Há 47 anos, os Beatles recebiam a MBE

Em 12 de junho de 1965, um porta-voz do governo britânico anuncia que os Beatles foram nomeados para receber da rainha a BEM, medalha de membros do império britânico.

O Jornal Daily Mirror publicou em manchete: “Beatles, BEM!”

Pela manhã, os pais de cada um dos Fab Four receberam flores enviadas por Brian Epstein.

Na hora do amoço, acontece a conferência de imprensa no Twickenham Film Studios e Brian Epstein assiste ao sucesso de seus pupilos.

Paul McCartney, naquele momento, afirma que a MBE deveria estar com “Mister Brian Epstein”!

No mesmo dia, muitos que receberam a ordem do império, como ex soldados, reclamaram do fato de um grupo de Rock ter recebido uma medalha do Império Britânico, e tomaram isso como ofensa.

Vídeo da coletiva de imprensa:

Em 26 de outubro de 1965, os Beatles vão ao Palácio de Buckinghan e cada um recebe da Rainha a sua MBE – “Members of the Order of the British Empire” (Membros da Órdem do Império Britânico).

Em 25 de novembro de 1969, John Lennon devolve sua medalha para a rainha, em protesto pelo fato de a Inglaterra ter se envolvido na Guerra do Vietnã.
John Lennon devolveu a sua, mas certa vez havia criticado os membros militares da ordem, dizendo:

“Muitas das pessoas que reclamaram sobre a gente receber a MBE, receberam as suas por heroísmo na guerra – por matar pessoas. Nós recebemos as nossas, divertindo outras pessoas. Eu diria que nós merecemos mais as nossas.”

Texto original:

(John Lennon once criticized military membership in the order, saying: “Lots of people who complained about us receiving the MBE received theirs for heroism in the war – for killing people. We received ours for entertaining other people. I’d say we deserve ours more.”)

Sua medalha, juntamente com a carta de protesto escrita por ele, permanece no departamento de Chancelaria da Casa Real e alguns fãs escreveram para Yoko Ono, pedindo que ela recuperasse a MBE de John.

Uma reportagem diz que a medalha encontra-se abandonada e empoeirada em uma gaveta no Palácio, e agora, quase 50 anos depois, historiadores gostariam que ela fosse recuperada e colocada em exposição.

Texto da carta de Lennon à Rainha:

“Your Majesty, I am returning my MBE as a protest against Britain’s involvement in the Nigeria-Biafra thing, against our support of America in Vietnam and against ‘Cold Turkey’ slipping down the charts.”

With Love, John Lennon.”

Vídeo de John devolvendo a medalha:

E vocês, o que acham? A rainha acertou ao condecorá-los?

Os Beatles mereceram receber esta honraria ou será que não, já que até John Lennon devolveu a dele, sentindo-se constrangido por tê-la recebido?
Penso que, considerando-se que na época a Inglaterra não estava em guerra, para a Rainha foi acertado condecorar os Beatles, em face do fenômeno em que se tornaram. Já para os Beatles, mais precisamente para John, ter aceitado, (ou ter que aceitar) foi mais difícil, porém a medalha ajudou a formar a imagem dos Beatles como “bons rapazes”.

Fonte: Comunidade do Orkut, “We Love the Beatles Forever”.

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1966: um pesadelo na história dos Beatles!

A Beatlemania começou a dar sinais de estar perdendo força em 1965, quando pela primeira vez alguns assentos ficaram vagos nos concertos dos Beatles e os fãs já não lotavam os aeroportos para dar as boas vindas ao grupo. Ainda havia muita histeria e muitos fãs compareciam, mas talvez alguns já começassem a achar que era perda de dinheiro pagar para ir a um concerto onde seus heróis ficavam a muitos metros de distância e eles nem ao menos podiam ouvir uma nota sequer de suas músicas.

Embora os Beatles tivessem decidido que não fariam mais turnês, ainda não pensavam em acabar com a banda. Eles na verdade fizeram uma pausa de quatro meses nas apresentações, e usaram este período para gravações em estúdio, mas foi aí que uma série de desastres transformaram o ano de 1966 num pesadelo para a banda.

Primeiro: em Março, o fotógrafo oficial da banda Robert Whittaker, fez as fotos de publicidade onde eles estavam vestidos normalmente com suéteres e jaquetas escuras, mas por alguma razão, outras fotos foram também tiradas com eles todos vestidos com casacos brancos de açougueiro e posando com pedaços de carne e bonecas desmembradas.
Uma dessas fotos foi usada para a capa de um novo LP, chamado Yesterday And Today, lançado na América pela Capitol.

Quando algumas cópias saíram na metade do mês de junho e a foto começou a aparecer nas propagandas, houve um imediato protesto, onde alegavam ser a capa de natureza ofensiva e de muito mau gosto.
A Capitol então teve que recolher todas as cópias e substituir a foto por outra mostrando a banda de pé ao redor de uma mala. Ainda com muito material prensado, a gravadora optou por produzir às pressas outra imagem em papel adesivo, onde os Beatles apareciam ao lado de uma mala com Paul dentro. Essas imagens foram coladas nas primeiras edições do famoso “butcher cover original”, em português “cover do açougueiro original”. Muitos fãs observaram isso e descolaram o adesivo para obter a capa original.

Tudo isso custou uma fortuna!

Segundo: Nesse meio tempo os Beatles acertaram uma turnê para a Alemanha, Japão e Filipinas. A turnê começou bem e foram muito bem recebidos, quando chegaram em Hamburgo, depois de uma ausência de 3 anos. Porém as coisas começaram a dar errado no caminho para Tokyo. Primeiro foi o vôo que teve que ser desviado devido a um tufão e eles tiveram que aguardar durante horas no Alaska.
Quando finalmente chegaram no Japão, eles se depararam com outra tempestade: o promoter local havia feito a reserva do Nippon Budokan, um local dedicado a lutas marciais japonesas, e muitos japoneses consideravam lá um lugar sagrado, e portanto ficaram horrorizados em saber que o local seria usado para a apresentação de música pop e seus fãs histéricos.
Houve muitos protestos e a polícia teve que se colocar estrategicamente no meio do público, prontos para apartar qualquer manifestação.
Resultado: 10 mil fãs sentaram-se em silêncio para ouvir a música – mas nessas alturas o nível musical da banda nível da banda de musicalidade estava longe de estar afinado e quase tudo foi inoportuno e fora das regras.
Além de tudo, a polícia montou guarda na frente do Hotel e os Beatles ficaram proibidos de saírem nas ruas de Tokyo.

Terceiro: Se as coisas foram ruins no Japão, foram muito piores na próxima parada: as Filipinas.
Ferdinand e Imelda Marcos estavam no auge de sua ditadura quando os Beatles chegaram a Manila.
O presidente, sua esposa e seus três filhos foram convidados de honra para os concertos e os jornais locais noticiaram que a banda iria fazer uma apresentação de cortesia no palácio, às 11h da manhã.
Os rapazes aparentemente não sabiam disso e portanto não apareceram.
Eles fizeram seus dois concertos mas na manhã seguinte os jornais estavam cheios de estórias sobre Imelda ter sido deixada esperando…
Os próprios Beatles e a Embaixada Britânica receberam bombas e ameaças de morte e o promoter local ficou tão desnorteado que recusou-se a entregar ao grupo a parte deles arrecada na bilheteria.
Brian Epstein rapidamente organizou um pedido de desculpas pela televisão para explicar o que havia acontecido, mas a transmissão foi misteriosamente interrompida.
Conclusão: para poderem deixar o pais, os Beatles tiveram que pagar uma taxa de 7 mil libras.

Quarto: Poucas semanas após este episódio das Filipinas, mais más notícias.
Uma revista americana publicou um artigo no qual John falava sobre religião e no qual ele havia dito que os Beatles eram mais populares que Jesus.
Essa estória nós todos já conhecemos, e sabemos que vieram a queima dos discos, que a música deles foi banida das rádios locais e tudo o mais! A turnê da América que estava prestes a acontecer, quase teve que ser cancelada.
O show final foi no Candlestick Park em São Francisco, onde os Beatles tocaram até exatamente 10h da noite e depois deixaram o palco.

As excursões finalmente chegaram ao seu final.

Embora tenha sido um ano conturbado na vida dos Beatles, 1966 foi muito importante também, pois  foi quando eles lançaram o álbum Revolver, um dos melhores álbuns de todos os tempos, e que muitos até consideram o divisor de águas na carreira deles!

Contudo, mesmo com o fim das excursões e turnês, o talento sobreviveu às intempéries!

Talvez 1966 tenha sido um ano mais complicado para os Beatles, por que sobre eles depositou-se uma responsabilidade hercúlea, em todos os sentidos, e a indústria musical ainda estava sendo desbravada, portanto, sem muitos recursos.

Foi como se eles pagassem um preço pelo seu pioneirismo na história da música pop, papel a eles conferido até hoje.Talvez se os Beatles tivessem surgido depois do advento do “show business”, eles não teriam que sofrer o que sofreram na época; um exemplo é que a infra-estrutura dos shows era precária, e não devia dar prazer nenhum para eles em tocar, isso sem contar com a histeria ensurdecedora das fãs.  Mais tarde isso viria a mudar, os shows passaram a ter estrutura, a exemplo dos shows de Led Zeppelin, onde os fãs queriam mais era curtir o show e não apenas “berrar” pelos seus ídolos.

Os Beatles saíram dos palcos no limiar desta mudança!

Foi em 1º de maio de 1966 que aconteceu a última apresentação dos Beatles na Grã Bretanha, e foi no Empire Pool Wembley. Houve Show e entrega dos prêmios da New Musical Express com Spencer Davis Group, Herman´s Hermits, Roy Orbinson, Cliff Richards, Rolling Stones, The Seekers, The Who, The Yardbirds, e The Beatles, entre outros.

Os Beatles tocaram por 15 minutos apenas 5 canções: I Feel Fine, Nowhere Man, Day Tripper, If I Needed Someone e I´m Down; e embora as câmeras estivessem presentes no local, elas pararam seu trabalho durante a apresentação dos Beatles por causa de uma disputa contratual, assim sendo, não há registros deste acontecimento histórico.

Concluindo, foi também em 1966 que George Harrison disse a famosa frase: “That’s it. I’m not a Beatle anymore.” (É isso. Não sou mais um Beatle).

Fontes:

1 – Capítulo IV do livro: A Photographic History of The Beatles.

2 – Comunidade “We Love the Beatles Forever

“Eu vi um Show dos Beatles!!!”

Quem dentre todos nós não gostaríamos de poder fazer esta afirmação?

Desde 2006, quando criei a comunidade “We Love the Beatles Forever” no Orkut, eu fazia esta pergunta, e nunca soube de ninguém que tivesse estado em um show dos Beatles, até conhecer ontem uma pessoa que tem o maior orgulho em afirmar que viu um show dos Beatles, e mais, quando eles ainda nem haviam ganhado o mundo, ou mais específicamente, a América!

Seu nome é Marc Jean Venturini,  um francês que eu acabo de conhecer pelo Facebook, no grupo do meu amigo Edcarlos da Silva, o The Beatles College. Eu havia postado lá um álbum sobre algumas pesonalidades na Beatlemania Nacional e Marc Jean comentou:

Marc Jean Venturini “Oi Lucinha, sou tão beatlemaníaco quanto vc pois vi os Beatles em 64 no Olympia de Paris, 1 mês antes de eles estourarem nos EUA. Sou françês, e estava de férias na França visitando meus parentes; foi quando a minha vó me presenteou com um ingresso do show deles. Até hoje sou beatlemaníaco e tenho muitas coisas dos Beatles que amigos me mandam da Europa.

Vc sendo beatlemaníaca como eu, já é minha amiga! Esse show mexeu comigo,pois botei na cabeça querer falar inglês para saber o significado das letras. Esquecí de te contar: recentemente recebi o cd desse show que vi em Paris, como ele conseguiu não sei ! mas é fantastico reviver essa nostalgia com os Beatles cantando! Vc também é especial com certeza! Gostaria de manter sempre contato com vc. Bom dia! Um abraço.” Marc Jean Venturini

Gente… ele simplesmente esteve num show dos Beatles em 1964, na França, no Olympia de Paris, durante suas férias, como ele mesmo descreve:

marc jean venturini disse:
9 de setembro de 2009 às 19:50

Olá, Sou françês radicado no Brasil há bastante tempo, mas por felicidade
minha eu vi o show dos Beatles no Olympia de Paris durante as minhas
férias escolares em janeiro de 64, um mês antes dos Beatles estourarem nos
EUA no famoso Show do Ed Sullivan, show no dia 9 de fevereiro do mesmo ano. Por isso sou beatlemaníaco até hoje e adquiro tudo deles quando a grana dá.
Abço
Marc j.Venturini

Claro que eu convidei o Marc Jean para o grupo, “We Love the Beatles Forever” e o “Beatlemania Club”, e ele escreveu:

Marc Jean Venturini Obrigado pelo convite! Me sinto honrado em ser seu amigo. Bem como já lhe disse esse show foi fantástico e bem legal. Não tinha ainda aquela loucura da beatlemania, mas para mim foi uma coisa bem diferente pois eles tocavam músicas alegres e bem dançantes pois elas mexiam com nossos corpos. Entre uma musica e outra eles tentavam falar em françês com sotaque bem carregado e a gente delirava com o anuncio das musicas. O que me marcou muito foi “All My loving” que acabou sendo minha música preferida e tambem ver o Ringo fazer mosmices e palhaçadas na bateria. Nunca mais esqueci e virei beatlemaníaco até hoje. Pena que não guardei o ingresso e que não tinha máquinas digitais na época. Espero que tenha gostado do meu rellato. Um grande abraço e bom fim de semana.

Segue uma pequena amostra do show dos Beatles no Olympia de Paris, realizado no período de 17 de janeiro a 03 de fevereiro de 1964:

Marc Jean já enviou seu texto para o “The Beatles live Project”, como segue:

Oi Lucinha,

Estou te repassando meu texto na íntegra que mando ao site dos Beatles.

My name is Marc Jean Venturini,french but in 1963 I was living in São Paulo, Brazil and in december I returned to France in order to visit my relatives for the festivities of Christmas and New Year. My grand-mother gave me as a gift a ticket for a Beatles show at Olympia of Paris which took place in january 64. It never crossed my mind that my dreams came true to see this Show.The reception for the Beatles was cold beacause the Beatlemania didn´t explode yet on that time. When the Beatles came on stage and began to play the first song “All my loving” the audience was in extasy. I can remember that between each song Paul McCartney tried to speak in french announcing the next music. We all applaused for this gesture. The show ended with the music “Long Tall Sally”; I was very sad because I would like to hear more musics. I really regret not having kept the ticket because I was 13 years old at that time and I could never imagine how important the Beatles would represent in the followed years.The Beatlemania exploded during the famous Ed Sullivan Show in february. I keep this show in my mind for the rest of my life,it´s unforgettable! Baci,bises,kisses.

Marc.

Marc Jean e um dos discos mais raros dos Beatles

Poster Vitoriano de Mr. Kite é recriado por artistas

Artistas e entalhadores recriam com amor o poster Vitoriano de Mr. Kite encontrado por John Lennon em Londres, no início do ano de 1967.

Falar que este vídeo é maravilhoso seria pouco para nós, fãs dos Beatles, pois ele certamente vai causar muitos sorrisos nos lábios de todos nós,  Beatlemaníacos!

De acordo com os lendários  Beatles, John Lennon estava gravando um filme promocional de “Strawberry Fields Forever” no início de 1967, quando passou por uma loja de antiguidades e descobriu um cartaz datado de 1843 anunciando a chegada do Circo Pablo Fanque na cidade. O circo, proclamava o cartaz, era para ser ” for the benefit of Mr. Kite “. Intrigado, Lennon comprou o peculiar cartaz da era Vitoriana, pendurou na parede de sua casa, e depois começou a escrever “Being for the Benefit of Mr. Kite!, a sétima faixa do álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band.

Quase 45 anos depois, os fãs dos Beatles ainda não conseguem tirar o cartaz de suas mentes e recentemente, Peter Dean e uma equipe de artistas decidiu recriar o cartaz usando métodos tradicionais de gravura entalhada em madeira e impressão tipográfica. Eles compartilham sua experiência neste simpático vídeo acima.

Mais fotos mostrando detalhes do cartaz

Quem quiser poderá comprar sua própria cópia da gravura de edição limitada, aqui.

Fonte: Open culture

John Lennon e o cartaz de Mr. Kite

O Verdadeiro John Lennon (The Real John Lennon) – Documentário

John Lennon nasceu em Liverpool, no dia 09 de outubro de 1940, e hoje estaria aniversariando. Seria o dia de seu 72º aniversário, e em homenagem ao eterno fundador dos Beatles, segue um documentário sobre sua vida, aqui apresentado em oito partes.

“The Real John Lennon”, documentário biográfico que traça um paralelo sobre a vida e a obra de Lennon, foi lançado em setembro de 2006.

Parte1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Parte 7

Parte 8

Há 32 anos, a edição de 29 de setembro de 1980 da Newsweek  Magazine estampava uma entrevista exclusiva com John Lennon.

A conversa de Lennon com a revista, publicada na seção sobre música, é mais curta que a famosa entrevista dele à Playboy em 1980, feita poucos meses mais tarde. Porém, o artigo da Newsweek, intitulado “The Real John Lennon” (O Verdadeiro John Lennon), é uma leitura interessante e esclarecedora.

Embora não haja nenhum tópico discutido que já não tivesse sido coberto na entrevista à Playboy, esta é um pouco mais introspectiva, e faz uma abordagem levemente diferente, dando um enfoque ao último ano de Lennon, poucos meses antes de sua morte.

Barbara Graustark e John Lennon falam a respeito dos cinco anos em que ele ficou parado, fora do cenário musical, pra viver uma vida caseira, discutem também sobre Paul McCartney, sobre a influência de Yoko na separação dos Beatles, e sobre o álbum que estava por vir, o “Double Fantasy”, que seria lançado em 17 de novembro de 1980.

Lennon seria tragicamente morto pelos tiros de um fã perturbado mentalmente em 8 de dezembro do mesmo ano de 1980.

Segue a entrevista original, artigo publicado na ©1980 Newsweek Magazine.

Article ©1980 Newsweek Magazine

In the nine years since the Beatles broke up, John Lennon, their most brilliant and controversial member, has had a turbulent coming of age. After a flurry of post-Beatle albums of wildly uneven quality, a four-year fight with the Immigration Service to stay in the United States, a fifteen-month separation from his wife Yoko Ono, and the birth of their son Sean, Lennon disappeared from public view in 1975. Now on the eve of his 40th birthday, he is reemerging with the most eagerly awaited album of the year. Called ‘Double Fantasy,’ it is a ‘Scenes From A Marriage’ in fourteen songs – seven by Lennon, seven by Ono. Wide-ranging in style – from the rockin’ boogie of Lennon’s ‘(Just Like) Starting Over,’ to Ono’s gospel-tinged ‘Hard Times Are Over,’ from his starry-eyed ‘Beautiful Boy’ to her acid-tongued rock-disco ‘Kiss, Kiss, Kiss’ – the forthcoming album is full of unaffected gusto and is likely to appeal to the broadest tastes.
A few years ago, the couple switched roles: Lennon became a househusband – babysitting and baking bread, while Ono became the family’s business manager. Their real-estate holdings are extensive – five cooperatives in Manhatten’s legendary Dakota apartment house, half a dozen residences scattered from Palm Beach, Fla., to a mountain retreat in upstate New York, and four dairy farms.

Recently Lennon and Ono sat down with Newsweek’s Barbara Graystark for his first major interview in five years. Whippet-thin in Levis and work shirt, smoking French cigarettes and nibbling sushi, the ex-Beatle talked expansively about himself, showing no sign of the inner demons that once haunted his songs.

Q: “Why did you go underground in 1975? Were you tired of making music, or of the business itself?”

JOHN: “It was a bit of both. I’d been under contract since I was 22 and I was always ‘supposed to.’ I was supposed to write a hundred songs by Friday, supposed to have a single out by Saturday, supposed to do this or that. I became an artist because I cherished freedom – I couldn’t fit into a classroom or office. Freedom was the plus for all the minuses of being an oddball! But suddenly I was obliged to the media, obilged to the public. It wasn’t free at all!

I’ve withdrawn many times. Part of me is a monk, and part a performing flea! The fear in the music business is that you don’t exist if you’re not at Xenon with Andy Warhol. As I found out, life doesn’t end when you stop subscribing to Billboard.”

Q: “Why five years?”

JOHN: “If you know your history, it took us a long time to have a live baby. And I wanted to give five solid years to Sean. I hadn’t seen Julian, my first son (by ex-wife Cynthia), grow up at all. And now there’s a 17-year-old man on the phone talkin’ about motorbikes.

I’m an avid reader, mainly history, archeology and anthropology. In other cultures, children don’t leave the mother’s back until 2. I think most schools are prisons – A child’s thing is wide open and to narrow it down and make him compete in the classroom is a joke. I sent Sean to kindergarten. When I realized I was sending him there to get rid of him, I let him come home… If I don’t give him attention at 5, then I’m gonna have to give him double doses of it in his teenage years. It’s owed.”

Q: “Paul McCartney’s theory is that you became a recluse because you’d done everything – but be yourself.”

JOHN: “What the hell does that mean? Paul didn’t know what I was doing – he was as curious as everyone else. It’s ten years since I really communicated with him. I know as much about him as he does about me, which is zilch. About two years ago, he turned up at the door. I said, ‘Look, do you mind ringin’ first? I’ve just had a hard day with the baby. I’m worn out and you’re walkin’ in with a damn guitar!”

Q: “Give me a typical day in the life of John and Yoko.”

JOHN: “Yoko became the breadwinner, taking care of the bankers and deals. And I became the housewife. It was like one of those reversal comedies! I’d say (mincingly), ‘Well, how was it at the office today, dear? Do you want a cocktail? I didn’t get your slippers and your shirts aren’t back from the laundry.’ To all housewives, I say I now understand what you’re screaming about. My life was built around Sean’s meals. ‘Am I limiting his diet too much?’ (The Lennons maintain a macrobiotic lifestyle, eschewing dairy products, liquor and meat.) ‘Is SHE gonna talk business when she comes home from work?’ I’m a rich housewife – but it still involves caring.”

Q: “Yoko, why did you decide to take over as business manager?”

YOKO: “There’s a song by John on the album called ‘Clean-up Time’ – and it really was that for us. Being connected to Apple (the Beatles’ corporation) and all the lawyers and managers who had a piece of us, we weren’t financially independent – we didn’t even know how much money we had. We still don’t! Now we are selling our shares (25 percent) of Apple stock to free our energy for other things. People advised us to invest in stocks and oil but we didn’t believe in it. You have to invest in things you love. Like cows, which are sacred animals in India. Buying houses was a practical decision – John was starting to feel stuck in the Dakota and we get bothered in hotels. Each house that we’ve bought was chosen because it was a landmark that needed restoring.”

Q: “John, how hard was it not to be doing something musical?”

JOHN: “At first, it was very hard. But musically my mind was just a clutter. It was apparent in ‘Walls And Bridges’ (his 1974 solo album), which was the work of a semisick craftsman. There was no inspiration, and it gave off an aura of misery. I couldn’t hear the music for the noise in my own head. By turning away, I began to hear it again. It’s like Newton, who never would have conceived of what the apple falling meant had he not been daydreaming under a tree. That’s what I’m living for… the joy of having the apple fall on my head once every five years.”

Q: “Did you just stop listening to music?”

JOHN: “I listened mostly to classical or Muzak. I’m not interested in other people’s work – only so much as it affects me. I have the great honor of never having been to Studio 54 and I’ve never been to any rock clubs. It’s like asking Picasso, has he been to the museum lately.”

Q: “Why did you decide to record again?”

JOHN: “Because this housewife would like to have a career for a bit! On Oct. 9, I’ll be 40 and Sean will be 5 and I can afford to say ‘Daddy does something else as well.’ He’s not accustomed to it – in five years I hardly picked up a guitar. Last Christmas our neighbors showed him ‘Yellow Submarine’ and he came running in, saying, ‘Daddy, you were singing… were you a Beatle?’ I said, ‘Well, yes. Right.'”

Q: “Why did you collaborate with Yoko on this LP?”

JOHN: “It’s like a play and we’re acting in it. It’s John and Yoko – you can take it or leave it. Otherwise (laughing) it’s cows and cheese, my dear! Being with Yoko makes me whole. I don’t want to sing if she’s not there. We’re like spitiual advisors. When I first got out of the Beatles, I thought, ‘Oh great. I don’t have to listen to Paul and Ringo and George.’ But it’s boring yodeling by yourself in a studio. I don’t need all that space anymore.”

Q: “You’ve come a long way from the man who wrote, at 23, ‘Women should be obscene rather than heard.’ How did this happen?”

JOHN: “I was a working-class macho guy who was used to being served and Yoko didn’t buy that. From the day I met her, she demanded equal time, equal space, equal rights. I said, ‘Don’t expect me to change in any way. Don’t impinge on my space.’ She answered, ‘Then I can’t be here. Because there is no space where you are. Everything revolves around you and I can’t breathe in that atmosphere.’ I’m thankful to her for the education.”

Q: “People have blamed Yoko for wrenching you away from the band and destroying the Beatles. How did it really end?”

JOHN: “I was always waiting for a reason to get out of the Beatles from the day I filmed ‘How I Won The War’ (in 1966). I just didn’t have the guts to do it. The seed was planted when the Beatles stopped touring and I couldn’t deal with not being onstage. But I was too frightened to step out of the palace. That’s what killed (Elvis) Presley. The king is always killed by his courtiers. He is overfed, overindulged, overdrunk to keep him tied to his throne. Most people in the position never wake up. Yoko showed me what it was to be Elvis Beatle, and to be surrounded by sycophant slaves only interested in keeping the situation as it was – a kind of death. And that’s how the Beatles ended – not because she ‘split’ the Beatles, but because she said to me, ‘You’ve got no clothes on.'”

Q: “How do you look back on your political radicalism in the early ’70’s?”

JOHN: “That radicalism was phony, really, because it was out of guilt. I’d always felt guilty that I made money, so I had to give it away or lose it. I don’t mean I was a hypocrite. When I believe, I believe right down to the roots. But being a chameleon, I became whoever I was with. When you stop and think, what the hell was I doing fighting the American Government just because Jerry Rubin couldn’t get what he always wanted – a nice cushy job.”

Q: “Do you ever yearn for the good old days?”

JOHN: “Nah! Whatever made the Beatles the Beatles also made the 60’s the 60’s. And anybody who thinks that if John and Paul got together with George and Ringo, the Beatles would exist, is out of their skulls. The Beatles gave everything they had to give, and more. The four guys who used to be that group can never ever be that group again even if they wanted to be. What if Paul and I got together? It would be boring. Whether George or Ringo joined in is irrelevant because Paul and I created the music. OK? There are many Beatle tracks that I would redo – they were never the way I wanted them to be. But going back to the Beatles would be like going back to school… I was never one for reunions. It’s all over.”

Q: “Of all the new songs, only ‘I’m Losing You’ seems to harbor the famous Lennon demons. How did you come to write it?”

JOHN: “It came out of an overwhelming feeling of loss that went right back to the womb. One night, I couldn’t get through to Yoko on the telephone and I felt completely disconnected… I think that’s what the last five years were all about – to reestablish me for meself. The actual moment of awareness when I remembered who I was came in a room in Hong Kong because Yoko had sent me around the world to be by meself. I hadn’t done anything by meself since I was 20. I didn’t know how to check into a hotel… if someone reads this they’ll think, ‘These bloody popstars!’ They don’t understand the pain of being a freak. Whenever I got nervous about it I took a bath, and in Hong Kong I’d had about 40 baths. I was looking out over the bay when something rang a bell. It was the recognition – ‘My God! This relaxed person is me from way back. HE knew how to do things. It doesn’t rely on any adulation or hit record. Wow!’ So I called Yoko and said, ‘Guess who. It’s me!’

I wandered around Hong Kong at dawn, alone, and it was a thrill. It was rediscovering a feeling that I once had as a younster walking the mountains of Scotland with an Auntie. The heather, the mist… I thought – aha! THIS is the feeling that makes you write or paint… It was with me all my life! And that’s why I’m free of the Beatles, because I took time to discover that I was John Lennon before the Beatles, and will be after the Beatles. And so be it.”

Curiosidades sobre a canção “Twist and Shout”

Twist and Shout é uma canção escrita por Phil Medley e Bert Russell.

A primeira gravação da canção foi feita pelo conjunto The Topnotes.

Em 1960 Phil Spector tornou-se produtor na Atlantic Records e no ano seguinte foi designado para produzir um single para um grupo vocal chamado The Top Notes (às vezes chamado de “Topnotes”) com a canção “Twist and Shout.”

Twist and Shout – Top Notes 1961 (Rare original version)

Depois disso a canção foi regravada pelo conjunto The Isley Brothers.

Foi em 1962 que The Isley Brothers decidiram gravar a canção e foram produzidos pelo próprio compositor Bert Russell, que não tinha ficado satisfeito com a produção de Phil Spector. A canção logo se tornou um cover frequente da música “soul” no início dos anos 60.

The Isley Brothers – Twist And Shout

Em 22 de março de 1963 o álbum “Please Please Me”, dos Beatles, foi lançado no Reino Unido em versão mono e em 26 de abril do mesmo ano em versão estéreo.

O disco trazia a canção na voz de John Lennon, que marcaria o guitarrista dos Beatles como o maior roqueiro entre eles, mesmo Lennon tendo gravado ou composto canções românticas como Baby its you, Anna, Do you want to know a Secret (embora gravada por George, foi de autoria de Lennon) e Ask me Why., entre outras.



Twist & Shout – exibição para a Rainha

Twist & Shout – Video Clip

Fonte: Comunidade do Orkut, We Love the Beatles Forever

O conjunto Renato e Seus Blue Caps me apresentou aos Beatles!

Sempre me perguntam quando foi que comecei a ouvir e gostar dos Beatles e como me tornei Beatlemaníaca.

Decidi então contar aqui o que relatei ontem para a minha amiga Camila Padilha, de apenas 16 anos, tão jovem e também uma Beatlemaníaca assumida!

Eu e minhas amigas que estudávamos no Instituto de Educação Dr. Francisco Thomaz de Carvalho em Casa Branca/SP, costumávamos fazer brincadeiras dançantes às sextas-feiras, e era costume nos reunirmos cada semana na casa de um dos amigos, levando nossos discos.

Estávamos no ano de 1965 e começara um programa na TV, chamado “Jovem Guarda”, e havia um conjunto que sempre tocava canções bárbaras, a gente adorava. O conjunto chamava-se “Renato e Seus Blue Caps” e só mais tarde fui saber que eram versões, e de músicas de um conjunto inglês que estava conquistando a América!

Renato e Seus Blue Caps: Carlinhos, Paulo César, Toni, Renato e Cid Chaves

Renato e Seus Blue Caps: Carlinhos, Paulo César, Toni, Renato e Cid Chaves

The Beatles, que a gente chamava de “Os Beatles”, era formado por quatro rapazes que estavam encantando o mundo com sua música e carisma, e eu fui uma das que se encantou por aquele sotaque Britânico em canções que nos faziam parar pra ouvir, nos fazendo sonhar…

Havia uma música que eu ouvi primeiro, foi exatamente a do filme, a primeira oportunidade que tive para conhecer melhor os rostos e saber a qual deles pertenciam as vozes que tanto nos encantava a todos! A gente ouvia Help! no último volume, e nos juntávamos a dançar e também tentando entender a letra.

Depois é que fui conhecer as outras músicas e discos. Meu primeiro LP foi Help! e depois fui procurar os anteriores. “The Beatles 65” foi o segundo (Beatles For Sale nacional) e depois vieram Beatlemania, Os Reis do Iê Iê Iê, Please Please Me, e vieram os compactos, e eu cada dia mais Beatlemaníaca! rsrs

A partir de Sgt. Pepper, que sempre será o meu preferido pelo que representou pra mim, os discos começaram a chegar ao Brasil na mesma época do lançamento na Grã-Bretanha.

Meu irmão morava em São Paulo, eu em Casa Branca. Um dia ele me levou pra São Paulo pra que eu pudesse comprar o LP Sgt. Pepper.

Chegando na loja, era de praxe que o vendedor colocasse o disco pra tocar, uma forma de testar se estava em perfeito estado, e o comentário que ouvi do meu irmão jamais esqueci: “foi pra comprar isso que você quis vir até aqui”?

Naquele momento percebi que eu estava vivendo uma mudança de comportamento, era o “novo” adentrando a resistência do “old fashion”, era a psicodelia, o pensar, o interpretar, e não o simplesmente aceitar, o ouvir, o entender a música que tocava!

De volta a Casa Branca, na minha vitrolinha Plillips, eu escutava o disco dia e noite, acompanhando a música com as letras que vieram no encarte. Foi o primeiro disco a vir com as letras, aquilo não tinha preço pra nós!

Nesta época eu ainda não sabia distinguir de quem eram as vozes, e foi somente a partir dos filmes, que demoravam a chegar na minha cidade, é que pude saber.

Eu achava, por exemplo, que aquela voz “melosa” de John Lennon, no início de “A Day in the Life”, era a voz de Paul McCartney, e aquela voz inconfundível de Lennon, pra mim, será sempre “a voz da Beatlemania”.

Na verdade eu queria, ou gostaria, que fosse a voz de Paul, por que achávamos que ele era o mais bonito… era o nosso preferido, mas só tínhamos 12/13 anos na época!! kkkkk

As notícias demoravam um pouco pra chegar ao Brasil ainda em 1970, e foi com um sentimento de perda irreparável que recebemos a notícia de que Paul havia anunciado o fim do conjunto, naquele “fatídico” dia 10 de abril de 1970.

Ainda comprei o álbum “Let it Be”, lançado em 08 de maio daquele ano, além do “McCartney I”, primeiro álbum solo de Paul, cujas primeiras cópias já estavam prontas no dia do anúncio do fim…

O ano passou, chegou a formatura do colegial, vieram as mudanças na minha vida, fui morar em outra cidade para prestar vestibular.

Não acompanhei a carreira solo dos meus inesquecíveis FAB FOUR, mas levei na bagagem meus discos da Jovem Guarda e os 13 álbuns oficiais dos Beatles.

Até hoje me dedico a não deixar que a história fantástica desses quatro músicos que mudaram a estória da música, seja esquecida pelas novas gerações.

Nota: As montagens adicionadas aqui foram confeccionadas por Johnny di Botafogo, destaque para John Lennon, que estaria aniversariando no próximo dia 09 de outubro…

Renato Barros

Renato Barros 11 de dezembro de 2013 01:03

Lucinha: Muito obrigado digo eu, saiba que estou muito feliz (embora não me considere merecedor de tanto carinho) pelas suas palavras. Que bom é saber que fomos a sua primeira banda preferida , que a apresentamos aos Beatles e que contribuimos de alguma forma para que a sua adolescência tenha sido mais feliz. Espero que esta felicidade esteja perdurando até os dias de hoje. “É de coração”. Já somos amigos no Facebook ?
Olha Lucinha: Adorei conhece-la, muito obrigado e um grande beijo.
RENATO BARROS.