Canta… Renato e Seus Blue Caps!

Sobre a distribuição dos vocais nas canções gravadas pela banda Renato e seus Blue Caps em seus discos, Renato Barros me explicou que como ele era o produtor, juntamente com Sr. Evandro, já naquela época ele se preocupava com a saída de algum membro e que viesse a deixar a banda fragilizada. Então eles preparavam a todos e como hoje podemos constatar, todas as músicas ficaram ótimas e o grupo não ficou refém de uma voz só, como aconteceu com uma banda contemporânea deles.

As vozes eram distribuídas de acordo com o timbre característico de cada um e que se encaixasse melhor na melodia. Mesmo sendo o Renato e o Sr. Evandro nos anos 60 os produtores, Renato fazia questão de pedir as opiniões de todos os integrantes na hora da distribuição dos vocais. Ele considera seu trabalho dentro do estúdio muito mais eficaz e importante do que simplesmente cantar uma música. O importante pra ele era sempre o resultado final e graças a Deus, como ele diz, sempre acertava e isso permanece até hoje com a sua direção musical nos Shows da banda Renato e Seus Blue Caps.

Para melhor explicar aos fãs e interessados sempre em saber quem cantou em cada canção, fizemos este vídeo gravado em 19 de abril de 2017, onde Renato Barros expõe sobre o assunto e esclarece como eram escolhidos os vocais.

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Renato diz que não é relevante saber quem cantou, mas nós os fãs gostamos de saber todas as particularidades das gravações e principalmente quem foi o autor da letra, da melodia e lógico, quem cantou, e é por isso que vou colocar aqui algumas informações já publicadas na página Renato e Seus Blue Caps Original, a página oficial da banda, as quais foram dadas por Paulo César Barros aqui.

As músicas do LP Viva a Juventude, de 1964, foram praticamente cantadas por todos os integrantes de Renato e Seus Blue Caps na época e até por quem não era banda…
Na musica TREMEDEIRA, por exemplo, até Getúlio Cortes participou em algumas intervenções, como por exemplo, quando se escuta “AH, AH”; e quando se escuta “OH”, aí é Paulo César.

Na musica “SOU FELIZ DANÇANDO COM VOCÊ”, Renato e Paulo César cantam em uníssono, mas na parte onde diz “ATÉ O FIM DA NOITE…”, o solo vocal é do Renato.

Na canção “GAROTA MALVADA”, Renato e Paulo César cantam em uníssono.

Na música “Loop the loop” as vozes são de todos com destaque na voz do Erasmo.

Na musica “GATINHA MANHOSA” cantam Paulo César e Erasmo; no solo vocal da segunda parte é Paulo César, ainda com timbre de garoto, na parte que diz: “QUANDO AUMENTO A VOZ……”

Na musica “MENINA FEIA” (ela existiu mesmo…) o solo vocal foi feito por Paulo César.

A música “IRMÃ DO MEU MELHOR AMIGO” foi cantada por Renato e Paulo César.

A canção “SEXO FRÁGIL”, do disco de 1983, é uma composição de Renato Barros e Nani.
Nesta gravação Renato faz o vocal solo e todas as outras vozes duplicadas ou “vocal aberto” são dele.

Em “SONHOS DE AMOR” Paulo César fez os arranjos da base (banda) e distribuiu as vozes do backing.
É ele também quem faz o solo vocal da melodia.

No disco “Batom Vermelho” Paulo César fez os arranjos e os solos vocais das musicas PAULA (Homenagem a sua filha ), FEITO SONHO e RELÓGIO, estas duas últimas em parceria com o saudoso e grande cantor, ex cunhado dele, o PRÊNTICE; Paulo César também colocou na sua 1ª gravação, na época ainda um garoto, o músico RENATO NETO, que era o líder da banda do saudoso cantor PRINCE.

Na música “Um é pouco, dois é bom, três é demais”, do LP de 1967 e composta por Renato Barros, Paulo César Barros fez a voz solo e o arranjo da música.

Na canção “Sou tão Feliz”, que é uma versão de “Love me Do”, de Lennon & McCartney, o vocal é de Renato Barros e Paulo César Barros, que cantam juntos a 1ª parte.
No refrão onde diz: “SÓ PRA MIM………”, Paulo César faz o solo vocal.

Na canção “Vivo Só”, uma versão feita por Paulo Cesar Barros para o sucesso “For Your Love”, dos ingleses The Yardbirds, o vocal é do próprio Paulo César Barros.

A música “Amanheci Chorando” foi composta por Renato Barros e tem o vocal de Paulo Cesar Barros.
Foi gravada originalmente no LP As 14 Mais Vol. XX da CBS.

Vera Lúcia é uma composição de Renato Barros em parceria com seu irmão Paulo César Barros.
Saiu tanto em compacto como no LP “VIVA A JUVENTUDE”, portanto não há dúvida quanto a minha participação.

A música “Tão Má pra Mim” é uma versão de “Bad to me”, de Lennon e McCartney.
Foi lançada em 1965, ano em que saiu o LP “Isto é Renato e seus Blue Caps”, e foi gravada entre agosto e setembro, mas não fez parte do LP.

“Essa musica não saiu em nenhum dos LPs de carreira, provavelmente tenha saído em algum compacto. Fiz o solo vocal na parte “GOSTO DE VC, MEU BEM, MAIS QUE TUDO ENFIM…………..” mas não lembro quem é o autor dela, pode até ser que seja eu o versionista, mas não lembro.” (Paulo César Barros)

Em “Vou subir bem mais alto que você”, do LP de 1967, quem faz o vocal é Paulo César Barros.

Na música “Recordações”, lançada em 1974, quem fez o vocal solo foi Michael Sullivan , o Ivanilton, apelidado de Porquinho.

Em “Posso até lhe abandonar”, do álbum de 1976, uma composição de Paulo César Barros, que não estava na banda nessa época, não tem o seu vocal, embora tenha sido ele quem tocou o baixo e fez o arranjo, tanto de base como dos sopros, mas não cantou.
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Na música “Sem Suzana” de 1968 o solo vocal é de Paulo César.

“Esta Noite não Sonhei com você” é uma composição de Renato Barros que saiu no LP de outubro de 1971.
Ele se inspirou na balada “Oh! Darling”, de Lennon & McCartney, pra compor a melodia desta belíssima canção. 😉
Vocal de Paulo César Barros.

“Amanheci Chorando” tem vocal de Paulo César Barros.

“Vou subir bem mais alto que você” tem vocal de Paulo César Barros.

NOTAS:
1 – Richard Brown and his Orchestra era o Renato Barros solando com acompanhamento da orquestra da gravadora. LP de 1972, CBS/Entré, n° 104219.

2 – Paulo César entrou no RC7 exatamente quando o Gato e o Bruno saíram, mas tocou não só com o Gato, como também com o Wanderley ( teclado ), na gravação do Roberto “EU TE DAREI O CÉU”. No Kriga-ha tocou o LP todo.

O nome “RENATO E SEUS BLUE CAPS” foi escolhido por Jair de Taumaturgo, e não por Eduardo Araújo!

RENATO BARROS exige uma retratação da parte de Eduardo Araújo por ter escrito em seu livro que foi ele quem deu nome à banda Renato e Seus Blue Caps.

Já havíamos publicado uma entrevista com Renato Barros onde ele esclarecia aos fãs da banda Renato e Seus Blue Caps sobre a verdadeira origem do nome e criação de sua banda aqui neste vídeo:

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Porém ao tomar conhecimento do contexto do livro lançado por Eduardo Araújo, Renato Barros ficou indignado e voltou a falar sobre o assunto, exigindo uma retratação da parte do cantor…

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UMA VERDADE QUE NÃO QUER CALAR! (NA MÚSICA BRASILEIRA)

Vejam esta comparação: Hotel California com Eagles e com Renato e Seus Blue Caps.

Hotel California – Eagles

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Hotel California – Renato e Seus Blue Caps

Recentemente a banda Eagles publicou este vídeo introduzindo um solo de Trompete no início, remetendo a uma influência da música Flamenca na canção, coisa que Renato e Seus Blue Caps em seus shows já havia introduzido nesta música o clássico “Arranjuez Mon Amour”, um arranjo elaborado por Renato Barros, que apesar de francês, nos remete às canções espanholas (Flamencas). (no vídeo acima, a partir de 2min.17’)
Uma feliz coincidência!?! 😉

Neste vídeo a seguir, em entrevista, o músico Renato Barros fala sobre este arranjo que fez na música Hotel California:

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Vejam agora estes outros vídeos e tirem suas conclusões…

ISTO É ROCK AND ROLL! =>>> Quem sabe, sabe! 😉

Garota Malvada – Renato e Seus Blue Caps

Menina Linda – Tequila Baby Ao vivo no Festival Planeta Atlântida.

ISTO É BOSSA NOVA! =>>> Na MPB, quem sabe, sabe, e se tem competência, realiza! 😉

Renato e Seus Blue Caps homenageando a Bossa Nova…

… E também homenageando Lupicínio Rodrigues!

Isso é o que chamamos de genialidade, isso é ter a música nas veias, no sangue, no coração.

Coincidências à parte, outro dia num programa do Canal Bis chamado “Vamos tocar com Léo Gandelman”, ouvi um roqueiro dizer que fazia bossa nova…
Bastou Renato e Seus Blue Caps ter tido a ideia e ter tomado a iniciativa de cantar e tocar BOSSA NOVA para homenagear Tom Jobim em seus shows, para que um roqueiro confesso dissesse que gostava de bossa nova, mas que com a onda da Jovem Guarda passou a tocar Rock. O que seria isso? Uma inversão da historia?

Ocorre que muitos jornalistas, críticos musicais e escritores (não vou citar nomes por questão de ética), teimam em esconder do grande público a verdade dos fatos, cometendo assim a corrupção cultural, tentando incutir falsas verdades, talvez por interesses escusos.
Por isso… “lava jato” neles!

 

PARABÉNS RENATO E SEUS BLUE CAPS, A MELHOR BANDA DE ROCK DO BRASIL, APESAR DA MÍDIA! SALVE SALVE!!!

Faleceu hoje Pete Shotton, o melhor amigo de John Lennon na Quarry Bank High School.

Morreu hoje aos 75 anos Pete Shotton, o melhor amigo de John Lennon na Quarry Bank High School.

Pete Shotton à esquerda, com John Lennon, na Quarry Bank High School em Liverpool.

Homenagens estão sendo preparadas e sabe-se que ele morreu de ataque cardíaco em sua casa em Knutsford, Cheshire.
No momento está sendo providenciado seu funeral.

Informações aqui.

Pete Shotton fazia parte da banda formada por Lennon, The Quarrymen, que tinha a seguinte formação:

Colin Hanton – bateria, Eric Griffiths – guitarra, John Lennon – vocal, guitarra, Ivan Vaughan – baixo (tea-chest), Pete Shotton – esfregão (washboard) e Rod Davis – banjo.

No ano de 1956 John Lennon era um aluno da escola chamada Quarry Bank School em Liverpool, e adorava tocar Skiffle com seus companheiros.

Nesta época Paul McCartney chorava a morte de sua mãe Mary e estudava em outro colégio de Liverpool, onde também estudava seu colega George Harrison, 9 meses mais novo que ele.

Em 1957 John Lennon decidiu formar um grupo de Skiffle e formou o grupo “The Blackjacks”, porém, este nome durou apenas uma semana e John usou o nome da escola como inspiração para criar “The Quarry Men” em março de 1957.

The Black Jacks

Não é surpresa portanto Pete Shotton ser o primeiro musico que o jovem Winston intimidaria a aprender a tocar um instrumento para entrar em “sua” banda. O duo consistia de John Lennon num violão com quatro cordas e Pete Shotton tocando esfregão com dedal, instrumento tão na moda no skiffle. Nascia assim, perto do final de 1956, The Black Jacks Skiffle Group. O nome veio graças ao fato que os dois sempre tocavam de jeans negro. Inicialmente muito satisfeito com sua realização musical, aprendendo números de Lonnie Donnegan e alguns outros sucesso da época, Lennon rapidamente percebia a necessidade de ter mais componentes. Com mais gente na banda, trazendo um maior número de instrumentos e assim aumentando a carga sonora do grupo (em outras palavras, fazendo mais barulho), poderiam, quem sabe, atrair mais a atenção de um público hipotético.

Com duas semanas de existência, the Black Jacks teria o acréscimo de Eric Griffths, que ganhara um violão novo de presente do seus pais, e Bill Smith tocando um baixo improvisado, feito de cabo de vassoura, corda e um caixote de chá pintado de preto. Os dois são amigos de Lennon da escola. Griffths e Lennon foram juntos ter aulas de violão com um tutor mas abandonaram na segunda aula. Acabaram tendo suas aulas de Julia Lennon mãe de John, que afinava os instrumentos para os dois e lhes ensinaou acordes de banjo. Este núcleo inicial da banda tocava geralmente em festas. Outros meninos se juntavam aos quatro, esporadicamente participando da formação, mesmo que, em alguns casos, durando apenas um ensaio.

Com a moda do skiffle se alastrando e crianças em todos os cantos buscando instrumentos para montarem suas bandas, o Natal de 1956 foi marcado pela quantidade de instrumentos musicais que foram presenteados pelos pais. É o caso de Colin Hanton e Rod Davis, respectivamente ganhando uma pequena bateria, e um banjo. Hanton e Griffths se conheciam de jogar futebol de rua na vizinhança. Quando soube que Hanton tinha ganho uma bateria, foi convidado para entrar na banda.

Rod Davis, o bom aluno entre eles, depois de tentar tocar o violino e o ukulele, acabou se acertando com o banjo. Mal começou a se gabar do presente que seria rapidamente convidado por Griffths a entrar para o grupo. Portanto o ano de 1957 começa com este grupo de skiffle na sua formação completa: John cantava e tocava guitarra, Colin Hanton tocava bateria, Eric Griffiths tocava guitarra, Pete Shotton tocava no “washboard”, Rod Davis no banjo e Bill Smith no baixo (bass). Bill logo foi substituído por Ivan Vaughan.

The Quarry Men – 06 de Julho de 1957 – St. Peter’s Woolton Garden – John Lennon e Eric Griffths nos violões, Pete Shotton no esfregão e dedal, Rod Davis no banjo, Len Garry no baixo improvisado e Colin Hanton na bateria.

The Quarry Men – 6 de Julho de 1957 – St. Peter’s Woolton Garden – John Lennon e Eric Griffths nos violões, Pete Shotton no esfregão e dedal, Len Garry no baixo improvisado e Colin Hanton na bateria.

John Lennon e a influência de Buddy Holly.

Em 1957, Buddy Holly se tornou uma das mais influentes referências, não apenas musicalmente, de John Lennon. Até o surgimento de Holly, o rock’n’roll estava muito distante de qualquer garoto britânico. Além da influência musical de Buddy Holly – como compor suas próprias canções, cantar e tocar a guitarra principal e participar de um grupo cujo nome era um extravagante substantivo coletivo, como Crickets –, ele usava um imenso par de óculos, que ia contra qualquer princípio de um cantor de rock. John, que até então evitava usar seus óculos, agora se sentia aliviado, sem pensar que sua miopia o colocaria automaticamente no grupo dos esquisitos e intelectuais. Logo ele passou a importunar tia Mimi para que lhe comprasse um novo par de óculos. Sem saber ao certo o motivo, ela aceitou, presumindo que agora ele não mais tiraria os óculos quando saísse de seus cuidados. Porém, John continuava mantendo sua miopia em segredo, deixando que apenas alguns seletos amigos o vissem com a nova aquisição, e somente em momentos totalmente necessários, como alguma tarefa escolar um pouco mais complexa ou os ensaios com Paul em Forthlin Road.

Algumas fotos, quando eram tiradas de surpresa, acabavam captando John por de trás do seu par de óculos (foto abaixo).
Apesar de todas as influências significativas que a chegada de Buddy Holly causaram em John Lennon, nenhuma seria tão evidente e marcante como a musical.

Em 1974, depois de John Lennon ter mostrado ao mundo todo o seu talento musical, agora com um par de óculos redondos, Jim Dawson, um jornalista autônomo iniciante de San Francisco, contatou John. Na época, Dawson trabalhava na Receita Federal em San Francisco, e pretendia escrever um artigo sobre Buddy Holly and the Crickets. Para chamar a atenção da Rolling Stone, para quem ele pretendia vender o artigo, ele enviou um questionário curto a Bob Dylan, Paul McCartney e John Lennon. Como era de se esperar, levando em conta a quantidade de cartas que respondia, só John respondeu. A matéria nunca foi parar nas páginas da Rolling Stone, mas Dawson se tornou escritor de música e lançou alguns livros sobre rock e Buddy Holly.
Recentemente ele contou a Hunter Davies o destino do interessante questionário: “Guardei o original da carta de John em um cofre por muitos anos, junto com centenas dos meus LPs que nunca toquei. Cansei de me preocupar com eles, me custava muito mantê-los e ninguém podia vê-los. Então um dia, há cerca de dez anos, decidi vender tudo em leilão. Não sei quem comprou a carta, mas espero que esteja em boas mãos”.

PARTE DO QUESTIONÁRIO

1. Como você reagiu à turnê dos Crickets pela Inglaterra em 1958?

Eu só os vi no Palladium de Londres (pela TV), eles eram ótimos! Foi a primeira vez que vi uma guitarra Fender! Sendo tocada!! Enquanto o cantor cantava!!! Também o “segredo” da bateria em Peggy Sue foi revelado… ao vivo…

2. Que efeito isso teve nos músicos britânicos?

Só sei do efeito em mim. Mas reconheço que os discos tiveram um efeito enorme sobre todos nós. TODOS OS GRUPOS TENTAVAM SER OS CRICKETS. O nome BEATLES foi diretamente inspirado pelos CRICKETS (DOUBLE ENTENDRE/INSETOS etc.) Acho que o maior efeito foi na COMPOSIÇÃO MUSICAL. (ESPECIALMENTE A MINHA E A DE PAUL)

3. O que você acha de Buddy Holly musical e historicamente?

Ele foi um músico ótimo e inovador. Ele era um “MESTRE”. Sua influência persiste. Sempre me pergunto como seria a música dele hoje, se ele estivesse vivo…

4. Você acha que a música dele teve algum efeito no estilo dos Beatles? Em seu sentimento pela música?

Veja acima. Interpretamos praticamente tudo que ele lançou i.e. ao vivo no Cavern etc, etc. O que ele fez com “3” acordes fez de mim compositor!!

5. Outras observações?

Ele foi o primeiro sujeito que eu vi com um capo xxx Ele mostrou que era legal usar óculos! Eu ERA Buddy Holly.

Com amor, John Lennon

PUBLICADO POR BEATLEPEDIA EM 16 DE OUTUBRO DE 2013.

A Historia da Canção “AMOR SEM FIM”, contada pelo próprio compositor, Renato Barros.

Esta canção gravada por Renato e Seus Blue Caps e composta por Renato Barros saiu em CD pela Globo/Columbia sob o número 419.086, em setembro de 1996.

Renato Barros conta que a música é cheia de historias e diz que ficou durante mais de dois anos tentando colocar uma letra na melodia até que se lembrou do Gelson, antigo baterista da banda e pai do Gelsinho Moraes, que havia perdido a esposa Lígia. Um dia ele acordou, foi para o estúdio e veio a sua mente o tema… uma pessoa que sente a presença da outra, no caso a Lígia, esposa do Gelson.

amor-sem-fim

Para a gravação Renato escolheu Cid Chaves pra cantar junto com ele.
Outro detalhe é que foi a primeira música que Gelsinho Moraes gravou com Renato e Seus Blue Caps, inclusive foi ele quem fez o arranjo da parte final, quando entra aquilo tipo uma marcha militar.

Mas ouçam o próprio Renato contar essa historia e também de como ele soube por um um músico da banda Túnel do Tempo, do Rio de Janeiro, que George Martin gostou e se interessou pela musica…

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O clipe da música no Facebook:

SHOWS DE RENATO E SEUS BLUE CAPS EM 2017 PELO BRASIL.

Vou iniciar este post indignada com a Enciclopédia do Google, a Wikipedia, que diz que “Renato e Seus Blue Caps foi uma das bandas de rock brasileira que terminou em 2001“.
Pois bem, Renato e Seus Blue Caps É uma banda de Rock brasileira e CONTINUA SENDO, e fazendo muito sucesso, haja vista os excelentes Shows que vem realizando pelo Brasil.

Vamos informar aqui as datas dos shows já agendados.

* 10 e 11/03 – Manhattan Café Theatro – Recife/PE
* 16/03 – 21:00Hs – Teatro Bradesco – Rio de Janeiro/RJ
* 17/03 – 21:00Hs – Teatro Ademir Rosa – CIC – Florianópolis/SC
* 18/03 – 21:00Hs – Teatro Marista Maringá/PR
* 22/03 – 21:00Hs – Teatro Bradesco – São Paulo/SP
* 24/03 – Casa Gilson Buffet – Natal/RN
* 25/03 – Casa Gilson Buffet – Natal/RN
* 31/03 – 21/00Hs – Teatro Bourbon Country – POA/RS

20/04 – Cine Theatro Brasil Vallourec – Belo Horizonte – Minas Gerais

28/04 – Maceió
29/04 – Aracaju

10/05 – Teatro UFF Niterói
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Renato & Seus Blue Caps é uma das bandas de Rock mais carismáticas do Brasil, oriunda do Rock e que foi primordial para a Jovem Guarda, tanto por ter acompanhado os artistas, participando ativamente nas gravações dos colegas, como também por ser uma das bandas de maior destaque e sucesso pelos discos lançados no Brasil nas décadas de 60/70/80/90/2000.

Renato Barros, sempre à frente do seu tempo e muito antenado, descobriu que sua banda poderia se juntar ao estilo musical que os Beatles estavam mostrando ao mundo e foi quem apresentou os músicos britânicos aos brasileiros, através de versões que embalaram nossas vidas, e continuam a embalar até os dias de hoje.

A música de Renato e Seus Blue Caps sobrevive ao tempo, atravessa gerações, e se mantém viva, alegre e espontânea, proporcionando aos seus seguidores e fãs a felicidade de vê-los em atividade de Norte a Sul do Brasil, apresentando Shows especiais e carismáticos, como estes de agora, quando a banda volta a se apresentar em teatros, trazendo um espetáculo que emociona todas as gerações.

Desde o início da carreira até os dias de hoje, Renato e Seus Blue Caps nunca parou de se apresentar, sendo considerada por muitos pesquisadores a banda de rock em atividade mais antiga do mundo, e este título é nosso, é do Brasil, não tem preço!

Era no bairro da Piedade no Rio de Janeiro, onde moravam, que os irmãos Barros e seus amigos costumavam se reunir, participando de festas. O dom artístico, principalmente da música, receberam de berço, e foi assim que começaram a se apresentar fazendo mímica (dublagem) de grupos e cantores americanos de sucesso na época. Foi quando Renato Barros soube que estavam abertas as inscrições para o programa “Hoje é Dia De Rock”, da Rádio Mayrink Veiga, e lá se apresentaram pela primeira vez com o nome de “Bacaninhas Do Rock Da Piedade”. A apresentação foi um fracasso, e ganharam muitas vaias.

Motivado pelas vaias, no ano seguinte Renato resolveu fazer nova inscrição para o programa, mas dessa vez concorreria no quadro “Rock Ao Vivo”, ou seja, tocando e cantando de verdade. Jair de Taumaturgo, diretor do programa, não aceitou a inscrição com o nome “Bacaninhas Do Rock Da Piedade”; perguntou a Renato qual era o nome dele e sugeriu “Renato e “mais alguma coisa”, até que se lembraram de Gene Vincent & His Blue Caps e ficou decidido que o nome seria “Renato e Seus Blue Caps”. Com esse nome o grupo se apresentou e ganhou o 1º lugar. Como prêmio veio o convite para participar do programa do comunicador Abelardo Barbosa, o Chacrinha, na TV Tupi.

Em 1964 assinaram contrato com a CBS e o LP “Viva A Juventude” foi lançado, sendo até hoje um dos mais vendidos do Brasil, e desde então a banda deslanchou e nunca mais parou, lançando um sucesso atrás do outro, tanto em forma de versões como com músicas autorais.

O grupo já teve várias formações e atualmente conta com dois integrantes que estão desde o início de sua formação, que é o fundador Renato Barros, guitarrista, vocalista e compositor de vários sucessos da MPB, que possui inúmeras regravações até os dias de hoje, e Cid Chaves, que a convite de Paulo César Barros entrou em 1964, quando o grupo foi contratado pela CBS, tocando saxofone. Nunca mais saiu da banda, sendo hoje um dos vocalistas.
Completam a formação o gaúcho Darci Velasco nos teclados, há mais de 20 anos no grupo, o carioca Amadeu Signorelli no baixo, também há mais de 20 anos no grupo e o carioca Gelsinho Morais, que substituiu seu pai Gelson Moraes na bateria.

Os Shows atuais apresentam os grandes sucessos da banda, como: “Menina Linda”, “Não Te Esquecerei”, “A Primeira Lágrima”, “Meu Bem Não Me Quer”, “Dona Do Meu Coração”, “Meu Primeiro Amor”, “Playboy”, “Até O Fim”, “Não Me Diga Adeus”, entre muitos outros clássicos, além de prestarem homenagens a artistas consagrados da música nacional e internacional!

Além do sucesso com sua banda, Renato Barros recebe convites para acompanhar outros cantores tocando a sua guitarra, que sabemos, é diferenciada, porém não lhe sobra muito tempo, pois prefere o palco e se dedica totalmente a sua criação, como ele mesmo revela neste bate papo informal:

★★★★★ CONTATO PARA SHOWS ★★★★★

Jorginho Maravilha, pelos telefones:  (21) 99983.4300 VIVO / (21) 98265.3038 TIM

E.mail: jmaravilha2@gmail.com