Cavern Club doa Estátuas de Bronze dos Beatles para a cidade de Liverpool.

O escultor Andrew Edwards e Chris Jones, da Fundição do Castelo de Belas Artes e as estátuas dos Beatles e a maquete.

O escultor Andrew Edwards e Chris Jones, da Fundição do Castelo de Belas Artes e as estátuas dos Beatles e a maquete.

Uma nova estátua dos Beatles está prestes a ser exposta oficialmente no Pier Head de Liverpool esta semana.

Os bronzes gigantes de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr foram instalados em frente a Three Graces (Três Graças), uma construção próxima ao Porto de Liverpool – onde foram embaladas e cobertas por um encerado contra o tempo chuvoso, na manhã de 30 de novembro de 2015.

Elas foram doadas à cidade pelo Cavern Club e foram esculpidas pelo artista Andrew Edwards, que também criou ano passado a estátua “All together Now World War I”.

O Diretor Administrativo do Cavern, Bill Heckle, disse: “Tem sido uma experiência inacreditável testemunhar a transformação desta cidade desde que o Cavern City Tour foi incorporado em 1983.

“Há pouca ou nenhuma semelhança com a visão de futuro da cidade vibrante e de classe mundial que agora está diante de nós.

“É inegável que o turismo é um fator integral e de condução no renascimento de Liverpool e os seus quatro filhos mais famosos têm desempenhado um papel fundamental na aproximação das pessoas aqui.

“Estamos orgulhosos por termos conseguido financiar este projeto em nome dos fãs de todo o mundo.”

A revelação das estátuas na sexta-feira, dia 05 de dezembro coincide com o aniversário de 50 anos da última vez que a banda tocou em sua cidade natal.

The Beatles tocaram no Liverpool Empire em 05 de dezembro de 1965.

Fonte: Liverpool Acho

E hoje, 04 de dezembro de 2015, aa estátuas de bronze foram desvendadas pela irmã de John Lennon, Julia Bayrd…

Julia Bayrd desvenda as estátuas

This morning of Dec 04th, 2015 this brand new tribute to the Fab Four has been unveiled at the stunning Liverpool Waterfront, on the eve of the 50 year anniversary of The Beatles last gig in this city - 5th December 1965

This morning of Dec 04th, 2015 this brand new tribute to the Fab Four has been unveiled at the stunning Liverpool Waterfront, on the eve of the 50 year anniversary of The Beatles last gig in this city – 5th December 1965

Anúncios

E “Raymond Jones” era Alistair Taylor!

Em 28 de outubro de 1961, um certo Raymond Jones perguntou na loja de discos de Brian Epstein se ele tinha um compacto gravado por um grupo local (de Liverpool) conhecido como The Beatles. Embora o Mersey Beat, que sempre publicava alguma coisa sobre o grupo, estivesse à venda em sua loja, Epstein provavelmente não o lia, pois não era um fã de música pop. Aparentemente ele não tinha noção de que aquele quarteto tocava quase todo dia na hora do almoço no Cavern, que ficava apenas a alguns metros de sua loja. Quando Epstein descobriu isso, ele foi ao local (Cavern) para perguntar ao grupo que gravadora havia lançado o compacto. A data está na história como tendo sido em 09-11-1961. Com o problema solucionado, ele resolveu pedir uma quantidade grande de discos, cerca de duzentos, que acabaram vendendo bem…

Brian Epstein

Mas quem seria Raymond Jones, se até hoje nunca se viu uma foto do famoso garoto?

Quando Brian Epstein foi ao Cavern Club em 09/11/1961, local onde os Beatles tocavam na hora do almoço, quem o acompanhou naquele dia em que ele foi pela primeira vez ver o conjunto que havia gravado o disco My Bonnie, foi seu assistente pessoal, Alistair Taylor.

Alistair Taylor também exerceu a função de Gerente Geral da Apple por curto período, tendo sido despedido em dado momento, sem nenhum reconhecimento.

Em seu livro Lyddypool, David Bedford afirma ter sido Alistair Taylor o verdadeiro Raymond Jones, o rapaz que em 28 de outubro de 1960 foi à loja de Brian e pediu o disco My Bonnie, mesmo havendo registros em Liverpool da existência de uma pessoa com esse nome na época…

Liddypool - livro by David Bedford

Segue um trecho da entrevista a qual consta do livro, uma conversa entre o autor e Alistair Taylor.

David Bedford conta que em maio de 2004 ele teve a sorte de passar algumas horas com Alistair Taylor em uma viagem de sua casa em Matlock, Derbyshire até Liverpool. Alistair era conhecido como “Mr. Fix it” dos Beatles e foi uma peça fundamental na operação do dia-a-dia da NEMS Enterprises. Ele era o Assistente Pessoal de Brian e o homem a quem John, Paul, George e Ringo recorriam quando precisavam de algo.
Quando eles se aproximaram, Mr. Fit-it disse que estava cansado e que eles não ficassem ofendidos se ele se recostasse para dormir durante a viagem. “Sim, certo, Alistair!”, respondeu David Bedford.
O autor conta que pelas próximas duas horas apreciou demais a companhia de um dos homens mais simpáticos que ele poderia esperar encontrar. Ele era muito divertido, além de humilde e cheio de histórias. Ele não via a necessidade de falar sobre a sua parte na historia dos Beatles e sobre algo do qual ele tivesse sido acusado. Ele falou carinhosamente de sua esposa Lesley que tinha sido diagnosticada com câncer terminal, e seu casamento longo e feliz. Infelizmente, em questão de semanas, Alistair faleceu, e foi logo seguido por sua amada Lesley.
Alistair nasceu em Runcorn, Cheshire, ao sul de Liverpool, em 21 de junho de 1935. Depois de um breve período em Londres, onde ele conheceu Lesley, voltou para o norte para trabalhar para um comerciante de madeira, William Evans, em Widnes, embora isso não o satisfizesse.

Então, Alistair, como você chegou a trabalhar para Brian?

“Eu vi um anúncio no jornal local pedindo um Assistente de Vendas na NEMS (North End Music Store), cargo que responderia a Brian Epstein. Naturalmente, eu rapidamente respondi ao anúncio. Quando eu encontrei Brian, nós nos demos muito bem e conversamos sobre música em todos os aspectos. Meu amor era sempre para o jazz, o que era diferente para Brian que adorava música clássica. No final da entrevista, que durou duas horas, Brian disse que minhas qualificações eram superiores ao cargo anunciado e que ele não poderia me pagar o suficiente para a posição oferecida. Meu coração quase parou.

Mas depois ele disse que gostaria de me empregar como seu assistente pessoal, por £10 por semana. Na verdade eu não entendi o que ele queria, mas claro que disse sim! Foi o começo de um grande relacionamento com Brian, que tinha seus altos e baixos. Ele me demitiu quatro vezes, e eu renunciei algumas vezes também!

Brian era gay. Eu sabia disso. Ele sabia que eu sabia, mas isso não importava. Ele sabia que eu não era gay, e que estava feliz no meu casamento. Isso nunca interferiu no nosso relacionamento de negócios.”

A voz de Alistair subitamente tornou-se mais séria.

“Neste ponto, eu quero dizer algo que tem sido editado e ficado fora das entrevistas no passado. Eu amava Brian. Isso não deve ser entendido com conotações homossexuais. Não era isso. Eu o amava. Ele era estranho, irritante, chato e frustrante, mas eu o amava. Ponto final.

Certa vez quando eu já tinha começado a trabalhar lá, Brian e eu fizemos uma pequena aposta sobre cada grande gravação que saia. Nós teríamos que dizer se seria um sucesso ou não. Desnecessário dizer, mesmo que ele não gostasse de música pop, ele podia reconhecer um sucesso a milhas de distância. Eu raramente acertava; não consigo lembrar de alguma vez ele ter se enganado, nunca! O prêmio da aposta era somente um Gin e Tônica, mas ele era incrível.

Ele introduziu este sistema notável de pedidos de gravação com essas pequenas etiquetas de forma que sabíamos quando tínhamos que renovar o pedido. No final, se Brian colocasse uma grande encomenda para uma gravação específica, os outros varejistas deviam pedir aquelas também. Brian era impressionante, e sua opinião era seguida com frequência”.

E sobre Raymond Jones, Alistair?

“Eu era o Raymond Jones. Os jovens estavam chegando na loja e pedindo pela gravação My Bonnie, com os Beatles. Nós não tínhamos aquilo e, até que alguém colocasse um pedido real, Brian não poderia fazer nada. Veja você, Brian tinha esta alegação de que se você fizesse um pedido de uma gravação por alguém, em qualquer lugar, ele descobriria. Contudo, não importava quantas pessoas haviam pedido, se ninguém tivesse pedido e feito um pagamento em depósito. Particularmente, como era uma importação da Alemanha, tornava-se muito mais importante.

Eu sabia que nós iríamos vender muitas cópias, então eu preenchi o formulário do pedido e paguei o depósito do meu próprio bolso em nome de Raymond Jones, um dos nossos clientes regulares.

Agora nós tínhamos um pedido, Brian e eu fizemos o rastreamento. Claro, o disco havia sido gravado na Alemanha, e havia sido gravado sob o nome de Tony Sheridan e os Beat Brothers. Brian recebeu o primeiro lote e ele se esgotou em pouco tempo.

Foi assim que há poucos anos atrás, eu anunciei que era Raymond Jones. E é isso, era eu.”

Fonte: The Beatles – Dito e Não Dito, de Arthur Davis

– Trecho do livro Liddypool , traduzido por Lucinha Zanetti

O dia em que Ringo Starr entrou definitivamente para a banda The Beatles!

Em 16 Agosto 1962, Pete Best é demitido dos Beatles.

Pete Best - Em 16 Agosto 1962 é demitido dos Beatles

Em 06 de Junho de 1962 Ringo é contratado para gravar com os Beatles, mas Pete continua sendo o baterista dos Beatles para os Shows.

Ringo 06 Junho 1962 – Ringo é contratado para gravar com os Beatles mas Pete continua sendo o baterista dos Beatles para os Shows

George Harrison conta no Anthology que historicamente pode parecer que eles fizeram uma maldade com Pete Best, mas a história mostra que Ringo era um membro da banda e só não havia aparecido no filme até aquela cena…

Brian ligou para Ringo e perguntou se ele queria se juntar à banda.
Ele respondeu: “Sure! When”?
Brian então disse: “Now”!

Ringo pediu um prazo para se desligar de sua antiga banda, a Rory Storm and the Hurricanes, que era uma das principais no cenário musical de Liverpool na época, e juntou-se aos Beatles num sábado, na sessão do meio-dia, numa apresentação no Cavern Club. Era 22 de agosto de 1962 e durante a apresentação, a plateia gritava:

“Queremos Pete”!

Ringo na banda - 22 Agosto 1962 - The Beatles no The Cavern Club

Ringo na banda – 22 Agosto 1962 – The Beatles no The Cavern Club

E foi assim que em 22 de agosto de 1962, Ringo Starr entrou definitivamente para a banda The Beatles.

Ringo entra para a banda em 22-08-1962

Os Beatles foram heróis de uma era e são ainda o espírito de seu tempo. Tocaram no lugar certo, encontraram as pessoas certas, mas antes de tudo e de qualquer coisa, eles eram muito bons!

O conjunto Renato e Seus Blue Caps me apresentou aos Beatles!

Sempre me perguntam quando foi que comecei a ouvir e gostar dos Beatles e como me tornei Beatlemaníaca.

Decidi então contar aqui o que relatei ontem para a minha amiga Camila Padilha, de apenas 16 anos, tão jovem e também uma Beatlemaníaca assumida!

Eu e minhas amigas que estudávamos no Instituto de Educação Dr. Francisco Thomaz de Carvalho em Casa Branca/SP, costumávamos fazer brincadeiras dançantes às sextas-feiras, e era costume nos reunirmos cada semana na casa de um dos amigos, levando nossos discos.

Estávamos no ano de 1965 e começara um programa na TV, chamado “Jovem Guarda”, e havia um conjunto que sempre tocava canções bárbaras, a gente adorava. O conjunto chamava-se “Renato e Seus Blue Caps” e só mais tarde fui saber que eram versões, e de músicas de um conjunto inglês que estava conquistando a América!

Renato e Seus Blue Caps: Carlinhos, Paulo César, Toni, Renato e Cid Chaves

Renato e Seus Blue Caps: Carlinhos, Paulo César, Toni, Renato e Cid Chaves

The Beatles, que a gente chamava de “Os Beatles”, era formado por quatro rapazes que estavam encantando o mundo com sua música e carisma, e eu fui uma das que se encantou por aquele sotaque Britânico em canções que nos faziam parar pra ouvir, nos fazendo sonhar…

Havia uma música que eu ouvi primeiro, foi exatamente a do filme, a primeira oportunidade que tive para conhecer melhor os rostos e saber a qual deles pertenciam as vozes que tanto nos encantava a todos! A gente ouvia Help! no último volume, e nos juntávamos a dançar e também tentando entender a letra.

Depois é que fui conhecer as outras músicas e discos. Meu primeiro LP foi Help! e depois fui procurar os anteriores. “The Beatles 65” foi o segundo (Beatles For Sale nacional) e depois vieram Beatlemania, Os Reis do Iê Iê Iê, Please Please Me, e vieram os compactos, e eu cada dia mais Beatlemaníaca! rsrs

A partir de Sgt. Pepper, que sempre será o meu preferido pelo que representou pra mim, os discos começaram a chegar ao Brasil na mesma época do lançamento na Grã-Bretanha.

Meu irmão morava em São Paulo, eu em Casa Branca. Um dia ele me levou pra São Paulo pra que eu pudesse comprar o LP Sgt. Pepper.

Chegando na loja, era de praxe que o vendedor colocasse o disco pra tocar, uma forma de testar se estava em perfeito estado, e o comentário que ouvi do meu irmão jamais esqueci: “foi pra comprar isso que você quis vir até aqui”?

Naquele momento percebi que eu estava vivendo uma mudança de comportamento, era o “novo” adentrando a resistência do “old fashion”, era a psicodelia, o pensar, o interpretar, e não o simplesmente aceitar, o ouvir, o entender a música que tocava!

De volta a Casa Branca, na minha vitrolinha Plillips, eu escutava o disco dia e noite, acompanhando a música com as letras que vieram no encarte. Foi o primeiro disco a vir com as letras, aquilo não tinha preço pra nós!

Nesta época eu ainda não sabia distinguir de quem eram as vozes, e foi somente a partir dos filmes, que demoravam a chegar na minha cidade, é que pude saber.

Eu achava, por exemplo, que aquela voz “melosa” de John Lennon, no início de “A Day in the Life”, era a voz de Paul McCartney, e aquela voz inconfundível de Lennon, pra mim, será sempre “a voz da Beatlemania”.

Na verdade eu queria, ou gostaria, que fosse a voz de Paul, por que achávamos que ele era o mais bonito… era o nosso preferido, mas só tínhamos 12/13 anos na época!! kkkkk

As notícias demoravam um pouco pra chegar ao Brasil ainda em 1970, e foi com um sentimento de perda irreparável que recebemos a notícia de que Paul havia anunciado o fim do conjunto, naquele “fatídico” dia 10 de abril de 1970.

Ainda comprei o álbum “Let it Be”, lançado em 08 de maio daquele ano, além do “McCartney I”, primeiro álbum solo de Paul, cujas primeiras cópias já estavam prontas no dia do anúncio do fim…

O ano passou, chegou a formatura do colegial, vieram as mudanças na minha vida, fui morar em outra cidade para prestar vestibular.

Não acompanhei a carreira solo dos meus inesquecíveis FAB FOUR, mas levei na bagagem meus discos da Jovem Guarda e os 13 álbuns oficiais dos Beatles.

Até hoje me dedico a não deixar que a história fantástica desses quatro músicos que mudaram a estória da música, seja esquecida pelas novas gerações.

Nota: As montagens adicionadas aqui foram confeccionadas por Johnny di Botafogo, destaque para John Lennon, que estaria aniversariando no próximo dia 09 de outubro…

Renato Barros

Renato Barros 11 de dezembro de 2013 01:03

Lucinha: Muito obrigado digo eu, saiba que estou muito feliz (embora não me considere merecedor de tanto carinho) pelas suas palavras. Que bom é saber que fomos a sua primeira banda preferida , que a apresentamos aos Beatles e que contribuimos de alguma forma para que a sua adolescência tenha sido mais feliz. Espero que esta felicidade esteja perdurando até os dias de hoje. “É de coração”. Já somos amigos no Facebook ?
Olha Lucinha: Adorei conhece-la, muito obrigado e um grande beijo.
RENATO BARROS.

Tour em Liverpool

Recentemente, mais precisamente em janeiro de 2012, estive visitando Liverpool com a minha filha Michelle, e pude viver a emoção de passar pelos lugares relacionados à carreira dos Beatles, sonho de todo Beatlemaníaco!

Registrei em fotos e imagens momentos de emoção, viajando no Magical Mystery Tour, um ônibus de turismo que possibilita a todo turista visitar os lugares que fazem parte da história dos Beatles.

Outra alternativa é fazer o roteiro em um taxi (ou cab), como fez o cantor Jerry Adriani, mostrando no video que segue, juntamente com Edu Henning, toda a emoção de uma visita a Liverpool, onde inclusive eles mostram o palco da Igreja de Saint Peter, em Woolton, onde Paul foi apresentado a John por Ivan Vaughan, em 06 de julho de 1957. A emoção é indescritível!

De saída para a “Magical Mystery Tour”

O dia em que a platéia pediu a Paul McCartney que tocasse “Satisfaction”!

Desde 1963 que Paul não se apresentava ao vivo no The Cavern, até fazer um concerto lá em 1999.

Na platéia havia 300 pessoas e como o show foi transmitido pela TV, cerca de 3,5 milhões de fãs puderam acompanhá-lo em todo o mundo.

Durante o concerto, um fato interessante ocorreu, que foi quando alguém da platéia pediu a Paul que tocasse “Satisfaction” (dos Rolling Stones).

Diálogo entre Paul e a platéia:

_ Satisfaction! (o povo ri, vaiando ao mesmo tempo).
Paul: _ “What`s that? Is there a little wacko in the crowd, huh?”
E o povo delira: “Yeah!!!”
Paul: “Read my lips: fuck off!”

Este momento do show podemos assistir no início deste video:

O Show completo em 5 partes

Paul McCartney – Live at the Cavern – Part 1/5 (HQ)

Paul McCartney – Live at the Cavern – Part 2/5 (HQ)

Paul McCartney – Live at the Cavern – Part 3/5 (HQ)

(Paul fala do dia em que conheceu John)

Paul McCartney – Live at the Cavern – Part 4/5 (HQ)

Paul McCartney – Live at the Cavern – Part 5/5 (HQ)