ISTO É RENATO BARROS!

Hoje está fazendo um ano que publiquei a primeira conversa gravada via Internet com o líder da Banda Renato e Seus Blue Caps, o grande músico , compositor e produtor musical, Renato Barros.

Neste primeiro vídeo Renato Barros falou sobre algumas de suas composições, citou os Beatles, falou de sua amizade com Getúlio Côrtes e como começou a parceria deles em composições, lembrou Gileno e de quando compôs “Devolva-me” para a dupla Leno e Lílian, falou sobre as composições suas que Roberto Carlos gravou, explicou por que usou os pseudônimos Richard Brown e Richard Young, finalizando com sua composição em parceria com Vadinho, intitulada “Eu e Você” gravada pelo Roupa Nova e José Augusto e que foi tema da novela Tieta, enfim, uma conversa informal que poderá ser ouvida aqui neste vídeo.

Depois Renato convidou o amigo Getúlio Côrtes e gravamos também esta conversa muito bacana aqui, ocasião em que ele me apresentou o compositor Getúlio Côrtes, que contou a historia de como surgiu sua composição “Negro Gato” entre outras curiosidades…

Depoimento sobre o cantor Reginaldo Rossi:

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Sobre a gravação da música “Tudo morreu quando perdi seu amor”, gravada pela Wanderléa, Renatodiz:

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Neste vídeo Renato Barros fala sobre seu gosto musical, onde ele me contou como foi influenciado por sua família a ouvir os clássicos da música americana e de como introduziu músicas internacionais em seus Shows com a banda Renato e Seus Blue Caps.

Aqui Renato Barros explica sobre a escolha do repertório musical nos shows da banda.

Neste vídeo Renato faz esclarecimentos aos fãs sobre a gravação de um DVD da banda Renato e Seus Blue Caps.

Um depoimento de Renato sobre a banda The Fevers:

Além de contar algumas novidades, Renato esclarece sobre os convites que recebe para tocar guitarra e envia mensagem ao seu Fã Clube no Facebook, RENATO E SEUS BLUE CAPS BRASIL (FÃ CLUBE).

Aqui a historia da canção “AMOR SEM FIM”. É uma canção gravada por Renato e Seus Blue Caps e composta por Renato Barros que saiu em CD pela Globo/Columbia sob o número 419.086, em setembro de 1996 e foi ouvida inclusive por George Martin.

Renato conta que a música é cheia de historias, ouçam aqui:

Neste vídeo Renato Barros faz alguns esclarecimentos aos fãs da Banda Renato e Seus Blue Caps.

– Esclarecimento sobre a criação do nome da banda por Jair de Taumaturgo e não por Eduardo Araújo;
– Renato conta como aprendeu a tocar violão;
– O disco de 1976 e o nome polêmico: “10 anos de Renato e Seus Blue Caps”;
– A música “Adorada”, do LP de 1977, que foi inspirada em “That’s what I want” (The Square Set).

Novamente um esclarecimento sobre a escolha do nome da banda:

Neste vídeo um assunto muito discutido pelos fãs, que é sobre os vocais nas canções de Renato e Seus Blue Caps.

Atendendo a inúmeras perguntas sobre quem canta nas gravações dos discos, Renato Barros explica como eram escolhidas as vozes e por que hoje há certa dificuldade em se identificar os vocais em cada uma delas…

RENATO BARROS responde a minha pergunta “por que Renato e Seus Blue Caps é chamado de ‘biruta’, comenta sobre a repercussão da sua homenagem à Bossa Nova nos Shows da Banda e explica como fez o arranjo da canção Hotel California em seus Shows.

RENATO BARROS faz esclarecimentos sobre sua participação como guitarrista acompanhando os cantores da CBS.
Cita a musicalidade de seu irmão Paulo César Barros, faz elogios ao Lafayette, lembra o amigo Mauro Motta e muito mais.

As músicas gravadas por Jerry Adriani e que foram mencionadas nesta conversa são:
“Preciso de Você Agora”, “Se Pensamento Falasse”, “Palavras de Carinho”, “És meu Amor”.

Músico diferenciado e pessoa carismática, Renato Barros agradece publicamente todo carinho que recebe de seu público e fãs de Norte a Sul do Brasil.
Como costumo dizer entre amigos, se no Brasil existisse a comenda britânica ele deveria receber o título de Sir Renato Barros.

RENATO BARROS fala sobre os momentos de lazer em um Bar Restaurante na Tijuca, onde costuma frequentar e cantar, sempre na companhia de amigos.

A historia de como surgiu a canção “Memórias” e “A Primeira Lágrima”:

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Barros de Alencar, cantor, compositor e radialista, morre aos 84 anos em São Paulo.

BARROS DE ALENCAR morreu hoje, dia 05 de junho de 2017, aos 84 anos de idade, depois de ficar alguns anos fora do ar – ele realizava programas de rádio e estava em tratamento de uma doença nas cordas vocais, o que o deixou afastado até dos amigos mais chegados.
Segundo sua irmã Virginia Barros, o enterro aconteceu hoje às 13h30min. no Cemitério Primavera de Guarulhos na Grande São Paulo.

BARROS DE ALENCAR foi comunicador, cantor, compositor, cumpriu sua missão aqui na terra e agora viajou para um plano superior.

Cristóvão Barros de Alencar nasceu na Paraíba e iniciou sua carreira profissional como radialista em Campina Grande, na Rádio Borborema.

Na década de 60 veio para São Paulo, onde nos conhecemos. Eu já estava com a minha carreira artística em franca velocidade, e ele sempre demonstrava a vontade de fazer grande sucesso na comunicação nesta grande metrópole.
Passou pelas rádios Record, América, Tupi.
Em 1966 conseguiu gravar o seu primeiro disco como cantor.
Em 1975 gravou Emanuelle,trilha sonora do filme homônimo da época.

Barros ajudou muitos cantores que desejavam um lugarzinho ao sol. Uma pena sua longa enfermidade, levando ao coma, com seu falecimento aos 84 anos de idade.
O rádio brasileiro perdeu sem dúvida um dos mais valorosos comunicadores.

Que o colega e amigo descanse em Paz.”

Antonio Aguillar

Neste vídeo a seguir BARROS DE ALENCAR canta a canção de autoria de CLÁUDIO FONTANA e que foi sucesso na voz dele e depois foi gravada também por JULIO IGLESIAS.

Nossas condolências à família, que ele descanse em paz.

RENATO BARROS E AS GRAVAÇÕES QUE ERAM FEITAS NA CBS NOS ANOS 60.

Ontem conversando com o guitarrista Renato Barros, da banda Renato e Seus Blue Caps, descobrimos alguns textos em Blogs na Internet que diziam:

“…Jerry Adriani foi fundamental para a carreira de Raul Seixas, que desenvolveram uma bela parceria além de fornecer duas composições para Jerry Adriani cantar, que foram “Se Pensamento Falasse”, um rock pontuado por guitarra Fuzz tocada por Renato Barros (o disco não traz créditos das gravações) e “O Seu Taxi está Esperando”, registro com rebuscada linha de baixo que lembra muito as gravações de Elvis no final dos anos sessenta…”

“Uma das jogadas de Raulzito foi colocar os graves vocais de Jerry a rimar com os polpudos riffs fuzz-garageiros do guitarrista Renato Barros, dos Renato & seus Blue Caps. A guitarra de Barros distorcia – enquanto a velha jovem guarda, literalmente, dava os últimos suspiros.”

“Algumas gravações de cantores de Rock and Roll tiveram notoriedade e nelas podemos observar um show de Rock and Roll de Renato Barros tocando sua guitarra, como é o caso dessas gravações de Jerry Adriani, onde o FUZZ da guitarra de Renato quase que explode…

1 – PRECISO DE VOCÊ AGORA

2 – SE PENSAMENTO FALASSE

3 – PALAVRAS DE CARINHO

4 – ÉS MEU AMOR

Ao ler essas informações, Renato disse:

“Agradeço muito a citação, mas não sou eu o guitarrista em questão. Também nem imagino quem seja.”

E depois brincou: “A Jovem Guarda está virando governo MILITAR, ou ditadura MILITAR, como os mais jovens chamam. Está sendo muito mal contada. Geralmente contada por puras deduções, o que é uma pena. A verdade é de quem a viveu, como a maioria não fala mais……….”.

E diante disso, pedi a ele que esclarecesse melhor ao seu público sobre quais eram os guitarristas que gravavam com os cantores da CBS, ele se lembrou do conjunto The Angels/The Youngsters e The Sunshines e assim gravamos este bate papo esclarecedor.

Ouçam.

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NO YOUTUBE

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Renato Barros disse que no LP de Jerry Adriani, de 1965, onde consta a canção “Querida”, este foi sim, ele quem acompanhou o cantor tocando sua guitarra.

UM EXEMPLO CLÁSSICO DE RENATO BARROS TOCANDO SUA GUITARRA DISTORCIDA (FUZZ) É NA GRAVAÇÃO DE ROBERTO CARLOS CANTANDO A COMPOSIÇÃO DE RENATO, “VOCÊ NÃO SERVE PRA MIM”.
AQUI PODEMOS VÊ-LO TOCAR AO VIVO COM SUA BANDA:

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“Os Corsos” acompanhando Jerry Adriani em Goiânia (1968).

Quando saiu dos Jet Black’s depois de seu aniversário em 08 de outubro de 1966, Sérgio Vigilato, conhecido como Serginho Canhoto, se juntou aos Wandecos (grupo que acompanhava a cantora Wanderléa) e criou outro conjunto que foi chamado de “Os Corsos” e que costumavam tocar nas boates da baixada Santista e depois foram tocar em Goiânia.

“Os Corsos”, em novembro de 1966, tinha a seguinte formação:
Serginho ”Canhoto”, Líder, guitarra solo e relações publicas, Ronny, guitarra-base e vocal, Luiz Marcelo , Guitarra(segunda) e vocal, Jose Adolfo Stern (Zé) bateria e vocal e Carlos Geraldo, baixo-elétrico e vocal.

Em Goiânia, conhecendo grandes músicos como Carcará, Coringa e Osvaldinho, fizeram uma mistura para agradar os artistas de São Paulo e Rio, que se aventuravam excursionar pelos interiores do Brasil para promover seus discos.

Nesta foto de 1968, do acervo de Sérgio Vigilato, o Serginho Canhoto dos Jet Black’s, estão alguns músicos do conjunto “Os Corsos”, criado por ele, e dentre os músicos que estão no palco, vejam quem está cantando. Reconhecem? Pois é ele mesmo: Jerry Adriani!

Da esquerda para a direita: Serginho Canhoto, Jerry Adriani ao microfone, Osvaldinho no teclado, Coringa na guitarra base (só aparece o braço), Darcy no baixo-de-pau, e José Stern, o Zezinho, na bateria.

Sérgio me contou que ele e seu conjunto Os Corsos eram contratados pelo canal 5 de Goiânia e certa vez, em 1968, quando ele e seu conjunto estavam lá, numa época em que os artistas estavam lutando para conseguir fama e tinham que se arriscar a viajar sem acompanhamento, Jerry Adriani estava lá pra se apresentar e ficou feliz ao encontrar o amigo Sergio e seu conjunto lá, assim como também aconteceu com Sergio Reis e Wilson Miranda, que também estavam por lá.

Na foto, da esquerda para a direita, podemos ver Sergio Vigilato, o Serginho Canhoto, Jerry Adriani ao microfone, Osvaldinho no teclado, Coringa na guitarra base (só se vê o braço), Darcy no baixo-de-pau que foi fabricado por ele mesmo com caixas de pinho-de-riga de bacalhau importado (ele pegava as caixas no Mercadão Central) e José Stern, o Zezinho, (já falecido) na bateria.
Sérgio aparece com sua guitarra sombreada (sunburst) de 12 cordas que ele mesmo confeccionou na fábrica da Gianinni.

“Dos Corsos originais só está o José Adolfo Stern, o Zezinho.
Darcy entrou no lugar do Carlos Geraldo (Carge), que era nosso John Lennon; modéstia à parte, Carge arrasava!
O Coringa fazia parceria com nosso querido “CARCARA”, outro monstro em bossa e harmonia cavernosas, e todos deram um colorido excepcional aos “Corsos”.” (Sérgio Vigilato)

Na volta de Goiânia, em fins de 1968, Sérgio se preparou para ir para Los Angeles, Califórnia, e desde então vive nos Estados Unidos.

“Os dons artísticos do Sergio Vigilato, extrapolam os limites da normalidade. Exímio músico, Cantor, Luthier (confecção de guitarras), Taxidermista, produtor musical e tantas qualidades diferenciadas, que me fogem à memória. Me orgulho de ser amigo dele.” (Primo Moreschi, fundador do conjunto The Jet Black’s)

A ENTREVISTA DE JERRY ADRIANI PARA O FILME JOVEM AOS 50 NA ÍNTEGRA!

Já publicamos aqui sobre o filme “Jovem aos 50 – A História de Meio Século da Jovem Guarda”, que teve sua estreia no Cine Belas Artes em 23 de março de 2017.

Pois bem, as entrevistas com os artistas foram editadas e tiveram cortes, e agora o cineasta Sérgio Baldassarini está disponibilizando na íntegra a entrevista que fez com Jerry Adriani para o documentário, para que as pessoas possam ter uma noção mais clara de quem na verdade era esse homem de nome artístico Jerry Adriani.

Os vídeos estão divididos nos seguintes temas:

– O INÍCIO DA CARREIRA COMO CANTOR DE MÚSICAS ITALIANAS

– AS PARTICIPAÇÕES NO PROGRAMA “JOVEM GUARDA” E DEMAIS PROGRAMAS DA ÉPOCA

– O ENCONTRO E PARCERIA PROFISSIONAL COM RAUL SEIXAS

– AS SEMELHANÇAS NAS VOZES DELE E DE RENATO RUSSO, DA LEGIÃO URBANA

– A SUA EXPERIÊNCIA COMO GALÃ DE CINEMA

– UMA MENSAGEM DOS SEUS 50 ANOS DE CARREIRA

O cantor Nilton César ajuda Jerry Adriani a tirar o casaco para entrar no palco em 22 de agosto de 2015, durante o Show dos 50 anos da Jovem Guarda no Clube Homs em São Paulo.

JERRY ADRIANI – Entrevista para o documentário JOVEM AOS 50

PARTE 1

O INÍCIO DA CARREIRA COMO CANTOR DE MÚSICAS ITALIANAS

PARTE 2

AS PARTICIPAÇÕES NO PROGRAMA “JOVEM GUARDA” E DEMAIS PROGRAMAS DA ÉPOCA

PARTE 3

O ENCONTRO E PARCERIA PROFISSIONAL COM RAUL SEIXAS

PARTE 4

AS SEMELHANÇAS NAS VOZES DELE E DE RENATO RUSSO, DA LEGIÃO URBANA

PARTE 5

A SUA EXPERIÊNCIA COMO GALÃ DE CINEMA

PARTE 6

UMA MENSAGEM DOS SEUS 50 ANOS DE CARREIRA

“Estas são passagens bem legais, que mostram o quanto esse cara era especial e carismático! Pena que não deu pra colocar tudo no filme. Mas acredito que com esses vídeos as pessoas poderão ter uma boa ideia do tamanho do coração desse grande artista chamado Jerry Adriani!”

Sergio Baldassarini Junior
Diretor de Produção
S.B.J. PRODUÇÕES

E Jerry Adriani foi cantar no salão do grande baile!

Recebi a notícia pela amiga Daisymar Tocafundo ontem à tarde, quando voltava pra casa, e por mais que a gente já soubesse da gravidade do estado de saúde de Jerry Adriani, foi um choque.

Sou do tempo em que havia aquela rivalidade entre ele e Wanderley Cardoso, e quando conheci o Jerry no Facebook e ficamos amigos, até contei pra ele que eu era uma daquelas que preferia o Wanderley Cardoso, e demos muitas risadas. Naquela época tudo era combinado pra promover os artistas, e esta rivalidade foi uma delas.

Jerry subiu muito no conceito de todos quando com muita simplicidade contou a verdadeira historia de seu encontro com o Beatle George Harrison, quando em 21 de julho de 2012 ele me escreveu:

“DE FORMA MAIS PRIVADA, ESTOU LHE ENVIANDO UMA MENSAGEM DE CARINHO E ADMIRAÇÃO. EU TBÉM SOU FAN DOS BEATLES E ESTIVE LÁ NO CAVERN CANTANDO, EXATAMENTE NO ANO DE 2001,QUANDO HOUVE O ATENTADO NOS EUA. GRAVEI ATÉ UM TIPO DE REPÓRTER POR UM DIA, QUE ESTÁ NO YOUTUBE…NÃO SEI SE VC. JÁ VIU…AGORA, SOBRE O GEORGE HARRISON DIZER QUE A MINHA VOZ É BONITA, NÃO É VERDADE. A VERDADE É QUE ELE GEORGE, DEU UMA ENTREVISTA NO ESCRITÓRIO DA GRAVADORA WARNER E EU FUI CONVIDADO PARA IR ASSISTIR…FIQUEI NO MEU CANTO SENTADO QUIETINHO E AO FINAL, DEPOIS DE DAR A ENTREVISTA, COM MUITA SIMPATIA, ELE PEDIU AO PESSOAL DA WARNER DEIXAR ENTRAREM UMAS TRINTA GAROTAS QUE ESTAVAM NA RUA QUERENDO VÊ-LO, JÁ QUE ERAM TRINTA E NO AUGE DOS BEATLES SERIAM 30.000. CLARO QUE O PESSOAL DA WARNER NÃO DEU PERMISSÃO PARA AS MENINAS SUBIREM, O QUE ABORRECEU AO GEORGE, QUE ERA UM CARA DE UMA SIMPLICIDADE ENORME.ELE, ME VENDO LÁ NO CANTO, ME CHAMOU PARA TIRAR UMA FOTO, PORQUE ALGUÉM DO LADO DEVE TER DITO PRÁ ELE QUE EU ERA UM CANTOR, ETC…EU CHEGUEI A OLHAR PRÁ TRÁS QUANDO ELE ME CHAMOU, PRÁ VER SE HAVIA ALGUÉM LÁ, MAS ERA COMIGO MESMO…AÍ A REVISTA CONTIGO FEZ A ONDA, PUBLICOU A FOTO E AQUELES COMENTÁRIOS QUE ESTÃO MUITO DISTANTES DA REALIDADE. FICOU DESSE EPISÓDIO PARA MIM, UMA IMAGEM DELE QUE JAMAIS SE APAGARÁ NA MINHA MEMÓRIA, DE UM SER SENSÍVEL, EDUCADO E HUMANO. TROQUEI MEIA DÚZIA DE PALAVRAS COM ELE, ENALTECENDO A ATITUDE DELE PARA COM OS FANS. FOI AQUILO QUE EU DISSE,. O ARTISTA, TEM QUE RESPEITAR O SEU PÚBLICO OU A LUZ DELE SE APAGARÁ COM CERTEZA…ACEITE UM ENORME E AFETUOSO ABRAÇO… ESPERO QUE NOS TORNEMOS AMIGOS…TEREI MUITO PRAZER EM CONVERSAR COM VC. SE ALGUM DIA FOR FAZER UM SHOW POR AÍ E VC. APARECER… MUITO OBRIGADO PELA FORMA CARINHOSA COM QUE SEMPRE ME TRATOU. BOA NOITE, UM BEIJO…VOU DORMIR QUE DAQUÍ A TRÊS HORAS TENHO QUE ESTAR DE PÉ… JERRY ADRIANI”

Jerry Adriani era muito fã dos Beatles e me contou sobre sua viagem a Liverpool juntamente com seu amigo Edu Henning, como podemos ver neste vídeo:

Ele costumava participar dos Shows da banda Big Beatles e foi atendendo a um pedido meu que enviou através de Carleba Castro, seu grande amigo e ex baterista de Raul Seixas, a foto dele com Pete Best, ex baterista dos Beatles, quando em 24 de setembro de 2015 a Banda Clube Big Beatles comemorou 25 anos com um Show em Vitória/ES.

Jerry Adriani e Pete Best, ex baterista dos Beatles.

DEPOIMENTO DE WANDERLÉA
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DEPOIMENTO DE ANTONIO AGUILLAR

“Jerry Adriani foi embora para sempre, mas deixou uma passagem maravilhosa aqui na terra. Gravou muitas musicas, fez grandes sucessos e nunca saiu da mídia. Sempre que nos encontrávamos, batíamos aquele papo e voltávamos ao passado e vinha as primeiras lembranças de suas entrada para a vida artística. Como ele mesmo dizia, o Guilherme Dotta seu amigo residente em São Caetano do Sul que também ja esta num plano superior dizia que ele tinha que cantar rock para poder participar dos nossos programas anos 60. Foi o que aconteceu. Sempre esteve nos programas de radio e televisão que eu apresentava antes da jovem guarda. Depois foi contratado pela CBS a mesma gravadora do Roberto Carlos e fez um LP ITALIANÍSSIMO e mudou para o Rio, onde faleceu hoje as 15 hs. da terrível doença que não poupa ninguém. Fique com Deus Jerry, continuamos tocando suas musicas e sempre falando da sua trajetória artística. Obrigado amigo por tudo de bom que fez m vida a todos nós.”

DEPOIMENTO DE CARLEBA CASTRO

“Hoje Jerry se foi, deixando uma lacuna que, com certeza, não tem substituto. Nossa amizade, nossa convivência, nossa afinidade e cumplicidade é antiga, mais de 50 anos, desde um show no Baiano de Tênis, nos longínquos anos 60, quando Os Panteras foram chamados às pressas para acompanhar o ídolo da jovem guarda. Dai , em diante muita água rolou, muita estrada foi percorrida, muitas cidade, tanto no Brasil quanto no exterior foram visitadas; muitas risadas foram dadas, muitas histórias foram vividas, muitas gozações, muitos erros e acertos foram vividos por nós nesses 50 anos de convivência.
Durante todos esses anos, nenhuma briga séria, apenas detalhes divergentes, sobre ritmo e harmonia, quase sempre chegando a um consenso .
Durante todos esses anos, a nossa amizade se solidificou a ponto de virar irmão, independente da distancia. Lembro de cada momento, do cuidado que ele tinha comigo, sempre que eu não estava bem..era um cuidado, uma amizade rara hoje em dia.
Se foi um grande cara, puro, correto e as vezes até inocente, que gerou algumas puxadas de orelha de minha parte, que as vezes me irritava com a maneira pura e despretensiosa que ele lidava com certos assuntos.
Enfim tivemos uma história juntos, tocando, viajando, ou apenas nos divertindo….Jerry Adriani uma das vozes mais poderosas que o Brasil já produziu calou-se para sempre…Vou sentir muito sua falta, meu amigo…Estou muito triste, que vc esteja num lugar compatível com o excelente cara que sempre foi. Te amo!!!!!!!”

DEPOIMENTO DE ALBERT PAVÃO

“Conheci o Jerry Adriani, quando ele ainda NÃO era o Jerry Adriani. Foi no segundo semestre de 1963 na TV Cultura de São Paulo, no programa do Julio Rosemberg. Ele cantava com seu grupo e eu fui nesse programa para divulgar “Vigésimo andar”. No ano seguinte ele apareceu com o LP Italianíssimo pela CBS. A música italiana bombava nessa época e Jerry agradou muito. Lembro, ainda em 64, de uma viagem que fizemos a Jaboticabal, levados pelo Luiz Aguiar e que contou com o Jerry, eu, os Vips (lembra Ronald ?) e até o Rinaldo Calheiros, entre outros. Depois ele começou a atuar no Rio de Janeiro e chegou a apresentar o programa “A Grande Parada” na TV Tupi do Rio. Em 67, ele apresentou dois desses programas ao lado da Meire Pavão. Um ano antes ele e a Meire receberam os troféus de Rei e Rainha do Twist, numa iniciativa da Revista do Rock. Depois de 1968, eu me afastei do meio artístico, mas voltei a encontrar o Jerry em julho de 1982 na ponte aérea Rio-S.Paulo. Foi quando ele contou que era pai e eu lhe disse que eu também era, pois minha filha mais velha havia nascido no final de junho de 82. Dois anos depois liguei para ele e nos encontramos no Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, onde ele deu o depoimento de sua carreira para o projeto Memória do Rock Brasileiro. Daí para a frente sempre nos falávamos, até pelo Facebook. Gente fina igual ao Jerry sempre faz falta para todos nós !”

DEPOIMENTO DE NILTON CÉSAR

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A família informou esta manhã que seu velório ocorrerá a partir das 10h de hoje, 24 de abril, na capela C do Cemitério de São Francisco Xavier no Rio de Janeiro.
Seu sepultamento será às 16:30h.

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Jerry Adriani agora é uma estrela no céu… Rest in Peace (descanse em paz)

“AS INVENÇÕES DE RENATO E SEUS BLUE CAPS”!

Este foi o título da reportagem escrita por Bill Falcão em 1973 sobre a banda Renato e Seus Blue Caps, reportagem esta que ele entregou pessoalmente a Renato Barros no camarim do Cine Theatro Brasil Vallourec em Belo Horizonte durante o Show da banda na cidade de Belo Horizonte, dia 20 de abril, quinta-feira passada…

Renato Barros e Bill Falcão em 20-04-2017

Segue a reportagem de Bill com fotos de Fernando Mendes.