RECEBENDO A ILUSTRE VISITA VIRTUAL DE RENATO BARROS E GETÚLIO CÔRTES – 19/07/2016

Em 19 de julho de 2016 tive a grata satisfação de receber virtualmente a visita de dois ícones da história da música brasileira, grandes representantes do Rock and Roll nacional, o grande Renato Barros, da banda Renato e Seus Blue Caps e o compositor Getúlio Côrtes, de 14 sucessos de Roberto Carlos, além de inúmeros outros gravados pelo próprio Renato e também por outros tantos artistas como Wanderléa, Jerry Adriani, Leno e Lílian, etc…

Esta conversa informal foi gravada por mim, sob o consentimento deles, e eu compartilho aqui com vocês na forma de seis vídeos, como segue:

PARTE 1

Renato apresenta Getúlio Côrtes, que fala sobre “Negro Gato” e conta suas memórias…
Recorda a ajuda que recebeu de Mauro Motta permitindo novos encontros com Roberto Carlos… etc…

PARTE 2

– Getúlio Côrtes conta que Wanderléa teve ataque de tosse durante uma gravação;
– Pessoal da CBS que ia jogar pelada e deixavam o estúdio vazio;
– Como conheceram Erasmo Carlos
– Importância de Antonio Aguillar para o Rock em São Paulo e Carlos Imperial no Rio de Janeiro;
– Surge a canção “I should have known better” e a famosa versão, “Menina Linda”;

PARTE 3

– Renato toca e Getúlio canta “Quase fui lhe procurar” e “O Feio”;
– Datas dos próximos shows da Banda Renato e Seus Blue Caps, incluindo Show em Cotegipe dia 06/08, Recife dia 13/08 e Porto Alegre dia 19/08;

PARTE 4

– Jovem Guarda, um sonho dourado que incomodou muita gente;
– Artistas que renegam a Jovem Guarda, como Rosemary, Eduardo Araújo e Elis Regina;
– Artistas que gostam da Jovem Guarda, como Sérgio Reis e Nara Leão;
– Por que Imperial lançou Eduardo Araújo;
– Passeata contra a guitarra elétrica: quem foi contra e quem foi a favor;
– Elis tirou Jorge Benjor de seu programa depois que ele participou do Jovem Guarda;
– Renato conta a historia do “mais puro sangue do Brasil” e de como começou a usar rabo de cavalo no Jovem Guarda;
– Os animais de estimação que os artistas levavam no programa…
– A historia do “buraquinho” no camarim das cantoras e o buraco no forro pra ver Sandra Bréa…
– Situação atual de venda de discos e a gravação de um DVD pela banda;
– O que o público prefere ouvir nos shows;
– Renato recorda Celso Blue Boy, que chegou a tocar com B.B. King;
– Agradecimento ao radialista Vladimir Ferreira;
– Getúlio relembra a homenagem que recebeu dos artistas no “Tributo a Getúlio Côrtes”;
– Getúlio recorda programa Domingão do Faustão que citou outro nome como sendo o compositor de “Negro Gato”;

PARTE 5 (esclarecimentos sobre a composição “Negro Gato”

PARTE 6

– Finalizando…

Muito obrigada, queridos Renato Barros e Getúlio Côrtes, um abraço!

Muito obrigada, queridos Renato Barros e Getúlio Côrtes, um abraço!

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O dia em que Paul McCartney foi apresentado a John Lennon!

Em 06 de Julho de 1957, os Quarrymen se apresentaram no Garden Fete de St. Peter’s Church em Woolton, Liverpool, e foi entre 16h15min. e 17h45min. que Paul McCartney conheceu John Lennon através de Ivan Vaughan, que era colega de escola dele e morava perto da casa de John; fazia 8 meses que Paul tinha perdido sua mãe Mary…

woolton-6-07-57

O Show havia sido marcado para as 09h e começou às 10h da manhã e Julia, mãe de Lennon, foi ver o show com Mimi, que achou aquilo tudo uma indecência!
O modo como o adolescente John tocava e se requebrava com Eric Griffith no palco improvisado, horrorizou tia Mimi. Paul chegou por volta de 11h30min. na quermesse, onde John só cantaria 6 músicas, porque Mimi ficou horrorizada e John teve que deixar o palco envergonhado… 🙂

Bob Spitz descreve este momento em seu livro “Os Beatles – A Biografia”:

“John ficou impressionado por Paul lembrar a letra, que ele sempre esquecia , por isso optava por fazer improvisos vocais para acompanhar o ritmo. A versão de Paul era mais pesada, mais marcante, ele tocava a quinta tônica, que a banda simplesmente ignorava. E Paul cantou a música fazendo todas as pausas, despreocupado como se estivesse em frente ao espelho do quarto sem ninguém à sua volta. O fato de os integrantes de uma banda e uma dúzia de escoteiros estarem por perto não o intimidava nem um pouco. Não obstante, a “platéia” ficou magnetizada.
“Aquilo foi estranho. Ele tocava e cantava de uma forma que nenhum de nós era capaz, nem mesmo John”, lembra Eric Griffiths. “Paul tinha confiança, presença. E com uma naturalidade incrível. Ficamos realmente impressionados.”

(…)Houve uma identificação instantânea, uma conexão química entre os dois rapazes que se percebiam comprometidos com a música com a mesma intensidade, com a mesma paixão cega. Tendo em vista a forma como se estudavam, a postura e os olhares dirigidos de um para o outro, o que realmente acontecia era um amor à primeira vista.”

Pg. 96 e 97

Uma Simples Guinada do Destino (Parte 1)

Em seu livro “Os Beatles – A Biografia“, Bob Spitz escreveu no Capítulo 5:
“A única verdadeira surpresa da festa do jardim da Igreja de São Pedro no ano de 1957 foi a participação dos Quarry Men.
Nos mais de quarenta anos em que os habitantes da vila de Woolton celebraram o evento que eles chamavam costumeiramente de “a Rosa da Rainha”, só bandas marciais haviam tocado. Ainda havia um brilho heróico, uma resposta emocional, a todos aqueles homens rubicundos em uniforme tocando “pop standards” formais arranjadas como se eles estivessem acompanhando a retirada de Dunquerque. (…) Mas algo havia mudado. A canção regular dos homens em azul não mais encantavam os jovens, cujo mundo em expansão via pouco glamour na tradição. Bessie Shotton, a mãe de Pete, convenceu o comitê da festa que uma banda de skiffle atrairia os jovens e propôs os Quarry Men (…)
Os garotos entraram em êxtase. A festa do jardim era “o maior evento social no calendário da vila” (…) Além de tocar, os Quarry Men receberam outra distinção: acompanhar a parada anual dos carros alegóricos (…)
A banda se instalou na carroceria de um caminhão que partiu da igreja pouco depois das duas horas da tarde do dia 6 de julho.

Uma Simples Guinada do Destino (Parte 2)

(…) Um cheiro de circo persistia no ar pesadamente escaldado (…)Os Quarry Men tocaram uma animada seleção de canções – metade skiffle, metade rock’n’roll – que foi recebida entusiasticamente pelos jovens que se aglutinavam em volta do palco (…) John se lembra: “foi o primeiro dia que cantei Be-Bop-A-Lula ao vivo no palco”, e bem se pode imaginar o quanto ele curtiu. Depois improvisou uma versão de “Come Go With Me” de forma hilariante (…)
Um pouco antes de encerrarem, Eric Griffiths e Pete Shotton perceberam Ivan Vaughn logo abaixo do palco, à direita, com outro jovem ao lado (…) sorriram uns para os outros, ficando subentendido que eles se reuniriam depois do show.
Ivan se aproximou afoitamente. Cumprimentou a todos e apresentou seu amigo da escola – Paul McCartney.

Uma Simples Guinada do Destino (Parte 3)

Len Garry relembra: “O clima estava um pouco tenso. Ivan havia dito [antes dessa tarde, NT] a John sobre Paul ser um grande guitarrista, então ele se sentia um pouco ameaçado.” (…)Curiosamente, Paul tinha trazido seu violão. Sentindo a oportunidade, roubou as atenções, tocando habilmente uma versão do “Twenty Flight Rock” de Eddie Cochran, com todas as sibilâncias do fraseado rockabilly e um toque de Elvis na garganta (…)“De cara, pude ver que John estava com toda a atenção no garoto”, diz Pete Shotton. (…) “Pude perceber que John estava muito impressionado.”Paul também deve ter percebido. Ele parecia se concentrar justamente em John, a quem reconhecia como o legítimo líder da banda. Sem querer perder o pique, “mandou ver” em sua própria versão de “Be-Bop-A-Lula”.(…)“Foi fantástico. Ele tocava e cantava de um jeito que nenhum de nós conseguia, inclusive o John”, relembra Eric Griffiths (…)Mas Paul ainda não tinha acabado. Já mesmo então sabendo como “trabalhar” uma audiência, ele atacou com um medley de Little Richard – “Tutti Frutti,” “Good Golly, Miss Molly,” e “Long Tall Sally” (…)“Depois disso,” diz Colin Hanton, “John e Paul passaram a se circundar como gatos.”
Nota: Esta frase do livro, original, diz o seguinte: “Afterwards,” Colin Hanton says, “John and Paul circled each other like cats.”
A tradução foi mais ou menos literal, e acho que o sentido é o seguinte: ficaram estimulados e desafiados um pelo outro.
Na edição brasileira esta frase ficou traduzida assim; “Depois daquilo”, diz Colin Hanton, “John e Paul se rodearam como gatos.”

Na igreja em Woolton existe esta placa em homenagem a este histórico encontro!

woolton-placa-encontro-john-e-paul

O Compositor Renato Barros!

Na noite desta quinta-feira, 30 de junho de 2016, tive a honra e o prazer de conversar com o músico Renato Barros, da Banda Renato e Seus Blue Caps, que falou sobre algumas de suas composições, citou os Beatles, falou de sua amizade com Getúlio Côrtes, lembrou Leno e de quando compôs “Devolva-me” para a dupla, das composições suas que Roberto Carlos gravou, enfim, uma conversa informal que poderá ser ouvida aqui neste vídeo.

O mesmo vídeo no Facebook:

Algumas das composições feitas por Renato, solo ou em parceria, são as seguintes:

Ano de 1960
– Garota Fenomenal

Ano de 1961
– Limbo do tra-la-la

Ano de 1962
– Blue Caps Twist
– Bonequinha
– Summer comes again

– Ano de 1965
– Menina Linda
– Querida Gina
– Garota Malvada
– Os Costeletas
– O Escândalo
– Preciso ser Feliz
– Feche os Olhos
– Eu sei
– Aprenda a me Conquistar
– Sou tão Feliz

Ano de 1966
– Devo tudo a você (gravada por Jerry Adriani)
– Tudo morreu quando perdi você (gravada por Wanderléa)
– A primeira lágrima
– Devolva-me (gravada por Leno e Lílian)
– Meu bem não me quer
– Sim, sou feliz
– A garota que eu gosto

Ano de 1967
– A saudade que ficou
– Menina Feia
– Um é pouco, dois é bom, três é demais
– Lar doce lar
– Você não serve pra mim (gravada por Roberto Carlos)

Ano de 1968
– Escreva logo
– Não demore mais
– Sem Suzana
– Maior que o meu amor (gravada por Roberto Carlos)

Ano de 1970
– Meu amigo do peito
– Não há dinheiro que pague (gravada por Roberto Carlos)

Ano de 1971
– Esta noite não sonhei com você
– Você vai me ouvir
– Nós dois
– O brinquedo se quebrou

– Sou louco por você

– Sou amor pra te entregar

Ano de 1972
– Não foi o que eu fiz

Ano de 1973
– Se você soubesse

Ano de 1974
– Eu não aceito o teu adeus

Ano de 1976
– Como há 10 anos atrás
– Eu te amei demais

Ano de 1977
– Sem você
– Você é um pedaço de mim
– Não maltrate um coração
– O brinquedo se quebrou

Ano de 1979
– Suco de laranja
– Vou ao teu encontro
– Eu te amo
– Eu não sabia que você existia (gravada por Leno e Lílian)

Ano de 1983
– Para Sempre
– Sexo Frágil

Sexo Frágil (1983)
Compositor: Renato Barros – Vocal e todas as sobreposições de vozes.

– Vamos fundo

– Memórias
– Guerreiro do amor

Ano de 1987
– Batom Vermelho
– Pode me procurar
– Monaliza da TV
– Com você no coração
– Nos braços, nos olhos e no coração
– Anjo rebelde

Sobre a canção “Só Falta Você”, Renato disse: “… eu fiz essa música num voo Natal-Rio. Letra e música.”

Renato em Cantegril Clube Viamão RS 27-06-2015

NOTA:
Sobre a canção “Rainy Day”, Renato explica:

“Sobre a música Rainy Day, é complicado mesmo… esta música foi feita muito rapidamente, pois foi numa época em que os cantores vendiam muitos discos cantando em inglês e é lógico, eu fiquei com vontade de arriscar também, até que o Cid (Chaves) me apresentou a um rapaz que pertencia a uma banda aqui do Rio. O nome do rapaz é Ricardo Fegahli, que pouco tempo após o sucesso de Rainy Day, ingressou na melhor banda do Brasil (Roupa Nova) a qual pertence até hoje. A música original era minha mas foi sofrendo transformações, pois foi um verdadeiro trabalho de equipe. A letra foi feita pela hoje deputada Federal Jandira Fegahli, irmã de Ricardo. Depois da música gravada, criamos nomes fictícios em Inglês (era moda). Sendo assim, quero deixar claro que: Eu não sou o Richard Young interprete, e sim, é o Ricardo Fegahli. Tanto eu quanto Jandira recebemos pseudônimos em Inglês mas confesso que não me lembro mais desses nomes…”

RENATO BARROS EM UMA INTERPRETAÇÃO SOLO DE SUA COMPOSIÇÃO “A PRIMEIRA LÁGRIMA”

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Aqui interpretando ‘Fim de Caso’ (1958), um clássico de Dolores Duran…