RENATO E SEUS BLUE CAPS NO TEATRO CASTRO ALVES – SALVADOR

SHOW DA BANDA REALIZADO EM 19/08/2017 NO TEATRO CASTRO ALVES EM SALVADOR.

Renato Barros e Cid Chaves na TV Bahia – Programa Bahia Meio-Dia em 19/-8/2017.

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Medley

Medley-2

Medley-3

MENINA LINDA

SMILE

EU SEI QUE VOU TE AMAR

CORCOVADO

MOMENTO ESPECIAL E BASTANTE ESPERADO

Renato Barros canta sua composição ‘MAIOR QUE O MEU AMOR”, gravada por Roberto Carlos, acompanhado pelo violinista Rodrigo, garoto que Renato pegou no colo, conheceu ainda criança, e que hoje dividiu o palco com ele neste momento lindo.

MAIOR QUE MEU AMOR

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Os vídeos na Página Oficial da Banda no Facebook:

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RENATO E SEUS BLUE CAPS NO TEATRO CASTRO ALVES EM SALVADOR – MEDLEY

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RENATO E SEUS BLUE CAPS EM SALVADOR – TEATRO CASTRO ALVES (19/08/2017)
HOMENAGENS A CHARLES CHAPLIN, TOM JOBIM E VINÍCIUS DE MORAES

FOTOS

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LEMBRANÇAS QUE “O TEMPO NÃO VAI APAGAR”

Ao som de Renato Barros interpretando a composição de Paulo César Barros e Getúlio Côrtes, intitulada “O Tempo Vai Apagar”, algumas fotos da Revista do Rádio citando o conjunto formado por Renato e seus irmãos em 1959, quando o grupo se apresentou pela primeira vez no programa “Hoje é dia de rock”, de Jair de Taumaturgo, na rádio Mayrink Veiga, com o nome de “Bacaninhas do rock da Piedade”.
Em 1960 voltaram ao programa e venceram o concurso, agora com o nome de Renato e Seus Blue Caps. Como prêmio foram participar do programa do Chacrinha e daí pra frente a fama e o sucesso chegou pra eles.

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A Polêmica Historia que envolve o nome da Banda The Jet Black`s e sua fundação.

Muito já se falou da historia deste conjunto dos anos 60, tanto por historiadores como pelo legado em textos e fitas deixados por alguns de seus integrantes, a exemplo das três fitas que estão em posse do historiador Eduardo Reis e que tocam no assunto “fundação do grupo e a escolha do nome”.

A primeira fita trata-se de uma entrevista do Gato com Idalina de Oliveira em 1966 pela Rádio Tupi) onde ele fala sobre várias coisas, por exemplo:

·         Conta sobre o nome, dizendo que, na opinião dele, “The Vampires” é coisa de Transilvânia e não servia para nome de conjunto de rock´n´roll, e ele (Gato), forçou a mudança do nome, tendo escolhido o nome Jet Black´s, com apóstrofe e “S” em homenagem aos THE SHADOWS. Vejam que a história é quase a mesma contada por Jurandi, pois ele (Jura) fala que Zé Paulo havia escolhido o nome.

·          Gato cita Joe primo, fala que no início de 1962 ele pegou tuberculose e, contrariando o Jurandi, ele (Gato), Jairo (diretor da Chantecler) e o cantor Oswaldo Rodrigues, com a ajuda do prefeito de Campos do Jordão, o internaram no sanatório Nossa Senhora das Mercês em Campos do Jordão; Eloy, Guitarra base do conjunto Super Som T.A., entrou no lugar de Joe Primo.

·         Fala da sua saída dos The Jet Black´s alguns meses antes, e que estava tocando baixo no quarteto de Renato Mendes, no Johan Sebastian Bar. Quando Idalina pergunta o motivo ele diz que prefere não tocar no assunto.

A segunda fita, gravada em 1991 na casa de Guilherme Dotta, o Tico, por um jornalista da Folha de São Paulo. Nela o jornalista entrevista Jurandi, Gato e Tico, falam sobre vários assuntos e nas páginas tantas o jornalista pergunta a origem do nome. O Jurandi imediatamente fala que ele (Jura) sugeriu o nome e o Gato, de forma meio ríspida, retruca: VOCÊ? Creio que fui eu que batizei o grupo com este nome. O Jura fala qualquer coisa baixo e retoma o assunto com o comentário: Polemicas à parte o nome foi escolhido pelo grupo. Nesta entrevista fica claro que o Gato e o Jurandi não haviam esquecido as magoas do passado…

A terceira fita é uma entrevista com o Orestes, onde estavam Eduardo Reis, Foguinho e Orestes e este conta sobre a época da Boate Lancaster e quando perguntado sobre o nome do grupo ele fala que, “pelo que sabia” foi uma decisão do Gato e que este havia escolhido o nome em homenagem aos Shadows.

Porém, a verdadeira historia da mudança de nome quem conta é Primo Moreschi, o Joe Primo, legítimo e verdadeiro fundador do conjunto The Vampires, que depois se tornou The Jet Black`s!

“Para início de conversa, conheci o Gato quando o vi mexendo em um piano dentro dos estúdios onde eu (Joe Primo), Bobby De Carlo, Carlão, Zé Paulo e Jurandi, que formávamos “The Vampires”, ensaiávamos alguns cantores, os futuros participantes que iriam se apresentar no Programa Ritmos Para a Juventude, de Antonio Aguillar; Gato era ainda um ilustre desconhecido num canto do estúdio, o qual somente me chamou a atenção em razão de estar tirando alguns acordes do piano. Perguntei se ele sabia tocar piano, ele disse que arranhava um pouco, então o convidei para tocar e ele aceitou. Na semana seguinte, eu tive a ideia de conversar e sugerir a um dos integrantes amadores que testei e aprovei para participar do programa Ritmos para a Juventude (vai dai eu ter a liberdade de sugerir), cujo nome era Jet Blacks, e com as seguintes palavras eu lhe disse: Vem cá Jet Black! Você não quer trocar de nome com a gente?

Ele humildemente, e sorridente, respondeu prontamente que trocava sim. Então eu sugeri a ele que por ele ser magro e pequeno deveria se chamar Little Black, e nós The Jet Black´s.

Portanto é mentira que teve condição imposta pelo Gato para mudar o nome do conjunto, e muito menos consultei alguém além do Bobby De Carlo para mudar o nome The Vampires para The Jet Black`s.
Outra mentira deslavada, sem nenhum cabimento, está relacionada ao início do The Vampires: dizer que Jurandi, Zé Paulo, Orestes, Gato e Ernestico que iniciaram o conjunto, quando em verdade somente o Gato chegou a participar da segunda semana da fundação do The Vampires feita por mim, Joe Primo, Bobby De Carlo, Carlão, e aí sim, o Zé Paulo veio e foi quem convidou o Jurandi, que mal sabia tocar samba em alguma reunião do colégio que os dois estudavam.
O Ernestico só passou a fazer parte do conjunto quando, já como The Jet Black´s, começamos a tocar na Boate Lancaster. E o Orestes sempre foi cogitado, principalmente pelo Zé Paulo, para fazer parte integrante do The Jet Black´s, mas nunca daí dizer que ele iniciou quando ainda era The Vampires. (mentira deslavada, que inclusive cai em contradição até pela fotografia postada na página em questão, (uma tremenda montagem) tendo ao fundo uma bateria dos The Clevers sendo que esse conjunto só passou a existir após o Jurandi, Zé Paulo e o Gato, já se achando muito superior, não aceitavam mais participar do programa Ritmos Para a Juventude, daí Antonio Aguillar ter lançado o conjunto.

Esta é a foto polêmica , onde podemos ver o Joe Primo e o Carlão, porém a bateria tem o nome The Clevers.

Esta é a foto polêmica , onde podemos ver o Joe Primo e o Carlão, porém a bateria tem o nome The Clevers.

Portanto, essa foto é uma mentira, mas também serve para desmentir declarações do Jurandi de que o Orestes e Nestico iniciaram o The Vampires, pois nessa montagem não esta nem Orestes, e muito menos o Nestico. E vou mais além, nem mesmo o Zé Paulo; esse sim deveria estar. Quanto ao Orestes, só passou a integrar os The Jet Black´s, quando eu adoeci por ter dado tudo de mim até a saúde para poder fazer o The Jet Black´s ser sucesso. Passados alguns meses voltei e fui deixado de lado em prol de outro que já havia ocupado meu lugar. Em meu livro “O Protagonista Oculto dos Anos 60″ eu relato o passo a passo de como tudo aconteceu, com provas vivas até hoje, que podem e devem confirmar a veracidade dos fatos por mim relatados em meu livro de memórias.”

E tudo isso já foi revelado aqui mesmo neste Blog e visto nas redes sociais, mas sempre vale a pena mostrarmos de novo, inclusive por que tivemos também o depoimento de Bobby de Carlo sobre a veracidade dos fatos relatados pelo Joe Primo e endossados por Sérgio Vigilato, o Serginho Canhoto.

Bobby de Carlo fala sobre seu amigo e companheiro, Primo Moreschi.

Eu diria que Primo é um artista! Musico, pintor, compositor, poderia ser também um grande ator comediante. Lembro-me de um texto seu que em resumo seria isto:

“…Como você é linda, seu vestido branco, suas mãos tão delicadas, seu rosto tão lindo, sua pele clara, muito clara.
Porque não fala comigo?
Acorda! acorda! ACORRRRDA!!!
Pô!  Não vê que ela tá morta?”

Desculpe o humor negro, mas isso era coisa do Primo…

No meu primeiro LP pela gravadora Mocambo, gravei com os Megatons. Foi certamente um dos momentos de maior prazer na minha vida.
Sem imposição alguma, gravei o que queria da forma mais descontraída possível.
Com o bom humor do grupo, o clima era maravilhoso. Criei arranjos, participei como musico, convidei para participar em algumas faixas o Wanderley pianista, (ex Roberto Carlos), o Nestico sax do Jet´s, e nunca houve por parte dos Megatons, Primo, Bitão, Luiz, Renato e Edgar qualquer tipo de estrelismo.
Nós nos divertimos muito.  Coisa que não aconteceu quando da minha volta ao The Jet Black´s em l964, quando disse ao Jurandir para que criássemos algumas musicas, coisas próprias. Porem ele achava melhor “tirar” musicas de outros conjuntos, ou seja, copiar o original e tocar nos Jet Black´s. Coisas estas que fazíamos em nossa adolescência musical.
O Orestes saiu, e eu, desmotivado, saí também.

Serei sempre amigo do Primo, tenho-o em alta estima.
Tenho certeza que a década de sessenta será marcada positivamente em nossas vidas!”

Um grande abraço
Bobby.

Joe Primo, o Precursor da História dos Jet Black’s!

Joe Primo, nome artístico de Primo Moreschi, é uma dessas pessoas predestinadas e muito especiais, que vieram ao mundo para construir uma vida rica de fatos pitorescos e situações inusitadas, sempre convivendo com venturas e desventuras, desafiando a morte e a vida com muito bom humor e propriedade, tirando dos infortúnios, força para sobrepujar os obstáculos que permearam sua vida, sempre tirando ensinamentos ao longo de sua trajetória, sem jamais esmorecer.
Filho dos italianos Concheta e José Moreschi, Primo foi o caçula de nove irmãos e ainda muito pequeno perdeu a mãe e em seguida o pai, tendo que viver de um lado para outro, sem um lar, primeiro de favor na casa de irmãos, depois tendo que trabalhar desde tenra idade para pagar seu próprio sustento em pensão domiciliar.
Ainda quando tinha de sete para oito anos de idade, Primo teve o primeiro contato com os instrumentos musicais, pois acompanhava seu irmão mais velho nos ensaios de sua banda country chamada Rancheiros da Paulicéia. Eles tocavam na Rádio América e Primo acompanhava os ensaios e assim aprendeu também a tocar violão e guitarra.
Primo nasceu artista e por necessidade aprendeu a profissão de retocador de retratos para ter o seu próprio sustento, e também exerceu a profissão de fotógrafo. Além disso, costumava compor canções e um belo dia a oportunidade de entrar para o meio artístico surgiu em um encontro casual com o compositor Américo de Campos.
Joe Primo gravou seu primeiro disco e tornou-se conhecido em 1961, com as músicas “Ela me fez de limão” e “Água de cheiro” sendo transmitidas pela Rádio Nacional de São Paulo, chegando às paradas de sucesso.
Foi em suas andanças pelas rádios de São Paulo para a divulgação do seu 78rpm que Joe Primo teve oportunidade de voltar à Rádio Nacional para participar de um programa de lançamentos musicais, intitulado “Ritmos para a Juventude”, cujo apresentador era Antonio Aguillar. Foi nessa época que ele teve a ideia de formar um conjunto de Rock para acompanhar os cantores que se apresentavam naquele programa, e juntamente com o amigo Roberto Caldeira dos Santos, o Bobby de Carlo, fundou o conjunto The Vampires, que viria a ser The Jet Black’s, em um tempo em que o Rock’n’Roll começava a marcar presença no Brasil.
Foi assim que o menino órfão, que passou tantas privações na vida, tendo sido até mesmo acometido por grave doença, precisando ser internado no Sanatório Nossa Senhora das Mercês em Campos do Jordão para se tratar da doença que o acometeu devido a ter passado fome e frio em suas peregrinações pelas rádios e gravadoras em busca de divulgação dos discos do conjunto, iniciou os primeiros passos para que o Brasil tivesse uma das mais queridas e famosas bandas de Rock Instrumental, The Jet Black’s, cujo sucesso foi tanto que mesmo tendo já se passado mais de 50 anos do início de tudo, não há quem não tenha ouvido falar nela!
Primo Moreschi ainda formou Os Megatons, um grupo que se destacou pelos sons exóticos e criativos perpetuados na música jovem, antes de se retirar definitivamente do meio artístico para viver em Campo Grande/MS, onde constituiu família e tornou-se reconhecido empresário da indústria de moveis planejados e exclusivos.

“O PROTAGONISTA OCULTO DOS ANOS 60”

Um pouco sobre a Trajetória Musical da Banda de Rock The Fevers!

THE FEVERS, UMA DAS BANDAS DE ROCK MAIS ANTIGAS DO BRASIL EM ATIVIDADE.

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Da esquerda para a direita : Miguel ( sax ) , Lécio ( baterista ) , Liebert ( contrabaixo ) , Cleudir ( teclados ), Pedrinho da Luz ( guitarra solo ) e Almir (guitarra base e vocal).

Formada atualmente por Luiz Cláudio (Vocal), Liebert (Contrabaixo), Miguel Angelo Pereira (Teclado), Rama (Guitarra) e Otávio (Bateria), a banda já teve ao longo desses mais de 50 anos, várias formações.

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Fundada em 1964 com o nome de The Fenders, tinha como integrantes originais Almir Bezerra (vocais e guitarra), Liebert (contrabaixo), Lécio do Nascimento (bateria), Pedrinho (guitarra), Cleudir (teclados) e Jimmy Cruise (vocais).

Em 1965 Jimmy saiu do grupo e os membros remanescentes decidiram mudar o nome para The Fevers. Foi quando entraram mais dois componentes: Miguel Plopschi em 1965 e Luiz Claudio em 1969.

Gravaram seus primeiros discos em 1965 e 1966 pela Philips, que foram os compactos “Vamos dançar o Letkiss” (versão de Letkiss), “Wooly Bully” (de Domingo Samudio, em versão) e “Não vivo na solidão”.

Em 1966 tiveram uma participação no filme Na Onda do Iê-Iê-Iê.

Mudaram para a gravadora Odeon ainda em 1966, revelando-se um dos mais importantes grupos instrumentais da Jovem Guarda.
Fizeram (muitas vezes sem créditos nos discos) o acompanhamento instrumental de gravações de Eduardo Araújo (O bom), Erasmo Carlos (os LPs O Tremendão e Você me acende), Roberto Carlos (gravações como Eu te darei o céu e Eu estou apaixonado por você), Golden Boys, Wilson Simonal (faixas como Mamãe passou açúcar em mim), Trio Esperança (LP A festa do Bolinha), Jorge Ben (o LP O bidu/Silêncio no Brooklin) e o primeiro LP de Paulo Sérgio.

O grupo foi eleito melhor conjunto para bailes em 1968 e lançou um LP chamado Os Reis do Baile.

No ano de 1965, entrou na banda o saxofonista Miguel Plopschi, em 1969 o vocalista Luís Cláudio entrou para a banda cantando os grandes sucessos em inglês; em 1975 entrou Augusto César e no ano seguinte, em 1976, Pedrinho saiu da banda.
O grupo já era um dos maiores vendedores de disco do país desde 1969, sendo a Música mar de rosas a mais solicitada em todo o país e até hoje continua sendo a mais solicitada.

Em 1979, com a saída de Almir, a banda convidou Michael Sullivan para o grupo, que passou a dividir o vocal com Augusto César.

Em 1982 a música Elas por Elas (Augusto César e Nelson Motta) entrou na abertura da novela da TV Globo, colocando o grupo como um dos grandes vendedores de discos e de shows do país.

Em 1983, outra abertura de novela, agora com a música Guerra dos Sexos (Augusto César e Cláudio Rabello), trazendo um público mais jovem a conhecer o trabalho do grupo.
É claro que as novelas também foram muito importantes para a banda na época.

Também em 1983 o componente Miguel Plopschi se desliga da banda e assume a direção artística da gravadora BMG nessa época.

Em 1984 o conjunto fez participação especial no LP da recém-criada banda infantil Trem da Alegria, tendo sido parte fundamental na composição da lendária música Uni Duni Tê, uma das melhores músicas infantis já criadas no Brasil. A voz é do vocalista Augusto Cesar.

Em 1985 entrou Miguel Ângelo como tecladista da banda e Michael Sullivan saiu no ano seguinte, em 1986.

Em 1988 Augusto César gravou um disco solo e convidou o talentoso vocalista e guitarrista César Lemos para se juntar a eles.
César Lemos atendeu o nosso convite e participou com brilho de 1988 a 1991, após a saída de Augusto Cesar.
César permaneceu por 03 anos no grupo.

Em 1988 foi a vez de Cleudir sair.

Na década de 1990, outra mudança na banda: saiu César Lemos e entrou o guitarrista Rama.

Por problemas de saúde, saiu o baterista Lécio e entrou Darcy.

Almir Bezerra retorna à banda depois de 12 anos.

Em 1994, Darcy dá lugar ao baterista Otávio; com a entrada de Otávio a banda passou a contar com os veteranos Liebert e Luiz Cláudio e mais Miguel Ângelo (36 anos), Rama (25 anos) e Otávio 23 anos.
Com essa formação, The Fevers passou a década de 90 fazendo músicas de sucesso, porém como se fosse uma nova banda.

Em meados do ano 2000 Almir saiu novamente da banda e quem assumiu o vocal principal foi Luiz Claudio.

Em 2004, grande parte das obras de seu catalogo da EMI Music foram remasterizadas e lançadas em formato de box (caixas comemorativas), em CD com o titulo “The Fevers Collection”.

Esta coleção é composta por 21 títulos distribuídos em 10 volumes. O primeiro deles é o 0 (zero), chamado The Fevers e Amigos (1966), seguido pelo volume 1 – A Juventude Manda (1966) e A Juventude Manda 2 (1967), vol. 2 – O Máximo em Festa (1968), vol. 3 – Os Reis dos Bailes (1969) e The Fevers (1970), vol. 4 – The Fevers (1971) e A Explosão Musical dos Fevers (1971), vol. 5 – The Fevers (1972) e The Fevers (1973), vol. 6 – The Fevers (1974) e O Sol Nasce Para Todos (1975), vol. 7 – The Fevers Nadie Vive Sin Amor – Espanhol (1975), vol. 8 – The Fevers (1976).

Muitas destas obras gravadas em vinil foram remasterizadas em processo digital por Marcelo Froes e relançadas em CD.

Os Fevers participaram ativamente da comemoração dos 40 Anos da Jovem Guarda ao lado de Erasmo Carlos, Wanderléa e Golden Boys; montaram, sob a direção geral de José Carlos Marinho, o projeto 40 Anos de Rock Brasil – Jovem Guarda, que excursionou pelas principais capitais atuando nos principais espaços de Mega Shows de todo Brasil, com extraordinária repercussão.

O espetáculo foi registrado em DVD no Tom Brasil, São Paulo, premiado com Discos de Ouro e Platina. O Jovem Guarda – 40 Anos de Rock Brasil manteve-se na estrada com novo titulo de “Festa de Arromba”, tornando-se um dos principais espetáculos dirigidos para Eventos Coorporativos.

Em 2006, administrando o tempo entre shows e outros compromissos, gravaram ao vivo seu primeiro DVD numa grande apresentação realizada no Clube Português, em Recife. O repertório foi composto por grandes sucessos, como: “Mar de Rosa”, “Agora Eu Sei”, “Hey Girl”, “Vem Me Ajudar”, “Nathalie”, “Onde Estão Seus Olhos Negros”, “Se Você Me Quiser”, “Cândida”, “Alguém Em Meu Caminho”, “Guerra dos Sexos”, “Elas Por Elas”, “Garoto Que Amava Beatles e Rolling Stones”, “Menina Linda” “Woolly Bully” e “For Ever”.

Momentos especiais do DVD, além da perfeita performance dos Fevers, foram as participações especiais de “Renato e Seus Blue Caps” e da Banda “Pholhas”, sob Direção Artística de JC Marinho e produção Musical de Liebert Ferreira e Luiz Cláudio.

No inicio de 2007 o DVD e CD com titulo homônimo foi lançado pela gravadora Polydisc. Como esperado, a dobradinha novamente alcança novo recorde de vendagem, contabilizando mais um CD e DVD de ouro para o grupo.

Empolgados com o sucesso do DVD, organizaram novo show, lançado em agosto no palco do Canecão (Rio de Janeiro), sob o nome de “Vem Dançar”, com vendas de ingressos esgotadas. O repertório do espetáculo reproduz o do DVD, justificando muito bem o titulo “Vem Dançar”. O ritmo contagiante faz com que a plateia ofereça um espetáculo à parte durante quase 2 horas com o ritmo forte e contagiante da banda.

Um dos momentos mais importantes e emocionantes na carreira dos Fevers foi em 2008, quando do Concerto “FEVERS INTERNATIONAL TOUR”, no Ontário Place, em Toronto e em Mississauga, Canadá, onde foram homenageados pela comunidade portuguesa canadense.

A turnê internacional teve sequência em Julho de 2009, quando The Fevers se apresentaram novamente no Canadá, desta vez com maior destaque no Chin Radio Pic Nic, considerado o maior pic nic ao ar livre do mundo O evento reuniu uma plateia de mais de 150.000 pessoas no Ontário Place em Toronto, apresentaram-se novamente em Mississauga e em Winnipeg, e todos os concertos tiveram lotação esgotada.

Comemorando o sucesso e a carreira ininterrupta de quatro décadas, The Fevers lançou um novo disco, mas não foi apenas “mais um disco” na extensa discografia da banda. Nele eles não se acomodaram, mesmo sustentando o título de “A Banda mais Popular do Brasil” ou “A Melhor Banda de Shows” e o grupo resolveu inovar, registrando um de seus melhores trabalhos fonográficos até hoje.

O resultado mostrou um “frescor” de Anos 2000 com a pegada dos Fevers. Não é aquele som característico da banda, que só de ouvir já se identificava a fonte, mas tem o toque do moderno com a qualidade da experiência de 47 anos de estrada.
Trazendo canções inéditas, algumas feitas por renomados amigos como os irmãos Rogério “Percy” Lucas e Robson Lucas (“Vício Sem Cura”), do grupo sulista Nenhum de Nós (“Você Vai Lembrar de Mim”), Alex Cohen e Michael Sullivan (“Vai e Vem”), Cesar Lemos, Karla Aponte e Elsten Torres (“When A Man Cries / Quando Um Homem Chora”), bem como composições de integrantes da banda, “Sigo em Frente” (Luiz Cláudio e Francisdeo) e “O Pecado Mora Ao Lado” (Rama); este novo disco dos Fevers apontou para o novo caminho e sonoridade da banda. Releituras do quilate de “Hey Jude” ( Lennon & McCartney – versão de Rossini Pinto), sucesso de seus shows desde 1969 e “Um Louco” (Ed Wilson), que a banda estourou em 1988, os Fevers mostram a sua versatilidade em recriar clássicos de sua carreira para os novos ouvintes que estão chegando.
São mensagens de otimismo, alegria, confiança, que a banda passa a seus fãs, com as regravações de “É Preciso Saber Viver” (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), “Boa Sorte” (O. Vera e H.Sotero – versão Paulo Coelho) e “Marcas do Que Se Foi” (Tavito, Paulo Sergio Vale, Marcio Moura, Ribeiro, José Jorge e Ruy Mauriti). Para fechar o trabalho, o registro que mostra a cara dos Fevers: a gravação de “Eu Nasci A Dez Mil Anos Atrás” ( Raul Seixas e Paulo Coelho), com uma pegada e uma energia que justificam tantas bandas e músicos contemporâneos prestarem homenagens ao grupo.
Para um resultado final com esta qualidade, buscou-se trabalhar com os melhores profissionais e o melhor da tecnologia em equipamentos. Com isso, “Didier Fernan”, dirigiu toda gravação no Estúdio Copacabana e em seu Home Estúdio (RJ), “Cesar Lemos” (ex-integrante dos Fevers), foi o responsável pela gravação no Miami Beat Studio (Miami , EUA), “Guilherme Reis” mixou no Mega Studio (SP), e o festejado “Luigi Hoffer”, remasterizou no DMS – Digital Mastering Solutions (RJ).

E os Fevers não paravam. Este novo álbum, foi indicado na ocasião ao Prêmio da Música Brasileira de 2011.

Concorreram com The Fevers as bandas Roupa Nova e Sua Mãe, na categoria “Melhor Álbum Canção Popular”. A cerimônia do prêmio aconteceu no Theatro Municipal do Rio de Janeiro em Julho de 2011 e a banda vencedora foi o Roupa Nova. Porém, para os Fevers foi uma grande vitória a indicação ao prêmio.

Com agenda de shows muito requisitada, os Fevers mantém uma média anual superior a mais de 100 apresentações de Shows ao vivo, atuando de norte a sul do país e exterior.

Desde festas populares, passando por eventos corporativos e recepções das camadas mais elitizadas da sociedade brasileira, suas canções marcaram épocas, o que prova que The Fevers está marcado nos corações de seus fãs e na musica popular brasileira.

Fato este que independe de classe social e destaca o lado “cult” da banda, confirmando o resultado de pesquisa do programa Fantástico da TV Globo em 1979: The Fevers é a “Banda mais Popular do País”.

A banda passou pelas gravadoras Polydisc, Som Livre, Emi Music e BMG.

Ao longo dos anos continua sendo reconhecida ainda pela popularidade alcançada pelas participações no programa Jovem Guarda e também por acompanhar outros artistas na época.

Com uma vasta discografia, The Fevers lançaram alguns álbuns usando pseudônimos, e toda a discografia do grupo poderá ser conhecida neste site.

Pela indústria fonográfica, a banda conquistou 28 Discos de Ouro, 5 de Platina, 2 de Platina Duplo, 1 de Diamante, Disco de Ouro e Platina em Portugal, Prêmio Sharp como “Melhor Grupo”, Prêmio “Destaque Popular”, da Rádio Difusão, em 1999, Prêmio Petrobrás Rio Show 2005, 2006 e 2007, Prêmio Portuguese Cultural, Mississauga, Canadá, em 2009, Prêmio Festa Nacional da Música em Canela, RS, Edição 2010 e em 2011, a indicação ao 22º. Prêmio da Música Brasileira, na categoria Melhor Grupo / Canção Popular.

Em depoimento, Renato Barros, líder da banda de Rock mais antiga em atividade do mundo, que é Renato e Seus Blue Caps, fala sobre os colegas de banda!

Já cansei (citada no depoimento do Renato)

NOTA: Faleceu no Rio de Janeiro Miguel Angelo Pereira, o tecladista da banda, em 28 de julho de 2017.

“What to do” VERSUS Sabbath Bloody Sabbath: Canção gravada por Vanusa foi plagiada!

Em 1973 Alfie Soares compôs uma música em inglês em parceria com o excelente guitarrista Papi, e a música foi gravada por Vanusa.
O disco de Vanusa foi gravado em Março de 1973, portanto foi lançado oito meses antes do disco do Black Sabbath, que foi lançado em novembro do mesmo ano de 1973.

Reza a lenda que o guitarrista Tony Iommi teria utilizado o riff inicial da canção composta por Alfie e Papi, “What to Do”, gravada por Vanusa, para compor a clássica “Sabbath Bloody Sabbath”, por que durante o processo de composição para o álbum Sabbath Bloody Sabbath, Iommi teria sofrido um bloqueio criativo causado pelo excesso de cocaína que o impediu de conseguir criar qualquer canção para a banda, como ele sempre havia feito até então. Segundo consta na mídia, seu desespero atingiu um grau tão elevado que ele pediu para sua equipe técnica e amigos que lhe trouxessem discos de “outras culturas”, para que ele pudesse ter algum tipo de inspiração. E foi aí que certamente o álbum de Vanusa caiu nas mãos de Iommi, que além de “copiar” o riff criado por Papi, que é quem está na guitarra na gravação de Vanusa, também colocou no arranjo deles uma parte mais lenta, exatamente como na canção original.

Apesar de haver muitas especulações na Internet, o fato real é que Alfie Soares e Papi completaram a música em janeiro de 1973. Ela lhes foi encomendada por Wilson Miranda, o produtor do disco de Vanusa, que queria uma canção em inglês para tentar o mercado internacional.
Eles assinaram o contrato com a editora da RCA e Papi é quem está na guitarra solo.

vanusa-e-o-plagio

Ouçam as duas músicas…

WHAT TO DO
(Alfie Soares/Papi)

Don’t you feel it’s kind of hard living with no fear
Don’t you sometimes wonder why living is no fun
Yes you do, but you just sit and watches the world go ‘round
And it hurts me when I hear you say that you can’t do it
Just keeps on asking
What to do? What to do?

Well, go, out and face the rain
Then the storm won’t hurt so bad
Tell yourself that you are free
Free enough to say I’m free
Be free, be free

Sabbath Bloody Sabbath
(Black Sabbath)

You’ve seen life through distorted eyes
You know you had to learn
The execution of your mind
You really had to turn
The race is run the book is read
The end begins to show
The truth is out, the lies are old
But you don’t want to know
Nobody will ever let you know
When you ask the reasons why
They just tell you that you’re on your own
Fill your head all full of lies
The people who have crippled you
You want to see them burn
The gates of life have closed on you
And now there’s just no return
You’re wishing that the hands of doom
Could take your mind away
And you don’t care if you don’t see again
The light of day
Nobody will ever let you know
When you ask the reasons why
They just tell you that you’re on your own
Fill your head all full of lies
You bastards
Where can…

Aqui um vídeo comparando as duas músicas.

Para quem se admirar pelo fato de um músico brasileiro ser plagiado por um artista internacionalmente famoso, lembre-se que Santana também foi processado e teve que pagar indenização a Edu Lobo, quando lançou seu sucesso mundial Oye Como Va, cujo solo de guitarra de Santana lembrava muito um trecho da linha melódica da musica REZA, de Edu Lobo.
Rod Stewart também plagiou Jorge Ben Jor em Do You Think I’m Sexy.

Renato Barros expõe sobre a escolha das músicas que são tocadas nos Shows da banda Renato e Seus Blue Caps.

Renato Barros responde às dúvidas de alguns fãs que gostariam de ver outras músicas no repertório dos Shows de sua Banda Renato e Seus Blue Caps, e diz:

“O repertório de um show é muito complexo, talvez seja até mesmo a parte mais complexa. Fazemos a escolha obedecendo a critérios e ao aprendizado que o tempo nos proporcionou no decorrer dos anos e levando-se em conta o tamanho do Brasil e suas diversas regiões completamente distintas. Muitas músicas ficam de fora até contra a nossa vontade, sendo assim, montamos um Show com músicas que foram sucessos nacionais e não regionais. Somamos a isto o entendimento de que vivemos uma época em que o público valoriza demais a dança e a alegria (principalmente os mais jovens), e para atendê-los, colocamos os grandes sucessos do Rock internacional, como Beatles, Rolling Stones, Roy Orbinson etc…. Não é fácil montar um repertório, mas estamos abertos às boas sugestões.
Se não forem atendidos é porque a sugestão não se enquadrou a nossa filosofia.”

Além disso, nesta conversa informal via Messenger, Renato explica detalhadamente a escolha das músicas nos shows…
(me desculpem pelas falhas do sinal da Net…)

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O mesmo vídeo no Youtube:

renato-e-cid-de-costas

Versões e originais de canções de Hamilton Di Giorgio, gravadas por outros cantores.

Os Caçulas: Versão => Estrela Que Cai

A Estrela Que Cai (Good Morning Starshine) [Os Caçulas]

Roberto Carlos: Versão => Lobo Mau

Lobo Mau (The Wanderer) [Roberto Carlos]

Celly Campello: Versão => Só Entre Dois Amores

Só Entre Dois Amores [Celly Campello]

OS VIPS: Versões => Flamenco e Rostinho Triste

Flamenco [Os Vips]

Rostinho Triste (I’ve Got That Feeling) [Os Vips]

Bobby de Carlo: Versão => Brotinho sem ninguém

Brotinho Sem Ninguém (A Boy Without A Girl) [Bobby de Carlo]

Composição Original => Brinquedinho

Brinquedinho [Bobby de Carlo]

Agnaldo Timóteo: Versão => Na noite que que se vai

Na Noite Que se Vai (L’Amore Se Ne Va) [Agnaldo Timóteo]

AS VERSÕES DE HAMILTON DI GIORGIO GRAVADAS POR TONY CAMPELLO.

1. Não toque esta canção
2. Ao balanço do twist
3. O meu bem só quer chorar perto de mim
4. Estrela que cai
5. Lobo Mau

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