O DIA EM QUE O ROCK AND ROLL CHEGOU AO BRASIL PELO AEROPORTO DE CONGONHAS!

Bill Haley e Seus Cometas, a convite da TV Record, chegaram a São Paulo no Aeroporto de Congonhas no dia 24 de abril de 1958.

O repórter Silvio Luiz, meio escondido atrás do Microfone tipo tijolão, faz sua entrevista para divulgar o Rock and Roll no Brasil.

A TV Record foi a emissora que mais trouxe artistas internacionais ao Brasil nos anos 50 e 60.
O rock ainda não tinha vez em nosso País, era o tempo dos cantores românticos como Orlando Silva, Carlos Galhardo, Nelson Gonçalves, Nora Ney, etc… Orquestras como Ray Connif, Élcio Alvares e sua orquestra, Rago e Seu Regional, Mario Zan etc.

Bill Haley nasceu em 6 de julho de 1925 e faleceu no Texas em 9 de fevereiro de 1981, acometido por um tumor cerebral. Seu corpo foi cremado. Foi um musico do Rock and Roll. Ele e sua banda Crazy Man Crazy chegou a gravar o primeiro rock a entrar nas paradas de sucessos dos Estados Unidos. Sua banda mudou de nome em 1952 passando a chamar-se Bill Haley e Seus Cometas. Receberam das mãos de um compositor em 1953 o Rock Around The Clock que só conseguiram gravar em 12 de abril de 1954.

Quando Bill Haley e os demais componentes da banda desceram do avião no Aeroporto de Congonhas em 1958, foi uma correria de jovens que desejavam chegar perto da famosa banda para pedir autografo.
O rock internacional revolucionou o palco do Teatro Record na Rua da Consolação, 1992 e ensinou o novo modo de dançar no Brasil.

O sucesso foi tanto que os brasileiros correram às lojas para comprar discos do grupo e dos outros astros do rock and roll. Bill Haley, com o topete tipo “pega rapaz”, sua marca registrada, levou os jovens ao delírio. Houve confusão no aeroporto envolvendo os fãs mais exaltados e segurança de serviço.

Lembrando que na época Antonio Aguillar ainda era repórter fotográfico do jornal O Estado de São Paulo, e registrou todo esse novo momento musical com reportagens ilustradas no periódico. No Cine Art-Palácio existente no Largo do Paissandu havia a projeção do filme O Balanço das Horas com cenas da famosa banda e o rock comia solto, a ponto de a rapaziada se exaltar, pulando, dançando, quebrando as poltronas do cinema para conseguir espaço e celebrar ali suas danças acrobáticas, que era ao som do rock n’ roll. Foi dai em diante, que veio a inspiração para uma nova vocação: fazer um programa musical de rock numa boa emissora de rádio. A profissão de repórter fotográfico ficou para trás, Antonio Aguillar foi contratado pela Rádio Nacional de S.Paulo e nasceu o programa Ritmos para a Juventude a partir de 1960.
Dai em diante não é preciso dizer mais nada, pois há mais de meio século Aguillar continua prestigiando esse movimento musical.

(Por Antonio Aguillar)

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KM 60 – ESTA BANDA É SHOW!

BANDA KM60 – FORMAÇÃO

Toni Trigo – Vocal e Contra Baixo
Claudemir – Guitarra e Vocal
José Valter – Guitarra Base e Vocal
Regis – Teclados e Vocal
Ênio Trigo – Vocal, Gaita e Saxofone
Marcelo – Bateria

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SHOWS DE RENATO E SEUS BLUE CAPS EM SALVADOR/BA

Seguindo com sua agenda de shows pelo Brasil, este final de semana que passou foi a vez da Bahia receber a banda de Rock RENATO E SEUS BLUE CAPS.

Na sexta, 29/09 estiveram em Feira de Santana e no sábado, 30/09 em Salvador (AABB).

FEIRA DE SANTANA

FEIRA DE SANTANA/BA 29/09/2017

Feira de Santana

SALVADOR – 30/09/2017

 

Seguem alguns vídeos filmados por Maurício Almeida (CBS/Sony), que usou seu iPhone 7 Plus e sua máquina Nikon Coolpix AW110 para registrar algumas partes do Show.

“RENATO E SEUS BLUE CAPS – A PRIMEIRA LÁGRIMA”
Show 68 anos de Carlos Alberto no Spazio em Feira de Santana na Bahia
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“RENATO E SEUS BLUE CSPS – NÃO VOLTO MAIS” (Paperback Writer)
Show 68 anos de Carlos Alberto no Spazio em Feira de Santana

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RENATO E SEUS BLUE CAPS EM FEIRA DE SANTANA – 29/09/2017 – PARTE 1
Festividades em comemoração aos 68 anos de Carlos Alberto no SPAZIO, em Feira de Santana, na Bahia.

1 – Menina Linda
2 – Feche os Olhos
3 – Não me Diga Adeus Jamais
4 – Meu Bem não Me Quer
5 – Pretty Woman
6 – Day Tripper
7 – Era um Garoto que Como eu Amava Os Beatles e Os Rolling Stones
8 – Satisfaction
9 – Festa de Arromba
10 – O Picapau
11 – Pode vir Quente que eu Estou Fervendo
12 – O Bom
13 – Corcovado
14 – Garota Malvada
15 – Cláudia
16 – Ana
17 – Playboy
18 – Hotel California

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RENATO E SEUS BLUE CAPS EM FEIRA DE SANTANA – 29/09/2017 – PARTE 2

Show realizado no “Spazio Eventos” em Feira de Santana, em 29 de setembro de 2017.

1 – Não Volto Mais Não (Paperback Writer)
2 – Primeira Lágrima
3 – Não aceito o teu adeus
4 – Eu Sou apenas Alguém
5 – Como Num Sonho
6 – Não Te Esquecerei
7 – O Meu Primeiro Amor
8 – Até o Fim
9 – Você não Soube Amar
10 – Dona do Meu Coração

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RENATO E SEUS BLUE CAPS EM SALVADOR NA AABB – 30/09/2017
Show de Renato e Seus Blue Caps na AABB em Salvador, 30 de setembro de 2017.

1 – Se Você Soubesse
2 – Não te Esquecerei
3 – O Meu Primeiro Amor
4 – Até o Fim
5 – Você não Soube Amar
6 – Dona do Meu Coração
7 – Primeira Lágrima
8 – Dona do Meu Coração (Reprise)

PRIMEIRA LÁGRIMA / DONA DO MEU CORAÇÃO

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TRANSMISSÃO AO VIVO DE SALVADOR PARA O FACEBOOK

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RENATO E SEUS BLUE CAPS NO TEATRO CASTRO ALVES – SALVADOR

SHOW DA BANDA REALIZADO EM 19/08/2017 NO TEATRO CASTRO ALVES EM SALVADOR.

Renato Barros e Cid Chaves na TV Bahia – Programa Bahia Meio-Dia em 19/-8/2017.

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Medley

Medley-2

Medley-3

MENINA LINDA

SMILE

EU SEI QUE VOU TE AMAR

CORCOVADO

MOMENTO ESPECIAL E BASTANTE ESPERADO

Renato Barros canta sua composição ‘MAIOR QUE O MEU AMOR”, gravada por Roberto Carlos, acompanhado pelo violinista Rodrigo, garoto que Renato pegou no colo, conheceu ainda criança, e que hoje dividiu o palco com ele neste momento lindo.

MAIOR QUE MEU AMOR

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Os vídeos na Página Oficial da Banda no Facebook:

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RENATO E SEUS BLUE CAPS NO TEATRO CASTRO ALVES EM SALVADOR – MEDLEY

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RENATO E SEUS BLUE CAPS EM SALVADOR – TEATRO CASTRO ALVES (19/08/2017)
HOMENAGENS A CHARLES CHAPLIN, TOM JOBIM E VINÍCIUS DE MORAES

FOTOS

LEMBRANÇAS QUE “O TEMPO NÃO VAI APAGAR”

Ao som de Renato Barros interpretando a composição de Paulo César Barros e Getúlio Côrtes, intitulada “O Tempo Vai Apagar”, algumas fotos da Revista do Rádio citando o conjunto formado por Renato e seus irmãos em 1959, quando o grupo se apresentou pela primeira vez no programa “Hoje é dia de rock”, de Jair de Taumaturgo, na rádio Mayrink Veiga, com o nome de “Bacaninhas do rock da Piedade”.
Em 1960 voltaram ao programa e venceram o concurso, agora com o nome de Renato e Seus Blue Caps. Como prêmio foram participar do programa do Chacrinha e daí pra frente a fama e o sucesso chegou pra eles.

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A Polêmica Historia que envolve o nome da Banda The Jet Black`s e sua fundação.

Muito já se falou da historia deste conjunto dos anos 60, tanto por historiadores como pelo legado em textos e fitas deixados por alguns de seus integrantes, a exemplo das três fitas que estão em posse do historiador Eduardo Reis e que tocam no assunto “fundação do grupo e a escolha do nome”.

A primeira fita trata-se de uma entrevista do Gato com Idalina de Oliveira em 1966 pela Rádio Tupi) onde ele fala sobre várias coisas, por exemplo:

·         Conta sobre o nome, dizendo que, na opinião dele, “The Vampires” é coisa de Transilvânia e não servia para nome de conjunto de rock´n´roll, e ele (Gato), forçou a mudança do nome, tendo escolhido o nome Jet Black´s, com apóstrofe e “S” em homenagem aos THE SHADOWS. Vejam que a história é quase a mesma contada por Jurandi, pois ele (Jura) fala que Zé Paulo havia escolhido o nome.

·          Gato cita Joe primo, fala que no início de 1962 ele pegou tuberculose e, contrariando o Jurandi, ele (Gato), Jairo (diretor da Chantecler) e o cantor Oswaldo Rodrigues, com a ajuda do prefeito de Campos do Jordão, o internaram no sanatório Nossa Senhora das Mercês em Campos do Jordão; Eloy, Guitarra base do conjunto Super Som T.A., entrou no lugar de Joe Primo.

·         Fala da sua saída dos The Jet Black´s alguns meses antes, e que estava tocando baixo no quarteto de Renato Mendes, no Johan Sebastian Bar. Quando Idalina pergunta o motivo ele diz que prefere não tocar no assunto.

A segunda fita, gravada em 1991 na casa de Guilherme Dotta, o Tico, por um jornalista da Folha de São Paulo. Nela o jornalista entrevista Jurandi, Gato e Tico, falam sobre vários assuntos e nas páginas tantas o jornalista pergunta a origem do nome. O Jurandi imediatamente fala que ele (Jura) sugeriu o nome e o Gato, de forma meio ríspida, retruca: VOCÊ? Creio que fui eu que batizei o grupo com este nome. O Jura fala qualquer coisa baixo e retoma o assunto com o comentário: Polemicas à parte o nome foi escolhido pelo grupo. Nesta entrevista fica claro que o Gato e o Jurandi não haviam esquecido as magoas do passado…

A terceira fita é uma entrevista com o Orestes, onde estavam Eduardo Reis, Foguinho e Orestes e este conta sobre a época da Boate Lancaster e quando perguntado sobre o nome do grupo ele fala que, “pelo que sabia” foi uma decisão do Gato e que este havia escolhido o nome em homenagem aos Shadows.

Porém, a verdadeira historia da mudança de nome quem conta é Primo Moreschi, o Joe Primo, legítimo e verdadeiro fundador do conjunto The Vampires, que depois se tornou The Jet Black`s!

“Para início de conversa, conheci o Gato quando o vi mexendo em um piano dentro dos estúdios onde eu (Joe Primo), Bobby De Carlo, Carlão, Zé Paulo e Jurandi, que formávamos “The Vampires”, ensaiávamos alguns cantores, os futuros participantes que iriam se apresentar no Programa Ritmos Para a Juventude, de Antonio Aguillar; Gato era ainda um ilustre desconhecido num canto do estúdio, o qual somente me chamou a atenção em razão de estar tirando alguns acordes do piano. Perguntei se ele sabia tocar piano, ele disse que arranhava um pouco, então o convidei para tocar e ele aceitou. Na semana seguinte, eu tive a ideia de conversar e sugerir a um dos integrantes amadores que testei e aprovei para participar do programa Ritmos para a Juventude (vai dai eu ter a liberdade de sugerir), cujo nome era Jet Blacks, e com as seguintes palavras eu lhe disse: Vem cá Jet Black! Você não quer trocar de nome com a gente?

Ele humildemente, e sorridente, respondeu prontamente que trocava sim. Então eu sugeri a ele que por ele ser magro e pequeno deveria se chamar Little Black, e nós The Jet Black´s.

Portanto é mentira que teve condição imposta pelo Gato para mudar o nome do conjunto, e muito menos consultei alguém além do Bobby De Carlo para mudar o nome The Vampires para The Jet Black`s.
Outra mentira deslavada, sem nenhum cabimento, está relacionada ao início do The Vampires: dizer que Jurandi, Zé Paulo, Orestes, Gato e Ernestico que iniciaram o conjunto, quando em verdade somente o Gato chegou a participar da segunda semana da fundação do The Vampires feita por mim, Joe Primo, Bobby De Carlo, Carlão, e aí sim, o Zé Paulo veio e foi quem convidou o Jurandi, que mal sabia tocar samba em alguma reunião do colégio que os dois estudavam.
O Ernestico só passou a fazer parte do conjunto quando, já como The Jet Black´s, começamos a tocar na Boate Lancaster. E o Orestes sempre foi cogitado, principalmente pelo Zé Paulo, para fazer parte integrante do The Jet Black´s, mas nunca daí dizer que ele iniciou quando ainda era The Vampires. (mentira deslavada, que inclusive cai em contradição até pela fotografia postada na página em questão, (uma tremenda montagem) tendo ao fundo uma bateria dos The Clevers sendo que esse conjunto só passou a existir após o Jurandi, Zé Paulo e o Gato, já se achando muito superior, não aceitavam mais participar do programa Ritmos Para a Juventude, daí Antonio Aguillar ter lançado o conjunto.

Esta é a foto polêmica , onde podemos ver o Joe Primo e o Carlão, porém a bateria tem o nome The Clevers.

Esta é a foto polêmica , onde podemos ver o Joe Primo e o Carlão, porém a bateria tem o nome The Clevers.

Portanto, essa foto é uma mentira, mas também serve para desmentir declarações do Jurandi de que o Orestes e Nestico iniciaram o The Vampires, pois nessa montagem não esta nem Orestes, e muito menos o Nestico. E vou mais além, nem mesmo o Zé Paulo; esse sim deveria estar. Quanto ao Orestes, só passou a integrar os The Jet Black´s, quando eu adoeci por ter dado tudo de mim até a saúde para poder fazer o The Jet Black´s ser sucesso. Passados alguns meses voltei e fui deixado de lado em prol de outro que já havia ocupado meu lugar. Em meu livro “O Protagonista Oculto dos Anos 60″ eu relato o passo a passo de como tudo aconteceu, com provas vivas até hoje, que podem e devem confirmar a veracidade dos fatos por mim relatados em meu livro de memórias.”

E tudo isso já foi revelado aqui mesmo neste Blog e visto nas redes sociais, mas sempre vale a pena mostrarmos de novo, inclusive por que tivemos também o depoimento de Bobby de Carlo sobre a veracidade dos fatos relatados pelo Joe Primo e endossados por Sérgio Vigilato, o Serginho Canhoto.

Bobby de Carlo fala sobre seu amigo e companheiro, Primo Moreschi.

Eu diria que Primo é um artista! Musico, pintor, compositor, poderia ser também um grande ator comediante. Lembro-me de um texto seu que em resumo seria isto:

“…Como você é linda, seu vestido branco, suas mãos tão delicadas, seu rosto tão lindo, sua pele clara, muito clara.
Porque não fala comigo?
Acorda! acorda! ACORRRRDA!!!
Pô!  Não vê que ela tá morta?”

Desculpe o humor negro, mas isso era coisa do Primo…

No meu primeiro LP pela gravadora Mocambo, gravei com os Megatons. Foi certamente um dos momentos de maior prazer na minha vida.
Sem imposição alguma, gravei o que queria da forma mais descontraída possível.
Com o bom humor do grupo, o clima era maravilhoso. Criei arranjos, participei como musico, convidei para participar em algumas faixas o Wanderley pianista, (ex Roberto Carlos), o Nestico sax do Jet´s, e nunca houve por parte dos Megatons, Primo, Bitão, Luiz, Renato e Edgar qualquer tipo de estrelismo.
Nós nos divertimos muito.  Coisa que não aconteceu quando da minha volta ao The Jet Black´s em l964, quando disse ao Jurandir para que criássemos algumas musicas, coisas próprias. Porem ele achava melhor “tirar” musicas de outros conjuntos, ou seja, copiar o original e tocar nos Jet Black´s. Coisas estas que fazíamos em nossa adolescência musical.
O Orestes saiu, e eu, desmotivado, saí também.

Serei sempre amigo do Primo, tenho-o em alta estima.
Tenho certeza que a década de sessenta será marcada positivamente em nossas vidas!”

Um grande abraço
Bobby.

Joe Primo, o Precursor da História dos Jet Black’s!

Joe Primo, nome artístico de Primo Moreschi, é uma dessas pessoas predestinadas e muito especiais, que vieram ao mundo para construir uma vida rica de fatos pitorescos e situações inusitadas, sempre convivendo com venturas e desventuras, desafiando a morte e a vida com muito bom humor e propriedade, tirando dos infortúnios, força para sobrepujar os obstáculos que permearam sua vida, sempre tirando ensinamentos ao longo de sua trajetória, sem jamais esmorecer.
Filho dos italianos Concheta e José Moreschi, Primo foi o caçula de nove irmãos e ainda muito pequeno perdeu a mãe e em seguida o pai, tendo que viver de um lado para outro, sem um lar, primeiro de favor na casa de irmãos, depois tendo que trabalhar desde tenra idade para pagar seu próprio sustento em pensão domiciliar.
Ainda quando tinha de sete para oito anos de idade, Primo teve o primeiro contato com os instrumentos musicais, pois acompanhava seu irmão mais velho nos ensaios de sua banda country chamada Rancheiros da Paulicéia. Eles tocavam na Rádio América e Primo acompanhava os ensaios e assim aprendeu também a tocar violão e guitarra.
Primo nasceu artista e por necessidade aprendeu a profissão de retocador de retratos para ter o seu próprio sustento, e também exerceu a profissão de fotógrafo. Além disso, costumava compor canções e um belo dia a oportunidade de entrar para o meio artístico surgiu em um encontro casual com o compositor Américo de Campos.
Joe Primo gravou seu primeiro disco e tornou-se conhecido em 1961, com as músicas “Ela me fez de limão” e “Água de cheiro” sendo transmitidas pela Rádio Nacional de São Paulo, chegando às paradas de sucesso.
Foi em suas andanças pelas rádios de São Paulo para a divulgação do seu 78rpm que Joe Primo teve oportunidade de voltar à Rádio Nacional para participar de um programa de lançamentos musicais, intitulado “Ritmos para a Juventude”, cujo apresentador era Antonio Aguillar. Foi nessa época que ele teve a ideia de formar um conjunto de Rock para acompanhar os cantores que se apresentavam naquele programa, e juntamente com o amigo Roberto Caldeira dos Santos, o Bobby de Carlo, fundou o conjunto The Vampires, que viria a ser The Jet Black’s, em um tempo em que o Rock’n’Roll começava a marcar presença no Brasil.
Foi assim que o menino órfão, que passou tantas privações na vida, tendo sido até mesmo acometido por grave doença, precisando ser internado no Sanatório Nossa Senhora das Mercês em Campos do Jordão para se tratar da doença que o acometeu devido a ter passado fome e frio em suas peregrinações pelas rádios e gravadoras em busca de divulgação dos discos do conjunto, iniciou os primeiros passos para que o Brasil tivesse uma das mais queridas e famosas bandas de Rock Instrumental, The Jet Black’s, cujo sucesso foi tanto que mesmo tendo já se passado mais de 50 anos do início de tudo, não há quem não tenha ouvido falar nela!
Primo Moreschi ainda formou Os Megatons, um grupo que se destacou pelos sons exóticos e criativos perpetuados na música jovem, antes de se retirar definitivamente do meio artístico para viver em Campo Grande/MS, onde constituiu família e tornou-se reconhecido empresário da indústria de moveis planejados e exclusivos.

“O PROTAGONISTA OCULTO DOS ANOS 60”

Um pouco sobre a Trajetória Musical da Banda de Rock The Fevers!

THE FEVERS, UMA DAS BANDAS DE ROCK MAIS ANTIGAS DO BRASIL EM ATIVIDADE.

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Da esquerda para a direita : Miguel ( sax ) , Lécio ( baterista ) , Liebert ( contrabaixo ) , Cleudir ( teclados ), Pedrinho da Luz ( guitarra solo ) e Almir (guitarra base e vocal).

Formada atualmente por Luiz Cláudio (Vocal), Liebert (Contrabaixo), Miguel Angelo Pereira (Teclado), Rama (Guitarra) e Otávio (Bateria), a banda já teve ao longo desses mais de 50 anos, várias formações.

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Fundada em 1964 com o nome de The Fenders, tinha como integrantes originais Almir Bezerra (vocais e guitarra), Liebert (contrabaixo), Lécio do Nascimento (bateria), Pedrinho (guitarra), Cleudir (teclados) e Jimmy Cruise (vocais).

Em 1965 Jimmy saiu do grupo e os membros remanescentes decidiram mudar o nome para The Fevers. Foi quando entraram mais dois componentes: Miguel Plopschi em 1965 e Luiz Claudio em 1969.

Gravaram seus primeiros discos em 1965 e 1966 pela Philips, que foram os compactos “Vamos dançar o Letkiss” (versão de Letkiss), “Wooly Bully” (de Domingo Samudio, em versão) e “Não vivo na solidão”.

Em 1966 tiveram uma participação no filme Na Onda do Iê-Iê-Iê.

Mudaram para a gravadora Odeon ainda em 1966, revelando-se um dos mais importantes grupos instrumentais da Jovem Guarda.
Fizeram (muitas vezes sem créditos nos discos) o acompanhamento instrumental de gravações de Eduardo Araújo (O bom), Erasmo Carlos (os LPs O Tremendão e Você me acende), Roberto Carlos (gravações como Eu te darei o céu e Eu estou apaixonado por você), Golden Boys, Wilson Simonal (faixas como Mamãe passou açúcar em mim), Trio Esperança (LP A festa do Bolinha), Jorge Ben (o LP O bidu/Silêncio no Brooklin) e o primeiro LP de Paulo Sérgio.

O grupo foi eleito melhor conjunto para bailes em 1968 e lançou um LP chamado Os Reis do Baile.

No ano de 1965, entrou na banda o saxofonista Miguel Plopschi, em 1969 o vocalista Luís Cláudio entrou para a banda cantando os grandes sucessos em inglês; em 1975 entrou Augusto César e no ano seguinte, em 1976, Pedrinho saiu da banda.
O grupo já era um dos maiores vendedores de disco do país desde 1969, sendo a Música mar de rosas a mais solicitada em todo o país e até hoje continua sendo a mais solicitada.

Em 1979, com a saída de Almir, a banda convidou Michael Sullivan para o grupo, que passou a dividir o vocal com Augusto César.

Em 1982 a música Elas por Elas (Augusto César e Nelson Motta) entrou na abertura da novela da TV Globo, colocando o grupo como um dos grandes vendedores de discos e de shows do país.

Em 1983, outra abertura de novela, agora com a música Guerra dos Sexos (Augusto César e Cláudio Rabello), trazendo um público mais jovem a conhecer o trabalho do grupo.
É claro que as novelas também foram muito importantes para a banda na época.

Também em 1983 o componente Miguel Plopschi se desliga da banda e assume a direção artística da gravadora BMG nessa época.

Em 1984 o conjunto fez participação especial no LP da recém-criada banda infantil Trem da Alegria, tendo sido parte fundamental na composição da lendária música Uni Duni Tê, uma das melhores músicas infantis já criadas no Brasil. A voz é do vocalista Augusto Cesar.

Em 1985 entrou Miguel Ângelo como tecladista da banda e Michael Sullivan saiu no ano seguinte, em 1986.

Em 1988 Augusto César gravou um disco solo e convidou o talentoso vocalista e guitarrista César Lemos para se juntar a eles.
César Lemos atendeu o nosso convite e participou com brilho de 1988 a 1991, após a saída de Augusto Cesar.
César permaneceu por 03 anos no grupo.

Em 1988 foi a vez de Cleudir sair.

Na década de 1990, outra mudança na banda: saiu César Lemos e entrou o guitarrista Rama.

Por problemas de saúde, saiu o baterista Lécio e entrou Darcy.

Almir Bezerra retorna à banda depois de 12 anos.

Em 1994, Darcy dá lugar ao baterista Otávio; com a entrada de Otávio a banda passou a contar com os veteranos Liebert e Luiz Cláudio e mais Miguel Ângelo (36 anos), Rama (25 anos) e Otávio 23 anos.
Com essa formação, The Fevers passou a década de 90 fazendo músicas de sucesso, porém como se fosse uma nova banda.

Em meados do ano 2000 Almir saiu novamente da banda e quem assumiu o vocal principal foi Luiz Claudio.

Em 2004, grande parte das obras de seu catalogo da EMI Music foram remasterizadas e lançadas em formato de box (caixas comemorativas), em CD com o titulo “The Fevers Collection”.

Esta coleção é composta por 21 títulos distribuídos em 10 volumes. O primeiro deles é o 0 (zero), chamado The Fevers e Amigos (1966), seguido pelo volume 1 – A Juventude Manda (1966) e A Juventude Manda 2 (1967), vol. 2 – O Máximo em Festa (1968), vol. 3 – Os Reis dos Bailes (1969) e The Fevers (1970), vol. 4 – The Fevers (1971) e A Explosão Musical dos Fevers (1971), vol. 5 – The Fevers (1972) e The Fevers (1973), vol. 6 – The Fevers (1974) e O Sol Nasce Para Todos (1975), vol. 7 – The Fevers Nadie Vive Sin Amor – Espanhol (1975), vol. 8 – The Fevers (1976).

Muitas destas obras gravadas em vinil foram remasterizadas em processo digital por Marcelo Froes e relançadas em CD.

Os Fevers participaram ativamente da comemoração dos 40 Anos da Jovem Guarda ao lado de Erasmo Carlos, Wanderléa e Golden Boys; montaram, sob a direção geral de José Carlos Marinho, o projeto 40 Anos de Rock Brasil – Jovem Guarda, que excursionou pelas principais capitais atuando nos principais espaços de Mega Shows de todo Brasil, com extraordinária repercussão.

O espetáculo foi registrado em DVD no Tom Brasil, São Paulo, premiado com Discos de Ouro e Platina. O Jovem Guarda – 40 Anos de Rock Brasil manteve-se na estrada com novo titulo de “Festa de Arromba”, tornando-se um dos principais espetáculos dirigidos para Eventos Coorporativos.

Em 2006, administrando o tempo entre shows e outros compromissos, gravaram ao vivo seu primeiro DVD numa grande apresentação realizada no Clube Português, em Recife. O repertório foi composto por grandes sucessos, como: “Mar de Rosa”, “Agora Eu Sei”, “Hey Girl”, “Vem Me Ajudar”, “Nathalie”, “Onde Estão Seus Olhos Negros”, “Se Você Me Quiser”, “Cândida”, “Alguém Em Meu Caminho”, “Guerra dos Sexos”, “Elas Por Elas”, “Garoto Que Amava Beatles e Rolling Stones”, “Menina Linda” “Woolly Bully” e “For Ever”.

Momentos especiais do DVD, além da perfeita performance dos Fevers, foram as participações especiais de “Renato e Seus Blue Caps” e da Banda “Pholhas”, sob Direção Artística de JC Marinho e produção Musical de Liebert Ferreira e Luiz Cláudio.

No inicio de 2007 o DVD e CD com titulo homônimo foi lançado pela gravadora Polydisc. Como esperado, a dobradinha novamente alcança novo recorde de vendagem, contabilizando mais um CD e DVD de ouro para o grupo.

Empolgados com o sucesso do DVD, organizaram novo show, lançado em agosto no palco do Canecão (Rio de Janeiro), sob o nome de “Vem Dançar”, com vendas de ingressos esgotadas. O repertório do espetáculo reproduz o do DVD, justificando muito bem o titulo “Vem Dançar”. O ritmo contagiante faz com que a plateia ofereça um espetáculo à parte durante quase 2 horas com o ritmo forte e contagiante da banda.

Um dos momentos mais importantes e emocionantes na carreira dos Fevers foi em 2008, quando do Concerto “FEVERS INTERNATIONAL TOUR”, no Ontário Place, em Toronto e em Mississauga, Canadá, onde foram homenageados pela comunidade portuguesa canadense.

A turnê internacional teve sequência em Julho de 2009, quando The Fevers se apresentaram novamente no Canadá, desta vez com maior destaque no Chin Radio Pic Nic, considerado o maior pic nic ao ar livre do mundo O evento reuniu uma plateia de mais de 150.000 pessoas no Ontário Place em Toronto, apresentaram-se novamente em Mississauga e em Winnipeg, e todos os concertos tiveram lotação esgotada.

Comemorando o sucesso e a carreira ininterrupta de quatro décadas, The Fevers lançou um novo disco, mas não foi apenas “mais um disco” na extensa discografia da banda. Nele eles não se acomodaram, mesmo sustentando o título de “A Banda mais Popular do Brasil” ou “A Melhor Banda de Shows” e o grupo resolveu inovar, registrando um de seus melhores trabalhos fonográficos até hoje.

O resultado mostrou um “frescor” de Anos 2000 com a pegada dos Fevers. Não é aquele som característico da banda, que só de ouvir já se identificava a fonte, mas tem o toque do moderno com a qualidade da experiência de 47 anos de estrada.
Trazendo canções inéditas, algumas feitas por renomados amigos como os irmãos Rogério “Percy” Lucas e Robson Lucas (“Vício Sem Cura”), do grupo sulista Nenhum de Nós (“Você Vai Lembrar de Mim”), Alex Cohen e Michael Sullivan (“Vai e Vem”), Cesar Lemos, Karla Aponte e Elsten Torres (“When A Man Cries / Quando Um Homem Chora”), bem como composições de integrantes da banda, “Sigo em Frente” (Luiz Cláudio e Francisdeo) e “O Pecado Mora Ao Lado” (Rama); este novo disco dos Fevers apontou para o novo caminho e sonoridade da banda. Releituras do quilate de “Hey Jude” ( Lennon & McCartney – versão de Rossini Pinto), sucesso de seus shows desde 1969 e “Um Louco” (Ed Wilson), que a banda estourou em 1988, os Fevers mostram a sua versatilidade em recriar clássicos de sua carreira para os novos ouvintes que estão chegando.
São mensagens de otimismo, alegria, confiança, que a banda passa a seus fãs, com as regravações de “É Preciso Saber Viver” (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), “Boa Sorte” (O. Vera e H.Sotero – versão Paulo Coelho) e “Marcas do Que Se Foi” (Tavito, Paulo Sergio Vale, Marcio Moura, Ribeiro, José Jorge e Ruy Mauriti). Para fechar o trabalho, o registro que mostra a cara dos Fevers: a gravação de “Eu Nasci A Dez Mil Anos Atrás” ( Raul Seixas e Paulo Coelho), com uma pegada e uma energia que justificam tantas bandas e músicos contemporâneos prestarem homenagens ao grupo.
Para um resultado final com esta qualidade, buscou-se trabalhar com os melhores profissionais e o melhor da tecnologia em equipamentos. Com isso, “Didier Fernan”, dirigiu toda gravação no Estúdio Copacabana e em seu Home Estúdio (RJ), “Cesar Lemos” (ex-integrante dos Fevers), foi o responsável pela gravação no Miami Beat Studio (Miami , EUA), “Guilherme Reis” mixou no Mega Studio (SP), e o festejado “Luigi Hoffer”, remasterizou no DMS – Digital Mastering Solutions (RJ).

E os Fevers não paravam. Este novo álbum, foi indicado na ocasião ao Prêmio da Música Brasileira de 2011.

Concorreram com The Fevers as bandas Roupa Nova e Sua Mãe, na categoria “Melhor Álbum Canção Popular”. A cerimônia do prêmio aconteceu no Theatro Municipal do Rio de Janeiro em Julho de 2011 e a banda vencedora foi o Roupa Nova. Porém, para os Fevers foi uma grande vitória a indicação ao prêmio.

Com agenda de shows muito requisitada, os Fevers mantém uma média anual superior a mais de 100 apresentações de Shows ao vivo, atuando de norte a sul do país e exterior.

Desde festas populares, passando por eventos corporativos e recepções das camadas mais elitizadas da sociedade brasileira, suas canções marcaram épocas, o que prova que The Fevers está marcado nos corações de seus fãs e na musica popular brasileira.

Fato este que independe de classe social e destaca o lado “cult” da banda, confirmando o resultado de pesquisa do programa Fantástico da TV Globo em 1979: The Fevers é a “Banda mais Popular do País”.

A banda passou pelas gravadoras Polydisc, Som Livre, Emi Music e BMG.

Ao longo dos anos continua sendo reconhecida ainda pela popularidade alcançada pelas participações no programa Jovem Guarda e também por acompanhar outros artistas na época.

Com uma vasta discografia, The Fevers lançaram alguns álbuns usando pseudônimos, e toda a discografia do grupo poderá ser conhecida neste site.

Pela indústria fonográfica, a banda conquistou 28 Discos de Ouro, 5 de Platina, 2 de Platina Duplo, 1 de Diamante, Disco de Ouro e Platina em Portugal, Prêmio Sharp como “Melhor Grupo”, Prêmio “Destaque Popular”, da Rádio Difusão, em 1999, Prêmio Petrobrás Rio Show 2005, 2006 e 2007, Prêmio Portuguese Cultural, Mississauga, Canadá, em 2009, Prêmio Festa Nacional da Música em Canela, RS, Edição 2010 e em 2011, a indicação ao 22º. Prêmio da Música Brasileira, na categoria Melhor Grupo / Canção Popular.

Em depoimento, Renato Barros, líder da banda de Rock mais antiga em atividade do mundo, que é Renato e Seus Blue Caps, fala sobre os colegas de banda!

Já cansei (citada no depoimento do Renato)

NOTA: Faleceu no Rio de Janeiro Miguel Angelo Pereira, o tecladista da banda, em 28 de julho de 2017.