O Rolls Royce psicodélico de John Lennon

Rolls Royce 1

É conhecido o gosto das estrelas do mundo do espectáculo pelos carros potentes e luxuosos. Como não podia deixar de ser, a marca Rolls Royce é uma das mais procuradas, não só por possuir aquelas características mas também pelo facto de poder personalizar os seus modelos de acordo com os caprichos dos clientes. Entre os músicos da pop/rock, por exemplo, não têm faltado felizes possuidores destes carros, como Elvis Presley, Stevie Wonder, Freddy Mercury ou rapper 50 cent. Todos estes veículos têm em comum a sobriedade, a distinção e o status que a marca lhes confere. No entanto houve um que foi tudo, menos sóbrio: o fabuloso Rolls Royce de John Lennon.

O veículo em questão era um magnífico Phantom V com a matrícula FJB111C que lhe foi entregue em 1965. Por esta altura o carro era ainda sóbrio (apesar de ser visto em fotografias com os Beatles todo branco há quem diga que a sua cor original era o preto) mas Lennon não se deu por satisfeito enquanto não o “personalizou”. Começou por lhe instalar um rádio-telefone, a que se seguiu um sistema de som muito especial, uma televisão Sony, um frigorífico e uma cama de casal no lugar do assento traseiro. Só mesmo Lennon para se lembrar de uma coisa destas…

Rolls Royce 2

Mas o músico estava descontente quanto à pintura tão sóbria do seu automóvel, contrastante com a sua personalidade extrovertida e megalómana. Encomendou então uma pintura psicodélica a um grupo de artistas holandeses, que encheu a carroçaria do Rolls de todo o tipo de cornucópias, floreados e arrebiques multicolores sobre um fundo amarelo. Lennon ficou embevecido e pagou cerca de 2000 libras pela brincadeira.

Escusado será dizer que o veículo chocou imenso a mentalidade britânica da época, para quem a Rolls Royce era motivo de orgulho nacional. Diz-se que houve uma senhora de idade que, indignada, chegou a desferir golpes de chapéu de chuva sobre o automóvel… Pese embora estes percalços, que obviamente divertiam imenso Lennon, tornou-se o meio de transporte quase exclusivo dos Beatles até à sua separação, ocorrida em 1970.
Quando Lennon e Yoko se mudaram para os EUA o carro seguiu com eles. Já em território americano foi “emprestado” a outros músicos, como os Rolling Stones e Bob Dylan, até que foi posto na garagem e, posteriormente, “doado” ao Cooper-Hewitt Museum de Nova Iorque, onde permaneceu de 1978 até 1985, data em que foi leiloado. A licitação mais alta atingiu $2 299 000 USD e permitiu a Jim Pattison, um milionário canadiano, tornar-se o novo proprietário do famoso automóvel. Mais tarde, num acto de generosidade, Pattison ofereceu o Rolls à rainha de Inglaterra. Actualmente encontra-se exposto ao público no Royal British Columbia Museum, em Victoria.

Rolls Royce 3

Texto que encontrei em alguma revista portuguesa (está escrito em Português de Portugal) e que postei na We Love the Beatles Forever em outubro de 2008.

Uma poesia dedicada a Antonio Marcos

Logo depois de ter perdido seu filho, a mãe do cantor Antonio Marcos escreveu esses versos, cuja letra, em forma de canção, está aqui musicada pelo cantor Vicente Telles.

Toninho

Oi, Toninho,

Como vai, meu filho?
Lembrando você aqui
Achei por bem perguntar:
“Como está você aí?”

Aqui a saudade é muita
A inquietude é maior
Preciso tanto saber
Se a vida aí é melhor!

Aqui continua tudo
Num desespero total
A gente atrás da sorte
E ela tão desigual!

Seus discos e seus troféus
Ficaram tão divididos
Viraram sonhos na mente
Pedaços de mim perdidos!

Até nem sei o que faço,
Para ajudar meu coração
Sinto não ter mais espaço
Para tanta recordação!

Boa noite, meu filho
O sono vai me levar…
Quem sabe
Num dos caminhos
Ainda vou te encontrar…

Eunice Barbosa da Silva

Vicente Telles - Poeta, Músico, Cantor e Compositor

Vicente Telles – Poeta, Músico, Cantor e Compositor

Vanusa Santos Flores, o novo disco da cantora Vanusa

Jerry Adriani comenta sobre o novo disco da Cantora Vanusa:

Jair Souza

Jair Souza 23 de outubro de 2013 22:57
VANUSA É INDISCUTÍVELMENTE UMA DAS MAIORES ARTISTAS QUE TIVE A OPORTUNIDADE DE VER E OUVIR, EM ATUAÇÕES MARAVILHOSAS…PARABÉNS ANTECIPADAMENTE, AO EXTRAORDINÁRIO E COMPETENTE ZECA BALEIRO PELA PRODUÇÃO ,AMBOS MERECEM…JERRY ADRIANI

Pete Best ou Ringo Starr?

O ano de 1960 provavelmente tenha sido o mais problemático na carreira dos Beatles, e com certeza o ano teve seus altos e baixos na história da banda.
John, Paul e George lutavam para manter o status da banda. Bateristas iam e vinham… E Stu Sutcliffe se juntou à banda e sua incapacidade de tocar o baixo direito, certamente impedia um progresso…
Os nomes para a banda também iam e vinham, mas, finalmente, foi neste ano que estabeleceram o título “The Beatles” para eles.
1960 foi o ano do faça ou termine com a banda e em dezembro, depois de voltar de sua primeira viagem a Hamburgo, a banda quase acabou. Felizmente isso não aconteceu, porque em 1961 eles finalmente estavam caminhando na estrada da fama.
O ano de 1962 chegou e com ele o problema da bateria, pela qual já haviam passado alguns nomes.

Quem é o baterista, afinal?

Fazendo uma pesquisa sobre o início da era Beatlemaníaca, notei que há fotos de Pete Best tocando com os Beatles em um tempo em que de acordo com a história, Ringo Starr já deveria ser o baterista definitivo e oficial da banda.

– Em 05 de junho de 1962, Ringo teria entrado no grupo para substituir Pete Best, mas há fotos dos Beatles com Pete na bateria durante uma apresentação deles no The Tower Ballroom em 27 de julho de 1962; sendo assim, pode-se concluir que num período de três meses, os Beatles mantiveram dois bateristas na banda: Pete e Ringo.

– Em 06 de Junho de 1962 Ringo é chamado para ser o baterista de estúdio do conjunto, enquanto Pete Best ficou sendo o baterista dos shows; sabe-se que na época Pete tinha muitos fãs que não queriam ficar sem ele nas apresentações do grupo; ele chegou a gravar “Love me Do”, mas Brian não gostou da gravação.

06  Junho 1962 – Ringo é contratado para gravar com os Beatles, mas Pete continua sendo o baterista dos Beatles para os Shows.

06 Junho 1962 – Ringo é contratado para gravar com os Beatles, mas Pete continua sendo o baterista dos Beatles para os Shows.

– Em 11 de Junho 1962, durante uma apresentação no BBC Playhouse Theatre Manchester, Ringo está na bateria… ou seria Pete Best?

11 de Junho 1962 – BBC Playhouse Theatre (Ringo está na bateria)

11 de Junho 1962 – BBC Playhouse Theatre (Ringo está na bateria)

Foto do dia 11 de junho de 1962, uma segunda-feira, tirada na tarde de ensaio para o programa da BBC chamado “Teenager’s Turn-Here We Go”. The Beatles tocaram “Ask Me Why”, “Besame Mucho” e “A Picture Of You”. O programa foi transmitido no dia 15 de junho, tendo sido a segunda apresentação dos Beatles na BBC.

O que acham? O baterista da foto é Pete ou Ringo?

Ringo ou Pete

– Em 6 de julho 1962, no Royal Iris Riverboat, Liverpool, estavam lá Paul, Pete e John

– Em 21 de Junho 1962, no The Tower Ballroom – estão no backstage: John, Paul, Pete e George

– Em 16 de agosto de 1962 Pete Best é demitido e Ringo Starr, que já havia voltado para os Rory Storm And The Hurricanes, aceita tocar definitivamente com os Beatles, que já haviam tentado outros bateristas, sem que nenhum desse certo. Conseguiram então que Ringo voltasse a tocar oficialmente com eles.

Pete Best - Em 16 Agosto 1962 é demitido dos Beatles

Foi durante uma visita ao programa de entretenimento chamado Butlin´s que Ringo recebeu um telefonema com a oferta para se juntar aos Beatles. Ringo fala no Anthology que se recorda de ter recebido uma ligação de Brian, porém os livros dizem que foi John Lennon quem ligou para ele.

– Em 04 de setembro de 1962, terça-feira, nos estúdios da EMI em Abbey Road NW8, acontece a primeira apresentação de Ringo com os Beatles – As fotos são de Dezo Hoffmann:

primeira apresentação de Ringo com os Beatles – fotos de Dezo Hoffmann

primeira apresentação de Ringo com os Beatles – fotos de Dezo Hoffmann

primeira apresentação de Ringo com os Beatles – fotos de Dezo Hoffmann 2

primeira apresentação de Ringo com os Beatles – fotos de Dezo Hoffmann 3

(Fotos da primeira apresentação de Ringo com os Beatles – fotos de Dezo Hoffmann)

Esta foi a segunda sessão de gravações dos Beatles na EMI e a primeira de Ringo. Na verdade foi a primeira sessão verdadeira com os Beatles. A primeira sessão do dia 6 de junho de 1962 foi na sua essÊncia apenas uma audição.

(This was The Beatles second E.M.I. recording session and Ringo’s first. Actually, it was The Beatles’ first REAL session. The first session on 6 June 1962 was essentially just an audition.)

A sessão começa com o ensaio de um single importante assim como uma audição de Ringo (esta foi a primeira vez que George Martin havia encontrado Ringo). Estas fotos foram tiradas durante os ensaios.

(The session began with rehearsals for a potential single as well as an audition for Ringo (this was the first time George Martin had met him). These photos were likely taken during the rehearsals.)

A verdadeira gravação aconteceu durante a noite. Esta sessão produziu o lado A do primeiro single deles, que foi “Love me Do” (versão com Ringo) e “How do you Do it”, a qual permaneceu inédita até 1995 quando saiu no Antologia 1.

(Actual recording took place during the evening. This session produced the A-side of their debut single, “Love Me Do” (the Ringo version) and “How Do You Do It” which remained unreleased until 1995 on Anthology 1.)

A versão do Antologia foi editada. Aqui neste dia gravaram a versão não modificada de “How do You do it”.

(The Anthology version is edited. Here is the original unadulterated version. “How Do You Do It”)

Ainda sobre a foto em que há dúvidas quanto a ser Ringo ou Pete na bateria, Ricardo Pugialli, autor do livro “Beatlemania”, informou o seguinte:

– Pete tinha uma bateria Premier modelo 54 (igual a do Ringo), porém com acabamento “Blue Oyster” (parece branca nas fotos mas é azul clara).

– Ringo tinha uma bateria Premier modelo 54, com acabamento “Duroplastic” mogno parece preta nas fotos mas é marrom escura. Foi comprada em Julho de 1960. Dela ele só tem a caixa hoje em dia.

Antes ele tinha uma Ajax “Blue Oyster”, comprada em Março de 1957. Ele não tem mais nada desta bateria hoje em dia.

A primeira Ludwig dele foi uma “Downbeat” com acabamento “Black Oyster Pearl”, comprada em Maio de 1963.

O baterista na foto é o PETE BEST durante a gravação do programa de rádio “Teenager’s Turn-Here We Go”. Os Beatles tocaram “Ask Me Why”, “Besame Mucho” e “A Picture Of You”. Foi gravado no dia 11 de Junho e foi ao ar no dia 15 de Junho de 1962.

Fotos das duas baterias (de Pete e Ringo), em 1961-1962, estão nas fotos dos instrumentos dos Beatles, no site de Ricardo Pugialli => http://beatlemania.net.br/instrumentos4.htm, e as imagens das baterias são a 29 (Pete) e 35 (Ringo).

Fonte da pesquisa:
http://www.beatlesource.com/savage/main.html

Tópico na Comunidade do Orkut, We Love the Beatles Forever, com algumas opiniões: http://www.orkut.co.in/Main#CommMsgs?cmm=13793823&tid=5446648749078826315&na=1&npn=1&nid=

Renato Barros (e seus Blue Caps) foi quem lançou The Beatles no Brasil!

Um texto de Vicente Telles, poeta, músico, cantor, ator brasileiro, nascido em Santa Inês, Maranhão.

Vicente Telles e Renato Barros

Renato Barros, o líder da maior banda Brasileira que foi e é Renato e Seus Blue Caps, é um dos precursores da “Jovem Guarda” e ainda jovem despertou no cenário artístico através dos seus vocais inconfundíveis, uma base de guitarra que virou identidade da jovem guarda e com seus deliciosos solos num universo repleto de criatividade e diferente, chegando a incomodar a MPB, que através da Tropicália fez grandes movimentos culminando em passeatas contra a Guitarra Elétrica. Foram então metralhados pela beleza da sonoridade deste jovem, que além de tocar no seu grupo solos e bases magníficas, tocava também em discos de outros artistas que, inclusive, traziam na capa de seus discos os devidos créditos, informando… “Artista acompanhada por Renato e Seus Blue Caps”.
Renato também foi autor de grandes hits como: “Você não serve pra mim”, “Não há dinheiro que pague”, “Maior que o meu amor”, “Devolva-me”, “A pobreza”, “Feche os olhos”, “Menina Linda”, “Não aceito o teu Adeus”, “Devo tudo a você” “Eu não sabia que você existia” e “Perdi Você” e foi criador das primeiras versões de The Beatles, que por muitas vezes pessoas chegavam até a pensar que Renato e Seus Blue Caps era o original e que The Beatles era a versão de Renato. Era pura genialidade deste jovem acompanhado de dois irmãos, Paulo César Barros, Ed Wilson e do amigo Cid. A sua guitarra criou até outros estilos como o próprio movimento que chamam de brega, através daquela base de guitarra que marcou a Jovem Guarda. Renato Barros é copiado até hoje.
Os próprios artistas que lutaram contra a sua Guitarra Elétrica, pouco tempo depois já sentiam a necessidade de colocar em suas gravações a Guitarra Elétrica… Todos se renderam e este som que até hoje contagia todos nós. Hoje mesmo (09-08-2013) eu e Renato nos falamos por quase uma hora e ele inclusive confirmou a sua presença num show que produzo no teatro Rival Petrobras com a Banda “A Janela Do Rei Rock’n’roll”, que inclusive regravaram a canção “Você não serve pra mim” de Renato Barros tendo a gravação original sido feita por Roberto Carlos…
Sou muito fã do Renato como artista e como ser humano e muito feliz por ele ter embalado a minha infância e adolescência e hoje é um grande amigo.
Obrigado meu amigo gênio da arte da musica!… Você é esplêndido, grande Renato”…
Que atirem a primeira pedra quem não curtiu Renato Barros e seus Blue Caps!…

Vicente Telles

Fotos da passagem de Roberto Carlos por Belém do Pará em 1965!

Estas fotos raras, do acervo de Guilherme Gianino, registraram a segunda passagem do Rei Roberto Carlos por Belém do Pará, quando ele ainda estava no início de sua brilhante carreira.

As fotos foram tiradas nas dependências da Indústria de Cigarros Tabaqueira, que promoveu o Show realizado no Theatro São Cristóvão.no ano de 1965, provavelmente no mês de dezembro pois naquela época as árvores de natal eram montadas neste mês.
Por ocasião da visita, o Rei recebeu de presente da Indústria uma coleção de cachimbos artesanais.
As fotos registram sua segunda passagem por Belém, pois a primeira se deu em 1964, ocasião em que ele tirou sua primeira carta de motorista.

RC em Belem 1

RC em Belém 2

RC em Belém 3

Wanderléa e Roberto Carlos em Belém

Em 1964 Roberto Carlos também havia estado em Belém do Pará onde fez um show, ocasião em que tirou sua primeira carta de motorista, como conta Guilherme Gianino:

“Muita gente não sabe, mas o cantor Roberto Carlos tirou a sua primeira Carteira Nacional de Habilitação no Detran do Pará. No dia 12 de maio de 1964 o cantor procurou a então Delegacia Estadual de Trânsito para realizar os exames necessários e assim tirar o seu documento. Nesse ano, o titular do órgão era o senhor Hermínio Calvinho, que solicitou ao Auxiliar de Divisão Célio Jorge Corrêa, para que atendesse ao jovem artista. Roberto Carlos, após aprovação nos exames, recebeu a CNH de número 30.510.

Quando questionado como se sente ao relembrar do fato, Célio Jorge não consegue esconder a emoção. Ele lembra que Roberto Carlos lhe disse na época que tinha muita fé e convicção que seria um cantor de sucesso. De acordo com Célio Jorge, naquele ano já dava para se fazer uma projeção do sucesso que o ” Rei” teria. ” Eu acreditava nele, na potencialidade dele. Na época eu pertencia ao Trio Sayonara e nós cantávamos muitas músicas da Jovem Guarda, inclusive as dele”, disse.

Roberto Carlos era apenas um artista que caminhava para a carreira de sucesso, conquistada curiosamente por uma canção relacionada com o trânsito: ” Parei na contra-mão”. Como muitos outros artistas, conquistava um público pequeno e tinha que visitar os colégios para distribuir convites gratuitos para os estudantes e assim ter um bom número de gente na platéia.
Para os curiosos e fãs aqui vão alguns dados fornecidos pelo cantor para o preenchimento de seu prontuário:

Nome: Roberto Carlos Braga
Natural: Espírito Santo
Data de Nascimento: 19/04/1941
Pai: Robertino Braga
Mãe: Laura Moreira Braga
Cor: branca
Cabelos: Castanhos
Carteira de Identidade: nº 287.634
Número da carteira de Habilitação recebida:30.510

O curioso, é que no ato da retirada da sua habilitação, Roberto Carlos forneceu o seguinte endereço: Central Hotel – apartamento 303. A fotografia que consta no prontuário do cantor foi tirada num ” lambe-lambe” que trabalhava em frente ao Complexo dos Mercedários. Quem quiser ver de perto o prontuário do cantor Roberto Carlos, pode fazer uma visita ao Memorial do Trânsito no Detran.”

Carta de motorista (primeira) de RC

Com mais de 50 anos de carreira, mais de 100 milhões de discos vendidos em todo o mundo, Roberto Carlos é o artista número um do Brasil e da América Latina.
Cantor e compositor de mais de 500 músicas, ídolo da juventude, conhecido como o Rei do Iê Iê Iê e maior expoente do movimento denominado ‘Jovem Guarda’, na década de 60, começou sua carreira imitando João Gilberto mas depois encontrou sua identidade nas canções românticas, consolidando seu sucesso na década de 70, pós Jovem Guarda.
É um artista que está além das palavras e homenagens e que comove pela beleza de suas canções, sempre carregadas de fortes emoções.

Pelé confirma a história sobre os Beatles e a Seleção Brasileira de 1966

Numa entrevista em outubro de 2011, Pelé voltou a afirmar que os Beatles foram barrados em 1966, quando quiseram conhecer a Seleção Brasileira e Pelé durante a Copa do Mundo na Inglaterra.
Muita gente não acredita que isso tenha de fato acontecido, mas agora, época do lançamento de seu novo livro, “1283”, título alusivo ao número de gols que ele marcou na carreira de jogador de futebol, temos este vídeo onde o próprio Pelé confirma o ocorrido.

Nenhum jogador sabia que os Beatles queriam ir ter com eles, assim como Pelé também não sabia, senão teria dito que queria vê-los, com toda certeza, pois ele já era o famoso Pelé.
Os Beatles gostavam de futebol, como todo mundo, pois eram pessoas normais.
Paulo Machado de Carvalho era o chefe da redação e o repórter e assessor de imprensa Carlos Freitas é quem atendeu a ligação e determinou que não era possível que os Beatles fossem ter com a Seleção, pois a Seleção estava focada apenas nos jogos. João Havelange estava no Hotel, ficou sabendo, porém ficou na dele, com sua atenção voltada para ganhar os jogos.
Quando Pelé encontrou com John Lennon em Nova York em 1971, (John fazia na época um curso de japonês), ele ficou sabendo que os Beatles estiveram querendo conhecer a seleção em 1966 e o assessor de imprensa os barrou.

A entrevista de novembro de 2011, atualmente excluída do Blog que a postou inicialmente.
(Registrada na época aqui: We Love the Beatles Forever)

Pergunta: Para quem você já pediu autógrafo?

Pelé: Olha, nessas viagens acabei pedindo autógrafo para Robert Redford, Rod
Stewart, Mick Jagger, John Lennon, Roberto Carlos, Elton John. Ah, agora eu vou mostrar uma coisa aqui (Pelé pega um violão e começa a tocar e cantar uma música de sua autoria): ‘Ela diz que não me ama / ela diz que me detesta / mas quando me vê / me beija e faz festa / Essa mulher me deixa louco / Essa mulher não presta / Ela quer botar o chifre na minha testa’ (risos).

Pergunta: John Lennon te recebeu bem?

Pelé: Olha, tem uma história com os Beatles que pouca gente sabe. Em 1966, na Copa, estávamos concentrados em Liverpool e os Beatles quiseram tocar para o Pelé na concentração. Os dirigentes não deveriam conhecer os Beatles direito e falaram: ‘Não, esses cabeludos não vão tocar aqui não, esses moleques não vão fazer barulho aqui não’ (risos).

Pergunta: Não! Eles barraram os Beatles?

Pelé: Foi. Sabe como fiquei sabendo? Quando estava no Cosmos (EUA), fui fazer um curso de inglês na mesma escola em que o John Lennon estudava japonês, de certo porque ele estava com a Yoko Ono. Aí conversamos e ele me disse ‘Pô Pelé, você sabe que em 1966 nós queríamos tocar para você em Liverpool, mas não deixaram a gente entrar na concentração’. Já viu um negócio desses? (risos).
Pelé, você já tem uma teoria sobre si mesmo? Por que aconteceu tudo o que aconteceu com você até hoje?
Não faço a mínima ideia, não tenho uma explicação. Deus me deu o dom, era um presente. Eu só tive que saber aproveitar.

Pelé

Fonte da entrevista com Vídeo: Globo Esporte