo clássico, “Scrambled Eggs”.
09/12/2010

Scrambled Eggs
oh my baby how I love your legs
Not as much as I love scrambled eggs
Oh we should eat some scrambled eggs

Waffle fries
Oh my darling how I love your thighs
Not as much as I love waffle fries
Oh have you tried
the waffle fries

They are so damn good
that they should be illegal
They’re like regular fires
but they’re shaped like a waffle

Chicken wings…
(Chicken wings? No, no no. I’m vegetarian, no chicken wings))

Tofu wings
Oh my baby when hear you sing
All I think about is tofu wings
Oh did you bring the tofu wings

There’s a place I know
where I go for kick ass wings
We could even get a side of onion rings

Scrambled eggs
Oh my baby how I love your legs
Not as much as I love scrambled eggs
Oh lets go get
Some scrambled eggs

Mmmm hmmm mmm
Mmmm hmmm mmm

That is beautiful stuff! Definitely leaves me hungry for more! Actually, it just leaves me hungry period…

As Duas Versões de “O Milionário”

Os Incríveis – O Milionário (The Millionaire) – Primeira gravação feita pela Continental em 1967, com 2’30”, tem o solo da guitarra de Poly e o baixo de Neno.
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The Clevers - 1962

Os Incríveis – O Milionário (The Millionaire), segunda gravação feita pela Gravadora RCA Victor em 1967, é um pouco mais longa, tem 3’45”, tem o solo da guitarra de Risonho e o baixo de Nenê.

Com o solo de guitarra do Risonho e o balanço dado à música pelo Nenê, a música estourou nas paradas de sucesso !

A versão original foi lado B do compacto de Billy J Kramer & The Dakotas, e está aqui neste vídeo:

Poly, apelido do instrumentista e compositor Ângelo Apolônio, foi um grande solista brasileiro de Guitarra Havaiana.

* São Paulo, SP (08/08/1920)
+ São Paulo, SP (10/04/1985)

Poly foi um multi-instrumentista (violão, cavaquinho, bandolim, banjo, contrabaixo, viola, guitarra havaiana) e compositor, tendo desde os 10 anos demonstrado habilidade com os instrumentos de cordas.

Neste vídeo o LP completo lançado por POLY E SEU CONJUNTO (MOENDO CAFÉ) Disco 2.10.407.170 no ano de 1961.

Martha, a cadela “Old English Sheepdog” de Paul McCartney.

Todos nós sabemos que a canção Martha, My dear que está no Álbum Branco, leva o nome de um cão que pertencia a Paul McCartney nos anos 60.

Martha 1

Martha 4

Embora Paul tenha usado para essa canção o nome de sua cadela da raça “Old English Sheepdog” chamada Martha, a música não é, ao contrário do que muitos pensam, sobre um cachorro, e sim uma canção de amor inspirada numa mulher.

Paul comentou que a música serviu também como um exercício de piano, já que essas partes que ele criou são um pouco mais complexas que o normal.

A letra com tradução em Português

Martha my dear
Minha querida Marta
Though I spend my days in conversation, please
Embora eu não faça outra coisa a não ser ‘jogar conversa fora’, por favor
Remember me, Martha my love
Lembre-se de mim, Marta meu amor
Don’t forget me, Martha my dear
Não se esqueça de mim, Marta minha querida

Hold your head up, you silly girl
Levante a cabeça sua menina tola
Look what you’ve done
Veja a situação em que vc se colocou
When you find yourself in the thick of it
Quando você estiver em meio ao fogo cruzado
Help yourself to a bit of what is all around you, silly girl
Recorra, um bocadinho, ao que estiver à sua volta, menina tola

Take a good look around you
Preste bem atenção ao que existe à sua volta
Take a good look and you’re bound to see
Preste bastante atenção e você certamente perceberá
That you and me were meant to be for each other, silly girl
que fomos feitos um para o outro, menina tola

Hold your hand out, you silly girl
Estenda a sua mão, sua menina tola
See what you’ve done
Veja a situação em que vc se colocou
When you find yourself in the thick of it,
Quando você estiver em meio ao fogo cruzado
Help yourself to bit of what is all around you, silly girl
Recorra, um bocadinho, ao que estiver à sua volta, menina tola

Martha my dear, you have always been my inspiration, please
Marta minha querida você sempre foi minha inspiração, por favor
Be good to me, Martha my love
seja boazinha pra mim, Marta meu amor
Don’t forget me, Martha my dear
Não se esqueça de mim, Marta minha querida.

Martha 2

Martha 3

Martha 5

“Let it Be” e o segredo revelado no Anthology.

De como os Beatles quase tiveram Eric Clapton como guitarrista!

O filme ‘Let It Be’ (1970) contém cenas daquele longínquo 10 de janeiro de 1969, porém o episódio da saída de George Harrison foi mantida em segredo e omitida na edição final do filme, e somente o livro ‘The Beatles: Anthology’, lançado em 2000, revela os detalhes do episódio, nas palavras dos próprios Fab Four.

Naquela tarde Yoko Ono assumiu os vocais e a atmosfera ficou cinza. A banda se preparava para o que seria seu último show, mas agora estava incompleta.

Qual seria a solução?

“Vamos colocar o Eric”, bradou o impulsivo John Lennon. Clapton mantinha amizade com toda a banda e principalmente com o próprio George, e aquilo seria no mínimo desconfortável…
“Se o George não voltar até segunda ou terça (13 ou 14 de janeiro de 1969), chamamos Eric Clapton para tocar”, disse John naquele fatídico dia. O relato está publicado no site da revista Where’s Eric!, mantida pelo fã-clube britânico de Clapton desde 1992, com assinantes em mais de 30 países.

John teria ido além, dizendo que Clapton saíra do “Cream” porque eram “todos solistas”; que os Beatles “lhe dariam liberdade total para tocar sua guitarra” e que a banda deveria continuar com ou sem George.

Os Beatles queriam registrar uma apresentação ao vivo para encerrar o filme “Let It Be”, que retratou o cotidiano da banda no estúdio. Com o cronograma apertado, o show tinha que acontecer antes do fim do mês. Isso contribuiu para a extrema ansiedade de John. Tratava-se do “Rooftop Concert”, na cobertura do prédio da Apple em Londres.

De acordo com a publicação, a conversa daquela noite entre John, Ringo Starr e Michael Lindsay-Hogg (diretor do “Let It Be”) foi inteiramente gravada. O áudio não está disponível, mesmo porque valeria milhares de dólares nas mãos de colecionadores. Mas as intenções de John são confirmadas no best-seller “The Beatles: Anthology”, lançado pela própria Apple Corps em 2000 (Editora Cassel & Co – UK).

Na página 316, Paul McCartney recorda:

Depois que George foi embora tivemos uma reunião na casa do John e acho que o primeiro comentário dele foi “Vamos chamar o Eric”. Eu disse “Não!”. Acho que o John estava de brincadeira. Pensamos, “Não, peraí, o George foi embora e não vamos aceitar isso – assim não tá bom”.

George deixou a banda após um tenso diálogo com Paul, e foi tudo registrado pelas câmeras!

Os diálogos:

Ringo:

“Paul e George não estavam se dando bem naquele dia e George decidiu partir, mas não contou nem para John, nem para mim ou Paul. As discussões sempre aconteciam, então até irmos almoçar nenhum de nós percebeu que George tinha ido para casa. Quando voltamos ele continuou ausente, então começamos uma jam violenta. Paul tocou seu baixo contra o amplificador, John estava ‘viajando’ e eu toquei umas batidas estranhas que nunca tinha feito antes. Eu não toco daquela maneira regularmente. Nossa reação foi muito, muito interessante naquele momento. Yoko entrou no meio, claro; ela estava lá.”

Paul:

“De fato George saiu do grupo. Não tenho certeza do motivo exato. Penso que eles achavam que eu estava sendo muito dominador. É fácil para alguém como eu, que faz as coisas acontecerem, ter uma abordagem forte demais. Revendo o filme, vejo que pareço alguém com uma postura um pouco pesada demais, particularmente por ser apenas um membro da banda e não um produtor ou diretor. De minha parte era apenas entusiasmo, mas levou a alguns arranca-rabos, e num deles George disse:_ ‘Certo. Não vou aturar isso!’.
Provavelmente eu estava sugerindo o que ele poderia tocar, o que é sempre algo complicado numa banda.”

George:

“Eu tinha estado com Bob Dylan e a The Band no Woodstock e me diverti muito. Voltar para o ‘inverno do descontentamento’ com os Beatles em Twickenham foi algo infeliz e nada saudável. Um dia houve uma discussão entre Paul e eu. Está no filme: você pode vê-lo dizendo ‘bem, não toque isso’. Eu digo: ‘tocarei o que você quiser, ou nem vou tocar se você não quiser. Qualquer coisa que for te agradar, é o que vou fazer’. Estavam filmando nossos desentendimentos. A coisa não chegou a explodir, mas pensei ‘qual o sentido disto? Sou bem capaz de ser relativamente feliz por mim mesmo e não dá para ser feliz nesta situação. Vou embora daqui’.
Todos tinham passado por isso. Ringo já tinha saído num dado momento. Eu sabia que John queria dar o fora. Foi um período muito, muito difícil e estressante, e ainda ser filmado discutindo foi terrível. Levantei e pensei: ‘Não vou mais fazer isso. Estou fora’. Então peguei minha guitarra, fui para casa e compus Wah Wah naquela mesma tarde.”

Wah Wah, de 1970, foi composta por George no dia em que ele deixou os Beatles, sendo a faixa 3 do primeiro álbum triplo lançado por um artista solo na História:

George_Harrison-All_Things_Must_Pass-Frontal - Foto 1

John:

“Em suas ‘viagens’, Paul achou que era hora de outro filme dos Beatles ou algo assim, ou queria que voltássemos para a estrada, ou que simplesmente fizéssemos algo. Como de costume, George e eu dizíamos ‘oh, não queremos fazer isso’. E ele armou as filmagens. Havia muitas discussões sobre o que fazer. Eu apenas acompanhava, já tinha Yoko comigo e estava “nem aí” para tudo ( “didn´t give a shit about nothing”). Estava chapado o tempo todo também, heroína, etc. Eu simplesmente estava “nem aí” para aquilo, mas todos estavam…”

Paul:

“Num grupo as coisas são democráticas e ele não precisava me ouvir, então acho que ele ficou puto comigo por eu ficar trazendo ideias o tempo todo. Provavelmente, para ele, era apenas uma tentativa minha de dominar. Não era o que eu estava tentando, mas era assim que soava, e isso, para mim, foi o que eventualmente separaria os Beatles: comecei a sentir que ter ideias não era uma boa ideia.”

Ringo:

“Fomos visitar George em sua casa e lhe dissemos que o amávamos. Houve um entendimento e ele voltou.”

Paul:

“Quando tocamos ‘Hey Jude’ pela primeira vez, cantei o primeiro verso e George respondeu ‘nanu nanu’ com sua guitarra. Continuei assim: ‘Don’t make it bad…’ e ele respondeu: ‘nanu nanu’. Ele estava respondendo cada verso – e eu disse ‘Ei! Espere um pouco, não acho que seja isso que queremos. Talvez você devesse entrar com respostas de guitarra depois. Por ora acho melhor começarmos da maneira simples’. Insisti, pois aquilo era importante para mim, mas é claro que, se você diz isso a um guitarrista, e ele não gosta da ideia tanto quanto você, parece que você o está tirando da jogada. Acho que George sentia isso. Era algo do tipo “desde quando você vai me dizer o que devo tocar? Estou nos Beatles também’. Consigo entender seu ponto de vista. Mas isso me afetou, e aí eu não conseguia mais ter ideias livre e expontâneamente. Comecei a pensar duas vezes sobre tudo o que ia dizer – ‘espere um minuto, será que vai parecer que estou forçando?’ Enquanto que, no passado, era só ‘bem, é isso aí, isso parece uma boa ideia. Vamos tocar esta música chamada Yesterday. Ficará tudo bem’.”

George:

“Chegou uma hora, provavelmente na época do Sgt. Pepper’s (talvez por isso eu não tenho curtido ele tanto assim), em que Paul tinha uma ideia fixa sobre como gravar suas músicas. Ele não estava aberto a sugestões de mais ninguém. John sempre foi muito mais aberto quando o assunto era tocar uma de suas canções. Isso levou a situações das mais inusitadas.
Eu abria o case da minha guitarra e Paul dizia: ‘não, não vamos fazer isso ainda. Vamos fazer uma pista de piano com Ringo, e depois faremos isso’. Chegou a um ponto em que havia muito pouco a fazer, a não ser ficar sentado lá ouvindo ele cantar ‘Fixing a Hole’ com Ringo mantendo o tempo. Aí ele adicionava o baixo e tudo o mais. A coisa se tornou sufocante. No ‘Let It Be’ deveríamos nos livrar desse tipo de gravação; voltamos a tocar juntos. Mas ainda era a mesma situação, em que ele já tinha na cabeça o que queria. Paul não queria que ninguém tocasse em suas músicas até ele decidir como deveriam ser. Para mim foi algo como ‘o que estou fazendo aqui? Isto é doloroso!’.

Paul:

“Depois que George foi embora tivemos uma reunião na casa do John e acho que o primeiro comentário dele foi “Vamos chamar o Eric”. Eu disse “Não!”. Acho que o John estava de brincadeira. Pensamos, “Não, peraí, o George foi embora e não vamos aceitar isso – assim não tá bom”.
George saiu porque sentia que estavam dizendo-lhe o que fazer (acho que foi esse o motivo).
Ringo tinha saído antes porque não achava que gostássemos dele como baterista. Essa não foi tão difícil de resolver como talvez tenha sido o lance do George. Ao mesmo tempo, John estava procurando se esquivar da situação. Acho que todos sentíamos que algumas rachaduras estavam aparecendo no edifício.”

Paul & George - Foto 2

John:

“Quando os Beatles chegaram ao seu auge, estávamos diminuindo uns aos outros. Limitávamos nossa capacidade de compor e tocar ao termos que encaixar tudo em algum tipo de formato. Por isso aconteceram os problemas. Quando chegamos ao ‘Let It Be’, não conseguíamos mais jogar o jogo. Podíamos enxergar as disposições uns dos outros, e logo ficou desconfortável, porque até ali acreditávamos intensamente naquilo que fazíamos e no que lançávamos. Tudo tinha que estar na medida. De repente não acreditávamos mais. Chegamos a um ponto onde não existia mais magia criativa.”

Beatles - Foto 3

Fontes:

1. http://whiplash.net/materias/curiosidades/084722-beatles.html

2. http://www.riffola.org/georgeleaves.html

3. Texto original do livro “Anthology”, enviado a mim pela Lizzie Bravo:

“PAUL: After George went we had a meeting out at John’s house, and I think John’s first comment was, “Let’s get Eric in”. I said “No!” I think John was half joking. We thought, “No, wait a minute, George has left and we can’t have this – it isn’t good enough”.

Depois que George foi embora tivemos uma reunião na casa do John e acho que o primeiro comentário dele foi “Vamos chamar o Eric”. Eu disse “Não!”. Acho que o John estava de brincadeira. Pensamos, “Não, peraí, o George foi embora e não vamos aceitar isso – assim não tá bom”.

John Lennon, Gênio, Idealista e Guerreiro da Paz!

Há 51 anos, em 23 de agosto de 1962, John Lennon e Cynthia Powell se casaram em Liverpool, no Mount Pleasant Registry Office.

John e Cinthia se casam em 22-08-1962

Em 1957, John conheceu Cynthia Powell na Liverpool Art College, escola que frequentavam. John já estava com dezessete anos, e Cynthia com dezoito, quando começaram a namorar. Eles se casaram em 23 de agosto de 1962, logo depois que Cynthia descobriu que estava grávida. O casamento teve poucos convidados, pois John já havia se tornado uma pessoa famosa por causa dos Beatles e Brian Epstein, empresário do grupo, achava que as fãs de John se revoltariam ao saber que ele iria se casar, portanto a notícia não deveria se espalhar. Assim, o casamento foi realizado no Mount Pleasant Register Office, tendo Paul McCartney como padrinho e as presenças de George Harrison, Brian Epstein e Tony Powell, o irmão da Cynthia. Já que não houve grande festa de casamento, Brian Epstein ofereceu um lanche no Reeces Café, a fim de saudar os noivos e comemorar o matrimônio.
John Charles Julian Lennon, nasceu no dia 8 de abril de 1963, no Sefton General Hospital, em Liverpool. Mas, John Lennon, conseguiu conhecer seu filho somente uma semana depois, devido à uma tournée que os Beatles estavam realizando.

Julian Cyn e John

Ainda casado com Cynthia Powell, John apaixonou-se por Yoko Ono.
Yoko trabalhava com Artes Plásticas e estava apresentando suas esculturas na Indica Gallery, em Londres, onde eles se conheceram, no ano de 1966. A segunda vez que se encontraram casualmente foi em uma vernissage da galeria de Claes Oldenburg, também em Londres. Depois, Yoko acabou procurando John para que ele patrocinasse seu espetáculo. A ideia original era apresentar coisas divididas, como meia sala, meia garrafa, meio sofá, “meio tudo”. John acabou patrocinando a exposição “Yoko Plus Me”, mas no entanto, não compareceu a ela.

Um dia, aproveitando a ausência de Cynthia, John telefonou para Yoko com o propósito de conhece-la melhor, e pulou o muro. Foi então, que Yoko foi até a casa de John, e de madrugada, acabaram compondo a música Two Virgins. Quando já estava quase amanhecendo, John e Yoko fizeram amor pela primeira vez. Segundo John, foi muito bonito.

A situação não era muito fácil para ambos, porque John ainda estava casado com a Cynthia, e Yoko com Tony Cox, pai de sua filha Kyoko Ono. No entanto, mantiveram o relacionamento.

Em 22 de agosto de 1968, Cynthia Powell, abriu processo contra John por adultério, anunciando seu divórcio no dia seguinte.

Yoko anunciou que estava grávida em outubro de 1968, porém um mês depois, sofreu um aborto. Já divorciada, e com a custódia de sua filha, Yoko parte com John para Gibraltar, onde se casam em 20 de março de 1969. O casal teve seu único filho, Sean Ono Lennon, em 9 de outubro de 1975, no New York Hospital – Estados Unidos, onde estavam vivendo. Para surpresa de John, seu segundo filho nasceu no dia em que estava completando trinta e cinco anos. Tomado pela emoção, John declarou: “Sinto-me maior que o Empire States”.

Recordando esta data de seu primeiro casamento, decidi publicar este texto sobre John Lennon, escrito pelo professor Koiti Egoshi a seus alunos em São Paulo, o qual há tempos atrás, mais exatamente em 05 de agosto de 2010, eu havia publicado na “We Love the Beatles Forever” do Orkut.

John Lennon foi aquele que simplesmente desejou Paz, Amor e Felicidade à Humanidade, deixando um legado sobre a paz universal, em forma de música, arte, pensamentos, polêmicas; ele foi um gênio, mesmo que muitas vezes incompreendido na sua mais profunda dor.

John Lennon foi aquele que influenciou toda uma geração, aquele que protestou com músicas e manifestações públicas, pacíficas, contra a Guerra do Vietnã e outras guerras imbecis da Humanidade, dizendo … “Não me esperem ver atrás de barricadas, a menos que elas sejam de flores”.

John Lennon lutou, protestou, enfrentou tanto a política quanto os acontecimentos, e conduziu milhares de seguidores em manifestações públicas pelas ruas de New York, com o propósito de trazer ao mundo, o verdadeiro significado da palavra Paz.

Ele acreditava ser mesmo um gênio, pois dizia… “A maneira pela qual eu me projetei na vida prova mesmo que sou um gênio. O gênio é uma forma de loucura, e sempre fomos assim meio loucos, embora eu seja um pouco tímido. Ser gênio é também uma coisa dolorosa.” – definia John a si mesmo. E quem mais além de gênio e poeta poderia compor “Imagine”? John costumava trabalhar em suas músicas com o coração, expondo suas emoções, e escrevendo de acordo com experiências que estava vivendo no momento. Se estava feliz, compunha algo bem alegre, ou vice-versa. Geralmente escrevia sobre si mesmo, pois não gostava muito de compor na terceira pessoa. Tinha o dom de tocar no íntimo das pessoas, através de suas músicas repletas de riquezas e vida.

Durante tempos de guerra, como a do Vietnã, buscou passar para o mundo a mensagem de solidariedade e humanidade. Enfatizou o direito à vida, sem miséria, nem injustiça. Tudo o que queria é que déssemos uma chance à paz! Segundo John, a insegurança e a frustração levam o homem à violência e à guerra. Não confiava em heróis promovidos pela sociedade, mas sim na sua filosofia de que se o homem buscasse antes conhecer-se a si mesmo, metade dos problemas do mundo estariam resolvidos.

John era antes de tudo um idealista. Muitos de seus pensamentos tornaram-se famosos e para alguns transformaram-se em estilo de vida:

“Ajudem as pessoas que choram a serem capazes de fazer alguma coisa pela causa dos tombados, a não deixá-los morrer em vão. Embora possa sentir desespero e um profundo cansaço, você não deve abdicar de uma liderança que significa muito para a humanidade.”

“A mulher é o negro do mundo. A mulher é a escrava dos escravos. Se ela tenta ser livre, você diz que ela não te ama. Se ela pensa, você diz que ela quer ser homem.”
“Todos nós somos responsáveis pela guerra, e temos que fazer alguma coisa.”

“As pessoas estão sempre vendo fragmentos, mas eu tenho e vejo o todo… não só na minha própria vida, mas o universo todo, o jogo todo.”

“Realize seu próprio sonho. Se você quer salvar o Peru, vá salvar o Peru. É bem possível fazer alguma coisa, mas não dotá-los de líderes ou parquímetros. Não espere que Jimmy Carter, ou Ronald Reagan, ou John Lennon, ou Yoko Ono, ou Bob Dylan, ou Jesus Cristo venham e façam isso por você. É, você tem de fazer isso sozinho… Eu não posso te despertar. Você pode se despertar. Eu não posso te curar. Você pode se curar.”

“Pense globalmente e atue localmente.”

“Ninguém sabe o que é ser rico até ser rico.”

“Eu ainda gosto de black music, disco music… ‘Shame, Shame, Shame’ ou ‘Rock Your Baby’ — Eu daria meu olho pra ter escrito isso. Mas eu nunca consegui. Eu sou literal demais para escrever ‘Rock Your Baby’. Eu gostaria de conseguir. Sou intelectual demais, apesar de não me achar um intelectual de verdade. ”

“Se tentassem dar outro nome ao rock and roll, podiam chamar-lhe ‘Chuck Berry'”.

“Quando tinha 12 anos, pensava que era um gênio e que ninguém tinha reparado. Se os gênios existirem, eu sou um, e se não existirem, não quero saber.”

“Eu sou um ego maníaco, mas quem não é?”

“Sim, eu acredito que Deus é como uma usina de força, que ele é um poder supremo, que não é nem bom nem ruim, nem de direita nem de esquerda, nem branco nem preto, Ele simplesmente É”

“Acredito em tudo aquilo que Jesus disse – Amor, bondade, caridade – mas não acredito naquilo que os homens dizem que ele disse”

“Normalmente, há sempre uma grande mulher atrás de cada idiota”

“Nós temos Hitler dentro de nós, mas também temos paz e amor”

“A nossa política é a do humor. Todas as pessoas sérias foram assassinadas. Nós queremos ser os palhaços do mundo”

“A Insegurança e a frustração levam o homem à violência e à guerra”

“Os Beatles foram o som dos anos 60. Mas não acho que tenhamos sido mais importantes do que músicos como Glenn Miller ou Bessie Smith”

“A Genialidade é um tipo de loucura”

“Não é divertido ser artista. Beethoven, Van Gogh, todos eles: se tivessem psiquiatras nós não teríamos esses gênios”.

“Se o homem buscasse conhecer-se a si mesmo primeiramente, metade dos problemas do mundo estariam resolvidos.”

“Talvez não haja muita diferença entre o presidente Mao e Richard Nixon se lhes tirarmos as roupas.
Talvez não haja muita diferença entre Marilyn Monroe e Lenny Bruce se averiguarmos dentro de seus caixões.
Talvez não haja muita diferença entre a casa branca e a casa do povo se contarmos suas janelas.
Talvez não haja muita diferença entre Raquel Welch e Jerry Rubin se ouvirmos o coração deles.
Somos todos águas de diferentes rios, por isso é tão fácil se encontrar. Somos todos água neste vasto oceano. Um dia iremos evaporar juntos.
Talvez não haja muita diferença entre Eldridge Cleaver e a rainha da Inglaterra se engarrafarmos suas lágrimas.
Talvez não haja muita diferença entre Manson e o Papa se estamparmos o sorriso deles.
Talvez não haja muita diferença entre Rockefeller e você se ouvirmos você cantar.
Talvez não haja muita diferença entre eu e você se mostrarmos nossos sonhos.”

“Realize o seu sonho, você mesmo vai ter que fazer isso…eu não posso acordar você. Você é quem pode se acordar.”

“Porque nós estamos no mundo? Certamente não para viver com medo e dor. Nós todos brilhamos como a lua, as estrelas e o sol…”

“Resumo da ópera: Quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.”

“Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada “dois em um”: duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.”

“Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.”

“Sei que todos falam de mim… que me consideram louco e mesmo histérico.. Pode ser que seja meio extravagante e estejam certos. Mas sou feliz e estou no meu juízo perfeito!”

“Amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres. Se elas voltarem é porque as conquistei. Se não voltarem é porque nunca as possuí.”

“A mulher é o negro do mundo. A mulher é a escrava dos escravos. Se ela tenta ser livre, tu dizes que ela não te ama. Se ela pensa, tu dizes que ela quer ser homem.”

“Viver é fácil com os olhos fechados…”

“Ajude as pessoas que choram a ser capazes de fazer alguma coisa pela causa dos tombados, a não deixá-los morrer em vão. Embora possa sentir desespero e um profundo cansaço,você não deve abdicar de uma liderança que significou muito para a humanidade.”

“Ou você se cansa lutando pela paz ou morre.”

“A ignorância é uma espécie de bênção. Se você não sabe, não existe dor.”

“Vivemos num mundo onde nos escondemos para fazer amor! Enquanto a violência é praticada em plena luz do dia.”

“Não acredito nos Beatles, acredito apenas em mim”, ele estava certo. Ele era o Máximo. Para ser o Maximo, ele tinha que se destacar dos demais.”
(Ferris Bueller, sobre John Lennon)

John Lennon tinha um problema: ele achava que era Deus. O meu problema? Eu acho que sou John Lennon.
(Noel Gallagher, guitarrista do Oasis)

A Triste Infância de Lennon

John Wiston Lennon, nasceu em 9 de outubro de 1940, no Liverpool Maternity Hospital. Aos dois anos de idade John foi morar com sua tia Mimi(irmã de sua mãe Julia Stanley), devido à separação de seus pais e ao segundo casamento de sua mãe.

Seu pai, Alfred Lennon, trabalhava como marinheiro, o que resultava em sua prolongada ausência. Em 1945, depois de três anos de separação, Alfred procurou Mimi a fim de pedir autorização para levar John por algum tempo a Blackpool. Depois de alguns dias, Alfred resolveu emigrar para Nova Zelândia levando seu filho consigo; mas nas vésperas do embarque, Julia reapareceu para buscar John e leva-lo para casa. Alfred e Julia discutiram muito sobre o assunto. John, com apenas cinco anos, teve que decidir com quem gostaria de ficar. No primeiro instante, John decidiu ficar com seu pai. Sua mãe, desacreditando, perguntou-lhe novamente e obteve a mesma resposta. Depois disso, Julia despediu-se de John e foi-se embora. Ao ver sua mãe atravessando a rua, porém, John não aguentou – correu em sua direção e a abraçou. Para Alfred, foi esta a última vez que viu seu filho. Em decorrência do acontecido, Alfred só ficou sabendo o paradeiro de John, quando descobriu que era um Beatle.

Assim que Julia e John retornaram de Blackpool, ele voltou a morar com sua tia, no entanto Julia o visitava com certa frequência. John era muito apegado a George, o marido de sua tia. Mas em 1953, George é vítima de uma hemorragia cerebral e morre. Para John, George fora como um pai e sua perda o fizera sentir-se órfão. Em 15 de junho de 1958, a mãe de John, morreu atropelada em frente a sua casa, ao tentar atravessar a rua para pegar um ônibus.

John Lennon foi o maior roqueiro, filósofo e ativista social de todos os tempos!

Ele foi aquele que simplesmente desejou Paz, Amor e Felicidade à Humanidade, deixando um legado em nome da paz universal, em forma de música, arte, pensamentos, polêmicas, enfim, foi um gênio, mesmo que muitas vezes incompreendido na sua mais profunda dor.
Foi aquele que influenciou toda uma geração, aquele que protestou com músicas e manifestações públicas pacíficas contra a Guerra do Vietnã e outras guerras imbecis da Humanidade, e dizia:

_ “Não me esperem ver atrás de barricadas, a menos que elas sejam de flores”.

Foto: Bob Gruel

Foto: Bob Gruel